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A nova Teologia do Padre Alberto Maggi: “O Pecado é invenção das religiões”

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 19 de agosto de 2017 | 10:38




Pe. Alberto Maggi



“A Igreja sabe que a instância moral atinge em profundidade cada homem, compromete a todos, inclusive aqueles que não conhecem Cristo e o Seu Evangelho, ou nem mesmo a Deus. Ela sabe que precisamente sobre o caminho da vida moral se abre para todos a via da salvação, como claramente o recordou o Concílio Vaticano II ao escrever: «Aqueles que ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo, e a Sua Igreja, procuram, contudo, a Deus com coração sincero, e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a Sua vontade, manifestada pelo ditame da consciência, também eles podem alcançar a salvação eterna». E acrescenta: «Nem a divina Providência nega os auxílios necessários à salvação àqueles que, sem culpa, não chegaram ainda ao conhecimento explícito de Deus e se esforçam, não sem o auxílio da graça, por levar uma vida recta. Tudo o que de bom e verdadeiro neles há, é considerado pela Igreja como preparação para receberem o Evangelho, dado por Aquele que ilumina todos os homens, para que possuam finalmente a vida. Hoje, porém, parece necessário reflectir sobre o conjunto do ensinamento moral da Igreja, com a finalidade concreta de evocar algumas verdades fundamentais da doutrina católica que, no atual contexto, correm o risco de serem deformadas ou negadas. De fato, formou-se uma nova situação dentro da própria comunidade cristã, que experimentou a difusão de múltiplas dúvidas e objecções de ordem humana e psicológica, social e cultural, religiosa e até mesmo teológica, a propósito dos ensinamentos morais da Igreja. Não se trata já de contestações parciais e ocasionais, mas de uma discussão global e sistemática do património moral, baseada sobre determinadas concepções antropológicas e éticas. Na sua raiz, está a influência, mais ou menos velada de correntes de pensamento que acabam por desarraigar a liberdade humana da sua relação essencial e constitutiva com a verdade. Rejeita-se, assim, a doutrina tradicional sobre a lei natural, sobre a universalidade e a permanente validade dos seus preceitos; consideram-se simplesmente inaceitáveis alguns ensinamentos morais da Igreja; pensa-se que o próprio Magistério possa intervir em matéria moral, somente para «exortar as consciências» e «propor os valores», nos quais depois cada um inspirará, de forma autónoma, as decisões e as escolhas da vida. Em particular, deve-se ressaltar a discordância entre a resposta tradicional da Igreja e algumas posições teológicas, difundidas mesmo nos Seminários e Faculdades eclesiásticas, sobre questões da máxima importância para a Igreja e a vida de fé dos cristãos, bem como para a própria convivência humana. Em particular, pergunta-se: os mandamentos de Deus, que estão escritos no coração do homem e fazem parte da Aliança, têm verdadeiramente a capacidade de iluminar as opções quotidianas dos indivíduos e das sociedades inteiras? É possível obedecer a Deus e, portanto, amar a Deus e ao próximo, sem respeitar em todas as circunstâncias estes mandamentos? Generalizada se encontra também a opinião que põe em dúvida o nexo intrínseco e indivisível que une entre si a fé e a moral, como se a pertença à Igreja e a sua unidade interna se devessem decidir unicamente em relação à fé, ao passo que se poderia tolerar no âmbito moral um pluralismo de opiniões e de comportamentos, deixados ao juízo da consciência subjectiva individual ou à diversidade dos contextos sociais e culturais.” (CARTA ENCÍCLICA VERITATIS ESPLENDOR).





A NOVA TEOLOGIA DO PE. ALBERTO MAGGI:


“Os homens, por mais perversos que fossem, jamais chegariam a imaginar que certas ações naturais fossem pecaminosas. Foi a religião que inventou o pecado, e o inventou para inculcar nas pessoas um sentimento de culpa e, assim, dominá-las. Se você inventa o pecado e o institui, você inculcou um sentimento de culpa no outro, e só você pode livrá-lo desse pecado. Assim fez a religião: ela criou uma capa (o pecado) que impede a Deus de fazer chegar ao mundo seu amor. Se os homens estão sempre sob a capa do pecado, se os homens estão sempre com medo de ter pecado, como eles podem sentir o amor de Deus? Por isso Jesus Cristo nos libertou do pecado inventado pela religião. Quando eu digo que o pecado é uma invenção da religião, significa que é a religião que lhe diz que atitudes e ações que nenhuma pessoa em sã condição mental veria como uma ofensa a Deus, são pecados.”(ALBERTO MAGGI)


A AUTENTICA TEOLOGIA:

“Nenhum pecado é grande demais. Como se equivocam aqueles que não esperam poder cantar as misericórdias do Sr. Judas cometeu um grande despropósito no dia em que vendeu Cristo por 30 moedas de prata, mas cometeu um muito maior quando pensou que o seu pecado era grande demais para ser perdoado. Nenhum pecado é grande demais, pois uma miséria finita, por mais enorme que seja, sempre poderá ser coberta por uma misericórdia infinita". (Papa Paulo VI).




