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Jesus Cristo era comunista? O que diferencia o Cristão de um comunista?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 16 de junho de 2019 | 18:08





Jesus Cristo era comunista? O que diferencia o Cristão de um comunista?  
 

por*Francisco José Barros de Araújo 



Tornou-se cada vez mais comum, sobretudo nas redes sociais e em debates ideológicos contemporâneos, encontrar cristãos — e até mesmo não cristãos — afirmando que Jesus Cristo teria sido socialista ou comunista, como se o Evangelho fosse uma antecipação religiosa das teorias político-econômicas surgidas no século XIX. 


Essa leitura, porém, nasce muito mais de interpretações ideológicas modernas do que de uma análise séria do contexto histórico, teológico e doutrinário da pregação de Cristo.  Não se trata apenas de opiniões isoladas de internautas. Líderes políticos também recorreram a essa retórica para legitimar projetos de poder. O ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por exemplo, ao justificar o seu governo socialista de linha marxista e o processo de centralização estatal implantado no país, declarou: “Eu juro por Cristo — o maior socialista da história” . Em outra ocasião, afirmou: “O Cristo verdadeiro é o da propriedade comum, era comunista mais que socialista; um comunista autêntico, anti-imperialista, inimigo das elites e do poder”.  



Declarações dessa natureza, repetidas à exaustão no discurso político latino-americano, ajudaram a difundir a ideia de que haveria uma identidade essencial entre o cristianismo primitivo e o comunismo moderno. 


Mas será que essa equivalência resiste a uma análise histórica e doutrinária mais profunda? Pode-se realmente enquadrar o Reino de Deus — de natureza espiritual e transcendente — nas categorias materiais do materialismo dialético marxistaA confusão geralmente nasce de uma leitura superficial de temas evangélicos como a caridade, o cuidado com os pobres e a crítica aos abusos da riqueza. A partir daí, constrói-se uma ponte artificial entre a moral cristã e os sistemas coletivistas modernos, ignorando que o cristianismo fala de conversão do coração, liberdade moral, responsabilidade pessoal e destino eterno da alma — realidades ausentes na cosmovisão comunista clássica, que é estruturalmente materialista e, em muitos de seus formuladores, explicitamente ateia.  


Diante disso, impõe-se uma reflexão séria: em que sentido Cristo pregou a partilha? Foi ela fruto de coerção estatal ou de caridade livre? O Evangelho propõe a abolição da propriedade ou a santificação do uso dos bens? O cristão busca a igualdade absoluta material ou a fraternidade fundada na dignidade espiritual?  Responder a essas perguntas é fundamental para distinguir o que pertence ao depósito da fé cristã e o que é produto de construções ideológicas posteriores — evitando, assim, anacronismos que instrumentalizam a figura de Jesus para fins políticos alheios à sua missão redentora.



jesus Cristo, de fato, foi um comunista e revolucionário? 



Definitivamente, não! - A tentativa de apresentar Jesus como um líder político revolucionário, precursor das ideologias comunistas modernas, não encontra fundamento nem na Sagrada Escritura, nem na Tradição da Igreja, nem no ensinamento do Magistério. Trata-se de uma releitura ideológica posterior, que projeta sobre o Cristo do Evangelho categorias políticas surgidas quase dois milênios depois de sua encarnação.


Quando São João Paulo II abriu a III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Puebla, no México, em 1979, ele enfrentou diretamente essa interpretação distorcida, que já ganhava força em diversos meios eclesiais e acadêmicos. Naquela ocasião, afirmou de modo claro e inequívoco:



“Essa visão de Cristo como o Revolucionário de Nazaré não se coaduna com a fé católica.”







Com essa declaração, o Pontífice não apenas corrigia um erro teológico, mas também traçava um marco doutrinário diante das leituras marxistas do Evangelho que se difundiam sobretudo através de certos setores da chamada Teologia da Libertação, então em ascensão na América Latina desde a década de 1970.



É importante compreender o contexto histórico. Em meio às desigualdades sociais do continente e às tensões da Guerra Fria, alguns teólogos passaram a interpretar a missão de Cristo primordialmente sob a ótica da luta de classes, adotando categorias do marxismo-leninismo como chave hermenêutica da fé cristã. Nessa perspectiva, Jesus era apresentado como um insurgente político contra o sistema econômico de seu tempo, e o Reino de Deus era reduzido a um projeto de transformação sociopolítica estrutural.


João Paulo II, porém, conhecedor direto dos efeitos do comunismo na Europa Oriental — especialmente em sua Polônia natal — percebeu o perigo dessa instrumentalização ideológica da fé. Seu ensinamento insistiu que a libertação trazida por Cristo é, antes de tudo, libertação do pecado, raiz de todas as injustiças humanas, e não mera revolução material das estruturas econômicas.




A partir de Puebla, tornou-se visível um esforço magisterial amplo e contínuo para sanar tais desvios doutrinários. Esse trabalho prosseguiu por meio de documentos, orientações pastorais e intervenções da Santa Sé — especialmente através da Congregação para a Doutrina da Fé — que esclareceram os limites e os erros das correntes teológicas influenciadas pelo marxismo. Tal ação foi, de fato, providencial para preservar a integridade da fé e evitar que o Evangelho fosse reduzido a um manifesto político.






Como bem sintetiza a literatura apologética sobre o tema, entre elas a obra A Teologia da Libertação (Ed. Cléofas, 2000), não se tratou de negar a legítima preocupação cristã com os pobres e oprimidos — dimensão sempre presente na Doutrina Social da Igreja —, mas de rejeitar a adoção de uma ideologia materialista, ateia e baseada na luta de classes como instrumento de interpretação da mensagem de Cristo.


