A mera veiculação, ou reprodução de matérias e entrevistas deste blog não significa, necessariamente, adesão às ideias neles contidas. Tal material deve ser considerado à luz do objetivo informativo deste blog, não sendo a simples indicação, ou reprodução a garantia da ortodoxia de seus conteúdos. Os comentários devem ser respeitosos e relacionados estritamente ao assunto do post. Toda polêmica desnecessária será prontamente banida. Todos os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam, de maneira alguma, a posição do blog. Não serão aprovados os comentários escritos integralmente em letras maiúsculas, ou CAIXA ALTA. A edição deste blog se reserva o direito de excluir qualquer artigo ou comentário que julgar oportuno, sem demais explicações. Todo material produzido por este blog é de livre difusão, contanto que se remeta nossa fonte.
Home » » O que é mais importante: a oração ou a ação?- O que dizem os doutores e o magistério da Igreja?

O que é mais importante: a oração ou a ação?- O que dizem os doutores e o magistério da Igreja?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 15 de maio de 2015 | 21:06



Vale a pena conferir os que os gigantes da Igreja têm a dizer sobre o tema: Teresa de Jesus, João Paulo II, Bento XVI, Teresa de Calcutá e São Bento.


Em um mundo cada vez mais ativo, é comum opor a oração à ação, como se nota na pergunta que dá nome a este texto, e a desvirtuar o significado e o sentido da contemplação. Mas estas atividades não são contrapostas, e sim absolutamente complementares. Mais ainda, pois uma depende da outra: a primeira é a oração, depois vem a ação, como resultado da oração.


Da união com Deus, consequência da verdadeira oração, brota a força sobrenatural que torna a ação apostólica eficaz. Ao faltar estadimensão espiritual, o apostolado pode se tornar mero ativismo, sem sentido sobrenatural, ou simples filantropia, sem alcance redentor.


O caminho da oração leva necessariamente à ação, e esta ação será mais fecunda quanto mais intensa for a vida de oração.Quanto mais oração, mais ação.


Nos santos, é possível observar que, quanto mais cresciam em sua vida de oração, mais atendiam às necessidades do próximo. Em Santa Teresa de Jesus, por exemplo, coincidem sua vida de oração contemplativa com sua vida de escritora e fundadora, quando, depois de ter sido freira durante 20 anos, torna-se contemplativa, ou seja, percebe que Deus não está esperando as obras que ela possa realizar (sua ação apostólica), e sim que dê a Ele a oportunidade de fazer suas obras nela e através dela.

É por isso que São João Paulo II, em seu pontificado, nos ensinou que:

“para conhecer Cristo no pobre, é preciso encontra-lo e conhece-lo primeiramente na oração”.


E também disse:


“A capacidade de contemplação se torna capacidade de influência evangelizadora; a capacidade de silêncio se transforma em capacidade de escuta e doação aos irmãos. Lembrem-se de que a atividade inclusive a mais santa e benéfica em favor do próximo, nunca dispensa da oração”.

Ele nos convida a equilibrar ação e oração, Marta e Maria (referindo-se a Lucas 10, 39):


“estar sentados aos pés do Mestre é, sem dúvida, o início de toda atividade autenticamente apostólica” (cf. JPII, 04/10/1986).



“A missão continua sendo sempre, primariamente, obra de Deus, obra do Espírito Santo, que é seu indiscutível protagonista, recordando-nos que, ainda que sejam muito necessários os esforços humanos, o êxito não depende de nós, pois a missão é obra de Deus.”



Também Ratzinger, quando era encarregado de preservar a fé na Igreja Católica, ao falar sobre a nova evangelização, nos disse:


“Todos os métodos estarão vazios se não tiverem a oração em sua base. A palavra do anúncio sempre deve conter uma vida de oração”. E nos recordou: “Jesus pregava durante o dia e rezava durante a noite”.


O exemplo da Madre Teresa de Calcutá

“Somos contemplativas, pois ‘rezamos’ o nosso trabalho... Rezamos quatro horas por dia”, contou ela, na última entrevista que deu à imprensa antes de passar à vida eterna. “Quanto mais recebemos na oração de silêncio, mais podemos dar em nossa vida ativa. Precisamos do silêncio para poder chegar às almas.”



“Na oração vocal, nós falamos a Deus. Na oração do silêncio, é Ele quem fala a nós. No silêncio, é-nos dado o privilégio de ouvir sua voz”.


Frases como estas explicam qual é o fundamento de ser contemplativos.Esta união com Cristo, que mantém viva a graça de Deus em nós, é indispensável para realizar qualquer atividade apostólica, na medida em que deixamos que Deus seja quem trabalhe em nós e através de nós.


Assim, quanto mais recebemos na oração de silêncio, mais poderemos dar em nossa vida ativa. Nisso consiste o “rezar o trabalho” da Madre Teresa de Calcutá:


“não somos nós agindo: é Deus agindo através de nós.”


A Regra de São Bento (em latim, Regula Benedicti ou RB), escrita por Bento de Núrsia no século VI, é um conjunto de preceitos destinados a regular a vivência de uma comunidade monástica cristã, regida por um abade. Escrita numa altura em que pululavam, por toda a Cristandade, inúmeras regras, começou a ter sucesso sobretudo a partir do século VIII, quando os Carolíngios ordenaram que fosse a única regra monástica autorizada nos seus territórios,e a partir daí, esse preceito estendeu-se ao resto da Europa, sobretudo com o advento da reforma gregoriana. Foi também adoptada, com igual sucesso, pelas comunidades regrantes femininas. Pode-se dizer que a regra tem sido um guia, ao longo da sua existência, para todas as comunidades cristãs da Cristandade Católica e, desde a Reforma Protestante, também aplicável às tradições Anglicana e Protestante.O espírito da Regra de São Bento resume-se em dois pontos: o lema da Ordem de São Bento (pax - «paz»), que nasceria séculos mais tarde, como resultado da agremiação de vários mosteiros que partilhavam a mesma regra; e ainda o tradicional ora et labora («reza e trabalha»), súmula da vida que cada monge deve levar.



Conclusão:


Vemos então como, longe de serem questões contrapostas, a ação, para ser fecunda, requer do silêncio da oração.Foi assim com os santos. A Madre Teresa também viveu isso e nos ensinou. Da mesma maneira, João Paulo II, que dizia:


“Também hoje a oração deve ser cada vez mais o meio primário e fundamental da ação missionária na Igreja”, porque “a autêntica oração, longe de centrar o homem em si mesmo ou a Igreja nela mesma, os prepara para a missão, para o verdadeiro apostolado”.



Fonte: Aleteia
Curta este artigo :

Postar um comentário

Conforme a lei o blog oferece o DIREITO DE RESPOSTA a quem se sentir ofendido, desde que a resposta não contenha palavrões e ofensas de cunho pessoal e generalizados.Serão analisadas e poderão ser ignoradas e ou, excluídas.

Quem sou eu?

Minha foto
CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

As + lidas!

 
Support : Creating Website | Johny Template | Mas Template
Copyright © 2013. O BERAKÁ - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger