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Leonardo Boff afirma: “Todo ponto de vista é a vista de um ponto” – Isto é uma verdade absoluta ou relativa?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 7 de setembro de 2020 | 19:33





“Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação”. (BOFF, Leonardo. A águia e a galinha. 4ª ed. RJ: Sextante, 1999)







Mas será que realmente todo ponto de vista é a vista de um ponto?


Bom, depende! A maior armadilha dos tempos modernos é relativizar aquilo que é “Absoluto”, tratando como mero ponto de vista, e absolutizar o relativo, ou seja, querer absolutizar (dogmatizar) aquilo que é apenas mero ponto de vista pessoal, ou até mesmo de uma coletividade. Diante de atual relativismo cultural e de um esvaziamento de valores humanos. Somos convidados a compreender o que são valores relativos e absolutos. Ora, valor absoluto, é algo que tem valor por si só, ou seja, que não necessita que alguém lhe atribua valor. O ouro por exemplo, é de valor absoluto! Ou seja, é absoluto porque em qualquer lugar que o levardes ele será sempre ouro. Bruto, derretido ou endurecido, ouro verdadeiro é sempre ouro. Já o VALOR RELATIVO é algo que depende de uma relação para se ter valor. Por exemplo: Com uma nota R$ 10,00 (Dez Reais) você pode comprar no Brasil qualquer coisa que tenha este valor, mas se levarmos essa mesma nota aos E.U.A. e tentar comprar algo ainda que tenha o valor de dez reais, com esta nota não será possível, ainda que provemos que ela seja verdadeira. Mas aquilo que estou querendo comprar nos E.U.A. vale também dez reais, por que não posso comprar? A nota de R$ 10,00 só tem valor em relação ao Brasil, a mesma nota lá fora não vale, você terá que converter esse valor em dólar numa casa de cãmbio, para poder comprar algo com este valor nos E.U.A. Ou seja, o valor de sua nota de R$ 10,00 não é absoluto como o do ouro, mas é relativo ao seu pais de origem. A partir deste entendimento poderíamos perguntar:



-O valor e a dignidade humana de uma pessoa? É algo absoluto ou relativo?
-A salvação é algo absoluto ou relativo?
-A vida humana é algo absoluto ou relativo?
-A vida de um animal é algo absoluto, ou relativo?
-A igualdade é algo absoluto ou relativo?
-A meritocracia é algo absoluto ou relativo?
-O direito a um justo julgamento é algo absoluto ou relativo?
-Crer em Deus é algo absoluto ou relativo?
-O ateísmo é algo absoluto ou relativo?
-O estado laico é algo absoluto ou relativo?
-O aborto é algo absoluto ou relativo?
-A liberdade de expressão, o prazer sexual e a moral é algo absoluto ou relativo?
-As leis elaboradas por uma coletividade, de um modo geral, tem valor absoluto, ou relativo?
-O respeito aos direitos das maiorias e minorias é algo absoluto, ou relativo?






O que está acontecendo hoje é uma inversão, ou má compreensão do que sejam valores absolutos e relativos. Quem não aprendeu o verdadeiro valor absoluto da vida, de sua salvação e da verdadeira liberdade (que não se confunde com libertinagem), vive insatisfeito consigo mesmo(a) e com os outros, querendo impor sobre os demais seus pontos de vistas relativos como se fossem absolutos. Portanto, não dê valor absoluto a algo que é relativo, e não relativize aquilo que é absoluto e tem consequências de vida eterna.



Quem conhece a fundo o Sr Genézio Darci Boff que usa o pseudônimo de Leonardo Boff, sabe que ele em algumas de suas obras toma posse de alguma falas que não são suas e apodera-se sutilmente sem citar os verdadeiros autores, com se orginalmente tivessem sido produzidas por ele, Por exemplo:



1)-“Tão humano assim só poderia ser Deus” ,não é de autoria de Leonardo Boff, mas do Papa São Leão Magno.



2)-“Todo ponto de vista é a vista de um ponto”, é um conceito da Gestalt e não do Sr Genésio Boff, vulgo Leonardo Boff.


A Gestalt (do alemão Gestalt, "forma"), também conhecida como gestaltismo (gues), teoria da forma, psicologia da gestalt, psicologia da boa forma e leis da gestalt, é uma doutrina na qual defende que:


“Para se compreender as partes, é preciso, antes, compreender o todo”



Refere-se a um processo de dar forma, de configurar "o que é colocado diante dos olhos, exposto ao olhar". A palavra gestalt tem o significado "de uma entidade concreta, individual e característica, que existe como algo destacado e que tem uma forma ou configuração como um de seus atributos". A gestalt, ou psicologia da forma, surgiu no início do século XX e, diferente da gestalt-terapia, criada pelo psicanalista berlinense Fritz Perls (1893-1970), trabalha com dois conceitos: super-soma e transponibilidade. O filósofo austríaco Cristian von Ehrenfels apresentou esses critérios pela primeira vez em 1890, na Universidade de Graz (portanto, bem antes de Genésio Boff). Um dos principais temas trazido por ela é tornar mais explícito o que está implícito, projetando na cena exterior aquilo que ocorre na cena interior, permitindo assim que todos tenham mais consciência da maneira como se comportam aqui e agora, na fronteira de contato com seu meio. Trata-se de seguir o processo em curso, observando atentamente os “fenômenos de superfície” que só podem ser verdadeira e autenticamente aprofundados com a ajuda da iluminação dos vários meios sociológicos, filosóficos, metafísicos, teológicos, psicológicos e científicos para uma interpretação integral e não parcial do fenômeno, pois nenhuma ciência, ou conhecimento por si só é capaz de absorver e interpretar toda realidade.


