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ÚLTIMAS POSTAGENS

O por que da assunção de Maria Santíssima aos Céus em Corpo e Alma?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 15 de agosto de 2021 | 11:29

 

 

(ícone da dormição e assunção de Maria Santíssima aos céus)




 

A Lumen Gentium (Concílio vaticano II) se expressa assim a respeito da glorificação de Maria em corpo e alma:




"A Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha de culpa original, terminado o curso da sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celeste e pelo Senhor exaltada qual Rainha do universo, para que mais plenamente estivesse conforme o seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte" (LG 59).

 





 

“Maria elevada ao céu é primícias da Igreja celeste e o sinal da esperança segura e do conforto para a Igreja peregrina” (cf. LG 68).

 

 







O ícone da Dormição da Nossa Santíssima Virgem Mãe de Deus

 

 



Por Charbel Nassif

 

 

 


 



A Dormição da Virgem é celebrada pela Igreja Bizantina em 15 de agosto, belíssima ocasião para fazer você descobrir um ícone do século XVIII feito por Girgis Al-Musawwer. Em 15 de agosto, a Igreja Bizantina celebra a Festa da Dormição da Mãe de Deus. As histórias da Dormição fazem parte das narrativas apócrifas do Novo Testamento, que constituem uma literatura florescente nos primeiros séculos da Igreja. A importância desses textos apócrifos sobre a Dormição da Mãe de Deus se deve ao Concílio de Éfeso (431), que fixa a atenção na eminente dignidade da Virgem Maria, chamada de Theotokos (Mãe de Deus). O relato mais comum do destino final de Maria é frequentemente semelhante nos textos apócrifos, apesar de certas variações. Maria recebe o anúncio de sua morte, pelo arcanjo Gabriel enquanto lhe dá uma palma. Ela então prepara tudo o que é necessário e reza sua última oração. Os apóstolos e os discípulos são milagrosamente transportados nas nuvens. Os doentes se reúnem perto da casa de Maria em Jerusalém, onde muitas maravilhas se manifestam. Jesus parece receber sua mãe acompanhada de tropas angélicas. Ele então recebe a alma de Maria. Os apóstolos deitam o corpo em um sepulcro e o levam embora. Mas um judeu, chamado Jephonias em algumas histórias, tenta profanar o corpo da Virgem: mas um anjo corta as mãos no ar perto da cama onde está o corpo. Após uma invocação à Santíssima Virgem, ele os recupera. Os apóstolos colocam o corpo em um novo sepulcro no Getsêmani. Alguns textos apócrifos relatam a chegada tardia de Tomé, muito ocupado com seu ministério apostólico na Índia. Carregado também em uma nuvem em direção a Jerusalém, ele encontrou no ar a Mãe de Deus subindo corporalmente em direção aos céus. Tomé pede-lhe para abençoá-lo, e ela ofereceu-lhe o cinto. Chegando em Jerusalém três dias depois, ele pediu para ver o túmulo da Virgem Maria, então os apóstolos finalmente abriram-no e o