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Consagração a São José e outras: você está fazendo isso corretamente?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 8 de novembro de 2021 | 21:19



 


Nos últimos anos, tem crescido de forma impressionante a prática de consagrações entre os fiéis — especialmente a chamada “Consagração a São José”, difundida pelo padre Donald Calloway


Mas, diante desse fenômeno, surge uma pergunta necessária — e até incômoda:  Estamos compreendendo corretamente o que significa se consagrar?  Antes de qualquer entusiasmo devocional, é preciso honestidade intelectual e fidelidade à fé da Igreja.  


Confesso que não conheço em profundidade a obra citada, nem posso afirmar se possui imprimatur — isto é, a autorização oficial da Igreja para publicação, garantindo que não há erros doutrinários. E esse já seria um primeiro ponto de atenção importante.  


Mas, independentemente disso, há algo muito mais fundamental que precisa ser recordado — e que muitos parecem ter esquecido:  Todo batizado já é um consagrado!  Sim! A consagração mais importante, mais profunda e absolutamente insubstituível já aconteceu na vida de todo cristão: o Batismo Ser consagrado significa, literalmente, "ser separado para Deus, pertencer a Ele, viver sob o seu senhorio". E isso não começa com um método devocional moderno, mas com o sacramento instituído pelo próprio Cristo.  



No Batismo, recebemos um selo espiritual indelével. Tornamo-nos propriedade da Santíssima Trindade. Passamos a ser filhos adotivos de Deus e herdeiros de suas promessas. Não é um símbolo — é uma realidade espiritual objetiva, permanente e irrevogável.  Por isso, toda a vida cristã nasce dessa fonte.  


E aqui está o ponto central que muitos ignoram:  Nenhuma consagração posterior substitui, supera ou compete com a consagração batismal.  As devoções, quando bem compreendidas, existem para nos ajudar a viver melhor aquilo que já somos em Cristo — não para criar uma “nova consagração” paralela como se faltasse algo essencial.  


O problema começa quando práticas legítimas são vividas sem entendimento — ou pior, com mentalidade mágica, como se fossem atalhos espirituais para alcançar graças, proteção ou benefícios pessoais.  É exatamente aqui que entra o risco denunciado pela própria Igreja: a superstição.  


Antes de aderir a qualquer consagração, a pergunta não deveria ser “o que vou ganhar com isso?”, mas sim:  Isso está me ajudando a viver com mais fidelidade o meu Batismo?  


Porque, no fim das contas, não se trata de multiplicar práticas, mas de aprofundar uma única realidade:  Pertencemos a Deus. E isso já nos foi dado completamente.




Mas, independentemente de qualquer coisa, carece aqui alguns esclarecimentos necessários: 




É necessário repetir: "Todo batizado já é um consagrado!" E ser consagrado é ser ‘separado’ para Deus; é ser "santo" (no sentido etimológico e literal dessa palava).  Somos consagrados a Deus pelo batismo! A consagração batismal é a consagração definitiva, irrevogável, e insubstituível a Deus! É como consagrado a Deus que todo batizado vai pautar a sua única existência de “ser criatura” sobe o “Senhorio absoluto de Deus Uno e Trino, Criador, Salvador e Santificador. O Batismo é a primeira e grande iniciação cristã - sacramento instituído por Jesus Cristo, para cunhar na alma cristã o selo indelével, indestrutível pelo qual Ele mesmo nos tornou propriedade da santíssima Trindade, filhos adotivos do mesmo Pai e herdeiro de suas graças e promessas! 




O Batismo é o sacramento da fé! Mas, a fé tem necessidade de crescimento e da comunidade eclesial dos discípulos cristãos! 



Cada um dos fiéis só pode crer dentro da fé da comunidade eclesial!  




A fé fundamentada no encontro com Jesus Cristo ressuscitado pode ser redescoberta e apreendida na sua integridade e em todo o seu esplendor. 




