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Quais as pautas comuns e diferente da direita, centro e esquerda?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 31 de julho de 2021 | 15:00

 





Se a humanidade estabelece uma política de inclusão de todos os seres humanos, todos ganham! Isso não é uma ideologia de esquerda ou de direita. É apenas bom senso. No entanto, rotular uma coisa como "de esquerda ou direita hoje em dia, é uma moda que não encontra susbtãncia nos fatos. Com frequência, quando se rotula de "esquerdismo" coisas como luta pelos direitos humanos, é como se só esquerdistas fossem humanos. Ora, direitos humanos é um causa comum, portanto, neutra, não é nem de esquerda nem de direita, mas de todos, pois afeta a todos. Ou como quem luta pela liberdade seja apenas a direita. Quem rotula estas causas como se fossem pautas exclusivas da direita ou esquerda, apenas demonstra a sua ignorância sobre o que é ser de esquerda ou até mesmo de direitaPode não aparentar, mas uma das piores catástrofes que assola o Brasil contemporâneo é a monopolização de agendas de valores e virtudes, em especial aquelas relacionadas à pauta humanista ou humanitária, por grupos organizados de todos os espectros políticos. É um fato que o Brasil tem um largo histórico de menosprezo ao debate de pautas em favor de grupos vulneráveis, sempre à mercê do ambiente anárquico do debate público, no qual muito é afirmado e muito pouco é provado. Nenhuma novidade. O “problema” em si, ao meu humilde ver, é o resultado da melhor qualidade organizacional dos grupos políticos e movimentos sociais, proporcionada pelas novas mídias sociais. Tais novos modelos organizacionais, além de viabilizar as infames “câmaras de eco” e “bolhas”, as quais ainda estamos aprendendo a lidar, também resultou em um acirramento na defesa de tais agendas culturais e de valores, que nortearam a construção e tais grupos em primeiro lugar.





 




Por conta disso, seus correligionários demonstram uma dificuldade muito grande na diferenciação e valores comuns de uma sociedade organizada e civilizada e daqueles valores atinentes a organização do seu grupo ou movimento.Como resultado, independente do espectro político, determinados grupos não conseguem promover suas agendas e nutrir simpatia ou empatia pela integridade humana sem sentir uma pequena dose de conflito identitário. Muito menos conseguem prezar pela sustentabilidade institucional dos seus próprios movimentos, eis que se veem refém de uma agenda de princípios fundamentalista e inadequada ao exercício de qualquer diálogo democrático.Tudo ainda fica pior quando notamos que temos uma geração repleta de jovens sem personalidade e em estado de anomia, sem objetivos ou perspectivas por conta da superexposição às intensas transformações ocorrentes na sociedade contemporânea. Temos jovens que dizem o que não querem, mas não sabem o que querem, e como fazer de forma dialogada e pluralista.Tais instabilidades afetam drasticamente a forma como esses jovens constroem as suas bússolas morais, suas agendas de princípios e valores mais básicos. Ou seja, afetam como eles constroem suas identidades, aumenta seu grau de ansiedade e insegurança, fazendo com que absorvam desesperadamente qualquer elemento coerente de cultura ou informação que eles tenham à disposição e se adeque ao seu crivo moral interno. Como resultado, temos uma geração inteira desesperada por pautas sociais e culturais, abrangendo os mais diversos campos, desde os:

 

-Tradicionalistas e conservadores.

 

-Fundamentalistas de mercado.

 

-Liberais por princípio (uns na economia, outros na moral, outros em ambos).

 

-Guerreiros da justiça social.

 

-Revolucionários, anarquistas, etc.

 



 





Todos, respaldados por uma agenda principiológica e valorativa válida, porém muitas vezes falha quando da afirmação ou submissão dos mesmos ao crivo social democrático, pois se posicionam no debate político partindo da premissa que suas próprias agendas e convicções individuais respaldadas pelo seu coletivo, se sobrepõem à própria complexidade cultural e política que é o modelo social contemporâneo.