Trocar ou comparar a teologia do padre Alberto Maggi pela doutrina da Igreja, é que nem trocar  ou comparar a doutrina de Silas Malacheia com a de Santo Agostinho, ou seja, existe um hiato, uma lacuna, simplesmente intransponível. A leitura do Evangelho de João Jo 1,29-34,  apresenta-nos o trecho de uma peça fundamental do cristianismo, aquele que é conhecido como o testemunho de João, o Batista, sobre Jesus. O profeta havia sofrido um duro interrogatório de representantes da elite religiosa judaica, preocupados em saber se ele era o Esperado, o que ele negara; no dia seguinte, houve o encontro entre o Anunciador e o Anunciado, Batista e Cristo, e sobre ele proclamou João: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (v.29).A interpretação desta frase está no centro de uma grande divisão dentro do cristianismo, que percorre os séculos. Pois nela apresenta-se quem é Jesus, sua missão e o significado de sua morte. O edifício teológico conservador, que estrutura o pensamento hegemônico da hierarquia católica ao longo dos tempos, está em parte construído a partir desta pequena frase.



Bem, qual é a base para dizer que o certo e o errado existem, e que há realmente, ou não, uma diferença entre esses dois?


Tradicionalmente, a resposta tem sido que a base dos valores morais está em Deus. Deus é, por natureza, perfeitamente santo e bom. Ele é justo, amoroso, paciente, misericordioso, generoso .Tudo que é bom vem dele e reflete seu caráter. Ora, a natureza perfeitamente boa de Deus chega até nós em seus mandamentos que se tornam nosso dever moral: por exemplo, “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, alma e força”, “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”, “Não matarás, não furtarás, não cometerás adultério”. Essas coisas são certas ou erradas com base nos mandamentos de Deus, e os mandamentos de Deus não são arbitrários, mas fluem necessariamente de sua perfeita natureza para o ordenamento da vida social, pois do contrário seria o caos. Há realmente um criador, Deus, que fez o mundo e nos permitiu conhecê-lo. Ele realmente tem ordenado certas coisas. E, de fato, estamos moralmente obrigados a fazer certas coisas e a não fazer outras.




A moralidade não é apenas um produto de sua mente. Ela é real. Quando falhamos em guardar os mandamentos de Deus, realmente nos tornamos, do ponto de vista moral, culpados perante Ele e carentes de seu perdão. A questão não está apenas no fato de nos sentirmos culpados; nós realmente somos culpados, a despeito de como nos sentimos. Se tenho uma consciência insensível, uma consciência entorpecida pelo pecado, posso não me sentir culpado; mas, se transgredi a lei de Deus, sou culpado, a despeito de como me sinto.







A partir dos pressupostos acima, vamos tratar de uma das questões mais difíceis e importantes que a igreja enfrenta hoje é a questão da homossexualidade como um estilo de vida alternativo. A igreja não pode se esquivar dessa questão. Eventos como o assassinato brutal de Matthew Shepherd, o estudante homossexual, no Wyoming, e outros mundo afora, são suficientes para trazer essa questão para o centro dos debates atuais.





Lamentavelmente, os cristãos que rejeitam a legitimidade do estilo de vida homossexual são geralmente taxados de homofóbicos, intolerantes, e até mesmo de odiosos. Por causa disso, a questão do homossexualismo tem provocado uma grande intimidação, ao ponto de algumas igrejas terem aprovado o estilo de vida homossexual e até mesmo aceitado aqueles que o praticam para serem seus ministros.



Eles alegam que a Bíblia não proíbe a prática homossexual ou que seus mandamentos não são válidos para hoje, uma vez que são apenas reflexo da cultura dita “ultrapassada,”em que foram escritos. Essas pessoas, apesar de serem ortodoxas com relação a Jesus e a qualquer outra área de ensino, acreditam que é correto ser um homossexual praticante. Assim, quem somos nós para dizer que esses cristãos aparentemente sinceros estão completamente errados?