Jesus não convocou guerrilhas, não organizou levantes armados, não propôs a tomada do poder estatal. Pelo contrário: afirmou que seu Reino não é deste mundo (Jo 18,36), ensinou a dar “a César o que é de César” (Mt 22,21) e proclamou bem-aventurados os mansos e os pacificadores, não os revolucionários violentos.



Portanto, reduzir Cristo à categoria de “comunista” ou “revolucionário político” é não apenas um anacronismo histórico, mas uma grave mutilação de sua identidade e missão salvífica, que transcende infinitamente qualquer ideologia temporal.




Cristianismo e Comunismo são antagônicos. Mas onde está, de fato, essa diferença fundamental?



A oposição entre Cristianismo e Comunismo não é meramente política ou econômica; ela é, antes de tudo, filosófica, antropológica e espiritual. Trata-se de duas visões radicalmente distintas sobre o homem, a história, a sociedade e o próprio sentido da existência.


O Comunismo, conforme formulado por Karl Marx e Friedrich Engels, estrutura-se sobre o chamado materialismo histórico (ou dialético). Segundo essa concepção, todos os acontecimentos da história humana são determinados fundamentalmente pelo fator econômico. A política, a cultura, a moral e até a religião seriam apenas “superestruturas” — reflexos das relações de produção e dos interesses materiais de cada época. Em outras palavras, não é o espírito que molda a história, mas a economia.







Essa visão entra em choque frontal com os princípios cristãos. O Cristianismo reconhece no homem não apenas uma dimensão material, mas sobretudo uma alma espiritual, criada por Deus e aberta aos valores transcendentes: verdade, bem, beleza, santidade, eternidade. A história humana, nessa perspectiva, não pode ser reduzida ao conflito econômico, pois é também movida por motivações espirituais, morais e religiosas.

Basta recordar os grandes santos que, ao longo dos séculos, influenciaram profundamente o mundo — Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Santa Teresa d’Ávila, Santo Inácio de Loyola, São João Bosco, entre tantos outros. Nenhum deles teve sua atuação determinada por interesses econômicos ou pela luta de classes; ao contrário, muitos renunciaram a riquezas, prestígio e poder justamente em nome de bens espirituais superiores. Suas vidas são, por si mesmas, uma refutação prática do reducionismo materialista.



O Comunismo, sendo materialista e ateu, por essência, mostra-se estruturalmente adverso à fé. Na cosmovisão marxista clássica, Deus não é reconhecido como realidade objetiva e transcendente, mas reduzido a uma construção ideológica produzida pelas condições materiais de cada época. A religião, nessa leitura, não nasce de uma abertura natural do homem ao sagrado, nem de uma busca existencial pelo sentido último da vida, mas seria apenas um instrumento de dominação das massas, utilizado pelas classes dominantes para manter estruturas de poder.


Daí a famosa expressão de Karl Marx que define a religião como “o ópio do povo”, isto é, uma espécie de anestésico social que consolaria os oprimidos e impediria a revolução. Contudo, essa interpretação revela um reducionismo histórico e antropológico profundo. É como se, desde os tempos das cavernas, o homem primitivo já pensasse ideologicamente em construir um arcabouço burguês de dominação e opressão social por meio da religião — como se a experiência religiosa não tivesse brotado de modo natural, reflexivo e experiencial diante do mistério da existência, da morte, da ordem do cosmos e da própria consciência moral.




Tal hipótese ignora que a religiosidade é um fenômeno universal, presente nas mais diversas culturas e períodos históricos, muito anterior ao surgimento de qualquer estrutura econômica burguesa ou de sistemas de classes nos moldes modernos. A abertura ao transcendente manifesta-se na arte rupestre, nos ritos funerários, nos altares primitivos, nos mitos cosmogônicos — sinais de que o homem, desde suas origens, percebeu-se relacionado a uma realidade superior, e não simplesmente manipulado por elites inexistentes em contextos tribais.



Ao reduzir a fé a mera superestrutura econômica, o materialismo marxista desconsidera essa dimensão constitutiva da natureza humana. Não por acaso, regimes comunistas históricos, ao adotarem essa visão, perseguiram sistematicamente instituições religiosas — especialmente a Igreja — por vê-las como rivais de lealdade, consciência e autoridade moral, incompatíveis com um sistema que pretendia reorganizar integralmente a sociedade a partir de bases estritamente materiais.



A própria análise marxista da sociedade apoia-se na teoria da luta de classes, entendida como motor da história. Segundo essa leitura, toda a trajetória humana seria marcada pelo conflito irreconciliável entre opressores e oprimidos — senhores e escravos, nobres e servos, burgueses e proletários. Contudo, tal visão é profundamente redutiva, pois ignora outros fatores igualmente decisivos na construção da história: cooperação, alianças, solidariedade, vínculos familiares, religiosos e culturais, além das inúmeras iniciativas de paz e reconciliação entre povos.



Sob o ponto de vista moral, a mentalidade da luta de classes revela-se incompatível com o Evangelho, pois tende a fomentar ressentimento e antagonismo social, colocando irmão contra irmão. O Cristianismo, ao contrário, não propõe o conflito como caminho ordinário de transformação social. Sua proposta é a reconciliação, o diálogo, a justiça temperada pela caridade, o perdão e a conversão do coração — princípios sintetizados no mandamento do amor, inclusive aos inimigos.



