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AS 10 PRINCIPAIS VIRTUDES DE MARIA SANTÍSSIMA REVELADAS DURANTE SUA VIDA TERRENA

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017 | 15:24







"Por virtudes se entendem aqueles hábitos bons que tornam as potências da alma capazes de executar com prontidão. Facilidade e deleite tudo que, na ordem natural, é postulado pela reta razão e tudo a que, na ordem sobrenatural, somos convidados por Deus. Apesar de ser o princípio e fundamento da vida interior, a graça santificante é estática, ou seja, não é imediatamente operativa. Em teologia ela é denominada hábito entitativo, não operativo. Pelo fato de haver no homem uma perfeita analogia entre a estrutura natural e a sobrenatural, tornar-se-á mais acessível à nossa compreensão esta última, se considerarmos a primeira, que está mais a nosso alcance. A alma humana não é, por sua própria essência, imediatamente operativa.A graça santificante não é dada ao homem com vistas à ação, mas ao ser. Considerada acidente, ela faz entretanto o papel substância na ordem sobrenatural, e para agir necessita - como todas as substâncias - de potências sobrenaturais que são infundidas por Deus na alma de um cristão, no momento do Batismo. Na de Nossa Senhora, porém, o foram desde o primeiro instante de sua conceição em graça.”



Vejamos, sucintamente, como agiram na belíssima alma de Maria, esses hábitos operantes sobrenaturais infusos: virtudes e dons, com seus perfeitos atos correspondentes, os frutos e as bem-aventuranças.







Maria Santíssima praticou de maneira admirável todas as virtudes convenientes à sua condição humana. Convenientes, disse, porque é claro que nem todas as virtudes são praticáveis por todos. Com efeito, a virtude, que em si mesma significa perfeição, porque é o hábito de operar o bem, nem sempre supõe perfeita a pessoa que a possui. Assim, há virtudes que tendem a liberar o homem do pecado ou das conseqüências deste, virtudes que somente podem aflorar numa consciência antes maculada pela iniqüidade. Claro está que tais virtudes não se poderiam encontrar nem em Jesus nem em Maria. Por exemplo, não diremos que Ela tenha praticado a penitência, pois sempre foi inocente, nem as outras virtudes pelas quais o homem domina suas paixões, porque essas lutas interiores nunca perturbaram a serena e tranqüila liberdade de espírito da Mãe de Deus. Exceção feita dessas virtudes, a Virgem Santíssima praticou todas as demais, de maneira extraordinária. Infelizmente, pouco conhecemos da vida de Maria para podermos nos deliciar na contemplação detalhada de todos os atos virtuosos por Ela praticados. Todavia, as breves notícias que temos a respeito nos Evangelhos, podem nos dar pelo menos uma idéia de suas exímias virtudes.
 


*Atenção!!! Virtude é diferente de graça: A Graça é dada, porém a virtude é exercitada.





1)- Profunda humildade: Maria sabia reconhecer-se como humilde serva, sentia-se nada diante do Senhor, sem vaidade nenhuma oferecia ao Senhor os louvores que recebia e não havia nada em seu coração que centrasse nela própria. Ela era simples, todos seus atos eram feitos no silêncio e no escondimento. A humildade de Maria é a principal virtude que esmaga a cabeça do demônio. Nossa Senhora nunca se esqueceu que tudo nela era dom de Deus (Tiago 4,6;João 3,27; I Cor 4,7).Ela se alegrava em servir ao próximo e se colocava sempre em último lugar.





Imitando essa virtude: Devemos buscar a humildade, pensando sempre que se temos qualidades e potenciais tudo devemos a Deus, tudo isso é dom de Deus. Compreendamos que o homem sem Deus não é nada e nada possui. Nunca se deixar levar pelo orgulho, pela vaidade e soberba. Ser modestos, comedidos, sem vaidade, sempre dispostos a servir aos outros, ter simplicidade na maneira de se apresentar e quando receber um elogio dar os créditos a Deus. A humildade se opõe a soberba. “Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva.” (Lc. 1,48) “Derrubou os poderosos de seus tronos E exaltou os humildes.” (Lc. 1,52).



