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Aracatí: "terra do já foi e do já teve", mas de um povo bom, bravo, e hospitaleiro"

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 28 de janeiro de 2012 | 02:21


(foto reprodução)




Grifos meus: Embora não seja filho natural desta terra de gente simples, calorosa e de coração aberto, foi nela que lancei as raízes mais profundas da minha existência. Não nasci em seu solo, mas foi ali que verdadeiramente aprendi a viver. Foi em Aracati que dei meus primeiros passos conscientes na vida, que formei minhas amizades mais sinceras, que descobri valores que o tempo não conseguiu apagar e que a distância jamais conseguirá diminuir.  Ali cresci, amadureci e concluí meus estudos de primeiro e segundo graus — no Salesiano e na Escola Municipal, respectivamente. 


Mais do que instituições de ensino, foram espaços de formação humana, onde aprendi disciplina, responsabilidade, convivência e visão de futuro. Cada sala de aula, cada professor, cada colega deixou marcas que ajudaram a moldar quem me tornei.  Mas Aracati não foi apenas o lugar da minha formação intelectual — foi, sobretudo, o cenário da minha formação espiritual. Foi lá que vivi uma das experiências mais profundas e transformadoras da minha vida: meu encontro pessoal com a Misericórdia de Deus, durante um Seminário promovido pela Comunidade da RCC – Maranatha. Não foi um evento comum, mas um marco existencial que redefiniu prioridades, fortaleceu minha fé e deu novo sentido à minha caminhada.  


Morei em Aracati de 1965 — ano em que nasci no distrito de Giqui, em Jaguaruana-CE — até 1999, quando, por circunstâncias profissionais, fui transferido para Mossoró-RN. Foram 34 anos exatos vividos naquele chão, tempo suficiente para construir uma história inteira: infância, juventude, sonhos, lutas, conquistas e também decepções.  Sou imensamente grato a esta terra que acolheu a mim e à minha família como filhos. Terra que foi palco das minhas glórias e dos meus fracassos; das minhas vitórias celebradas e das lágrimas silenciosas. Terra onde experimentei alegrias intensas, mas também tristezas que me ensinaram a ser resiliente.  Aracati foi, para mim, uma verdadeira "escola de vida" — não apenas pelos livros, mas pelas experiências concretas que só o tempo e a convivência humana são capazes de ensinar. Foi lá que aprendi sobre honra, amizade, trabalho, fé e perseverança.






Reproduzo aqui um texto do Wikipedia e um vídeo que demonstra meus gratos sentimentos por esta Terra tão querida!













ARACATI : "Terra do já foi e do Já teve"




Aracati é um município brasileiro do estado do Ceará. Hoje é conhecido internacionalmente pela praia de Canoa Quebrada. Teve o seu núcleo urbano, sede do município, tombado em 2000 pelo IPHAN como patrimônio Nacional. É a terra do romancista Adolfo Caminha, do abolicionista Dragão do Mar, e do ator Emiliano Queiroz.






Aracati, é a terra de "vários personagens ilustres", como:




1)- Eduardo Angelim: Revolucionário






Eduardo Francisco Nogueira Angelim ou somente Eduardo Angelim (Aracati, 6 de julho de 1814 — Barcarena, Belém, 20 de julho de 1882) foi lavrador, e um dos líderes do movimento Cabanagem (pela independência na província do Grão-Pará em 1835),tornou-se político brasileiro, como um dos presidentes da Província do Grão-Pará, no ano de 1835, durante o Governo Cabano (ou Governo Republicano Independente). Sua chegada ao Grão-Pará remonta à década de 1820, fugindo de uma seca que assolou sua região de origem no Ceará. Devido ao seu espirito de luta partidária, foi apelidado de "Angelim", por ser esta madeira muito resistente. Já com 19 anos, participava ativamente da política da província. No Brasil do século XIX, lutou pela autonomia da província do Grão-Pará - atual estado do Pará - para que esta fosse separada do Império do Brasil, cujas estruturas políticas monarquistas e planos de governo nada tinham de vantajosos em relação aos dos portugueses, prosseguindo no isolamento e marginalização da Amazônia, aliás visíveis ainda hoje, comparando-se aos grandes centros urbanos do Brasil. Foi presidente da província do Pará de novembro de 1835 a 9 de abril de 1836. Sempre contou com o apoio de sua senhora, Eloísa Clara, que, diz-se, aconselhava-o sempre que Angelim agia. Revolucionário, partidário da Cabanagem sendo inclusive o terceiro presidente cabano.  Perseguido por centenas de tropas legalistas, Angelim acabou sendo preso no Acará em 20 de outubro de 1836 em meio ao labirinto aquático da Amazônia, foi conduzido à capital Belém pelas tropas do marechal Francisco Soares Andréa, e enviado a julgamento no Rio de Janeiro, seguindo para a ilha de Fernando de Noronha, onde foi exilado. Retornou ao Pará em 1851, fixando residência na cidade de Barcarena.  Depois do seu retorno, não se envolveu mais em política. Morreu em 20 de julho de 1882, sendo enterrado na capela do Engenho de Madre de Deus, na ilha de Trambioca (em Barcarena no Pará).



