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O Bispo de Guarulhos, D. Luiz Gonzaga Bergonzini"A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os bispos"-"A CNBB não é a Igreja Católica".

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 3 de junho de 2012 | 01:10




O Bispo de Guarulhos, D. Luiz Gonzaga Bergonzini, fez recentemente esta declaração:

"A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os bispos". Ele está coberto de razão. Já dissemos isto quando tratamos da natureza jurídica eclesiástica e limites de competência da CNBB, no artigo "A CNBB não é a Igreja Católica".

Com efeito, cada Bispo, Arcebispo ou Cardeal que compõe em nosso país a Sagrada Hierarquia da Igreja Católica, mantém relação de vinculação hierárquica direta com o Sumo Pontífice sem interposição de nenhuma instituição eclesiástica intermediária brasileira.

Conforme o Decreto nº 7.107, de 11-2-2010, que regula o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, "a Santa Sé é a suprema autoridade da Igreja Católica, regida pelo Direito Canônico". E a CNBB é apenas um ente burocrático, um órgão de apoio, uma instituição eclesiástica sem nenhum poder de mando sobre os bispos.


Mesmo estando a declaração de D. Bergonzini de acordo com a realidade do plano jurídico civil e eclesiástico, soou como se fosse uma afirmação surpreendente e inédita, como uma afronta ao que supostamente seria a chefia da Igreja Católica no Brasil.

Até aqui nenhum dos integrantes ousara questionar tão abertamente as orientações do órgão colegial episcopal, que se valeu durante décadas de uma autoridade fictícia, de uma enorme capacidade de pressão sobre a maioria dos bispos, e de uma eficiente transmissão ao público brasileiro de uma imagem equivocada e supervalorizada.

Vamos aos fatos:

D. Bergonzini escreveu o artigo "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Mc 12,17)" que foi publicado na Folha Diocesana de Guarulhos do mês de julho/2010 e no site da CNBB. O mesmo foi depois censurado e retirado do site da CNBB. Nele D. Bergonzini afirmou que é dever da Igreja intervir no cenário político-eleitoral convidando os fiéis a não votar em partido ou candidato que desrespeite a vida (aborto) e os valores familiares.[1]

E apontou o Partido dos Trabalhadores (PT) — que apoiou o péssimo 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) e puniu os deputados petistas Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem defensores da vida — como sendo um partido que se posicionou de modo público e notório contra os valores da vida e da família.[2]
ARTIGOS DE INTERESSE RELACIONADOS:
O jornalista J. Martins entrevista o editor de Sacralidade sobre a CNBB, esquerda católica, reforma agrária e invasões rurais – Jomar Martins – 19 outubro 2009
Nota do Editor de Sacralidade a respeito da natureza jurídica eclesiástica e limites de competência da CNBB – André F. Falleiro Garcia – 07 março 2010
Os problemas criados “na” e “pela” CNBB , como a nova Campanha da Fraternidade e recente “Análise de conjuntura”, pedem uma atitude da Santa Sé para coibir abusos e desvios – Percival Puggina – 07 março 2010
Leigo atuante em movimentos da Igreja Católica manifesta consternação e tristeza pelos reiterados equívocos da CNBB – Percival Puggina – 06 março 2010
O eco-socialismo expresso em Novena de Natal pelo Instituto de Pastoral Regional da CNBB – Klauber Cristofen Pires – 22 dezembro 2009
Toffoli foi aprovado no Senado para ocupar vaga no STF. Seu currículo abortista e favorável ao "casamento" homossexual foi abonado por Dom Dimas, secretário-geral da CNBB – Paulo Roberto Campos – 28 outubro 2009


Por Reinaldo Azevedo

Há muito tempo eu acho que os padres devem se ocupar menos das coisas dos homens e mais das coisas de Deus. Fosse assim, como digo, dom Leonardo Steiner, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), teria sabido, nem que fosse por obrigação burocrática, fingir a indignação que parece não ter conseguido sentir com as declarações de Eleonara Menicucci, nova ministra das mulheres. Dom Leonardo decidiu, como se diz, pôr panos quentes na polêmica.

Recorrerei a uma imagem forte para encarecer o meu desagrado. Sempre que, na defesa de Deus, alguém decide transigir, quem sai ganhando é o diabo, não é, bispo?

No caso, dadas as palavras de dom Leonardo, o rabudo avançou um pouco. Há muito tempo a CNBB, excetuando-se alguns de seus membros, é uma espécie de sindicato de esquerda dentro da Igreja Católica no Brasil.