2)- Paciência: Nossa Senhora passou por muitos momentos estressantes de provação, de incômodo e de dor, durante toda sua vida, mas suportou tudo com paciência. Sua tolerância era admirável! Nunca se revoltou contra os acontecimentos, nem mesmo quando viu o próprio filho na Cruz! Sabia que tudo era vontade de Deus e meditava tudo isso em seu coração. Maria, nossa mãe, teve sempre paciência, sabendo aguardar em paz aquilo, que ainda não se tenha obtido, acreditando que iria conseguir, pela espera em Deus.



Imitando essa virtude: Ter paciência é não perder a calma, manter a serenidade e o controlo emocional. Além disso é saber suportar, como Maria, os desabores e contrariedades do dia a dia, saber suportar com paciências nossas próprias cruzes. Devemos saber ouvir as pessoas com calma e atenção, sem pressa, exercitando assim a virtude da caridade. Fazer um esforço para nos calarmos frente aquelas situações mais irritantes e estressantes. Quando houver um momento de impaciência pode-se rezar uma oração, como por exemplo, um Pai-nosso, buscando se acalmar para depois tentar resolver o conflito. Devemos nos propor, firmemente não nos queixarmos da saúde, do calor ou do frio, do abafamento no autocarro lotado, do tempo que levamos sem comer nada… Temos que renunciar, frases típicas, que são ditas pelos impacientes: “Você sempre faz isso!”, “De novo, mulher, já é a terceira vez que você…!”, “Outra vez!”, “Já estou cansado”, “Estou farto disso!”. Fugir da ira, se calando ou rezando nesses momentos. A paciência se opõe à ira! “Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança.”(Rom. 5,3-4) “Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, esta­rá sujeito ao inferno de fogo.”(Mat 5,22).



3)- Oração contínua: Nossa Senhora era silenciosa, estava sempre num espírito perfeito de oração. Tinha a vida mergulhada em Deus, tudo fazia em Sua presença. Mulher de oração e contemplação, sempre centrada em Deus. Buscava a solidão e o retiro pois é na solidão que Deus fala aos corações. “Eu a levarei à solidão e falarei a seu coração (Os 2, 14)” Em sua vida a oração era contínua e perseverante, meditando a Palavra de Deus em seu coração, louvando a Deus no Magnificat, pedindo em Caná, oferecendo as dores tremendas que sentiu na crucificação de Jesus, etc.



Imitando essa virtude: Buscar uma vida interior na presença de Deus, um “espírito” contínuo de oração. Não se limitar somente as orações ao levar, ao se deitar e nas refeições, estender a oração para a vida, no trabalho, nos caminhos, em fim, em todas as situações, buscando a vontade de Deus em sua vidas. “Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. (Cl 3,17). e “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a acção de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.”(Fil 6,6-7).


4)- Obediência: Maria disse seu “sim” a Deus e ao projeto da salvação, livremente, por obediência a vontade suprema de Deus. Um “sim” amoroso, numa obediência perfeita, sem negar nada, sem reservas, sem impor condições. Durante toda a vida Nossa Mãezinha foi sempre fiel ao amor de Deus e em tudo o obedeceu. Ela também respeitava e obedecia as autoridades, pois sabia que toda a autoridade vem de Deus.



Imitando essa virtude: O Catecismo da Igreja Católica indica que a obediência é a livre submissão à palavra escutada, cuja verdade está garantida por Deus, que é a Verdade em si mesma. Esforcemo-nos para obedecer a requisitos ou a proibições. A subordinação da vontade a uma autoridade, o acatamento de uma instrução, o cumprimento de um pedido ou a abstenção de algo que é proibido, nos faz crescer. Rezar pelos superiores. Obedecer sempre a Deus em primeiro lugar e depois aos superiores. Obedecer a Deus é obedecer seus Mandamentos, ser dócil a Sua vontade. Também é ouvir a palavra e a colocar em prática. “Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Luc 1, 38).



