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Tradições familiares – O que se deve Conservar e onde estamos errando ?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 18 de junho de 2016 | 11:38





II Tessa 2,15: “Sendo assim, irmãos, permanecei firmes e conservai as tradições que vos foram ensinadas...”


As tradições familiares podem ser encaradas como mera repetição ou entendidas em suas nuances de carinho e vontade de passar um ensinamento às próximas gerações. Em um mundo em que cada vez mais somos escravos do tempo e somos convidados ao mais restrito individualismo, parece mais difícil ir ao encontro do outro, ouvir com interesse as suas histórias, sentar para compartilhar uma refeição. Pense nos ritos e costumes de suas origens. Quantos deles são carregados de significado para você? Quantos desses bons significados você conseguiu apreender e vivenciar? Sim, porque podemos simplesmente perder a chance de captar o instante, perder a riqueza por trás do gesto. Mais que assar o peru de natal porque é assim que tem que ser, importa o amor que se imprime na ação de escolher o alimento que possa alimentar a mais pessoas que me são caras, pensar no sabor que possa gerar mais satisfação, preparar a mesa para receber. A beleza que antecede e acompanha o gesto vale mais do que o vinho ter vindo do sul ou do norte da França, ou quão nova é a decoração da sala de estar, quanto se gastou nos enfeites da árvore de natal. Talvez o vinho seja daqueles comprados em mercearia, mas a conversa é tão agradável que um copo de água já seria o suficiente para um simples "molhar a palavra", como dizem alguns. A acolhida pode ser tão aconchegante que ninguém se importará em ver alguns arranhões no canto do sofá feitos pelas crianças ou pelos gatos e cachorros. A intenção de tornar a casa agradável é mais significativa do que onde, a quantidade e de que maneira se dispôs os enfeites. Quem sabe até como sugestão aqui, não seria mais pessoal e acolhedor preparar os próprios enfeites deixando a marca registrada de cada um? Devemos valorizar mais a afeição que embrulha cada gesto que ganhamos de presente ao longo da caminhada. Precisamos reconhecer cada elemento que faz das pessoas que convivem e passam pela nossa vida serem especiais, principalmente se são nossos familiares, não podemos deixar a indiferença reinar em nossos lares.Mais agradável é a alegria de reunir, mais belo é o ato de receber com carinho, mais amoroso é aceitar o outro como ele é do que os enfeites e uma tradição feita sem nenhum sentido.Sem esse legado, dá-se a liqüidação da memória familiar, extingue-se a cada geração uma família; e os filhos aceitarão como normal aquilo que os pais tratam com indiferença.






Vemos hoje a "agonia" das tradições familiares em nosso tempo, resultando entre outros fatores em leis contra a família, promovendo a desagregação familiar e toda uma rebeldia por parte dos frutos destas famílias destruídas atingindo jovens e crianças por esta contra cultura nociva a manutenção dos bons valores familiares, e provocando problemas psicológicos nos filhos de todas as classes sociais.



A solução apresentada por peritos, conselheiros familiares, e pela própria Igreja mater e magistra, perita em humanidade, é no sentido de se evitar a elaboração de leis contrárias à instituição da família, bem como a formação de um movimento de opinião pública em imbuir nas almas dos filhos as boas tradições familiares, pois, enquanto estas perdurarem, esses atos legislativos encontrarão uma sã resistência.Neste sentido duas tarefas se tornam evidentes:


1)- A primeira tarefa neste sentido é conceder aos pais de família a liberdade de reconstituir um patrimônio equilibrado e sadio de bem de família transmissível de geração em geração, é apenas a metade da tarefa a executar, para cobrir novamente o solo da humanidade com esta célula mater, com verdadeiras famílias, no sentido próprio da palavra.


2)- A segunda tarefa é fazer renascer nelas as boas tradições.


Com relação a primeira, está ao nosso alcance indiretamente, através dos nossos legisladores, portanto é necessário eleger pessoas que defendam a família e seus valores.


A segunda tarefa pode e deve ser a obra de cada um na sua própria casa. Só se pode esperar a abolição das leis revolucionárias a partir de um grande movimento de opinião. Mas o que cada um pode fazer é reavivar junto a si o espírito de família. Assim, fará aos seus o maior bem possível, e ao mesmo tempo prepara a renovação da sociedade.


Porque é necessário que haja boas e sadias tradições sustentando as leis, para que elas tenham a força que o assentimento do coração lhes proporciona; da mesma forma que é necessária a educação familiar para sustentar as tradições, mantê-las e fazer com que elas se tornem o princípio dos costumes, sem os quais as boas leis não são nada, e contra os quais as leis más nada podem.



Transmissão das "tradições de família"


De onde vem essa impassibilidade? [a ausência de reação às más leis que destroem a família]. Do fato de não haver mais nos espíritos idéias firmes, princípios solidamente estabelecidos nas almas, e sim idéias vagas,relativistas e flutuantes, incapazes de colocar energia nos corações. E por que as idéias, em nossos dias, flutuam assim? Porque as idéias-mães, as idéias-princípios não foram impressas na alma das crianças e dos jovens por pais nos quais elas haviam sido inculcadas pelos ensinamentos dos avós, por sua vez imbuídos dessas verdades pelos ancestrais. Em uma palavra, porque não há mais tradições nas famílias.