À medida que a CNBB foi se tornando um sindicato laico, a Igreja foi perdendo importância no país.

Leiam o que disse o bispo:

“[O posicionamento de Menicucci] incomodou muita gente, não só a CNBB. Mas faço distinção: ela fez um pronunciamento pessoal. Depois disse que não era a posição do governo. Gostaríamos de reafirmar que a questão do aborto não pode ser entendida como questão ideológica. Nós colocamos com o sentido de vida humana.”

O que é que é, bispo: Que nhenhenhém é esse aí?


Teologia assim já encontrei melhor até em Gilberto Carvalho, eminência! É uma fala ridícula! Quem disse que se trata de matéria ideológica? É claro que não é!


Como católico, fico muito envergonhado quando vejo uma autoridade religiosa com preguiça teológica, preferindo, ele sim, exercitar ideologia, num movimento óbvio de defesa do governo.


Ora, não por acaso, dom Leonardo repete o sentido das palavras perturbadas de Eleonora:

 “O aborto, como sanitarista, tenho que dizer, ele é uma questão de saúde pública, não é uma questão ideológica. Como o crack, as drogas, a dengue, o HIV, todas as doenças infectocontagiosas”.


Uma pergunta a dom Leonardo:

Quem, afinal de contas, nesse debate NÃO “coloca” o aborto “com o sentido da vida humana”?


Só há uma resposta: os que defendem a prática, certo? Ou será, eminência, que aqueles que são contrários à descriminação é que terão agora de demonstrar que o fazem porque preocupados com a vida humana???


De novo, uma imagem forte, meu senhor, só uma imagem: um dos truques do chifrudo é fazer com que os defensores da retidão da doutrina passem por furiosos para que, então, os furiosos possam assumir o lugar dos mansos de espírito.


Ah, sim!

Dom Leonardo falou sobre a tal Lei da Ficha Limpa, cujo destino será selado hoje no STF, com a provável aprovação do texto, uma óbvia aberração jurídica, muito apreciada também pela imprensa. Segundo ele, seria um “presente para a sociedade”.


A CNBB deveria se ocupar menos dos aspectos da vida civil e mundana e se ocupar com mais energia dos fundamentos do catolicismo.


Vale dizer: deve se preocupar menos com ideologia e mais com Teologia e  religão.


Por Reinaldo Azevedo


CNBB e política

De: fernando nunes dos santos
Enviada em: Sexta-feira, 21 de Maio de 2004
Localidade: Montes Claros, MG
Religião: Católito Romano
Idade: 21
Escolaridade: cursando nível superior
Profissão: historiador

Lí um de seus artigos, onde fica clara uma postura concervadora, e diria até reacionária quando da discursão do envolvimento da CNBB com a política e as questões sociais. Diante disso gostaria eu de perguntar-vos:

1) Vocês acham que seria moralmente ético e cristão, um orgão da relevância social da CNBB não se colocar ao lado dos mais pobres e marginalizados de nossa sociedade??????

2) O que no artigo é tratado como "marxismo" não seria na versade "cristianismo".

3) O concílio Vaticano II não deixou claro a sua opção teológica e evangélica pelas questões que afetam o homem??? e no brasil o que mais afeta a sociedade se não a questão da terra e a exclusão social. Isso pra não falar daqueles que nem têm o privilégio de serem explorados pelo sistema vigente, pois se encontram totalmente excluídos.

4) Vocês não acham que a questão moral e espiritual, já é uma obrigação de todo o cristão,, assim como a luta contra o pecado???? e que a CNBB deve se preocupar tambem com outros problemas de curnho mais sociais??????????

Resposta
Prezado Professor Fernando, salve Maria !

O senhor começa sua carta considerando a posição que assumo como "uma postura concervadora, e diria até reacionária" .

Permita-me dizer-lhe que essas qualificações são as usadas pelo jargão político revolucionário, e diria até marxistóide.

E lhe peço que não se ofenda por isso, pois foi o senhor quem começou sua missiva com etiquetas políticas.

Seria precipitação minha desconfiar que o senhor é favorável à Teologia da Libertação já condenada pelo Vaticano?

Pois são os católicos adeptos da Teologia da Libertação que falam de marginalizados e excluídos, entendendo por esses termos os que eles consideram, com Marx, os "explorados".