encontram vazio. Tomé então mostrou o cinturão que a Mãe de Deus lhe dera e contou como a viu ir para o céu.O ícone que apresentamos acima pertence à escola de Aleppo. É pintado por Girgis Al-Musawwer na segunda metade do século XVIII. Preservada no Palácio do Arcebispo Melquita, em Beirute, tem 70 cm de comprimento e 35,5 cm de largura. Uma longa inscrição em árabe na parte inferior do ícone menciona os nomes dos doadores e afirma que este ícone foi doado para a Catedral Melquita do Profeta Elias em Beirute, em 1883.Frente a um fundo arquitetônico que ilustra os edifícios da cidade de Jerusalém, Maria aparece deitada em uma cama esplendorosa no meio dos apóstolos. As mãos dela estão cruzadas sobre o peito e a cabeça está rodeada por uma auréola e colocada em uma pequena almofada. Uma vela aparece nos dois lados da cama. A alma da Virgem é representada na forma de uma figura infantil que completa o nascimento no reino. Envolta em nuvens brancas e coroada também com uma auréola, ela descansa nos braços de Cristo cercados por dois anjos. Assim como Maria carregava Jesus envolto em panos, agora Jesus carrega a alma de sua mãe. Sua morte é o seu nascimento no céu. Cristo é cercado por uma amêndoa luminosa e coroado por um serafim, rodeado por dois anjos.O apóstolo Pedro está inclinado sobre a cama se lamentando; sendo o corifeu dos apóstolos, ele preside a cerimônia mortuária agitando o incensário. Aos pés de Maria, o apóstolo Paulo parece estar chorando também e faz a contraparte para Pedro. Quatro bispos (Timóteo, primeiro bispo de Éfeso; Tiago, irmão do Senhor e primeiro bispo de Jerusalém e Jeroteo Dionísio, bispo de Atenas) também participam do funeral da mãe de Deus. Um número de mulheres se lamentando aparece na parte de trás da assembleia. Em frente à cama, finalmente vemos o incidente do judeu incrédulo, em pequenas dimensões. A parte superior do ícone ilustra duas cenas: a da chegada dos apóstolos nas nuvens em dois grupos e a do encontro de Maria com Tomé.Neste ícone, um relevo especial é dado aos rostos: percebe-se a tristeza misturada com uma dose de esperança com todos os personagens representados. Essa mistura de tristeza e segurança é uma característica dos crentes que vivem na expectativa da ressurreição.A obra da Dormição é cheia de esperança alegre. Jesus, que tanto amava sua mãe, veio do céu para acompanhá-la e intercedeu por nós. A liturgia da celebração não se limita a comemorar a morte de Maria, mas vai além desta dimensão celebrando a passagem de Maria para o céu, em corpo e alma. Isto está claramente representado no ícone da Dormição. Maria pode ser considerada como o exemplo de uma morte santa, ela é o nosso modelo na prova que representa a morte. A passagem de Maria, em corpo e alma, para o céu é uma antecipação da ressurreição de todos. É a festa da natureza humana: todo crente deve tomar Maria como modelo para alcançar a graça de Deus.

