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Entre o ícone e o homem real: o que as declarações de Che Guevara revelam sobre revolução, violência e democracia?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 14 de agosto de 2013 | 11:13




Frases ditas por Che Guevara revelam quem ele realmente foi: um assassino frio, covarde e nada democrático!




Ernesto “Che” Guevara é, sem dúvida, uma das figuras mais iconizadas do século XX. Seu rosto estampado em camisetas, bandeiras e cartazes tornou-se símbolo difuso de rebeldia juvenil, contestação política e romantização revolucionária. Entretanto, por trás da construção estética e mitológica que o transformou em ícone pop global, encontra-se um personagem histórico profundamente controverso, cuja trajetória política, militar e ideológica está associada a episódios de violência revolucionária, tribunais sumários e defesa explícita do uso sistemático da força em nome do projeto socialista.



Diversas declarações atribuídas ao próprio Guevara — registradas em discursos, cartas e diários — revelam uma concepção de revolução marcada pela centralidade do ódio político, da eliminação física do inimigo e da relativização de garantias jurídicas. Em discurso na ONU em 1964, por exemplo, reconheceu publicamente a prática de execuções, afirmando que elas continuariam enquanto fossem consideradas necessárias ao processo revolucionário.



Após a vitória da Revolução Cubana, Guevara assumiu funções de comando na fortaleza de La Cabaña, em Havana, onde supervisionou tribunais revolucionários e execuções por fuzilamento, fato registrado por diversos estudos históricos e testemunhos. Tal atuação tornou-se um dos pontos centrais do debate historiográfico: para alguns, tratava-se de justiça revolucionária em contexto de guerra civil; para outros, de repressão política e terror de Estado nascente.








Diante disso, a idolatria acrítica de sua imagem — especialmente entre jovens que muitas vezes desconhecem a complexidade histórica do personagem — suscita questionamentos legítimos sobre memória, responsabilidade moral e coerência ética. Conhecer Guevara apenas pelo símbolo gráfico é ignorar o peso concreto de suas ações, decisões e palavras.



Nesse sentido, quando um jovem veste a imagem de Che Guevara sem conhecer sua biografia integral, cabe o convite ao diálogo, ao estudo e ao confronto com as próprias fontes históricas — inclusive suas citações — para que a admiração ou rejeição não se fundamente em mitos, mas em conhecimento.



Sob uma perspectiva cristã, a tensão torna-se ainda mais sensível: a ética evangélica, centrada no valor absoluto da vida humana e no amor ao inimigo, entra em choque com doutrinas revolucionárias que legitimam a eliminação física do adversário político como instrumento de transformação social.






Como ensina a Sagrada Escritura: “A boca fala daquilo que o coração está cheio” (Mateus 12,34)



À luz dessa verdade, as próprias palavras de Che Guevara revelam a natureza de seu pensamento, marcado pela exaltação da violência revolucionária e do ódio ideológico. Leia suas máximas, examine suas declarações e tire você mesmo as conclusões:





1. “Louco de fúria, mancharei de vermelho meu rifle estraçalhando qualquer inimigo que caia em minha mãos!  Com a morte de meus inimigos preparo meu ser para a sagrada luta, e juntar-me-ei ao proletariado triunfante com um berro bestial!”





2. “O ódio cego contra o inimigo cria um impulso forte que quebra as fronteiras naturais das limitações humanas, transformando o soldado em uma eficaz máquina de matar, seletiva e fria. Um povo sem ódio não pode triunfar contra o adversário."





3. “Para mandar homens para o pelotão de fuzilamento, não é necessário nenhuma prova judicial … Estes procedimentos são um detalhe arcaico burguês. Esta é uma revolução!”






4. “Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar motivado pelo puro ódio. Nós temos que criar a pedagogia do Paredão!” (O Paredão é uma referência para a parede onde os inimigos de Che eram mortos por seus pelotões de fuzilamento, e em alguns casos pessoalmente mortos pelo próprio Guevara).













