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Até o amigo do PT Frei Betto admite: “ O PT trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder”

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 16 de setembro de 2016 | 16:00






Reconheço que a política não é, e nunca foi, um exercício de santos. Com frequência, governantes os mais virtuosos tiveram de recorrer a expedientes que nem sempre foram de seu agrado para realizar tarefas necessárias que, de outra sorte, não se realizariam. No mundo da ética e da moral aplicadas, muitas vezes somos obrigados , e o governante mais do que do que qualquer um de nós, a escolher o mal menor porque o nosso princípio abstrato já não encontra lugar na realidade corrompida. Apelando a uma dicotomia conhecida, de Max Weber, nem sempre a ética da responsabilidade, que é a do homem público, atende a todas as exigências da ética da convicção, que é a do indivíduo. (Extraído da matéria de Reinaldo Azevedo: “Lula é mesmo o nosso Lincoln? Ou: A safadeza e a sem-vergonhice como atos heroicos” publicada no seu blog na Veja em 28/02/13.)





O abraço da Operação Lava Jato no ex-presidente Lula, familiares e colaboradores foi, ou será o início do fim do projeto de poder do PT.Não só pela queda simbólica do maior ídolo do partido. Mas, principalmente, pelo que o PT representa hoje na percepção da sociedade brasileira, traduzida pelas pesquisas de opinião: corrupção, aparelhamento do Estado, incompetência de gestão e destruição do patrimônio estatal e público. 




A passagem do PT pelo poder deixa lições. A principal é a de que a democracia brasileira é forte o bastante para que um partido de bases populares e bandeira política mais à esquerda chegue à Presidência da República. E lá permaneça até cometer erros o bastante para derrubá-lo. Fica também a lição de que, apesar do aparelhamento do Estado feito deliberadamente pelo PT como forma de exercer a seu favor o controle da máquina pública, o partido não teve êxito.



Quando em 2005 o publicitário Duda Mendonça foi à CPI dos Correios dizer que havia recebido milhões de dólares numa conta nas Bahamas, petistas choraram feito crianças no salão verde do Congresso. Era um misto de decepção com o pavor de imaginar que ali chegaria ao fim o sonho do partido de chegar ao poder. Nada, absolutamente nada, poderia ser pior. Passados 10 anos, aquela tarde de agosto tem lugar no fim da fila de escândalos da galeria petista, que tem dirigentes presos, inúmeros outros casos de caixa dois, um governo ainda mais ameaçado e, agora, no seu auge, a Polícia Federal na porta do ex-presidente Lula. O inacreditável aconteceu e, embora seja cedo para conclusões assertivas, como foi em 2005, é razoável supor que todo esse enredo empurrou a presidente Dilma para o precipício e ameaça seriamente o retorno de Lula em 2018, operação que vem sendo arquitetada já sem nenhum segredo. Aguardemos os detalhes sobre o que pôs a PF à porta de Lula, assim como o conteúdo completo da delação premiada que levou a esse momento, a do senador Delcídio Amaral, líder do governo até outro dia, e outras surpresas que podem vir por ai, pois o Juiz Moro já é conhecido pelo seu trabalho paciente até encurralar a preza, deixando-a com duas alternativas: Confessar ou delatar. Há muitas dúvidas sobre o que está por vir: como reagirá o PT e sua militância fanática ?, Dilma, Lula, suas lideranças, e os movimentos sociais? Algumas conclusões já são possíveis: o ambiente político ficará ainda mais envenenado. E, muito mais do que 2005, o projeto de poder do PT nunca esteve tão perto do fim.O Partido dos Trabalhadores governa oficialmente o Brasil desde 2003, quando Lula foi eleito presidente. Em dez anos, nunca antes da história deste país viu-se tanto desmando, tanto desbunde, tanto desbrio, tanto descalabro, tantos desvios de verbas e de caráter.







O PT teve a proeza de destronar da vida pública de modo praticamente definitivo todas aquelas características que eram vistas, desde os idos da Grécia clássica, como essenciais para o exercício da política: verdade, hombridade, maturidade, honra e honestidade.