 

 

Oração que se diz durante a procissão com o ícone da Dormição na noite de 14 de agosto, nas Igrejas Orientais:

 

 

 

“Venham, de todos os confins da terra, cantem a morte abençoada da Mãe de Deus: nas mãos de seu Filho ela entregou sua alma sem pecado; por sua santa Dormição o mundo é vivificado novamente e é com salmos, hinos e cânticos espirituais, junto aos anjos e os apóstolos celebramos com alegria”.

 

 

 

 

Narthex - Tradução: Ramón Lara





A "Dormitio Virginis" (o "Adormecimento da Virgem") no Oriente e a Assunção no Ocidente estão entre as mais antigas festas marianas!





Este antigo testemunho litúrgico foi explicitado e solenemente proclamado pela definição dogmática de Pio XII em 1950.Esta certeza da fé, contemplada em Maria, traz consigo várias consequências. Principalmente, a dignidade do corpo humano. Por isso, não devemos profaná-lo pelo pecado. É preciso respeitá-lo em nós e nos outros:


 


“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (1Coríntios 6,19-20)

 





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Os santos e os papas erram? Sim, e dai?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 14 de agosto de 2021 | 21:36

 


 

Muitos santos erraram pessoalmente e moralmente, como doutrinariamente. Só quem goza da infalibilidade doutrinal (não impecância) é o papa. Mas somente quando ele se pronuncia Ex-Cátedra, fora disso pode errar. No Livro das Confissões, Agostinho descreve as erratas de sua vida, e no Livro das Retratações, as erratas de sua doutrina. Em ambas vemos o verdadeiro rosto de Santo Agostinho. O pecado e a ignorância, duas misérias de que foi isento apenas Cristo, não suas criaturas, por mais santas e fieis que tenham sido. Nos perguntamos estarrecidos: se o Evangelho manda Agostinho resplandecer com sua ciência e doutrina, como põe em público erros doutrinários? Nudez e simplicidade, exame de consciência e senso de responsabilidade diante de Deus e do próximo. Essas são expressões referidas às Retractationes e seu autor que nos dão uma ideia de seu significado e que permitem entender por que é classificada como obra autobiográfica, como que uma continuidade natural das Confessões. As Retractationes são as confissões dos erros em seu progresso intelectual. As Retractationes revelam, de fato, o percurso intelectual e espiritual de Agostinho de Hipona – para quem conhecimento intelectual e espiritualidade são inseparáveis –, seu progresso na sua seriedade na busca da Verdade, reconhece que não lhe basta perscrutar-se a si mesmo, mas ter a lucidez e coragem de admitir que, mesmo com toda sinceridade e boa intenção, podemos estar sinceramente enganados com algumas de nossas convicções. Somente os hereges de ontem e de hoje, se consideram infalíveis, e se recusam a ver erros em suas "teologias". Não é frequente ouvir um líder político ou eclesiástico admitir que errou. Por vezes pretendem mesmo passar a imagem que nunca se enganam - e raramente têm dúvidas. 

São Francisco JAMAIS foi um “pacifista” como o deformam certas ideologias e teologias

 


 

 

Em julho de 1182 veio ao mundo aquele que se tornaria um dos santos mais populares do catolicismo, na cidade italiana de Assis. Em italiano, seu nome era Giovanni, que, se fosse traduzido para o português, seria João. O nome foi escolhido pela mãe, que era devota de São João Batista. Porém, o sucesso do pai, o nobre mercante de tecidos, Pietro Bernardone, se devia em grande parte ao fato de ter feito fortuna nos comércios da França e, por isso, acabou rebatizando o filho como Francesco (forma de se referir a "francês", em italiano). O que as fontes autenticamente Franciscanas nos revelam é que  São Francisco era um homem pacífico mas não um pacifista, não fazia política nem era um teólogo porque, como ele disse, já está tudo escrito no Evangelho. Ele representa um grande exemplo de filho fiel à Igreja Católica e muito obediente ao Papa



ATENÇÃO!  Ao contrário do que muita gente pensa, oração da paz atribuída a São Francisco não foi escrita por ele! O autor é anônimo e acredita-se ter sido de um capuchinho!

 

 

 

“Tudo começou por volta de 1912, quando um católico imprimiu em um papel a oração de um lado e a imagem de São Francisco no outro. Desde então, a oração ficou associada à imagem do Santo de Assis e vem sendo atribuída a ele sua autoria. A oração foi divulgada no começo do século XX por uma paróquia parisiense e ganhou o mundo. Era um momento conturbado, com guerras mundiais, civis, e a bomba atômica. Por isso, ela ficou conhecida como a oração pela paz. Ela é tida como um poema e foi muito usada pelos pacifistas norte-americanos, muitos deles protestantes, inclusive dizendo que era de são Francisco. Até eles compraram o texto como foi vendido”, analisa o estudioso do assunto Gabriel Perissé.

 

 

 

A oração, segundo Gabriel Perissé, foi usada pelos alcoólatras anônimos, que a incluíram em seus manuais e tornou-se patrimônio universal!

 

 

“Ela tem uma graça especial, as antíteses, que ajudam a decorar o texto. Virou um cântico à paz, junto com os Cânticos das Criaturas, que louva o irmão Sol e a irmã Lua esse, sim, de autoria de Francisco, enfatiza Gabriel. Outro diferencial da oração é que ela é ecumênica, não tem nenhuma citação a santos ou a Deus. Justamente por isso é uma oração que fala a católicos, umbandistas, espíritas, a toda pessoa de boa vontade. O próprio Zeffirelli, diretor de Irmão Sol, Irmão Lua, colocou a oração na boca do santo, e ai pronto! O mito ficou ainda mais verossímil”.

