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O sábio silêncio do papa Francisco sobre os incêndios das Igrejas no Chile

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 23 de outubro de 2020 | 23:19

 


 

Sabemos por experiência que qualquer manifestação no Twitter ou na internet de uma pessoa que tem muitos seguidores – e o papa é um grande influenciador – sobre um assunto que não está bem esclarecido e esquadrinhado, atacando qualquer pessoa é provocar o linchamento virtual. Esse silêncio do papa é, na verdade, de extrema responsabilidade e não o contrário. Uma coisa que muita gente deveria fazer na internet, e não só o papa, é esperar e averiguar com responsabilidade o que está por trás dos fatos para ver realmente o que está acontecendo, entender todas as circunstâncias, para somente depois se manifestar. É preciso ter cautela no campo minado das redes sociais.

 

 

O que o Papa Francisco já disse (e o que ele não vai dizer) sobre as igrejas queimadas no Chile

 

 

*Por Paulo Polzonoff Jr.

 

 

O silêncio do Papa Francisco não é cúmplice, e sim sábio e inspirado. O Papa Francisco se manifesta sobre muitas coisas. Só este ano, já falou sobre racismo, perseguição aos Cristãos, pandemia e queimadas na Amazônia. Mas, ao menos até a conclusão deste texto, o Pontífice ainda não se pronunciou especificamente sobre as igrejas incendiadas pela extrema-esquerda no Chile. O silêncio papal tem levado muitas pessoas, não sei se cristãs ou não, a desconfiarem do líder da Igreja Católica. Há quem sugira que o Papa está empenhado na luta progressista e falam em “silêncio cúmplice”.  

 

 


O que muitos não sabem e poucos lembram, até por conta da insuportável velocidade das redes sociais, é que o Papa Francisco já falou sobre o que aconteceu no Chile. No dia 22 de agosto, ele escreveu:

 

 

“Peço a todos que parem de instrumentalizar as religiões para incitar ao ódio, à violência, ao extremismo e ao fanatismo cego. E acrescentou: Deus não precisa ser defendido por ninguém e não quer que o seu nome seja usado para aterrorizar as pessoas”. 

 

 


Em outra época, isso encerraria a questão e o assunto dos incêndios criminosos e seria tema para as páginas policiais dos jornais chilenos e talvez para um ou outro filósofo interessado na "ética da violência".

 

 

O problema é que os ânimos estão exaltados e a caridade cristã às vezes parece inadequada para estes tempos conflagrados.

 

 


Diante da imagem de uma igreja em chamas, pode ser difícil entender, quanto mais aceitar, que o cristianismo prega a misericórdia, não o confronto. É compreensível que muitos cristãos desejem do Papa Francisco uma reprimenda aos manifestantes chilenos que dessacralizaram duas igrejas. Afinal, eles temem que na ação da extrema-esquerda esteja um prenúncio de seu fim, do seu aniquilamento. Houve até quem comparasse as igrejas incendiadas à famigerada Noite dos Cristais promovida pelos nazistas, sugerindo que o confronto e a reprimenda papal são necessários para a própria sobrevivência do cristianismo e dos cristãos. 

 

 


Mas aí é que está o xis da questão. Por algum motivo, de uns tempos para cá fomos levados a acreditar que a Verdade deve se impor pela força, sempre pela força, e nos esquecemos de que a verdadeira força, para os cristãos, está na misericórdia. Na busca por entender o que levou aquelas pessoas a destruírem as igrejas. Seria uma visão distorcida da história? Seria ganância pura e simples? Ou seria até uma orfandade espiritual?  No afã de buscar uma ordem em meio ao caos, de ver vingada a fé e de restituir alguma paz ao mundo, buscamos subjugar de alguma forma aqueles que consideramos seres de caráter duvidoso, diabólicos, a encarnação do Mal e coisas do gênero.

 

 

Os gestos de triunfo dos adversários, transformados em inimigos, são uma humilhação insuportável. E é muito natural que queiramos ver extirpada da sociedade uma visão de mundo que promove o ódio em nome do amor.  Mas será a força, tanto a física quanto a da palavra, o melhor instrumento para isso? Não é. Se fosse, Jesus não teria se submetido a Pilatos e ao povo que escolheu libertar Barrabás, pedindo ao Pai que fosse misericordioso com aqueles que o mandavam para a cruz. 

 

 

O problema é que muitos cedem à tentação de ver o pontificado de Francisco sob o prisma da política ocidental e de vários conceitos que não se aplicam à Igreja. Como se Francisco fosse um candidato perpétuo à reeleição, sujeito ao voto de confiança ou desconfiança dos fiéis.