Havia antigamente uma idéia de modo geral disseminada, quase religiosa, associada à expressão ´tradições de família´, entendida no seu melhor significado, enquanto designando a herança das verdades e das virtudes, no seio das quais se formaram as características que fizeram a duração e a grandeza da Casa.Hoje em dia essa expressão não diz nada às novas gerações. Estas surgem num dia para desaparecer no seguinte, sem haver recebido, e sem deixar depois delas, aquela fonte de lembranças e afeições, de princípios e de bons costumes (tipo: simples como pedir a benção, tratar os pais por Sr e Senhora, respeito e cuidado com os mais velhos, respeito às autoridades: Poiciais, professores, etc) que antes eram transmitidos de pais para filhos e colocavam as famílias que lhes eram fiéis acima das que os desprezavam. Toda família que tem tradições deve-as, de modo geral, a um dos seus ancestrais, no qual o sentimento do bem foi mais forte que no comum dos homens, e ao qual a sabedoria e a vontade foram dadas para as inculcar nos seus.





Deus nos fala em Num. 6, 23-27: “Eis como abençoareis os filhos de Israel: O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e conceda-te a sua graça! O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz! E assim invocarão o meu NOME sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei.


Quando Deus nos fala “Israel”, quer dizer todo o seu povo e nós somos o seu povo e a sua Igreja. O que percebemos hoje em dia é que a benção deste modo, bíblico, se faz presente na benção do padre na Santa Missa e que caiu em desuso no modo mais simples no nosso cotidiano. Porém, algumas famílias mais tradicionais mantêm o costume, seus filhos pedem a benção ao chegar e ao sair de casa, como se fosse uma saudação. O costume de pedir a benção veio de Israel, da tradição judaica, passou pela Europa até chegar a nós, na maneira simplificada de “Deus te abençoe!”. No entanto, seu significado vai além de uma saudação corriqueira. É uma unidade espiritual, tem seu peso na vida familiar.



Para quem tem o costume de pedir a benção, sair de casa sem a benção parece estranho, parece que falta algo que seria a segurança ou o sucesso em suas atividades diárias. A bíblia está repleta de passagens que falam sobre a importância da benção, elas indicam que Deus dá aos pais grande importância à vida dos filhos.Pois, os pais cooperam na criação dos filhos, dessa forma são canais da graça de Deus. Em Deut. 5,16, o quarto mandamento de Deus é o primeiro que vem acompanhado de uma promessa. Observe: “Honra teu pai e tua mãe, como te mandou o Senhor, para que se prolonguem teus dias e prospere na terra que te deu o Senhor teu Deus”.Se você é pai ou mãe ensine seus filhos a pedir a benção e ser abençoado por vocês dizendo: “Deus te abençoe meu filho”.E se você ainda tem os seus pais, não perca a oportunidade de pedir-lhes a benção e beijar-lhes as mãos todos os dias.



Progresso moral


A verdade é um bem – diz Aristóteles – e uma família na qual os homens virtuosos se sucedem é uma família de homens de bem. Esta sucessão de virtudes tem lugar quando a família remonta a uma origem boa e honesta, pois é próprio a um princípio que ele produza muitas coisas semelhantes a si mesmo. De algum modo, é a sua obra de formar seu semelhante. Portanto, quando existe numa família um homem tão unido ao bem que sua bondade se comunica aos seus descendentes durante muitas gerações, daí decorre necessariamente uma família virtuosa.Todo homem que queira formar uma ´família virtuosa´ deve persuadir-se desde logo de que seu dever não se limita como quis Rousseau, a prover às necessidades físicas do seu filho enquanto ele não tenha condições de provê-las por si mesmo. Ele lhe deve a educação intelectual, moral e religiosa. O animal tem a força necessária para atender às necessidades corporais da prole, e isto lhe basta. Mas a criança, ser moral, tem muitas outras necessidades, e é por isso que Deus deu ao pai de família a autoridade para instruir a vontade dos seus filhos e fazê-los entrar, manter-se e progredir na via do bem, coisa que não deve ser terceirizada a ninguém, ou seja, nem a escola e nem ao estado, que deve apenas favorecer e não substituir este papel e responsabilidade dos pais. Essa autoridade, Deus a quis permanente, porque o progresso moral é obra de toda a vida. Segundo as intenções da Providência, o progresso deve se desenvolver e crescer com a idade, e por isso é necessário que a família humana não se extinga a cada geração. O vínculo familiar deve subsistir entre mortos e vivos, enlaçar umas às outras todas as filiações de uma mesma descendência, mantendo-se assim durante séculos nas gerações vindouras.






