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Por incrível que pareça: Dilma saiu do governo campeã num quesito: “A presidente do Brasil que mais privatizou na história”

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 5 de setembro de 2016 | 14:18








Por Felippe Hermes 




Saindo da categoria de improvável para questão de tempo, o futuro governo Temer tornou-se alvo das mais variadas especulações. Nos últimos dias, inúmeros nomes foram cogitados para cargos de ministérios, e quase que com a mesma velocidade da queda, alguns apressaram-se em negar qualquer envolvimento. E as especulações não param nos nomes que irão compor o governo, mas no próprio rumo que ele tomará. Privatizar tudo o que for possível é uma das promessas do novo governo. Como a história recente mostra, entretanto, Temer dificilmente conseguirá superar Dilma Rousseff nesse quesito. A exemplo do número de ministérios, em que inicialmente se previa um corte pela metade (e os últimos comentários já falam em cortar apenas três pastas), o futuro governo Temer ainda é uma mera especulação, onde tudo pode mudar ao sabor das conveniências. Não há garantias de que o líder do PMDB privatizará sequer o básico – muito menos “tudo o que for possível”. Como aponta um estudo de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas, porém, vender ativos pode ser a única solução para escapar do aumento exponencial da dívida pública e evitar novos anos de déficits. Enquanto a militância se esforça para contornar as privatizações de Dilma com uma mera questão semântica que contrapõe privatização e concessão (o que na prática em nada altera o fato de que a gestão muda de pública para privada), Dilma e Lula se esforçam em garantir que suas privatizações são melhores e mais eficientes. Ao promover o maior leilão de rodovias da história do país, o ex-presidente Lula buscou implementar um modelo onde o preço baixo seria o grande resultado. O resultado, no entanto, gerou insuficiência de investimentos, obrigando Dilma a retornar ao modelo adotado anteriormente, e mostrando que mais importante do que avaliar se é necessário ou não repassar ativos ao setor privado, é importante discutir como realizar isto de forma eficiente. Para levar a cabo seu plano, Michel Temer não precisará realizar grandes inovações. O roteiro do plano de privatizar tudo o que for possível já foi escrito por Dilma, que apenas não o cumpriu pois a falta de credibilidade do governo afastou investidores. Vender parte da Caixa Econômica e da BR Distribuidora, a maior empresa da Petrobras, sempre esteve nos planos do atual governo – algo que não ocorreu por não encontrar no mercado investidores dispostos a serem seus sócios. Vender ferrovias, rodovias, aeroportos, portos, imóveis da união, distribuidoras de energia e inúmeros outros bens, também fez parte da estratégia de Dilma para arrecadar recursos. Ainda que não tenha conseguido realizar todas as vendas que planejou, Dilma garantiu sem grande esforço seu lugar na história como a presidente que mais vendeu patrimônio público na história do país. Duvida? Então dá uma lida na lista abaixo!




1)-Blocos no pré-sal – R$ 15 bilhões





Uma das principais bandeiras do segundo governo Lula, o pré-sal, tornou-se sinônimo de um futuro próspero e desenvolvido no Brasil. A certeza de que as dezenas de bilhões de barris contidos no leito marinho brasileiro injetariam trilhões de dólares na economia brasileira ao longo das décadas seguintes, levaram a Petrobras ao seu mais ambicioso plano até então.Como se sabe hoje, o projeto resultou na empresa mais endividada do mundo, alguns bilhões em contratos superfaturados e um aumento da produção no pré-sal que não compensou a queda de produção em outros setores (os planos de dobrar a produção de petróleo no Brasil, por exemplo, foram abandonados pelo governo, e muitos investimentos cortados).Neste meio tempo, porém, o governo encontrou espaço para leiloar o principal ativo do pré-sal. Contendo entre 24 e 42 bilhões de barris de petróleo, Libra é o maior campo já descoberto nas últimas duas décadas em todo mundo, e demandará quase uma centena de bilhões em investimento para estar 100% operacional. Quando operar por completo, no entanto, o campo terá entre seus maiores investidores, franceses, ingleses e chineses.A venda de 60% do campo para investidores internacionais, incluindo companhias estatais chinesas, rendeu R$ 15 bilhões ao governo. O valor equivale a quase o dobro dos R$ 8,9 bilhões arrecadados em todos os demais leilões de blocos de petróleo já realizados no país entre 1999 e 2013 quando o campo foi vendido.Em sua defesa, o governo alega que o modelo de privatização adotado é mais eficiente, pois privilegia a Petrobras como operadora (as demais empresas apenas irão investir e retirar os lucros posteriormente), o que garantiria a soberania nacional. 




2)- Ativos da Petrobras – R$ 160 bilhões





Com uma dívida que chega aos R$ 502 bilhões, a Petrobras foi forçada a rever seus planos e ambições. No período de 2014-2018, a companhia prevê investir US$ 32 bilhões a menos, o equivalente a um corte de 24,5% em relação ao projetado anteriormente. Sua meta de produzir 4 milhões de barris em 2020 também foi alterada – hoje, na melhor das expectativas, chegará aos 2,8 milhões. Enquanto busca um culpado, da Lava Jato à queda do preço do barril internacional, o governo encontra soluções na venda de ativos do chamado “Grupo Petrobras”, que equivale as mais de quatro dezenas de empresas controladas pela holding. Muito além de produzir petróleo, a Petrobras possui uma rede de distribuição de combustível, refinarias, empresas de transporte, gasodutos, oleodutos, empresas de biocombustíveis, termelétricas, investimentos em produção em outros países e inúmeros outros ativos considerados não essenciais. Ativos como a Petrobras Argentina, a refinaria de Okinawa no Japão e campos de petróleo na África já foram vendidos, levantando alguns bilhões de dólares e amenizando a situação da empresa. Outros bilhões ainda devem ser arrecadados com a venda de parte da BR Distribuidora, dona da bandeira BR e das lojas de conveniência AmPm.No total, a expectativa do governo é vender até US$ 57,8 bilhões, o que incluiria até mesmo campos da Petrobras no pré-sal. O plano de vendas deverá ser executado pelo atual presidente da empresa, Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil, responsável por realizar a venda de parte da área de seguros do banco, além da parte de cartões de crédito, vendida para a CIELO.




3)- Aeroportos – R$ 45,3 bilhões





Dentre os quase R$ 200 bilhões em vendas planejados pelo governo Dilma ao lançar o “PIL”, Programa de Investimento em Logística, pouco ou quase nada saiu do papel. Ferrovias, portos e rodovias receberam quase nenhuma atenção de investidores privados.O maior caso de sucesso do projeto, porém, foram os aeroportos. Respectivamente Viracopos (SP), Brasília (DF), Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). No último caso, a compradora Odebrecht levou o aeroporto do Rio de Janeiro por R$ 19 bilhões, pagando 294% acima do valor original pretendido pelo governo.Os três primeiros, arrecadados por empresas como Engevix, UTC Engenharia e OAS (todas envolvidas em escândalos na Operação lava Jato) geraram um retorno de R$ 24,5 bilhões ao governo. Todos também contaram com investimentos de fundos de pensão de empresas estatais e companhias estrangeiras. O aeroporto mineiro de Confins também foi arrematado, por um lance mais modesto, de R$ 1,82 bilhões – 66% acima do original previsto pelo governo. Valores tão distintos entre aqueles pretendidos pelo governo e os pagos pela iniciativa privada levantam suspeitas. E se o nome das empresas envolvidas apenas corrobora a dúvida, o certo é que na prática, tais companhias ainda poderão, sem grandes dificuldades, renegociar os contratos de exploração e desta forma obter maiores lucros futuros – para isso basta apresentarem justificativas como investimentos elevados.




4)- Usinas de geração de energia – R$ 17,5 bilhões











Se o primeiro senador da República preso em exercício de mandato monopolizou a mídia no dia de 25 de novembro de 2015, a prisão do segundo banqueiro mais rico do país terminou tirando completamente o foco daquele que seria conhecido posteriormente como o maior leilão de privatização realizado no Brasil desde 1997, quando considerado apenas o valor presente dos ativos (no caso dos aeroportos, considera-se o valor durante toda a operação).Leiloadas ainda no governo FHC, uma série de usinas hidrelétricas retornou às mãos do governo em 2015, após o encerramento dos seus contratos. Ao contrário de outros casos, no entanto, em que os contratos foram renovados (em troca da redução na conta de luz anunciada anos antes pela presidente), nestes casos, as empresas donas das concessões optaram por devolver os ativos à União. Durante o ato, onde a terceira maior usina hidrelétrica do país foi vendida a chineses, não houve protestos, tampouco indignações de militantes que buscassem revelar algum tipo de atentado à soberania nacional na venda.Ao todo, R$ 17 bilhões foram arrematados: R$ 11 bilhões à vista e o restante em um prazo de até seis meses.