“Também para nós, em nos nossos dias, a fé é um dom que se deve redescobrir, cultivar e testemunhar”, para que o Senhor nos conceda como “cêntuplo” a graça, a beleza, e a alegria de vivermos como discípulos verdadeiramente Cristãos! A fé que se requer para o Batismo não é uma fé perfeita e madura, mas um começo – uma iniciação - que deve posteriorment, crescer e se desenvolver, do contrário, o neófito terá uma fé imatura, sujeita a mudanças (confr.Efésios 4,14-15). 



Ao catecúmeno ou a seu padrinho é feita a pergunta: "Que pedis à Igreja de Deus?" E ele responde: A fé! 




Em todos os batizados, crianças ou adultos, a fé deve crescer após o Batismo, é nesta perspectiva que as consagrações paralelas, os carismas particulares e vocacionais,  entram e tem seu papel, ou seja, ajudar a viver e desenvolver nossas promessas batismais!




É por isso que a comunidade Igreja celebra cada ano, na noite pascal, a renovação das promessas batismais. A preparação para o Batismo leva apenas ao limiar da vida nova: vida em eclesialidade, porque cada batizado é agora Igreja de Cristo. 




O Batismo é a fonte da vida nova em Cristo, fonte esta da qual brota toda a vida cristã! Para que a graça possa desenvolver-se, é importante a ajuda dos pais, familiares e da comunidade Cristã. Este também, é o papel do padrinho ou da madrinha, que devem ser cristãos firmes, capazes e prontos a ajudar o novo batizado, criança ou adulto, em sua caminhada na vida cristã. A tarefa deles é uma verdadeira função eclesial – uma missão! A comunidade eclesial inteira tem uma parcela de responsabilidade no desenvolvimento e na conservação da graça recebida no Batismo.






A fé é dom inseparável do Batismo! O Batismo é de maneira especial “o sacramento da fé”, uma vez que é a entrada sacramental na vida de fé! 




É a primeira iniciação cristã que não se encerra no batismo, mas na Crisma! Para que o ato de fé seja humano, o “ser criatura” deve responder a Deus, crendo por livre vontade. Pois o ato de fé é por natureza voluntário. Assim sendo, o ser humano é obrigado em consciência, mas não forçado, pois Deus chama os seres humanos para servi-lo em espírito e verdade.A fé que recebemos do “Corpo místico de Cristo” que é a comunidade eclesial (a paróquia), nós a guardamos com cuidado, sem cessar, sob a ação do Espirito de Deus, à semelhança de um bem - “herança” - de grande preço – a fé - encerrado em um vaso precioso – o ser humano - ela rejuvenesce e faz rejuvenescer o próprio vaso que a contém. 




Resumindo




Toda consagração genuinamente Cristã, é por excelência, uma consagração a Deus que se dar primordialmente, e por excelência, através do batismo sacramental!



Qualquer outra consagração paralela é sempre secundária! Ou seja, para uma melhor vivência de nossa consagração primeira que se deu pelo batismo Cristão, em nome da Santíssima Trindade.

 



Sobre o reverendo pe. Donald Calloway autor do livro: “Consagração a São José – As glórias de nosso pai espiritual”



 

(foto reprodução)

 


Nascido em 29 de junho de 1972 em Dearborn, Michigan, é um padre católico romano que mora nos Estados Unidos. Ele passou seus primeiros anos em West Virginia e cresceu no sul da Califórnia, em Los Angeles e San Diego. Ele descreve seu passado como irado e viciado em drogas na sua adolescência, e relata o 'abandono do ensino médio'. Ele disse que estava usando drogas já aos 11 anos e que era muito promíscuo. Enquanto vivia no Japão, Calloway se envolveu com a Yakuza, a máfia japonesa, e serviu como "traficante de drogas", distribuindo drogas e dinheiro para cassinos em Honshu. Quando ele tinha 15 anos, Calloway foi removido à força do Japão por sua atividade criminosa e envolvimento com a máfia. Após sua extradição para os Estados Unidos, Calloway foi internado em dois centros de reabilitação de drogas e álcool na Pensilvânia: New Beginnings at Cove Forge e Charter Fairmont Institute. Depois de suas reabilitações fracassadas, ele foi preso na Louisiana aos dezoito anos.Uma noite, após recusar-se a sair com amigos, Calloway começou a ler o livro The Queen of Peace Visits Medjugorje. Ele credita este livro por ter mudado sua vida, depois de ler o qual ele se converteu ao catolicismo romano. Calloway foi ordenado sacerdote em 31 de maio de 2003 no Santuário Nacional da Divina Misericórdia em Stockbridge, Massachusetts. Ele tem um BA (Universidade Franciscana de Steubenville), M.Div. (Dominican House of Studies, Washington, DC ), STB (Dominican House of Studies, Washington, DC) e um STL (International Marian Research Institute, Dayton). Trabalha com a Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria. Calloway conduz peregrinações ao redor do mundo aos santuários marianos. Ele liderou tours pela Terra Santa com o ator Jim Caviezel.