Na práxis revolucionária marxista, difundiu-se ainda a ideia de que “os fins justificam os meios”: a violência, a supressão de liberdades, a perseguição política e religiosa seriam toleráveis — ou até necessárias — para a implantação da sociedade comunista. A experiência histórica do século XX mostrou, tragicamente, aonde tal lógica pode conduzir. Diversos estudos, entre eles o conhecido Livro Negro do Comunismo, estimam que regimes comunistas estiveram associados à morte de dezenas de milhões de pessoas, tornando-se um dos fenômenos políticos mais letais da história contemporânea.



Diante disso, torna-se evidente que o antagonismo entre Cristianismo e Comunismo não é circunstancial, mas estrutural. Enquanto um se funda na transcendência, na dignidade espiritual da pessoa e na caridade livre, o outro nasce de uma leitura materialista da realidade, centrada no conflito e na primazia absoluta da economia.









A mentalidade da luta de classes, erigida pelo marxismo como motor da história, revela-se profundamente incompatível com a visão cristã do homem e da sociedade. Isso porque, em sua lógica interna, ela tende a absolutizar o conflito social, incitando ao ressentimento e colocando sistematicamente irmão contra irmão, como se a relação entre os homens estivesse inevitavelmente fundada na hostilidade permanente entre opressores e oprimidos.


O Cristianismo, ao contrário, não reconhece a luta como meio ordinário e legítimo de transformação social. Sua proposta é de outra natureza: ensina a reconciliação, o diálogo entre as partes, a busca da justiça temperada pela caridade, o acordo possível, o perdão e a restauração das relações rompidas. O Evangelho não nega a existência de injustiças — pelo contrário, denuncia-as com vigor —, mas aponta para sua superação mediante a conversão do coração e a elevação moral do homem, não pela fomentação do ódio social.






Já na práxis revolucionária marxista difundiu-se a máxima segundo a qual “os fins justificam os meios”. Dentro dessa lógica utilitarista, a violência revolucionária, a supressão de liberdades, a perseguição ideológica, a censura, a expropriação forçada e até a eliminação física de opositores podem ser consideradas instrumentos legítimos para a implantação do projeto comunista. A moral torna-se relativa ao objetivo político: tudo o que favorece a revolução é tido como justificável.


A experiência histórica do século XX fornece elementos dramáticos para avaliar as consequências dessa mentalidade. Diversos regimes inspirados no marxismo-leninismo recorreram sistematicamente à repressão, aos campos de trabalho forçado, às deportações em massa e à perseguição religiosa e política. Estudos históricos, entre eles a obra O Livro Negro do Comunismo, estimam que tais regimes estiveram associados à morte de dezenas de milhões de pessoas, frequentemente apontadas na ordem de cerca de 100 milhões de vítimas ao longo do século.


Independentemente das discussões acadêmicas sobre números exatos, o fato incontornável é que a absolutização da luta e a legitimação da violência como método político contrastam frontalmente com o mandamento central do Cristianismo: o amor ao próximo — inclusive ao inimigo —, fundamento sem o qual nenhuma transformação social pode ser verdadeiramente humana e duradoura.



Marxismo: Um verdadeiro veneno para a fé católica e Cristã!



À luz de tudo o que foi exposto, compreende-se por que o Magistério da Igreja, especialmente no contexto latino-americano do século XX, manifestou séria preocupação quanto à infiltração de categorias marxistas na reflexão teológica. Os bispos reunidos na III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Puebla (1979), formularam uma advertência de grande gravidade e atualidade sobre o perigo da instrumentalização ideológica da fé. Diz o documento:

“Cumpre salientar aqui o risco de ideologização a que se expõe a reflexão teológica, quando se realiza partindo de uma ‘práxis’ que recorre à análise marxista. Suas consequências são a total politização da existência cristã, a dissolução da linguagem da fé na das ciências sociais e o esvaziamento da dimensão transcendental da salvação cristã.” (Puebla, n.º 545)

Essa advertência é profundamente significativa. Ela não rejeita a legítima preocupação com a justiça social — dimensão sempre presente na Doutrina Social da Igreja —, mas denuncia o risco de submeter o conteúdo da fé a uma matriz ideológica estranha ao Evangelho. Em termos mais diretos: 


Quando a análise marxista é assumida como chave interpretativa da teologia, corre-se o perigo de reduzir o Cristianismo a um projeto meramente político. A salvação deixa de ser compreendida como redenção do pecado e participação na vida divina, para tornar-se apenas libertação socioeconômica; o Reino de Deus é confundido com um modelo de organização estatal; e a missão da Igreja é reinterpretada como militância revolucionária.


Nesse sentido, pode-se dizer, em linguagem metafórica, que a adoção acrítica do marxismo funciona como um verdadeiro veneno para a integridade da fé, pois dissolve sua dimensão sobrenatural e transcendente, esvaziando o núcleo propriamente religioso do Cristianismo.






Diante disso, torna-se ainda mais inconsistente a tentativa de apresentar Cristo como marxista ou revolucionário político. Marxismo e Cristianismo partem de pressupostos inconciliáveis: um nasce do materialismo histórico e do ateísmo filosófico; o outro, da Revelação divina e da afirmação da transcendência. As tentativas de conciliar ambos, historicamente, acabam por desfigurar um ou outro: ou se dilui a fé para adaptá-la à ideologia, ou se esvazia a própria teoria marxista de seus fundamentos originais.