De acordo com a teoria gestáltica, não se pode ter conhecimento do "todo" por meio de suas partes, pois o todo é outro, que não a soma de suas partes: "(...) 'A+B' não é simplesmente '(A+B)', mas sim, um terceiro elemento 'C', que possui características próprias".


Segundo o critério da transponibilidade, independentemente dos elementos que compõem determinado objeto, a forma é que sobressai. Exemplo: as letras f, l, o, r,  não constituem apenas uma palavra em nossas mentes: "elas quando juntas na forma correta, evocam a imagem da flor, seu cheiro e simbolismo - propriedades não exatamente relacionadas às letras vistas em separado”. Um dos seus principais representantes foi Max Wertheimer (1880-1943). Wertheimer demonstrou que quando a representação de determinada frequência não é transposta se tem a impressão de continuidade e chamou o movimento percebido em sequência mais rápida de "fenômeno phi". A tentativa de visualização do movimento marca o início da escola mais conhecida da psicologia da gestalt e seus pioneiros, além de Wertheimer, foram Kurt Koffka (1886-1941); Kurt Lewin (1890-1947); e Wolfgang Köhler (1887-1967), todos bem anteriores a Genésio Boff. Em 1913, a Academia Prussiana de Ciências instalou, na ilha de Tenerife, nas Canárias, uma estação para estudo do comportamento do macaco. Wolfgang Köhler foi nomeado, então, diretor da estação - ainda muito jovem e com quase nenhuma experiência em biologia e psicologia de animais. Suas pesquisas, pioneiras com antropoides, enfatizaram que "não só a percepção humana, mas também nossas formas de pensar e agir funcionam, com frequência, de acordo com os pressupostos da Gestalt. Os seus experimentos comprovaram que os chimpanzés têm condições de resolver problemas complexos, como conseguir alimentos que estão fora do seu alcance.


O Pensamento sistêmico


O pensamento sistêmico é uma forma de abordagem da realidade que surgiu no século XX, em contraposição ao pensamento "reducionista-mecanicista" herdado dos filósofos da Revolução Científica do século XVII, como Descartes, Francis Bacon e Newton.


O pensamento sistêmico não nega a racionalidade científica, mas acredita que ela não oferece parâmetros suficientes para o desenvolvimento humano e para descrição do universo material, e por isso deve ser desenvolvida conjuntamente com a subjetividade das artes e das diversas tradições espirituais. Isto se deve à limitação do método científico e da análise quando aplicadas nos estudos de física subatômica (onde se encontram as forças que compõem todo o universo), biologia, medicina e ciências humanas.


O pensamento sistêmico (bem antes de Genésio Boff),é visto como componente do paradigma emergente, que tem como representantes cientistas, pesquisadores, filósofos e intelectuais de vários campos. O pensamento sistêmico inclui a interdisciplinaridade.


Visão Sistêmica


Visão sistêmica consiste na habilidade em compreender os sistemas de acordo com a abordagem da Teoria Geral dos Sistemas, ou seja, ter o conhecimento do todo, de modo a permitir a análise ou a interferência no mesmo.A visão sistêmica é formada a partir do conhecimento do conceito e das características dos sistemas.


Visão sistemática é a capacidade de identificar as ligações de fatos particulares do sistema como um todo. Foi desenvolvida a partir da necessidade de explicações complexas exigidas pela ciência.



Mas para entender a visão sistêmica, primeiro precisamos delinear as principais características de um sistema, dentre as quais podemos citar:

a)-Um sistema é composto por partes.


b)-Todas as partes de um sistema devem se relacionar de forma direta ou indireta.

c)-Um sistema é limitado pelo ponto de vista do observador ou um grupo de observadores (a verdade completa está no objeto observado e não no observador).

d)-Um sistema pode abrigar outro sistema;.

e)-Um sistema é vinculado(relativo) ao tempo e espaço.



