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Ressurreição ou Reencarnação ? Em que acreditar ?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 22 de outubro de 2012 | 19:28



Diante do número cada vez maior dos templos espíritas e de adeptos do Espiritismo e da Umbanda, somos cada vez mais indagados sobre uma questão fundamental:

Quem tem razão? O médium, que fala de suas experiências sobre reencarnação e espíritos de mortos, ou o cristão, que acredita na esperança de ser ressuscitado revelada nas escrituras Sagradas e na Tradição Cristã bimilenar ?

É o que busca responder este artigo:


A doutrina da reencarnação foi introduzida no ocidente através de organizações ocultistas como a Sociedade Teosófica e a Ordem Rosacruz, além de várias outras de menor relevância, como o kardecismo, originário da França.

A Bíblia não trata explicitamente desta questão. As escrituras porém afirmam que no fim dos tempos, todos os homens serão julgados e que existirão apenas dois vereditos possíveis neste julgamento: a segunda morte, ou seja, o inferno, e a ressurreição para uma vida eterna. (João 5:28-29)


Afirma ainda que cada pessoa morre apenas uma vez, e logo após vem o juizo (Hebreus 9:27).

Entretanto, muitos reencarnacionistas argumentam que este verso não nega a reencarnação do espírito, apenas constata a ordem natural da morte, que ocorre uma única vez durante a vida de uma pessoa.
Segundo o ocultismo, o homem é dotado de duas dimensões essenciais: a personalidade, ou dimensão inferior, que desaparece após a morte física do indivíduo, e a individualidade, ou dimensão superior, que é o espírito imortal, que reencarna a cada existência.

Os reencarnacionistas citam passagens bíblicas como o célebre diálogo entre Jesus e Nicodemos, como comprobatórias da existência da reencarnação.

O cristianismo porém não reconhece esta interpretação para João 3:3, que se refere na verdade ao renascimento dos salvos em Cristo e à obra regeneradora do Espírito Santo em suas vidas.

DETALHE: Jesus jamais ensinou a doutrina da reencarnação, mas a ressurreição (Mateus 22:23-32)

Entre os judeus, podemos perceber que haviam aqueles que não criam na ressurrreição do corpo, conforme Salmos 88, Jó 7:9, embora Deus já houvesse anunciado a Ezequiel (37:12-14), a Isaías (26:19) e a Daniel (12:2)  que ressuscitaria os mortos.

No tempo de Jesus, também os saduceus não criam na ressurreição. Quando arguído por Nicodemos sobre o “nascer de novo”, Jesus respondeu claramente que e que “se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3:5) e que “o que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:6). Jesus portanto não ensinou de forma alguma que para entrar no reino de Deus é necessário re-encarnar, ou seja renascer na carne.


Ao contrário, Ele ensina que é necessário um renascimento espiritual, através da “água e do Espírito”. Este renascimento espiritual, ensinam as escrituras, jamais pode ser alcançado pelo esforço próprio do homem, mas apenas pela graça de Deus, mediante a fé em Cristo.

Os reencarnacionistas  têm citado também indevidamente outros textos bíblicos, como os que envolvem as figuras de João Batista e Elias (Malaquias  4.5; Mateus 11.14; 17.10-13 e Lucas 1.15-17), como prova de que a reencarnação faz parte das doutrinas cristãs.


Quando Jesus afirmou que “Elias já veio” (Mateus 17.12) e que “ele é o Elias que havia de vir” (Mateus 11.14), estava dizendo que Elias não ressuscitara como todos esperavam (mesmo porque não morrera, mas fora transladado ao céu), mas que João Batista desempenhara o papel de precursor do Messias, com a mesma coragem, virtude e espírito de Elias.


Isto é uma confirmação do testemunho do evangelista, em Lucas 1:17, e tem um sentido semelhante ao de 2 Reis 2:15: “O espírito de Elias repousa sobre Eliseu”.  Esta declaração foi proferida pouco tempo depois de Elias ter sido arrebatado ao céu num redemoinho (v.11).

O próprio João Batista negou ser ele a reencarnação do profeta Elias:

“Perguntaram-lhe [a João Batista]: Então quem és? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta?  Não.  Disseram-lhe pois: Quem és? para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes de ti mesmo? Eu sou a voz do que clama no deserto. Endireitai o caminho do Senhor.” (João 1.21-23).

