Foto acima: O verso do Grande Selo dos Estados Unidos (1776). A frase em latim "Novus Ordo Seclorum", que aparece no verso do Grande Selo desde 1782 e na parte detrás da nota de um dólar estadunidense desde 1935, traduzido para "New Order of the Ages", e alude ao início de uma era em que os Estados Unidos da América são um Estado-nação independente; teóricos afirmam que isso é uma alusão à "Nova Ordem Mundial".
Por *Franzé - Analista Político
Na teoria das Relações Internacionais, a expressão Nova Ordem Mundial (NOM) designa um período de reconfiguração profunda das estruturas de poder, das normas políticas e dos mecanismos de governança que regulam o sistema internacional. Mais do que uma simples mudança de alianças entre Estados, trata-se de uma transformação na forma como o poder é exercido, legitimado e institucionalizado em escala global. Em seu núcleo, a NOM está intimamente ligada ao conceito de governança global — isto é, à criação de mecanismos supranacionais capazes de coordenar, influenciar e, em certos casos, substituir a soberania dos Estados nacionais. A ideia de uma ordem mundial organizada não é recente. Já no início do século XX, o presidente norte-americano Woodrow Wilson articulou o primeiro grande projeto de institucionalização da política internacional por meio da Liga das Nações, concebida como um instrumento de estabilidade, cooperação e prevenção de guerras. Embora tenha fracassado em impedir a Segunda Guerra Mundial, o projeto wilsoniano inaugurou uma nova lógica: a de que os conflitos e as decisões globais deveriam ser administrados por organismos multilaterais acima das vontades individuais das nações.
Essa concepção foi retomada e ampliada após 1945, com a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), concebida como o pilar institucional da nova ordem do pós-guerra. Ao longo do século XX, especialmente após o colapso da União Soviética, o termo “Nova Ordem Mundial” passou a ser utilizado por líderes como Franklin D. Roosevelt e Ronald Reagan para designar o rearranjo do poder global sob liderança ocidental, agora sustentado não apenas pela força militar, mas por tratados internacionais, organismos reguladores, instituições financeiras e normas culturais universalizadas. Entretanto, aquilo que começou como um projeto de cooperação internacional progressivamente se transformou em um sistema de centralização normativa, no qual decisões que afetam povos inteiros são cada vez mais tomadas por estruturas distantes, pouco transparentes e imunes ao controle democrático direto. É nesse contexto que a economia, a política, a cultura e até a moralidade passaram a ser progressivamente reguladas por padrões globais, produzindo uma nova forma de poder: menos visível, mas mais penetrante.
o que é a ONU? sua origem, fins e estatutos fundantes?
O general Charles de Gaulle costumava referir-se ironicamente à Organização das Nações Unidas como “cette chose-là de New York” — “aquela coisa de Nova York”. A frase traduzia sua percepção de que a ONU, longe de ser uma instância soberana e imparcial, frequentemente operava sob a sombra dos interesses das grandes potências. De Gaulle também observava, com notável lucidez política:
“A ONU só atua quando o problema é entre duas nações pequenas. Quando o problema é entre uma nação grande e uma pequena, quem desaparece é a nação pequena.”
Na realidade, a crítica poderia ser ampliada: quando o conflito envolve duas grandes potências, quem desaparece é a própria ONU. Essa constatação, longe de ser mero sarcasmo, circula há décadas nos meios diplomáticos internacionais.
O chamado Conselho de Segurança da ONU é, nesse sentido, o maior paradoxo institucional da organização. A ONU afirma fundamentar-se no princípio da igualdade soberana entre as nações. Contudo, cinco países — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — detêm o poder de veto, podendo bloquear qualquer decisão coletiva.
Isso cria uma hierarquia formal dentro de uma organização que proclama a igualdade entre seus membros, convertendo o ideal de governança global em uma estrutura de poder assimétrica, onde os interesses das grandes potências se impõem sobre o direito internacional. Assim, longe de representar um árbitro neutro das relações internacionais, a ONU frequentemente funciona como um palco diplomático no qual se encena a hegemonia dos vencedores da Segunda Guerra Mundial — uma ordem que se autodenomina universal, mas que, na prática, permanece profundamente desigual.
O mundo vive hoje o conflito entre a "verdade EM SI", e a “verdade decretada"
O mundo contemporâneo já não enfrenta apenas disputas políticas ou econômicas, mas um conflito mais profundo: o choque entre a verdade objetiva e aquilo que instâncias de poder pretendem impor como “verdade oficial”. Cada vez mais, organismos internacionais, como a ONU e seus braços ideológicos, não se limitam a coordenar nações, mas procuram definir narrativas morais, culturais e até antropológicas, estabelecendo o que pode ou não ser dito, pensado e ensinado. Trata-se de uma disputa entre a realidade e a sua substituição por consensos artificiais fabricados por elites burocráticas e tecnocráticas.