O pressuposto da simplicidade


A crença em que, separando-se o mundo complexo em partes, encontram-se elementos simples, em que é preciso separar as partes para entender o todo, ou seja, o pressuposto de que "o microscópico é simples". Daí decorrem, entre outras coisas, a atitude de análise e a busca de relações causais lineares. O pressuposto da simplicidade tira o objeto de estudo dos seus contextos, prejudicando a compreensão das relações entre o objeto e o todo. Esse paradigma também leva à separação dos fenômenos: os físicos dos biológicos, estes dos psicológicos, dos culturais, etc., numa atitude de atomização científica. Faz parte dessa perspectiva também a atitude ou-ou, que, de acordo com a lógica, classifica os objetos, não permitindo que um mesmo objeto pertença a duas categorias diferentes. Além disso, esse pressuposto provoca a compartimentalização do saber, fragmentando o conhecimento em diferentes disciplinas científicas.Dessa forma criam-se os especialistas, aqueles que tem um acesso privilegiado ao conhecimento, estabelecendo-se uma hierarquia do saber departamentalizado, que tem suas vantagens e desvantagens:



a)-VANTAGEM: Ao focar na especialidade, ou seja, na parte, no micro, se descobre detalhes e nuances que a visão geral seria incapaz de perceber.É a priorização da Faculdade no lugar da Universidade.


b)-DESVANTAGEM: Corremos o risco de nos tornar idiotas departamentalizados, ou seja, perdemos a visão integral ao trocar a Universalidade pela Faculdade, perdemos a visão macro em detrimento do micro e do periférico, e isto se estende a todos os âmbitos do conhecimento.


Neste ponto entendemos porque a Teologia é a mãe de todas as Ciência, porque a Teologia tenta universalizar todos os conhecimentos dando o sentido e significação universal.


O pressuposto da estabilidade


É a crença de que o mundo é estável, ou seja, em que o "mundo já é". Ligados a esse pressuposto estão a crença na determinação - com a consequente previsibilidade dos fenômenos - e a crença na reversibilidade - com a consequente controlabilidade dos fenômenos.


O pressuposto da estabilidade leva o cientista a estudar os fenômenos em laboratório, onde pode variar os fatores um de cada vez, exercendo controle sobre as outras variáveis. Assim, ele provoca a natureza para que explicite, sem ambiguidade, as leis a que está submetida, confirmando ou não suas hipóteses. Ao levar o fenômeno para laboratório, excluindo o contexto e a complexidade, focalizando apenas o fenômeno que estava acontecendo, ele exclui a sua história dentro do universo.


Faz parte desse paradigma o pressuposto da previsibilidade: O que não é previsto com segurança é associado a um conhecimento imperfeito, o que leva a uma redução ainda maior do conhecimento por meio do pressuposto da simplicidade. Por conseguinte, a instabilidade de um sistema é visto como um desvio a corrigir. A idéia da controlabilidade dos fenômenos leva a uma interação do especialista na forma de uma interação instrutiva: a crença de que o comportamento do sistema será determinado pelas instruções que ele receber do ambiente e em que, portanto, poderá ser controlado e previsível.


O pressuposto da objetividade



É a crença em que "é possível conhecer objetivamente o mundo tal como ele é na realidade" e a exigência da objetividade como critério de cientificidade. Daí decorrem os esforços para colocar entre parênteses a subjetividade do cientista, para atingir o universo, ou versão única do conhecimento. No pressuposto da objetividade o cientista posiciona-se "fora da natureza", em posição privilegiada, com uma visão abrangente, procurando discriminar o objetivo do ilusório (suas próprias opiniões ou subjetividade). Daí advém a crença no realismo do universo: o mundo e o que nele acontece é real e existe independente de quem o descreve. Com isso obtemos várias representações da realidade, que ajudaria a descobri-la. E o critério de certeza advém daquelas observações conjuntas e reproduzíveis, onde, coincidindo os registros de observações independentes, mais confiáveis e objetivas são as afirmações. A estatística encontra aí um bom campo de atuação. O relatório impessoal e as normas de trabalho científico orientam uma linguagem impessoal, "como se a caneta fosse um instrumento para a manifestação de uma verdade anônima". Na verdade, a linguagem impessoal visa a "mascarar" a linguagem de forma a dar uma impressão de ausência de um sujeito, de um pesquisador, onde uma afirmação pode tomar a forma impessoal para mascarar uma opinião pessoal.



Resumindo: a ciência tradicional procura simplificar o universo (dimensão da simplicidade) para conhecê-lo ou saber como funciona (dimensão da estabilidade), tal como ele é na realidade (dimensão da objetividade).Isso levou a uma dificuldade tremenda em três áreas científicas, onde podemos classificar, de acordo com Vasconcellos (2003), a adoção dos paradigmas científicos em fácil, tranquilo e difícil.



