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O Cristão e o chamado ao MARTÍRIO BRANCO de nossos dias

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 5 de julho de 2020 | 22:59







Para S. Agostinho: “martyres non facit poena sed causa”








O que conta é a motivação da morte, não a morte,ou sofrimento em si mesmo.


Logo, não se considera mártir o cristão que foi morto por motivos políticos ou ideológicos, por razões raciais ou por outros motivos que não são, estreitamente, conexos com a reta fé, por mais nobres que possam ser.


A essência do martírio está no motivo pelo qual ocorreu a morte do fiel. Como se tudo isso fosse ainda pouco:


Espera-se do mártir a disposição de perdoar os agressores e a capacidade de amar ao extremo. ‘Sine charitate non valet’ (S. Tomás. Suma Theol. II-II, q. 124, a2. ad. 2)


O martírio não tem valor sem a caridade. Sem o amor extremado de Estêvão que perdoa seus lapidadores, a exemplo de Cristo no Calvário. Pode parecer pequena essa nossa missão, se comparada com a daqueles mártires do Império Romano. Porém, acredite:


O fiel convicto e inabalável, disposto a perder tudo em nome da Igreja, faz sorrir o Coração de Deus. O mais bonito é que, do mesmo modo que o sangue dos mártires era semente de novos cristãos, assim também as nossas humilhações, renúncias e fidelidades incondicionais fazem brotar no mundo sementes de novos amigos do Senhor.


Que mistério extraordinário! Significa que, ao viver de maneira santa e inegociável a sua fé, você pode estar contribuindo espiritualmente para a salvação de uma pessoa que você nunca viu. A tendência é que as exigências do martírio atual sejam cada vez maiores:



-Muitos casais cristãos sacrificam uma vida de luxo e prazeres para se abrirem a famílias numerosas.


-Muitos fieis inteligentíssimos sacrificam sonhos e grandes empregos para não ferirem a moral cristã.


-Católicos universitários se expõem ao ridículo, ao defenderem a Sã e salvífica doutrina da Santa Mãe Igreja.


-Canais de mídia tradicionais humilham constantemente a fé e a crença Cristã no Brasil e mundo afora.


De todo modo, independentemente da cor do martírio (seja vermelho, seja branco), o que realmente importa é submeter todas as coisas aos pés de Jesus. É Ele quem dá a virtude sobrenatural do martírio aos mártires, quando, onde, a quem e como quiser. É o Espírito Santos quem aumenta a coragem dos perseguidos e quem ensina o verdadeiro heroísmo.


O verdadeiro católico fiel não se entristece pelas renúncias que é obrigado a fazer em nome de Cristo; ao contrário, sabe que trocou um campo simples por um tesouro inigualável (cf. Mt 13,44).



Sejamos, portanto, católicos fieis, preparados para o martírio que o mundo nos exigir. Seja qual for o bem a ser renunciado, jamais se comparará ao nosso Rei a quem servimos. Tenhamos sempre em vista a promessa maravilhosa feita pelo Mestre:


“Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 11-12).








Até que ponto você estaria disposto a testemunhar sua fé em nome de Jesus Cristo?


O que você renunciaria por Ele? Você estaria disposto a servi-l’O e amá-l’O até o martírio? A nossa Igreja sempre foi marcada por incontáveis atos heroicos. No início de sua história (especialmente nos quatro primeiros séculos), a Santa Igreja experimentou terríveis períodos de perseguição. Era vista como inimiga do poderoso Império Romano, de modo que ser cristão equivalia a crime sujeito à pena de morte. Os fieis eram muitas vezes arrastados diante das autoridades e possuíam duas simples opções:


1ª)-Ou acendiam incensos e prestavam adoração aos deuses pagãos (renunciando a Cristo)


2ª)-Ou permaneciam na “teimosia” de adorarem a este Homem-Deus e assim eram condenados às mais duras atrocidades – sem qualquer direito de defesa, mesmo sem terem feito nenhum mal a ninguém, pelo contrário, e morreram perdoando seus algozes.





É emocionante ler os relatos dos martírios. Pessoas intrépidas, decididas, confiantes. Os mártires não faziam caso dos padecimentos a que estavam condenados, pois sabiam que trocavam uma vida curta pela felicidade eterna! 





Os inimigos de Deus sempre foram muito “criativos” em tentarem fazer os Cristãos renunciarem a sua fé. Esse tipo de sacrifício, de morrer pela Igreja ou pelo Evangelho, nós chamamos “martírio vermelho”. Ele ainda acontece (e muito) nos dias atuais, especialmente em países da África, da Ásia e do Oriente Médio. Milhares de pessoas morrem todos os anos pelo simples fato de serem cristãs. Mas e nós, do Ocidente? Não seríamos também chamados ao martírio? A resposta é SIM, conforme as palavras do próprio Cristo: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lc 9, 23). Ao falar de “cruz”, Jesus está nitidamente falando de martírio. E isto não significa exclusivamente “martírio vermelho”. Nos tempos atuais temos visto que, mais uma vez, os cristãos, em várias partes do mundo (China, Índia, Síria, Coreia do Norte, vários países da África e Oriente Médio) são chamados a dar testemunho de sua fé com o derramamento de seu próprio sangue. A isto chamamos de martírio vermelho. Perseguições sistemáticas em função da ideologia comunista que é anticristã ou ainda o fanatismo religioso. Milhares de cristãos têm deixado suas casas na Síria e se refugiado em outros países vizinhos.