5)- Suprema Caridade Maternal: Nossa Mãe cheia de graça ama toda a humanidade com a totalidade do seu coração. Cheia de amor, puro e incondicional de mãe, nos ama com todo o seu coração imaculado, com toda energia de sua alma. Nada recusa, nada reclama, em tudo é a humilde serva do Pai. Viveu o amor a Deus, cumprindo perfeitamente o primeiro mandamento. Fez sempre a Vontade Divina e por amor a Deus aceitou também amar incondicionalmente os filhos que recebeu na cruz. Era cheia da virtude da caridade, amou sempre seu próximo, como quando visitou Isabel, sua prima, para a ajudar, ou nas bodas de Caná, preocupada porque não tinham mais vinho.




Imitando essa virtude: Todos os homens são chamados a crescer no amor até à perfeição e inteira doação de si mesmo, conforme o plano de Deus para sua vida. Devemos buscar o verdadeiro amor em Deus, o amor ágape, que nos une a todos como irmãos. Praticar o amor ao próximo, a bondade, benevolência e compaixão. O amor é doação, assim como Maria doou sua vida e como Jesus se doou no cruz para nos salvar, também devemos nos doar ao próximo, por essa razão o amor é a essência do cristianismo e a marca de todo católico. “Por ora subsistem a fé, a esperança e o amor – estes três. Porém, o maior deles é o amor.” (I Cor. 13,13).




6)- Mortificação: Maria, mulher forte que assume a dor e o sofrimento unida a Jesus e ao seu plano de salvação. Sabe sofrer por amor, sabe amar sofrendo e oferecendo dores e sacrifícios. Sabe unir-se ao plano redentor, oferecendo a Vítima e oferecendo-se com Ela. Maria empreendeu, e abraçou uma vida cheia de enormes sofrimentos, e os suportou, não só com paciência, mas com alegria sobrenatural. Nada de revolta, nada de queixas, nada de repreensões ou mau humor. Pelo contrário, dedicou-se à meditação para buscar entender o motivo que leva um Deus perfeito a permitir aqueles acontecimentos. Pela meditação, pela submissão, pela humildade, Ela encontrou a verdade.



Imitando essa virtude: Muitas vezes Deus nos envia provações que não compreendemos, portanto devemos seguir o exemplo de Nossa Senhora e meditar os motivos que levam um Deus perfeito a permitir essas provações, aceitá-las e saber oferecer todas as nossas dores a Jesus em expiação dos nossos pecados, pelos pecados de todos e pelas almas, unindo nossos sofrimentos aos sofrimentos de Jesus na Cruz. Não devemos oferecer somente os grandes sofrimentos, devemos oferecer também o jejum, fugir do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecer alguns sacrifícios a Deus, seja no comer (renunciar de algum alimento que se tenha preferência ou simplesmente esperar alguns instantes para beber água quando se tem sede), nas diversões (televisão principalmente), nos desconfortos que a vida oferece (calor, trabalho, etc.), sabendo suportar os outros, tendo paciência em tudo. É indispensável sorrir quando se está cansado, terminar uma tarefa no horário previsto, ter presente na cabeça problemas ou necessidades daquelas pessoas que nos são caras e não só os próprios. Oferecer os sofrimentos, desconfortos da vida, jejuns e sacrifícios a Deus pela salvação das almas. “Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta.” (Lamentações 1,12).




7)- Doçura: Nossa Senhora, é a Augusta Rainha dos Anjos, portanto senhora de uma doçura angelical inigualável. Ela é a cheia de graça, pura e imaculada. Ela pode clamar as Legiões Celestes, que estão às ordens, para perseguirem e combaterem os demônios por toda a parte, precipitando-os no abismo. A Mãe de Deus é para todos os homens a doçura. Com Ela e por Ela, não temos temor.



Imitando essa virtude: A doçura é uma coragem sem violência, uma força sem dureza, um amor sem cólera. A doçura é antes de tudo uma paz, a manifestação da paz que vem do Senhor. É o contrário da guerra, da crueldade, da brutalidade, da agressividade, da violência… Mesmo havendo angústia e sofrimento, pode haver doçura. “Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.” (Col. 3,12).




