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O que é mais essencial? A inteligência da fé, ou a experiência afetiva da fé?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 1 de maio de 2019 | 09:38









Deus é cognoscível?



Está escrito em Romanos 1,19-22:


"Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens (os incrédulos) são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos...”



Nossa fé não é puro sentimento ou apenas a invenção de um grupo de homens mal intencionados e manipuladores. Existe a racionalidade da fé. E no Catolicismo esta inteligência da fé possui uma densidade tal, que seria um pecado de omissão não conhecer e estudar.A Fé é um ato da inteligência; portanto não é um sentimento vago, mas é expressão da mais nobre faculdade que o homem tem: o intelecto,que tenta aplicar-se ao objeto mais nobre que possa ser concebido, ou seja, a Deus.Esse ato do intelecto é movido pela vontade, pois o objeto da fé transcende os limites do intelecto humano (a verdade é mais ampla do que o alcance do nosso intelecto). Sendo assim, o objeto da fé não obriga a um assentimento, não é tão evidente que force a adesão de quem o contempla.A vontade, portanto, deve mover o intelecto para que diga Sim ou Não.A vontade, porém, só move o intelecto depois do exame das credenciais sobre as quais se apoia cada proposição de fé. Cabe então ao intelecto humano averiguar as razões em virtude das quais o indivíduo pode e deve crer: estude o Evangelho, a história, a paleografia… e chegue eventualmente à conclusão: “Não é absurdo crer; não é infantilismo ter fé”. Há razões suficientemente fortes para que o homem diga Sim ao objeto de fé, sem trair sua dignidade de homem adulto. Portanto o homem crê inteligentemente. E a própria razão sadiamente crítica que aponta o caminho da fé.







Assim evitam-se as superstições e crendices que não resistem ao crivo da razão, a qual o próprio Cristo aconselhou usa-la nestas duas passagem:



“Porquanto, qual de vós, desejando construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o custo do empreendimento, e avalia se tem os recursos necessários para edificá-la?Para não acontecer que, havendo providenciado os alicerces, mas não podendo concluir a obra, todas as pessoas que a contemplarem inacabada zombem dele, proclamando: ‘Este homem começou grande construção, mas não foi capaz de terminá-la!’ Ou ainda, qual é o rei que, pretendendo partir para guerrear contra outro rei, não se assenta primeiro para analisar se com dez mil soldados poderá vencer aquele que vem enfrentá-lo com vinte mil? Se chegar à conclusão de que não poderá vencer, enviará uma delegação, estando o inimigo ainda longe, e solicitará suas condições de paz.”(Lucas 14,28-32).



“Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem sensato (racional), que edificou sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato(irracional), que construiu sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína.”(Mateus 7,24-27)







Podemos falar de “conversão” em Paulo, ou de "experiência" com o ressuscitado?

Antes de sua experiência com o Cristo ressuscitado a caminho de Damasco,Paulo, então conhecido como Saulo, era um fariseu "observador da lei", que "intensamente perseguiu" os seguidores de Jesus. Alguns estudiosos afirmam que, segundo a Epístola aos Gálatas, Paulo era um zelota. Paulo tinha cerca de 28 anos quando ocorreu seu “encontro místico” com Jesus. Depois de ter se tornado um fervoroso discípulo do Nazareno, viveu algum tempo na comunidade cristã damasquina, até ser expulso pelos judeus. Refugiou-se por cerca de dois anos na Arábia,território dominado pela tribo dos nabateus.Nesse período, estudou e refletiu sobre os ensinamentos de Cristo. Por volta do ano 37, retornou a Damasco, onde fez suas primeiras pregações. Mais uma vez, provocou a fúria da comunidade judaica e teve de deixar a cidade. Nascido em Tarso, capital da Cilícia, Paulo foi criado dentro das exigências da Lei de Deus e da memória histórica do seu povo. Ele mesmo afirma que “progredia no judaísmo mais do que muitos compatriotas da sua idade, distinguindo-se no zelo pelas tradições dos seus antepassados” (Gl 1,14), portanto, não podemos afirmar que Paulo era um ímpio, infiel, pagão, ou descrente.Foi no seio da sua família e na escola judaica da sinagoga que Paulo adquiriu esses conhecimentos, gerando seu amor a Deus e à sua lei. Quando completou sua formação em Tarso, Paulo foi para Jerusalém e especializou-se no judaísmo, tendo como orientador o ilustre Rabi Gamaliel (cf. At 22,3).Depois da morte e ressurreição de Jesus, formam-se as primeiras comunidades cristãs em Jerusalém e surge um conflito entre cristãos hebreus e helenistas (cf. At 6,1). Paulo passa a perseguir quem seguia o “caminho”, desviando-se das normas judaicas. A afirmação de que um crucificado era o Messias prometido, o Ungido de Deus, escandalizava os judeus que consideravam maldito quem fosse pendurado num madeiro (cf. Dt 21,22-23). Além disso, no discurso de Estêvão (cf. At 7,2-53) transparece a postura de judeus da diáspora que relativizam o templo de Jerusalém e os sacrifícios.Paulo se coloca então a serviço do sinédrio para ir a Damasco e “trazer presos a Jerusalém os que lá encontrasse pertencendo ao caminho, fossem homens ou mulheres” (At 9,2). Estando em viagem, teve um inesperado e luminoso encontro com Jesus Ressuscitado que o enviou a evangelizar os gentios (cf. At 9,3-18; Gl 1,16). Paulo deixa-se tocar por este encontro, passando agora de um zeloso e apaixonado judeu, transformou-se no líder de um movimento que anunciava a morte e ressurreição de Jesus aos judeus,e também agora, aos pagãos.