(Cristãos sendo degolados por Terroristas do Estado Islãmico por não renunciar a fé Cristã)





Na China o comunismo impede que pessoas com menos de 18 anos sejam catequizadas. Caso alguém ouse desafiar esta lei é condenado à morte. Então muitos enfrentam situações onde sua fé pode custar-lhes a vida. Mas ainda assim preferem a morte a renunciar sua fé em Jesus Cristo. Fico pensando se o mesmo ocorresse no Brasil, seriam muitos os católicos a não renegarem a sua fé? Digo isto porque os terroristas ofertam aos cristãos capturados a “chance” de renunciar à fé cristã e aderir ao Islamismo e aí suas vidas são poupadas. Então é que me vêm à cabeça a ideia de pensar quanto brasileiros permaneceriam firmes na fé. Como os 21 cristãos martirizados há alguns anos atrás, que foram ao encontro do martírio invocando o Santíssimo Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não escolheram a opção de renegar o Salvador para se converter a outra religião. Bom, talvez não precisemos chegar a tal ato. Por aqui como Cristãos, sofrermos muitas vezes perseguições, nos tornamos alvos de piadas de blasfemadores ateus como os humoristas do grupo Porta dos fundos, ainda assim somos livres para escolher nossa religião.



Então fica-nos o desafiante chamado ao Martírio Branco - Mas o que é isso mesmo?



São João Paulo II, Papa, escreveu um diário espiritual e recentemente foi publicado com o nome: João Paulo II: estou nas mãos de Deus – Editora Planeta. Neste livro ele nos explica o que é exatamente o martírio branco: 





“Martírio sem derramamento de sangue, em meio às perseguições”





Talvez a maioria dos católicos tenham, muitas vezes em sua existência, oportunidades para viver o martírio branco, nas Faculdades, ou Universidades Públicas, no ambiente de trabalho, etc., então, que tal começar a aproveitar essas oportunidades?  



Os cristãos de hoje precisam estar preparados, nos dias de hoje, para o martírio da ridicularização, no qual se declarar cristão, carregar um crucifixo no peito ou até uma bíblia na mão, vai lhe custar zombarias e a indiferença.







A perseguição ao Cristianismo não acontece somente pela prisão, tortura e morte de cristãos por todo o mundo. Existe um segundo tipo de perseguição que é incruento (sem derramamento de sangue), no qual os que creem sofrem um “ataque” ideológico por parte do secularismo, da mídia anticristã e do ateísmo militante. É uma perseguição contra os valores e a moral cristã. Temos aqui dois ‘campos de batalha’. Por um lado, todas as questões envolvendo o tema da bioética como o aborto, a eutanásia, pesquisas com células-tronco embrionárias etc. Por outro, temos a questão da ética sexual e dos valores da família como divórcio, barriga de aluguel, casamento homossexual etc; e a Igreja aparece como ‘inimiga’ (para os que defendem essas posições). Por que? Porque ela se levanta como uma das únicas resistências que defendem os valores tradicionais. E não importa que argumentos usaremos para tratar desses assuntos, há um preconceito muito forte para denegrir a imagem da Igreja atualmente”, disse padre Demétrio Gomes da arquidiocese de Niterói (RJ). Segundo o professor Felipe Aquino, apresentador da TV Canção Nova e professor de teologia, os cristãos precisam se preparar para um novo tipo de martírio:








“O Papa Bento XVI falou, esses dias, algo muito marcante: Os cristãos precisam se preparar para o martírio da ridicularização, ou seja, se você carregar um crucifixo no peito e for para uma universidade você é ridicularizado. Se você anda com a sua Bíblia, vão falar que você é alienado, que acredita em crendices. Então, o Papa tem alertado os cristãos sobre o fato de viverem também este tipo de martírio”, disse professor Felipe Aquino.



Esta perseguição tem mostrado, sobretudo pelos veículos de imprensas internacionais, que não poupam mentiras e críticas à Igreja Católica, difamações e zombarias a sacerdotes, bispos e, principalmente, à figura do Papa. Confira abaixo a declaração ao padre Demétrio feita pelo professor Felipe Aquino:



Um exemplo clássico deste “martírio da ridicularização” aconteceu, quando os jornais BBC e The New York Times publicaram charges zombando da figura do Papa, mas se negaram a fazer o mesmo contra o profeta Maomé, por exemplo, alegando “ser um perigo”. O veterano jornalista da BBC Roger Bolton disse que a redação do jornal está tomada por “liberais céticos humanistas” que “riem e zombam do Cristianismo”. E ainda acrescentou: “Qualquer um que se oponha ao casamento gay ou à fertilização in vitro, por exemplo, é tratado como um ‘louco’ por causa de suas crenças religiosas”.




Essa perseguição da moral cristã tem se espalhado pelo mundo; e segundo padre Demétrio:



“Só os que possuem uma fé firme e pura sobreviverão a ela. É muito importante não se assustar com essa apostasia, pois o Senhor mesmo já tinha dito que seríamos um pequeno rebanho. Quando o mundo se cansar dessas propostas contemporâneas, ele vai encontrar, na Igreja, a luz no fim do túnel.”






Precisamos de Santos Normais – De Calça Jeans!


Precisamos de Santos sem véu ou batina.

Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.

Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.

Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se doam plenamente na faculdade.

Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.

Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.

Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.

Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas evangelizadores.

Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.

Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.

Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.

Precisamos de Santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".


(São João João Paulo II)




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CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Como Católicos, defendemos a verdade contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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