Espantaria eu ao senhor se lhe dissesse que, como católico que apoio a condenação papal à marxista Teologia da Libertação, me sinto, muitas vezes, "excluído" e "etiquetado"?

A CNBB é um órgão episcopal e, como tal, deve ocupar-se principalmente de questões religiosas.

Isso não excluiria que ela se preocupasse com as necessidades reais dos pobres. Mas jamais exclusivamente e nem mesmo principalmente. Jamais revolucionária e demagogicamente, como em geral ela o faz, a ponto de muitos a terem como um organismo ou um partido político...E de esquerda.

O que se vê é a CNBB tratar quase que só de política e de economia, como se ela fosse um órgão especializado em questões econômicas, financeiras e sociais.

O que é inteiramente fora de suas atribuições eclesiásticas.

A CNBB não tem autoridade especial nenhuma em campo político e econômico, e ela fala mais de salário do que de pecado pessoal. Trata mais da terra do que do céu. Mais trata de política do que de religião ou de moral.

E isso é um abuso e um desvirtuamento de suas funções episcopais.

Por exemplo.

O Papa, há mais de um ano, determinou que se recolocassem os confessionários nas igrejas.

A CNBB tratou disso? Tratou de fazer aplicar esse decreto do Papa?

Claro que não. Nem deu, e nem dá, a menor importância ao que o Papa mandou ou manda.

Nada mudou quanto aos confessionários, como se o Papa nada tivesse mandado.

Outro exemplo:

O Papa acaba de lançar o decreto Redemptionis Sacramentum, coibindo os imensos e escandalosos abusos que há na Liturgia.

A CNBB se preocupou em coibir os abusos litúrgicos que o Papa condenou?

Pelo contrário, apesar de o Papa ter proibido o leigo de falar na Missa ou haver danças e outras coreografias na Missa, tudo isso continua a ser feito, como se o Papa nada mandasse; como se o Papa não existisse.

Não vi a CNBB dizer nem uma palavra sobre esses abusos.

Não. Devo fazer uma ressalva.

Houve, sim, uma palavra: a do Presidente da Comissão Litúrgica da CNBB, o Senhor Bispo de Chapecó, que ensinou como se poderia passar por cima da proibição do Papa, de que seminaristas fizessem sermão.

Disse o senhor Bispo de Chapecó que bastaria chamar de "pregação" e não de "homilia" o que o seminarista fosse convidado a fazer, na missa, no lugar do sermão do padre celebrante.

É assim que a CNBB orienta como se deve "obedecer" ao que manda o Papa...

E se a CNBB desobedece ou não, dá a menor importância ou atenção ao que manda o Papa, por que razão os fiéis deveriam obedecer as ordens e orientações por vezes bem marxistas da CNBB?

E sobre os marginalizados, a CNBB se preocupa em ensinar-lhes os Mandamentos da Lei de Deus, que proíbe roubar e cobiçar os bens alheios?

Esse sim é que é o dever da CNBB!

Nesses pontos, ela se cala ou recomenda fazer o oposto do que Deus manda.

Veja este exemplo comprovante: Recentemente Dom Tomás Balduíno, um Bispo da Teologia da Libertação, declarou que o MST deveria invadir fazendas produtivas e não as improdutivas. O que é crime previsto até no Código penal e, mais ainda, pela Lei de Deus.

Esse Bispo, que foi, ou é, da Comissão Pastoral da Terra da CNBB -- portanto com autoridade da CNBB -- incentiva o roubo e espoliação. Deste modo, este Bispo, em vez de se preocupar em levar as ovelhas à prática da virtude, as incentiva a violar o que Deus mandou. As incentiva a cometer pecado. Será que é isso o que se entende por ajudar os marginalizados?

É fazendo-os viver à margem da lei de Deus que se os incluirá na sociedade normal?

É isso o que o senhor chama de tomar a posição a favor dos excluídos e marginalizados?

O que seria para o senhor ser marginalizado?


Marxismo não é de modo algum cristianismo. Marxismo é o oposto do cristianismo. E essa sua pergunta revela o senhor como um "comunista de sacristia", isto é, uma vítima da pregação de algum padre comunista que usa a sacristia e o sermão para fazer propaganda soviética.

Não lhe ensinaram, nas sacristias que o senhor freqüenta, que Pio XI condenou o comunismo como "intrinsecamente mau"?

Não leu o senhor que Pio XI, na encíclica Quadragésimo Anno, declarou que ninguém pode ser, ao mesmo tempo, socialista e católico?