 

 


 

O segredo para entender essa aparente contradição talvez esteja na declaração de Cristo, do qual o Papa é o representante, de que Seu Reino não é deste mundo. Deste mundo são as feministas chilenas com seus coquetéis molotov. Deste mundo são as consequências político-eleitorais dos atos contra a fé. Deste mundo é a briga entre esquerda e direita. Deste mundo é o desejo de eliminar aquele que pensa diferente.  Deste mundo é o discurso incisivo, o chamado às armas, o desejo de punição, de vingança, de reunir meia-dúzia de amigos, atravessar a cordilheira dos Andes montado a cavalo e invadir Santiago aos gritos de Deus vult. 

 

 

As virtudes do silêncio

 

 

Por isso acredito que o Papa Francisco, para a decepção de uns e alívio de outros, não dirá nada sobre as igrejas queimadas no Chile. Como me advertiu um amigo, é algo perigoso de se dizer e deixar registrado aqui. Os tempos são estranhos e posso queimar a língua, ou melhor, a ponta dos dedos. Mas acho que o Papa optará pelo silêncio. Não o silêncio cúmplice, como querem alguns, e sim o silêncio sábio e humilde, inspirado por Deus.  Até porque o silêncio tem sobre a palavra, qualquer palavra (incluindo as escritas aqui), mas principalmente as mais enfáticas, várias vantagens.

 

 

É no silêncio, por exemplo, que refletimos a fim de, no momento oportuno, expressarmos a misericórdia e o perdão. É no silêncio que nos percebemos também incendiários (metaforicamente falando, claro), que nos vemos como pecadores e falhos, incapazes, portanto, de criar na Terra uma versão do Paraíso – ideia arrogante que está na essência macabra de todos esses movimentos que atuam sob o guarda-chuva do marxismo. 

 

 

*Paulo Polzonoff Jr. é jornalista, tradutor e escritor (os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo).

 

Fonte: Gazeta do Povo






CHILE, arcebispo de Santiago: "O Santo Padre está perto de nós e reza por nós"

 

 

 

Dom Aós: "Quero transmitir a todo o povo chileno, não só aos católicos a solidariedade do Santo Padre que está muito próximo de todos nós e reza por nós".

 

 

(Vatican News)

 

Nesta quinta-feira, 22/10/2020 (após os incêndios criminosos no Chile)o arcebispo de Santiago, dom Celestino Aós, durante a sua participação num programa de Rádio Maria "Ponto de Encontro", voltou a falar sobre o plebiscito, que no domingo 25 de outubro chamará os chilenos a expressarem-se sobre a Constituição, e sobre as duas igrejas queimadas na capital, convidando a um diálogo mais justo e pacífico no país. Dom Aós, entrevistado pelo padre Roberto Navarro e pela jornalista Macarena Gayangos, respondendo à pergunta sobre os atos de violência ocorridos em Santiago do Chile no passado fim-de-semana durante os quais foram queimadas duas igrejas na sua arquidiocese, disse estar preocupado não tanto com a destruição material dos edifícios, mas com o sofrimento das comunidades paroquiais. A indignação, disse ele, é tudo "para o povo de Deus, para nós, para os crentes, isso é o que dói". O prelado, tal como o Papa Francisco, expressou a importância de ser irmãos e irmãs, de aprender a viver juntos no respeito pela dignidade de cada pessoa. Depois relatou uma conversa que teve com o Papa há alguns dias, durante a qual o Pontífice expressou a sua proximidade e solidariedade para com o povo chileno, e encorajou-o a continuar na sua missão de busca da paz e do encontro:

 

"Quero transmitir a todo o povo chileno, não só aos católicos" - disse o arcebispo -, "a solidariedade do Santo Padre que está muito próximo de todos nós, que reza por nós e que se interroga, como nós, como pode nos ajudar a irmos avante”.

 

 

Enfim, o arcebispo de Santiago convidou uma vez mais os cristãos e todos os cidadãos chilenos a cumprirem o seu dever cívico e a exercerem o seu direito de voto no próximo domingo, sabendo que cada ação tem consequências. Ele pediu a todos aqueles que não podem ir votar que rezem "pelo Chile, por aqueles que votam, para que escolham com lucidez".

 

 

"Temos de escolher aqueles que são capazes e têm respeito pelos direitos" - disse o prelado -, "porque, como vemos com dor, há outras pessoas que fazem escolhas diferentes, que escolhem a violência, a destruição, e neste momento queremos construir, viver em paz e na coexistência".