Se antes aqueles que se desviavam dessa linha-mestra eram vistos como incidências abjetas na vida política brasileira, hoje o próprio desvio é que se transformou em linha-mestra.Por mais que se repise essa constatação, há grande resistência por parte de uma multidão (para não dizer manada) de gente bem-intencionada, excessivamente ingênua e facilmente enganável, em admitir que, na última década, o nosso país melhorou sob todos os aspectos – político, econômico, social, jurídico e cultural.



Há um sem-número de documentos emitidos pelo próprio PT que indica de maneira incontestável o projeto de poder do partido. O radicalismo socialista troglodítico foi substituído por um radicalismo socialista sofisticado, cheio de fineses e com ares de alta intelectualidade, mas o objetivo continua sendo um e o mesmo: enredar a nação em seus tentáculos pegajosos indefinidamente. Esse afã pelo poder não é um "privilégio" apenas do Partido dos Trabalhadores aqui no Brasil: diversos outros partidos, organizações, institutos e que tais, aqui e lá fora, possuem o mesmo objetivo, e, ao contrário do que a insistência extraordinariamente estúpida de um exército de analistas e experts garante, esse objetivo é perseguido de modo muito bem articulado a nível internacional. A própria existência de uma organização como o Foro de São Paulo é, de per si, prova cabal desse fato.



Aliás, o próprio documento preparado pelo PT para o XVIII Encontro do Foro de São Paulo, que ocorreu em Caracas, é mais uma peça que explicita, naquela típica linguagem melifluamente "progressista e de esquerda", os objetivos do PT. Todas as citações que aqui faremos são traduções livres de trechos do documento do partido, que foi divulgado em língua hispânica.O primeiro grande destaque do documento é a defesa da necessidade de se instrumentalizar organizações variadas da sociedade civil para que o PT continue no comando da nação. Nesse sentido, o documento afirma que:


"O PT terá de dedicar-se com mais empenho a organizar as camadas populares, em particular os trabalhadores assalariados, em sindicatos, movimentos populares urbanos e rurais, associações femininas, movimentos de juventude, instituições desportivas e culturais, e em um sem-número de formas criadas por iniciativa das classes e camadas populares."


Quem aponta isso é o próprio presidente nacional do partido, Rui Falcão, que complementa:


“Somente com a participação ativa dessas camadas populares, o PT e o governo poderão vencer as resistências que os setores conservadores, na sociedade, no Congresso e inclusive em setores do aparato do Estado, interpõem às reformas indispensáveis ao plano de desenvolvimento econômico e social que façam do Brasil um país verdadeiramente soberano, independente, e com um povo material e culturalmente avançado.”



Notem que "PT" e "governo" são utilizados como se fossem a mesma coisa, partes indissociáveis do mesmo organismo. Esse tom é mantido ao longo de todo o documento: o Partido dos Trabalhadores é visto indisfarçavelmente como o único membro legítimo do governo – ou seja, o PT é o governo. Essa visão é acompanhada sempre e em toda parte pela defesa da superioriedade moral do partido, uma vez que ele é o único que pode tornar o Brasil "culturalmente avançado".



O PT – que, à guisa de personagem orwelliana, será doravante denominado apenas por Partido, com maiúscula – não objetiva, entretanto apenas o governo, e quem lembra isso muito bem é Iole Ilíada, secretária de relações internacionais do Partido. A conquista do governo não garante a conquista do poder – algo que, segundo Gramsci, dependia da correlação de forças (rapporti di forze) entre burguesia e proletariado.


O objetivo do Partido no governo seria, portanto, atuar na alteração da correlação de forças, ou seja, "deslocar a burguesia como classe hegemônica e dominante" e "transferir poder (em suas várias formas: político, econômico, cultural etc.) às classes trabalhadoras"(diga-se ONG’s e movimentos sociais organizados).


O Partido, como já se desconfiava, não está no governo para melhorar a vida da população e trabalhar efetivamente para o desenvolvimento nacional:


"vale a pena ser governo quando a esquerda é capaz de usar sua presença como um fator de deslocamento da correlação de forças a favor dos trabalhadores". E Iole é enfática: "Não se trata aqui de pensar em uma alteração da correlação de forças que gradualmente nos conduza do capitalismo ao socialismo, mas em um processo de acumulação de forças que, em algum momento, pode tornar possível a ruptura desejada."