Nesse contexto, a encíclica Caritas in Veritate, do Papa emérito Bento XVI, revela-se não uma peça protocolar, mas uma verdadeira bússola intelectual e espiritual. Nela, o pontífice afirma que toda ordem justa deve estar enraizada na verdade objetiva, e não no relativismo, no subjetivismo ou no simples jogo de opiniões. Suas palavras são diretas e poderosas:
“A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjetivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e da substância das coisas. A verdade abre e une as inteligências no lógos do amor: tal é o anúncio e o testemunho cristão da caridade” (BENTO XVI, Caritas in veritate, n. 4).
Ao afirmar isso, Bento XVI desmonta a base filosófica do mundo atual, onde tudo se tornou fluido, negociável e politicamente ajustável. Quando a verdade deixa de ser algo a ser reconhecido e passa a ser algo a ser votado, regulamentado ou imposto por resoluções internacionais, abre-se o caminho para uma nova forma de tirania: não a do porrete, mas a da narrativa. A mentira institucionalizada deixa de parecer mentira porque se apresenta com o selo da autoridade global.A crise do nosso tempo, portanto, não é apenas moral ou política — é ontológica. Já não se discute apenas o que é justo, mas o que é real. E quando a realidade precisa se curvar aos decretos de organismos supranacionais, já não vivemos sob o império da verdade, mas sob o império da conveniência. É precisamente contra essa inversão que Bento XVI nos adverte: sem verdade, não há caridade; sem verdade, não há justiça; e sem verdade, toda ordem mundial se transforma, cedo ou tarde, em opressão disfarçada de consenso.
Bento XVI aprofunda essa crítica ao espírito do nosso tempo ao afirmar:
“No atual contexto social e cultural, em que aparece generalizada a tendência de relativizar a verdade, viver a caridade na verdade leva a compreender que a adesão aos valores do cristianismo é um elemento útil e mesmo indispensável para a construção de uma boa sociedade e de um verdadeiro desenvolvimento humano integral” (Caritas in veritate, n. 4).
Essa afirmação toca o núcleo da crise contemporânea. Uma sociedade que abdica da verdade como referência objetiva deixa de saber o que é o bem, o justo e o humano. O relativismo não produz tolerância verdadeira, mas desorientação moral. Quando tudo se torna opinável, o poder passa a definir o que é correto, e a política substitui a realidade.A tradição intelectual da Igreja sempre resistiu a essa dissolução da verdade. Desde São Tomás de Aquino, a doutrina católica do conhecimento afirma que a verdade não é uma construção subjetiva nem um consenso social, mas a conformidade da inteligência com o real. Como sintetiza o Doutor Angélico:
“Diz Rabi Ysaac no livro De Definitionibus (citado por Avicena na Metafísica, tomo I, cap. IX) que a verdade é a adequação entre o entendimento e as coisas” (SÃO TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica, I, q. 16, a. 2).
Essa definição é de uma simplicidade devastadora: a verdade não nasce da vontade, do poder ou da linguagem, mas da submissão da mente à realidade. Em outras palavras, não é o mundo que deve se adaptar às nossas ideias, mas as nossas ideias que devem se conformar ao mundo tal como ele é. Quando essa ordem é invertida, abre-se o caminho para a mentira institucionalizada, para o relativismo jurídico e para a manipulação ideológica das consciências.
É por isso que Bento XVI insiste que a caridade só é autêntica quando está ancorada na verdade. Sem verdade, a caridade degenera em sentimentalismo; sem verdade, a política degenera em propaganda; e sem verdade, a própria sociedade perde o eixo que a torna verdadeiramente humana.
O grande mal do mundo contemporâneo nasce da negação da existência da verdade objetiva
Princípio este que, sob múltiplas formas, tem sido corroído pela mentalidade dominante em organismos internacionais e conselhos globais. Quando a verdade deixa de ser algo a ser reconhecido e passa a ser algo a ser negociado, toda a ordem moral e política entra em colapso.
Se a verdade fosse apenas pessoal, mutável ou subjetiva, então cada indivíduo viveria encerrado em seu próprio universo cognitivo, incapaz de comunicação real. Um lugar em que cada um acredita possuir uma verdade privada, incomunicável e inquestionável tem um nome preciso: não é sociedade, é manicômio. O drama da modernidade é ter transformado esse estado mental em norma cultural.
Mais trágico ainda é que esse mundo relativista ainda exige “diálogo”. Mas que diálogo pode existir quando as palavras já não remetem à mesma realidade? Quando cada termo — justiça, liberdade, dignidade, família, homem, mulher, verdade — significa algo diferente para cada interlocutor, o que resta não é comunicação, mas ruído. É o diálogo dos surdos, ou, mais precisamente, o diálogo dos que recusam um chão comum de realidade. Nesse cenário, instituições globais que se pretendem árbitras universais do sentido das palavras e dos valores tornam-se, paradoxalmente, produtoras de desordem. Ao substituírem a verdade objetiva por consensos ideológicos mutáveis, constroem uma espécie de “infalibilidade burocrática” que não se apoia na razão nem na realidade, mas no poder de impor narrativas. E quando o poder se separa da verdade, o resultado inevitável é a tirania — ainda que travestida de diálogo, tolerância e direitos humanos.
Como querer então que haja entendimento entre os homens se cada um é dono de sua própria verdade?