2)-Adolfo Caminha: Romancista


 


 

 

Adolfo Ferreira dos Santos Caminha (Aracati, 29 de maio de 1867 — Rio de Janeiro, 1 de janeiro de 1897) foi um escritor brasileiro, um dos principais autores do Naturalismo no Brasil (naturalismo foi uma corrente literária que prezava pela representação objetiva da realidade, utilizando uma abordagem biológica, científica, e patológica das personagens). Era filho de Raymundo Ferreira dos Santos Caminha e Maria Firmina Caminha. Nasceu na Rua do Comércio (atual Rua Coronel Alexanzito), em Aracati, no estado do Ceará. A mãe morreu quando ele tinha apenas dez anos, vítima da Grande Seca do Nordeste brasileiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 13 anos. Em 1883, Adolfo entra para a Marinha de Guerra, chegando ao posto de segundo-tenente. Cinco anos mais tarde, transfere-se para Fortaleza (1888) para evitar os sintomas de tuberculose que começara a sentir. Apaixona-se por Isabel Jataí de Paula Barros, a esposa de um alferes, que abandona o marido para viver com Caminha. O casal teve duas filhas: Belkiss e Aglaís. Na sequência do escândalo, vê-se obrigado a deixar a Marinha e passa a trabalhar como funcionário público. Morreu precocemente aos 29 anos, vítima de tuberculose, na sua casa do Rio de Janeiro.

 



Obra literária



A sua primeira obra publicada foi Voos Incertos (1886), um livro de poesia. Em 1893, Adolfo publica "A Normalista", romance em que traça um quadro pessimista da vida urbana. Usa as suas experiências e observações de uma viagem que havia feito aos Estados Unidos, em 1886, para escrever No País dos Ianques (1894). No ano seguinte, firma sua reputação literária ao publicar Bom-Crioulo, mas provoca escândalo, pois o romance aborda a questão da homossexualidade, o que massacrou a recepção crítica da obra. Colabora também com a imprensa carioca, em jornais como Gazeta de Notícias e Jornal do Commercio, e funda o semanário Nova Revista. Já tuberculoso, lança o último romance, Tentação, em 1896. Morre prematuramente no Rio de Janeiro, no dia 1º de janeiro de 1897, aos 29 anos. Sua obra densa, trágica, pouco apreciada na época, é repleta de descrições de perversões e crimes.

 



Lista de obras



-Voos Incertos (1886), poesia


-Judite (1887), contos


-Lágrimas de um Crente (1887), contos


-A Normalista (1893), romance


-No País dos Ianques (1894), romance


-Bom Crioulo (1895), romance


-Cartas Literárias (1895), romance


-Tentação (1896)


-Ângelo, romance inacabado


-O Emigrado, romance inacabado

 



Homenagens



-Uma escola em Aracati foi nomeada em homenagem ao escritor.


-Uma rua no Rio de Janeiro foi nomeada em homenagem ao escritor.