É Pedro que reforça aos Cristãos o uso de uma fé RACIONAL:



“Ora, quem vos fará mal se sois zelosos do bem? Todavia, ainda que venhais a sofrer porque viveis em justiça, sereis felizes. “Não vos atemorizeis, portanto, por causa de ameaças, nem mesmo vos alarmeis.” Antes, reverenciai a Cristo como Senhor em vosso coração, estando sempre preparados para responder a qualquer pessoa que vos questionar quanto à RAZÃO da esperança que há em vós. Contudo, fazei isso com humildade e respeito, conservando boa consciência, de tal maneira que os que falam com malignidade contra o vosso bom comportamento, pelo fato de viverdes em Cristo, fiquem envergonhados de suas próprias calúnias. Porque é melhor sofrer por praticar o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal.”(I Pedro 3,13-17).

  



LUTERO É QUE DIZIA: “A RAZÃO É A PROSTITUTA DO DIABO”





Quem ensinou a doutrina contra a ciência, a filosofia e a razão foi o pai dos evangélicos: Lutero, que é contra a razão, a filosofia e a ciência, pois assim ele dizia:



“A razão é a prostituta, sustentáculo do diabo, uma prostituta perversa, má, roída de sarna e de lepra, feia de rosto (sic), joguemos-lhe imundícies na face para torná-la mais feia ainda.” (Brentano: 17).



“Eu devo cortar a cabeça da filosofia, e que Deus me ajude a fazê-lo; pois assim deve ser.” (Grisar: 462) .




A terra é seu centro (...) Acima da Terra, uma abóboda imensa (...) a abóboda azul (...) é firme, sólida; e por cima, se estende o céu. O inferno fica no centro da terra, sob nossos pés (sic.). ...Lê-se na Bíblia que Josué deteve o Sol; não foi a Terra que ele deteve. Copérnico é um tolo.” (Brentano: 145).



Para Lutero, a vontade humana é do demônio:



“O arbítrio humano, (...) se assemelha a uma sela de cavalo entre os dois [Deus e o diabo]. Se Deus monta na sela, a vontade do homem quer e age de acordo com a vontade de Deus... Mas se o demônio é o cavaleiro, o homem deseja e age conforme a vontade do demônio. Ele não tem forças para correr para um ou outro dos cavaleiros, e oferecer a si mesmo, mas os cavaleiros lutam para obter a posse do animal. (sic)” (Grisar: 300).




QUAL O CONCEITO CORRETO SOBRE A RAZÃO ?


Verdade seja dita : “O Iluminismo em nome da DEUSA RAZÃO, cometeu as maiores IRRACIONALIDADES da História”  -  Comprovando que podemos sim, usar a Razão tanto para o bem como para o mal, para justificar ações boas, ou más, neste caso fazemos dela verdadeiramente uma prostituta, usando-a de forma utilitarista, agindo em causa própria.Em nome da razão se fazem as guerras,se justificam atitudes imorais, pela razão tranqüilizamos nossas consciências diante dos erros e das injustiças: “Sou fraco, não tenho nada haver com isto, não é problema meu, a culpa não é minha...etc.”



De acordo com Santo Tomás de Aquino, "a filosofia é a ciência do ser, em si mesmo e das primeiras causas, à luz da razão natural". É uma verdadeira ciência universal, pois, em seus princípios, se fundam todas as outras ciências, ditas particulares: a física, a biologia, a química, etc. Esses princípios são o da causalidade, o da não-contradição, o da inteligibilidade, etc. 


Como ciência de base mais larga e mais sólida, pode apontar às outras ciências, como errado, o que nelas contradiga as suas próprias conclusões.
A maioria dos protestantes rejeita a teologia natural ou teodicéia. Na verdade, mesmo os católicos de hoje ignoram que existem verdades de fé que são também acessíveis à razão, como a existência de Deus e sua imutabilidade, e também a imortalidade da alma. 