5. “Eu não sou o Cristo ou um filantropo, velha senhora, eu sou totalmente o contrário de um Cristo … eu luto pelas coisas em que acredito, com todas as armas à minha disposição e tento deixar o outro homem morto, de modo que eu não seja pregado numa cruz ou qualquer outro lugar. “





6. “Se qualquer pessoa tem qualquer coisa boa para dizer sobre o governo anterior, para mim já é bom o suficiente matá-la.”






7. Che queria que o resultado da crise dos mísseis em Cuba fosse uma guerra atômica: “O que nós afirmamos é que devemos proceder ao longo do caminho da libertação, mesmo que isso custe milhões de vítimas atômicas”.





8. “Na verdade, se o próprio Cristo estivesse no meu caminho eu, como Nietzsche, não hesitaria em esmagá-lo como um verme.”





9. “É muito triste não ter amigos, mas é ainda mais triste não ter inimigos.”







-Tradução: Emerson de Oliveira - (ihatethemedia.com)





CONCLUSÃO 




A figura de Che Guevara permanece envolta em um paradoxo histórico singular: ao mesmo tempo em que é exaltado como herói libertador por setores da esquerda internacional, é denunciado por críticos e vítimas de regimes revolucionários como agente ativo de repressão e violência política. Essa dualidade não pode ser resolvida por slogans, camisetas ou mitificações culturais, mas apenas por investigação histórica séria e análise moral consistente.



A romantização de líderes revolucionários armados — dissociada das consequências humanas concretas de seus projetos — produz uma distorção pedagógica perigosa, sobretudo entre as novas gerações. Quando a estética substitui a ética e o símbolo eclipsa a realidade, abre-se espaço para a banalização da violência ideológica.



Não se trata de negar contextos históricos, conflitos armados ou abusos cometidos por regimes anteriores à Revolução Cubana, mas de reconhecer que fins políticos não anulam a responsabilidade moral pelos meios empregados. A história demonstra que projetos de engenharia social baseados na eliminação do “inimigo de classe” tendem a produzir ciclos de repressão difíceis de conter.Para o pensamento cristão, essa reflexão adquire profundidade ainda maior. O testemunho de Cristo funda-se no sacrifício da própria vida — não na supressão da vida alheia. A coerência entre fé e ação exige que qualquer liderança política seja julgada também à luz da dignidade humana, do valor da pessoa e do limite moral da violência. Assim, mais do que demonizar ou canonizar Che Guevara, o desafio intelectual consiste em desmitificá-lo: retirar-lhe tanto a auréola quanto a caricatura, situando-o na realidade histórica de suas escolhas, palavras e atos. Só então será possível formar juízos maduros, livres de propaganda — seja ela revolucionária ou antirrevolucionária.





BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA



-COURTOIS, Stéphane et al. O livro negro do comunismo: crimes, terror e repressão. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. (Obra coletiva fundamental que documenta violações de direitos humanos em regimes comunistas, contextualizando Cuba dentro do sistema repressivo internacional.)

-VALLADARES, Armando. Contra toda esperança: Cuba, minha prisão. Rio de Janeiro: Record, 1986. (Relato autobiográfico de um preso político cubano que descreve o sistema carcerário revolucionário e suas práticas de repressão.)

-RODRÍGUEZ, Juan Carlos; MONTANER, Carlos Alberto. O livro negro de Cuba. São Paulo: É Realizações, 2011. (Obra documental que reúne testemunhos, dados históricos e dossiês sobre repressão política, sistema prisional, perseguições e violações de direitos humanos ocorridas sob o regime revolucionário cubano, problematizando a imagem idealizada da Revolução e de seus líderes.)

-MONTANER, Carlos Alberto; MENDOZA, Plinio Apuleyo; VARGAS LLOSA, Álvaro. Manual do perfeito idiota latino-americano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007. (Análise crítica do pensamento revolucionário na América Latina e da idealização de líderes socialistas, incluindo Che.)

