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Principais motivos que tem levado casamentos ao fracasso?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 30 de abril de 2011 | 14:42






"Se o Senhor não edifica a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guarda a cidade, em vão vigia a sentinela." (Salmo 127,1)



Falar sobre as causas que levam um casamento ao fracasso não é um exercício de pessimismo, mas de realismo pastoral. Quando ignoramos os problemas, eles não desaparecem — apenas crescem silenciosamente até se tornarem feridas profundas. Por outro lado, quando temos a coragem de identificá-los com humildade e sinceridade, abrimos também o caminho para a cura, a restauração e o fortalecimento do matrimônio.



Os motivos aqui apresentados não surgem de teorias abstratas ou meras opiniões pessoais, mas da experiência concreta acumulada em aconselhamentos pastorais, na escuta de casais em crise, e também nas observações de terapeutas familiares e psicólogos que lidam diariamente com os dramas e desafios da vida conjugal. São padrões que aparecem com frequência na vida real.




É importante esclarecer: estes fatores não são regras matemáticas ou fórmulas automáticas de sucesso ou fracasso. O casamento é uma realidade humana e espiritual complexa, onde existem histórias, temperamentos, feridas emocionais, virtudes e fraquezas. Contudo, existem comportamentos e atitudes que, quando negligenciados de forma constante, acabam enfraquecendo a relação e, muitas vezes, conduzindo ao desgaste emocional, ao distanciamento afetivo e, em casos extremos, à separação. Talvez alguns dos pontos que serão mencionados pareçam óbvios. 



Muitos casais, ao lê-los, poderão dizer: "Isso eu já sabia." Porém, o grande problema dos relacionamentos não costuma ser a falta de conhecimento, mas a falta de prática das coisas simples e fundamentais. 



São justamente as pequenas negligências diárias, os silêncios não resolvidos, os ressentimentos acumulados e a perda da vida espiritual que, pouco a pouco, corroem aquilo que um dia foi construído com amor e esperança.









Infelizmente, quando esses problemas não são enfrentados a tempo, as consequências costumam ser dolorosas: separações traumáticas, sofrimento dos filhos, desgaste emocional, perdas materiais, feridas psicológicas e, muitas vezes, um sentimento de fracasso e humilhação que poderia ter sido evitado com diálogo, prudência, maturidade e vida espiritual bem cultivada.



Por isso, esta reflexão não tem como objetivo apontar culpados, mas provocar consciência. Não é um texto para julgar casais, mas para ajudá-los a fazer um exame sincero de sua própria relação. Porque a verdade é simples: muitos casamentos não acabam de repente — eles vão se enfraquecendo lentamente quando deixam de ser cuidados.



Para o casal cristão, essa análise deve ser feita ainda com um olhar sobrenatural. O matrimônio não é apenas um contrato social ou uma convivência afetiva: é também uma vocação e, para os cristãos, um verdadeiro caminho de santificação. Isso significa que Deus não deve ser lembrado apenas no dia da cerimônia, mas precisa continuar sendo o fundamento da vida conjugal, nas decisões, nas crises, nos perdões e na perseverança.



A proposta, portanto, é simples: apresentar alguns dos principais fatores que, quando presentes, costumam fragilizar o matrimônio, e ao mesmo tempo apontar atitudes concretas que podem ajudar na reconstrução e no fortalecimento da vida conjugal à luz dos valores cristãos.










A seguir, apresentamos alguns desses motivos (em ordem aleatória), convidando você a fazer uma reflexão honesta: em quais pontos seu matrimônio precisa de mais atenção? E mais importante ainda: o que ainda pode ser corrigido enquanto há tempo?Porque a grande verdade é esta: a maioria dos casamentos não fracassa por falta de amor inicial, mas por falta de cultivo contínuo desse amor.Vamos então aos principais motivos — e também às possíveis soluções à luz da fé cristã.


PRINCIPAIS MOTIVOS QUE TÊM LEVADO CASAMENTOS AO FRACASSO



"Se o Senhor não edifica a casa, em vão trabalham os que a edificam" (Salmo 127,1)



Os fatores abaixo não pretendem esgotar o assunto, mas apontar problemas reais observados em aconselhamento pastoral e na experiência de terapeutas familiares. O objetivo é ajudar o casal a identificar riscos e buscar caminhos concretos de fortalecimento matrimonial.




1º) A COMUNICAÇÃO DO CASAL


O PROBLEMA: Muitos casamentos não acabam por falta de amor, mas por falta de diálogo verdadeiro. O que começa como pequenas falhas de comunicação pode evoluir para distanciamento emocional. Quando o casal para de conversar sobre sentimentos, frustrações e expectativas, surgem interpretações erradas, ressentimentos silenciosos e frieza afetiva. Casais que não dialogam começam a viver como estranhos dentro da mesma casa.



Base bíblica:


-Tiago 1,19: "Seja pronto para ouvir, tardio para falar."