Infelizmente, Lutero defendeu o absurdo de que a razão não pode fazer contribuições à teologia, visto o homem todo ter sido arruinado pelo pecado original. Por isso, o tomismo é tão mal-visto pelos protestantes. Estes últimos, todavia, ignoram que a sua teologia, quando deixa de lado a distinção que existe entre o natural e o sobrenatural, não pode passar de um puro "fideísmo", o qual só pode servir de chacota para os ateus. 


Muitos calvinistas rejeitam a filosofia do Aquinate e, ao mesmo tempo, recorrem à sua metafísica para defender a predestinação. Isso é uma grave incoerência. 

A filosofia tomista é "philosophia perenis" (filosofia perene), o que significa que ela não se confunde com os arremedos dessa preciosa ciência que surgiram na era moderna a partir de Descartes. Ela é a única que merece verdadeiramente o nome de "filosofia". E, no lugar que ocupa, de "ciência das ciências", é também um grande instrumento para a compreensão da realidade e serve grandemente à defesa da fé cristã. 



Lutero ao dizer que a razão era "a prostituta do diabo". Ele não aceitava a interferência da razão na teologia. Para Lutero, a teologia deveria ser "theologia crucis", devendo se ater à pura exegese bíblica, restringindo, assim, os efeitos da razão, que não poderia chegar ao conhecimento de Deus ou de seus atributos. A "theologia crucis" (“teologia da cruz”), baseada no caminho concreto fixado por Deus em Cristo crucificado: criação, queda e redenção, estava em oposição ao que Lutero denominou "theologia gloriae" (“teologia da glória”), que propugnava o conhecimento de Deus por sua obra no cosmo, e que seria a base de sustentação da  teologia escolástica.


Na verdade, Lutero foi poderosamente influenciado pelo voluntarismo de Guilherme de Ockham, de forma a conceber que o bem e o mal são tais unicamente porque Deus o quer e determina; o pecado poderia ser uma virtude se Deus o quisesse. Daí a oposição entre a vontade secreta e a vontade revelada, a do "Deus absconditus" que se opõe à do "Deus revelatus". 




Desenvolveu-se, por essa razão, um pensamento genuinamente calvinista, que, a despeito de ter algumas raízes em Santo Agostinho, Platão e Santo Anselmo, na questão do "Credo ut intelligam", todavia, admitindo que a razão humana não pode manter-se neutra, conclui que ela, de maneira nenhuma, pode afirmar qualquer coisa sobre Deus ou adentrar naquele conteúdo que seria reservado à fé.No que o pensamento calvinista difere da Escolástica, isso se deve justamente pelo fato do pensamento calvinista limitar-se radicalmente a esse esquema proposto de criação, queda e redenção, com total ou parcial exclusão da metafísica.  Desta forma, pode-se entender como a expiação ocupa lugar tão proeminente na lógica reformada, lugar que ficou vago pela exclusão da metafísica. 


O pensamento calvinista, é, no entanto, a despeito de suas raízes agostinianas, assim incoerente, quando recorre à lógica, por dar lugar a paradoxos inevitáveis. É paradoxal, como Gordon Clark, que, neste texto, rejeita a razão, mas não assume o irracionalismo de Kierkegaard: 

“Ora, a razão continua a ser empregada na teologia, do contrário, ela não poderia manter o mínimo de coerência. A questão é mais uma vez a distinção entre a ordem natural e a ordem sobrenatural, a da ordem da graça e da natureza. “


De acordo com o tomismo, a graça é um dom que se alia e aperfeiçoa a natureza:


Lutero recusou-se a aceitar a concepção católica da graça e ensinou que os poderes naturais do homem eram totalmente incapazes frente ao pecado. Para Lutero, a queda não representou a perda de um dom sobrenatural (acima da natureza), mas a destruição de um elemento essencial da natureza humana. A solução de Lutero é radical, não lógica. No campo da teologia, não há motivo para se absolutizar o pecado dessa forma, o que, de outra forma, tornaria impossível distinguir entre o pecado original e os pecados atuais. 


A "apologética pressuposicional" dos calvinistas respalda-se, ainda, no ontologismo, isto é, na crença de que a existência de Deus é evidente e de que não existem verdadeiros ateus, pois todos têm o "sensus divinitatis" (cf. CALVINO, Institutas, I, 3, 3). Tal postura, no entanto, não pode ser válida sem instaurar um certo conflito entre fé e razão e, através de negação da teologia natural, fazendo a teologia redundar num puro e verdadeiro fideísmo. 

A Escritura não ensina em parte alguma que temos um conhecimento inato de Deus:


Ela diz que o que de Deus se pode conhecer se conhece através das coisas visíveis (corpóreas): "sendo percebidos mediante as coisas criadas" (Rm 1,20).Ou seja, com o uso da razão.




