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Quem foi o demagogo e contraditório Voltaire ?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 31 de março de 2013 | 23:28





Como adquirir fama instantânea, o aplauso unânime das rodas mundanas e ainda boas patacas, além de uma aura de grande artista, ou pensador dotado de espírito agudo e destemido, com pouco ou nenhum esforço?Foi o demagogo Voltaire quem lançou a moda, há mais de 250 anos.É muito fácil. Basta atirar lama à Igreja Católica. A fórmula nunca falha, embora já repetida milhares de vezes, com entediante monotonia, em todos os países do Ocidente, precisamente aqueles que devem sua fundação cultural à mesma Igreja Católica.Basta lembrar  agora na vertente teatral  os escroques intelectuais Bertolt Brecht e Rolf Hochhuth, cujas falsificações históricas “Galileo Galilei” e “O Vigário”, à custa de renovadas encenações, acabaram penetrando no consenso coletivo e até nos livros de História como fatos incontrastáveis.

“A mentira, mil vezes repetida, torna-se verdade”.

A frase é de Goebbels, mas a idéia é muito mais antiga, remontando provavelmente ao próprio “Pai da Mentira”.




QUEM FOI O DEMAGOGO E CONTRADITÓRIO VOLTAIRE ?



François Marie Arouet nasceu em uma família abastada, burguesa e aristocrata, em Paris, em 21 de novembro de 1694. Sua mãe morreu depois do parto,estudou com os jesuítas (Cospe no prato que comeu),no Colégio Collège Louis-le-Grand onde revelou-se um aluno brilhante. Frequentou a Societé du Temple, de libertinos e livres pensadores.Conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, pasmem !!! inclusive liberdade religiosa e livre comércio. É uma dentre muitas figuras do Iluminismo cujas obras e ideias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana. Escritor prolífico, Voltaire produziu cerca de 70 obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos.




Foi um defensor aberto da reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse ( Incluindo a nada tolerante Guilhotina).






Um polemista satírico, ele frequentemente usou suas obras para criticar nem sempre de forma tolerante como pregava a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo. O conjunto de ideias de Voltaire constitui uma tendência de pensamento conhecida como Liberalismo. Exprime na maioria dos seus textos a preocupação da defesa da liberdade, sobretudo do pensar, criticando a censura e a escolástica, como observamos na sua demagógica e contraditória frase, pois sabemos que ele não concedeu este direito aos membros da Igreja aos quais perseguia implacavelmente sem chances de defesa levando-os até à guilhotina vários padres e religiosos com seu ódio patológico a Igreja Católica:




"Não concordo com nem uma das palavras que me dizes, mas lutarei até com minha vida se preciso for, para que tenhas o direito de dizê-las..."



Por fim, destaca-se que Voltaire, em sua vida, também foi "conselheiro" de alguns reis, como é o caso de Frederico II, o grande, daPrússia, um déspota esclarecido.Em 1753, depois de um conflito com o rei, retirou-se para uma casa perto de Genebra. Ali, chocou ao mesmo tempo os católicos (A donzela de Orléans, 1755), os protestantes (Ensaio sobre os costumes, 1756) e criticou o pensamento de Rousseau (Poema sobre os desastres de Lisboa, 1756).Voltaire foi um teórico sistemático, mas um propagandista e polemista, que atacou com veemência alguns abusos praticados pelo Antigo Regime. Tinha a visão de que não importava o tamanho de um monarca, deveria, antes de punir um servo, passar por todos os processos legais, e só então executar a pena, se assim consentido por lei. Porém, usou um peso com duas medidas quando se tratava da Igreja ou dos que lhe contradiziam em suas posições ditas tolerantes.









As ideias presentes nos escritos de Voltaire estruturam uma teoria coerente, mas por vezes contraditória, que em muitos aspectos expressa a perspectiva do Iluminismo.Defendia a submissão ao domínio da lei, baseava-se em sua convicção de que o poder devia ser exercido de maneira liberal e racional, sem levar em conta as tradições.Por ter convivido com a liberdade inglesa, não acreditava que um governo e um Estado liberais, tolerantes fossem utópicos. Não era um democrata, e acreditava que as pessoas comuns e religiosas sem exceções estavam curvadas ao fanatismo e à superstição.Assim, Voltaire transformou-se num perseguidor ácido dos dogmas, sobretudo os da Igreja Católica, que afirmava contradizer a ciência, no entanto, muitos dos cientistas de seu tempo eram padres jesuítas.Sobre essa postura, o catedrático de filosofia Carlos Valverde escreve um surpreendente artigo, no qual documenta uma suposta mudança de comportamento do filósofo francês em relação à fé cristã, registrada no tomo XII da famosa revista francesa: Correpondance Littérairer, Philosophique et Critique (1753-1793). 




Tal texto traz, no número de abril de 1778, páginas 87-88, o seguinte relato literal de Voltaire:


"Eu, o que escreve, declaro que havendo sofrido um vômito de sangue faz quatro dias, na idade de oitenta e quatro anos e não havendo podido ir à igreja, o pároco de São Suplício quis de bom grado me enviar a M. Gautier, sacerdote. Eu me confessei com ele, se Deus me perdoava, morro na Santa Religião Católica em que nasci esperando a misericórdia divina que se dignará a perdoar todas minhas faltas, e que se tenho escandalizado a Igreja, peço perdão a Deus e a ela. Assinado: Voltaire, 2 de março de 1778 na casa do marqués de Villete, na presença do senhor abade Mignot, meu sobrinho e do senhor marqués de Villevielle. Meu amigo."




Este relato foi reconhecido como autêntico por alguns, pois seria confirmado por outros documentos que se encontram no número de junho da mesma revista, esta de cunho laico, decerto, uma vez que editada por Grimm, Diderot e outros enciclopedistas.