Há um nome que define muito bem a "ruptura desejada" que o Partido tanto almeja: revolução. Não falamos aqui daquela revolução tradicional, com sublevação armada e derramamento de sangue, ao modo das revoluções francesa e russa, mas de revolução cultural, estrutural, gramsciana. Continua Iole:



“O reconhecimento dessa falta de transferência efetiva de poder aos trabalhadores é importante porque a presença da esquerda no governo pela via eleitoral, por mais que a queiramos duradoura, pode ser transitória. Isso faz com que seja necessário que as mudanças se convertam em transformações estruturais, de difícil reversão por parte de governos de direita que nos possam suceder. Mais ainda, tal reconhecimento é importante para ampliar a consciência e a capacidade de organização, intervenção social e luta dos trabalhadores, de modo que a acumulação de forças possa apontar para a necessidade de conquistar não apenas o governo, mas também o poder.”



Extrapolando o contexto nacional, o partido reafirma em quase todos os parágrafos do documento ao XVIII Encontro do Foro de São Paulo seu compromisso com a integração regional – não de países, não de nações, mas de organizações "progressistas e de esquerda", de modo a formarem uma plataforma comum com engrenagens bem azeitadas que girem na sincronia necessária para tingir de rubro todo o subcontinente. Renato Simões, secretário de movimentos sociais do Partido, explica como isso é visto (e quisto) pelo Partido:



“Em sua grande maioria, os partidos progressistas e de esquerda da América Latina se organizam no Foro de São Paulo, cuja influência política vem crescendo, ano após ano, para suas responsabilidades partidárias, seja como membros de governos eleitos, seja como as principais forças de oposição a governos neoliberais...Em vários países, os movimentos sociais buscam avançar em sua organização, superando fragmentações e pulverizações marcadamente impostas pela hegemonia neoliberal. Eles buscam eixos políticos mais nítidos e unificados para incidir na correlação de forças na sociedade e frente aos governos nacionais. No Brasil, há um importante esforço no sentido de consolidar a CMS – Coordenação dos Movimentos Sociais, que hoje integra os movimentos sociais mais representativos do país...A recente instalação de uma Comissão de Movimentos Sociais junto ao Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo mostra que estamos atentos aos desafios de consolidar estruturas próprias para o diálogo partidário com os governos e movimentos sociais. Como disse a companheira Dilma Rousseff em seu discurso ao Diretório Nacional do PT, antes de assumir a presidência da República, em um terceiro período de governo é essencial aceitar as relações entre o Partido, o Governo e os Movimentos Sociais, trincheiras de uma mesma luta, espaços estratégicos para um mesmo projeto, essencial para a transformação de nossa sociedade.”



Uma vez mais, tocamos aqui na simbiose orgânica necessária para a conquista do poder no Partido e sua manutenção:


“Comandar o governo e cooptar os movimentos sociais. O que se busca é a pura instrumentalização ideológica de todos os meios disponíveis para que o Partido tenha controle total e irrestrito sobre a nação. Essa conclusão não é fruto de um delírio que brota de uma mente conservadora (e, portanto, patologicamente perturbada), mas apenas de simples interpretação de texto: é isso o que está escrito, e de modo claro e cristalino...No entanto, a conquista da hegemonia, dentro da visão gramsciana que permeia o Partido integralmente, só se pode dar de modo seguro e duradouro através da atuação de intelectuais orgânicos – "intelectuais que, além de especialistas na sua profissão, que os vincula profundamente ao modo de produção do seu tempo, elaboram uma concepção ético-política que os habilita a exercer funções culturais, educativas e organizativas para assegurar a hegemonia social e o domínio estatal da classe que representam.” (Gramsci, 1975, p. 1.518).