3)-Manuel do Rego Medeiros: Primeiro bispo cearense



Dom Manuel do Rego Medeiros (Aracati, 21 de setembro de 1829 — Maceió, 16 de setembro de 1866) foi sacerdote católico brasileiro. Foi bispo de Olinda, tendo sido o primeiro a nascer em sua própria diocese, uma vez que, na época, o Ceará estava subordinado ao bispado de Pernambuco. Nasceu na então vila de Aracati, província do Ceará, filho do comerciante português Manuel do Rego Medeiros e de Mariana do Rego da Luz. Era irmão de Antônio Manuel de Medeiros, que foi diretor do Hospital de Montevidéu durante a Guerra da Tríplice Aliança.  Entrou para o Seminário de Olinda, onde foram seus professores o deão Joaquim Francisco de Faria, o cônego Manuel Tomás de Oliveira e o padre Manuel José da Trindade, os quais, coincidentemente, estiveram presentes em suas exéquias. Recebeu a ordenação do bispo D. João da Purificação Marques Perdigão, em 29 de junho de 1853, e cantou sua primeira missa em na Igreja do Senhor do Bonfim, em Aracati, em 28 de agosto do mesmo ano.  Fixando-se no Ceará, foi com os pais residir em Fortaleza, em 1854, passando a exercer o magistério. Nesta condição, ajudou a fundar na capital cearense uma escola para órfãos, mantida pelo governo da província.



4)-Francisco José do Nascimento: Abolicionista, conhecido como "Dragão do Mar"



(foto reprodução)



Francisco José do Nascimento (Canoa Quebrada, Aracati, 15 de abril de 1839 — Fortaleza, 5 de março de 1914), também conhecido como Dragão do Mar, ou Chico da Matilde, foi um líder jangadeiro, prático-mor e abolicionista, com participação ativa no Movimento Abolicionista no Ceará, que foi o estado pioneiro na abolição da escravidão, doravante conhecido como Terra da Luz. 




Em 18 de julho de 2017, o nome de Francisco José do Nascimento (Dragão do mar), foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília, em virtude da Lei Nº 13.468/2017.



Francisco Nascimento nasceu em Canoa Quebrada, distrito do município de Aracati, em 15 de abril de 1839, de origem pobre e filho do pescador Manoel do Nascimento e da dona Matilde Maria da Conceição. Aos oito anos, com a morte precoce do pai, sua mãe buscou um emprego para ele, quando ainda criança, tornando-o um menino de recados em navios que iam do Maranhão ao Ceará. Até os 20 anos, Chico da Matilde - conhecido assim devido o nome da mãe - trabalhou no veleiro do comendador português José Raimundo de Carvalho como embarcadiço e depois como comandante, percorrendo portos do Norte e Nordeste. Além disso, também trabalhou na construção do porto e como chefe dos catraieiros, até ser nomeado prático-mor na Capitania dos Portos do Ceará.Também alugava jangadas para transporte de pessoas e mercadorias. Tinha uma casa próxima ao Seminário da Prainha, em Fortaleza e casou-se primeiramente com Joaquina Francisca - que também se envolveu na causa abolicionista - e novamente em 1902, quando já viúvo, com Ernesta Brígido, sobrinha de João Brígido. Consta-se que andava sempre bem vestido, com a barba bem feita e tinha noções de inglês e alemão. O paradeiro do túmulo de Francisco Nascimento — desconhecido há mais de 100 anos — foi descoberto pelo historiador cearense Licínio Nunes de Miranda em julho de 2020 no âmbito de um trabalho de investigação académica sobre a abolição da escravidão no Ceará.Em 25 de março de 1884, o Ceará tornou-se a primeira província brasileira a abolir a escravidão. O Movimento Abolicionista Cearense, surgido em 1879, contribuiu — embora não decisivamente — para essa abolição pioneira. As ações repercutiram no país e os abolicionistas cearenses, gente de elite econômica e intelectual, foram congratulados pela imprensa abolicionista nacional. Entre eles havia, porém, uma pessoa humilde, de cor parda, trabalhador do mar, o Chico da Matilde. Chefe dos jangadeiros, ele e seus colegas se engajaram à luta pela abolição em janeiro de 1881, recusando-se a transportar para os navios negreiros os escravos que seriam vendidos para o Rio de Janeiro, tendo sida proferida, segundo algumas fontes, a célebre frase "no porto do Ceará não embarcam mais escravos". Posteriormente, em agosto de 1881, houve uma nova tentativa de embarcar escravos que seriam vendidos em São Paulo e no Rio de Janeiro, contudo, novamente os jangadeiros, liderados por Chico da Matilde e pelo escravo liberto José Luis Napoleão, se recusaram a fazer o transporte e o porto do Ceará foi considerado, pelo movimento abolicionista, oficialmente fechado para o tráfico interprovincial. Segundo a historiadora Ângela Alonso "Os jangadeiros só conseguiram fazer o que fizeram porque tinham parte importante da elite política e das forças policiais ao seu lado". Um exemplo disso foi quando o tenente coronel Sena Madureira elogiou o jangadeiro. Angelo Agostini registrou e homenageou o fato na capa da Revista Illustrada, com uma litogravura com ilustração alegórica de Francisco Nascimento, com a seguinte legenda: «À testa dos jangadeiros cearenses, Nascimento impede o tráfico dos escravos da província do Ceará vendidos para o sul». Assim, Chico da Matilde foi levado para corte com sua jangada, desfilou pelas ruas, recebeu homenagens da multidão e ganhou novo nome: Dragão do Mar ou Navegante Negro. De lá, escreveu à mulher: “(...) seu velho está tonto com tanta festa e cumprimentos de tanta gente importante”. Francisco José do Nascimento é um símbolo da resistência popular cearense contra a escravidão, e foi homenageado pelo governo do Ceará, com seu nome dado ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, pelo que ele e seus colegas realizaram em nome da liberdade, em 1881, na Praia de Iracema. Além do já referido Centro Dragão do Mar, há uma escola pública estadual cujo nome também homenageia o Chico da Matilde, localizada no bairro do Mucuripe, Escola de Ensino Médio Dragão do Mar, que foi fundada em 1955, com o objetivo de alfabetizar os filhos de pescadores que moravam na região àquela época. Um tradicional grupo de estudos liberal com sede no Ceará também recebe o título Dragão do Mar em sua homenagem. Em Aracati, é homenageado com o nome da rua que dá acesso a cidade pela BR-304 (sentido Icapuí) e o aeroporto regional. Já em Canoa Quebrada pela praça central da praia. Em 23 de agosto de 2013, a Petrobras, por meio de sua subsidiária Transpetro, lançou ao mar um novo navio petroleiro construído em Pernambuco e batizado Dragão do Mar.



