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O que diz a palavra de Deus sobre a Pena de Morte?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 6 de setembro de 2016 | 15:53






"Quem poupa o lobo, mata as ovelhas" - (Vitor Hugo)


Lucas 17,1-2: “Então Jesus declarou aos seus discípulos: “É inevitável que fatos escandalosos ocorram que levem o povo a tropeçar na fé, mas ai da pessoa por meio de quem vêm os escândalos. Seria melhor que tal pessoa fosse atirada ao mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço, do que induzir um destes pequeninos a pecar...”




Pergunta que não quer calar: Quem deve colocar a pedra de moinho no pescoço desta pessoa e lança-la ao mar ?



A lei do Antigo Testamento ordenava a pena de morte para vários atos:



                    Por homicídio e fratricídio (Gn.9,5-6; Lv.24,17)
                    Por homicídio culposo (Ex.21,12-29)
                    Por homicídio doloso (Ex.21,14)
                    Por patrocídio: assassinato dos pais (Ex.21,15)
                    Por seqüestro ou rapto (Ex.21,16)
                    Por amaldiçoar os pais (Ex.20,9; Lv.20,9)
                    Por crime hediondo (Ex.21,23)
                    Por prática de feitiçaria (Ex.22,18; Lv.20,6)
                    Por sacrificar aos deuses pagãos (Ex.22,20; Lv.20,2)
                    Por praticar adultério (Lv.20,10-12.20-21; Dt.22,22)
                    Por homossexualismo (Lv.20,13)
                    Por incesto (Lv.20,14.17-19)
                    Por bestialidade (sexo com animais) (Lv.20,15-16)
                    Por prostituição (Lv.25,1-9)
                    Por blasfêmia (Lv.24,14)
                    Por falsidade profética (Dt.13,1-10)
                    Por fornicação e adultério feminino (Dt.22,13-21)
                    Por estrupo (Dt.22,23-27)
                    Por furto (Dt.24,7)


No entanto, Deus frequentemente demonstrava misericórdia quando a pena de morte era dada. Davi cometeu adultério e homicídio, e mesmo assim Deus não exigiu que sua vida fosse tirada (2 Samuel 11,1-5.14-17; 2 Samuel 12,13). No fim das contas, todo e qualquer pecado que nós cometemos deveria resultar na pena de morte (Romanos 6,23). Felizmente, Deus demonstra o Seu amor por nós não nos condenando (Romanos 5,8).




Quando os fariseus trouxeram a Jesus uma mulher que havia sido pega em adultério e perguntaram a Ele se ela deveria ser apedrejada, Jesus respondeu:


“Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire a pedra” (João 8,7). Isto não deve ser usado para indicar que Jesus rejeitava a pena de morte em qualquer situação. Jesus estava simplesmente expondo a hipocrisia dos fariseus. Os fariseus queriam fazer com que Jesus violasse a lei do Antigo Testamento... eles realmente não se importavam com o fato de a mulher ser apedrejada (onde estava o homem pego em adultério? pois pela lei deveriam ser mortos os dois).



Foi Deus quem instituiu a pena de morte: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a Sua imagem” (Gênesis 9,6). Jesus concordou com a pena de morte em alguns casos, tais como escandalizar uma criança:


Lucas 17,1-2: “Então Jesus declarou aos seus discípulos: “É inevitável que fatos escandalosos ocorram que levem o povo a tropeçar na fé, mas ai da pessoa por meio de quem vêm os escândalos. Seria melhor que tal pessoa fosse atirada ao mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço, do que induzir um destes pequeninos a pecar...”



Jesus porém demonstrou graça quando a pena de morte foi imputada a alguém (João 8,1-11). O apóstolo Paulo definitivamente reconheceu o poder do governo para instituir a pena de morte onde fosse apropriado (Romanos 13,1-5).

PENA DE MORTE NO NOVO TESTAMENTO


                    Mateus 26,52
                    Atos 25,11
                    Romanos 13,1-5
                    1ª Pedro 2,13-14
                    Apocalipse 13,10


A expressão “espada” é usada em Mateus 26,52. Este mesmo termo é usado em Romanos 13,4 onde lemos que


"...a autoridade é ministro de Deus... ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal."