Houve um caso histórico
anterior ao da Modernidade, no qual cada um tinha um vocabulário ininteligível
para todos os demais. Foi o da Torre de Babel. Revivemos hoje literalmente, a Torre de Babel! O Manicômio das filosofias, através da visão hermenêutica moderna, totalmente
subjetivista. Dessa relativização da verdade nasceu a relativização de todos os
valores. Se não há verdade objetiva, não há nem bem e nem beleza. Tudo seria
mera opinião. Ninguém teria certeza de nada! Cada um acha o quer quer! Vivemos
no reino do “achismo”. Num babélico manicômio “achista”.
Esse mal vem de
longe! Vem de Descartes, Vem de Kant, Vem dos filósofos românticos que
inventaram o Idealismo alemão!
Para o Idealismo, é a ideia que põe o ser! A única realidade seria o eu pensante que criaria o real. O que cada um pensa seria a verdade para ele. Cada um teria a sua verdade. Portanto, não existiria a verdade objetiva. A verdade dependeria de cada sujeito. Ela seria subjetiva, pessoal. A guilhotina da Revolução Francesa, os canhôes de Napoleão, os filósofos abstrusos alemães, ajudados pelo romantismo, fizeram triunfar o subjetivismo por toda parte. Esse mal destruidor da inteligência cognoscitiva, negador da verdade objetiva, foi sancionado com a adoção da Fenomenilogia de Husserl, e da Hermenêutica moderna, decorrente dela, como meios aptos para exprimir a doutrina católica. Na verdade, para exprimir o Modernismo.
Acontece que a Fenomenologia nega que se possa conhecer o ser, e a hermenêutica moderna defende o livre exame da realidade. Ela afirma que tudo pode ser interpretado livremente, negando toda objetividade e toda possibilidade de conhecimento certo das coisas e dos textos.
Com efeito, “a moderna Hermenêutica parte do pressuposto de que o ser não é cognoscível objetivamente, nem definível, é somente interpretável” (Mário Bruno Sproviero, in Verdade e Conhecimento – São Tomás de Aquino, Martins Fontes, São paulo, 1999, Tradução, estudos introdutórios e notas de Luiz Jean Lauand e Mário Bruno Sproviero, p. 97).
A difusão da "fenomenologia religiosa" e de certas correntes hermenêuticas modernas introduziu a ideia de que cada religião seria “verdadeira” apenas para seus próprios adeptos.
Assim, deixou-se de falar em uma verdade religiosa objetiva para se afirmar uma multiplicidade de “verdades” subjetivas, ainda que mutuamente contraditórias. Nesse esquema, não existiria mais uma religião verdadeira, mas apenas narrativas espirituais equivalentes, cada qual válida dentro de seu próprio horizonte cultural e psicológico.
A consequência lógica desse raciocínio foi a ideia de que qualquer pessoa poderia se salvar em qualquer religião, desde que fosse sincera em sua crença. É nesse solo que nasce o ecumenismo relativista, do qual brotam dois frutos inevitáveis: o indiferentismo — segundo o qual tanto faz professar esta ou aquela fé — e o sincretismo — que mistura doutrinas incompatíveis como se fossem peças intercambiáveis de um mesmo sistema. Trata-se, no fundo, da dissolução da religião enquanto portadora de uma verdade revelada. Por isso, foi motivo de legítima celebração intelectual e espiritual o fato de o Papa Bento XVI, décadas após o Concílio Vaticano II, ter reafirmado com clareza que a verdade não é relativa, nem culturalmente negociável, mas objetiva. Contra a maré do relativismo religioso, ele restaurou o princípio clássico de que a fé cristã não é apenas uma experiência subjetiva, mas uma adesão a algo que é verdadeiro em si mesmo.E para que não reste margem a equívocos, convém repetir suas palavras, que são de uma lucidez cortante:
“A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjetivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e da substância das coisas. A verdade abre e une as inteligências no lógos do amor: tal é o anúncio e o testemunho cristão da caridade” (Bento XVI, Caritas in veritate, n. 4).
Nesse enunciado está condensada uma tese decisiva: sem verdade objetiva não há fé autêntica, não há caridade verdadeira e não há unidade possível entre os homens — apenas a coexistência frágil de opiniões privadas, governadas pelo poder e não pela realidade.
sobre a má vontade em entender e acatar a verdade
A Verdade envolve, sobrenaturalmente, a Fé e, naturalmente, a Metafísica. Fé e Metafísica são os fundamentos últimos de tudo — inclusive da política. Sem elas, não há critério estável para o bem, para a justiça ou para a dignidade humana. A própria crise das instituições internacionais é uma prova eloquente disso. A ONU — essa “cette chose-là de New York”, como ironizava De Gaulle — tornou-se uma calamidade produtora de calamidades precisamente porque pretende operar num mundo desvinculado da Verdade objetiva e de qualquer fundamento metafísico. A crise estrutural da ONU não é meramente administrativa ou geopolítica; ela é, antes de tudo, ontológica e moral. Nada subsiste, nem mesmo uma organização internacional, quando se rompe o vínculo com a Verdade e com a ordem do ser.
