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A ecologia “INTEGRAL” do papa Francisco e suas deturpações

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 8 de julho de 2018 | 22:45






Existe uma ruptura entre a fé e a ecologia?


“A mudança indicada é a mudança de um antropocentrismo explorador para um biocentrismo participativo. Esta mudança requer algo além do ambientalismo, que permanece sendo antropocêntrico enquanto tenta limitar os efeitos deletérios da presença humana no meio ambiente”, escreve Dave Pruett, ex-pesquisador da NASA, professor emérito de Matemática da James Madison University, Virgínia (EUA), publicado por The Huffington em seu Post, 28-05-2015. Segundo ele:




"a ecologia integral também reverte os atuais paradigmas econômicos, seja o capitalista ou o socialista. Ela concebe uma esfera econômica que serve às necessidades legítimas de indivíduos e sociedades em vez de explorá-los para servir às necessidades artificiais da economia. E ela exige que a economia respeite os limites finitos do mundo natural".


Há um novo termo sendo citado com frequência no pontificado do papa Francisco, e é chegada a hora de lhe darmos atenção: ecologia integral. A ecologia integral começa com o reconhecimento de que a humanidade, hoje, enfrenta uma crise existencial em múltiplas frentes: a disparidade econômica extrema, o aumento da competição por recursos (incluindo a terra e a água), um mundo natural severamente degradado, Estados-nação falidos e um clima à beira de sair do controle.O “integral” no termo ecologia integral é a novidade. Ele aponta que estas crises não são independentes, mas que estão intimamente entrelaçadas.


Ainda que a análise econômica não seja a pauta central de sua encíclica sobre a ecologia, parece que Francisco quer considerar quanto o crescimento impiedoso através de investimento de capital afeta a todos, quanto a saúde da vida biológica planetária. Embora discussões sobre a justiça social venham sendo robustas nos contextos católico e cristão há séculos, esta encíclica marca a primeira vez que se põe em relação estreita a justiça social e ecológica. Nesta encíclica de Francisco tenta realinhar tanto a nossa economia quanto a nossa teologia para catalisar um futuro mais viável. Ao assim proceder, Francisco não está inventando coisas. Em uma encíclica de 1891,o “Papa Leão XIII reafirmou enfaticamente a ‘condição dos operários’ em que a mão de obra deles havia se tornado uma mera commodity em um ambiente econômico que dava primazia ao livre mercado e à exploração desregulada de trabalhadores”. De forma parecida, o Papa João Paulo II abordou o “erro fundamental do socialismo” como a sua desvalorização do indivíduo, diluindo-o no coletivismo como mera engrenagem do estado. Embora reafirmando a dignidade do trabalho e dos trabalhadores, ele estabeleceu que os indivíduos possuem um valor independente de suas contribuições na esfera econômica. O predecessor imediato de Francisco, o Papa Bento XVI, reconheceu que a natureza deveria desfrutar do mesmo valor intrínseco que os seus predecessores haviam concedido aos indivíduos. A ecologia integral revisa a relação entre os seres humanos e o mundo natural. Ela reconhece o humano como integral à natureza, em vez de ter a natureza como estando sujeita à dominação humana. Nas palavras do Pe. Thomas Berry (1914-2009), herdeiro aparente de Teilhard:


“A mudança indicada é a mudança de um antropocentrismo explorador para um biocentrismo participativo. Esta mudança requer algo além do ambientalismo, que permanece sendo antropocêntrico enquanto tenta limitar os efeitos deletérios da presença humana no meio ambiente”.