-FONTOVA, Humberto. Che Guevara: desmascarando o mito. São Paulo: É Realizações, 2014. (Investigação documental sobre execuções, pensamento político e construção midiática da imagem de Guevara.)

-MACHOVER, Jacobo. A face oculta de Che Guevara. São Paulo: É Realizações, 2010. (Estudo crítico baseado em arquivos, testemunhos e documentos sobre a atuação repressiva de Che após a Revolução.)

-OPPENHEIMER, Andrés. De Fidel a Raúl Castro: o poder em Cuba e seus bastidores. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. (Análise jornalística e histórica do regime cubano, incluindo o papel político e econômico de seus principais líderes revolucionários.)

-VALDÉS, Zoé. A ficção Fidel. São Paulo: É Realizações, 2012. (Obra ensaística de uma escritora dissidente cubana sobre propaganda, censura e construção mítica da Revolução.)

-INFANTE, Guillermo Cabrera. Mea Cuba. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. (Coletânea de ensaios críticos ao regime castrista escrita por um ex-apoiador da Revolução que se tornou dissidente.)

-PEREIRA, Dênis Lerrer Rosenfield. O que é comunismo hoje. São Paulo: Perspectiva, 2009. (Reflexão filosófico-política sobre a permanência do imaginário comunista e suas contradições históricas.)

-SÁNCHEZ, Reinaldo. A vida oculta de Fidel Castro. Rio de Janeiro: LeYa, 2014.
(Relato de ex-segurança pessoal de Fidel, descrevendo privilégios da elite revolucionária e bastidores do poder.)

-ALMENDROS, Néstor; JIMÉNEZ LEAL, Orlando. Cuba: a verdade por trás do paraíso. São Paulo: É Realizações, 2015. (Denúncia audiovisual e documental sobre repressão cultural, perseguição a artistas e controle ideológico em Cuba.)

-ENCINOSA, Enrique. Cuba em guerra: revolução e contrarrevolução. São Paulo: É Realizações, 2011. (Estudo histórico-militar sobre conflitos internos, expurgos e violência política no período revolucionário.)

-MESA-LAGO, Carmelo. Economia e sociedade em Cuba contemporânea. São Paulo: Paz e Terra, 2008. (Análise econômica crítica dos resultados sociais do regime instaurado após a Revolução.)

-RIDENTI, Marcelo. O fantasma da revolução brasileira e o mito guerrilheiro. São Paulo: UNESP, 2010. (Examina a construção simbólica do guerrilheiro na América Latina e a influência do modelo guevarista.)

-PENNA, José Osvaldo de Meira. O espírito das revoluções. Rio de Janeiro: Topbooks, 2004. (Interpretação crítica das utopias revolucionárias modernas e seus desdobramentos políticos e culturais.)




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Anônimo
19 de novembro de 2014 às 00:21

Che Guevara foi um guerrilheiro assassino que matou e foi responsavel pela morte de muitas pessoas, mas o ser humano não é um monstro que age sem motivos, no caso o imperialismo impertrado pelos EUA em Cuba que era responsavel pela miséria cubana. Che não pode ser usado como um simbolo de paz tão pouco do socialismo, o mais apropriado seria contra o imperialismo dos países desenvolvidos contra os países emergentes ou subdesenvolvidos.

19 de novembro de 2014 às 09:11

Prezado Leoni 23

Não entendo como um Cristão possa idolatrar uma contradição desta, pois o Cristão ao Contrário de Guevara, não mata, mas da a vida como fez Cristo.

O que esperar e dizer de uma pessoa com esta postura e que faz estas afirmações ?

“Para mandar homens para o pelotão de fuzilamento, não é necessário nenhuma prova judicial … Estes procedimentos são um detalhe arcaico burguês. Esta é uma revolução!”


“Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar motivado pelo puro ódio. Nós temos que criar a pedagogia do Paredão!” (O Paredão é uma referência para a parede onde os inimigos de Che eram mortos por seus pelotões de fuzilamento).

“Na verdade, se o próprio Cristo estivesse no meu caminho eu, como Nietzsche, não hesitaria em esmagá-lo como um verme.”