O QUE POUCA GENTE SABE SOBRE O CONTRADITÓRIO VOLTAIRE:


1)- De fato, Voltaire se confessou, como conta esse documento. Só que, depois, ele melhorou de saúde e voltou a atacar a Igreja.Há uma tendência sentimental em pretender que todos os inimigos da Igreja, na ultima hora, se salvem.Creio bem que grande número de pessoas se salva na hora da morte, pela misericórdia de Deus, que é infinita. Tendo até a considerar que o número dos que se salvam é bem maior do que normalmente se pensa. Mas, no caso de Voltaire, isso não foi tão piedoso como diz o documento citado.Quando Voltaire melhorou de saúde, após a sua confissão, ele voltou a todas as suas infâmias. Estando de novo à morte, os seus companheiros de sacrilégios impediram que ele se confessasse de novo. Consta então que ele teve morte desesperada. Oxalá que ele, de fato, tenha se arrependido e que Deus o tenha salvo.



2)- Voltaire, que os maçons e iluministas citam como defensor da LIBERDADE, era sócio de comerciantes que faziam o comércio negreiro. Logo Voltaire, o campeão da LIBERDADE !!! ???



3)- VOLTAITE ESCREVEU: "Descendo sobre este montículo de lama e não tendo maiores noções a respeito do homem, como este não tem a respeito dos habitantes de Marte ou de Júpiter, desembarco às margens do oceano, no país da Cafraria, e começo a procurar um homem. Vejo macacos, elefantes e negros. Todos parecem ter algum lampejo de uma razão imperfeita. Uns e outros possuem uma linguagem que não compreendo e todas as suas ações parecem igualmente relacionar-se com um certo fim. Se julgasse as coisas pelo primeiro efeito que me causam, inclinar-me-ia a crer, inicialmente, que de todos esses seres o elefante é o animal racional. Contudo, para nada decidir levianamente tomo filhotes dessas várias bestas. Examino um filhote de negro de seis meses, um elefantezinho, um macaquinho, um leãozinho, e um cachorrinho. Vejo, sem poder duvidar, que esses jovens animais possuem incomparavelmente mais força e destreza, mais idéias, mais paixões, mais memória do que o negrinho e que exprimem muito mais sensivelmente todos os seus desejos do que ele. Entretanto, ao cabo de certo tempo, o negrinho possui tantas idéias quanto todos eles. Chego mesmo a perceber que os animais negros possuem entre si uma linguagem bem mais articulada e variada do que a dos outros animais. Tive tempo de aprender tal linguagem e, enfim, de tanto observar o pequeno grau de superioridade que a longo prazo apresentam em relação aos macacos e aos elefantes, arrisco-me a julgar que efetivamente ali está o homem. E forneço a mim mesmo esta definição: O homem é um animal preto que possui lã sobre a cabeça, caminha sobre duas patas, é quase tão destro quanto um símio, é menos forte do que outros animais de seu tamanho, provido de um pouco mais de idéias do que eles e dotado de maior facilidade de expressão. Ademais, está submetido igualmente às mesmas necessidades que os outros, nascendo, vivendo e morrendo exatamente como eles. Após ter passado certo tempo entre essa espécie, desloco-me rumo às regiões marítimas das Índias Orientais. Surpreendo-me com o que vejo: os elefantes, os leões, os macacos e os papagaios não são exatamente como eram na Cafraria; mas o homem, esse parece-me absolutamente diferente. Agora são homens de um belo tom amarelo, não possuem lã, mas têm a cabeça coberta de grandes crinas negras. Parecem ter sobre as coisas idéias totalmente contrárias às dos negros. Sou, portanto, forçado a mudar minha definição e a classificar a natureza humana sob duas espécies: a negra com lã e a amarela com crina. Mas, na Batávia, em Goa e em Surata, ponto de encontro de todas as nações, vejo uma grande multidão de europeus. São brancos, não possuem lã ou crina, mas cabelos louros bem soltos e barba no queixo. Mostram-me também muitos americanos, que não possuem barba. Eis minha definição e minhas espécies de homem bastante ampliadas. Em Goa encontro uma espécie ainda mais singular do que todas essas. Trata-se de um homem vestido com uma longa batina negra, dizendo-se feito para instruir os outros. Todos esses homens que vedes, diz-me ele, nasceram de um mesmo pai. E, então, conta-me uma longa história. No entanto, o que diz esse animal soa-me bastante suspeito. Informo-me se um negro e uma negra, de lã negra e nariz chato, engendram algumas vezes crianças brancas, de cabelos louros, nariz aquilino e olhos azuis, se nações imberbes vieram de povos barbados e se os brancos e as brancas engendraram povos amarelos. Respondem-me que não, que os negros transplantados, por exemplo, para a Alemanha continuam produzindo negros, a menos que os alemães se encarreguem de mudar a espécie, e assim por diante. Acrescentam que um homem instruído nunca diria que as espécies não misturadas degeneram, a não ser o Padre Dubos, que disse tal besteira num livro intitulado Reflexões sobre a Pintura e sobre a Forma etc. Quer me parecer que agora estou muito bem fundamentado para crer que os homens são como as árvores: assim como as pereiras, os ciprestes, os carvalhos e os abricoteiros não vêm de uma mesma árvore, assim também os brancos barbados, os negros de lã, os amarelos com crina e os homens imberbes não vêm do mesmo homem... " (Voltaire, Tratado de Metafísica, cap. I (Os Pensadores). São Paulo: Abril, 1978, p.62,63).




Obs: Eis aí, uma "boa" contribuição do Iluminismo ao racismo.





 Fontes: Wikipedia e Montfort
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