O ser humano tem uma notável capacidade de cometer falhas voluntárias. Se formos sinceros conosco, identificaremos inúmeras situações em que erramos, e se a gente pudesse enumera-las ficaríamos assustados. Contudo nenhum erro pode ser mais danoso a uma pessoa do que negar por puro Capricho, e mero orgulho voluntário, o de não crer ou negligenciar a obra e existência de Deus pelas coisas criadas. Estes versículos acima, escritos a mais de 2000 anos atrás, falam que os atributos de Deus podem ser reconhecidos desde a criação do universo e tudo o que Nele existe. Nos versículos de 19-20 nos afirma que Deus é percebido e conhecido desde a criação, porque Ele se revelou ao homem, e não crer em Deus torna o homem indesculpável. Nos versículos de 21-22 fiz que: Mesmo conhecendo a Deus, não glorificaram, não agradeceram, tornaram-se fúteis, com corações insensatos, obscuro e duro "Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos". Certamente, negar o valor do sacrifício salvador de Jesus Cristo na cruz consciente e voluntariamente, nas mais variadas formas de negação, é o erro mais grave, mais caro e mais perigoso de todos, pois ao negar a Cristo por puro capricho voluntário a pessoa está condenando-se eternamente (João 3,18).  Negligenciar a Deus e sua obra é ingratidão, insensatez e irracionalidade. Negligenciamos e negamos a Cristo toda vez que deixamos de adorá-lo pelo que Ele É, FEZ e FAZ. Negamos e o Ignoramos mais ainda quando colocamos o mérito que é Dele, noutras fontes: Na sabedoria humana, tecnologia, criação espontânea, bens materiais, poder, auto-suficiência,status etc, pois assim está escrito:


“E que tens tu que não tenhas antes recebido? ” (1 Coríntios 4,7).


“ Pela graça de Deus sou o que sou ” (1 Coríntios 15,10)



Devemos olhar ao nosso redor e nos curvar em gratidão e fé diante do único digno e capaz de criar todas estas coisas que vemos a partir do nada. Devemos nos curvar diante dEle lembrando daquilo que sabemos que existe, mas nossos sentidos e nossa inteligência não nos permitem ver ou sentir. Devemos nos curvar ao Pai e reconhecer que há muito mais além do que podemos saber, sentir, perceber ou identificar. Só Ele pode receber este reconhecimento, e não o “senhor acaso”. Pois atribuir a explosão do big bang e logo após a Criação ordenada, ao acaso, é o mesmo que esperar que um furacão monte um avião 747 completo e pronto para voar. Você pode olhar para a criação espetacular de Deus e imaginar que deve haver um ser grande e poderoso, com uma inteligência sobrenatural, que tenha realizado todas as maravilhas da terra. Mesmo que não creia, que não tenha fé em Deus, mesmo que sua mente esteja obscurecida, você pode intuir que há um ser maior que fez toda a criação.


Talvez você possa conhecer Deus apenas por ouvir falar. Esse é um conhecimento que não exige esforço de sua parte, é uma informação que você recebe aleatoriamente nos lugares onde costumamos frequentar. Lugares em que Deus pode estar, mas não exatamente no lugar onde habita, porque, afinal, Deus é também onipresente, por exemplo, no meio de seu povo escolhido, com os fiéis reunidos. E para esse tipo de conhecimento de Deus foi necessária uma prévia disposição a fim de se achegar até este  local e permanecer ali com sua atenção voltada para escutar sobre Ele. No entanto, podemos fazer um movimento mais intencional para buscar o conhecimento de Deus, e então, podemos mergulhar nas Escrituras e iniciar um conhecimento que será assombrosamente ampliado em nossa mente e envolverá todas as esferas de nosso ser. Essa “experiência” é o conhecimento pessoal de Deus, quando nos relacionamos com Deus ordinariamente, do jeito que somos, com nossas misérias expostas e rendidas aos pés do Todo-Poderoso, sem máscaras. O conhecimento deixa de ser apenas cognitivo e passa a ser conhecimento entranhável, que envolve toda as dimensões de nosso ser. É aí, nesse lugar de nossa alma, onde Deus nos alcança e se revela, quando nos flagramos desesperadamente necessitados da salvação que Ele nos oferece gratuitamente o Cristo. Sem conhecimento de Deus, não temos padrão, nem tão pouco, referência necessária para nos percebermos miseráveis de espírito e necessitadas de resgate. Quando o EU SOU é desvendado aos nossos olhos, a luz banha nosso entendimento. Nossa mente pequena sofre uma renovação, ela é ampliada. A mente renovada desabrocha, abre extensas passagens e possibilidades na aridez de nosso coração pecador, e o transforma em um coração grato, que ama, adora e louva o Criador.