A ecologia integral também reverte os atuais paradigmas econômicos, seja o capitalista ou o socialista, em seus princípios, meios e fins. Ela concebe uma esfera econômica que serve às necessidades legítimas de indivíduos e sociedades em vez de explorá-los para servir às necessidades artificiais da economia. E ela exige que a economia respeite os limites finitos do mundo natural. Em suma, o Papa Francisco chama todos para uma revolução, não uma revolução violenta, mas de “ternura, uma revolução do coração”. Esta ternura de solidariedade deveria não só se estender exclusivamente aos pobres da terra como também, à própria terra. Ambos vêm sendo explorados e degredados por ideologias. Portanto, num tal momento, uma nova experiência revolucionária será necessária, uma experiência na qual a consciência humana se desperta para a grandeza e a qualidade de nossas relações com a criação e nossa casa comum.Os destinos de todos os povos estão ligados, e estão ligados em última instância ao destino da terra. O que se sucede à terra sucede a nós todos.


OS EXTREMOS EQUIVOCADOS DA TEMÁTICA ECOLÓGICA:


Muitos católicos ignoram o tema da ecologia, enquanto outros buscam respostas em crenças que se afastam da fé cristã.Quando eu estava na faculdade, lembro-me de vários colegas, que pelas suas posições argumentativas, iam de afastando daquela INTEGRALIDADE fé, ou seja, departamentalizando e absolutizando algumas realidades em detrimento de outras. Do primeiro capítulo do Gênesis, podemos aprender que Deus é o criador do universo. Sem importar se o processo demorou milhões de anos, Ele continua sendo seu autor. Ao terminar cada dia, lê-se que tudo o que foi criado "era bom"; e, quando Deus cria o ser humano, Ele o faz "muito bom".No segundo capítulo, está escrito que o homem deve cultivar e cuidar da criação. Isso seria uma excelente fonte de inspiração para qualquer cristão estudante de ciências biológicas, mas nem sempre é o que acontece.



O papa Francisco veio preencher esta lacuna com sua encíclica sobre a ecologia integral, pois parecia existir uma ruptura entre fé e ecologia no mundo. Muitos católicos não se importam com o meio ambiente e não fazem nada para cuidar dele. Não percebem que ser administradores responsáveis da criação é uma boa maneira de agradar Deus.No outro extremo, existem os apaixonados pela Mãe Terra, que pensam não encontrar nos ensinamentos da Igreja uma preocupação suficiente com relação à natureza. Isso não significa que a Igreja não diz nada sobre o cuidado da criação; de fato, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja tem um capítulo completo dedicado ao tema, mas quem o leu? Então, estas pessoas preenchem seu vazio com a Nova Era, a "ecologia profunda" ou qualquer outra filosofia estranha.



É verdade que é complicado, atualmente, encontrar textos cristãos que reflitam sobre o problema ecológico. Até o momento pesquisando sobre o tema (ano base 2018), no meio Cristão, pasmem! só encontramos uns 8 livros, e a metade de autores protestantes e os demais de autores católicos, mas que todos foram questionados (alguns gravemente) por não se aterem ao magistério da Igreja.Um dos autores católicos que mais refletiu sobre o tema foi Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955), sacerdote jesuíta, paleontólogo e filósofo. Porém, suas obras apresentavam ambiguidades e erros doutrinais e acabaram sendo proibidas.No entanto, mais recentemente, alguns teólogos resgataram aspectos da sua teologia que não contradizem os ensinamentos da Igreja, e inclusive o Papa Bento XVI se referiu de maneira positiva ao teólogo francês durante uma homilia em Aosta (Itália), em 2009:



"A função do sacerdócio é consagrar o mundo a fim de que se torne hóstia viva, para que o mundo se torne liturgia: que a liturgia não seja algo ao lado da realidade do mundo, mas que o próprio mundo se torne hóstia viva, se torne liturgia. É a grande visão que depois teve também Teilhard de Chardin: no final, teremos uma verdadeira liturgia cósmica, onde o cosmos se torne hóstia viva.E peçamos ao Senhor que nos ajude a ser sacerdotes neste sentido, para ajudar na transformação do mundo, em adoração a Deus, a começar por nós mesmos. Que a nossa vida fale de Deus, que a nossa vida seja realmente liturgia, anúncio de Deus, porta na qual o Deus distante se torna o Deus próximo, e realmente dom de nós mesmos a Deus."