Espero que ele na hora de sua morte crivado de balas, tenha se arrependido de seus crimes e tenha pedido perdão a Deus, pois só existe perdão onde há arrependimento e confissão da culpa.

Shalom !!!

24 de janeiro de 2016 às 21:34

Pois é meus amigos: O Che morreu crivado de balas, quem o fez não é menos assassino que ele.Os senhores cristãos autores deste blog lembram-se das cruzadas? Ainda o Che não era nascido já os cristãos matavam, violavam, saqueavam tudo em nome de Cristo.Houve um Papa que já pediu perdão por isto.Não sei se foi perdoado.Não vou comentar mais nada,não gosto de hipocrisias.

25 de janeiro de 2016 às 15:33

Prezado Rui Contente com a carnificina de Chê,


Que eu saiba um erro não justifica outro, e vc está querendo fazer isto por aqui. Quem está sendo hipócrita é você. Não entendo como alguem possa idolatrar alguem que diz umas frases como estas:

1. “Louco de fúria, mancharei de vermelho meu rifle estraçalhando qualquer inimigo que caia em minha mãos! Com a morte de meus inimigos preparo meu ser para a sagrada luta, e juntar-me-ei ao proletariado triunfante com um berro bestial!”



2. “O ódio cego contra o inimigo cria um impulso forte que quebra as fronteiras naturais das limitações humanas, transformando o soldado em uma eficaz máquina de matar, seletiva e fria. Um povo sem ódio não pode triunfar contra o adversário."



3. “Para mandar homens para o pelotão de fuzilamento, não é necessário nenhuma prova judicial … Estes procedimentos são um detalhe arcaico burguês. Esta é uma revolução!”


Siga contente com seu ídolo sanguinário...

Shalom !!!

22 de maio de 2016 às 10:36

Vamos ver também na História quando matava-se em nome da FÉ? mataram muito a própria igreja.

23 de maio de 2016 às 08:43

Prezado Thiago Silva,

Você só esqueceu de citar a INQUISIÇÃO PROTESTANTE,por que hein ? Fica a pergunta a nossos internautas.

Que eu saiba um erro não justifica outro, e vc está querendo fazer isto por aqui. Quem está sendo hipócrita é você. Não entendo como alguem possa idolatrar alguem que diz umas frases como estas:

1. “Louco de fúria, mancharei de vermelho meu rifle estraçalhando qualquer inimigo que caia em minha mãos! Com a morte de meus inimigos preparo meu ser para a sagrada luta, e juntar-me-ei ao proletariado triunfante com um berro bestial!”



2. “O ódio cego contra o inimigo cria um impulso forte que quebra as fronteiras naturais das limitações humanas, transformando o soldado em uma eficaz máquina de matar, seletiva e fria. Um povo sem ódio não pode triunfar contra o adversário."



3. “Para mandar homens para o pelotão de fuzilamento, não é necessário nenhuma prova judicial … Estes procedimentos são um detalhe arcaico burguês. Esta é uma revolução!”

Shalom !!!

Anônimo
23 de maio de 2016 às 09:33

Quanta hipocrisia destes Thiago e Rui Contente !!!


Não sou Cristão, mas concordo plenamente com você Beraká ao dizer que UM ERRO NÃO JUSTIFICA OUTRO, pois se os erros da Igreja foram anteriores, estes assassinos do Comunismo, não deveriam ter feito igual ou pior que a Igreja que reconheceu seus erros e numa atitude de humildade pediu perdão. Nunca vimos isto por parte destes assassinos Comunistas.E que defende estes assassinos é igual ou pior que eles.

Continue com este seu brilhante trabalho !! Parabens a toda equipe do blog !!!

30 de agosto de 2016 às 00:07

Che foi um assassino cruel, e violência gera violência, bela reportagem parabéns, q sirva d lição p/ pessoas q admiram esse cara.. Eu admiro Jesus, q nós ensinou a amar até quem nos ofende...