Mas ter fé não é ter meros sentimentos passageiros, ter fé é obedecer (obediência da fé). Muitas vezes, os nossos sentimentos são contrários. É quando obedecemos que somos libertados. É uma libertação que vai de dentro para fora; Deus quando liberta, nos liberta por inteiro. Por isso é imprescindível que se creia, é preciso ter fé e aceitar que o Senhor faça a transformação libertadora em nós. A lepra interior é muito pior que a exterior, ela desfigura a pessoa na sua identidade, deformando-a pouco a pouco. O pecado instalado em nosso ser, é que nem a lepra que vai nos envenenando e consumindo por dentro, causando uma deformação em nós. Ficamos irreconhecíveis. O dom da libertação é dom de Deus e mesmo que esta venha através de causas segundas, é sempre dom, é presente de Deus.



O profeta Eliseu manda que Naamã o general leproso da Síria, vá ao seu encontro, mas não o recebe, e somente lhe pede que vá se banhar sete vezes no rio. Sabe por quê? Porque Naamã tinha que se desprender das aparências, tinha que aprender a ter fé mais em Deus do que nos homens e nele mesmo. Ele estava acostumado a estereótipos. Na terra dele também havia quem rezasse pela cura, só que foram incapazes de curá-lo. E ao não ser atendido em suas expectativas pelo profeta Eliseu, irritado, vai embora. Quantas pessoas abandonaram a Igreja católica, e logo após abandonaram a Deus porque suas expectativas não foram atendidas a seu modo e em seu tempo? O tempo e a lógica de Deus não é igual a nossas expectativas. Sabe por que muita gente não recebe o que pede? Porque faz igual a Naamam, que não foi capaz de obedecer, e ao não ser atendido, virou as costas e foi embora; ele não teria sido curado se não fosse a intercessão dos amigos dele.







E O QUE É A VERDADEIRA EXPERIÊNCIA DA FÉ ?




A experiência de fé não é a empiria das ciências exatas, físicas, biológicas ou químicas. Na teologia a noção de experiência de fé é um pressuposto básico. Diz respeito ao dado existencial, às experiências vitais que envolvem o ser humano integralmente, inclusive abrindo-o a possibilidade de se compreender a partir da Transcendência. No horizonte cristão a fé tem um caráter trinitário. Crer não significa acreditar individualmente, subjetivamente ou isoladamente. A experiência de fé é, segundo a acepção trinitária, antes de tudo, relacional, comunitária. Deus não é solidão. Ele se manifesta ao ser humano. Dialoga com as pessoas. Mas, se manifesta, se revela e dialoga enquanto pessoa do Pai, do Filho e do Espírito. É a própria trindade quem se comunica através de acontecimentos e palavras, conforme indica a Dei Verbum (cf. n. 2). Essas pessoas trinitárias se relacionam. Aliás, são modelo de relação amorosa. A Igreja, na fidelidade ao seu fundador, é mediadora, sacramento dessa graça comunicada ao ser humano, à qual designamos a experiência de fé como um encontro pessoal com Cristo.



Os mares do nosso tempo são sombrios. Neles navegamos e nos construímos. A partir deles experimentamos as crises com suas diversas facetas. Uma das marcas do nosso tempo é, por exemplo, a crise de fé. Melhor afirmando: crise do conteúdo, do ethos e do modo como se celebra a fé.Urge, em tempos de crise, uma nova evangelização. A crise de fé exige uma resposta ativa e criativa. Ativa porque, a grosso modo, estando marcada pela dispersão, a crise de fé resulta duma falsa experiência de encontro com Deus dispersiva e volátil. Isso porque as ofertas são muitas no que diz respeito à imagem divina. Demonstração evidente desse dado é a diversidade de “correntes” no interior do cristianismo (Ortodoxismos, protestantismo, espiritismo, e demais seitas cristãs ditas livres e independentes). E cada uma dessas correntes comporta várias sob-correntes. No próprio catolicismo, pode-se dispersar nas experiências de encontro com Cristo, como se faz na renovação carismática, nas propostas da teologia da libertação, no conservadorismo engessado, seletivo e não integral, e por ai vai. A crise de fé, além de ser fruto de uma dispersão do encontro com Cristo, acaba por decair também, numa subjetivação da pessoa do Cristo. Ora, a moral cristã se fundamenta, exatamente, no dado da fé. Por isso, havendo crise de fé, necessariamente, mergulha-se também em uma crise moral, ou seja, dos valores que decorrem da fé. Cindem-se conteúdo e práxis da fé. No fundo, trata-se da urgência de novas expressões da fé autêntica e integral. Essa tarefa é, antes de tudo, espiritual. Trata-se de um apelo para que cada um renasça de novo, no Espírito (cf. Jo 3,1-8).