Por isso, causa perplexidade que, quando um Papa reafirma com clareza que a Verdade existe e que ela é o fundamento de tudo — inclusive da caridade —, alguns até entre os bem-intencionados prefiram concentrar-se em aspectos secundários, como observações diplomáticas ou propostas de reforma institucional da ONU. Reduzem um pronunciamento de natureza metafísica e teológica a uma simples leitura política.
Mas o problema é mais profundo: a ONU não deseja submeter-se à Verdade e à Justiça; ela pretende redefini-las!
Ao tentar estabelecer novos critérios do que é verdadeiro, justo e humano, ela substitui a ordem objetiva por construções ideológicas mutáveis. Contudo, essa pretensão é intrinsecamente autodestrutiva. A Verdade, por sua própria natureza, acaba por desmascarar e dissolver toda quimera. Assim, a ONU revela-se como aquilo que realmente é: uma construção frágil, gestada nos laboratórios ideológicos de elites que, equivocadamente, se autodenominam “homens de boa vontade”, mas que pretendem edificar uma ordem mundial à margem da realidade, da natureza humana e da Verdade. E nenhuma estrutura erguida contra a Verdade pode, em última instância, subsistir.
A ONU, ao longo das últimas décadas, passou a legitimar, direta e indiretamente, políticas de controle demográfico voltadas sobretudo às populações pobres, sob o pretexto de “sustentabilidade”, “planejamento familiar” e “desenvolvimento”. O problema não está no uso responsável dos recursos, mas na lógica antropológica que sustenta tais políticas: os pobres passam a ser vistos não como sujeitos de dignidade, mas como fardos econômicos.
Na prática, a mensagem implícita é cruel: os pobres apenas consomem, mas não produzem; logo, devem ser reduzidos. Essa mentalidade ecoa uma visão tecnocrática e neomalthusiana segundo a qual o valor do ser humano é medido por sua utilidade econômica. Quem não gera riqueza segundo os parâmetros do mercado global é tratado como excesso estatístico.
Por isso, quando organismos internacionais promovem aborto, esterilização, contracepção forçada ou condicionam ajuda humanitária à aceitação dessas agendas, não estão promovendo liberdade nem dignidade, mas engenharia social. Trata-se de um projeto de reorganização demográfica do planeta que preserva o conforto das elites e transfere o custo ambiental e social para os mais fracos. Esse modelo revela uma contradição profunda: as nações ricas, que mais consomem e mais poluem, raramente são pressionadas a reduzir seus padrões de vida; já as nações pobres, que têm maior taxa de natalidade, são acusadas de “ameaçar o planeta”. Assim, o problema não é o consumo excessivo dos ricos, mas a existência dos pobres.
No fundo, essa política reflete uma antropologia distorcida: o ser humano deixa de ser visto como fim em si mesmo — como ensina a tradição cristã e a própria razão natural — e passa a ser tratado como variável de ajuste em planilhas globais. A ONU, ao legitimar esse tipo de abordagem, abandona a defesa da dignidade humana universal e adota uma lógica fria de gestão de populações.
Em vez de investir em educação, infraestrutura, tecnologia e liberdade econômica para que os pobres possam produzir, criar riqueza e desenvolver suas sociedades, prefere-se reduzir o número de pobres. É uma solução fácil, mas moralmente falida — e, no longo prazo, civilizacionalmente suicida.
Texto adaptado de: Michel Schooyans
A chamada Carta da Terra apresenta-se como um documento ético-ambiental de alcance global, mas, no interior do projeto da Nova Ordem Mundial, ela funciona sobretudo como um instrumento ideológico. Seu papel não é apenas proteger o meio ambiente, mas redefinir o lugar do ser humano no mundo, subordinando-o a uma lógica ecológica absolutizada.
Na prática, esse paradigma tem sido usado para legitimar políticas de controle populacional em escala global, dirigidas prioritariamente às populações pobres. Sob a retórica da “sustentabilidade”, difunde-se a ideia de que certos grupos humanos são um “peso” para o planeta, porque consomem mais do que produzem. Não por acaso, documentos e agências ligadas ao sistema ONU tratam o aborto, a esterilização e a limitação de nascimentos como instrumentos legítimos de “planejamento demográfico”.
Não se trata de ciência, mas de engenharia social.
Fundamentos ideológicos
Há cerca de três décadas consolidou-se uma nova doutrina segundo a qual os direitos humanos devem se submeter aos chamados “direitos da Terra”. Essa visão retoma, em nova linguagem, o velho malthusianismo, que afirmava que a humanidade cresce mais rápido que os recursos disponíveis.
A Carta da Terra é a formulação moral desse paradigma: o homem deixa de ser visto como o senhor responsável da criação e passa a ser tratado como uma ameaça ao planeta. A Terra, quase como uma entidade sagrada, deve ser preservada — ainda que para isso seja necessário reduzir a presença humana.
É uma inversão radical da tradição judaico-cristã, que vê o homem como guardião da criação, não como um intruso descartável.
Uma nova forma de "religiosidade ecológica"
Esse sistema de pensamento se aproxima perigosamente de uma espiritualidade panteísta e monista, na qual tudo é uma única realidade material e o ser humano é apenas um acidente biológico. Nesse horizonte, a vida humana deixa de ter valor intrínseco.