-Provérbios 15,1: "A resposta branda acalma a ira."



SOLUÇÃO:


• Dialogar com respeito

• Escutar com atenção

• Resolver conflitos rapidamente (não prolongar ou negligenciar)










2º) DIFICULDADES FINANCEIRAS


O PROBLEMA:As dificuldades financeiras muitas vezes revelam problemas mais profundos como falta de união, orgulho ou incapacidade de enfrentar dificuldades juntos. O problema raramente é apenas o dinheiro, mas a forma como o casal reage à escassez ou às perdas materiais. Quando falta união, a crise financeira vira crise emocional.




Base bíblica:



-Lucas 14,28: "Quem quer construir calcula primeiro os gastos."

-Romanos 13,8: "Não devais nada a ninguém."




SOLUÇÃO:



• Planejar juntos

• Reduzir gastos

• Manter unidade nas decisões









3º) A DESCULPA DA INCOMPATIBILIDADE



O PROBLEMA: A chamada incompatibilidade muitas vezes é apenas falta de maturidade emocional. Alguns entram no casamento esperando encontrar alguém perfeito ou totalmente adaptado às suas expectativas. Quando descobrem as diferenças naturais, começam as frustrações. Na realidade, o casamento não une pessoas perfeitas, mas pessoas dispostas a crescer.



Base bíblica:


-Colossenses 3,13: "Suportai-vos uns aos outros."



SOLUÇÃO:


• Desenvolver/exercitar a virtude da paciência

• Aceitar diferenças e conviver com elas

• Crescer juntos










4º) FILHOS E EDUCAÇÃO


O PROBLEMA:Muitos conflitos surgem quando os pais não possuem unidade na educação dos filhos. Quando um corrige e o outro desfaz, quando um é rígido e o outro permissivo, instala-se um ambiente de confusão.Filhos não precisam de pais perfeitos. Precisam de pais unidos.


Base bíblica:


-Provérbios 22,6: "Ensina a criança no caminho."

-Efésios 6,4: "Educai-os na disciplina do Senhor."



SOLUÇÃO:


• Unidade nas decisões

• Educação coerente

• Amor com firmeza










5º) CONFUSÃO DOS PAPÉIS NO MATRIMÔNIO


O PROBLEMA: Quando o casamento vira disputa de poder, ele perde sua harmonia. Quando um tenta dominar ou quando ambos competem, nasce o desgaste emocional.O matrimônio não é um campo de batalha. É uma aliança.



Base bíblica:


-Efésios 5,25: "Maridos amai vossas esposas."

-Efésios 5,21: "Sujeitai-vos uns aos outros."



SOLUÇÃO:


• Respeito mútuo

• Cooperação

• Amor sacrificial









6º) INTERFERÊNCIAS EXTERNAS



O PROBLEMA: Quando familiares, amigos ou terceiros têm mais influência que o próprio cônjuge, o casamento perde sua identidade. Isso acontece quando o casal não estabelece limites saudáveis. O casamento precisa ser protegido como prioridade.


Base bíblica:


-Gênesis 2,24: "Deixará pai e mãe."



SOLUÇÃO:


• Estabelecer e negociar limites de interferências

• Proteger a intimidade e privacidade do casal

• Decidir juntos











7º) INDIVIDUALISMO



O PROBLEMA: O individualismo moderno ensina autonomia absoluta, mas o matrimônio ensina comunhão. Quando cada um vive sua própria vida emocional, espiritual e financeira, o casamento vira apenas uma convivência administrativa. O individualismo mata o espírito de família.




Base bíblica:



Filipenses 2,4: "Cuidai também dos interesses dos outros."



SOLUÇÃO:


• Construir projetos comuns

• Desenvolver espírito de equipe

• Cultivar o "nós"









8º) VIOLÊNCIA



O PROBLEMA: A violência destrói a confiança e cria medo dentro do relacionamento. Pode ser física, verbal ou psicológica. Muitas vezes começa com descontrole emocional e evolui para agressões. Onde existe medo, o amor adoece.


Base bíblica:


-Colossenses 3,19: "Não trateis com aspereza."

-Efésios 4,31: "Afaste-se toda ira."




SOLUÇÃO:


• Buscar ajuda

• Controle emocional

• Acompanhamento espiritual











9º) INFIDELIDADE



O PROBLEMA: A infidelidade raramente começa no ato. Começa na distância emocional, na falta de atenção e na negligência afetiva. Quando o vínculo emocional enfraquece, a tentação encontra espaço.


Base bíblica:


-Hebreus 13,4: "O matrimônio seja honrado."

-Mateus 5,28: "Quem olha com desejo já pecou."




SOLUÇÃO:


• Fortalecer amizade conjugal

• Transparência

• Cuidar da intimidade









10º) ALCOOLISMO E DEPENDÊNCIAS


O PROBLEMA: As dependências químicas destroem a estabilidade emocional e a confiança. O dependente muitas vezes não percebe o quanto sua atitude está ferindo a família. O vício nunca atinge apenas a pessoa. Atinge toda a família.