História da família


O pensamento do homem de bem não deve limitar-se aos seus próprios filhos. Deve ir além, para as gerações que se seguirão, e fazer com que aquilo que é virtude se torne tradição entre eles. Para isso o livro da sua família pode contribuir grandemente. Iniciar esse livro, ordenar ao primogênito que o continue e transmita essa ordem ao seu próprio filho, é o meio mais fácil e mais seguro de se introduzir numa família as tradições perenes e saudáveis. Pode-se adotar sem impor claro, mas propondo se estabelecer vínculos [casamentos, e amizades por exemplo] com famílias em que reinem as virtudes que se deseja transmitir aos próprios filhos e gerações posteriores.




Tradições familiares que você precisa e pode com o auxílio da graça de Deus ter em seu lar:


Nada como ter nossa própria família, nossa casa e uma vida que conquistamos com muito custo e esforço. As crianças começam a crescer, e tentamos repetir com elas as boas tradições que tivemos em nossa infância. Como cônjuges, nossas histórias são diferentes, então, nada melhor do que implantar algumas das muitas tradições que foram benéficas e criar claro as nossas próprias boas tradições.Há tradições que passam de pais para filhos e muitas de nossas memórias trazem boas recordações. Não queremos que nossos filhos cresçam num mundo frio e fiquem à mercê do que o mundo oferece. Unir nossa família de forma que nossa casa seja o refúgio de um mundo conturbado e solitário, um local onde as crianças e adolescentes queiram sempre voltar, sintam-se à vontade e seguros, é primordial para a manutenção e criação das melhores tradições que levarão consigo para a vida e gerações posteriores.


A título de sugestão, pois o Espirito Santo é criativo, seguem algumas práticas de boas tradições que podemos fazer diariamente, semanalmente,mensalmente, anualmente e em datas especiais:





Tradições diárias

1.      Rezar juntos antes das refeições e antes de dormir.
2.      Ter ao menos uma refeição ao dia juntos.
3.      Contar histórias para as crianças dormirem.
4.    Dividir as responsabilidades de casa, onde até os pequenos possam ajudar.


Tradições semanais

1)- Fazer sempre que possível e de forma simples, um LAZER (Koinonia) familiar que consiste de reunir a família uma vez por semana para sentarem todos juntos e partilhares sobre como foi a semana, (Graças e desafios), e os planos de cada um para a semana seguinte. Pode-se jogar jogos familiares, fazer pratos e sobremesas especiais, assistir um filme, praia, shopping, parque, clube, praia, ou outras atividades juntos.

2)- Reunir-se para rezar o terço, ou fazer uma oração comunitária de gratidão e reconciliação familiar (Beraká).

3)- Tirar uma tarde de domingo para visitar os parentes e amigos.Se ainda possuem pais e avós, nada como irem juntos visitá-los.

4)- Tirar um dia ou uma tarde para passear com os filhos, levá-los ao parque, ou dar uma volta de carro e comer algo juntos.


Tradições mensais

Sentar-se com o cônjuge e verificar o orçamento familiar. Listar os gastos e as necessidades deles e dos filhos. Isso aproxima o casal, compartilha colaboração entre os membros da famíla e pede compreensão.


Tradições anuais



1)- Comemorar os aniversariantes da casa, todos juntos. Cada um pode fazer um cartão, uma decoração, um bolo com as frutas e cores favoritas da pessoa. Tirem fotos uns dos outros, fotos juntos de família, e comparem o crescimento dos filhos e da família através dos anos.


2)- Fazer uma viagem para um local divertido e fora de sua cidade.


3)- Comemorar o final de ano e ler a história da natividade na bíblia nos dias anteriores traz mais significado ao Natal. Se a família é cristã, pode-se fazer uma pequena festa de aniversário para Jesus Cristo e a ceia de Natal.


4)- Visitar um asilo em família no dia das mães e pais levando flores ou pequenas sobremesas e lembrancinhas. As crianças nunca esquecerão destes momentos.


Com a prática e manutenção destas boas tradições, geraremos filhos, famílias e uma sociedade mais sadia, pois só haverá mundo novo se houver famílias novas. A vida, bem como as boas e más experiências com o auxílio da graça de Deus se encarregará de conduzir a nós e nossos filhos. Criar sadias e  valorosas tradições entre família é mais que dar-lhes a segurança de um porto seguro, é um ato de amor. E por fim lembre-se sempre: Educar dar trabalho, se você não está tendo trabalho é porque não está educando corretamente e deixar a coisa correr solta. Pais não desanimemos nesta árdua e honrosa tarefa de pastorear este pequeno rebanho que Deus nos confiou, confiemos em sua promessa:




Salmo 126,5-6: “Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria. Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a espargir. Na volta porém, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes...”



BIBLIOGRAFIA:


Mgr Henri Delassus, L'Esprit Familial dans la Maison, dans la Cité et dans l'État, Société Saint-Augustin, Desclée, De Brouwer, Lille, 1910.


Exortação “Amoris laetitia”: A alegria do amor na família - Papa Francisco - 2016.


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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