Outra alegação infundada dos defensores da doutrina da reencarnação, é que  ela sempre fez parte da crença cristã, desde os seus primórdios, e que foi posteriormente suprimida pela Igreja Católica:

1)- Contrariamente ao que muitos reencarnacionistas afirmam, o V Concílio Ecumênico de Constantinopla II, de 553, jamais debateu a doutrina da reencarnação.

2)- Não há em nenhuma de suas atas referência a esta doutrina. Deve ser ressaltado também que nenhum dos demais concílios doutrinários da Igreja Católica sequer registraram qualquer condenação sobre a doutrina da reencarnação, simplesmente porque ela nunca foi ponto de fé dos cristãos.

3)- O que ocorreu em Constantinopla com relação a este assunto, é que, por volta de 543, foi promulgado um édito, por Justiniano, condenando dez princípios da doutrina de Orígenes, inclusive o da preexistência da alma. Justiniano decretou um “anátema para Orígenes... e para todos os que assim pensarem” (“The Anathematisms of the Emperor Justinian against Origen” em Nicene and Post-Nicene Fathers 2ª série). O édito, assinado por todos os bispos, foi simplesmente ratificado pelo concílio de Constantinopla, em 553 e depois aprovado pelo papa Virgílio. O fato de haver sido tratado como matéria secundária neste concílio, denota a importância também secundária deste assunto para a própria Igreja.

4)- Orígenes, um dos chamados Pais da Igreja, é apontado como um dos defensores da doutrina reencarnacionista, conforme escreveu em seus De Principiis: “cada alma... vem a este mundo fortificada pelas fraquezas ou vitórias da vida anterior. Seu lugar neste mundo, como um vaso escolhido para honrar ou desonrar, é determinado pelos seus méritos ou deméritos. Seu trabalho neste mundo determina a sua vida num mundo futuro”.

5)- Entretanto, é necessário notar que Orígenes foi grandemente influenciado por uma corrente doutrinária originária dos filósofos neoplatônicos e do gnosticismo pagão. Esta corrente procurou fundir os ensinamentos cristãos com a sua doutrina, criando o que muitos chamam de cristianismo esotérico ou gnosticismo cristão. Esta corrente entretanto era minoritária, e jamais representou a doutrina dominante no cristianismo primitivo. Muitos judeus místicos também acreditavam na doutrina da reencarnação, daí a pergunta feita a João Batista: “És tu Elias?”. Do mesmo modo entretanto, esta corrente era também minoritária dentro do judaísmo e não representava a ortodoxia da religião judaica.

6)- O próprio Orígenes nega posteriormente a idéia da reencarnação, quando discutiu com a igreja se João Batista era ou não Elias que voltara:

“Aqui não me parece que por Elias se expressa a alma, ou cairei no dogma da transmigração, que é contrário à Igreja de Deus, que não foi transmitido pelos apóstolos nem é encontrado nas Escrituras”.

7)- Orígenes rejeita a reencarnação porque ela conflita com a idéia cristã do julgamento final.

“Como poderia haver um fim”, pergunta ele, “se as almas estão continuamente cometendo atos que as obrigarão a retornar à terra para redimi-los?”

Ele conclui que o anúncio de um Juízo Final existente nas Escrituras, deve portanto  “abolir a doutrina da transmigração”. (Commentary on Matthew 13.1, em The Ante-Nicene Fathers )

Por séculos a fé de milhões de cristãos se baseou apenas na ressurreição e não na reencarnação:

Todos os documentos antigos de escritores cristãos antes desse concílio mencionam como base de sua fé certeza da ressurreição. Esses mesmos escritores rechaçaram fortemente a idéia da reencarnação, doutrina que é simplesmente alheia à fé cristã, originária de filosofias pagãs egípcias, babilônicas e hindus.

Existe entretanto um conflito essencial entre as doutrinas orientais e ocidentais quanto à reencarnação. Enquanto aquelas afirmam que a individualidade é impermanente, sendo absorvida pelo Eu Superior, as doutrinas espíritas afirmam que a individualidade é preservada e permanece ao longo de múltiplas vidas.