Base bíblica:


-Provérbios 20,1: "O vinho provoca contendas."



SOLUÇÃO:


• Reconhecer o problema

• Buscar tratamento

• Apoio espiritual














11º) FALTA DE PERDÃO



O PROBLEMA: O ressentimento acumulado é um dos maiores destruidores do casamento. Pequenas feridas não tratadas se transformam em distanciamento emocional.Casamentos não acabam apenas por erros. Acabam pela incapacidade de perdoar.


Base bíblica:


-Mateus 18,22: "Perdoar setenta vezes sete."

-Efésios 4,32: "Sede misericordiosos."



SOLUÇÃO:


• Perdoar rapidamente

• Pedir perdão

• Não guardar mágoas









12º) FALTA DE DEMONSTRAÇÕES DE AMOR



O PROBLEMA:Muitos casais pensam que o amor não precisa ser demonstrado. Com o tempo, a ausência de carinho, elogios e atenção cria sensação de abandono emocional. O amor não demonstrado é amor não percebido.


Base bíblica:


-1 Coríntios 13,4: "O amor é paciente e bondoso."

-Cânticos 8,7: "As águas não podem apagar o amor."



SOLUÇÃO:


• Demonstrar carinho

• Valorizar o cônjuge

• Pequenos gestos diários (gratuitos e sem pedir)











13º) AUSÊNCIA DE DEUS NO MATRIMÔNIO



O PROBLEMA: Quando Deus deixa de ser o centro, o casamento passa a depender apenas das forças humanas. Sem vida espiritual, o orgulho cresce e o perdão diminui.A maior crise de um casamento não é financeira. É espiritual.



Base bíblica:


-Salmo 127,1: "Se o Senhor não constrói a casa."

-Eclesiastes 4,12: "O cordão de três dobras não se rompe."

-Josué 24,15: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor."



SOLUÇÃO:



• Rezar juntos

• Vida sacramental

• Buscar Deus como fundamento


A família que reza unida permanece unida.




A FINALIDADE DO MATRIMÔNIO SEGUNDO O CATECISMO: UNIÃO, PROCRIAÇÃO E O BEM DOS ESPOSOS





Uma das grandes causas das crises matrimoniais modernas é a perda da compreensão do que realmente é o matrimônio segundo o plano de Deus. A cultura atual muitas vezes reduz o casamento apenas ao sentimento romântico, ao prazer ou à convivência afetiva, esquecendo sua dimensão espiritual, sacramental e sua missão.












Outras vezes acontece o contrário: alguns reduzem o matrimônio apenas à procriação, esquecendo o amor conjugal, a amizade e o apoio mútuo. O Magistério da Igreja ensina que essas visões parciais geram desequilíbrios. O matrimônio cristão possui finalidades inseparáveis que precisam ser compreendidas em harmonia.











O QUE ENSINA O CATECISMO DA IGREJA?



O Catecismo ensina que o matrimônio possui "duas finalidades principais" inseparáveis e hierárquicas:



1ª)- O bem dos esposos (união)


2ª)- A geração e educação dos filhos (procriação)








O Catecismo da Igreja Católica ensina que o matrimônio possui duas finalidades essenciais que não se opõem, mas se completam e se complementam de modo harmonioso: o bem dos cônjuges e a geração e educação dos filhos. Contudo, na ordem lógica e personalista, vem em primeiro lugar o bem dos esposos, isto é, a comunhão de vida e amor entre o homem e a mulher, pois é dessa união estável, fiel e madura que nasce o ambiente adequado para a acolhida e formação dos filhos. O Bem querido por excelência, e almejado pelos esposos, é a santificação e salvação.









Essa prioridade aparece também na própria prática da Igreja, que nunca negou o matrimônio a pessoas idosas ou estéreis, justamente porque o casamento não existe apenas para a procriação, mas também para a ajuda mútua, a santificação recíproca e a construção de uma verdadeira amizade conjugal. Se a procriação fosse a única finalidade principal, tais matrimônios não fariam sentido, mas a tradição cristã sempre reconheceu que o amor conjugal tem valor em si mesmo como vocação e caminho de santidade.  



 


 


Entretanto, é fundamental compreender que o “bem dos cônjuges”, na perspectiva católica, não significa simplesmente uma vida confortável, emocionalmente agradável ou centrada apenas na satisfação pessoal. 


O verdadeiro bem do casal, segundo a visão cristã, inclui o crescimento moral e espiritual, a vivência das virtudes, a capacidade de sacrifício e, sobretudo, a busca da santidade. O matrimônio não é apenas um espaço de felicidade humana, mas um caminho de santificação e salvação. Por isso, os esposos são chamados a serem instrumentos da graça de Deus um na vida do outro, ajudando-se mutuamente a corrigir defeitos, a crescer nas virtudes, a praticar o perdão, a carregar as cruzes da vida e a perseverar na fé. 