5)- Distribuidoras de energia – R$ 1,42 bilhões





Estatizadas durante o governo FHC pela estatal de energia, Eletrobrás, um grupo de seis distribuidoras de energia tornaram-se ‘aptas para a venda’ nos últimos anos. O motivo foi um processo de capitalização e saneamento promovido pela Eletrobrás, que resgatou as empresas e permitiu que se tornassem operacionais.A própria situação de quase falência da Eletrobrás, porém, fez com que o governo Dilma adiantasse o processo, colocando na pauta do dia a venda dessas empresas. Até o momento, apenas a distribuidora de energia de Goiás, a CELG, foi vendida, por cerca de R$ 1,427 bilhões. Outras companhias – do Acre, Rondônia, Amazonas, Piauí e Alagoas – também devem ser leiloadas em breve, permitindo a Eletrobrás reduzir seu peso em dívidas e aliviar parte dos prejuízos obtidos nos últimos anos.Antes de privatizar as empresas em 2017, porém, o governo planeja aportar R$ 5,9 bilhões para a realização de investimentos que tornem mais atraentes a venda e qualifiquem as empresas junto a órgãos reguladores. O mais difícil será Dilma Rousseff permanecer no comando do país até lá. Mas para isso, a futura ex-presidente tem uma saída junto aos militantes de seu partido: condenar as privatizações do novo governo que se iniciará. Ela jura não ter nada a ver com essa história!!!




Fonte:http://spotniks.com/dilma-saira-do-governo-campea-num-quesito-a-presidente-que-mais-privatizou-na-historia/




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Shalom : Um chamado a uma Nova Pobreza

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 3 de setembro de 2016 | 23:47




Música: Obra Nova

(Comunidade Católica Shalom)


Eis que Eu faço Obra nova, nova Obra, Obra nova.
Eis que ela já surge, não a vedes? Não a vedes? Não a vedes?

Obra nova para este tempo.
Obra nova para Minha Igreja.
Obra cara ao Meu coração.

Trago-te um novo louvor.
Chamo-te à nova pobreza!
Eis o Evangelho vivo hoje!


Fernandinho Beira Mar Sozinho na Prisão: Desabafo Sobre a Experiência Mais Difícil da Sua Vida

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 2 de setembro de 2016 | 09:47



(foto reprodução)




Fernandinho Beira Mar sozinho na solitária desabafa: "Estou vivendo uma situação que não desejo ao meu pior inimigo"



Os barulhos e ativismo do mundo, não nos permitem muitas vezes parar e refletir, e quando isto acontece, se você não tem esta prática, acaba se tornando uma verdadeira tortura, a exemplo disso constatamos no que Fernandinho Beira Mar revelou sobre sua experiência inicial em uma prisão de segurança máxima, lugar que obrigatoriamente nos leva a parar e refletir, ou seja, encontrar-se consigo mesmo! Um dos maiores traficantes do País, falando sobre o rigor e a disciplina da penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes onde ele esteve preso:



“Estou chamando formiga de meu louro! Estou vivendo uma situação que não desejo ao meu pior inimigo...”

O passado revolucionário do Senador pró impeachment Aloysio Nunes

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 1 de setembro de 2016 | 09:43







"João Goulart (na contra revolução militar ao Comunismo no Brasil), não tinha a quem recorrer. A senhora tem. Esse processo vai, sim, gerar precedentes sérios se a senhora perder seu mandato, porque nenhum governante haverá de abusar das suas competências e afrontar as regras que garantem a saúde financeira do Estado...” Senador Aloysio Nunes –SP




No interrogatório que ocorreu no Senado dia 29/08/2016, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) perguntou por que a presidente afastada Dilma Rousseff chama o processo de golpe se ela tem tido direito ao amplo direito de defesa garantido e respeitado pela atual constituição? O senador também disse que o governo omitiu passivos de registros do Banco Central, que ultrapassaram R$ 50 bilhões:





"Isso é uma ilegalidade de tamanho tal que não poderia dispensar o consentimento de uma alta autoridade, que no caso é Vossa Excelência. [...] Essas dívidas ocultaram aos olhos dos cidadãos e dos órgãos de controle para que seu governo continuasse gastando além dos limites recomendados pela prudência e fixados na lei. A senhora descumpriu assim o dever fundamental, que é o dever da transparência...", afirmou Aloysio. 