Conscientes de seus vínculos de classe, manifestam sua atividade intelectual de diversas formas:



“No trabalho, como técnicos e especialistas dos conhecimentos mais avançados; no interior da sociedade civil, para construir o consenso em torno do projeto da classe que defendem; na sociedade política, para garantir as funções jurídico-administrativas e a manutenção do poder do seu grupo social" (SEMERARO, 2006).




Como garantir, então, que haja tais intelectuais orgânicos que, ao longo das décadas, atuem para a conquista e a manutenção do poder por parte do Foro de São Paulo?



Carlos Henrique Árabe, secretário de formação do Partido, relembra que, durante o XV Encontro do Foro de São Paulo, no México, ocorreu a primeira reunião de escolas e fundações do FSP, que apontou para a necessidade de "abordagem, vinculação, intercâmbio e cooperação entre as fundações, universidades, escolas de formação e outras entidades educacionais e de treinamento dos partidos integrantes do Foro de São Paulo, nas áreas de investigação, formação e divulgação."



O objetivo central eleito pelas organizações que participaram dessa reunião foi a criação da Escola Latino americana de Formação Política, uma universidade internacional do Foro de São Paulo para a formação de quadros partidários, lideranças de ONGS e movimentos sociais e, de modo particularmente especial, intelectuais orgânicos.O Foro de São Paulo tem avançado em praticamente todos os campos em que se dispôs a atuar e, com exceção de algumas incansáveis iniciativas ainda isoladas (e constantemente ignoradas pelos veículos de informação e o público geral), sua própria existência tem passado despercebida. O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, um dos artífices do documento do Partido para o encontro do FSP, faz questão de lembrar:



"As mudanças profundas que vêm experimentando nossos países há anos, sobretudo onde as esquerdas estão no governo, são resultado de dinâmicas internas, evidentemente. No entanto, elas também são consequências de um processo político coletivo que teve no Foro um lugar privilegiado."



A UNASUL (União das Nações Sul-Americanas), a CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), a Telesur, a ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), todas essas iniciativas foram gestadas no ventre do Foro de São Paulo. Todas as ações desses grupos são unívocas e convergem para o mesmo objetivo:



“o controle total do subcontinente americano por uma verdadeira camarilha de genocidas culturais em potencial. Quando se atam os elos soltos, que aparentemente nada tem a ver uns com os outros, vê-se com clareza quão bem se encaixam e como a corrente que formam é coesa e aprumada. E é justamente a ausência de qualquer esforço em larga escala para divulgar os planos do Foro de São Paulo que faz do (ingrato) trabalho daqueles que se propõem a monitorar os passos desse grupo algo tão precioso e necessário. E é um trabalho que precisa melhorar: devemos aumentar a capilaridade do fluxo de informações sobre o Foro de São Paulo e estimular outras iniciativas (dentro e fora do Brasil) que objetivem ao desmascaramento do grupo.”




Frei Betto analisa a ERA PT




“Estamos com 10 anos de governos do PT, com todos os avanços que teve, com a inclusão econômica de milhões de brasileiros miseráveis e pobres, mas não tivemos nenhuma reforma de estrutura", Ele especifica; Nem a (reforma) agrária, nem a tributária, nem a política, nem a previdenciária, nem a de educação, nem a da saúde" e, apesar dos avanços, não houve a redução da desigualdade social. Segundo o Ipea, dado de outubro de 2013, a desigualdade no Brasil entre os mais ricos e os mais pobres é de 175 vezes, e isso é escandaloso”, constata. Segundo ele, "o PT trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder. Permanecer no poder passou a ser mais importante do que criar uma alternativa civilizatória para a nação Brasil. Ainda na entrevista, o religioso questiona onde estão os líderes do PT que visitavam as favelas e periferias, que participavam de assembleia de sem-teto e se reuniam com lideranças indígenas e quilombolas ? Frei Betto dá como certo que Lula será o candidato do PT à Presidência em 2018, mas diz que nem mesmo a volta do ex-presidente é capaz de mudar o cenário. O problema é o rumo que o partido tomou e imprimiu ao governo do Brasil.”