O Pensamento sistêmico e a psicologia analítica de Carl Gustav Jung



Muitas críticas à teoria junguiana coincidem com a dificuldade em se aceitar a psicologia como ciência devido aos pressupostos apresentados. O pensamento sistêmico propõe, em contraposição, os paradigmas da complexidade, da instabilidade e da intersubjetividade, que se integram incrivelmente com a psicologia analítica. O pressuposto da complexidade reconhece que a simplificação obscurece as inter-relações dos fenômenos do universo e de que é imprescindível ver e lidar com a complexidade do mundo em todos os seus níveis. Um exemplo de uma descrição baseada nesse pressuposto é a Sincronicidade, que prevê outras relações, que não são causais, para os eventos do universo. Além disso, a psicologia analítica lida de modo sistêmico com a psique, daí seu homônimo: psicologia complexa, ou profunda. O pressuposto da instabilidade reconhece que o mundo está em processo de tornar-se, advindo daí a consideração da indeterminação, com a consequente imprevisibilidade, irreversibilidade e incontrolabilidade dos fenômenos. A abordagem orgânica, a homeostase psíquica, e a noção de inconsciente (o que inclui a freudiana), com os seus componentes arquetípicos e complexos são exemplos de abordagem sistêmica da psicologia analítica.



O pressuposto da intersubjetividade reconhece que não existe uma realidade independente de um observador e que o conhecimento científico é uma construção social, em espaços consensuais, por diferentes sujeitos/observadores. Então o cientista trabalha com múltiplas versões da realidade, em diferentes domínios linguísticos de explicações. Os tipos psicológicos junguianos são o que há de mais inovador nesse sentido, tendo inclusive reconhecimento científico tradicional na detecção dos tipos de personalidade.



O RELATIVISMO



O relativismo é o conceito de que os pontos de vista não têm uma verdade absoluta ou validade intrínsecas, mas eles têm apenas um valor relativo, subjetivo, e de acordo com diferenças na percepção e consideração. Max Weber, em suas obras sobre epistemologia, abre espaço para o relativismo nas ciências da cultura quando diz que a ciência é verdade para todos que querem a verdade, ou seja, por mais diferentes que sejam as análises geradas por pontos de vista culturais diferentes, elas sempre serão cientificamente verdadeiras, enquanto não refutadas.



Assim podemos concluir que o Relativismo é um termo filosófico que se baseia na relatividade do conhecimento e repudia qualquer verdade ou valor absoluto. Todo ponto de vista é válido e necessário.


Na filosofia moderna o relativismo por vezes assume a denominação de "relativismo cético", relação feita com sua crença na impossibilidade do pensador ou qualquer ser humano chegar a uma verdade objetiva, muito menos absoluta. Nietzsche na sua obra "A Gaia Ciência", no tópico intitulado "Nosso novo infinito", assim afirma:


"o mundo para nós tornou-se novamente infinito no sentido de que não podemos negar a possibilidade de se prestar a uma infinidade de interpretações";


Frase que Michel Foucault objeta:


"Se a interpretação nunca se permite completar, é porque simplesmente não há nada a interpretar, pois no fundo, tudo já é interpretação".



No diálogo platônico "Teeteto", atribui-se a Protágoras uma concepção relativista do conhecimento, por haver afirmado que "o homem é a medida de todas as coisas". Nesse caso, cada um de nós é, por assim dizer, o juiz daquilo que é e daquilo que não é. Sócrates levanta então uma série de objeções contra essa forma radical de relativismo subjetivista, tentando mostrar a incoerência interna da suposição de que o que parece verdadeiro a alguém é verdadeiro para ele ou ela:


Se são verdadeiras todas as opiniões mantidas por qualquer pessoa, então também é preciso reconhecer a verdade da opinião do oponente de Protágoras que considera que o relativismo é falso. Ou seja, se o relativismo é verdadeiro, então ele é falso (desde que alguém o considere falso). Haveria, por assim dizer, uma auto-refutação (ou uma autodestruição) do relativismo cognitivo.



Em nossos dias, o relativismo cognitivo tem assumido várias formas distintas


Nas versões mais radicais, entende-se que quaisquer opiniões são igualmente justificáveis, dadas suas respectivas regras de evidência, e que não há questão objetiva sobre qual conjunto de regras deve ser preferido ("igualitarismo cognitivo" ou tese da "equipolência das razões"). Em suma, é possível dar boas razões tanto para se admitir quanto para se recusar qualquer opinião. E, portanto, o procedimento de dar boas razões nunca permite decidir entre opiniões rivais, nunca nos obriga a substituir uma crença por outra. Nesse caso, uma crítica do relativismo cognitivo pode ser feita de acordo com a seguinte linha argumentativa (seguida, por exemplo, por Paul Boghossian em "What the Sokal Hoax Ought to Teach Us"):


Se toda regra de evidência é tão boa quanto qualquer outra, então para que uma opinião qualquer seja tomada como justificada basta formular um conjunto apropriado de regras em relação ao qual ela está justificada. Em particular, a opinião de que nem toda regra de evidência é tão boa quanto qualquer outra deve poder ser igualmente justificada. (E o relativista assim não consegue mostrar, mas deveria mostrar, que a sua posição é melhor que a de seu oponente.) Uma alternativa seria dizer que algumas regras de evidência são melhores do que outras; mas então deveria haver fatos independentes de perspectiva sobre o que as torna melhores do que outras, e nesse caso estaríamos assumindo a falsidade do relativismo cognitivo.