 

 


Sobre sua iniciativa pioneira de Consagração a São José

 

 

 

Acreditando que "o mundo precisa de São José agora mais do que nunca", Calloway criou uma Consagração de São José e publicou um livro com o mesmo título em 2020. A consagração de Calloway a São José é modelada após a “Consagração a Jesus, a sabedoria encarnada, pelas mãos Maria”, de São Luís de Montfort



Calloway afirmou que "a primeira pessoa a se entregar aos cuidados de José e Maria foi na verdade Jesus". Em seu livro, Calloway escreve que a consagração a São José significa “que você reconhece que ele é seu pai espiritual e deseja ser como ele. Para o demonstrar, você se entrega inteiramente aos seus cuidados paternos, para que ele o ajude com amor a adquirir as suas virtudes e a tornar-se santo. São José, por sua vez, dará aos que lhe são consagrados sua amorosa atenção, proteção e orientação ”. 



O livro Consagração a São José de Calloway: As Maravilhas de Nosso Pai Espiritual vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo e está disponível em mais de quinze idiomas. Um site é mantido para o livro em:  www.consecrationtostjoseph.org .

 

 


Prof. Felipe Aquino fala de forma muito prudente sobre a devoção a São José:

 

 


O ano de 2021 tem uma recordação especial, tendo em vista o Ano de São José, instituído pelo Papa Francisco por ocasião dos 150 anos da declaração do santo como padroeiro da Igreja Universal. O anúncio deste evento foi feito pelo Santo Padre por meio da carta apostólica “Patris corde”. Até 8 de dezembro deste ano (2021), o pai adotivo de Jesus Cristo será celebrado por toda a Igreja. “Nestes tempos difíceis de pandemia e de grande apostasia, São José nos socorre com suas preces diante de Seu amado Filho. Na Terra, é nosso protetor; no Céu, é nosso intercessor. Os fiéis devem consagrar-se diariamente a São José com as orações aprovadas pela Igreja. Podem, inclusive, ganhar indulgências plenárias, cumprindo as demais condições exigidas pela Igreja.” A explicação é do professor Felipe Aquino, autor de vários livros de formação católica. Mesmo com as restrições na pandemia, a devoção a São José pode ser feita com uma dedicação especial dos fiéis. “É bom que os fiéis possam ler algum bom livro sobre a vida do santo e rezar em algum devocionário sobre ele. Há muitas orações belas dedicadas a ele: Novena, o Terço de São José, Coroa das suas sete dores etc.”

 

 


A importância da figura de São José na tradição cristã

 

 


A tradição cristã sempre teve uma especial atenção à importância do “sim” de Maria. Esposo humilde e justo, São José também é uma figura importante na história da salvação, embora apareça de forma mais oculta.



“A São José, Deus confiou seus dois maiores tesouros! (Jesus e Maria)”, detalha o professor. “O seu silêncio, fidelidade e amor brilham de maneira oculta nas páginas do Evangelho. Ele dedicou sua vida toda a Deus, sem qualquer exigência. Defendeu o Filho de Deus do sanguinário Herodes e cuidou da família de Nazaré”, acrescenta. 