 

 

São Francisco com sua vida nos ensina que a Paz, não significa abdicar da própria fé, nem aceitar passivamente o mal que nos  é feito a nós e aos outros!

 

 

 

 

João 18,22-23: “Assim que Jesus disse isso, um dos guardas que ali estavam bateu-lhe fortemente no rosto, com a palma da mão, dizendo: Isso é maneira de responder ao sumo sacerdote?” E Jesus respondeu ao guarda: Se Eu disse algo de mal, revela o mal. Mas se disse a verdade por que me agrediste?...”

 

 

A mensagem de São Francisco é a mesma que a de Jesus Cristo:

 

 

Portanto, não se pode dizer que São Francisco errou em imitar a Jesus Cristo com suas palavras e seu testemunho de fidelidade a verdade (João 18,37). Evangelizar e batizar para salvar todos os filhos de Deus. Portanto, evangelizar e defender a própria fé, como nos mostra São Francisco, para o cristão também é um dever! Temos biografias e ficções televisivas que querem mesmo um Francisco amigo dos muçulmanos. Segundo esta tese, não precisaríamos de Jesus Cristo para a nossa salvação, seria então suficiente ser contra a guerra e amar toda a gente. Mas os relatos biográficos nos mostram que o Santo de Assis estava totalmente em desacordo com esta tese “pacifista” sem nervos e temente de anunciar a verdade, coisa que não combinava em nada com o Santo de Assis.

 

 

Nas memórias escritas do frade Iluminado, companheiro de São Francisco nas terras muçulmanas, se lê que quando o sultão disse:

 

 

 

«No Evangelho Jesus ensina que não se deve responder ao mal com o mal, nem recusar um manto a quem também te queira roubar a túnica. Os cristãos, portanto, não deveriam invadir as nossas terras».

 

 

Francisco, que era santo mas não ingénuo, objetou:

 

 

“Parece que você não leu o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aqui está o que se lê mais adiante: Se o teu olho é ocasião de escândalo para ti, arranca-o! Com estas palavras, Ele queria fazer-nos compreender que alguém, também perto do nosso coração ou da nossa família, e sendo tão querido como a menina dos nossos olhos, deve ser rejeitado, erradicado ou expulso se tentar distrair-nos da nossa fé e do amor de Deus. Eis pois ser justo que os cristãos invadam as terras que você habita; pois você blasfema contra o nome de Jesus Cristo e afasta para longe da sua adoração todos aqueles que você pode afastar; mas se você estivesse disposto a confessar-se, a reconhecer e adorar o Criador e o Redentor, os cristãos gostariam mais de tal facto do que a si mesmos”.

 

 

 

Ao ler estas poucas linhas, podemos perceber como a mentalidade de muitos católicos de hoje é diametralmente oposta ao do Santo de Assis!

 

 

 

Muito cristãos tentam representar o grande Santo como um pacifistazinho, mansinho, de mãos postas e cabeça pendida para o lado e com um olhar angelical. Mas isso corresponde a  verdade? Para ter uma ideia um pouco mais aprofundada do pensamento de São Francisco, entre os seus escritos lemos duas cartas. Na Primeira Regra da terceira Ordem Secular, o Santo Assis, estabelece: «Não levem os irmãos com eles armas ofensivas, exceto para a defesa da Igreja Romana, da fé cristã, ou mesmo da sua terra, ou com a permissão dos seus ministros».