 

 

 

A partir disso surge o maniqueísmo nosso de cada dia!

 

 

O debate se vê reduzido a discussões principiológicas que se valem da deslegitimação do argumento contrário como o principal instrumento para a construção de consenso. Nesse cenário de esterilidade intelectual, tradicionalmente esperamos que medidas humanistas sejam originalmente de grupos de “esquerda” e medidas estruturantes ou de responsabilidade fiscal e austeridade sejam de grupos de “direita”.Atacamos uns aos outros e demonizamos os próprios institutos humanitários e estruturantes, invés da nossa própria incapacidade de construir um ambiente sustentável para todos, que não esfarele no fim de um governo, ou esteja à mercê da identidade de uma única pessoa.De fato, é muito triste ter que vir aqui e afirmar que, sim, é possível ter empatia para com o próximo e sua condição de vulnerabilidade sendo de “direita”, bem como é possível criar todo um plano de governo legítimo e adequado para perdurar para as próximas gerações, e melhorar a qualidade de vida de todos, sendo de “esquerda” , ou “direita", e não pautar suas decisões em mero “Radicalismo do Bem”. Eu esperava que isso fosse óbvio, mas não é. As principais diferenças entre as ideologias de esquerda e de direita se centram em torno dos direitos dos indivíduos e o papel do governo.

 

 

 

Já os termos liberal e conservador são utilizados na definição das pautas apoiadas:

 

 


-A esquerda acredita que a sociedade fica melhor quando um governo tem um maior papel, garantindo direitos e promovendo a igualdade entre todos.

 

 

-Por sua vez, as pessoas de direita acreditam que a sociedade progride quando os direitos individuais e as liberdades civis têm prioridade, e o poder do governo é minimizado.

 

 

 

Vejamos agora as diferenças entre liberal e conservador:

 



 

Enquanto os liberais possuem uma visão mais progressista e a favor de mudanças, os conservadores possuem uma visão mais tradicional da ordem social existente. É necessário ressaltar que os conceitos direita, esquerda, liberal e conservador mudaram bastante desde sua criação e que hoje a linha entre eles é muito tênue. Porém, para título de comparação, iremos focar nas pautas que mais se assemelham a cada uma destas ideologias políticas.

 

 

O que é a Esquerda?







A ideologia de esquerda defende que o governo deve garantir o bem dos cidadãos. Para isso, ele deve ser grande e forte, controlando todos os setores da sociedade, regulando as empresas e cobrando mais impostos. Suas ideias são oriundas do socialismo e inspiradas no pensamento de Karl Marx.

 

 

 

O que é a Direita?

 




 


 



A ideologia de direita se baseia no mérito individual e defende uma menor participação do governo na sociedade. Propõe que o próprio mercado dite suas regras e regule o seu funcionamento. A direita defende uma maior responsabilidade individual e a total autonomia das empresas. Reivindica também a redução dos impostos e a diminuição da intervenção do Estado em questões sociais e econômicas. Seu embasamento teórico vem do liberalismo.

 

 


Principais diferenças

 






 

 

-A esquerda acredita que deve haver um sistema de pagamento de impostos adequado, onde todos devem pagar uma quantia específica de tudo o que ganham.

 

 



 



-Por outro lado, a direita acredita no mérito e assim, deve haver menor pagamento de impostos para as pessoas que produzem mais. Dessa forma, elas poderiam gerar renda e contribuir para o bem-estar da sociedade.

 

 

 

No caso da saúde e educação:

 

 

-A esquerda entende ser responsabilidade do governo a promoção das condições para uma vida digna. Fica ao encargo do Estado, a criação e manutenção dos sistemas de saúde e educacional, que devem ser gratuitos e acessíveis para todos (mesmo sabendo que não existe almoço grátis em nenhuma forma de governo).


