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A diferença entre Educação Sexual e Orientação Sexual

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 14 de dezembro de 2020 | 22:11



 

Não vamos confundir alhos com bugalhos. A sexualidade faz parte do desenvolvimento normal de todo ser humano e está presente em cada indivíduo desde o nascimento até a morte. A história de vida de cada um, a cultura e os valores podem exercer certa influência nos sentimentos individuais e consequentemente pode afetar a sua sexualidade. A Sexualidade não é o ato sexual propriamente dito, pois envolve não apenas os órgão genitais, mas o corpo todo.

 

 

A SEXUALIDADE E A TENSÃO ENTRE O EU REAL E O EU IDEAL

 

 

Romanos 7,19-25: “Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus. mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado...”

 

 


AINDA NÃO SOMOS ANJOS!

 

 

Mateus 20,30: “Na ressurreição, as pessoas não se casam nem são dadas em matrimônio; são, todavia, como os anjos do céu...”

 

 

No nível acadêmico - universitário, os estudos e pesquisas dos especialistas apontam que A RELAÇÃO SEXUAL  atende os níveis fisiológico e psicológico das pessoas. PARA O CRISTÃO CASADO, o ATO CONJUGAL vai além, atendendo a um terceiro nível: O espiritual. O sexo foi feito e querido por Deus, ( I Ped. 3,7) e tudo que Deus criou é bom.

 

 

 

 

Magistério da Igreja - CIC 2362

 

 

 

"Os atos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, significam e favorecem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido." A sexualidade é fonte de alegria e de prazer: O próprio Criador estabeleceu que nesta função (de geração) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem saber manter-se nos limites de uma moderação justa."

 

 

 

Existem pessoas que, quando o assunto é sexualidade, defendem idéias absurdas. Dizem, por exemplo, que Deus criou o homem e permitiu que o diabo inventasse o sexo (?)...Para uma grande maioria, a sexualidade está muito mais associada ao pecado do que a algo bom, criado por Deus. O pecado original, não foi o sexo (pois ele foi ordenado), mas a desobediência, ou seja, o homem querer por si mesmo decidir o bem e o mal, e o que é certo e errado segundo seus próprios critérios. Antes de julgar se a sexualidade é boa, ou má (a sexualidade é amoral), precisamos saber quem o criou, com que finalidade ele foi criado e o que devemos fazer para tornar a sexualidade conforme o PLANO ORIGINAL DE DEUS:

 

 

 

Romanos 1,26-28: “E, por essa razão, Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. De igual modo, os homens também abandonaram as relações sexuais naturais com suas mulheres e se inflamaram de desejo sensual uns pelos outros. Deram, então, início a sucessão de atos indecentes, homens com homens, e, por isso, receberam em si mesmos o castigo que a sua perversão requereu. Além do mais, considerando que desprezaram o conhecimento de Deus, Ele mesmo os entregou aos ardis de suas próprias mentes depravadas, que os conduz a praticar tudo o que é reprovável...”

 

 

Deus criou o homem e a mulher, e colocou órgãos genitais diferentes em cada um deles. Ele criou também os hormônios, que atuam na área da sexualidade masculina e são chamados de testosterona. Na mulher, estes hormônios são conhecidos como estrógeno e progesterona, com funções e fins específicos. E os cromossomos X e Y que definem fisicamente o homem e a mulher. (Muda-se a estética jamais a genética). Até um hermafrodita, que tem os dois sexos, os seus cromossomos definem se é homem, ou mulher. Não existe esse negócio de uma alma masculina, num corpo feminino, ou seja, essa dedução não tem caráter científico, é pura especulação achológica de alguns psicólogos, que não é uma ciência exata. Não existe consenso sobre esta dedução até mesmo entre os psicólogos.O quadro “quem sou eu do fantástico”, ao querer usar a autoridade de um psicólogo (sem querer desmerecer o trabalho desta classe) para tratar de neurociência, é como usar a autoridade de um astrólogo, para tratar de astronomia. A matéria ida ao ar portanto,  foi mais de caráter ideológico que científico.

 

 


 

Os desejos íntimos masculinos e femininos, tem funções e fins específicos no plano criador:

 

 

 

E por que Deus criou estes dois órgãos genitais masculinos e femininos que acabamos de analisar? Será Ele um tipo masoquista que criaria no homem desejos naturais que não podem ser satisfeitos como, quando e onde eu quiser? (Agir unicamente pelos instintos como os animais?). Para que Deus criou tudo isso? Para brincar com os nossos sentimentos e as nossas emoções, e vendo-nos condenar pelo seu mal uso?