E continua Frei Betto:


“E aí? Você vai querer que o adolescente se levante no ônibus para mulher idosa? Ele fica com o fone no ouvido e faz de conta que ela é invisível, ele nem a enxerga. Enquanto escola, Igreja e família querem formar cidadãos, a grande mídia e a publicidade querem formar consumistas. O sistema quer formar consumistas. Daí porque muitos jovens hoje estão fixados em quatro "valores": poder, dinheiro, beleza e fama. Quanto maior a ambição, maior o buraco no coração. E quanto maior o buraco no coração, maior o número de farmácias em cada esquina, para tentar cobrir a frustração. Estamos indo para a barbárie, se continuar predominando como paradigma dessa pós-modernidade incipiente que estamos entrando, o mercado, a mercantilização de todas as dimensões da vida”. (Frei Betto, em entrevista publicada no jornal Zero Hora, 24-11-2013.)





Lula nunca nega fogo, reafirma em um vídeo de 45 segundos que reproduz um trecho da entrevista concedida pelo ex-presidente à TVT, controlada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Segue-se a transcrição literal do falatório:



“A crise do PSDB é apenas a crise da fragilidade ideológica de um partido político. Ou seja, um partido que não sabe se é PSDB, se é PMDB, se é DEM, ou seja, é um partido com muitas dúvidas,  ou seja, é um partido que não tem um perfil ideológico definido. A crise do PSDB é uma crise de indentidade (sic), ou seja, primeiro tem uma crise interna… Serra, Alckmin e Aécio… ããnn… depois tem a briga nos Estados, ou seja, as pessoas estão desconfortáveis. Sabe… Agora, eles têm o PT como adversário principal. E o PT precisa juntar todos os diferentes para que a gente possa vencer os antagônicos”.


Dos quatro principais adversários, três foram mencionados. Previsivelmente, ficou fora da discurseira o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O Super Lula evita pronunciar o nome da sua kriptonita. Mas é FHC o destinatário do palavrório tão indigente quanto o raciocínio do analista político.O PSDB, é verdade, não tem identidade (com um n só) nem perfil ideológico definido. Como todos os outros, berram os fatos. A exceção foi o PT entre o nascimento em 1980 e a chegada ao governo federal em 2003, quando perdeu primeiro a coerência ideológica, depois a identidade e finalmente a vergonha.  Qualquer partido em qualquer país enfrenta crises internas com alguma frequência, e abriga líderes e correntes que duelam permanentemente. Menos o PT, hoje reduzido a um rebanho obediente ao Grande Pastor.Ali não há líderes. São todos seguidores do mestre, que começou por escolher a sucessora e agora escolhe até candidato a prefeito. Só cabeças toscas não têm dúvidas. Lula não tem nenhuma. É um poço de certezas sem fundamento. Acha-se, por exemplo, um esquerdista moderno ─ mesmo quando contempla fotografias em que aparece abraçado a abjeções do primitivismo ultraconservador como um José Sarney. Acha que o PSDB não pode aliar-se ao DEM, mas ordena ao PT que pague qualquer preço para andar em péssima companhia.



“Nada que atrapalhe os nossos aliados nós vamos votar na reforma política”, comunicou no fim de semana aos companheiros do PT paulista. Ou seja, deveria ter continuado o pregador, a seita está proibida de aprovar qualquer mudança que prejudique os superiores interesses de patriotas como Renan Calheiros (PMDB), Fernando Collor (PTB), Paulinho da Força (PDT), Aldo Rebelo (PCdoB), Valdemar Costa Neto (PR) ou Paulo Maluf (PP),  fora o resto. Há vagas para qualquer um, desde que se converta em devoto. É esse o recado emitido na última frase do vídeo.








“O PT precisa juntar todos os diferentes pra que a gente possa vencer os antagônicos”, decidiu o Guia. Depois de criticar sem ter lido o ensaio de FHC, que recomendou ao PSDB ouvir com mais atenção o eleitorado da classe C, Lula resolveu chegar ao mesmo alvo pelo caminho do pântano. Nada a ver com programas, projetos ou plataformas. Um contrato de aluguel é mais prático. Os “diferentes” da vez são o prefeito Gilberto Kassab, a senadora Kátia Abreu, o vice-governador Guilherme Afif Domingos e outros morubixabas do PSD. Segundo Kassab, o partido “não será de direita, nem de esquerda nem de centro”. O caçador de votos só exige perfil ideológico definido de partidos inimigos.