O desafio dado a José de aceitar o anúncio de que sua futura esposa seria mãe do Filho de Deus pode não ter sido fácil. Algo que só revela mais de sua fé e integridade. “No seu silêncio e angústia, entregou-se nas mãos de Deus e foi socorrido. Isso nos ensina a não duvidar da ação amorosa de Deus em todos os acontecimentos de nossa vida, especialmente nos momentos de tribulação e aflição”, pondera o professor.

 

 

 

A história de São José e a semelhança com o drama dos migrantes!







A história de vida de São José é muito parecida com o drama hoje vivido pelos migrantes, que fogem em busca de um local onde possam ter uma vida digna. Pode-se dizer que, infelizmente, as dificuldades vividas por José ainda fazem parte do mundo contemporâneo.“É grande o drama dos migrantes em todos os tempos, e mais ainda hoje em nosso mundo incoerente, que tem o suficiente para o sustento de todos, mas não tem amor ao ser humano; prefere mais os animais do que os homens. Assim como José e Maria tiveram que fugir para o Egito para que Herodes não matasse Jesus, hoje também muitos são perseguidos em sua pátria devido à perseguição às etnias, às guerras e às perseguições religiosas”, analisa Aquino.A Igreja pede, porém, que essas pessoas sejam acolhidas e que seus costumes sejam respeitados. “O Papa é um incansável defensor deles, e até colocou na ladainha Lauretana de Nossa Senhora a invocação: ‘Socorro dos migrantes, rogai por nós!'”, finaliza.

 

 

 

ATENÇÃO! Todo sacramento produz dois efeitos: o caráter e a graça santificante!

 

 


-O caráter é uma marca, um selo espiritual que é impresso na alma do cristão pelos três Sacramentos que não podem ser repetidos: Batismo, Crisma e Ordem. Os demais sacramentos imprimem um “quase-caráter”; por exemplo, o vínculo conjugal para os validamente casados. Esta marca significa uma pertença a Cristo, e não depende das disposições morais da pessoa que recebe o sacramento! Santo Agostinho comparava esta marca com aquela que era impressa nas ovelhas, no gado, e até nos escravos pelos seus donos. Mesmo desertado o escravo, continuava com a marca para sempre!

 

 

 

-A graça santificante comunicada pelo Sacramento é a “participação na vida divina” de que falou S. Pedro (1Pe 1, 4), que a pessoa pode não receber se põe obstáculo a ela. Por exemplo, se alguém comunga em pecado grave, ou se não crê na Eucaristia, mesmo assim recebe o verdadeiro Corpo de Cristo, mas não recebe a graça! Os frutos dos Sacramentos, indulgências e Consagrações dependem do esforço de conversão da pessoa, ou seja, das suas disposições interiores.

 


 

-Filipenses 2,12-13: “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, TRABALHAI pela  vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”.

 


CONSAGRAÇÃO OU SUPERSTIÇÃO? CUIDADO COM A FÉ MÁGICA DISFARÇADA DE DEVOÇÃO


Em meio ao crescimento das consagrações e práticas devocionais, é necessário fazer um alerta sério — e profundamente atual: nem toda prática religiosa é automaticamente uma expressão autêntica de fé.


Existe uma linha muito tênue entre devoção verdadeira e superstição. E quando essa linha é ultrapassada, o que deveria ser caminho de santidade pode se tornar uma distorção da própria relação com Deus. A Igreja, com sabedoria bimilenar, não se cala diante disso. O Catecismo da Igreja Católica é direto:



§2111 — A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe.



Ela pode afetar até mesmo o culto ao verdadeiro Deus, quando atribuímos um valor quase “mágico” a práticas que, em si, são legítimas. Quando alguém acredita que uma oração, uma consagração ou um sinal externo “funciona” automaticamente, independentemente da conversão interior, já não estamos mais no campo da fé — mas da superstição. E o Catecismo reforça ainda:


§2138 — A superstição é um desvio do culto que rendemos ao verdadeiro Deus.


Isso é extremamente sério! Porque, na prática, significa reduzir Deus a um instrumento — e a vida espiritual a uma espécie de “negociação religiosa”:


-Faço uma consagração → apenas para receber proteção?