4 de outubro de 2016 às 16:25

Mas na medicina ele aprendeu a salvar vidas, no entanto que ela era médico formado depois que virou guerrilheiro e passou a lutar pelo seu país, sim ele matou como também salvou .

10 de outubro de 2016 às 16:52

Prezado Rogério Chaves,

Se ele matou ele traiu o juramento que ele fez como médico. Matou, estuprou, enfim foi um assassino cruel e sanguinário e nunca demonstrou arrependimento pelos seus atos, cometidos até com famílias inteiras incluindo crianças.

Não temos nada a elogiar, mas somente repudiar.


Shalom !!

9 de outubro de 2017 às 17:50

As cruzadas surgiram devido aos povos islâmicos que cada vez mais queriam invadir a Europa mudando a cultura e a religião alheia, a igreja católica fez foi pouco, era pra ter exterminado até o último.

13 de agosto de 2018 às 14:02

Idolatrar um lixo desses, só o fato dele abrir boca podre dele e falar de Jesus, nota se como era uma boa pessoa kkkkkk

6 de novembro de 2019 às 20:07

Ou é assassino ou idiota ,fonte Olavo de Carvalho ,o homem que ama ditadores,mas de direita

27 de setembro de 2020 às 10:47

O problema e se ele gostar da camisa pelo estilo,mas se for pq ele gosta de che guevara...

Anônimo
5 de fevereiro de 2026 às 13:57

A todos que comentaram a postagem nossos agradecimentos!

Antes de tudo, é importante lembrar um princípio básico de honestidade histórica e moral: um erro não justifica outro. Reconhecer crimes, abusos ou violências cometidas em qualquer período da história — inclusive por cristãos — não absolve nem relativiza os atos praticados por movimentos revolucionários armados no século XX.

Sobre Che Guevara, é fato histórico amplamente documentado que participou ativamente de tribunais revolucionários e execuções em Cuba, especialmente no período de La Cabaña. Seus próprios escritos e discursos revelam uma visão de luta revolucionária marcada pela legitimação da violência política como instrumento pedagógico e de poder. Portanto, a crítica à sua elevação como símbolo de “paz”, “amor” ou “humanitarismo” não é gratuita, mas baseada em registros históricos e em suas próprias palavras.

Alguns levantaram as Cruzadas, Inquisição e violências cometidas “em nome da fé”. A Igreja Católica — diferentemente de regimes revolucionários modernos — reconheceu excessos históricos, promoveu revisões críticas e pediu perdão publicamente em diversas ocasiões, sobretudo no pontificado de São João Paulo II. Isso não apaga erros, mas demonstra capacidade institucional de autocrítica moral, algo raramente visto em regimes comunistas que, em muitos casos, nunca reconheceram formalmente seus próprios massacres.

Também foi citado que Che era médico e “salvou vidas”. De fato, formou-se em medicina. Contudo, a questão moral levantada não é sua formação, mas a escolha posterior de aderir à luta armada e participar de execuções. A crítica reside justamente na contradição entre o juramento de preservar vidas e a adesão consciente à eliminação física de adversários políticos.

Quanto ao argumento do “imperialismo americano” como causa de suas ações: fatores geopolíticos e injustiças sociais podem explicar contextos revolucionários, mas não justificam moralmente execuções sumárias, supressão de liberdades e eliminação de opositores sem devido processo. Explicar não é absolver.

Por fim, é necessário elevar o nível do debate. Insultos, ironias ou ataques pessoais não contribuem para a análise histórica séria. Pode-se discutir criticamente Igreja, revoluções, capitalismo ou socialismo — tudo isso é legítimo —, desde que com base em fatos, coerência moral e honestidade intelectual.

O objetivo do debate não é promover ódio, mas buscar a verdade histórica e refletir sobre quais valores realmente constroem uma sociedade mais justa: se a pedagogia do amor, do perdão e da dignidade humana… ou a pedagogia do fuzilamento e do ódio político.

Paz e bem a todos!

Everaldo - Colaborador e membro do Apostolado Berakash

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