Em contraposição, há espécies de relativismo que são bastante triviais, como, por exemplo, a tese da diversidade (também chamada de "relativismo cultural"):


Consiste em registrar que diferentes pessoas mantêm crenças diferentes; que as opiniões variam de comunidade para comunidade, de uma época para outra. Nesse caso, não se afirma que tais crenças ou opiniões sejam verdadeiras ou justificadas, e portanto não se tem ainda um relativismo cognitivo (epistemológico). Tal diversidade de crenças é plenamente compatível com uma visão absolutista ou objetivista do conhecimento.



SE O RELATIVISMO FOSSE ABSOLUTO, NÃO HAVERIA CIÊNCIA



Dentro deste conceito antropófago, o relativismo cultural é um ponto de vista extremo oposto ao etnocentrismo, que leva em consideração apenas um ponto de vista em detrimento aos demais. Porém, os críticos dessa visão apontam que o relativismo torna impossível um avanço científico nas ciências da cultura na medida em que coloca todos os tipos de análise, absurdas ou não, em igualdade de veracidade. Todavia, não são essas formas de relativismo (extremamente fortes ou fracas) que encontramos nas filosofias de Kuhn, Rorty e até mesmo Feyerabend (em alguns de seus últimos escritos). O que eles sugerem, a partir de evidências históricas, é que as preferências por certos padrões de investigação, por certos objetivos cognitivos variam com o tempo e dependem do contexto considerado. E mais do que isso: sua validade e autoridade dependem da prática estabelecida no interior de uma comunidade.




Eles questionam as tentativas de codificar a racionalidade científica mediante um certo conjunto de regras metodológicas que guiam a atividade científica; mas não apenas isso, questionam também a tese de que a racionalidade científica permaneça em grande parte estável e invariante com o passar do tempo, apesar das novas descobertas e das mudanças sociais e culturais.




Eles criticam o que Shapere chamou "essencialismo": a suposição de que as marcas características da racionalidade científica não estão elas próprias sujeitas a mudanças e revisões. Eles reconhecem que as normas do que conta como "boa ciência" também se transformam ao longo da história e não devem ser consideradas como uma estrutura rígida que não sofre mudanças substanciais. No caso específico das ciências naturais, eles reconhecem, fazendo justiça à história da ciência, que as mudanças e as divergências envolvem não apenas as teorias (não apenas afirmações fatuais), mas também os critérios e os valores característicos da prática científica.


Por exemplo, é possível, em certas ocasiões, justificar uma teoria T1 com respeito aos princípios e valores de um sistema evidencial E1 (por exemplo, que permite hipóteses sobre inobserváveis) e ainda justificar uma teoria alternativa T2 (incompatível com T1) com respeito aos princípios e valores de outro sistema evidencial E2 (por exemplo, do empirismo indutivista), mesmo na ausência de uma fundamentação independente que sem petição de princípio "favoreça inequivocamente" E1 ou E2 (ou seja, um caso de incomensurabilidade) A justificação de uma crença é sempre relativa a um sistema evidencial e, havendo uma disputa entre E1 e E2, poderia não haver acordo racional quanto à aceitação de T1 ou T2, mesmo que tivéssemos à disposição todas as evidências possíveis.




Por outro lado, quando se dá preferência a um sistema evidencial a partir de um meta-sistema dominante, tal escolha racional não pressupõe que esse meta-sistema represente uma visão objetiva ou correta (em todo tempo e lugar) que permita justificar de modo absoluto. Quando ocorre de abandonarmos a ciência normal anterior, de transcendermos nossa própria tradição de pesquisa, não somos levados a um "ponto arquimediano", fora do espaço e do tempo, que defina absolutamente o que deva ser racional, visto que a própria racionalidade científica pode transformar-se no processo evolutivo da ciência. Como diz Feyerabend (1993), os padrões de um debate científico só parecem ser "objetivos" porque se omite a referência à tradição considerada, ao grupo de adeptos que os utilizam. Assim sendo, o relativismo cognitivo não consiste apenas em afirmar que a verdade (ou a justificação) de toda crença é relativa a princípios e padrões de um sistema de regras de evidência; trata-se ainda de recusar a suposição de um sistema absoluto, neutro (independente) e universal em relação ao qual toda crença possa ser julgada.


Nesse sentido, o relativista não atribui "estatuto privilegiado" a nenhuma visão particular, nem mesmo ao relativismo. O relativista não pode impedir que o absolutista sustente que o relativismo é falso; mas ainda assim é permitido ao relativista manter a preferência por sua posição (que a seus olhos se "salienta" em relação às demais), pois (segundo o relativista) o absolutista também não tem como evitar que o relativista se mantenha relativista.