A veneração simbólica da Terra — expressa em rituais e imagens como a Pachamama — não é apenas folclore: ela traduz uma visão em que a natureza se torna quase uma divindade, e o homem, um problema a ser administrado. Quando essa lógica se impõe, os mais frágeis — pobres, doentes, idosos e deficientes — passam a ser vistos como “inúteis” para o sistema.
O grande erro: a tese de que o homem é uma ameaça ao planeta é falsa!
Os recursos naturais são limitados, sim, mas a inteligência humana não é. A história prova que o homem sempre cria novas formas de produzir, inovar, substituir, reciclar e desenvolver. O verdadeiro recurso inesgotável da humanidade não é a matéria-prima: é a razão humana.
Tratar pessoas como um problema ambiental não é ecologia — é desumanização.
O verdadeiro propósito
A Carta da Terra, dentro desse arcabouço ideológico, serve para justificar políticas que não ousam dizer seu nome. O que está em jogo não é a proteção do planeta, mas a tentativa de moldar demograficamente o futuro:
“Não queremos uma população idosa, doente, deficiente e numerosa.”
Essa é a lógica silenciosa por trás de muitas políticas globais: uma humanidade reduzida, controlada e adaptada aos interesses das elites econômicas e tecnocráticas.
Em vez de investir no ser humano, prefere-se eliminá-lo!E isso não é progresso — é barbárie com linguagem ecológica!
a politização da fome no contexto da nom
A fome no mundo não é um fenômeno natural inevitável, nem o resultado automático do crescimento populacional. Ela é, em grande medida, o produto de decisões políticas, estruturas econômicas disfuncionais, corrupção sistêmica e conflitos, agravados por catástrofes naturais que encontram populações já fragilizadas.
A narrativa dominante promovida por setores ligados à governança global, porém, procura deslocar a causa da fome para um bode expiatório conveniente: o próprio ser humano. Segundo essa visão, existem “pessoas demais” no planeta. Trata-se de uma reedição moderna do malthusianismo, doutrina que já foi refutada desde o século XIX pelos fatos: a produção de alimentos cresce mais rápido do que a população quando há tecnologia, estabilidade institucional e liberdade econômica.
Estudos sérios em demografia e economia agrícola mostram que o mundo produz comida suficiente para todos. O problema não é excesso de pessoas, mas má distribuição, guerras, bloqueios políticos, má governança e destruição deliberada da produção local.
A engenharia ideológica da fome
No contexto da Nova Ordem Mundial, a fome passa a ser instrumentalizada politicamente. Em vez de combater a pobreza com investimento, soberania alimentar e desenvolvimento, promove-se a ideia de que reduzir nascimentos é a solução. Assim, políticas de aborto, esterilização e limitação populacional são apresentadas como “humanitárias”, quando na realidade punem justamente os mais vulneráveis.
A lógica é perversa: em vez de mudar o sistema que produz miséria, elimina-se o pobre! Quem resiste a essa visão?
O maior obstáculo a esse paradigma é, historicamente, a Igreja, porque ela continua afirmando algo que o tecnocratismo global não tolera: o primado da pessoa humana. A doutrina cristã sustenta que o homem não é um problema a ser reduzido, mas um sujeito a ser promovido. A fome não se resolve com menos pessoas, mas com mais justiça, mais verdade e mais liberdade para produzir.Enquanto a Nova Ordem Mundial trata o ser humano como uma variável estatística, a Igreja insiste que cada vida tem valor infinito. É exatamente por isso que ela se tornou, para esse sistema, um incômodo permanente.
E ninguém se opõe a essa politização da fome?
Sim! E o principal obstáculo a essa engenharia ideológica continua sendo a Igreja. Ela persiste em afirmar aquilo que o sistema tecnocrático global tenta apagar: o primado da pessoa humana.
Enquanto a Nova Ordem Mundial trata o homem como um problema estatístico a ser administrado — um número a ser reduzido, um custo a ser cortado —, a Igreja proclama que cada vida humana possui dignidade intrínseca, independente de produtividade econômica, idade ou condição social. Por isso, sua resistência não é meramente religiosa, mas civilizacional. Ela se opõe a uma lógica que prefere eliminar os pobres a enfrentar as causas da pobreza. A Igreja insiste que a solução para a fome não está em menos pessoas, mas em mais justiça, mais liberdade e mais verdade.É justamente por essa razão que, em um mundo que absolutiza a técnica e relativiza o homem, a Igreja permanece sendo uma voz incômoda — e, por isso mesmo, indispensável.
Na prática, quais são as consequências concretas da CARTA DA TERRA?
Elas são profundas e já visíveis. Sob o discurso de “sustentabilidade” e “direitos globais”, diversos organismos internacionais passaram a reorientar suas políticas do indivíduo para o coletivo, da pessoa concreta para abstrações como “planeta”, “sociedade” ou “sistema”.
-A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, passou a priorizar cada vez mais a chamada “saúde da sociedade” — um conceito vago que, na prática, relativiza o valor da vida individual em nome de metas estatísticas e demográficas. Isso permite que decisões gravíssimas, como aborto, esterilização ou limitação de nascimentos, sejam apresentadas como políticas sanitárias legítimas.