Um debate entre os ex-presidentes não se limitaria a confirmar a superioridade intelectual de FHC. Também acabaria escancarando a inferioridade moral de Lula. É disso que fogem o mestre e todos os seus discípulos. O homem que constantemente se compara a Jesus Cristo, dispensa qualquer sacrifício, porque até greve de fome ele furava chupando escondido balas Juquinha, e anda agora com inveja da notoriedade que Lincoln voltou a adquirir nos últimos tempos.O nosso “Lincoln” de Garanhuns transforma a pretensão legítima dos adversários numa espécie de conspiração e ato criminoso. Não por acaso, no dia anterior, recomendou a FHC que, “no mínimo”, ficasse quieto e colaborasse para que Dilma fizesse um bom governo. O nosso grande patriarca criminaliza a ação política de qualquer tipo de oposição de seus oponentes, pois para este é sinônimo de sabotagem.


No discurso, também sobraram críticas à imprensa, como de hábito. Embora os petistas ainda hoje deem as cartas em boa parte das redações do país — quando não estão no comando, compõem o caldo de cultura que transforma bandidos em heróis e, se preciso, heróis em bandidos —, o nosso o Lincoln de São Bernardo ainda não está contente com a sujeição. Quer mais. Enquanto restar um texto independente no país, ele continuará a vociferar contra a “mídia”. Adicionalmente, os petistas contam ainda com a súcia financiada por estatais e Centrais Sindicais, que faz seu trabalho criminoso passar por jornalismo.




No mensalão teve vária etapas até  não ter mais como esconder o óbvio:


“Houve a primeira, a da admissão do erro, com pedido de desculpas. Durou pouco. Veio em seguida a acusação de “golpe das elites”, forjada por um oximoro reluzente: “intelectuais petistas”. Depois, chegou a da negação: “O mensalão nunca existiu”. E agora estamos diante da quarta, e é neste ponto que Lula decidiu pegar carona na vida de Lincoln: os crimes dos mensaleiros teriam sido atos heroicos”.



PAUSA PARA UMA PERGUNTA: “POR QUE A DESCULPA DOS PTISTAS É SEMPRE A MESMA ?”



“A elite branca está incomodada porque os pobres agora andam de avião, vão ao cinema, fazem supermercado e compram carros...Será mesmo ???”


Falam tanto que a vida do pobre melhorou com o PT, mas,  já que é assim, por que a criminalidade não caiu justamente nas áreas pobres e de risco social ?Afinal, não são os petistas que vivem repetindo feito uns papagaios que "crimes são causados pela miséria"? Mas todos estão vendo essa contradição, com eles dizendo, ao mesmo tempo, que "crime é causado exclusivamente pela miséria", e que "nunca antes se fez tanto contra a miséria", e todos vendo os crimes bárbaros só aumentando, e os bandidos se sentindo cada vez mais à vontade, porque sabem que os partidos de esquerda só afrouxam as leis e os protegem sempre como vítimas e jamais como cúmplices.Em países sérios (o Brasil está anos-luz disso) a pobreza é residual e não se usa Bolsa-Família às dezenas de milhões, como uma compra descarada de votos.



AGORA FALA SÉRIO:


Você acha que com R$ 120 reais de Bolsa-Esmola dá para sair da miséria absoluta e comprar carros, andar de avião, fazer supermercado e gozar dos benefícios meritocráticos do Capitalismo? Estão mascarando os fatos.A grande verdade é que as pessoas não estão melhores DEVIDO ao PT, mas APESAR dele. Afinal quem financiou  estes programas foi a classe média, que sofreu e sofre o pão que o diabo amassou para manter os bolsa-esmolas do PT, para que ele ganhe os votos deste curral eleitoral criminoso feito às custas dos pobres usados como MASSA DE MONOBRA para o projeto de poder do PT. A classe média sabe o quanto trabalho e quanta humilhação tem que aguentar para ganhar meu suado dinheiro, que paga seus impostos e não ver o retorno em saúde, educação, segurança e habitação.