O que é o "pecado imperdoável contra o Espírito Santo", e como acontece?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 28 de agosto de 2016 | 20:52






Por *Francisco José Barros Araújo 




O Nº  §1864 do Catecismo da Igreja Católica explica:





“Aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não terá remissão para sempre. Pelo contrário, é culpado de um pecado eterno” (Mc 3,29). A misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento, rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna”.

Só Igreja Católica tem DOGMAS? Ou toda Igreja, seita, religião e filosofias, também tem os seus dogmas?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 26 de agosto de 2016 | 09:59







Vária religiões, seitas e filosofias criticam a Igreja por ser dogmática  (como se estas também, não tivessem seus próprios dogmas, pois basta uma simples análise de suas crenças e práticas para constatar). Ora, o dogma não é católico, sua metodologia  é tomada  de empréstimo da razão filosófica. Porém, na religião o dogma se torna uma verdade de fé, de caráter definitivo e irrevogável, por isto mesmo a prudência da Igreja decretou solenemente pouquíssimos dogmas, em um total atual desde o primeiro concílio universal da Igreja, de apenas 44 dogmas (você os conhece ?).Indiscutivelmente, existe uma resistência quase que insana ao dogma, devido tanto à reação ao dogmatismo, quanto à postura do espírito moderno e pós-moderno da autonomia do sujeito. Importa superar o conceito de dogma que o associa a algo irracional, heterônimo e inflexível. O dogma serviu e serve para delimitar o campo de sentido duvidoso porém essencial e estabelecer marcos consensuais e avançar na compreensão dos dados da fé. Ex.: O inferno, Céu e Purgatório são realidades comprovadas pela revelação nas escrituras, e são questões dogmáticas, mas se perguntarmos como são intrinsecamente estas realidades? esta temática de “como o são”, é considerada pela teologia e magistério da Igreja como “questões em aberto”, ou seja, não são dogmáticas.” O dogma contribui assim para a atualização da palavra de Deus e da formulação da experiência cristã. No dogma aparentemente predomina a falsa aparência, por não entender sua abrangência, a tendência de clausura de sentido. Mas, ao mudar o horizonte de compreensão e se apresentarem problemas novos à vida cristã, ele recobra toda sua força polissêmica e necessária.O dogma surge sempre na base, nunca da cúpula da Cristandade, pois a Igreja não cria dogmas, mas os confirma, ou nega heresias contrárias em definitivo, de afirmações surgidas geralmente na base. E como elemento que provém da Tradição e faz Tradição, é fruto da tarefa interpretativa realizada por vários grupos na comunidade eclesial. O senso comum dos fiéis aponta e prepara a base consensual imprescindível para o dogma. Grupos minoritários de leigos, religiosos, sacerdotes e bispos ensaiam a tematização, auxiliando ainda na sua divulgação e aceitação. Por fim, o magistério, através do conjunto dos bispos unidos ao Papa, realiza o discernimento final e o define solenemente, como sempre foi assim praticado pela Igreja, conforme nos revela as escrituras:




“Não trateis com desdém as profecias, mas, examinai todas as evidências e retende apenas o que for bom.” ( I Tessa 5,20-21).




“Congregaram-se, pois, os apóstolos e os presbíteros para considerar este assunto. E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem...”  (Atos 15,6-7).





A infalibilidade reside no fato que o dogma significa uma conquista irrevogável, trazendo elementos vinculantes para expressão da fé. A "reformabilidade" advém de sua formulação humana, simultaneamente caducável e passível de maior exploração de sentido.


Temos coragem de nos perguntar: Como seremos recebido por Deus em seu Reino?”

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 25 de agosto de 2016 | 09:29





Pergunta esmagadora. Temo e tremo ao pensar nisso, visto que “nihil inultum permanebit”, quando Ele abrir o livro de minha vida ante meus olhos. Nada ficará escondido.



Liber scriptus proferetur
in quo totum continetur
unde Orlandum judicetur”.



(Que farei eu, então, miserável pecador? Onde me esconder? A que patrono rogarei? Quando nesse juízo nem o mais justo estará seguro).