-O UNICEF, por sua vez, promove programas de educação sexual desvinculados da autoridade dos pais, defendendo que adolescentes tenham acesso irrestrito a anticoncepcionais e até ao aborto sem o conhecimento ou consentimento familiar. Trata-se de uma ruptura deliberada entre pais e filhos, substituindo a formação moral pela gestão estatal da sexualidade.
-Já a UNESCO incorporou a Carta da Terra em seus projetos educacionais globais, difundindo uma visão antropológica relativista e ambientalista, na qual o ser humano deixa de ser o centro e passa a ser apenas mais um elemento do “ecossistema planetário”.
Em conjunto, essas políticas não são neutras. Elas moldam mentalidades, enfraquecem a família, relativizam a dignidade humana e substituem a ética por uma lógica tecnocrática de controle.
A Carta da Terra, assim, deixa de ser um manifesto ecológico e se torna um instrumento ideológico de reorganização cultural e social em escala global.
percebem que esta ideologia parte de uma "nova concepção do direito"?
Sim! Trata-se de uma ruptura profunda com a tradição clássica do Direito. Nessa nova concepção, a lei deixa de ser expressão da justiça para tornar-se apenas instrumento de poder.
O que é legal já não é o que é justo, mas simplesmente aquilo que foi imposto por instâncias burocráticas e técnicas, muitas vezes distantes do povo e imunes à responsabilidade moral.
Forma-se assim um sistema jurídico amoral, no qual o Direito é separado da verdade, da natureza humana e do bem. Quando isso acontece, qualquer coisa pode ser convertida em “direito” por mera decisão administrativa ou consenso político momentâneo.
É dentro dessa lógica que práticas como aborto e eutanásia deixam de ser reconhecidas como violações da vida e passam a ser proclamadas como novos “direitos humanos”. A vida, que deveria ser o fundamento de todos os direitos, transforma-se em algo disponível, negociável, revogável. Quando o Direito perde sua raiz moral e metafísica, ele já não protege o fraco contra o forte — apenas formaliza a vontade dos que mandam. E isso é exatamente o que caracteriza os sistemas de poder mais perigosos da história.
como entender a "NOM" (Nova Ordem Mundial)?
A expressão Nova Ordem Mundial é usada de forma vaga, emotiva e muitas vezes caricatural. Mas por trás do rótulo existe algo muito concreto: a tentativa de transferir poder das nações para estruturas de governança global — organismos internacionais, fóruns multilaterais, tecnocracias financeiras, burocracias da ONU e grandes corporações transnacionais. Poucas pessoas percebem isso porque o processo não acontece por tanques nas ruas, mas por tratados, metas, regulações, acordos climáticos, protocolos sanitários, diretrizes educacionais e políticas econômicas globais. É uma revolução administrativa, não militar.
O nome moderno desse projeto é Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável
Ela não é uma teoria da conspiração. É um documento oficial da ONU, assinado por quase todos os países do mundo. O que é debatido — e legitimamente — não é se ela existe, mas o que ela realmente implica.
O que a Agenda 2030 propõe de fato?
Em sua linguagem oficial, a Agenda 2030 fala de:
-Sustentabilidade
-Igualdade
-Redução das desigualdades
-Controle climático
-Saúde global
-Educação global
-“Direitos reprodutivos”
O problema não está nas palavras, mas no modelo de poder que elas criam!
Na prática, a Agenda 2030 desloca decisões fundamentais da vida dos povos — energia, produção, alimentação, educação, saúde, demografia e valores — dos parlamentos nacionais para órgãos internacionais que não respondem ao eleitor.
Isso é o núcleo da Nova Ordem Mundial:
Menos soberania nacional, mais governo tecnocrático global
O que isso significa para o cidadão comum?
Significa que sua vida passa a ser regulada não só por leis do seu país, mas por padrões globais definidos por:
-ONU
-OMS
-Banco Mundial
-FMI
-Fórum Econômico Mundial
-Grandes fundações e conglomerados (incluindo conferências espiscopais ideologizadas como a CF no Brasil)
Isso afeta diretamente:
-o que você pode produzir
-o que pode consumir
-como educa seus filhos
-como trata sua fé
-como se locomove
-como usa energia
-o que é considerado “verdade” ou “desinformação”
-O discurso é de sustentabilidade; o efeito é padronização e controle.
-Propriedade, família e liberdade
Todo projeto de governança global precisa reduzir três coisas que dão poder real ao indivíduo:
-Propriedade privada
-Família
-Tradição moral e religiosa
Por quê?
Porque quem tem casa, terra, família forte e valores próprios não depende do Estado nem de organismos globais!
A Nova Ordem Mundial, portanto, tende a promover:
-economia de dependência
-renda básica
-regulação extrema
-educação ideológica
-relativização da fé
-fragmentação da família
Isso não já é especulação: está documentado em políticas públicas e relatórios de organismos internacionais.
E por que a política dos EUA e do Brasil importa?