 

 

Por: Vatican News Service – AP

 

 

 


10 ensinamentos do Papa Francisco sobre sua devoção a Santa Teresinha do Menino Jesus

 

 

 

O Papa Francisco revelou sua devoção a Santa Teresinha do Menino Jesus, dizendo que ela o acompanha e o acompanhou em cada passo de sua vida.

 

 

“Essa Teresa, agora, acompanha um idoso. E quero testemunhar isso, quero dar testemunho, porque ela me acompanhou, me acompanha a cada passo. Ensinou-me a dar os passos...”

 

 

Assim confidenciou o Santo Padre durante uma pregação espontânea de mais de meia hora pronunciada para quase cem religiosas de clausura. Foi durante a visita que o Papa Francisco realizou ao mosteiro de clausura das monjas carmelitas em Antananarivo (capital de Madagascar), onde rezou com quase 100 religiosas contemplativas procedentes dos diferentes mosteiros de todo o país que, por exceção, saíram de seus claustros para encontrar o Pontífice.Por isso, depois de rezar a hora média, o Santo Padre abriu o seu coração às religiosas para lhes contar espontaneamente sobre sua devoção a Santa Teresinha do Menino Jesus e os ensinamentos da Santa em sua vida.



Santa Teresinha é “uma amiga fiel, por isso, não queria falar com vocês sobre teorias, queria lhes contar sobre minha experiência com uma santa e contar o que uma santa é capaz de fazer e qual é o caminho para ser santas”, disse o Papa, que as encorajou a seguirem em frente com coragem.

 

 

Ao chegar, o Pontífice foi recebido pela priora do mosteiro, Ir. Maria Magdalena da Anunciação, que disse em francês, em nome de todos os presentes, algumas palavras de boas-vindas ao Papa. Depois, o Papa Francisco rezou a hora média com elas e, no final, entregou-lhes a homilia escrita que havia preparado para elas.

 

 

"para que pudessem ler, meditar tranquilas", enquanto destacou que queria lhes dizer "algo do coração", porque para "seguir o Senhor é preciso sempre coragem”, embora “seja verdade que o trabalho mais árduo é Ele quem faz, mas devemos ter a coragem de deixar que Ele o faça”, afirmou.

 

 


Depois de lhes contar a história de duas monjas, uma idosa e uma jovem, o Pontífice explicou: “Isso não é uma fábula, é uma história de vida”, a jovem se chamava Irmã Teresa do Menino Jesus e destacou vários ensinamentos:

 

 

1. “A caridade nas coisas pequenas e nas coisas grandes. O caminho da perfeição se encontra nesses pequenos passos no caminho da obediência”.

 

 

2. "A coragem de dar pequenos passos, a coragem de crer que na minha pequenez Deus é feliz e Deus trará a salvação do mundo".



3. "Se você quiser mudar não somente o mosteiro, não somente a vida religiosa, mas mudar e salvar com Jesus, salvar o mundo, comece com esses pequenos atos de amor, de renúncia a si mesma, que aprisionam Deus".

 

 

4. "O mundanismo não é uma monja de clausura, é uma cabra que segue seus caminhos, que leva para fora da clausura".

 

 

5. "Quando vier em vocês pensamentos de mundanismo, fechem a porta e pensem nos pequenos gestos de amor: estes salvam o mundo".

 

 

6. "Os diabos educados tocam a campainha... O tentador não quer ser reconhecido, por isso vem disfarçado de pessoa nobre, educada”.

 

 

7. "Este conselho eu lhes dou: falem imediatamente. Falem logo se algo lhes tira a tranquilidade, antes mesmo de tolher a paz".

 

 

8. “Sempre a transparência do coração. Falando, sempre se vence. É verdade, é preciso reconhecer que nem todas as prioras são o prêmio Nobel da simpatia”.

 

 

9. “Para a tentação, para a luta espiritual, o exercício da caridade não se aposenta: você deve lutar até o fim. Até o final. Também na escuridão... Nesta luta – cruel, mas bonita – quando é verdadeira, não se perde a paz”.

 

 

10. “Eu gostaria que todas fossem crianças no espírito... Com aquela dimensão da infância que o Senhor ama tanto”.



 


 

Por último, o Papa Francisco enfatizou que no final da vida de Santa Teresinha, ela ficou doente e "pouco a pouco pareceu-lhe ter perdido a fé" e enfatizou que isso aconteceu com Santa Teresinha que "em sua vida soube afastar os demônios educados". Por isso, o Papa concluiu que:

 

 

“É preciso caridade, oração. A caridade de pedir um conselho a tempo, de escutar... E a oração com o Senhor, a oração: Senhor, é verdade isso que estou sentindo? Isso que a serpente me disse, é verdade?”.

 

 

Fonte: ACI DIGITAL

 

 

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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