A Bíblia afirma claramente que:

“Vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão:os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.” (João 5:28:29)

A ressurreição dos mortos é uma verdade bíblica e segundo ela, todos aqueles corpos, ressuscitarão um dia na forma de forma gloriosa, como o Cristo Ressuscitado, o primogênito da Criação e como Maria, que já gozam desta prerrogativa.

Este corpo físico não é, como muitos supõem, feito da mesma matéria carnal que um dia existiu no mundo, mas de uma matéria mais sutil,  incorruptível e imortal,ou seja, de forma gloriosa, conforme demonstra Jesus ressuscitado e conforme ensina o apóstolo Paulo.(1 Coríntios 13:53-54)

O QUE DIZ A DOUTRINA RE-ENCARNACIONISTA:



O problema das doutrinas reencarnacionistas é que elas incorrem em um equívoco conceitual básico, ao confundir evolução e iluminação espiritual com salvação.

Segundo estas doutrinas, o indivíduo se liberta do ciclo das múltiplas vidas unicamente por seu próprio esforço, através de disciplinas espirituais diversas.

Entretanto, ainda que tal evolução existisse, ela não poderia garantir a salvação espiritual, no sentido de restabelecimento da comunhão original do homem com Deus.

O espírito pode evoluir espiritualmente, mas jamais poderá por seu próprio esforço se unir a Deus, se não for pela vontade de Deus, pois Ele conhece seus verdadeiros filhos e a eles elegeu, desde o princípio dos tempos para a salvação.

O erro fatal das doutrinas reencarnacionistas é que, embora reconheçam a queda espiritual do homem e a separação entre o homem e Deus que ocorreu em decorrência dela, rejeitam a noção de pecado.

Rejeitam também o fato de que por causa do pecado, todos os homens estavam condenados à morte, não fosse o sacrifício vicário de Jesus, ao derramar seu sangue justificador perante Deus, por todos os homens.

A salvação é em essência uma prerrogativa concedida pela Graça e pelo amor de Deus aos homens. Enganam-se portanto aqueles que julgam que o caminho do conhecimento e da disciplina espiritual, que conduz aos mais elevados estados de consciência possíveis ao homem, é o mesmo que conduz à sua salvação espiritual.

O resultado da realização espiritual, buscada através das doutrinas orientais, é na verdade um estado altamente sofisticado da consciência, sintetizado no conceito do Eu Superior, no qual o indivíduo tem uma sensação temporária de absoluta comunhão com o todo.

Este entretanto não é o verdadeiro caminho da salvação e ao invés de aproximar o seu seguidor de Deus, o afasta ainda mais de sua comunhão, pois gera uma orgulhosa indepedência, voltando à mesma tentação inicial do Gênesis:  “Sereis como Deus...”

São portanto caminhos bastante diversos:

1)- A salvação é concedida aos que trilham o caminho inverso, ou seja, o da contrição, o da humildade intelectual e o da plena rendição à vontade de Deus.

2)- Alcançam a salvação não aqueles que julgam poderem salvar a si mesmos, mas aqueles que se colocam nas mãos amorosas e poderosas de Deus para serem espiritualmente justificados, regenerados e santificados pelo poder do seu Espírito.

3)- Isto não significa entretanto que o indivíduo não tem nenhuma participação na conquista de sua salvação, pois os que são salvos em Cristo recebem por ele um dom, o do renascimento  pela água e pelo Espírito, e são transformados, por esse dom, em novas criaturas.

4)- A sua santificação porém não é uma decorrência natural deste renascimento, mas deve ser buscada a cada dia, através da obediência à vontade de Deus. Se antes esta obediência era impossível à carne, agora ela é possível pois habita naquele que é salvo o Espírito Santo de Deus.

5)- É unicamente através da ação deste Espírito de Deus que o indivíduo pode vencer a corrupção e as deficiências de sua própria natureza e ser santificado.O contrário é mero Pelagianismo.

6)- Além disso, embora as Escrituras ensinem este paradoxo, não são apenas nossas boas obras que nos salvam, mas a graça de Deus, através da fé; por outro lado também ensina que esta mesma graça nos dignifica e nos constrange a fazer as boas obras, para as quais fomos salvos. Como a árvore se conhece por seus frutos, estas obras são portanto a única evidência exterior de salvação espiritual. Nem todos os que produzem boas obras são salvos, mas todo aquele que é salvo produz bons frutos; “um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um.” (Mateus 13:8)

7)- O espírito do cristão evolui assim, através da obra santificadora de Deus e cresce em conhecimento, em santidade, em amor, em justiça e em comunhão com Deus; por obra e graça do próprio Deus, que a seus amados revela a Verdade e concede a plenitude do gozo desta comunhão, que flui incessantemente do seu infinito amor.