Porque os Estados Unidos são o centro financeiro, militar e cultural do sistema global. Quem controla Washington influencia o planeta inteiro.
Por isso, líderes nacionalistas — como Trump e Bolsonaro — incomodam tanto:
Eles defendem liberdades democrática, religiosas,de pensamento, soberania nacional, e são contra governança global via órgãos reguladores como ONU,UNICEF, OMS,etc.
Entenda: A disputa não é "direita x esquerda"! É "nação x sistemas globais"
Então o que fazer?
-Não é “pegar em armas”.
-Não é “guerra civil”.
É utilizar e difundir os três instrumentos mais perigosos e ameaçadores para esse sistema:
-Consciência,
-Informação
-Resistência cultural e de fé
Resistir significa:
-defender nossa liberdade, individualidade e soberania
-defender a família
-defender liberdade de expressão
-defender a fé
-desconfiar de soluções globais para problemas locais
O mundo já não está sendo tomado por tanques e soldados! Está sendo tomado por burocratas, professores, jornalistas, juízes, tratados e algoritmos.
A Nova Ordem Mundial não é um governo secreto com vilões de filme. É algo muito mais sofisticado — e, por isso mesmo, mais perigoso: um sistema global que substitui a liberdade pela gestão, a verdade pelo consenso e o cidadão pelo “usuário” administrado. Nossa geração recebeu um mundo livre. Se não reagir, deixará como herança um mundo regulado, vigiado e condicionado.
Nessa luta, duas coisas são essenciais:
1) Informar-se e pensar corretamente: este é o primeiro ato de resistência! Quando um militante ideológico afirma, sem constrangimento, que a “causa” está acima de qualquer princípio moral, ele revela exatamente onde toda engenharia totalitária começa a apodrecer por dentro, e vamos usar isso contra eles e a nosso favor! É como um pedreiro que constrói um edifício com as colunas tortas e depois tenta corrigir o defeito apenas no reboco: o prédio até pode parecer firme por fora, mas está condenado a ruir.
Uma causa que se julga superior à verdade, à justiça e à dignidade humana já nasce corrompida. Como advertia Olavo de Carvalho, o problema dessas ideologias não está apenas nos resultados, mas nas premissas. Não basta pensar; é preciso pensar corretamente — desde os princípios até as conclusões.
A lógica não salva uma ideia fundada sobre premissas falsas ou imorais. Pelo contrário: ela apenas torna o erro mais eficiente. Um sistema racional construído sobre um alicerce errado produz, inevitavelmente, conclusões erradas — e, no campo político, isso significa sofrimento real para milhões de pessoas.Foi exatamente assim com o comunismo: ele não “deu errado”; ele é errado desde o começo, porque nega a natureza humana, relativiza o bem e o mal e justifica o crime em nome de um futuro idealizado. Seus meios tornam-se violentos, seus fins desumanos e sua prática, necessariamente opressiva. O conservadorismo, ao insistir em princípios morais objetivos, não o faz por ingenuidade, mas por lucidez histórica: sem limites éticos, nenhuma causa passa de pretexto para o abuso de poder.
2) Pensar por conta própria: O segundo ato de resistência é recusar o pensamento de rebanho. Não se deixe hipnotizar por slogans, modismos ideológicos e jargões prontos. A Nova Ordem Mundial prospera menos pela força e mais pela conformidade. Ela precisa de pessoas que repitam, não que pensem.
Quem pensa por si mesmo é perigoso para qualquer sistema de controle. Por isso, em um mundo que tenta padronizar consciências, a independência intelectual já é um ato revolucionário!
Grupo Bilderberg,
Conferência de Bilderberg, Reuniões de Bilderberg ou Clube de Bilderberg é uma conferência anual privada estabelecida em 1954 para
cerca de 150 especialistas em indústria, finanças, educação e meios de
comunicação que fazem parte da
elite política e econômica da Europa e da América anglo-saxônica.
A primeira conferência foi realizada no
Hotel de Bilderberg em Oosterbeek, Países Baixos, de 29 a 31 maio de 1954.
O encontro foi
iniciado por várias pessoas, como o político polonês exilado
Józef Retinger, que estava preocupado com o crescimento do antiamericanismo na
Europa Ocidental e propôs uma
conferência internacional em que líderes de países europeus e dos Estados
Unidos reuniriam-se com o
objetivo de promover o atlantismo e a cooperação entre as culturas
norte-americana e europeia em matéria de política, economia e questões de
defesa. Retinger
aproximou-se do príncipe Bernardo de Lippe-Biesterfeld, que concordou em
promover a ideia, ao lado do ex-primeiro-ministro belga Paul van Zeeland e do
então chefe da Unilever, o holandês Paul Rijkens. Bernardo por sua vez
contactou Walter Bedell Smith, então chefe da CIA, que pediu a Eisenhower
consultar Charles Douglas Jackson sobre a sugestão.