8)- Fé viva: Feliz porque acreditou, aderiu com seu “sim” incondicional aos planos de Deus, sem ver, sem entender, sem perceber. Nossa Senhora gerou para o mundo a salvação porque acreditou nas palavras do anjo, sua fé salvou Adão e toda a sua descendéncia. Por causa desta fé, proclamou-a Isabel bem-aventurada: “E bem-aventurada tu, que creste, porque se cumprirão as coisas que da parte do Senhor te foram ditas” (Lc 1,45). A inabalável fé de Nossa Senhora sofreu imensas provas: – A prova do invisível: Viu Jesus no estábulo de Belém e acreditou que era o Filho de Deus; – A prova do incompreensível: Viu-O nascer no tempo e acreditou que Ele é eterno; – A prova das aparências contrárias: Viu-O finalmente maltratado e crucificado e creu que Ele realmente tinha todo poder. Senhora da fé, viveu intensamente sua adesão aos planos de Deus com humildade e obediência.




Imitando essa virtude: A fé é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, uma virtude, devemos pedir a Jesus como fizeram os apóstolos para aumentar a nossa fé. Porém ter fé não é o bastante, é preciso ser coerente e viver de acordo com o que se crê. “Porque assim como sem o espírito o corpo está morto, morta é a fé, sem as obras” Tg (2,26). Ter fé é acreditar que se recebe uma graça muito antes de a possuir e é, acima de tudo, ter uma confiança inabalável em Deus! “Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.” (Luc 17,6).



9)- Pureza Divina: Senhora da castidade, sempre virgem, mãe puríssima, sem apego algum as coisas do mundo, Deus era o primeiro em seu coração, sempre teve o corpo, a alma, os sentidos, o coração, centrados no Senhor. O esplendor da Virgindade da Mãe de Deus, fez dela a criatura mais radiosa que se possa imaginar. O dogma de fé na Virgindade Perpétua na alma e no corpo de Maria Santíssima, envolve a concepção Virginal de Jesus por obra do Espírito Santo, assim como sua maternidade virginal. Para resgatar o mundo, Cristo tomou o corpo isento do pecado original, portanto imaculado, de Maria de Nazaré.



Imitando essa virtude: Esta preciosa virtude leva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo. Nossa Senhora disse, na aparição de Fátima, que os pecados que mais mandam almas para o inferno, são os pecados contra a pureza. Não que estes sejam os mais graves, e sim os mais frequentes. Praticar a virtude da castidade, buscando a pureza nos pensamentos, palavras e ações! Os olhos são os espelhos da alma. Quem usa seus olhos para explorar o corpo do outro com malícia perde a pureza. Portanto, coloque seus olhos em contemplação, por exemplo na Adoração, e receba a luz que santifica. Quem luta pela castidade deve buscá-la por três meios: o jejum, a fugida das ocasiões de pecado(Como dizia Pe Pio: Só os covardes vencem os pecados e as tentações), e a oração. “Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães não fermentados de pureza e de verdade” (I Cor.5,8).