8)- A grande diferença entre a idéia de evolução espiritual das doutrinas reencarnacionistas e o processo de restauração espiritual pregado pelo cristianismo, é que as religiões orientais crêem que esta evolução se dá através de um processo natural  operado pelo próprio indivíduo, enquanto que Cristo ensina que o crescimento espiritual é um processo totalmente sobrenatural e revolucionário, operado unicamente pelo poder de Deus.

9)- Para o cristão entretanto, a discussão sobre reencarnação não tem a importância crucial que lhe é dada pelas doutrinas espiritualistas, pois uma vez que a Bíblia traz os ensinamentos essenciais para a redenção espiritual humana e não aborda este explicitamente o assunto, pode-se concluir que ou se trata de uma falsa doutrina ou de um conhecimento sem importância para nossa real condição espiritual.

Os defensores da doutrina da reencarnação presumem poder julgar a própria justiça divina e afirmam ser mais justa esta concepção do processo de evolução espiritual humana, em relação à concepção cristã de que vivemos apenas uma única vida.

Este julgamento porém se baseia apenas na visão humanista de justiça e não na palavra de Deus.

Muitos fatos que nos parecem injustos e que aparentemente somente poderiam ser explicados pela doutrina da reencarnação, como a morte de crianças e as deformações biológicas congênitas, são perfeitamente explicáveis pelo cristianismo.

A condição degenerada da natureza humana, causada pelo pecado, é a única causa destas aberrações e fatalidades, que surgem da mesma forma como nascem as pessoas de caráter maléfico e aquelas que não amam a Deus.

Deus não é menos justo por tolerar esta condição da natureza humana pois ofereceu ao homem, desde o princípio dos tempos, a oportunidade de se regenerar e amou o mundo de tal maneira a oferecer o seu próprio filho como sacrifício vivo para esta redenção.

Jesus afirmou que chegará o dia, no fim dos tempos, da separação do joio e do trigo, quando então o mundo será inteiramente restaurado e todo o mal extirpado definitivamente, e entenderemos tudo que aparentemente parece-nos ilógico.

Fundamentar a vida espiritual na doutrina da reencarnação, cuja origem remonta às antigas religiões e filosofias que negam a existência de Deus, é para muitos na verdade uma justificativa para sua acomodação existencial, para a sua indolência espiritual e moral, bem como para uma recusa tácita em se render perante a soberania divina e para não lutar por sua santificação.

Confiantes em que terão uma nova chance em uma outra existência, não se dão conta  de que está próximo o advento do Senhor Jesus, e que Ele os encontrará espiritualmente nus e despreparados para o Reino de Deus.Isto é abusar da misericórdia divina, que perdoou a pecadora pública, mas disse-lhe em seguida: “Vais e não peques mais...”

Não há porque confundir as duas doutrinas:

Ressurreição é doutrina cristã; reencarnação é doutrina espírita. São caminhos que não se cruzam, mas como que, água e óleo não se juntam e se excluem.

A doutrina ou teoria do Espiritismo está contida no Livro dos Espíritos, escrito pelos “espíritos”, com 1009 quesitos, e em outros livros de autoria de Allan Kardec.

As doutrinas básicas do Cristianismo estão detalhadas na Bíblia Sagrada, regra de fé e prática dos cristãos, escrita sob inspiração divina.

A Bíblia é a palavra de Deus. O Cristianismo é único, exclusivo, e não se confunde com qualquer outra religião não cristã. Somente os que seguem o caminho e doutrina pregada por Cristo podem ser considerados cristãos.

Reencarnação:

Reencarnação é a volta do espírito ao plano material. Quando o homem morre, o corpo desce à sepultura e o espírito segue para o mundo espiritual. A doutrina da reencarnação sustenta que o espírito retorna à vida terrena, em novo corpo, tantas vezes quantas sejam necessárias.