Ora, tal questionamento suscita uma pergunta ainda mais profunda, que precisa ser respondida antes de tudo: o certo e o errado realmente existem? Antes que você possa determinar o que está certo e o que está errado, você tem de saber se o certo e o errado realmente existem.



Agora se Deus não existir, então creio que essas pessoas estão absolutamente corretas em seu RELATIVISMO MORAL, pois na ausência de Deus, tudo se torna relativo. Assim, o certo e o errado se tornam valores relativos para diferentes culturas e sociedades, e os mais diversos pontos de vista. Sem Deus, quem pode dizer que os valores de uma cultura são melhores do que os da outra? Quem é que pode dizer quem está certo e quem está errado? De onde vem o certo e o errado? Neste caso teríamos que concordar com Dostoyewisk: “SE DEUS NÃO EXISTE TUDO É PERMITIDO...” Se Deus não existe e a alma é mortal, tudo é permitido, é um enunciado profundamente racional. Não se trata do lamento de uma mente frágil. Os Karamazov são especialistas na pureza da razão teórica e prática. O "tudo é permitido" emerge dos estilhaços do mundo. A razão de Ivan Karamazov percebe a vacuidade de qualquer imperativo ético universal: o mundo é estilhaçado pela liberdade que a morte nos garante. Sem Deus, perde-se a forma absoluta do juízo moral: estamos sós no universo como animais ferozes que babam enquanto vagam pelo deserto e contemplam a solidão dos elementos. A morte, que devolverá a humanidade ao pó, é o fundamento último do nosso direito cósmico ao gozo do mal.


Valeria então o que Paulo disse em I Cor 15,32: “Portanto, se foi simplesmente por razões humanas que lutei com feras em Éfeso, que lucro obtive nisso? Ora, se os mortos não ressuscitam: “comamos e bebamos, pois amanhã morreremos...”


A moral portanto, seria mera convenção. O filósofo Karamazov descreve este impasse ético por excelência:


Por trás do bla-bla-blá socioconstrutivista do respeito ao "outro".Na crítica à teoria utilitarista do meio (social) em "Crime e Castigo", Dostoiévski já apontara o caráter "científico" da revolução niilista fundamentada nas ciências sociais: se tudo é construído, toda desconstrução é racionalmente permitida. Além de desconstruir, sabemos construir? O homem pode ser a forma do homem? A modernidade achou que sim. Kant pensou que, com seu risível imperativo categórico, nos salvaria, fundando a racionalidade pura da moral. Conseguiu apenas a exclusão cotidiana de toda forma de homem possível. A miserável ética utilitarista (a ética do mundo possível), síntese da alma prática que só calcula o aqui e agora, busca na universal hedonista obsessão humana pelo prazer, a fundamentação de uma ética explicitamente imanente, excluindo  o transcendente, e todas as consequências de ambas, com a sua máxima: “Não importa o que você faça, e o que os outros pensam, ou se influi na liberdade dos outros, o importante é ser livre e feliz”. No final acabam frustrados, e tornando-se escravos de sua própria liberdade.”




CONCLUINDO:



Realmente, a sinceridade não é o critério da verdade, pois uma pessoa pode estar sinceramente enganada. Se a lei natural não estivesse incutida em nós, mesmo sem precisar da religião, como quer colocar de forma sine qua non, o enganado pelas suas próprias convicções, padre Alberto Maggi, os índios que mesmo sem contato com a civilização, e sem religião instituída, carregam em si a lei natural dos 10 mandamentos, ou seja, reconhecem que não devem matar e roubar os bens de seus irmãos de tribo, o que acarreta expulsão da mesma. Que não devem faltar com a verdade, e viver e morrer por ela. Que não podem tomar a mulher do próximo para si, nem estrupar menores. Que o homossexualismo destruiria a vida social e a própria sobrevivência da tribo(Não se ver gay nas tribos sem contato com a civilização, pois cada um tem seu papel bem definido na comunidade. A pessoa do gay, não serve nem para a caça e nem para a reprodução.Geralmente, ou se sacrifica logo ao nascer, quando se tem alguma anomalia sexual, ou expulsam da tribo e deixam entregue à própria sorte, quando esta tendência é percebida tardiamente).Percebe-se a lei natural intríceca para além da cultura tribal, pois não houve pregação institucionalizada de nenhuma religião para tal comportamento indígena.
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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