 

 





-Por outro lado, a direita pensa que a alocação de recursos nesse tipo de serviços, atrasa o ritmo do desenvolvimento econômico e é prejudicial para toda a sociedade. Esses serviços podem e devem ser terceirizados, fornecidos por entidades privadas, que concorram entre si, favorecendo a qualidade e o menor custo possível para o Estado e seus cidadãos, principalmente, os menos favorecidos.

 

 


Como surgiram os termos esquerda e direita?

 

 

 

Os termos políticos esquerda e direita se originaram no século XVIII durante a Revolução Francesa e são baseados nos arranjos de assentos na Assembleia Nacional Francesa:

 

 

-Aqueles que se sentaram à esquerda do presidente parlamentar (jacobinos) apoiaram a revolução, se opondo à monarquia. Elas eram favoráveis a uma mudança radical, que iria levar ao fim da monarquia e dar mais poder ao povo. Por isso, essa ideologia é relacionada com a luta dos trabalhadores.

 

 

-Aqueles que se sentaram à direita (girondinos) apoiaram o antigo regime monarquista. Quanto mais forte a sua oposição à mudança e seu desejo de preservar a sociedade tradicional, mais à direita eles estariam. A tradição, a religião institucional e a privatização da economia foram considerados os valores fundamentais da direita.

 

 


 

Esquerda e Direita na política atual

 

 

 

Com o passar dos anos, essa divisão entre direita e esquerda foi ficando mais complexa, pois novas demandas e interesses foram surgindo.Assim, os conceitos de direita e esquerda já não eram suficientes para definir os ideais políticos dos partidos. Então foi necessária a criação de outras divisões para explicar os diferentes partidos e suas reivindicações. As mais utilizadas são: extrema-esquerda, esquerda, centro-esquerda, centro, centro-direita, direita e extrema-direita:

 

 

 

-Os grupos com ideias mais radicais e extremistas ficam nas pontas.

 



-Enquanto no centro, ficam os partidos que atuam de forma mais moderada e que possuem um maior apelo eleitoral.

 

 

-Além dessa divisão, alguns grupos que costumam ser considerados de esquerda são: progressistas, ambientalistas, social-democratas, sociais-liberais, libertários-socialistas, comunistas e anarquistas.

 

 

-Por sua vez, na direita nós podemos encontrar os capitalistas, neoliberais, conservadores, econômico-libertários, anarcocapitalistas, neoconservadores e nacionalistas.

 

 

 

Liberal e Conservador

 

 

 

Antigamente, os conceitos de liberal e conservador estavam ligados à permanência ou não do sistema político vigente. Enquanto os conservadores desejavam um governo central forte, os liberais queriam sua descentralização.Porém, com a instauração da democracia, os termos liberal e conservador passaram a ser mais utilizados para definir outras pautas dos grupos, sejam elas no contexto social ou econômico.Quando se trata do contexto social, os conservadores têm uma visão mais tradicional, se opondo a pautas como o casamento homoafetivo, legalização das drogas, aborto e migração. Enquanto isso, os liberais costumam apoiar essas pautas.Em questões como a pena de morte e legalização das armas, são geralmente apoiadas pelos conservadores e refutadas pelos liberais.



CONCLUSÃO










“É preciso ser paciente, pois um homem de intelecção justa entre pessoas enganadas assemelha-se àquele cujo relógio funciona com precisão numa cidade na qual todos os relógios de torre fornecem a hora errada” – (Arthur Schopenhauer).

 




 

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Neste Apostolado APOLOGÉTICO (de defesa da fé, conforme 1 Ped.3,15) promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Defendemos as verdade da fé contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Deus é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade. Este Deus adocicado, meloso, ingênuo, e sentimentalóide, é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomás de Aquino).Este apostolado tem interesse especial em Teologia, Política e Economia. A Economia e a Política são filhas da Filosofia que por sua vez é filha da Teologia que é a mãe de todas as ciências. “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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