-Rezo determinadas fórmulas → apenas para obter benefícios pessoais?

-Cumpro um método → e Deus se obriga e me garantir graças?


Isso não é fé cristã!Isso é mentalidade mágica.! A verdadeira fé não se baseia em “métodos que garantem resultados”, mas em um relacionamento vivo com Deus, que exige:


-Conversão sincera

-Vida sacramental

-Obediência à vontade divina

-Luta concreta contra o pecado

-Ajuda ao próximo, material e espiritual (oculta sem trombetas)

-Serviço engajamento na Igreja


Uma consagração autêntica — seja a São José, à Virgem Maria ou a qualquer outro santo — não é um atalho para benefícios pessoais, mas um compromisso sério de imitação, entrega e transformação de vida.


Se a pessoa se “consagra”, mas continua vivendo da mesma forma, sem mudança interior, sem vida de graça, sem esforço de santidade, então essa consagração corre o risco de ser apenas um ato externo — e, pior ainda, uma ilusão espiritual.


Por isso, a pergunta que precisa ser feita com honestidade é: Estou buscando Deus… ou apenas os benefícios que imagino que Ele pode me dar?Porque a fé cristã não é utilitarista. Não seguimos Deus pelo que Ele pode nos dar, mas porque Ele é Deus.



E toda devoção verdadeira — inclusive as consagrações — só tem valor quando nos conduz de volta ao essencial:


-Uma vida enraizada na vivencia das promessas do Batismo

-Uma fé viva e consciente

-Uma relação autêntica com Deus, com a igreja e com o próximo


Fora disso, o risco não é pequeno: "transformar o sagrado em superstição… e a fé em ilusão".

 

 


CONCLUSÃO: SEM CONVERSÃO, NÃO HÁ FRUTOS NAS CONSAGRAÇÕES— SÓ ILUSÃO RELIGIOSA


Sem as devidas disposições interiores, esperar os efeitos dos Sacramentos, das indulgências ou de qualquer consagração é simplesmente vão.



A vida espiritual não funciona de maneira automática, mecânica ou mágica.Querer os frutos sem a conversão é cair exatamente naquilo que a Igreja condena: a superstição, como ensina o Catecismo da Igreja Católica (§2111).


Ou seja: atribuir eficácia espiritual a práticas externas — orações, fórmulas, consagrações, objetos — sem correspondência interior com a graça de Deus.


Portanto, sem as verdadeiras disposições interiores, não adianta:


-Consagrar-se a Jesus pelas mãos de Maria

-Consagrar-se a São José ou ser filho espiritual de padre Pio

-Recorrer a São Miguel Arcanjo...



(foto reprodução)


Ou cumprir exigências externas para adquirir indulgências, pois se a alma permanece em estado de pecado grave, sem arrependimento real, sem luta concreta, sem desejo verdadeiro de mudança. Deus não se deixa reduzir a um sistema de práticas. Ele olha o interior, o coração, e não o apenas o exterior.


E aqui está uma verdade que muitos não querem aceitar:



Uma mesma consagração produzirá frutos em alguns… e será completamente estéril em outros! Por quê? Porque Deus não age na superfície — Ele age onde encontra abertura, humildade, conversão e sinceridade.


Quem se consagra com fé viva, com esforço concreto de mudança, com vida sacramental e busca sincera de santidade, experimenta frutos reais.Mas quem se apega apenas ao rito externo, esperando resultados automáticos… não verá nada acontecer.


E então surge o erro mais comum:trocar de consagração como quem troca de estratégia, de método ou até de “produto espiritual”, achando que o problema está na consagração e não nas disposições interiores do consagrado, meramente superficiais


-Consagra-se a Maria…não vê resultado!

-Vai para São Miguel…não vê resultado!

-Agora tenta São José, padre Pio, e assim por diante…Como se dissesse: “agora vai dar certo…”


Mas o problema nunca esteve na consagração. O problema está na falta de conversão.


Isso revela um comportamento perigoso: uma fé instável, superficial, movida por expectativa de resultados — e não por amor a Deus. É a espiritualidade do “experimentar tudo”, sem se comprometer com o essencial.