O objetivo desse retorno “é fazê-los chegar à perfeição” e proporcionar um “melhoramento progressivo da Humanidade”.

“As reencarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porque o progresso é quase infinito” (Quesitos 132, 167 e 169 do Livro dos Espíritos).

Ressurreição:

De acordo com o ensino da Bíblia Sagrada, só há uma separação corpo- e alma-espiritual, pois o homem só morre uma vez:
“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hebreus 9.27-28).

Como vimos, o homem morre,recebe o julgamento imediato apenas na alma espiritual e fica aguardando julgamento final no corpo e alma.Haverá porém, um dia em que todos serão julgados definitivamente em corpo e alma após a ressurreição final.

O Senhor Jesus ensinou que o injusto, quando morre, vai para um lugar de tormentos, e o justo, para um lugar de paz. Tal ensino está na parábola do rico e Lázaro (Lucas 16.19-31).

Aqueles que mesmo com a Salvação garantida, ainda não estão totalmente purificados irão para o purgatório.O ensino sobre o purgatório está implícito nas seguintes passagens:

A purificação é necessária para adentrar ao céu: Hb 12,14; Ap 21,27.
Agonia temporária: 1Cor 3,15; Mt 5,25-26.
Cristo pregou para seres espirituais: 1Pd 3,19 (Portanto não podiam estar dormindo como prega a doutrina protestante).
É um estado intermediário de purificação: Mt 5,26; Lc 12,58-59.
É uma realidade entre o céu e a terra: Mt 18,23-25; Lc 23,42; 2Cor 5,10; Fl 2,10; Ap 5,2-3.23.
Graus de expiação dos pecados: Lc 12,47-48.
Alguns pecados são perdoados e outros não serão perdoados nem aqui nem no mundo vindouro: Mt 12,32.
Nada de impuro pode entrar no céu: Ap 21,27.

Salvação, mas como pelo fogo: 1Cor 3,15.


O que se pode concluir é que logo após a morte,de imediato se recebe um julgamento inicial e todos ficam aguardando seja no céu, inferno, ou purgatório  a ressurreição final de julgamento no corpo para a salvação, ou condenação eterna, já que o purgatório é temporário e para penas temporais dos que já estão salvos.

Ressurreição significa a vivificação do corpo morto, não importa quanto tempo esteja nesse estado. Significa o reencontro do espírito com o corpo original:

“E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais pelo seu Espírito que em vós habita” (Romanos 8.11).

Exemplos na Bíblia Sagrada se contrapõem à doutrina da reencarnação:

Ao ladrão que se arrependeu, Jesus prometeu: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23.43).

Esse ladrão pela doutrina espírita tinha motivos de sobra para reencarnar umas mil vezes até se tornar perfeito. Jesus perdoou seus pecados e lhe garantiu a vida eterna.
Moisés e Elias apareceram na transfiguração de Jesus. Nada indica que tenham retornado à vida corpórea para serem purificados. Foram reconhecidos pela fisionomia original.

A reencarnação é uma crença feita à medida da nossa inteligência. A ressurreição é a grande surpresa que Deus faz na história da humanidade. É algo que Deus nos oferece.

A reencarnação é uma crença que tem a sua origem no hinduísmo. Este é uma religião surgida no Oriente, nas margens do rio Ganges, entre 3000 e 1500 a.C.

A reencarnação fundamenta-se na convicção de que os bons são premiados e os maus são castigados. Os hindus crêem que as pessoas voltam a nascer, enquanto não alcançarem a perfeição. São ciclos de vida que se sucedem. Acreditam que as pessoas renascem mais perto ou mais longe da perfeição. Depende se são premiadas ou castigadas pelo seu comportamento anterior.

Mas a crença na reencarnação também existe no Ocidente. Nestes últimos tempos tem sido bastante divulgada por alguns grupos religiosos ou correntes filosóficas. Contudo, estes grupos põem de lado a noção de prémio e de castigo. Acreditam que a pessoa evolui sempre no sentido da perfeição.

Eles afirmam que a pessoa, passando por vários ciclos de vida, vai sendo cada vez mais perfeita, mais feliz. Para esta crença na reencarnação procura-se hoje fundamentação a partir da ciência.