Frente a um mundo que reivindica a secularização, próxima à negação de Deus, que quer dar tudo a César (estado) e nada para Deus, diante dos fenômenos migratório que enriquecem e diluem as culturas; aos pés e sob o domínio do poder político-econômico-cultural dos meios de comunicação; mergulhados numa conjuntura globalizada, cuja marca é a mundialização de tudo, inclusive das misérias; nas cadeias ambíguas da pseudo cultura planejada em escritórios (e não aquela autêntica cultura fruto da história, com sua experiência e eficácia comprovada a partir de erros e acertos), e das ciências tecnológicas. Todas essas marcas exigem da Igreja uma postura nova, um novo jeito de anunciar, testemunhar e propor a mesma e autêntica Boa Notícia. Esse anúncio requer uma resposta concreta de fé, um esforço de enculturação e uma busca por novos meios para a transmissão do mesmo conteúdo de sempre da fé. Não só na perspectiva doutrinal (fides qua), mas, sobretudo, na perspectiva de uma fé pensada, vivida, celebrada. A fé pensada é uma fé meditada, vivida. Isso requer atividade do pensamento e esforço prático. Não significa repetir fórmulas ou modelos de fé, mas, fincados na Tradição, reinterpretar e dar razões ao ato e modo de crer. A transmissão da fé, neste horizonte, requer conversão. Essa mudança radical de vida ocorre na comunidade. A catequese e o catecumenato podem ser meios pedagógicos para mediar essa conversão e assimilação do conteúdo e da prática da fé. O estilo da transmissão é de abertura ao Espírito. Isso impulsiona ao diálogo com outras culturas, com outras religiões e no interior do próprio cristianismo. A resposta da fé pode ser um caminho para resolver nossa crise, que aliás, é de sentido. No mundo do efêmero, relativista e hedonistas (clichês tão familiares!) perdeu-se a memória do passado e não nos projetamos ao futuro com convicções sólidas. Deixou-se de lado a referência, tipo, agostiniana de tempo, que previa um presente correlacionado com o passado e com o futuro. No mar da efemeridade, urge repensar o tempo que dá sentido à vida. O discurso sobre a fé, com o consequente testemunho, deve ser sempre contextualizado e voltado para a transcendência, senão, esvazia-se e perde o seu logos.



FÉ, EXPERIÊNCIA E MAGISTÉRIO DA IGREJA



Que a religião proviria de uma experiência interior era exatamente o que diziam os modernistas no início da era moderna: “a religião é uma mera experiência do divino”, como explicou e condenou São Pio X na encíclica Pascendi:



 
“Se, porém, procurarmos saber que fundamento tem esta asserção do crente, respondem os modernistas: é a experiência individual. Com esta afirmação, enquanto na verdade discordam dos racionalistas, caem na opinião dos protestantes e dos pseudo-místicos. Eis como eles o declaram: no sentimento religioso deve reconhecer-se uma espécie de intuição do coração, que pôs o homem em contato imediato com a própria realidade de Deus e lhe infunde tal persuasão da existência dele e da sua ação, tanto dentro como fora do homem, que excede a força de qualquer persuasão, que a ciência possa adquirir. Afirmam, portanto, uma verdadeira experiência, capaz de vencer qualquer experiência racional; e se esta for negada por alguém, como pelos racionalistas, dizem que isto sucede porque estes não querem pôr-se nas condições morais, que são necessárias para consegui-la. Ora, tal experiência é a que faz própria e verdadeiramente crente a todo aquele que a conseguir. Quanto vai dessa à doutrina católica! Já vimos essas idéias condenadas pelo Concílio Vaticano I. Veremos ainda como, com semelhantes teorias, unidos a outros erros já mencionados, se abre caminho para o ateísmo...”  (São Pio X, Pascendi, Nº 02).




Ora, essa doutrina da mera experiência religiosa interior, como exclusiva da manifestação divina, fora condenada também, pelo Concílio Vaticano I, concílio infalível, com anátema:



“Se alguém disser que a divina revelação não pode tornar-se crível por manifestações externas, e que por isto os homens não devem ser movidos à fé senão exclusivamente pela interna experiência ou inspiração privada, seja anátema (Concílio Vaticano I, De Fide, Cân. 3).




“O sentimento corresponde sempre à ação de um objeto, que é proposto pela inteligência ou pelos sentidos. Excluí a inteligência, e o homem seguirá mais arrebatadamente os sentidos pelos quais é já arrastado. Além de que, quaisquer que sejam as fantasias de um sentimento religioso, não podem elas vencer  o senso comum; ora, o senso comum nos ensina que toda a perturbação ou preocupação do espírito, longe de ajudar, impede a investigação da verdade (queremos dizer da verdade em si mesma); ao passo que aquela outra verdade subjetiva, fruto do sentimento íntimo e da ação, quando muito serviria para um jogo de palavras, sem nada aproveitar ao homem, que antes de tudo quer saber se, fora de si, existe ou não um Deus, em cujas mãos há de cair um dia.



Recorrem outrossim e com afinco à experiência. Mas, que pode ela acrescentar ao sentimento?