Um dos seguidores de Chardin foi o sacerdote passionista Thomas Berry (1914-2009), famoso historiador cultural e "ecoteólogo". Este autor mistura a doutrina católica com a ecologia profunda, a cosmovisão dos nativos americanos e o xamanismo. Definitivamente, suas obras não são recomendáveis para o leitor que conhece pouco de sua fé, pois poderia se confundir.Seguindo esta mesma linha, encontra-se o ex-sacerdote dominicano Matthew Fox (1940-). Ele é um dos principais expoentes do movimento chamado "Espiritualidade da Criação", inspirado em alguns místicos católicos, mas que inclui critérios do budismo, judaísmo, sufismo e tradições indígenas, buscando um "ecumenismo profundo".Em 1983, a hierarquia da Igreja começou a analisar a linha teológica de Fox e ele foi proibido de lecionar durante um ano. Em 1993, foi expulso dos dominicanos por desobediência e entrou na Igreja Episcopal. Sua posição teológica pode ser categorizada dentro do monismo e do paneteísmo (não confundir com panteísmo).



Contemporâneo a Fox, temos o ex-sacerdote franciscano brasileiro Leonardo Boff (1938-). Ele é um dos autores mais famosos da Teologia da Libertação, mas, desde que participou da cúpula do Rio de Janeiro sobre o meio ambiente (1992), sua reflexão se inclinou fortemente à ecologia. Neste período, ele mesmo decidiu abandonar a Igreja, depois de ser sancionado pela Congregação para a Doutrina da Fé. Boff faz uma distinção entre ecologia ambiental, social e mental, mas, segundo ele, todas devem culminar em uma ecologia integral. Também defende o conceito de paneteísmo, que indica que tudo está em Deus e Deus está em tudo,diferente do panteísmo, segundo o qual tudo é Deus, mas são termos ambíguos e arriscados para quem não conhece bem a doutrina católica, e pode acabar aderindo a heresias.Como observamos, a maioria dos autores católicos que refletem sobre a ecologia o faz à margem da ortodoxia e, em alguns casos, de maneira abertamente oposta aos ensinamentos da Igreja.



A única maneira de garantir que um texto que vamos ler está livre de erros em matéria de doutrina e moral católica, é que conte com um selo oficial de aprovação da Igreja. O "imprimi potest" ("pode ser impresso") se aplica aos membros de ordens religiosas e significa que a obra foi revisada por um superior maior.O "nihil obstat" ("nada se opõe") indica que a obra foi analisada e aprovada por um especialista da diocese e não foram encontrados erros doutrinais ou morais nela. Finalmente, a obra recebe o "imprimatur" ("imprima-se"), que é a aprovação final do bispo.



Dos livros que encontrei, infelizmente nenhum conta com estes "selos de qualidade", razão pela qual devem ser lidos com cautela, contrastando-os sempre com o ensinamento oficial da Igreja.É claro que ainda temos muito trabalho pela frente, para que, no futuro, nossos filhos encontrem em suas universidades textos e professores que os ajudem a entender que não há maior motivação para ser ecologista que a gratidão a Deus pelo dom da Criação.


SOBRE O SÍNODO DA AMAZÔNIA



“A finalidade deste questionário é escutar a Igreja de Deus sobre os «novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral» na Amazônia. O Espírito fala através de todo o povo de Deus. Nessa escuta podem-se conhecer os desafios, as esperanças, as propostas e reconhecer os novos caminhos que Deus pede à Igreja nesse território”, diz o Documento Preparatório para o sínodo.O Sínodo para Amazônia foi uma resposta do Papa Francisco à realidade da Pan-Amazônia. De acordo com o Pontífice:



“o objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”.