 

 

Entre as Admoestações aos seus confrades, São Francisco escreve:

 


«Todos aqueles que viram o Senhor Jesus Cristo na sua humanidade, mas não acreditaram que Ele era o verdadeiro Filho de Deus, estão condenados! Da mesma forma, todos aqueles que hoje, mesmo vendo o Sacramento do Corpo de Cristo consagrado sobre o altar, não vêem nem acreditam que é realmente o Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, estão condenados».- Difícil encontrar respostas mais convincentes. Definitivamente, São Francisco de Assis não era esse pacifista que nos apresenta essa teologia progressista e permissiva que anda por ai. Pobre São Francisco, foi e continua sendo muito mal compreendido. Querem fazer dele um santo romântico e ecológico. Pior ainda um santo adepto do "falso irenismo". Costuma-se dizer que os santos sofrem durante a vida, e que, mesmo no céu, tem que suportar a deturpação de seus atos, nas páginas de seus biógrafos, quando muitos deturpam seus passos e intenções.

 

 

ATENÇÃO!!! São Francisco jamais pregou contra as cruzadas!

 

 

Nem poderia fazê-lo, pois que senão, ele não seria santo! Durante a Quinta Cruzada, quando os cristãos cercaram Damietta, no delta do Nilo, no Egito, São Francisco foi para lá. O cerco durou 17 meses.Certa vez, São Francisco teve uma visão de Deus, que lhe disse que os cristãos seriam derrotados num combate que preparavam.São Francisco os preveniu, mas não foi ouvido, e, nesse combate, os cristãos perderam 6.000 homens.Mas o cerco de Damietta prosseguiu. São Francisco, então, resolveu ir até os maometanos, para tentar convertê-los ou morrer mártir. Foi até as tropas maometanas que aprisionaram o santo e o frade que o acompanhava, batendo muito em ambos. Levado diante do sultão do Egito, Malek Kamel, São Francisco pregou valentemente o cristianismo, a Santíssima Trindade, e atacou Maomé de modo nada ecumênico. Queriam matá-lo por isso, mas o Sultão não deixou. São Francisco desafiou, então, os ulemás maometanos a entrarem com ele numa grande fogueira. Quem saísse vivo da fogueira teria provado que seu Deus era o verdadeiro.Resultado: nenhum ulemá aceitou entrar na fogueira.São Francisco propôs, então, a Malek Kamel, que: Ele entraria sozinho no fogo. Caso ele morresse, seria como punição de seus pecados. Caso ele saísse vivo, seria a prova de que o Cristianismo era a religião verdadeira. E, nesse caso, o sultão deveria se fazer batizar com todo o seu povo.Desta vez, foi o sultão que ficou com medo.O Sultão Malek Kamel, de medo de ser deposto pelos seus homens, não aceitou também, essa proposta. Ofereceu então muitos presentes ao santo da pobreza, que os rejeitou todos.A pregação de São Francisco, que foi ouvida até pelos lobos, não foi aceita pelos muçulmanos, que provaram assim serem mais duros que lobos.Malek Kamel deixou partir São Francisco que voltou ao campo cruzado. A guerra prosseguiu, e depois de 17 meses de cerco, Damietta foi tomada.

 

 

Hoje muitos ideólogos e teólogos progressistas procuram deturpar São Francisco, como se ele tivesse combatido e negado as Cruzadas! Ledo engano!

 

 

 

 