O verdadeiro amor conjugal cristão não consiste apenas em fazer o outro feliz nesta vida, mas em ajudá-lo a chegar ao Céu. Assim, o bem dos cônjuges inclui essa missão sobrenatural: um ajudar o outro a se santificar, lembrando que o amor cristão não é apenas sentimento, mas também compromisso com o bem eterno da pessoa amada.













Como afirma o Catecismo:



CIC 1601: "A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma íntima comunhão de vida e de amor, é ordenada por sua própria índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole."




Ou seja, o matrimônio existe:



• para a união dos esposos

• para a santificação do casal

• para a geração da vida

• para a educação dos filhos

• para o apoio mútuo




Essas dimensões não competem entre si. Elas se completam e se complementam ao mesmo tempo.


A DIMENSÃO MATRIMONIAL DA UNIÃO DOS ESPOSOS (O amor que santifica)



O matrimônio não é apenas um contrato social. É uma comunhão de vida e amor. O homem e a mulher são chamados a formar uma verdadeira amizade espiritual e humana.O Magistério ensina que o casamento é também um caminho de santificação.



CIC 1641: "Os esposos cristãos são fortalecidos e como que consagrados por um sacramento especial."



Isso significa:


-O casamento não é apenas convivência, é vocação.

-Como toda Vocação de Deus, é caminho de santidade e de Salvação.



Base bíblica:



-Gênesis 2,24: "Serão uma só carne."

-Efésios 5,31-32: "Grande é este mistério."








A DIMENSÃO MATRIMONIAL DA PROCRIAÇÃO (Cooperadores da obra criadora de Deus)



O Magistério ensina que os filhos não são um acessório do casamento, mas parte de sua missão natural.



CIC 1652: "Por sua própria natureza, a instituição do matrimônio está ordenada à procriação."



A Igreja ensina que os pais participam da obra criadora de Deus. Isso dá uma dignidade enorme à paternidade e maternidade.



Base bíblica:



-Gênesis 1,28: "Crescei e multiplicai-vos."


-Salmo 127,3: "Os filhos são herança do Senhor."











A Igreja também ensina: O "dom dos filhos que Deus enviar" não são obrigação matemática!


A Igreja ensina que os filhos não devem ser vistos como um direito absoluto do casal, como se fossem uma conquista garantida pela vontade humana ou um produto de um projeto pessoal, mas sim como um dom de Deus, uma graça confiada à generosidade dos esposos. 




Por isso mesmo, o Catecismo recorda que a fecundidade do matrimônio não deve ser entendida como uma obrigação matemática ou uma exigência cega, mas como uma abertura responsável e generosa à vida, vivida com prudência, discernimento moral e confiança na providência divina. Existem casais que, apesar do sincero desejo, não recebem o dom biológico dos filhos, e essa realidade não diminui em nada a dignidade ou a validade do seu matrimônio, pois a vocação conjugal continua sendo um caminho de amor, doação e santificação.



Nesses casos, a Igreja sempre apontou também a adoção como um caminho nobre e profundamente cristão de viver a fecundidade do amor conjugal. Se não podem gerar biologicamente, os esposos podem gerar no amor, acolhendo uma criança que necessita de família, de proteção e de carinho. 




A adoção, nesse sentido, não é um “plano inferior”, mas um verdadeiro testemunho do Evangelho, pois reflete o próprio amor de Deus que nos adotou como filhos em Cristo. Muitas famílias encontram justamente nesse gesto uma fonte profunda de santificação, pois aprendem a amar de forma ainda mais gratuita, generosa e sacrificial. 


Assim, a adoção se torna não apenas um ato de caridade, mas também um poderoso testemunho cristão de que a paternidade e a maternidade verdadeiras nascem antes no coração do que na biologia, mostrando que o amor cristão é sempre aberto, acolhedor e fecundo, mesmo quando os caminhos não são aqueles inicialmente planejados.



O Magistério da Igreja trata com muita sensibilidade o sofrimento dos casais que enfrentam a esterilidade, reconhecendo essa realidade como uma verdadeira provação humana e espiritual. 



O Catecismo da Igreja Católica (n. 2374) afirma claramente que “os casais que descobrem ser estéreis sofrem profundamente”, reconhecendo que esse sofrimento é legítimo e deve ser acolhido com caridade pastoral. 




Ao mesmo tempo, o mesmo Catecismo (n. 2379) ensina que, quando não é possível ter filhos biologicamente, os esposos podem ainda viver uma fecundidade espiritual por meio de outras formas de doação, citando explicitamente a adoção como um caminho generoso e moralmente belo: “Podem manifestar sua generosidade adotando crianças abandonadas ou realizando serviços exigentes em favor do próximo.”