ECOLOGIA E BIOÉTICA GLOBAL E INTEGRAL



Ainda sobre a ecologia integral, e uma bioética global, o Papa Francisco em Junho de 2018,convidou a “considerar a qualidade ética e espiritual da vida em todas as suas fases” e recordou que “há uma vida humana concebida, uma vida em gestação, uma vida que nasceu, uma vida pequena, uma vida de adolescente, uma vida adulta, uma vida envelhecida e consumada, e existe a vida eterna”.O Santo Padre fez esta afirmação durante o seu discurso aos participantes da XXIV Assembleia Geral da Pontifícia Academia para a Vida, na qual, como assinalou o Papa, “o tema da vida humana estará dentro do amplo contexto do mundo globalizado em que vivemos hoje”.



Francisco foi além e assegurou que “existe a vida que é família e comunidade, uma vida que é invocação e esperança. Com também existe a vida humana frágil e doente, ofendida, marginalizada, descartada. É sempre vida humana”.Por isso, sublinhou a importância de comprometer-se com a vida em todos os contextos, porque, “quando entregamos as crianças à privação, os pobres à fome, os perseguidos à guerra, os idosos ao abandono, não fazemos nós mesmos o trabalho ‘sujo’ da morte? De onde vem o trabalho sujo da morte? Vem do pecado”. “Excluindo o outro do nosso horizonte, a vida se fecha em si mesma e se torna bem de consumo”. Deste modo, manifestou a necessidade de cultivar uma visão global da bioética que:



“desative a cumplicidade com o trabalho sujo da morte, sustentado pelo pecado. Esta bioética não se moverá a partir da doença e da morte para decidir o sentido da vida e definir o valor da pessoa. Mas, pelo contrário, se moverá a partir da profunda convicção da dignidade irrevogável da pessoa humana, assim como Deus ama, a dignidade de cada pessoa, em cada fase e condição da sua existência, na busca de formas de amor e de cuidado com que se deve tratar a sua vulnerabilidade e fragilidade. Assim, em primeiro lugar, essa bioética global “será uma modalidade específica para desenvolver a perspectiva da ecologia integral. Em segundo lugar, uma visão integral da pessoa, trata-se de articular com mais claridade todas as ligações e as diferenças fundamentais da vida humana universal e que nos envolvem a partir do nosso corpo”.



O Papa destacou a necessidade de:


“prosseguir com um discernimento meticuloso das complexas diferenças fundamentais da vida humana: do homem e da mulher, da paternidade da maternidade, da filiação e da fraternidade, a sociabilidade e também de todas as diferentes idades da vida. A Bioética Global, portanto, requer um discernimento profundo e objetivo do valor da vida pessoal e comunitária, que deve ser protegida e promovida também nas condições mais difíceis. Também devemos afirmar com força que sem o apoio adequado de uma proximidade humana responsável, nenhuma regulamentação jurídica e nenhuma ajuda técnica são suficientes para garantir condições e contextos que correspondam à dignidade da pessoa”.



Por último, o papa Francisco assinalou que:



“a cultura da vida deve direcionar com mais seriedade o olhar à ‘questão séria’ do seu destino final. É preciso nos interrogarmos mais profundamente sobre o destino último da vida, capaz de restaurar a dignidade e significado ao mistério das suas afeições mais profundas e sagradas. A vida do homem, encantadora e frágil, remete além de si mesma: nós somos infinitamente mais do que aquilo que podemos fazer para nós mesmos”, assegurou.



O Papa Francisco também, enviou uma mensagem aos participantes do Congresso Internacional ‘Laudato Si’ e Grandes Cidades, que acontece no Rio de Janeiro, na qual indica os três “R”, que ajudam o homem a “atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência”: respeito, responsabilidade e relação.Confira a seguir a íntegra da mensagem do Papa Francisco:



A sua Eminência o Cardeal Lluis Martínez Sistach, Arcebispo emérito de Barcelona


Vaticano, 12 de junho de 2017.