5)-Emiliano Queiroz: Ator




(foto reprodução)




6)-Jacques Klein: Pianista clássico





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Etimologia





O topônimo Aracaty ou Aracatu vem do Tupi Guarani, língua falada pelos ameríndios brasileiros antes da chegada dos portugueses, ARA (tempo, claridade) e CATU (bom, bonançoso), significando bons tempos. Uma região que impressionava pela claridade e mansidão de suas águas, aragem cheirosa, vento que cheira ou rajada forte.[6] Sua denominação original era: 




-Cruz das Almas 

-Arraial de São José dos Barcos 

-Porto dos Barcos do Jaguaribe 

-Depois em 1766, Santa Cruz de Aracati 

-E desde 1842, Aracati [6][7].







História














-Os primeiros habitantes das terras de Aracati, os índios Potyguara,[8] provavelmente teriam entrado em contato com os europeus em 2 de fevereiro de 1500, através navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón, que aportara no local denominado Ponta Grossa ou Jabarana, segundo o historiador Tomás Pompeu de Sousa Brasil.





-Pero Coelho de Souza, durante a expedição contra os franceses que haviam invadido o Maranhão, ergueu a 10 de agosto de 1603, às margens do rio Jaguaribe, o Fortim de São Lourenço, e a sua permanência deu a origem do povoado de São José do Porto dos Barcos.





Aracati tornou-se um ponto de apoio militar, e várias edificações são construídas: 




-Bateria do Retiro Grande, 


-Presídio da Ponta Grossa, 


-Presídio de Coroa Quebrada, 


-Presídio do Morro de Massaió e outras.






(antiga cadeia pública)





-A ocupação definitiva de Aracati teve início com o funcionamento das Oficinas ou Chaqueadas do Ceará, que foram responsáveis por possibilitar a competitividade da pecuária no estado, tendo em vista os privilégios da Zona da Mata pernambucana com a cultura canavieira. Aracati transformou-se então em produtor de carne seca e no principal porto de exportação deste produto para as regiões canavieiras, além de continuar a ser um ponto de apoio militar (Fortim de Aracati), agora com o intuito de proteger o porto, as transações comerciais e os habitantes contra os ataques do índios como os Payacu.A possibilidade de abate e conservação da carne, através do charque, foi a principal responsável pela ocupação e desenvolvimento das terras do Ceará. 