Também São João Paulo II, na exortação apostólica Familiaris Consortio (n. 14), ensina que mesmo quando o matrimônio não pode ter filhos, ele não perde seu valor, pois continua sendo uma comunhão plena de vida e amor, e recorda que toda família é chamada a uma fecundidade que ultrapassa a dimensão biológica. O documento destaca que existem muitas formas de fecundidade cristã, especialmente através da caridade, da educação, do serviço e da acolhida.




Na mesma linha, a instrução Donum Vitae da Congregação para a Doutrina da Fé, recorda que o sofrimento da infertilidade deve ser acompanhado com compaixão e que a dignidade do casal não depende da capacidade biológica de gerar filhos, mas da fidelidade ao amor e ao plano de Deus.




Assim, o ensinamento constante da Igreja mostra três verdades importantes: primeiro, que a dor da esterilidade deve ser respeitada e nunca minimizada; segundo, que os filhos são sempre um dom e não um direito absoluto; e terceiro, que a adoção aparece como um caminho concreto de amor cristão, capaz de transformar o sofrimento em generosidade, fazendo da família um sinal visível do amor providente de Deus que também nos adotou como seus filhos.





AINDA SOBRE O BEM DOS ESPOSOS E A "DIMENSÃO DO PRAZER NO AMOR CONJUGAL



Um ponto pouco explicado, mas muito claro no Magistério, é que o amor conjugal inclui também a dimensão da intimidade física como expressão do amor.A Igreja não condena o prazer conjugal dentro do matrimônio. Pelo contrário, ensina que ele faz parte do amor quando vivido com dignidade e abertura à vida.



CIC 2362: "Os atos pelos quais os esposos se unem intimamente são honestos e dignos."



Isso significa:


O prazer conjugal não é pecado. Ele se torna desordenado apenas quando separado do amor, da fidelidade ou da abertura à vida. O Magistério ensina que o ato conjugal possui dois significados inseparáveis: significado unitivo (amor e união), e significado procriativo (abertura à vida). Essa doutrina foi reafirmada na encíclica Humanae Vitae.




Base bíblica:




-1 Coríntios 7,3-5: "O marido cumpra seu dever conjugal para com a esposa."


-Provérbios 5,18-19: "Alegra-te com a esposa da tua juventude."





O EQUILÍBRIO ENSINADO PELA IGREJA NO PRAZER MATRIMONIAL





A Igreja Católica ensina uma visão equilibrada e realista sobre o prazer no matrimônio, afastando tanto o puritanismo que vê o prazer como algo suspeito, quanto o hedonismo que o transforma em finalidade absoluta. O ensinamento católico afirma que o prazer conjugal é bom e querido por Deus quando vivido dentro da ordem moral e da finalidade do amor matrimonial, isto é, dentro da doação recíproca dos esposos e da abertura à vida.











O Catecismo da Igreja Católica trata diretamente desse tema no número 2362, onde ensina:




"Os atos pelos quais os esposos se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Realizados de maneira verdadeiramente humana, significam e favorecem a doação recíproca pela qual os esposos se enriquecem mutuamente com alegria e gratidão."





Logo em seguida, no número 2363, o Catecismo apresenta o princípio da justa moderação, afirmando:





"A sexualidade é fonte de alegria e de prazer: o próprio Criador estabeleceu que, nessa função, os esposos experimentem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mau procurando esse prazer e gozando dele. Aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, devem saber manter-se dentro dos limites de uma justa moderação."



Esse ensinamento mostra o verdadeiro equilíbrio cristão: o prazer não é pecado, nem algo a ser rejeitado dentro do matrimônio, mas também não pode ser buscado de forma egoísta, desordenada ou desvinculada do amor e da dignidade do cônjuge. A “justa moderação” significa justamente que o prazer deve estar subordinado ao amor verdadeiro, ao respeito mútuo, à dignidade da pessoa e ao sentido unitivo e procriativo do matrimônio. Assim, na visão católica, o prazer conjugal não é o objetivo principal do casamento, mas um fruto natural do amor vivido de forma ordenada. Quando integrado à caridade conjugal, ele se torna não apenas lícito, mas também um elemento que fortalece a união dos esposos, sempre lembrando que no matrimônio cristão o amor vem primeiro, o prazer vem como consequência, e a santidade é o verdadeiro horizonte do casal.




O erro "tradicionalista" é separar o que Deus uniu:



-Reduzir o sexo apenas ao prazer


-Ou reduzir o casamento apenas aos filhos



A Igreja ensina o equilíbrio:


-amor

-união

-fidelidade

-abertura à vida


Tudo integrado, não separado!



O verdadeiro amor conjugal busca:


-o bem espiritual (santificação e salvação)

-o bem emocional (de ambos).

-o bem físico (satisfação das concupscências)

-o bem familiar (ordem e esquilibrio)








Segundo o Sagrado Magistério, o matrimônio cristão é:



-uma comunhão de amor

-uma missão de vida

-uma vocação à santidade

-uma cooperação com Deus




Quando o casal entende isso, o casamento deixa de ser apenas convivência e se torna: uma missão espiritual. Como ensina o Catecismo: CIC 1642: "Cristo é a fonte dessa graça."