Nada, por certo; poderá apenas torná-lo mais intenso; e esta intensidade tornará proporcionalmente mais firme a persuasão da verdade do objeto. Estas duas coisas, porém, não farão que o sentimento deixe de ser sentimento, nem lhe mudarão a natureza, sempre sujeita a engano, se não for auxiliada pela inteligência; pelo contrário, confirmarão e reforçarão o sentimento, pois que este, quanto mais intenso for, tanto mais direito terá a ser sentimento. Como porém, tratamos aqui do sentimento religioso e da experiência, que nele se contém, sabeis por certo, Veneráveis Irmãos, com quanta prudência convém tratar esta matéria, e quanta ciência se requer para regular esta mesma prudência. Vós o sabeis, pelo contato que tendes com as almas, especialmente aquelas em que domina o sentimento; Vós o sabeis pelo estudo dos tratados de ascética que, não obstante serem menosprezados pelos modernistas, contém doutrina mais sólida e mais fina observação do que aquela de que se vangloriam os modernistas. E a Nós, na verdade, parece-Nos ser só de um demente ou pelo menos de um rematado imprudente o admitir, sem mais exame, por verdadeiras, as tais experiências íntimas apregoadas pelos modernistas. Por que será então, dizemo-lo aqui de passagem, que tendo essas experiências tão grande força e certeza, não o possa também ter a experiência de milhares de católicos, quando afirmam que os modernistas vagueiam por um caminho errado? A maior parte dos homens sustenta e há de sempre sustentar com firmeza que, só com o sentimento e a experiência, sem a guia e a luz da inteligência, nunca se chegará ao conhecimento de Deus. Resta, portanto, ainda uma vez, ou o ateísmo ou a absoluta falta de religião. Não esperem os modernistas melhores resultados da sua doutrina do simbolismo. De fato, se todos os elementos, que chamam intelectuais, não passam de meros símbolos de Deus, por que motivo não será também um símbolo o mesmo nome de Deus ou de personalidade divina? E se assim for, bem se poderia duvidar da mesma personalidade divina, e teremos aberta a estrada para o panteísmo. Do mesmo modo, a um puro e simples panteísmo leva a outra doutrina da imanência divina. Pois, se perguntarmos: essa imanência distingue ou não distingue Deus do homem? Se distingue, que divergência então pode haver entre essa doutrina e a católica? Ou então, por que rejeitam os modernistas a doutrina da revelação externa? Se, pelo contrário, não se distingue, temos de novo o panteísmo. Mas, de fato, a imanência dos modernistas quer e admite que todo o fenômeno de consciência proceda do homem enquanto homem. Com legítimo raciocínio deduzimos portanto que Deus e o homem são uma e a mesma coisa; e daqui o panteísmo. Também a distinção que fazem entre as ciência e a fé, não leva a outro resultado. Põem o objeto da ciência na realidade do cognoscível, e o da fé na realidade do incognoscível. Ora, o incognoscível é produzido pela completa desproporção entre o objeto e a inteligência. E esta desproporção, acrescentam, nunca poderá cessar. Logo, o incognoscível ficará sempre incognoscível, tanto para o crente quanto para o filósofo. Se, pois, alguma religião houver, o seu objeto será sempre a realidade do incognoscível; e não sabemos por que motivo essa realidade não poderá ser a alma universal do mundo, como querem certos racionalistas. Isto já é bastante para bem nos certificarmos de que muitos são os caminhos, pelos quais a doutrina modernista vai acabar no ateísmo e na destruição de toda religião. Neste caminho os protestantes deram o primeiro passo; os modernistas o segundo; pouco falta para o completo ateísmo.” (Crítica geral de todo o sistema - PASCENDI DOMINICI GREGIS, DO SUMO PONTÍFICE PIO X)





Ação da Inteligência na Fé ("DOCUMENTOS PONTIFÍCIOS" - No. 43 da EDITORAS VOZES LTDA - PETRÓPOLIS. RJ – 1959)



P. Os Modernistas encontram fé somente no sentimento? A inteligência não tem sua parte no ato de fé?


R. "Até o momento não houve menção à ação da inteligência. Contudo, segundo as doutrinas dos Modernistas, ela também tem sua parte no ato de fé. E é importante ver como."


P. O "sentimento", segundo os Modernistas, é suficiente para o conhecimento de Deus, objeto e causa da fé?


R. "Naquele sentimento do qual Nós falamos muitas vezes, uma vez que sentimento não é conhecimento, Deus de fato Se apresenta ao homem, mas de modo tão confuso e indistinto que Ele mal pode ser percebido pelo crente."


P. O que mais é necessário ao "sentimento"?


R. "É necessário que um raio de luz seja lançado sobre aquele sentimento, de maneira que Deus possa ser claramente distinto e separado do sentimento."