Quanto mais eu? Onde encontrarei refúgio, se nem Maria Santíssima, a advogada dos pecadores, a quem sempre quis servir, estará a meu lado para implorar o perdão, que Ela sempre implorou quando eu em vida para mim?
     

Se Eclesiastes 9 diz que "os santos estão mortos" por que rezar a eles?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 21 de agosto de 2016 | 16:47


(foto reprodução)


por*Francisco José Barros de Araújo 



João 16,12-15: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso, vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.”




Uma das dificuldades mais comuns quando se lê a Bíblia fora do seu contexto completo é tomar afirmações parciais como se fossem a revelação definitiva sobre determinado tema. É precisamente por isso que o próprio Cristo advertiu em João 16,12-15: 




“Ainda tenho muito que vos dizer, mas não o podeis suportar agora”, mostrando que a compreensão plena das verdades divinas seria progressiva e guiada pelo Espírito Santo ao longo da história da Igreja.




Essa passagem nos introduz numa realidade fundamental da teologia cristã: Deus não revelou tudo de uma só vez, mas conduziu a humanidade pedagógica e gradualmente, respeitando os limites culturais, intelectuais e espirituais de cada época. 




Os teólogos chamam isso de "desenvolvimento ou marcha ascendente da Revelação", ou seja, uma revelação que não muda em sua essência, pois Deus não muda nem a verdade divina evolui como se fosse algo imperfeito, mas a compreensão humana dessa mesma verdade vai se tornando mais clara com o tempo, à medida que Deus vai educando espiritualmente a humanidade e a Igreja, assistida pelo Espírito Santo, vai aprofundando aquilo que já estava contido implicitamente no depósito da fé.  



É muito importante destacar que isso não é uma invenção do Concílio Vaticano II, como alguns imaginam, mas uma doutrina muito anterior, já presente nos Padres da Igreja, nos grandes teólogos medievais e em documentos do Magistério muito antes do século XX. 



O Vaticano II apenas retomou e sistematizou algo que sempre fez parte da tradição católica.  Já no século V, São Vicente de Lérins formulava o princípio clássico do desenvolvimento homogêneo da doutrina ao afirmar que o verdadeiro progresso da fé acontece “no mesmo dogma, no mesmo sentido e na mesma compreensão” (eodem sensu eademque sententia), ou seja, há crescimento na explicitação, mas não mudança na substância da fé recebida dos Apóstolos.  No século XIX, o então beato (hoje São) John Henry Newman desenvolveu magistralmente esse tema em sua obra sobre o desenvolvimento da doutrina cristã, mostrando que o crescimento doutrinal da Igreja se assemelha ao desenvolvimento de uma semente que já contém em si toda a árvore em potência. A árvore não é diferente da semente em natureza, mas é o seu desdobramento natural.  




O próprio Magistério já tratava disso oficialmente antes do Vaticano II. O Concílio Vaticano I (1869-1870), na constituição Dei Filius, já ensinava que a inteligência da fé deve crescer ao longo do tempo na Igreja, afirmando que a compreensão dos dogmas pode progredir “tanto pela contemplação e estudo dos crentes, como pela inteligência que experimentam das coisas espirituais, como pela pregação daqueles que receberam a sucessão apostólica”.  





Da mesma forma, o Papa Pio XII, na encíclica Humani Generis (1950), também abordou o desenvolvimento doutrinal, explicando que a Igreja pode aprofundar a formulação das verdades reveladas para responder a novos erros ou esclarecer melhor aquilo que sempre foi crido, sem jamais alterar o conteúdo essencial da fé.  





Isso explica, por exemplo, por que certas doutrinas hoje claramente definidas — como a formulação precisa da Trindade, a natureza das duas naturezas de Cristo, o cânon bíblico, ou mesmo a explicitação mais sistemática da doutrina do purgatório — não aparecem com a mesma linguagem técnica nos primeiros séculos. Elas já estavam presentes na fé apostólica, mas foram sendo esclarecidas diante de controvérsias e heresias.  



Portanto, quando a Igreja explica melhor uma verdade, ela não está “inventando” uma nova doutrina, mas cumprindo aquilo que Cristo prometeu em João 16,13: “O Espírito da verdade vos guiará a toda a verdade.” Esse “guiar” indica precisamente um processo histórico de aprofundamento, não uma mudança da verdade revelada.  