10)- Sabedoria divina: Desde a criação do mundo até a plenitude dos tempos, só a Virgem de Nazaré encontrou graça diante de Deus, para si e para todo gênero humano, a ponto de ser considerada digna de trazer ao mundo Jesus Cristo, a Sabedoria encarnada. Ainda hoje, só a Mãe de Deus tem o poder, por virtude do Espírito Santo, de “encarnar” a Sabedoria nos predestinados. Pela sublimidade de suas virtudes, [Maria] mereceu esse bem infinito, de “tornar-se Mãe, Senhora e Trono da divina Sabedoria” (SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. O Amor da Sabedoria Eterna, 203)e continua a sua missão materna até a consumação eterna de todos os eleitos (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 62). A Virgem Maria é Mãe da Sabedoria porque a encarnou e a colocou no mundo como fruto de suas entranhas. “Onde quer que esteja Jesus – no Céu ou na Terra, nos tabernáculos ou nos corações – poder-se-á sempre afirmar com verdade que Ele é fruto e obra de Maria, que só Maria é a Árvore da vida e que Jesus é o seu único Fruto". Por isso, se quisermos trazer esse Fruto maravilhoso em nosso coração, devemos trazer em nós a Árvore que O produziu; se queremos possuir Jesus, devemos possuir Maria; “se queremos […] ser cristãos, devemos também ser marianos, isto é, devemos reconhecer [a sua maternidade divina] a relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e que nos abre o caminho que leva a Ele”A Santíssima Virgem é senhora da Sabedoria, não porque ela esteja acima da Sabedoria divina ou que Lhe seja igual – pensar ou afirmar uma ou outra como verdade de fé seria blasfêmia – “mas porque Deus Filho, a Sabedoria eterna, submeteu-se perfeitamente a Maria, como sua Mãe; deu-lhe sobre si mesmo um incompreensível poder materno e natural, não apenas durante a vida terrena, mas também no Céu, já que a glória não só não destrói a natureza, mas até a aperfeiçoa. Isso faz com que, no Céu, Jesus seja, mais do que nunca, filho de Maria, e Maria, mais do que nunca, Mãe de Jesus”.O Senhor Jesus é submisso a Nossa Senhora porque, dessa forma, lhe agrada. Por suas poderosas preces e graças ao dom da maternidade divina, a Virgem Maria “obtém de Jesus tudo o que deseja, comunica-o a quem quer e O gera, cada dia, nas almas que ela quer” (Cf. SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 27, 29, 164-165). Jesus Cristo veio ao mundo por meio de Maria e é por meio dela que podemos obter a Sabedoria divina. No entanto, para receber dom tão grandioso como a Sabedoria, quem somos nós para oferecer-Lhe uma casa, ainda que esta seja o nosso coração? Não podemos receber a Sabedoria num coração manchado, impuro, carnal, cheio de paixões e, por isso, indigno de Deus. Mas, foi o próprio Jesus quem construiu para si uma casa, conforme nos revelou o Senhor pelo profeta Natã: “É ele que me construirá uma casa e firmarei seu trono para sempre” (1 Cr 17, 12). Para tornar nosso coração digno da Majestade divina, “eis aqui o grande conselho, o segredo admirável: façamos entrar Maria em nossa casa(Cf. Jo 19, 27: “E desde aquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa”), consagrando-nos a Jesus por meio dela, sem qualquer reserva, na qualidade de seus servos e escravos!”.Devemos nos desapegar de tudo, nada reservando para nós, para que a Mãe de Jesus se entregue inteiramente a nós, de maneira incompreensível, mas autêntica. Desse modo, “a Sabedoria eterna virá morar nela como em seu trono real mais glorioso” (Cf. SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 68-77).



Imitando esta virtude: Portanto, se conseguirmos acolher a Virgem Maria em nosso coração, no mais íntimo de nosso interior, facilmente e em pouco tempo, por seu intermédio, alcançaremos a divina Sabedoria. Já dizia SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT:“Dentre todos os meios para alcançar Jesus Cristo, Maria é o mais seguro, o mais fácil, o mais curto[o mais perfeito]e o mais santo”. Ainda que fizéssemos as mais duras penitências, os trabalhos mais fatigantes, ou até chegássemos a derramar nosso próprio sangue, sem a devoção e a intercessão da Mãe de Deus, estes esforços seriam inúteis e incapazes de nos obter a Sabedoria. “Porém, se Maria disser uma simples palavra em nosso favor, se em nós reinar o seu amor, se estivermos marcados com o sinal de seus fiéis servos, que andam pelos seus caminhos, alcançamos logo e sem fadiga a divina Sabedoria”. Por todas essas razões, nos consagremos inteiramente a Santíssima Virgem Maria, para alcançar Jesus Cristo, a Sabedoria eterna, e O acolher mais dignamente em nossos corações. Nossa Senhora, Mãe de Deus e Mãe da Sabedoria, rogai por nós!



Para reflexão:


1)- Como está meu relacionamento com Maria, nossa Mãe?


2)- Tenho suplicado com convicção por meus irmãos e por suas necessidades junto a Maria?


3)- Tenho desejado crescer nas virtudes de Maria? (Conheço e exercito essas virtudes? Que é diferente de graças?).Tenho ajudado meus irmãos a crescer nas virtudes de Maria?




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