 

 

 

“Deus não teve vergonha de criar aquilo do qual nos envergonhamos...” (Sto Agostinho)

 

 

 

Muitas vezes por falta de compreendermos o significado de coisas muito simples perdemos a riqueza de aspectos da vida cristã que são fundamentais. Como por exemplo: ao falarmos de corporeidade e de sexualidade. Ficaremos surpresos ao descobrir como Deus ao nos criar e dar-nos um corpo quis revelar ao homem dimensões importantíssimas de sua vocação. E mais ainda, como a sexualidade humana traz em si normas, exigências que ela mesma faz para poder se desenvolver. É expondo a sexualidade humana à luz do Mistério de Cristo, é que podemos enxerga-la como um chamado a realizar aquela Caridade que o Espírito Santo infundiu em nossos corações. Cristo experimentou de forma ordenada/Integral e sem pecado aquilo que Adão sentia por Eva. Pois o que não foi assumido pela sua encarnação, não foi redimido!!!

 

 

 

Hebreus 2,17-18: “Por esse motivo, era vital que Ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, a fim de que pudesse constituir-se sumo sacerdote misericordioso e leal em relação a Deus, e pudesse realizar propiciação pelos pecados do povo. Considerando, portanto, tudo o que Ele mesmo sofreu quando tentado, Ele é capaz de socorrer todos aqueles que semelhantemente estão sendo atacados pela tentação.”

 

 

 

A sexualidade é uma componente fundamental da nossa personalidade. É um modo de ser e de se manifestar, de comunicar-se com o outro, de sentir, de expressar e de viver o amor e as relações humanas. Portanto ela é a chave para o desenvolvimento harmonioso da nossa personalidade através da  COMPLEMENTARIEDADE (Os iguais de completam, os diferentes se enriquecem). Faz-se necessário compreender que esta abrange não somente o plano físico, mas também o plano psicológico e o plano espiritual, marcando toda sua expressão. Orientá-la, elevá-la e integrá-la pelo amor é o único meio de torná-la verdadeiramente humana e vivencial, e não algo inatingível.Jesus indicou-nos também, pela Palavra e pelo exemplo, a Vocação tanto ao matrimônio, como ao celibato, ou seja, a virgindade, ou a renúncia ao ato conjugal por causa do Reino dos Céus. O celibatário, por não estar condicionado às obrigações nupciais, está mais disponível para o amor gratuito e exclusivo a Deus e aos irmãos. Exprime melhor a doação de Cristo ao Pai pela doação aos irmãos, e de forma ESCATOLÓGICA já nos aponta para realidade da vida eterna que nos espera. Se por um lado implica numa renúncia ao amor típico do matrimônio, por outro assume de um modo mais profundo e evidenciado essa dinâmica do amor oblativo aos outros, que é um aspecto inerente à sexualidade. Em suma, a sexualidade é chamada a exprimir valores diversos a que correspondem exigências morais específicas, no diálogo interpessoal e na abertura ao dom de si. A vida afetiva, própria de cada sexo exprime-se de modo característico nos diversos estados de vida já discernidos no matrimônio, ou no celibato,bem como também, naqueles que caminham ainda em um processo de discernimento. Integrar a sexualidade, ordená-la para o amor, é o dever de cada cristão.O corpo é testemunha da criação, portanto não pode ser compreendido senão sob a ótica do amor de Deus, do amor com o qual foi criado. Desse dom do amor o corpo procede e a ele está ligado em uma íntima relação de dependência que imprime no homem um caráter oblativo, essencial para se entender a sua vocação.O corpo enquanto sexuado exprime a vocação do homem à reciprocidade, isto é, ao amor e ao mútuo dom de si. Deus criou o homem e a mulher para dizer-lhes que, em sua diversidade, são iguais em natureza e em dignidade. Ao mesmo tempo semelhantes para se compreenderem a diferentes para se completarem. Ser homem e ser mulher constituem dois modos segundo os quais a criatura humana realiza a sua participação no ser divino pois foram criados à imagem e semelhança de Deus.Orientados para COMPLEMENTARIEDADE, o bem comum, e a fecundidade, o homem e a mulher participam do amor criador e multiplicador de Deus, vivendo a comunhão com ele através do outro. O pecado obscurece a percepção deste aspecto, mas seu significado permanece inscrito no profundo do coração humano como uma exigência do dom recebido.

 

“A mulher será salva pela teknogonia (maternidade)” (1Tm 2,15)

 

 

“Somente no Mistério do Verbo Encarnado encontra verdadeira Luz o mistério do homem.” (Gs,22). Assim é que se compreende que a nossa existência humana não pode encontrar seu significado fundamental se não for sob a luz do nosso chamado a participar e viver a vida divina preparada para nós (Conf. 2 Pedro1,4).