Querido irmão,

O saúdo atentamente, como também a todos os que participam do evento: Congresso Internacional “Laudato si e Grandes Cidades”.


Na Carta encíclica Laudato si faço referência a várias necessidades físicas que o homem de hoje tem nas grandes cidades e que necessitam ser afrontadas com respeito, responsabilidade e relação. São três “R” que ajudam a atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência.


O respeito é a atitude fundamental que o homem há de ter com a criação. Esta a recebemos como um dom precioso e devemos esforçar-nos para que as gerações futuras possam seguir admirando-a e desfrutando-a. Este cuidado devemos ensiná-lo e transmiti-lo. São Francisco de Assis afirmava em seu Cântico às criaturas: “Louvado sejas, meu senhor, pela irmã água, a qual é muito útil, humilde, preciosa e casta”. Nestes adjetivos se expressa a beleza e importância deste elemento, que é indispensável para a vida. Como outros elementos criados, a água potável e limpa é expressão do amor atento e providente de Deus por cada uma de suas criaturas, sendo um direito fundamental, que toda sociedade deve garantir (cf. Laudato si, 30). Quando não se lhe presta a atenção que merece, se transforma em fonte de enfermidades e sua escassez põe em perigo a vida de milhões de pessoas. É um dever de todos criar na sociedade uma consciência de respeito por nosso entorno, isto beneficia a nós e as gerações futuras.


A responsabilidade diante da criação é o modo com o qual devemos atuar com ela e constitui uma de nossas tarefas primordiais. Não podemos ficar com os braços cruzados, quando advertimos uma grave diminuição da qualidade do ar ou o aumento da produção de resíduos que não são adequadamente tratados. Essas realidades são consequência de uma forma irresponsável de manipular a criação e nos chamam a exercer uma responsabilidade ativa para o bem de todos. Além disso, comprovamos uma indiferença diante da nossa casa comum e, lamentavelmente, diante de tantas tragédias e necessidades que golpeiam a nossos irmãos e irmãs. Essa passividade demostra a “perda daquele sentido de responsabilidade pelos nossos semelhantes sobre a qual se funda toda a sociedade civil” (Laudato si, 25). Cada território e governo deveria incentivar modos de atuar responsáveis em seus cidadãos para que, com criatividade, possam atuar e favorecer a criação de uma casa mais habitável e mais saudável. Colocando cada um o pouco que lhe corresponde em sua responsabilidade, se estará ganhando muito.


Observa-se nas grandes cidades, como também nas zonas rurais, uma crescente falta de relação. Com independência da causa que o produz, o fluxo constante de pessoas gera uma sociedade mais plural, multicultural, que é um bem, produz riqueza e crescimento social e pessoal; porém, também faz com que esta sociedade seja cada vez mais fechada e desconfiada. A falta de raízes e o isolamento de algumas pessoas são formas de pobreza, que podem degenerar em guetos e originar violência e injustiça. Contudo, o homem está chamado a amar e ser amado, estabelecendo vínculos de pertença e laços de unidade entre todos os seus semelhantes. É importante que a sociedade trabalhe conjuntamente em âmbito político, educativo e religioso para criar relações humanas mais cálidas, que derrubem os muros que isolam e marginam. Isto se pode conseguir através de grupos, escolas, paróquias, etc., que sejam capazes de construir com sua presença uma rede de comunhão e de pertença, para favorecer uma melhor convivência e conseguir superar tantas dificuldades. Dessa maneira, “qualquer lugar deixa de ser um inferno e se converte no contexto de uma vida digna” (Laudato si, 149).


Peço a intercessão da Virgem Santa, Rainha do céu e da terra, por essas jornadas de estudo e de reflexão. Que seu conselho e guia oriente suas decisões em favor de uma ecologia integral que proteja nossa casa comum e construa uma civilização cada vez mais humana e solidária.


Por favor, peço-lhes que rezem por mim e peço ao Senhor que vos abençoe.

Francisco



Apostolado Berakash


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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