Os pacifistas modernos — contrários às guerras e às polêmicas — e sempre dispostos a dialogar com os inimigos de Deus e da Santa Igreja, dizem inspirar-se no exemplo de São Francisco. Se fossem sinceros, eles deveriam ir até os inimigos de Deus, e, como São Francisco, pregar a eles a religião verdadeira com destemor, e desmascarando as falsas religiões, assim como São Francisco atacou Maomé, diante dos maometanos. O que prova esse caso da vida de São Francisco é que certos hereges e infiéis, se nem com o exemplo de um santo como São Francisco se convertem. Nem com a promessa de um milagre. Ora, se nem a santidade de um São Francisco conseguiu converter certos pecadores, não será o diálogo ecumênico — um bla-bla-blá pseudo teológico, sentimentalóide, sem nervos e sem verdade, que vai conseguir isso! Frente ao sultão Malek Kamel, São Francisco não pediu, de modo algum, perdão pela ofensiva do exército cristão. Do testemunho de Frei Illuminato, que o acompanhou nessa missão, sabemos que o santo disse, e repetimos aqui: “Os cristãos agem conforme a justiça quando invadem as vossas terras e vos combatem, porque vós blasfemais o nome de Cristo e vos esforçais para afastar de sua religião quanto mais homens puderdes afastar. Se, pelo contrário, vós quisésseis reconhecer, confessar e adorar o Criador e Redentor do mundo, eles vos amariam como a si mesmos”. - Além disso, quanto ao falso diálogo inter-religioso, contaminado pelo falso irenismo condenado pelo Vaticano II, sabemos por São Boaventura, que São Francisco falando com o Sultão foi logo ao ponto mais delicado, sabendo que corria o risco do martírio: “Pregou ao Sultão o Deus uno e trino e o Salvador de todos, Jesus Cristo sem meios termos”. E quando viu que ninguém lhe dava razão o que fez o santo? - Vendo que não fazia progressos na conversão daquela gente e que não podia realizar a evangelização, prevenido então por uma revelação divina, ele retornou aos países cristãos, assim está ordenado que não devemos atirar pérolas a porcos!



Mateus 7,6: "Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão..."




Contra as modernas “mutilações” de São Francisco é útil relembrar o que disse Bento XVI em Assis:

 



“São Francisco é um verdadeiro mestre para os cristãos de hoje”

 

 




E como disse Santa Joana d´Arc, uma santa destemida, de couraça e de espada na não, que defendia a guerra justa e a legítima defesa, negada por alguns pacifistas:



"Só se conseguirá a paz na ponta da lança!”

 

 


 



BIBLIOGRAFIA PARA CONSULTA:

 

 

 

-Saint Francis of Assisi - Biography, Facts, Feast Day, & Legacy. Encyclopedia Britannica.

 

-Celano, Tomás de. capuchinhos.org.br Primeira vida de São Francisco, 1228, XV: 4-5. Portal dos Capuchinhos de São Paulo, Brasil

 

-Robson, Michael. St. Francis of Assisi: The Legend And the Life. Continuum International Publishing Group, 1999.

 

-Burr, David. The spiritual Franciscans: from protest to persecution in the century after Saint Francis. Penn State Press, 2001.

 

-Dubois, Leo L. Saint Francis of Assisi - Social Reformer. Read Books, 2008

 

-Regra não bulada - Centro Franciscano de Espiritualidade.

 

-Zerbi, Piero. San Francesco d'Assisi e la Chiesa romana. IN Zerbi, Piero. Ecclesia in hoc mundo posita. Volume 6 de Bibliotheca erudita. Volume 6 de Fonti e Studi per la Storia dell'Università di Pavia. Vita e Pensiero, 1993

 

-Pedroso, José Carlos Corrêa. Fontes Franciscanas Arquivado em 8 de janeiro de 2010, no Wayback Machine. Portal dos Capuchinhos de São Paulo, Brasil

 

-Gregório IX, Papa. Bula Mira circa nos. Peruggia, 19 de julho de 1228. Portal dos Capuchinhos de São Paulo, Brasil

 

-Cantalamessa, Raniero. Come, Creator Spirit: meditations on the Veni Creator. Liturgical Press, 2003

 

-Cantico del Sol di San Francesco d'Assisi. Hyperion Classics

 

-Pearce, Joseph. Chesterton and Saint Francis. Ignatius Press

 

-Escritos originais, fontes biográficas primitivas e outros documentos antigos. Província dos Capuchinhos de São Paulo.

 

-Robinson, Paschal. St. Francis of Assisi. The Catholic Encyclopedia. Vol. 6. New York: Robert Appleton Company, 1909.

 

 

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HOJE É DOMINGO! DIA DO SENHOR! - 20º Domingo do Tempo Comum (14/08/2021) – Evangelho: Lucas 1,39-56 (ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA)

 




Salmo Responsorial (Salmo 105/106): “Lembrai-vos de nós, ó Senhor,  segundo o amor para com vosso povo!”