O QUE ENSINA A TEOLOGIA MORAL CATÓLICA SOBRE O PRAZER CONJUGAL E A SATISFAÇÃO DA MULHER NO MATRIMÔNIO?





Muitos cristãos ainda acreditam, por falta de formação adequada, que a Igreja teria uma visão negativa do prazer conjugal ou que a intimidade matrimonial existiria apenas para a procriação. Essa ideia não corresponde à verdadeira teologia moral católica.


Grandes moralistas da Igreja trataram desse tema com muito equilíbrio, especialmente Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja e um dos maiores teólogos morais do catolicismo. Em sua obra clássica "Theologia Moralis", ele trata dos deveres conjugais (debitum conjugale), explicando que o matrimônio envolve "direitos e deveres recíprocos" também na vida íntima, sempre dentro da caridade e do respeito mútuo.




1º) O ATO CONJUGAL NÃO É PECADO




-O PROBLEMA: Algumas visões equivocadas fizeram muitos pensarem que o sexo no casamento seria apenas uma concessão tolerada para ter filhos. Isso nunca foi o ensinamento oficial da Igreja.

 


-O QUE ENSINA A TEOLOGIA MORAL: Santo Afonso ensina que o ato conjugal, quando vivido dentro do matrimônio, é moralmente bom e pode ser também expressão de amor e não apenas meio de procriação.



-BASE MAGISTERIAL: Catecismo da Igreja Católica (2362): "Os atos pelos quais os esposos se unem intimamente são honestos e dignos."




2º) O PRAZER CONJUGAL NÃO É PECADO



-O PROBLEMA: Existe o mito de que o prazer seria algo tolerado apenas como efeito colateral do ato conjugal. A teologia moral ensina o contrário.

 



-O QUE ENSINA SANTO AFONSO: Ele explica que o prazer natural do ato conjugal não é pecado quando não é buscado de forma desordenada ou egoísta, mas integrado ao amor matrimonial.


-Isso segue o princípio clássico da moral tomista: o prazer como consequência natural de um ato bom não é pecado.



-BASE BÍBLICA: Provérbios 5,18-19: "Alegra-te com a esposa da tua juventude."




3º) O EGOÍSMO CONJUGAL É MORALMENTE ERRADO



O PROBLEMA: Santo Afonso critica atitudes egoístas dentro do matrimônio, especialmente quando um dos cônjuges busca apenas sua própria satisfação, ignorando o outro. Isso é visto como falta de caridade conjugal.




-O QUE ENSINA SUA OBRA: Na Theologia Moralis, ao tratar do dever conjugal, ele ensina que existe uma obrigação moral de respeito mútuo dentro da relação matrimonial.


-BASE BÍBLICA: 1 Coríntios 7,3 : "O marido cumpra o seu dever conjugal para com a esposa e a esposa para com o marido."



4º) A DIGNIDADE DA MULHER NO ATO CONJUGAL



-O PROBLEMA: Algumas culturas reduziram a mulher a um papel passivo ou secundário na intimidade conjugal. A teologia moral católica clássica nunca aprovou isso.



-O QUE ENSINA SANTO AFONSO: O ato conjugal deve "respeitar a dignidade de ambos os esposos", pois o matrimônio é uma sociedade de amor e justiça.

 



BASE BÍBLICA:




-1 Coríntios 7,9: "Mas, se não conseguem dominar-se, casem-se. Pois é melhor casar do que abrasar-se."  - Nesse trecho, o Paulo está tratando da vocação ao matrimônio e ao celibato. Ele explica que o ideal do celibato é um dom específico (um carisma), mas que nem todos recebem essa graça. Por isso, para aqueles(as) que sentem forte inclinação afetiva e sexual e não possuem o dom da continência perfeita, o matrimônio aparece como um caminho legítimo e santo para viver a afetividade de forma ordenada.O sentido de “abrasar-se” não é apenas o desejo físico, mas o descontrole das paixões que pode levar ao pecado. Assim, São Paulo não está diminuindo o matrimônio, mas mostrando que ele é um caminho digno e querido por Deus para a vivência do amor humano dentro da ordem moral e espiritual. A continuação do próprio capítulo mostra o equilíbrio cristão: o matrimônio não é apenas um “remédio contra o pecado”, mas também uma vocação de amor, ajuda mútua e santificação recíproca.


-Efésios 5,25:"Maridos amai vossas esposas como Cristo amou a Igreja."  - Ou seja:O modelo do amor conjugal é sacrificial e respeitoso.




