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Por que os Católicos dão o título de Rainha a Maria mãe de Jesus?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 1 de junho de 2020 | 11:03







FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA



Apoc 2,10: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”



Apoc 3,21: “Ao vencedor(a) darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono.”



Salmo 45,9: “As filhas dos reis estavam entre as tuas ilustres mulheres; e à tua direita estava a Rainha ornada de finíssimo ouro de Ofir.”







FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA




O Papa Pio XI, através da Encíclica Quas Primas, recordou um ensinamento precioso da Igreja acerca da Pessoa de Jesus:



“Ele é Rei. E é exatamente nisto que se fundamenta a tradição bimilenar dos cristãos de conceder à Virgem Maria os títulos de "Senhora" e "Rainha". Se Jesus é o Rei profetizado e exaltado desde o Antigo Testamento, Maria é a Rainha Mãe, a figura maternal que aparece junto dos reis ao longo de quase toda a Sagrada Escritura.”



A instituição da “Rainha Mãe” surge, pela primeira vez, na descendência da casa da Davi, nos reis que vieram após o seu reinado. Depois da morte de Salomão, contam as Escrituras, houve uma divisão do povo de Deus: o reino do norte, que se separou e perdeu a descendência davídica, e o reino do sul, no qual permaneceu o reino de Judá. Os 20 reis descendentes de Davi - que vieram após Salomão - sempre são lembrados juntos com suas mães. Isso comprova a afirmação feita anteriormente: Sim, a rainha mãe é uma instituição típica da Casa de Davi. Por terem muitas mulheres, era impossível àqueles reis escolher somente uma das esposas para reinar ao lado deles. A saída acabava sendo reinar junto à mãe. Para isso, ela recebia o título de gebirah. Essa designação aparece 13 vezes no Antigo Testamento em referência à Rainha Mãe. Mas não somente no reino de Davi. No Egito, por exemplo, e em outros povos da região também. Vê-se então a importância dessa figura para a história e para a reta compreensão das profecias sobre Jesus, o verdadeiro herdeiro do trono.Para se ter ideia, na narrativa bíblica sobre a entronização de Salomão percebe-se claramente a reverência do rei pela mãe Betsabé, quando esta vem visitá-lo. O livro de I Reis, capítulo 2, versículo 19, diz:




"Betsabé foi, pois, ter com o rei para falar-lhe em favor de Adonias. O rei levantou-se para ir-lhe ao encontro, fez-lhe uma profunda reverência e sentou-se no trono. Mandou colocar um trono para a sua mãe, e ela sentou-se à sua direita"



Essa atitude de Salomão remete imediatamente ao Salmo 44(45): "posta-se à vossa direita a rainha, ornada de ouro de Ofir." Essa rainha é a gebirah, a rainha mãe. Os hebreus mantiveram essa tradição até o exílio da Babilônia, quando não havia mais rei. A partir dessa época, começa-se a esperar a vinda do novo filho de Davi, o messias. Quando o Anjo Gabriel visita a Virgem Maria e lhe revela os planos de Deus, fala que Jesus herdará "o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó". Ademais, saúda Maria, dizendo "Ave, cheia de Graça". Gabriel está saudando a rainha mãe, a mãe do "Filho do Altíssimo", cujo "reino não terá fim." Do mesmo modo também diz Isabel, quando Maria chega a sua casa para ajudá-la: "Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?" (Cf. Lc 1, 43)



É óbvio que nem Jesus nem Maria tiveram uma vida de rei aqui na terra. Ambos viveram na completa simplicidade e pobreza, como atestam as páginas dos Evangelhos. O verdadeiro reinado de Cristo se dará apenas no céu, pois não pertence a este mundo. No apocalipse de São João se encontra alguns traços desse reinado. E é também nesse mesmo livro que a Virgem Maria surge mais uma vez como rainha, "uma Mulher revestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas." (Cf. Ap 12, 1) Uma rainha mãe! Alguns protestantes ficam perplexos perante essa interpretação da Igreja. A mulher, nesse caso, seria apenas um simbolismo da antiga cidade de Israel e das doze tribos. Ou então uma alusão à Igreja triunfante sendo coroada no céu. Mas afinal, qual foi o ventre que trouxe Jesus à humanidade? Por mais absurdo que pareça ser, as palavras do apocalipse não falam de outra pessoa que não Maria. Ela pode, sim, simbolizar a Igreja triunfante ou a antiga cidade de Israel, todavia, é ela o primeiro personagem da narrativa, não os outros.



Chamar Maria de "Senhora" e "Rainha" não significa, por outro lado, transformá-la em Deus. O senhorio de Maria é totalmente diverso do de seu Filho. Jesus é Adonai, Senhor no sentido de que Ele é Deus, absolutamente acima de todas as criaturas. Portanto, chamar Jesus de Senhor é reconhecer sua natureza divina; chamar a Virgem Maria de Senhora é reconhecê-la como a Rainha Mãe.




Repetidamente, a Igreja Católica refere-se à Abençoada Virgem Maria como “Rainha” e frequentemente a chama de “Rainha do Céu e da Terra”. Por que isso?



1)- Em primeiro lugar, o Catecismo afirma que “a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada pelo Senhor como rainha, para assim se conformar mais plenamente com o seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte” (CCC 966). Assim, Maria é reconhecida como a Rainha do céu e da terra, e um dia de festa é reservado pela Igreja para celebrar a sua coroação.




2)- Além disso, no entanto, Maria é chamada de rainha por causa de uma antiga tradição que remonta à época do rei Davi. De acordo com o teólogo Colin B. Donovan:





“No Antigo Testamento, a Rainha do Reino Davídico era a Rainha Mãe. Os reis, por razões de estado e fraqueza humana, tinham muitas esposas, nenhuma das quais poderia ser chamada adequadamente de rainha. Essa honra era reservada à mãe do rei, cuja autoridade ultrapassava em muito as muitas “rainhas” casadas com o rei. Vemos que este é o papel que Bate-Seba desempenhou com relação ao rei Salomão e as ocasiões em que a Rainha Mãe agiu em nome dos sucessores juvenis do trono”.




Há referências à rainha-mãe no Antigo Testamento, no Segundo Livro dos Reis, por exemplo:




“Então o rei Joaquim, juntamente com seus conselheiros, nobres e oficiais, e a rainha-mãe, entregou-se aos babilônios” (2 Reis 24,12).



A rainha-mãe no Reino Davídico ouvia as súplicas do povo e as levava para consideração do rei. Não é exatamente o mesmo que a Virgem Maria faz, como Rainha do Céu e da Terra? Por essas razões, a Igreja sempre entendeu Maria como uma rainha, sentada ao lado de seu Filho no Céu. Ao longo dos séculos, a arte cristã destacou essa crença ao colocar uma coroa em sua cabeça – tanto na iconografia oriental como na arte ocidental tradicional. Também se desenvolveu ao longo dos anos uma tradição para coroar Maria durante o mês de maio. Isso muitas vezes é feito pelas crianças da primeira comunhão. Em muitas paróquias as homenagens a Maria  acontecem durante todo o mês de maio.



O Regina Coeli (Rainha do Céu) é uma oração tradicional que é feita pela Igreja especialmente durante a época da Páscoa. Aqui está um trecho que recorda a realeza de Maria e pede-lhe a intercessão poderosa:



V: Rainha do Céu, alegrai-Vos, aleluia.

R: Porque quem merecestes trazer em vosso seio, aleluia.

V: Ressuscitou como disse, aleluia.

R: Rogai a Deus por nós, aleluia.

V: Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia.

R: Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia.


Oremos. Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei- -nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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