-Por volta de 1740 já existiam Oficinas em Aracati, inicialmente no pequeno Arraial de São José dos Barcos do Porto dos Barcos do Jaguaribe, depois elevada à categoria de Vila com o nome de Santa Cruz do Aracati, hoje cidade do Aracati.





-O comércio de carne e couro atraía abastados senhores de locais diversos, Aracati manteve-se por longo tempo como localidade de maior influência de formação econômica, social e política do povo cearense.Com o crescimento do povoado, no local em 1714 foi erguida uma capela, e em 1743 foi instalado um juizo e tabelião local.



-Já no fins do século XVIII Aracati se transformara, juntamente com as vilas de São Bernardo das Russas e Icó, na praça de negócios mais desenvolvida do Ceará.



-Em 10 de fevereiro de 1748 foi elevada a categoria de vila (ato oficial), no mesmo ano foi erguido um pelourinho e empossada a Câmara.







(foto reprodução)






-Em 1770, foram erguidas a Casa da Câmara e a Cadeia municipal, na rua do Comércio, antiga rua das Flores.



-Em 1779, Aracati contava com cerca de 2 mil pessoas, cinco ruas e muitos sobrados e mais de setenta lojas.






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-Em 1829, foi apresentada na Assembleia Geral do Ceará uma proposta que pretendia transferir a sede do Governo da Capitania para a Vila de Aracati, mas foi rejeitada.




-Em 25 de outubro de 1842, a Vila foi elevada a condição de cidade, pela Lei Provincial 244.




-Em 1824, durante a Confederação do Equador, a vila de Aracati tornou-se palco de um dos acontecimentos marcantes da história do Nordeste Brasileiro: Tristão Gonçalves de Alencar Araripe chefiou tropas rebeldes que atacaram e arruinaram a localidade, permanecendo no local por uma semana. Aracati também, já sofreu muito com as inundações do rio Jaguaribe, hoje controladas com a construção de um dique.














-Aracati foi reconstruída ao lado direito e de costas para o rio Jaguaribe para que os ventos levassem para longe os odores dos locais de abate do gado, esta conformação urbana permanece até os dias de hoje, resultando em uma falta de integração da cidade com o rio responsável por seu surgimento.







Subdivisão - O município tem 8 distritos: 





1)-Aracati (sede), 


2)-Barreiras dos Vianas, 


3)-Cabreiro, 


4)-Córrego dos Fernandes, 


5)-Jirau, 


6)-Mata Fresca, 


7)-Santa Teresa.






Hidrografia e recursos hídricos principais:





-Rio Jaguaribe e Palhano 


-Córrego do Retiro


-Córrego das Aroeiras 


-Córrego de São Gonçalo 


-Córrego dos Fernandes.






6 MELHORES Praias em Aracati  




1. Praia de Majorlândia 

2. Praia de Canoa Quebrada

3. Lagoa do Mato 

4. Praia da Quixaba

5. Retirinho

6. Fontainha.






Economia




-A economia conta com sua base na agricultura, no cultivo do caju, côco-da-Bahia, cana-de-açúcar, mandioca, milho e feijão e maricultura, criação de camarões em cativeiro.



-Agropecuária: bovino, suíno e avícola. Seus solos são ricos em grande fertilidade natural.



-O sal e a extração mineral de argila são outras importantes fontes de renda do município.






EDUCAÇÃO:




-03 grandes colégios particulares (religiosos:Maristas, Salesianas, e Irmãs da Caridade)



-Escolas particulares de ensino fundamental



-Várias escolas municipais no municipio e Zona Rual



- 01 FACULDADE: VALE DO JAGUARIBE (FVJ)



- o1 polo da UFC : UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ



-01 IFCE: INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ










36 Indústrias de pequeno porte: 





-Três de perfumaria, sabão e velas, 

-Sete de produtos minerais não metálicos, 

-Duas de madeira, 

-Nove de produtos alimentícios, 

-Cinco de vestuário, calçados e artesões de tecidos, couros e peles, 

-Três de bebidas, 

-Uma gráfica, 

-Três extrativas mineral, 

-Uma de diversos 

-Duas de serviços de construção





-Outra fonte importante de renda é o turismo, devido as praias como: Canoa Quebrada, Majorlândia, Quixaba, etc, serem grandes pontos turísticos da cidade.