Um ponto concreto dessa divergência aparece na questão da propriedade privada. O comunismo clássico defende a abolição da propriedade particular dos meios de produção, concentrando-os nas mãos do "Estado" (líderes do partido único).A Doutrina Social da Igreja, por sua vez, reconhece o direito natural à propriedade privada como legítimo, ainda que subordinado à sua função social.




Isso significa que a Igreja não ignora — nem minimiza — as graves injustiças decorrentes da má distribuição de bens. Pelo contrário, denuncia com firmeza os abusos do capitalismo desumanizado, a exploração do trabalhador e a acumulação egoísta. Contudo, a correção dessas distorções não passa pela negação do direito de propriedade, mas por sua ordenação moral: uso responsável dos bens, solidariedade, subsidiariedade e promoção do bem comum. Assim, enquanto o marxismo propõe a coletivização coercitiva como solução estrutural, o Cristianismo propõe a conversão moral das pessoas e das instituições, preservando a liberdade humana e a dignidade da pessoa — que jamais pode ser absorvida pelo Estado.





Libertação Cristã e Libertação Marxista: Uma Diferença de Princípios, meios e fins



A análise marxista continua a exercer forte atração sobre setores intelectuais e também sobre amplas parcelas das massas, sobretudo porque se apresenta revestida de um ideal que, em si mesmo, é legítimo e profundamente humano: o desejo de pôr fim à injustiça social. Trata-se de uma aspiração que ressoa no coração de todos — e que, de fato, encontra eco na própria tradição cristã, sempre sensível ao clamor dos pobres e oprimidos.  


Entretanto, a questão decisiva não está apenas no fim pretendido, mas nos meios propostos para alcançá-lo. De que modo se busca essa justiça? Por quais caminhos se pretende construí-la? É precisamente aqui que emerge a divergência fundamental.  


A busca por uma sociedade mais justa não pode ser conduzida por meios imorais, desprovidos de ética ou fundados no desprezo pela dignidade da pessoa humana. A práxis marxista revolucionária, historicamente, legitimou instrumentos como a violência política, a expropriação coercitiva, a supressão de liberdades, a luta de classes sistemática e o incitamento ao ódio social como motores de transformação histórica. Nessa lógica, o conflito é elevado à categoria de método necessário. 








O Cristianismo, embora igualmente deseje a justiça — e até mais profundamente, por enxergá-la como exigência da caridade —, recusa tais caminhos. A transformação social, na perspectiva evangélica, deve brotar da conversão do coração, da promoção da dignidade humana, da solidariedade e do amor fraterno, nunca da violência organizada.  Por isso, São João Paulo II, dirigindo-se aos Bispos do CELAM, rejeitou explicitamente a hipótese de utilizar a análise marxista como fundamento para a elaboração de um pensamento autenticamente católico. Em sintonia com o ensinamento de Puebla, afirmou que:  


“A libertação cristã usa ‘meios evangélicos, com a sua eficácia peculiar, e não recorre a algum tipo de violência nem à dialética da luta de classes (…) nem à práxis ou análise marxista’.” (cf. Puebla, n.º 486; Discurso aos Bispos do CELAM)  



Essa afirmação é central: 



A libertação cristã não é menos comprometida com os pobres — ao contrário —, mas distingue-se precisamente pelos meios que emprega. Não instrumentaliza o ódio, não absolutiza o conflito, não reduz o homem à condição de peça econômica dentro de uma engrenagem revolucionária.  



É nessa linha — evangélica, moral e espiritual — que se deve promover a justiça social autêntica: defendendo os pobres, corrigindo desigualdades, denunciando abusos, mas sempre preservando a dignidade humana e a caridade como princípios inegociáveis.  


Aqui reside uma diferença fundamental entre o socialismo marxista, tal como implementado em experiências políticas concretas — frequentemente associadas a regimes como os de Hugo Chávez ou Fidel Castro — e a proposta cristã de transformação social. Enquanto um privilegia a revolução estrutural mediante o conflito, o outro propõe a renovação da sociedade a partir da conversão moral, da justiça e do amor que brota do Evangelho.


Diante de tudo isso, torna-se possível compreender com maior clareza que há uma diferença essencial — não apenas acidental — entre a libertação proposta pelo Cristianismo e aquela formulada pelo marxismo. Trata-se, em verdade, de uma divergência que atinge os princípios, os meios e os fins.


-A chamada libertação marxista nasce de um princípio materialista: parte da leitura de que o homem é, antes de tudo, um ser econômico, condicionado pelas estruturas de produção e pela posição que ocupa na luta de classes. Seu objetivo fundamental é a transformação das estruturas sociais mediante a abolição da propriedade privada dos meios de produção e a instauração de uma sociedade coletivizada. Seus meios históricos privilegiaram a revolução, o conflito estrutural, a coerção estatal e, não raras vezes, a violência como instrumento político legítimo para acelerar o processo histórico.


-Já a libertação cristã parte de um princípio radicalmente distinto: reconhece que a raiz última da opressão humana está no pecado — pessoal e estrutural — e que, por isso, nenhuma mudança meramente econômica é suficiente para redimir o homem. Seu fim supremo não é a construção de uma sociedade igualitária temporal, embora se preocupe com a justiça histórica, mas a salvação integral da pessoa, chamada à comunhão com Deus e à vida eterna.


-Os meios também diferem profundamente. Enquanto a práxis marxista recorre à dialética do conflito e à luta de classes como motor da história, a libertação cristã utiliza meios evangélicos: a conversão do coração, a caridade, a justiça, a solidariedade, o perdão, a promoção da dignidade humana e a transformação moral das estruturas a partir da consciência renovada.