O relativista consistentemente admite que não é só o relativismo que tem boas razões em seu favor; também o absolutista pode ter suas boas razões para manter-se em tal posição, numa típica situação de incomensurabilidade. Enfim, não há nada de paradoxal em o relativismo ser mantido por uns e não por outros, pois ninguém está obrigado a aceitar todas as opiniões dos outros como sendo verdadeiras. Por exemplo, um relativista poderia acreditar que a Terra gira em torno de si mesma e que é falso que está fixa, ao mesmo tempo em que está ciente de que alguém acredita que ela se mantenha fixa. (Harré e Krausz, 1996, p. 98). O que o relativista tenciona é, nas palavras de Goodman, converter alguém ao seu ponto de vista, sem tentar fundamentar absolutamente esse seu ponto de vista. O que ele diz é: "Veja como as pessoas naquela época tinham uma outra concepção de mundo. Se você estivesse no lugar delas, não manteria suas crenças atuais". Com efeito, o relativista não se obriga a demonstrar que a partir de certas premissas segue-se inexoravelmente a verdade do relativismo.




PARA QUE SERVEM OS DOGMAS?


O dogma não é católico, sua metodologia  é tomada  emprestada da razão filosófica.Porém é uma verdade de fé.


Indiscutivelmente, existe uma resistência ao dogma, devido tanto à reação ao dogmatismo, quanto à postura do espírito moderno e pós-moderno da autonomia do sujeito. Importa superar o conceito de dogma que o associa a algo irracional, heterônimo e inflexível. O dogma serviu e serve para delimitar o campo de sentido duvidoso porém essencial e estabelecer marcos consensuais e avançar na compreensão dos dados da fé.Ex.: O inferno, Céu e Purgatório são realidades comprovadas pela revelação nas escrituras, mas podemos perguntar como são intrinsecamente estas realidades?esta temática de como o são, é considerada pela teologia e magistério da Igreja como “questões em aberto.”





O dogma contribui assim para a atualização da palavra de Deus e da formulação da experiência cristã. No dogma aparentemente predomina a tendência de clausura de sentido. Mas, ao mudar o horizonte de compreensão e se apresentarem problemas novos à vida cristã, ele recobra sua força polissêmica.



O dogma surge sempre na base, nunca da cúpula da Cristandade,pois a Igreja não cria dogmas, mas os confirma, ou nega heresias contrárias em definitivo de afirmações surgidas geralmente na base. E como elemento que provém da Tradição e faz Tradição, é fruto da tarefa interpretativa realizada por vários grupos na comunidade eclesial. O senso comum dos fiéis aponta e prepara a base consensual imprescindível para o dogma. Grupos minoritários de leigos, religiosos, sacerdotes e bispos ensaiam a tematização, auxiliando ainda na sua divulgação e aceitação. Por fim, o magistério, através do conjunto dos bispos unidos ao Papa, realiza o discernimento final e o define. O trabalho não se encerra aí. Compete à mesma comunidade eclesial, na pessoa de seus diferentes sujeitos, tornar compreensível e, se necessário, reinterpretar o dogma, enriquecendo o seu sentido.



Os dogmas centrais do cristianismo são, ao mesmo tempo, infalíveis e reformáveis:


A infalibilidade reside no fato que o dogma significa uma conquista irrevogável, trazendo elementos vinculantes para expressão da fé. A "reformabilidade" advém de sua formulação humana, simultaneamente caducável e passível de maior exploração de sentido. A reforma, ou atualização do dogma visa "suprir o descompasso da língua, aperfeiçoar as fórmulas usadas, purificar o esquema de pensamento, manter viva a verdade da revelação em sua relação com a existência humana e dar mais clareza e plenitude a esta verdade". Pode-se falar, com propriedade, de uma "evolução do dogma"(Não confundir evolução com negação do dógma, é uma evolução sempre para melhor entendimento da formulação.Tudo sobre formulação dogmática é avanço, jamais é retrocesso, pois nenhum dógma proclamado ex-cátedra, jamais foi e jamais será negado, ou anulado).


O dogma pretende ter acesso ao mistério de Deus, sempre novo e insuperável. Como Deus é realidade insondável, inesgotável, inabarcável plenamente, pois como já dizia São Tomás de Aquino: “A verdade é sempre maior que nossa inteligência”. O dogma portanto, capta algo real sobre Deus, mas sempre insuficientemente. Necessita assim novas abordagens no correr dos tempos, que se aproximam mais do mistério de Deus sem dizer palavra final sobre ele,porém, nada que fuja ao que já foi revelado e definido pelo magistério milenar da Igreja.


Embora se servindo da razão, o dogma não se reduz a um conjunto de fórmulas frias e exatas, como uma equação matemática de segundo grau. Manifesta, ao contrário, um sentimento doxológico, isto é, de louvor. Só se compreende Deus deixando-se fascinar por Ele, abrindo o coração, a mente e o entendimento para a luz e o calor de sua presença irradiante.


Por fim, o dogma evita discussões vãs e vazias e propõem esclarecimentos sujeitos a evolução dentro de uma tradição revelada, porém, não totalmente interpretada, de temas cruciais sem retrocesso a problemáticas  já superadas e respondidas pela teologia, sempre em vista do bem comunitário e pessoal em relação a nossa salvação.




PORQUE O RELATIVISMO É CONTRADITÓRIO ?