P. Então, esta "iluminação" é o papel da inteligência no ato de fé Modernista?


R. "Este é o papel da inteligência, à qual somente cabe o refletir e o analisar, e por meio da qual o homem a princípio traduz em representações mentais os fenômenos da vida que nele aparecem, e depois os manifesta com expressões verbais. Segue-se disso esta vulgar expressão dos Modernistas: o homem religioso deve pensar sua fé."


P. Que paralelo os Modernistas utilizam para explicar a ação da "inteligência" sobre o "sentimento", no ato de fé?


R. "A inteligência, ao encontrar o sentimento, inclina-se sobre ele, e nele produz um trabalho parecido com o de um pintor que restaura e dá nova vida aos traços de um quadro estragado pelo tempo. O paralelo é de um dos mestres do Modernismo."


P. Qual é o "trabalho" da inteligência na produção do ato de fé?


R. "O trabalho da inteligência é duplo."


P. Qual é o primeiro?


R. "Primeiro, a inteligência, por um ato natural e espontâneo, expressa seus conceitos com uma proposição simples e comum."


P. E o segundo?


R. "Depois, com reflexão e consideração mais profunda, ou, como dizem eles, elaborando o seu pensamento, exprime o que pensou com proposições secundárias, certamente derivadas da primeira, porém, mais polidas e distintas."


P. Como podem essas proposições secundárias, fruto do trabalho da inteligência realizado no seu próprio pensamento, tornar-se "dogmas"?


R. "Estas proposições secundárias, se forem finalmente sancionadas pelo supremo magistério da Igreja, constituirão o dogma."




CONCLUSÃO



A fé vai muito além do sentimento, é uma convicção. Quando Jesus andava sobre as águas em meio a tempestade, Pedro ousou: “se és Tu, manda-me ir ao Teu encontro por sobre as águas” (Mt 14,26). A confiança plena do apóstolo nas palavras de Cristo o fez literalmente pairar sobre as águas. A fé nos dá a capacidade de transpormos a barreira do impossível, pois o alicerce da fé é a palavra de Deus legitimamente interpretada pelo magistério, e não as circunstâncias. Porém, quando deixamos o sentimento, ou outras novidades fora de Cristo e da Igreja aflorar, naufragamos:


“mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me” (v. 30).



O apóstolo submergiu porque deixou que seu sentimento, seu olhar e consequentemente, o medo, falasse mais alto do que a palavra do Messias. Do mesmo modo, muitos Cristãos deixam a volatilidade dos sentimentos, das circunstâncias e de seu olhar, determinarem sua fé. Também, esta postura de Tomé é reproduzida na vida de milhões de cristãos:



“se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos, e não puser a minha mão no seu lado, não crerei” (Jo 20,25).



A declaração de Tomé é o oposto da fé, que é uma convicção nos fatos que não se vêem (Hb 11,1).Ele deseja uma constatação, uma prova material, concreta. Seria como plantar uma semente e todos os dias revolver a terra para saber se ela está lá se desenvolvendo. Contudo, a fé não se apoia numa realidade física, mas no convencimento do Espírito Santo, através da Palavra de Deus que é real e se cumpre. Nas palavras do próprio Cristo a Tomé:


“Por que me viu, você creu? Felizes os que não viram e mesmo assim, creram” (Jo 20,29).


O profeta Jeremias declarava:


“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas...” (Jr 17,9).



É o coração que “bombeia” nossos sentimentos, logo, se deixarmos que os sentimentos ditem nossa fé estaremos constantemente afundando nas tempestades da vida ou clamando para “colocar o dedo” nos resultados, e assim vamos vivendo: Ora, temos a autêntica fé, mas se ficarmos dependendo dos sentimentos, das circunstâncias e do nosso olhar, não teremos a autêntica fé. É verdade que a fé nos dá um sentimento de descanso e paz. O apóstolo Paulo ensinava:


“Seja a paz de Cristo o árbitro de vosso coração” (Cl 3,15).


Assim, podemos até ter notícias bombásticas que afetem nosso coração, não obstante, podemos crer e descansar nas promessas divinas, pois Deus nos dá a paz que excede todo entendimento. Para que nos serviria uma Igreja que não seja "apostólica"? Não daqueles apóstolos que se autodenominam tais, mas do ensino dos DOZE apóstolos continuado até os dias de hoje em seu sagrado magistério, coluna e sustentáculo da verdade(I Tim 3,15).


"Nós precisamos agora quebrar o silêncio, para tornar bem conhecidos à Igreja esses homens tão mal disfarçados...” (S. Pio X).



COM ESTES SENTIMENTOS MODERNISTAS E ATEÍSTAS, NÃO CONSIGO TER FÉ SUFICIENTE PARA SER ATEU E REZAR A ORAÇÃO DO ATEU: 



"Santo Darwin que está no céu, santificado seja o livro A Evolução das Espécies, venha a nós a próxima evolução, e que seja feita a vossa teoria, assim na terra, como nos mares e nos céus..." 



Apostolado Berakash

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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