Assim, pode-se dizer que:


-O marxismo busca libertar das desigualdades econômicas;

O Cristianismo busca libertar do pecado e de todas as suas consequências, inclusive as sociais.

-O marxismo visa sobretudo uma utopia histórica imanente;

O Cristianismo orienta-se para uma plenitude transcendente, sem descuidar da justiça presente.

-O marxismo confia na revolução estrutural;

O Cristianismo aposta na revolução do coração humano e em Céus Novos e Terra Nova para depois do juízo final, não antes, sem pessimismo, mas realismo profético, porém, não fica de braços cruzados diante do sofrimento humano.



Por isso, embora ambos utilizem, em certos discursos, a palavra “libertação”, falam de realidades profundamente diversas. Confundi-las é incorrer num grave equívoco conceitual e teológico. A libertação cristã não nega a necessidade de justiça social; ao contrário, fundamenta-a numa visão mais alta do homem, criado à imagem de Deus e destinado à eternidade.



Eis, portanto, a diferença decisiva: a libertação marxista pretende transformar as estruturas para mudar o homem; a libertação cristã transforma o homem para que ele, renovado pela graça, transforme também as estruturas — sem ódio, sem violência, mas na verdade e na caridade do Evangelho.








A própria história recente da América Latina oferece exemplos concretos do abismo que separa a visão cristã da visão marxista de sociedade. A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), em 20 de dezembro de 2007, dirigiu-se ao então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por ocasião de sua reeleição, congratulando-o democraticamente, mas ao mesmo tempo manifestando séria preocupação quanto aos rumos ideológicos do país. Os bispos pediram que fosse preservada a educação religiosa e advertiram para o perigo de se implantar “um socialismo inspirado na filosofia marxista”.

Na ocasião, o Cardeal-Arcebispo de Caracas, Jorge Liberato Urosa Savino — então presidente da Conferência Episcopal — declarou publicamente esperar que aquele projeto de socialismo, ainda indefinido, não seguisse a linha de um totalitarismo estatizante, nem se inspirasse na filosofia marxista, caracterizada por ocupar todos os espaços da vida social e reduzir as liberdades fundamentais. Tratava-se de um apelo pastoral, prudente e profético.


Infelizmente, tal advertência não foi ouvida. O regime caminhou progressivamente para a consolidação de um modelo socialista de forte inspiração marxista, centralizador e autoritário, aproximando-se do padrão cubano. As consequências históricas, políticas, econômicas e sociais tornaram-se visíveis ao mundo inteiro, marcando profundamente a vida do povo venezuelano.

Do ponto de vista ideológico, a análise marxista reduz a felicidade humana ao plano puramente terreno. Seu horizonte é apenas o “reino do homem”, construído por estruturas materiais e econômicas, sem abertura para a transcendência. A esperança é colocada exclusivamente na transformação das condições socioeconômicas, como se nelas estivesse a redenção última da humanidade.

Cristo, porém, no momento decisivo de seu julgamento diante de Pilatos, afirmou de modo categórico:

“O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos teriam lutado para que eu não fosse entregue… mas o meu Reino não é deste mundo” (Jo 18,36).

Com essas palavras, Nosso Senhor não negou a importância da justiça nesta terra, mas deixou claro que a salvação que Ele oferece não se identifica com projetos políticos ou revoluções ideológicas. Seu Reino não nasce da luta de classes, da violência revolucionária ou da imposição estatal, mas da conversão do coração, da graça e da verdade.



Por isso, causa estranheza — para não dizer grave distorção histórica e teológica — a tentativa de certos grupos de apresentar Cristo como um líder revolucionário de esquerda, equiparando-O a figuras como Marx, Lenin, Stalin, Che Guevara, Fidel Castro, Hugo Chávez, Nicolás Maduro ou Mao Tsé-Tung. Tal leitura ignora não apenas o contexto histórico do Evangelho, mas sobretudo a natureza espiritual da missão de Cristo.



Sinceramente, afirmar que Jesus foi um “marxista” ou um “revolucionário socialista” revela profundo desconhecimento — tanto da história quanto da própria doutrina cristã. Cristo não veio instaurar a ditadura de um sistema econômico, mas libertar o homem do pecado e abrir-lhe as portas do Reino eterno, que começa no coração e se consuma na eternidade.




Jesus Cristo e os Líderes Comunistas: Um Contraste Biográfico Inconciliável


Se a "militância de rebanho" (idiotas úteis), soubessem um pouco da vida biográfica e pregressa dos seus líderes Comunistas, jamais afirmariam que Cristo pode ser comparado a eles!


Vejamos aqui um resumo biográfico dessas lideranças e os compare com Jesus:



1)-Karl Marx: Foi sustentado pela esposa por 16 anos enquanto escrevia O Capital, até que ela ficasse pobre. Só teve um único emprego fixo em 64 anos de vida, e foi como correspondente do jornal New York Herald. Isso por um breve período e não resultava em quantia suficiente para manter a família. Quatro de seus sete filhos morrerem ainda bebês pela vida insalubre e miserável que sua vagabundice impôs à família. Viu duas de suas três filhas sobreviventes se suicidarem, traiu a mulher que o sustentou por anos a fio com a melhor amiga dela, e ainda deu o bebê nascido dessa relação para o amigo rico Engels criar.