Não existe marxismo cristão.

Todo marxismo é condenado.

O que há são falsos cristãos que defendem o marxismo. O que há são comunistas e marxistas travestidos de cristãos.

Repito-lhe o que declarou Pio XI, na Quadragésimo Anno: Ninguém pode ser católico e socialista, ao mesmo tempo.

Já antevejo, porém, o que o senhor talvez me responderá que Pio XI é um Papa ultrapassado.

E isso seria uma nova declaração de apostasia de sua parte, porque o que a Igreja ensina vale para sempre.

A doutrina católica não é evolutiva como a moda.

O senhor me diz um slogan absurdo: o problema do Brasil é o da questão da terra.

No Brasil sobram terras devolutas. O problema do Brasil são os marxistas que fazem agitação.

O problema dos tais "marginalizados" não é o da falta de terra para trabalhar, mas é o da falta de vontade de trabalhar a terra.

O pessoal do MST recebe para invadir terras, e depois muitos deles vendem os lotes recebidos sem lhes ter dado nem um golpe de enxada, e passa para outra invasão, pela qual consta que recebem do governo R$ 16.000,00 para seu assentamento... bem temporário...

Enquanto isso, um trabalhador de verdade, um que labuta em seu emprego, mas que não tem o privilégio dos "marginalizados" e dos "excluídos", esse recebe de salário 260 "irreais" por mês.

O problema do Brasil é o da verdadeira indústria das invasões das terras de quem trabalha, pelos famosos "excluídos", que na verdade são os incluídos em todos os privilégios partidários e revolucionários.

Se o governo destinasse aos operários comuns as verbas polpudas que dá para o MST invadir o que é dos outros -- com as bênçãos da CNBB -- o salário mínimo poderia ser bem mais alto do que é.

Se as CNB's européias, especialmente as instituições religiosas controladas pelos Bispos da Alemanha, dessem suas copiosas verbas, de fato, para os pobres, ajudariam bastante, mas as Conferências Episcopais, desgraçadamente, preferem financiar os movimentos marxistas e revolucionários, mesmo partidários -- os "excluídos" -- do que fazer caridade para com os pobres de verdade.

E isso é um escândalo!!!

Mais: isso é um pecado que clama ao céu.

Você me diz: "Isso pra não falar daqueles que nem têm o privilégio de serem explorados pelo sistema vigente, pois se encontram totalmente excluídos".

Será preciso provar-lhe que o "sistema vigente" inclui os pretensos "excluídos" em seu sistema de verbas partidárias e em seu sistema de Agit-Prop soviético?

Os grandes privilegiados, hoje, pelo sistema vigente, são os agitadores, sob a bandeira vermelha e comunista de "excluídos".

***

Copio sua última pergunta, porque ela revela a sua absoluta ignorância religiosa, que é ainda maior que o número de interrogações que o senhor coloca em seu texto:

"Vocês não acham que a questão moral e espiritual, já é uma obrigação de todo o cristão, assim como a luta contra o pecado???? e que a CNBB deve se preocupar também com outros problemas de cunho mais sociais??????????"

Claro que todo fiel é obrigado a se preocupar com suas atitudes morais. Mas não sabe você que Cristo incumbiu aos Apóstolos que cuidassem da salvação eterna das suas ovelhas? E não com a "bóia" e em dar verbas para arruaceiros e invasores do que é dos outros?

Lendo sua carta fica-se com a impressão que senhor julga que os Bispos da CNBB entendem que os fiéis que eles deveriam pastorear são, para eles, literalmente ovelhas, que eles deveriam engordar. Por isso o senhor se espanta que eu pense, e que eu não faça "Béééé´", para tudo o que alguns marxistas encastelados na CNBB propagam.


Ora, a Igreja deve ser serva de Deus e não do Homem.

Portanto, a CNBB deveria, antes de tudo, preocupar-se com a salvação das almas, coisa que ela praticamente nunca faz, e só depois, e sem aceitar que o homem viva para a terra e para este mundo, fazer caridade, e nunca agitação.

Não sei como o senhor receberá esta carta, que é sincera. Temo que se zangue com meu tom e com minha franqueza, que visa abrir-lhe os olhos, para o que talvez nunca lhe ensinaram.

Caso compreenda minha intenção profunda -- que é a de fazer-lhe bem -- escreva-me, que conversaremos mais longamente.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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