O orgasmo feminino no matrimônio na perspectiva da Moral Cristã 



Santo Alphonso de  Ligorio  trata dessas questões dentro da sua obra Theologia Moralis, ao abordar os deveres conjugais e a moralidade do ato matrimonial dentro da tradição tomista. Ele segue a linha dos moralistas clássicos que afirmam que o ato conjugal deve respeitar a justiça e a caridade entre os esposos, evitando o egoísmo e promovendo o bem mútuo. Um trecho resumido do seu pensamento moral (parafraseando a linha que ele apresenta a partir dos moralistas anteriores) afirma que: 




"Quando a esposa não alcança a satisfação durante o ato conjugal, ela não peca se posteriormente busca essa satisfação como continuação moral do ato conjugal, desde que isso esteja ordenado ao matrimônio e não a um prazer desordenado ou separado da intenção conjugal."




A ideia central não é o prazer isolado, mas a justiça conjugal e o respeito ao direito mútuo dos esposos.Em síntese moral da tradição que ele recolhe:



"A esposa pode licitamente buscar a satisfação como complemento do ato conjugal já realizado, quando isso se ordena ao fim matrimonial e não a um prazer desordenado." (síntese doutrinal baseada na tradição moral que ele sistematiza)

 



Na perspectiva cristã, a intimidade conjugal não é vista apenas como um meio de procriação, mas também como expressão da união e do amor entre os esposos. O próprio Catecismo ensina que os esposos se enriquecem mutuamente também pela alegria e pela satisfação vividas de forma ordenada (CIC 2362). Isso significa que o prazer não pertence apenas ao homem, mas faz parte da reciprocidade do amor conjugal.  A teologia moral clássica sempre ensinou que o marido deve agir com caridade e responsabilidade também nessa dimensão, evitando uma visão egoísta da sexualidade. O amor conjugal cristão exige atenção ao outro, respeito ao seu tempo, à sua dignidade e à sua realidade afetiva e corporal. Nesse sentido, muitos moralistas afirmavam que a negligência habitual do marido nesse aspecto poderia até ser considerada falta contra a caridade conjugal, pois o matrimônio implica doação mútua e não satisfação unilateral. Também é importante entender que, na visão cristã, a intimidade não é um simples ato biológico, mas parte da linguagem do amor matrimonial. Quando vivida com respeito, ternura, paciência e espírito de doação, ela se torna também caminho de união espiritual e fortalecimento do vínculo conjugal. 



Por isso, a perspectiva cristã evita dois extremos:



– nem despreza a dimensão do prazer como se fosse algo impuro;

 

 

– nem absolutiza o prazer como se fosse a finalidade principal.

 



O equilíbrio está em entender que o amor vem primeiro, o prazer é consequência natural desse amor bem vivido, e a meta maior continua sendo a santificação dos esposos. Quando o casal vive essa dimensão com respeito, diálogo e generosidade, até essa área da vida se torna espaço de crescimento no amor verdadeiro, de doação e complementariedade recíproca, onde um aprende a cuidar do outro também nos detalhes mais íntimos da vida matrimonial. 





A verdadeira moral católica não demoniza o corpo nem o prazer.Ela condena apenas:



-o egoísmo

-a desordem moral

-a infidelidade

-a objetificação



Ensina claramente:



-o amor conjugal é santo

-o corpo tem dignidade

-o prazer tem lugar legítimo

-o respeito é obrigatório



Como ensina São Paulo: 1 Coríntios 13,5: "O amor não busca seus próprios interesses."





Conclusão



Diante de tudo o que foi refletido, torna-se evidente que o fracasso de um casamento raramente acontece por um único grande motivo, mas quase sempre pelo acúmulo de pequenas negligências que, ao longo do tempo, vão desgastando aquilo que deveria ser protegido com prioridade: o amor, o respeito, o diálogo e a presença de Deus no centro da vida conjugal.


O matrimônio cristão não é sustentado apenas por sentimentos, pois os sentimentos oscilam; ele é sustentado principalmente por decisões. Decisão de permanecer, decisão de perdoar, decisão de recomeçar, decisão de dialogar mesmo quando é difícil, e sobretudo decisão de colocar Deus como fundamento permanente da relação. Quando o casal perde essa dimensão espiritual, o casamento corre o risco de se tornar apenas uma convivência funcional, e não mais uma verdadeira comunhão de vida e amor.










Também é importante lembrar que nenhum casamento está imune a crises. Casais felizes não são aqueles que nunca tiveram problemas, mas aqueles que aprenderam a enfrentá-los juntos. A diferença entre casamentos que resistem e casamentos que fracassam muitas vezes não está na ausência de conflitos, mas na forma como eles são enfrentados.


O ensinamento cristão sempre recordou que o amor conjugal não é apenas um sentimento romântico, mas uma virtude que precisa ser cultivada diariamente. Amar, no sentido cristão, significa querer o bem do outro mesmo quando isso exige sacrifício pessoal. Significa trocar o orgulho pela humildade, a acusação pelo diálogo, a indiferença pelo cuidado e o ressentimento pelo perdão.