CONCLUSÃO:



Aquele partido não existe mais. No dizer de um dos respeitados cardeais do petismo, o ex-governador e ex-ministro Tarso Genro, o PT precisa ser refundado. O líder gaúcho vinha pregando esta tese desde que o escândalo do Mensalão emergiu, ceifando a carreira política de José Dirceu, o que colaborou para precipitar a chegada de Dilma Rousseff ao poder.



O segundo grande perdedor é Luiz Inácio Lula da Silva, o homem que saiu dos rincões do país de pau-de-arara, penou até se tornar um sindicalista proeminente e depois alcançou a Presidência da República, sendo o presidente mais popular em décadas. Este Lula também não existe mais. Ele sai bem menor deste episódio. Não só porque viu seu prestígio ser detonado por deputados vira- casacas, que prometeram barrar o impeachment e na frente das câmeras agiram de modo totalmente contrário. Isso é do jogo político. O problema de Lula foi se prestar ao papel de “bombeiro” de uma crise criada pela sua afilhada política, que paralisou o Brasil, fez a inflação disparar e ceifar empregos. E ao mesmo tempo Lula teve o displante de buscar guarida neste governo cambaleante no afã de conquistar foro privilegiado para escapar do cerco da Operação Lava Jato que está se fechando sobre ele. É vergonhoso, companheiro !!! porque quem não deve não teme !!! Concordam ?








Lula, se quiser recuperar pelo menos uma parte da credibilidade, precisa se reciclar, assumir que cometeu erros. Nem a formidável militância petista de outrora já não o segue cegamente, está longe de “incendiar o país” como Lula pretendia. Este Lula não tem envergadura para disputar a sucessão de Michel Temer em 2018.Citando novamente Tarso Genro, que parecia uma das poucas pessoas que ainda tinha juízo neste partido, na hora da prestar contas na campanha o PT ficaria devendo. “Quem disse que é viável uma candidatura do Lula em 2018, em função dos resultados do governo da presidenta Dilma? E quem disse que ele quer? citou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.Mesmo que queira ser candidato, Lula antes terá explicar como se tornou beneficiário de uma triangulação criminosa: o dinheiro saía da Petrobrás, passava pelas empreiteiras e parte dele ia para o ex-presidente em forma de pagamentos dissimulados de palestras, viagens pelo mundo, o sítio de Atibaia e o triplex do Guarujá. Isso sem contar que os desvios provêm da Petrobras, a maior companhia brasileira, hoje uma das maiores empresas mais endividadas do mundo. Não vamos nos esquecer também da Operação Zelotes.


Muita água ainda vai rolar até 2018. Por isso o importante é se concentrar no agora. E os escombros desta crise apontam que o projeto de poder do PT fracassou. O partido mostrou incompetência na gestão pública e causou destruição do patrimônio estatal. Aparelhou febrilmente a máquina pública mas não conseguiu o seu controle e se afundou no lodo da corrupção. Paralelamente a este processo, Lula e Dilma mentiram descaradamente à população na campanha de 2014, só para se manter no poder. O resultado é que o país afundou numa crise econômica sem precedentes.Em 2015, a recessão atingiu 3,8% o que nos colocou em 30.º lugar entre 32 países pesquisados. Só ganhamos da Venezuela, que está quebrada e já encurtou até a jornada dos servidores públicos para economizar, e a Ucrânia, que está sendo massacrada pelo poderoso exército russo.



Dias melhores virão? Eu, diria que já são dias melhores porque no momento em que o projeto de poder do PT ultrapassou todos os limites, os instrumentos de defesa da democracia se fizeram presentes e mostraram que ninguém está acima da lei.O Estado Democrático de Direito representados na Justiça, Ministério Público e a Polícia Federal reagiram para colocar um fim neste descalabro. Além disso, o PT não conseguiu censurar os meios de comunicação, que permaneceram livres mostrando para a sociedade os intestinos do poder, dando um contribuição vital para o debate.

Vamos torcer para que tudo isso não tenha sido em vão.

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