2)-Josef Stalin: Um dos maiores facínoras do século 20. Foi responsável pelo assassinato de milhões de pessoas. Em nome do sistema, prendeu e torturou seus opositores, mandando-os para trabalhos forçados na Sibéria, internando-os em hospitais psiquiátricos ou fuzilando-os. Além disso, manteve rígida censura sobre os meios de comunicação, cometendo todo tipo de maldade e atrocidade.



3)-Che Guevara: O queridinho da esquerda latino-americana foi na verdade um assassino perverso!  Racista, homofóbico, cometeu crimes bárbaros contra a humanidade, matando inclusive crianças!



5)-Fidel Castro: O ditador querido da esquerda brasileira. Com mão de ferro, oprimiu Cuba, levando os moradores daquela ilha à absoluta pobreza. Agiu também com mão de ferro levando para o “paredão” seus desafetos e inimigos. Fidel foi um facínora da pior espécie! Nunca se desculpou publicamente por seus crimes.



6)-Nicolás Maduro: O amigo da esquerda brasileira. Esse senhor, cria de outro ditador, Hugo Chávez, acabou com a Venezuela onde a fome e a miséria se fazem presentes. O Bolivarianismo por eles instalado é a síntese da desgraça. É fruto de um socialismo onde quem enriquece são os revolucionários de uma agenda maldita!









7)-Mao-Tsé-Tung: Ditador chinês responsável pela morte de milhões de pessoas, incluindo cristãos que sofreram, em nome do comunismo, todo tipo de perseguição, humilhação e sofrimento, ainda nos dias atuais.










8)-Vladimir LeninConjugava como ninguém o verbo matar!  Sobre o domínio de Lenin, a Rússia e a Ucrânia se transformaram em um mar de túmulos. O chamado terror vermelho implantado por esse senhor, para defender a revolução russa, fez com que um genocídio muito mais vasto e devastador do que o próprio nazismo se instaurasse em solo russo, causando assassinatos em massa, desespero e morte. Lenin mandou assassinar de próprio punho milhões de pessoas, entre elas muitas crianças, mulheres e idosos, simplesmente por esses pertencerem a comunidades que não aceitavam a ditadura socialista. Jamais demonstrou ter tido a menor culpa pelo que fez, tal como um psicopata em relação às suas vítimas indefesas.




Conclusão – Cristianismo e Comunismo: Inconciliáveis na Essência, nos Meios e nos Fins




Diante de tudo o que foi exposto, torna-se evidente que a tentativa de identificar Jesus Cristo com o marxismo ou com qualquer projeto revolucionário de matriz comunista não passa de uma construção ideológica artificial, anacrônica e historicamente insustentável. Cristo não foi um agitador de massas, nem um líder de revolução armada, tampouco um teórico da redistribuição estatal de bens. Sua missão foi infinitamente mais profunda: redimir o homem do pecado, reconciliá-lo com Deus e instaurar um Reino que, embora comece neste mundo, não se limita a ele, pois é, antes de tudo, sobrenatural e eterno.



A chamada “libertação” proposta pelo marxismo é de natureza exclusivamente material e estrutural. Parte do pressuposto de que a raiz de todo mal está nas relações econômicas e na propriedade privada, propondo como solução a luta de classes, a tomada violenta do poder e a estatização dos meios de produção. Seus meios são a revolução, o conflito e, historicamente, a supressão de liberdades fundamentais — inclusive a religiosa. Seu fim último é a construção de uma sociedade sem classes, concebida em termos puramente terrenos e imanentes.







Já a Libertação Cristã possui outra origem, outros meios e outro destino. Sua raiz está no pecado — não apenas nas estruturas, mas no coração humano. Por isso, seus meios são a conversão interior, a graça, a caridade, a justiça, o perdão e a transformação moral da pessoa e da sociedade à luz do Evangelho. Não se impõe pela violência, mas se propaga pelo testemunho, pelo amor e pela verdade. Seu fim não é apenas uma ordem social mais justa — ainda que isso seja desejável —, mas a salvação eterna e a restauração plena do homem em Deus.



É precisamente aqui que se faz necessária uma advertência pastoral de grande importância nos dias atuais. Muitos membros de pastorais, movimentos e organismos eclesiais, por influência de correntes ideológicas ou pela repetição acrítica de slogans de “libertação” (incluindo cantos litúrgicos e de animação de encontros eclesiais), acabam não percebendo que a libertação que, por vezes, anunciam não corresponde integralmente àquela proposta por Jesus no Evangelho.



Sem dúvida, a libertação cristã possui também uma autêntica dimensão social — a Igreja jamais foi indiferente à miséria, à opressão e às injustiças históricas. Basta recordar sua ação bimilenar na fundação de hospitais, escolas, obras de caridade e na própria formulação da Doutrina Social da Igreja, que permanece como guia seguro para a transformação das realidades temporais à luz do Evangelho. 




A D.S.I, porém, não pode ser confundida com correntes ideológicas, como certas expressões da chamada Teologia da Libertação, pois sua fonte não é o materialismo dialético, mas a Revelação divina e a lei moral natural. Assim, a práxis cristã autenticamente libertadora não nasce do conflito de classes, mas da caridade, da justiça e da dignidade da pessoa humana. 



Contudo — e aqui está o ponto decisivo — essa dimensão social é consequência, não essência: ela brota da libertação mais profunda operada por Cristo, que é espiritual e moral, a libertação do pecado e de tudo aquilo que afasta o homem de Deus. É a partir do coração redimido que a sociedade pode, então, ser verdadeiramente transformada.