Assim, a chamada marcha ascendente da Revelação mostra justamente a pedagogia divina: Deus não revelou tudo de forma imediata e sistemática como um manual de teologia, mas entrou na história humana e foi conduzindo progressivamente o seu povo até a plenitude da Revelação em Cristo, cuja compreensão continua a ser aprofundada pela Igreja até o fim dos tempos.




Por exemplo, no Antigo Testamento mais antigo, a compreensão sobre a vida após a morte ainda era pouco desenvolvida. Em muitos textos aparece a visão do Sheol, uma espécie de estado obscuro dos mortos, onde não havia ainda a clara distinção que depois encontramos no Novo Testamento sobre céu, inferno e purificação. É dentro desse contexto que Eclesiastes afirma que “os mortos nada sabem”, não como uma definição dogmática definitiva sobre o estado das almas, mas como uma descrição da perspectiva humana limitada daquele momento da revelação.Com o passar do tempo, Deus foi revelando verdades mais profundas: a esperança da ressurreição (como em Daniel 12,2), a consciência da alma após a morte (como em 2 Macabeus 15, onde Jeremias aparece intercedendo pelo povo), a superação da antiga teologia da retribuição automática e, finalmente, no Novo Testamento, a revelação plena da vida eterna em Cristo, da comunhão dos santos e do Deus Uno e Trino.



Dentro dessa revelação mais plena também se esclarece a doutrina das realidades últimas, chamadas na teologia de novíssimos do homem: morte, juízo, céu, inferno e purgatório.



-O Céu é o estado de felicidade eterna daqueles que morrem na graça e amizade de Deus. Mais do que um lugar físico, é a comunhão perfeita com Deus, a chamada visão beatífica, como descreve Apocalipse 21,4: “Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos, e não haverá mais morte, nem luto, nem dor.” É nesse estado que se encontram os santos, vivos em Deus e intercedendo pela Igreja peregrina na terra.

-O Inferno, por sua vez, é o estado de separação eterna de Deus escolhido livremente por aqueles que morrem em pecado mortal sem arrependimento. Não se trata de uma condenação arbitrária, mas da consequência definitiva da recusa da graça divina, como o próprio Cristo ensina em Mateus 25,46 ao falar do castigo eterno em contraste com a vida eterna.

-Já o Purgatório é frequentemente mal compreendido. A Igreja ensina que ele não é uma “segunda chance”, mas um estado de purificação para aqueles que morreram salvos, porém ainda necessitados de purificação das consequências do pecado. Essa doutrina aparece implicitamente em 1 Coríntios 3,15 (“será salvo, porém como através do fogo”) e claramente na prática judaica descrita em 2 Macabeus 12,44-46, onde se rezava pelos mortos — algo que só faz sentido se eles puderem ser beneficiados por nossas orações.



É justamente dessa doutrina que nasce a prática cristã antiquíssima de rezar pelas almas e pedir a intercessão dos santos. Se os que estão no céu vivem em Deus, podem interceder por nós; se os que estão em purificação podem ser ajudados por nossas orações, então existe uma verdadeira solidariedade espiritual entre os membros do Corpo de Cristo.





Outro ponto essencial é compreender a diferença entre a prática condenada pela Bíblia chamada necromancia (Deuteronômio 18,10-12), que consiste em tentar evocar os mortos para obter conhecimento oculto ou poder, e a intercessão dos santos, que é algo completamente diferente. A Igreja nunca ensinou que se deve “consultar os mortos” como faziam os pagãos, mas sim pedir a intercessão daqueles que vivem em Deus, assim como pedimos orações aos irmãos que ainda estão nesta vida.Quando um católico pede a intercessão de um santo, ele não está tentando obter revelações secretas nem praticando magia, mas apenas vivendo a realidade da Comunhão dos Santos, professada no Credo, que ensina que a Igreja é uma só: militante na terra, padecente no purgatório e triunfante no céu. Trata-se da mesma lógica espiritual de Apocalipse 5,8, onde os santos no céu apresentam a Deus as orações dos fiéis como incenso agradável.




Também é importante esclarecer, para evitar confusões comuns, que práticas ou devoções populares relacionadas às almas do purgatório, como as exposições do chamado Museu das Almas do Purgatório em Roma, não constituem definições dogmáticas obrigatórias da Igreja. Trata-se de iniciativas devocionais privadas e não de um órgão oficial do Vaticano, embora o tema do purgatório em si faça parte da doutrina católica definida em concílios como Florença e Trento.