 

 

Educação Medieval: descubra as Sete Artes Liberais que formaram gerações de pensadores

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 13 de agosto de 2021 | 22:28

 



 

Para que haja educação é preciso ter um modelo, um norte, uma referência, ou seja, responder a pergunta: Que ser humano queremos educar? Qual seria o homem ideal, o qual seria a referência para toda educação? Na cultura cristã este Homem Universal está simbolizado em Jesus, o qual encarna as virtudes máximas que podemos aspirar. Este Homem Universal também pode ser simbolizado, em seus diversos aspectos, pelos heróis, sábios e santos de todos os tempos e culturas, sendo estes, modelos da educação para as virtudes cristãs. 

A "banalização do sagrado"na liturgia, nas Missas, e na adoração Eucarística

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 12 de agosto de 2021 | 22:58

 

(foto reprodução)



Naum 1,2: “O Senhor nosso Deus, é um Deus zeloso!”

 

Qual o correto entendimento do batismo Cristão? Eleição imerecida, fé e arrependimento, ou regeneração?

 





 

Deus, por sua infinita bondade e justiça, enviou seu Filho unigênito à cruz a fim de suportar a penalidade total do pecado e poder perdoar livremente e com justiça perfeita todos quantos comparecerem diante dEle. Como isso acontece na vida de uma pessoa? Pensar a respeito da aplicação da obra de Cristo a nós leva a considerar aquilo que se chama na tradição Cristã primitiva de "ordo salutis" (ordem da salvação).

Liberdades Individuais, a Moralidade dos Atos e o Bem Comum na filosofia Utilitarista de John Stuart Mill

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 11 de agosto de 2021 | 16:13

 



Comentário do blog Berakash: “Examinai tudo e ficai apenas com aquilo que é bom” (I Tessalonicenses 5,21). A essência deste maravilhoso versículo é tão abrangente que pode ser aplicado de forma muito ampla em qualquer aspecto, propósito ou parte de nossa vida com grande potencial de transformação; mas para algumas pessoas, justamente o fato de este versículo possuir tamanha versatilidade e magnitude acaba fazendo com que eles não o apliquem satisfatoriamente em nenhuma área de sua existência. Eu sei disso porque também já agi assim no passado. Então, em certa altura da minha vida, após adquirir um pouco de conhecimento, eu pensei:

 

Padre João Medeiros Filho: “A urgência da credibilidade”

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 10 de agosto de 2021 | 19:40


 