O núcleo da libertação trazida por Cristo é espiritual e moral: trata-se, antes de tudo, da libertação do pecado, da reconciliação com Deus e da restauração da vida da graça.







Quando se desloca esse eixo, reduzindo a salvação a categorias meramente sociopolíticas, corre-se o risco de esvaziar o próprio Evangelho. Alguns discursos teológicos passaram a enfatizar quase exclusivamente a libertação de estruturas materiais, chegando, em certos casos, a relativizar ou silenciar a realidade da culpa, da conversão, da penitência e da necessidade de redenção do pecado pessoal.



Entretanto, Cristo não veio apenas libertar o homem de sistemas injustos — veio libertá-lo do mal mais profundo que o escraviza interiormente. Não pregou a libertação da culpa do pecado, mas justamente o contrário: chamou ao arrependimento, à conversão e à transformação da vida. A opressão social é grave, mas a escravidão do pecado é ainda mais radical, pois atinge o destino eterno da pessoa.


Por isso, é preciso afirmar com clareza, caridade e sem ambiguidades: a promoção social, embora necessária, não substitui a redenção espiritual; a justiça histórica, embora urgente, não esgota a missão salvífica da Igreja. Sempre que essa ordem é invertida, corre-se o risco de politizar a fé e secularizar a missão evangelizadora.


Assim, a diferença entre a libertação marxista e a libertação cristã permanece essencial — de princípios, de meios e de fins:



-O marxismo parte do materialismo; o Cristianismo, da transcendência.

-O marxismo utiliza o conflito; o Cristianismo, a caridade.

-O marxismo busca uma utopia histórica; o Cristianismo, a salvação integral.



Sem dúvida, a libertação cristã possui também uma autêntica dimensão social — a Igreja jamais foi indiferente à miséria, à opressão e às injustiças históricas. Basta recordar sua ação bimilenar na fundação de hospitais, escolas, obras de caridade e na própria formulação da Doutrina Social da Igreja, que permanece como guia seguro para a transformação das realidades temporais à luz do Evangelho. 



Nesse horizonte, também a noção de igualdade precisa ser corretamente compreendida. A igualdade que o marxismo veio pregar, em muitas de suas aplicações históricas, tende a excluir o mérito pessoal e a nivelar a massa por baixo, enquanto privilégios e distinções permanecem concentrados na cúpula dirigente. Trata-se de uma igualdade material e funcional que frequentemente reduz o indivíduo a peça da engrenagem estatal.


Já a igualdade anunciada por Cristo não é de caráter ideológico nem economicista, mas ontológico e moral: homens e mulheres, judeus e gregos, escravos e livres são igualmente dotados de dignidade diante de Deus, como ensina São Paulo: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3,28). Essa igualdade fundamental deriva do fato de todos serem criados à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,27) e chamados à mesma vocação sobrenatural.Ao mesmo tempo, Jesus não exclui o mérito — pelo contrário, o reconhece e o exalta, como se vê claramente na parábola dos talentos (cf. Mt 25,14-30), onde cada servo é julgado segundo a fidelidade com que fez frutificar os dons recebidos. Ali se evidencia que Deus, embora ame a todos com igual dignidade, espera de cada um uma resposta proporcional às graças e capacidades que lhe foram confiadas, recompensando a diligência e censurando a negligência.


Convém notar, inclusive, que a própria tradição marxista posterior deturpou nuances do pensamento de Marx. Quando este afirmava “a cada qual segundo suas habilidades, a cada um segundo suas necessidades”, reconhecia implicitamente diferenças de aptidões e funções — algo distante da caricatura de uma igualdade absoluta e homogeneizadora. Ainda assim, nas experiências concretas dos regimes comunistas, essa distinção raramente se traduziu em verdadeira justiça, mas antes em massificação material e intelectual, tratando populações inteiras como instrumentos do Estado.








Em síntese: a libertação marxista pretende transformar as estruturas para mudar o homem; a libertação cristã transforma o homem — libertando-o do pecado — para que, renovado pela graça, transforme também o mundo à luz do Evangelho.


por*Francisco José Barros de Araújo – Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do RN, conforme diploma Nº 31.636 do Processo Nº  003/17 - Perfil curricular no sistema Lattes do CNPq Nº 1912382878452130.




Bibliografia 



-COURTOIS, Stéphane et al. O livro negro do comunismo: crimes, terror e repressão. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.(Obra coletiva que documenta crimes de regimes comunistas no século XX com base em arquivos históricos.)

-VALLELY, Paul (org.). Cuba: o livro negro. Rio de Janeiro: Record, 2009. (Denúncias sobre repressão política, prisões e perseguição religiosa no regime cubano.)

-DIKÖTTER, Frank. A grande fome de Mao: a história da catástrofe mais devastadora da China (1958-1962). Rio de Janeiro: Record, 2011. (Estudo histórico sobre o “Grande Salto Adiante” e suas milhões de mortes.)

-DIKÖTTER, Frank. A revolução cultural: uma história popular. Rio de Janeiro: Record, 2017. (Análise da violência política e perseguições na China maoísta.)

-APPLEBAUM, Anne. Gulag: uma história dos campos de prisioneiros soviéticos. São Paulo: Ediouro, 2004. (Investigação premiada sobre o sistema de campos forçados da URSS.)

-SOLJENÍTSIN, Aleksandr. Arquipélago Gulag. São Paulo: É Realizações, 2019. (Testemunho literário e documental dos campos de trabalho soviéticos.)