Note que o versículo diz que a autoridade está a serviço de Deus para trazer a espada como castigo contra aqueles que praticam o mal. É óbvio que a idéia em relevo neste versículo é a morte como castigo retributivo, pois seria absurdo supor que a espada era usada apenas para bater. Para bater, usava-se o chicote; a espada era instrumento de guerra (Mt.10,34) ou de morte (Rm.8,35). A pena de morte portanto, é um mandamento divino, só não vê isso quem não quer:


"Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada..." (Ap.13,10).


Sim, Deus permite a pena de morte. Mas ao mesmo tempo, Deus nem sempre exige a pena de morte quando ela é aplicável. Qual deveria ser a visão de um cristão acerca da pena de morte?



Primeiro, devemos nos lembrar de que Deus instituiu a pena de morte na Sua Palavra; portanto, seria muita presunção e falsa humildade da nossa parte pensar que nós podemos instituir um padrão mais alto que o d’Ele ou que nós podemos ser mais bondosos do que Ele. Deus portanto, tem um padrão mais alto do que o de qualquer outro ser, visto que Ele é perfeito. Este padrão se aplica não apenas a nós, mas para Ele mesmo. Portanto, Ele ama em um grau infinito, e Ele tem misericórdia em um grau infinito. Nós também vemos que Ele tem ira em um grau infinito, e tudo isto se mantém em perfeito equilíbrio.




Segundo, nós devemos reconhecer que Deus deu ao governo a autoridade de determinar quando a pena de morte deve ser dada (Gênesis 9,6; Romanos 13,1-7). Não é bíblico afirmar que Deus se opõe à pena de morte em qualquer situação. Os cristãos jamais devem comemorar quando a pena de morte é empregada, mas, ao mesmo tempo, os cristãos não devem lutar contra o direito de um governo aplicando a pena capital, executar os autores dos crimes mais hediondos.



Deus deixa claro: Ele não fica feliz com a morte dos ímpios (Ezequiel 18,23). Mas para quem decide instituir a pena de morte, Ele deixa algumas diretrizes:


1)- Deve ser justa e reservada para os piores crimes, não deve ser para ofensas pequenas. Não havia pena de morte para quem cometesse morte por acidente (Dt.19,2-6; 35,15.22-25).



2)- Tem de haver um julgamento justo , bem como o caso deve ser apresentado aos juízes e é preciso pelo menos duas testemunhas fiéis para condenar (Deuteronômio 19,15). A pena de morte só deveria ser aplicada após ser comprovado o cometimento da infração (Ex.23,7; Dt.35,30).



3)- É por justiça, não vingança , pois a vingança é do Senhor, não nossa.Jjustiça popular sem julgamento apropriado não vale (Êxodo 23,2).




CONCLUSÃO:



A Pena de Morte é extremamente Justa e Caridosa para com o réu, pois são dadas as oportunidades que ele não concedeu às suas vítimas, com crimes muitas vezes praticados de forma Hedionda e com requintes de crueldade. São dados ao réu tempo e oportunidade de arrependimento de seus atos, bem como reconciliar-se consigo, e com Deus, e muitas vezes com os familiares das vítimas. O mesmo durante o tempo de espera da excução tem acompanhamento espiritual e psicológico. A morte é extremamente humana e caridosa: Aplicam-se soníferos e anestésicos antes do veneno letal, ou seja: “O réu morre dormindo...”



São muitos os católicos que por falta de formação e informação desconhecem o MAGISTÉRIO OFICIAL DA IGREJA, e se posicionam por opiniões pessoais e particulares de pessoas, padres, bispos e infelizmente até opiniões meramente pessoais de papas. O nosso magistério Católico é muito claro sobre este tema e deixou isto esclarecido no CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA:



CIC §2267: “O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de com provadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.Se os meios incruentos bastarem para defender as vidas humanas contra o agressor e para proteger a ordem pública e a segurança das pessoas, a autoridade se limitará a esses meios, porque correspondem melhor às condições concretas do bem comum e estão mais conformes à dignidade da pessoa humana.”


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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