Comentário do Blog Berakash: O jornalismo hoje em dia, não serve mais como meio de transmissão de informações, mas sim como construtor de narrativas militantes politicamente engajadas, ou fomentando o assassinato de reputações.Na segunda metade de 2000, um executivo da revista VEJA demitiu um de seus repórteres por ele ter publicado um erro em uma nota de poucas linhas. Diante do subordinado desconcertado, o chefe disse: “Você é pago para fazer três coisas. 1º apurar, 2º escrever e 3º checar. Uma delas você não fez direito”. A checagem tem um limite natural. Uma pergunta clássica dos checadores resume isso: “Não acho a informação em lugar nenhum”. Este é o momento crucial no qual os três pilares (apuração, redação e checagem) precisam estar bem alinhados. Esse limite natural dos checadores pode ser exemplificado com casos de nossa história recente. As informações apresentadas pelo então presidente do PTB Roberto Jefferson em uma entrevista que revelou a existência do Mensalão, em 2005, era algo impossível de ser verificado. Mas o caso ganhou corpo. Virou o tema principal de uma CPI e levou à condenação de 40 envolvidos naquele que chegou a ser o maior escândalo de corrupção do país. O mesmo critério se aplica à reportagem que apresentou aos brasileiros o sítio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Atibaia. O excelente trabalho dos repórteres “colocou de pé” uma história a partir do zero. Algo que ninguém sem ter tido o acesso as informações que eles tiveram, poderia dizer se tratar de mentira ou verdade. A Polícia Federal e o Ministério Público entraram no caso e o ex-presidente se transformou em réu. Há, ainda, casos nos quais reportagens são desprovidas de qualquer fonte verificável ou documentação. Uma delas, sem dúvida, se tornou a mais importante do segundo turno da eleição presidencial de 2018: a denúncia de que o então candidato Jair Bolsonaro teria se beneficiado de financiamento irregular de campanha para a distribuição em massa de mensagens de WhatsApp, em matéria de Patrícia Campos Mello para a Folha de S.Paulo. Não há documentos. Não há provas que sustentem a narrativa. Não há fontes identificadas que possam ser inqueridas de forma independente. A sua repercussão se deu no calor da campanha pelo potencial de dano que tinha em relação ao candidato líder nas pesquisas. Nenhum jornalista foi capaz de comprovar, ou, pelo menos, verificar o que foi dito. Tudo se limitou à convicção. De um lado ficaram aqueles que acreditaram na reportagem. De outros os incrédulos que se dividiram entre aqueles que ficaram em silêncio e aqueles que partiram para um tipo de violência intolerável perseguindo e atacando os autores. A checagem é uma atividade do jornalismo. Fundamental e complementar. Em tempos de crise de credibilidade e da invasão de falsas notícias no mundo online, é imperativo que a atividade seja apoiada e fortalecida. Mas deve ser compreendida e dimensionada. A tentação de sobrepô-la à reportagem, como algo com credibilidade ou validade superiores, é um equívoco que pode levar o jornalismo a estar contra o jornalismo. Vejam essa excelente análise desse nosso momento, feita pelo padre João Medeiros.

 

 

Feminismo Cristão, Dignidade da Mulher e Doutrina Social: Uma Análise da Mulieris Dignitatem de São João Paulo II

 





Todas as lutas e reinvindicações das mulheres bem como, todos os feminismos são, de fato, incompatíveis com o Cristianismo e nocivos à sociedade? 


A pergunta é legítima e necessária, sobretudo em um tempo no qual a palavra feminismo passou a designar correntes ideológicas profundamente hostis à ordem natural, à família e à própria identidade feminina.  A tradição cristã jamais negou a dignidade da mulher. Pelo contrário, foi o Cristianismo quem, pela primeira vez na história, afirmou de modo inequívoco a igual dignidade ontológica do homem e da mulher, ambos criados à imagem e semelhança de Deus. 



O que sempre se rejeitou — e com razão — foi a tentativa de libertar a mulher por meio da negação de sua natureza, da maternidade e da complementaridade entre os sexos.  É nesse ponto que se impõe uma distinção essencial, frequentemente ignorada pelo debate contemporâneo: 



Existe sim, um pseudo-feminismo, de caráter ideológico e revolucionário, que contribuiu decisivamente para a corrosão da família, da moral sexual e da vida social; mas existe também uma legítima promoção da mulher, plenamente compatível com a fé cristã, quando esta respeita a ordem da criação e reconhece a vocação própria do feminino. 

Bolsonaro: “Vão mandar quem me prender? PF ou as Forças Armadas?”

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 8 de agosto de 2021 | 15:39




O presidente Jair Bolsonaro disse no dia 10 de Junho de 2021 que o governo “joga dentro das quatro linhas” da Constituição Federal:

 

 

“Temos um governo que joga estritamente dentro das quatro linhas da nossa Constituição! Isso é sinal de paz, harmonia e progresso para todos!” Afirmou Bolsonaro durante cerimônia de comemoração aos 22 anos do Ministério da Defesa.

HOJE É DOMINGO! DIA DO SENHOR! - 19º Domingo do Tempo Comum (08/08/2021) – Evangelho: João 6,41-51

 



Salmo Responsorial (Salmo 33): “Saboreai e vede como o Senhor é bom”

 

 

Anúncio do Evangelho (João 6,41-51)


— Glória a vós, Senhor!

 

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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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