Portanto, a questão não é se os mortos estão “inconscientes”, mas sim que tipo de mortos estamos falando. Para a fé cristã, aqueles que morrem na amizade de Deus não estão mortos no sentido absoluto, mas vivos em Cristo, como ensina São Paulo: “Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor” (Romanos 14,8). Por isso, a oração aos santos não é um diálogo com mortos, mas um pedido de intercessão àqueles que vivem plenamente em Deus.




Dessa forma, longe de contradizer a Escritura, a veneração dos santos só pode ser corretamente compreendida à luz da totalidade da Revelação, da Tradição apostólica e do ensinamento constante do Magistério da Igreja, que, assistido pelo Espírito Santo prometido por Cristo, continua a nos guiar “a toda a verdade” (João 16,13).

Conheça o pastor evangélico que humildemente pediu perdão aos católicos publicamente

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 19 de agosto de 2016 | 22:35




Por Mirti Medeiros





O cantor e pastor evangélico mexicano Jesús Adrián Romero surpreendeu a todos ao publicar em sua conta oficial no Facebook um pedido de perdão aos católicos que se sentem ofendidos pelos evangélicos.Ele chegou a usar palavras fortes afirmando que, na maioria dos casos, são os evangélicos a proferirem as ofensas contra os católicos e não o contrário! Com uma mensagem praticamente “contra a corrente” em se tratando do pensamento protestante.O pastor afirmou ainda ser injusto chamar os católicos de idólatras, pois a própria teologia católica proíbe qualquer tipo de idolatria, assim como a evangélica.O pastor é considerado em seu país, o México, um dos cinco cantores mais importantes na classificação geral. Além diss, ele venceu por três vezes o Grammy latino e, atualmente, é presidente da Vastago Producciones, uma gravadora dedicada à produção e distribuição de música cristã.

A cruz para o Cristão é sinal de maldição ou de Salvação?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 18 de agosto de 2016 | 13:57






“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nEle crerem tenham a vida eterna”(Jo 3,14-15)





A cruz recorda o Cristo crucificado, o sacrifício de sua Paixão, o seu martírio que nos deu a salvação. Por isso é que, desde tempos antiqüíssimos, a Igreja passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive, como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, e símbolo mais perfeito da serpente de bronze que Moisés levantou no deserto para curar os israelitas picados pelas cobras porque O Filho do Homem nela levantado cura o homem todo e todos os homens, o corpo e a alma dos que nEle crêem e lhes dá a vida eterna.

Santo Inácio de Loyola: "buscamos a glória de Deus ou dos homens?"

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 17 de agosto de 2016 | 16:50









“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo” (Gl 6,14).





Só um interesse inspirou a vida deste santo extraordinário foi Inácio de Loyola: a glória de Deus e da salvação das almas. A este interesse sacrificou e subordinou tudo. É próprio dos santos fazer sempre e em tudo o que Deus quer: fazer a santíssima vontade de Deus e nunca a própria; ou melhor a própria vontade desaparece unida que foi inteiramente à Vontade de Deus. Fazer só o indispensavelmente necessário, com algum cuidado de evitar o pecado mortal, é característico dos tíbios e não dos santos. É mais perfeito procurar sempre o agrado de Deus e dirigir todos os atos à glória de Deus e à salvação da alma. 

Qual o papel dos Sindicatos no atual mundo do trabalho ? Que mudanças precisam ser feitas na sua atuação ?











Os direitos trabalhistas são reflexo direto das transformações no mundo do trabalho, ligadas diretamente ao sistema econômico de produção, que passa por profundas transformações de natureza econômica, social, política e institucional. O homem tornou-se submisso às condições implementadas pelo sistema, detentora dos meios de produção e riqueza. O contexto é de um empregado frágil, sem força para exercer a sua liberdade de coalizão e sem muita expressividade e representatividade política. Assim, o Sindicato sozinho não tem condições de mudar os conflitos existentes na relação capital-trabalho, pois vem perdendo força. Portanto, deve juntar-se a outros atores sociais a fim de construir um elo de cooperação entre eles, para de juntos poderem encontrar respostas eficazes aos desafios do trabalho e criar condições para uma boa gestão da economia nacional, sempre com o compromisso de assegurar o pleno respeito às normas de trabalho e do trabalho digno.


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CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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