Por isso, antes de perguntar “por que os casamentos fracassam?”, talvez a pergunta mais importante seja: o que estamos fazendo concretamente para que o nosso não fracasse? Se Deus estiver verdadeiramente no centro, se houver vida de oração, diálogo sincero, maturidade emocional e compromisso com o crescimento mútuo, muitos problemas podem ser evitados ou superados. Como recorda a Sagrada Escritura, a casa construída sobre a rocha resiste às tempestades (cf. Mateus 7,24-27).Que esta reflexão sirva não apenas como diagnóstico, mas como convite à conversão conjugal, pois muitos casamentos não precisam terminar — precisam apenas ser restaurados.












“Ponham amor onde não há amor e colherão amor “ (São João da Cruz).



ORAÇÃO PELA SANTIFICAÇÃO DO MATRIMÔNIO



"Senhor nosso Deus, que fostes o autor do matrimônio e chamastes o amor humano a ser sinal do vosso amor fiel, nós vos pedimos que santifiqueis nossa união em todas as suas dimensões. Ajudai-nos a viver a paciência nas dificuldades, a fidelidade nas tentações, o perdão nas fraquezas e a caridade nas pequenas coisas do dia a dia.


Concedei-nos a graça de nos respeitarmos mutuamente como templos do Espírito Santo, para que nossa vida afetiva e também nossa intimidade conjugal sejam vividas com amor, dignidade, pureza de intenção e verdadeira doação. Que nunca busquemos apenas a nós mesmos, mas saibamos procurar o bem um do outro, crescendo no amor verdadeiro.


Senhor, fazei do nosso matrimônio um caminho de santificação, onde possamos ajudar um ao outro a crescer nas virtudes, a vencer nossos defeitos e a caminhar rumo ao Céu. Que nossa casa seja lugar de paz, nossa convivência seja escola de caridade e nosso amor um reflexo do vosso amor.


Abençoai nosso corpo, nosso coração e nossa alma, para que tudo em nossa vida seja ordenado segundo a vossa vontade. E que um dia possamos, juntos, contemplar-Vos na eternidade.


Amém.




BIBLIOGRAFIA



-AQUINO, Felipe. Família: santuário da vida. Lorena: Cléofas, 2013. (Reflexão pastoral sobre os desafios da família moderna e a importância da espiritualidade no casamento.)

-HORTAL, Jesús. O que Deus uniu: lições de direito matrimonial canônico. São Paulo: Loyola, 1991. (Estudo sobre a natureza jurídica e sacramental do matrimônio, incluindo nulidade, separação e deveres conjugais.)

-JOÃO PAULO II. Familiaris Consortio. São Paulo: Paulinas, 2007. (Exortação apostólica clássica sobre a missão da família cristã no mundo contemporâneo.)

-HAHN, Scott. O amor que dá vida. São Paulo: Loyola, 2009. (Aborda o matrimônio à luz da teologia da aliança e da Sagrada Escritura.)

-SHEEN, Fulton. Três para casar. São Paulo: Ecclesiae, 2016. (Clássico espiritual que ensina que um casamento verdadeiro é formado por marido, esposa e Deus.)

-WEST, Christopher. Teologia do corpo para iniciantes. São Paulo: Cultor de Livros, 2018. (Apresenta a visão de São João Paulo II sobre sexualidade, amor e dignidade do matrimônio.)

-CHAPMAN, Gary. As cinco linguagens do amor. São Paulo: Mundo Cristão, 2013 (Embora ecumênico, é amplamente recomendado por católicos para melhorar a comunicação conjugal.)

-KREEFT, Peter. O amor é mais forte que a morte. Campinas: Ecclesiae, 2015. (Reflexões filosóficas e espirituais sobre o amor sacrificial no matrimônio.)

-ESCRIVÁ, Josemaría. Cristo que passa. São Paulo: Quadrante, 2004. (Inclui homilias sobre a santificação da vida familiar e do matrimônio.)

-FAUS, Francisco. Noivo e noiva para sempre. São Paulo: Quadrante, 2002. (Orientações espirituais e práticas para a perseverança no casamento.)

-CANTALAMESSA, Raniero. A família cristã. São Paulo: Canção Nova, 2012. (Meditações espirituais sobre o papel da família como igreja doméstica.)

-ROSSI, Marcelo. Ágape. São Paulo: Globo, 2010. (Embora devocional, trata do amor como fundamento das relações familiares.)

-BONNIN, Leandro. Matrimônio: caminho de santidade. São Paulo: Ecclesiae, 2017. (Aborda o casamento como vocação espiritual e caminho de santificação.)

-SRI, Edward. Homem, mulher e o mistério do amor. São Paulo: Cultor de Livros, 2015. (Explica o matrimônio à luz da teologia do corpo.)

-HILDEBRAND, Dietrich von. O matrimônio. São Paulo: Ecclesiae, 2014. (Análise filosófica profunda sobre a natureza do amor conjugal e sua dimensão moral.)

 



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Anônimo
22 de junho de 2024 às 11:58

Resume tuuuudooo:

"Se o Senhor não edifica a casa, em vão trabalham os que a edificam..." (Salmo 127)


Naltércio Sampaio - MG

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