-Uma fé de aparência.


-Uma fé que ostenta, mas não transforma.


De que adianta:


-Usar correntes, sinais e símbolos de consagração

-Dizer-se “consagrado(a)”

-Divulgar práticas devocionais…se não reza o básico, não luta contra o pecado, não busca viver em estado de graça? Como lembra a Escritura:“Ainda não resististes até o sangue na luta contra o pecado” (cf. Epístola aos Hebreus 12,4)

-Chamar-se consagrado a São José, mas não imitar sua obediência, sua castidade, sua vida silenciosa e fiel…

-Invocar São Miguel, querer ser filho(a) espiritual de padre Pio,mas não travar combate contra o pecado?

-Consagrar-se a Maria, mas não viver humildade e entrega?


Tudo isso se torna incoerência espiritual. No fundo, é como se a consagração batismal — que é plena, suficiente e perfeita — não bastasse.


E então a pessoa entra num ciclo de busca por “algo a mais”, quando, na verdade, nunca viveu o essencial.São como abelhas inquietas, que pousam em todas as flores, experimentam de tudo…mas não permanecem em nada.


-E sem permanência, não há raiz.

-Sem raiz, não há fruto.


Por isso, é preciso retomar o eixo fundamental de qualquer Consagração:


-A consagração fundamental do Cristão já aconteceu no Batismo

-Toda devoção deve conduzir a uma vida concreta de santidade

-Toda prática externa exige correspondência interior


Caso contrário, o risco para a fé é grave:


-Transformar a fé em aparência…

-A devoção em superstição…

-E a vida cristã em uma ilusão religiosa de práticas barganhosas, visando apenas benefícios pessoais e não a santificação, o serviço ao próximo e a igreja.



Importante esclarecer: Não queremos, com essas considerações, inibir ou abolir as autênticas consagrações da vida cristã. Pelo contrário, elas têm lugar legítimo e fecundo na tradição da Igreja, quando bem compreendidas e vividas.  


Temos exemplos luminosos, como a consagração de São João Paulo II, a  Jesus pelas mãos de Maria, que viveu profundamente sua consagração mariana expressa no lema “Totus Tuus” — não como um gesto externo, mas como uma entrega total, concreta e coerente de vida a Deus.  


O objetivo aqui é outro:  alertar contra os desvios, os excessos e as distorções, para que aquilo que é santo não seja reduzido a prática vazia, e aquilo que é profundo não seja vivido de forma superficial.  Porque consagração verdadeira não é fórmula meramente exterior, é vida entregue.



BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E RECOMENDADA:

 

-https://padrepauloricardo.org/blog/e-hora-da-consagracao-a-sao-jose

-https://www.acidigital.com/noticias/por-que-a-nova-consagracao-a-sao-jose-e-tao-popular-hoje-sacerdote-explica-23140

-https://noticias.cancaonova.com/igreja/no-mes-de-sao-jose-professor-felipe-aquino-destaca-virtudes-do-santo/

-https://en.wikipedia.org/wiki/Donald_Calloway

-“É preciso um pai”: Novo livro destaca a consagração a São José. Registro Católico Nacional 

-Farrow, Mary. “Por que uma nova consagração a São José se espalha como um incêndio” . Agência Católica de Notícias .

-Kosloski, Philip. “Como a Consagração a São José pode mudar a sua vida” .

-“Stephen Buhagiar: Homens, é hora! Vamos até Joseph” . The Catholic Weekly

-MIC, Donald H. Calloway; Calloway, Donald H. (fevereiro de 2018). Joias de São José: Sabedoria Diária sobre Nosso Pai Espiritual . Marian Press.

-"Consagração a São José" . www.goodreads.com .




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Anônimo
6 de outubro de 2024 às 20:53

Realmente...não adianta sair por ai “OSTENTANDO que é um consagrado(a) a Jesus pelas mãos de Maria”, a São Miguel, ou a São José, sem viver concretamente sua consagração, pois ela será estéril e infrutífera.

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