 

 

Existe diferença entre Educação Sexual e Orientação Sexual?

 

 

 

Existe, sim, como diz Vitello.Para Vitiello (VITIELLO, N. Sexualidade: Quem educa o educador. São Paulo: Iglu, 1997, p. 95.) “a orientação implica num mecanismo mais elaborado, segundo o qual baseando-se na experiência e nos seus conhecimentos o orientador ajuda o orientando a analisar diferentes opções, tornando-o assim apto a descobrir novos caminhos”. Isso difere do conceito de educação sexual como vemos a seguir.

 

Educação é um processo longo que abrange toda a vida e que o educador dá ao educando condições e meios para que ele possa crescer, tanto em maturidade quanto em novos conhecimentos. Educar, no sentido mais amplo, significa formar. Significa dizer que o indivíduo apreende e aprende, o que o faz crescer no conhecimento e isso contribui com a sua formação.Na questão da educação sexual a família deve ter grande empenho para que isso possa acontecer porque é um processo mais demorado, que abrange as fases da vida, ou seja, infância, adolescência e até adulto. A orientação sexual pode se referir apenas a alguns temas ou dúvidas surgidas momentamente e isso tanto a família quanto a escola podem contribuir com as orientações cabíveis, apesar de que professores poderão ter dificuldades nessa orientação. Sobre as dificuldades dos professores em orientar seus alunos, Maia et al. (MAIA, A. C. B. et al. Orientação sexual para professores: formulário para avaliar a aquisição de conhecimento sobre sexualidade infantil. Mimesis, Bauru, v. 27, n. 2, p. 107- 123, 2006.) diz o seguinte:

 

Muitos educadores possuem dificuldades em orientar seus alunos que podem ser: por razões pessoais, falta de informações específica voltadas na área da sexualidade e até mesmo por falta de orientação e de recursos metodológicos que ajude o professor a compreender a realizar uma orientação sexual adequada. Porém, a formação destes profissionais ao se trabalhar com a temática é de grande importância para que se possa evitar a passagem de conceitos pessoais, preconceitos ou ideias inadequadas.

 




CONCLUSÃO:

 

 

Estamos cientes que o pecado original afetou a nossa sexualidade e afetividade, que ficaram desordenadas, ou seja, perdemos a integralidade e inteireza destas duas capacidades humanas. Também, entendermos que neste caminho de maturidade humana na vida Cristã, a caminho da santidade, vivemos aquela tensão escatológica entre o já e o não ainda, ou seja, entre o eu real, e o eu ideal, bem como aprendermos que a sexualidade é muito mais que genitalidade, pois é algo ontológico, e que faz parte do plano original de Deus, com meios e fins específicos. Estudos dessa natureza tornam-se relevantes porque além de trazer para o meio acadêmico informações valorosas a respeito do tema em referência, poderá incentivar outras pessoas a fazerem estudos na área em busca de novas informações e conhecimentos e poderão ajudar aos professores na educação sexual e orientação sexual de seus alunos em sala de aula. Embora não haja um santo que seja o santo padroeiro formal dos relacionamentos afetivos e da nossa sexualidade,na verdade existem vários santos que são patronos de uma ampla variedade de relacionamentos e a  lista de santos que ajudam pessoas em tipos específicos de relacionamentos é longa. Mas há santos que ajudam pessoas em diferentes estágios de relacionamento; olhemos portanto, o exemplo dos santos que estiveram neste mundo como nós. Pessoas que estão solteiras e querem estar em um relacionamento, ou estejam no caminho do celibato definitivo, ou formativo, podem pedir a ajuda de que precisam a eles pela sua intercessão.Independente do estágio de relacionamento ou caminho de discernimentos que você esteja trilhando, apresentamos uma lista de sete santos que são conhecidos, pela graça de Deus, para ajudar as pessoas a progredirem nos níveis de relacionamentos de forma sadia e esquilibrada.

 

 

 

Segue a lista dos 7 padroeiros dos afetos para que possamos conhecer suas histórias e pedir sua intercessão junto a Cristo:

 

 

1)- São Vicente de Paula

2)- São Valentim

3)- São Nicolau de Mira

4)- Santa Mônica

5)- Santa Adelaide de Borgonha

6)- Santa Ângela de Foligno

7)- Santa Maria Madalena

 

 

 

* Por Francisco Barros - Missionário consagrado na Comunidade Católica Shalom, como Comunidade de Aliança Externa em Mossoró-RN



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