-CONQUEST, Robert. O grande terror. Rio de Janeiro: BestBolso, 2015. (Clássico estudo sobre os expurgos stalinistas.)

-SERVICE, Robert. Stálin: uma biografia. Rio de Janeiro: Record, 2006. (Biografia detalhada do líder soviético e seu regime.)

-PIPES, Richard. Comunismo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. (Síntese histórica e ideológica do fenômeno comunista.)

-PIPES, Richard. A revolução russa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. (Análise das origens e desdobramentos do regime soviético.)

-FURET, François. O passado de uma ilusão: ensaios sobre a ideia comunista no século XX. São Paulo: Siciliano, 1995. (Reflexão historiográfica sobre o fascínio intelectual pelo comunismo.)

-BESANÇON, Alain. As origens intelectuais do leninismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1980. (Estudo filosófico das bases ideológicas do regime soviético.)

-LEÃO XIII. Rerum Novarum. São Paulo: Paulinas, várias edições. (Encíclica fundadora da Doutrina Social da Igreja sobre trabalho e propriedade.)

-JOÃO PAULO II. Centesimus Annus. São Paulo: Paulinas, 1991. (Avaliação moral do socialismo real após a queda do bloco soviético.)

-RATZINGER, Joseph (Bento XVI). Instrução sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação. Vaticano: Congregação para a Doutrina da Fé, 1984. (Documento crítico ao uso da análise marxista na teologia.)




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17 de junho de 2019 às 08:28

E o capitalismo não procura exatamente o mesmo materialismo?

23 de junho de 2019 às 10:39

Prezado Pedro Leitão,

O capitalismo do século XIX era realmente uma coisa abominável, com um nível de exploração inaceitável. As pessoas com espírito de solidariedade e com sentimento de justiça se revoltaram contra aquilo. O Manifesto Comunista, de Marx, em 1848, e o movimento que se seguiu tiveram um papel importante para mudar a sociedade.A luta dos trabalhadores, o movimento sindical, a tomada de consciência dos direitos, tudo isso fez melhorar a relação capital-trabalho.O que está errado é achar, como Marx diz, que quem produza riqueza é o trabalhador e o capitalista só o explora. É bobagem. Sem a empresa, não existe riqueza. Um depende do outro. O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas. É um criador, um indivíduo que faz coisas novas.A visão de que só um lado produz riqueza e o outro só explora é radical, sectária, primária. A partir dessa miopia, tudo o mais deu errado para o campo socialista.Mas é um equívoco concluir que a derrocada do socialismo seja a prova de que o capitalismo é inteiramente bom. O capitalismo é a expressão do egoísmo, da voracidade humana, da ganância. O ser humano é infelizmente isso, com raras exceções.O capitalismo é forte porque é instintivo. O socialismo foi um sonho maravilhoso, uma realidade inventada que tinha como objetivo criar uma sociedade melhor. Sob todos os aspectos o capitalismo é bem melhor do que o socialismo. Deveríamos bater mais nessa tecla de que a superioridade moral também é espantosa, e que um abismo intransponível separa um modelo baseado em trocas voluntárias de outro voltado para a “igualdade” forçada, que leva ao caos e à degradação de valores básicos da civilização. Quando você abastece seu carro, ou quando o avião aterrisa, escutamos o piloto agradecendo pela escolha da companhia aérea. Não por acaso, quando um cliente entra numa loja, a primeira coisa que ouve do vendedor é: “Em que posso ajudá-lo?”. E a última coisa que ambos dizem, depois de uma compra, é um duplo “obrigado!”. Um sinal inequívoco de que aquela transação foi vantajosa para ambos”, pois nesta relação é satisfeito o princípio: de cada um conforme a sua capacidade, e para cada um conforme a sua necessidade”.O capitalismo fortalece os laços de cooperação e cordialidade, enquanto o socialismo leva ao cinismo, à inveja e ao uso da força para se obter o que se demanda. É verdade que o capitalismo produz resultados materiais bem superiores, mas esse não é “apenas” seu grande mérito: ele é também um sistema bem melhor sob o ponto de vista moral.No capitalismo quem chega ao topo elas estão mais ligadas ao mérito individual, enquanto na burocracia socialista elas dependem de favores e coação.No socialismo, os que chegam ao topo são os piores, os mais cínicos e mentirosos, os populistas, os bandidos, os exploradores, os inescrupulosos.Vide no Brasil petista, ou na Venezuela de Chávez e Maduro, ou em Cuba.E é isso que os liberais precisam destacar com mais frequência.O empreendedorismo que é incentivado em qualquer pais capitalista, no Brasil é uma prática quase proibitiva, pois abrir uma empresa no Brasil é algo extremamente difícil, com uma burocracia e carga tributária pesadíssima, fechar esta mesma empresa então, é quase impossível.Não é necessário essa dicotomia no capitalismo como existe no socialismo de mercado-solidariedade, muito pelo contrário, ou seja, não é da benevolência, ou solidariedade do açougueiro que a comida chega a minha mesa, mas da busca recíproca de satisfações minha e dele, ou seja não precisamos da benevolência, ou solidariedade de governos, ou empresários para ter minhas demandas atendidas, mas do mercado competitivo, é assim que devem ser satisfeitas as nossas necessidades e preferências numa economia livre. O capitalismo não é uma teoria. Ele nasceu da necessidade real da sociedade e dos instintos do ser humano. Por isso ele é invencível. A força que torna o capitalismo invencível vem dessa origem natural indiscutível.

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