(foto reprodução)








Cultura - 10 dos principais eventos são:






(igreja matriz)






1)-Festa do Senhor do Bonfim (1 de Janeiro),


2)-Festa de São Sebastião (20 de Janeiro),


3)-Festival Folclórico-cultural do Baixo-Jaguaribe (Janeiro),


4)-Carnaval de Aracati (Fevereiro),


5)-"Festival Du Mar" celebra a gastronomia de Canoa Quebrada (Junho),


6)-Canoarte (Julho),


7)-Festa da padroeira: Nossa Senhora do Rosário (08 de Outubro),


8)-Festa de emancipação do Município (25 de Outubro),


9)-Regata de Jangadas de Majorlândia (Outubro),


10)-Festival de Gastronomia e Cultura de Aracati  (Novembro), 



Conclusão 




Entretanto, é impossível esconder a dor que invade meu coração cada vez que retorno a Aracati para visitar familiares e amigos que ali permanecem. O reencontro com a cidade das minhas memórias, infelizmente, tem sido acompanhado por um sentimento crescente de tristeza e inquietação.  


A Aracati que guardo na lembrança — viva, dinâmica, cheia de perspectivas — hoje, em muitos aspectos, parece caminhar entre o abandono e a estagnação. Não se trata apenas de saudosismo ou de apego ao passado, mas de uma constatação visível: sinais de má gestão, descaso administrativo e perda de protagonismo histórico que outrora orgulhava seu povo.  Ruas que já foram mais cuidadas, espaços públicos que já foram mais vivos, equipamentos que já serviram melhor à população — tudo isso compõe um cenário que entristece quem ama a cidade não apenas pelo que ela foi, mas pelo que ainda poderia ser.  



O mais doloroso não é ver prédios envelhecerem, mas perceber o enfraquecimento do sentimento coletivo de pertencimento e esperança.










Quando uma cidade perde investimentos, ela sofre; mas quando perde autoestima, ela adoece.  Ainda assim, recuso-me a encerrar minhas palavras na amargura. Porque, acima de qualquer crise política ou administrativa, Aracati continua preservando sua maior riqueza: seu povo.  




Um povo trabalhador, resiliente, solidário, hospitaleiro — características que nem o tempo, nem governos ineficientes, conseguiram destruir. É esse povo que sustenta a cidade de pé. É na força silenciosa dessa gente que reside a esperança de dias melhores.  Carrego comigo uma gratidão que o tempo não apaga e uma dívida moral que jamais conseguirei quitar com esta terra que tanto me deu. Tudo o que vivi ali ajudou a formar o homem que hoje sou.  Por isso, quando digo que Aracati é a “terra do já foi e do já teve”, não o faço apenas em tom de crítica, mas de alerta — e também de esperança. 



Porque acredito que nenhuma terra que possui um povo bravo e hospitaleiro está condenada ao declínio permanente.  




Aracati pode voltar a ser protagonista. Pode recuperar sua dignidade administrativa, seu brilho cultural e sua relevância regional. Pode transformar o saudosismo em reconstrução e a memória em projeto de futuro.  E assim sigo: dividido entre a saudade do que vivi e a esperança do que ainda pode renascer. 


Porque, para mim, Aracati nunca será apenas um capítulo encerrado da história — mas uma página viva, escrita com gratidão, marcada por lágrimas e iluminada pela esperança de que a “terra do já foi” volte também a ser a terra do agora e do porvir.





Referências




1. ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.


2. ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.


3. ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.


4. ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.


5. ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.


6. ↑ a b http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/ceara/aracati.pdf


7. ↑ Revista Oceanos 41 - Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Lisboa, 2000


8. ↑ Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ottawa. 1974


9. ↑ Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - FUNCEME.


10. ↑ Instituto nacional de Pesquisa espacial - INPE.





FONTE: http://www.aracati.net/site/






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Anônimo
30 de janeiro de 2012 às 00:19

Como é bom ver os relatos históricos de nossos irmãos.
Parabéns Barros pela iniciativa de publicar materias de nosso dia-a-dia.
Paulo ( Charles ).

Anônimo
25 de julho de 2024 às 13:38

Concordo! Aracatí é a terra do já foi e do já teve, mas de um povo bom, bravo, hospitaleiro, e que não desiste nunca!

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