*Pe. Anderson Alves


O relativismo é realmente contraditório porque pretende afirmar que todas as afirmações, inclusive as contraditórias, são sempre verdadeiras (ou sempre falsas).Mas quem diz que duas afirmações contraditórias podem ser verdadeiras, deve aceitar que duas contraditórias não podem ser verdadeiras.O relativismo e o ateísmo absolutos são reciprocamente excludentes; e o relativismo só pode ser verdadeiro quando é relativo, ou seja, parcial, aplicado ao modo de expressar ou de conhecer uma verdade, e não à verdade mesma.



De fato, o conhecimento humano é discursivo e progressivo e até hoje nenhuma ciência pode dizer que conhece totalmente o objeto estudado. A realidade que está diante de nós é sempre mais rica do que conhecemos. Por isso ela é como uma janela pela qual nos chega a luz da verdade e da bondade divinas e infinitas.As filosofias relativistas ainda não conseguiram destruir a racionalidade humana e continuamos pensando a partir da convicção de que é possível conhecer a verdade e de que afirmações contraditórias não podem ser ao mesmo tempo verdadeiras. Mesmo assim o relativismo se expande na cultura atual, não através da Lógica, mas pela força da repetição superficial de afirmações “dogmáticas”. Desse modo, não há dúvidas de que vivemos em um ambiente onde reina não um relativismo absoluto, mas sim um absolutismo relativista.



Absolutismo relativista significa, pois, os esforços para se impôr uma cultura mundial relativista, que tenta destruir os valores tradicionais. Pretende-se assim convencer aos povos de que tudo é relativo, pois a verdade não existe (ou tudo é verdade, o que dá no mesmo) e todos os comportamentos morais são igualmente bons (ou igualmente maus).



Tudo o que é contraditório parece ser hoje válido e tolerável. A única coisa que não se tolera é que se mostre as contradições e a irracionalidade do mesmo relativismo. O absolutismo relativista exige que toleremos as mentiras como se fossem verdades, e que não “toleremos” as verdades, como se fossem mentiras.Na Ética o absolutismo relativista se manifesta principalmente em dois modos:


a)-No Positivismo.


b)-E no chamado “pensamento débil”




Ambos dizem que a Ética só pode ser descritiva. Embora esses sistemas sejam opostos, as conclusões a que chegam são semelhantes:



1)- O Positivismo diz que o método das ciências experimentais deve ser aplicado a todas as ciências. Ora, as ciências só descrevem a realidade, sem prescrever nada. Por isso a Ética deve apenas dizer como as pessoas se comportam. O argumento dado é logicamente válido, mas há uma premissa que deve ser discutida: por que a Ética deve ter o mesmo método das ciências experimentais? Essa é uma afirmação filosófica, que só pode ser imposta pela força, uma vez que não se sustenta racionalmente. De fato, a dita afirmação não pode ser justificada por métodos experimentais e a conclusão do raciocínio é autocontraditória: diz que as ciências não devem ser normativas, mas essa afirmação é já uma norma no âmbito científico.



2)- Outro sistema importante é o chamado “pensamento débil”. Diz que o filósofo moral deve descrever os modelos de comportamento para facilitar o diálogo entre as culturas. Forma-se assim uma mesa redonda, semelhante à de um jogo de cartas, na qual não se chega a nenhuma conclusão. E isso se apresenta como uma exigência da “democracia”. E o argumento dado diz: os homens são todos iguais; quando dois homens possuem opiniões diversas, ambas devem ser aceitas, pois é antidemocrático ou politicamente incorreto dizer que uns homens tem razão e outros se equivocam.Quem pensa assim deveria antes de tudo esclarecer o que significa a afirmação de que “todos os homens são todos iguais”.Se significasse que possuem uma mesma dignidade, estamos de acordo. Mas se quer dizer que tudo o que os homens afirmam, em razão da dignidade comum, seja sempre verdadeiro, isso é um absurdo. Da dignidade da natureza humana não se deduz que o conhecimento de todos os seres humanos seja sempre verdadeiro.E tampouco se deduz que sempre dizemos a verdade, ainda por mais sinceros que fôssemos, pois a sinceridade não é o único critério da verdade, pois uma pessoa pode estar sinceramente equivocada.




De fato, o homem pode, não só se equivocar, mas também mentir, manipular, tentar dominar a quem parece ser mais fraco. E não se entende como o erro ou a mentira pode sustentar uma “democracia”. Dito de outro modo: o principal equívoco do “pensamento débil” está em estabelecer como critério de verdade não a relação do juízo intelectual com a coisa conhecida, mas sim o juízo com a dignidade de quem o profere. Da dignidade do ser humano, de fato, não se deduz a verdade de todos os seus conhecimentos, nem a bondade moral de todos os seus atos.



Portanto, o Positivismo e o “pensamento débil” expressam bem o atual absolutismo relativista:



“A tentativa de impor pela força de repetições afirmações contraditórias, como se fossem verdades absolutas, negando o que realmente é verdadeiro e bom.