O grande paradoxo da Ressurreição Cristã:

A ressurreição é o acontecimento fundamental da vida de Jesus, juntamente com a sua morte. Quando os habitantes de Jerusalém viram Jesus morrer na cruz e ser sepultado, pensaram que tudo tinha terminado. Uns esfregavam as mãos de contentes.

Outros pensavam: Afinal este homem só nos criou ilusões. E cada um começou a preparar-se para regressar à sua aldeia, à vida habitual. Só que uma notícia os sobressaltou a todos: As mulheres encontraram o túmulo vazio! Os panos estavam espalhados no chão! Ainda por cima, nessa altura, eram frequentes os assaltos aos túmulos! Seria possível? Não bastava ter sido condenado e morto, estando inocente! Ainda por cima lhe assaltavam o túmulo? Os discípulos estavam confusos. Sofriam profundamente.

E, a partir daqui, não podemos fazer uma cronologia exata dos acontecimentos. A forma como estão ordenados os textos dos Evangelhos não nos permite tal organização.

Mas sabemos que Pedro e João correram ao túmulo para ver o que se passava (Jo 20, 1-10). Sabemos que Madalena ficou lá a chorar. Que Jesus lhe apareceu. E que ela só O reconheceu quando a chamou pelo nome (Jo 20, 11-18).

Sabemos que apareceu aos discípulos, entrando sem abrir a porta. Deu-lhes a paz e mostrou-lhes que era o mesmo e não outro: Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo (Lc 24,39).


Sabemos que os que iam a caminho de Emaús caminharam uma tarde inteira a conversar com Ele e só à mesa O reconheceram (Lc 24, 13-35). Etc.

Sabemos o que aconteceu antes e depois da ressurreição. Mas não temos nenhum relato da ressurreição. Não, não temos! O Novo Testamento afirma que Jesus ressuscitou; mas não diz como, porque ninguém viu.

Algo de extraordinário aconteceu para  a vida daqueles homens e mulheres dar uma volta de 180° de forma radical e decisiva.

A ressurreição de Jesus é a vitória definitiva sobre a morte e sobre o mal. Jesus ressuscitado está acima do sofrimento e da morte (Rom 6, 9). E quem une a sua vida a Jesus vence o sofrimento e a morte.

Reencarnação e ressurreição são dois caminhos para responder à mesma pergunta. Mas não têm o mesmo valor.

A reencarnação é uma crença feita à medida da nossa inteligência. Todos achamos que é normal irmos progredindo na perfeição pelagiana. E desejamos mesmo esse progresso.

A ressurreição é a grande surpresa que Deus faz na história da humanidade. É algo que Deus nos oferece. É Deus que vem ao nosso encontro.

É o caminho que Deus nos indica. Por isso foge aos nossos esquemas racionais.

É difícil acreditar na ressurreição. Mesmo para os discípulos o foi!!!

No entanto, a ressurreição é um Caminho de Vida, enquanto a reencarnação não passa de uma invencionice humana pseudômona, atribuída a revelações de espíritos que nos conduz ao relaxamento moral, e ao perigoso risco da auto e suficiente salvação sem necessidade da graça de Deus, sempre adiando para depois a nossa conversão, pois com efeito, se sabemos que temos só uma vida e que, ao fim dela, seremos julgados por Deus, procuramos converter-nos antes da morte suplicando a graça de Deus.

Pelo contrário, se imaginamos que teremos milhares de vidas e reencarnações, então não nos veríamos impelidos à conversão imediata. Como um aluno que tivesse a possibilidade de fazer milhares de provas de recuperação, para ser promovido, pouco se importaria em perder uma prova, pois poderia facilmente recuperar essa perda em provas futuras.

Portanto, a reencarnação impele mais à imoralidade do que à virtude,e o resultado está ai em nossa sociedade depravada e voltando à barbárie.





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Anônimo
24 de dezembro de 2012 09:48

Realmente a questão está lançada:

Quem tem razão? O médium, que fala de suas experiências sobre reencarnação e espíritos de mortos, ou o cristão, que acredita na esperança de ser ressuscitado revelada nas escrituras Sagradas e na Tradição Cristã bimilenar ?

Eu prefiro ficar com a palavra de Deus que nega a re-encarnação, pois está escrito:

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hebreus 9.27-28).


Eduarda - Mossoró-RN

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CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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