O dito absolutismo, última forma de pensamento universal, desrespeita as culturas verdadeiramente humanas. Pois se a Ética fosse somente descritiva, os filósofos poderiam falar sobre as diversas culturas, mas não falar com elas. E isso ofende a dignidade e a racionalidade humana, que como tal está aberta ao diálogo sincero em busca de uma verdade condivisível por todos os homens.



*Pe. Anderson Alves, sacerdote da diocese de Petrópolis – Brasil. Doutorando em Filosofia na Pontificia Università della Santa Croce em Roma.







CONCLUSÃO:



Alguns dizem ser perca de tempo falar a verdade já que todos tem a sua. Ora, só no hospício todos dizem estar falando a verdade. Num hospício, cada um tem a sua própria realidade, a sua própria visão de mundo e sua própria razão, e se dizem Jesus Cristo, Maomé, Einstein ou Judith Stein. Num hospício, uma bola de futebol pode ser redonda ou quadrada, depende só do lunático em questão. Muitos negam a realidade objetiva, influenciados pela mídia, ou pelas idéias liberais e românticas que dominam o pensamento moderno.


-Ora se um aluno, numa prova responde alguma coisa errada, esta seria considerada certa ou errada?


-Se um aluno faz uma prova toda errada, não se coloca um zero bem redondo na prova dele?


-Como podemos então dizer que todos tem razão e não existe verdade?


Se assim fosse, todas as respostas seriam corretas, e ninguém poderia ser reprovado em prova alguma. É claro que as pessoas devem ser respeitadas, mas não desta forma. E o mundo, hoje, se transformou em um manicômio, onde todos dialogam, ninguém escuta, e ninguém acredita em ninguém. Manicômio no qual nenhuma informação tem valor. Vive-se num relativismo total. Sim, os relativistas e liberais sonharam com um mundo sem lutas, sem polêmicas, em doce paz, sem guerras e sem polêmicas mal educadas. Criaram no século XX, reino da tolerância, no qual houve já duas guerras mundiais. Ocorre, porém, que a verdade e a mentira estão em perpétua guerra.Ocorre que o bem detesta o mal e o mal detesta o bem.Ocorre que Cristo Deus disse que não veio trazer a paz ao mundo, mas sim a espada, a guerra. Ocorre que Deus disse que a vida do homem na terra é uma guerra.Ocorre que Jesus disse que mandava seus filhos como cordeiros entre lobos.E os relativistas não admitem que haja defesa contra os lobos.Ocorre que os relativistas sonham fazer a paz entre Cristo e Belial.Ocorre que eles sonham em dialogar,e dialogar com boas maneiras, até com o diabo.Ocorre que a paz e a educação liberal só produziram um mundo de guerras mundiais e de violência.Como reagiriam esses católicos da falsa paz, vendo Cristo de chicote na mão, batendo nos vendilhões, derrubando as suas mesas, e expulsando-os aos gritos do Templo? Certamente criticariam a falta de "bons modos" de Cristo, e diriam que Ele não fora bem educado. Que afinal, se Ele foi crucificado, foi porque não teve a habilidade diplomática conveniente, e a caridade de dialogar pacificamente com seus opositores. Que ele não respeitou a opinião de Caifás, e que Ele, por sua violência, acabou sendo crucificado.



Que se poderia esperar da pregação de Cristo, senão a violência do Calvário visto que Jesus declarou que deveria haver guerra entre os filhos da luz e os filhos das trevas?



Que se poderia esperar, diriam esses tolerantes e relativistas contra Jesus, de uma pregação tão radical e tão cortante, tão intolerante como a de Cristo?


A vida católica exige defender a Fé. Exige vender, se preciso, o manto para comprar uma espada, como Cristo recomendou a São Pedro. E a Palavra de Deus é como uma espada, nos diz São Paulo.São Paulo, o Apóstolo que compôs o hino mais sublime em honra da caridade, São Paulo recomendou a seu discípulo Tito que tratasse duramente os hereges: "Increpa illos dure!". "Repreendê-os asperamente" (Epístola de São Paulo a Tito, I, 13).São Paulo não disse a Tito: "Tenha bons modos com os hereges", mas "Increpa illos dure!".Outrora os defensores da Fé eram combativos e usavam argumentos e ironia.Imitemo-los. Outrora, os santos eram normalmente mártires e confessores.Hoje, os doutores de boas maneiras e de incoerência querem que haja apenas os "santos" dialogantes, e que a Igreja seja uma casa de tolerância.Non !!! Jamais !!!Não os sigamos.Não os imitemos.Na Sagrada Escritura, Nosso Senhor fala:"Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te." (Apocalipse, III, 15-16).E hoje se quer um mundo morno, tolerante, egoista e amoral. Esperamos mesmo seguir o que Nosso Senhor Jesus mais ensinou, que foi amar a Deus e à Verdade. A verdade absoluta. E combater o erro e a mentira da maneira que Nosso Senhor nos ensinou a combater!




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