A lista de convidados teria que ser
formada através do convite de dois participantes de cada nação, sendo que cada um
representaria os pontos de vista "conservador" e "liberal"
Cinquenta delegados de 11 países da Europa Ocidental participaram da primeira conferência, além de 11 estadunidenses. O sucesso do encontro fez com que os organizadores criassem uma conferência anual. Um comitê diretivo permanente foi estabelecido, sendo que Retinger foi nomeado o secretário permanente.Assim como a organização da conferência, o comitê diretivo também manteve um registro dos nomes dos participantes e detalhes de contato para criar uma rede informal de indivíduos, que poderiam se comunicar de maneira privada. As conferências foram realizadas na França, Alemanha e Dinamarca ao longo dos três anos seguintes. Em 1957, a primeira conferência dos Estados Unidos foi realizada em St. Simons, Geórgia, com apoio de 30 mil dólares da Fundação Ford, que também financiou as conferências de 1959 e 1963.
Atividades e objetivos da Conferência de
Bilderberg
A meta original do
grupo era a de promover o
atlantismo, de reforçar as relações entre Estados Unidos e Europa e prevenir
que outra guerra mundial acontecesse; o objetivo do
Grupo Bilderberg é "reforçar um
consenso em torno do capitalismo ocidental de livre mercado e os seus
interesses em todo o mundo", de acordo com
Andrew Kakabadse.
Em 2001, Denis Healey, um dos fundadores
do grupo de Bilderberg e membro do comitê diretivo por 30 anos, afirmou:
"dizer que estávamos lutando por um governo mundial é exagerado, mas não totalmente injusto. Nós no Bilderberg sentimos que não poderíamos continuar a estabelecer conflitos uns contra os outros por nada, ao matar pessoas e criar milhões de desabrigados. Por isso, sentimos que uma única comunidade global seria uma coisa boa." - De acordo com o ex-presidente Étienne Davignon, em 2011, uma grande atração das reuniões do grupo de Bilderberg é que elas fornecem uma oportunidade para que os participantes falem e debatam abertamente e descubram o que as principais figuras mundiais realmente acham sem o risco de que comentários descontextualizados sejam usados pela mídia para a criação de controvérsias.
Em 2008, um comunicado a imprensa do
"American Friends of Bilderberg" afirmou que:
"a única atividade do Bilderberg é sua conferência anual e que, nas reuniões, não há a emissão de propostas de resoluções, votações ou declarações políticas". No entanto, em novembro de 2009, o grupo organizou um jantar no Château de Val-Duchesse, em Bruxelas, na Bélgica, fora da sua conferência anual e para promover a candidatura de Herman Van Rompuy para a presidência do Conselho Europeu.
Participantes da Conferência de
Bilderberg
-Cerca de dois
terços dos participantes vêm da Europa e o resto da América do Norte.
-A família real
britânica participa desse clube.
-Um terço são
políticos e o restante vêm de outros áreas.
-Historicamente, as listas de participantes foram preenchidas por banqueiros, políticos,
diretores de grandes empresas e membros do conselho de grandes empresas de
capital aberto, incluindo IBM,
Xerox, Royal Dutch Shell, Nokia e Daimler.
-Existem reuniões
para chefes de estado, como o ex-rei Juan Carlos I da Espanha e a ex-rainha Beatrix
dos Países Baixos.
-Uma fonte ligada ao
grupo disse o Daily Telegraph em 2013 que outros indivíduos, cujos nomes não
são divulgados, às vezes chegam "apenas no dia" para as reuniões do
grupo.
Críticas a Conferência de Bilderberg
Em parte por causa
de seus métodos de trabalho para garantir a estrita privacidade, o Grupo
Bilderberg tem sido criticado por sua falta de transparência e prestação de
contas. A natureza não revelada do processo deu origem a várias teorias da
conspiração. Essa perspectiva tem
sido popular em ambos os extremos do espectro político, mesmo quando eles discordam sobre a natureza exata das
intenções do grupo:
-Alguns da esquerda acusam o grupo de Bilderberg de
conspirar para impor a dominação capitalista.
-Enquanto alguns à direita acusaram o grupo de conspirar para
impor um governo mundial e uma economia planificada.
Em 2005, Davignon comentou as acusações
de que o grupo luta por um governo mundial para a BBC:
"É inevitável e
sempre haverá pessoas que acreditam em conspirações, mas as coisas acontecem de uma forma muito mais
incoerente...Quando as pessoas dizem que este é um governo mundial secreto, eu
digo que, se tivéssemos um governo mundial secreto, deveríamos então ter absoluta
vergonha de nós mesmos."
Em agosto de 2010, o ex-presidente cubano
Fidel Castro, escreveu um artigo controverso para o jornal do Partido
Comunista de Cuba, "o Granma", no qual, ele citou o livro de Daniel Estulin, Os
segredos do Clube Bilderberg, de 2006,que descreve:
"Panelinhas
sinistras e os lobistas Bilderberg, manipulam o público para
instalar um governo mundial que não conhece fronteiras, e não é responsável perante ninguém, exceto a si
mesmo."
Os defensores da teoria da conspiração
Bilderberg nos Estados Unidos incluem:
-Indivíduos e grupos como a John Birch Society.
-O ativista político Lyndon LaRouche.
-O radialista Alex Jones.
-O
político Jesse Ventura, que fez do grupo de Bilderberg o alvo de um episódio de
2009 da sua telessérie "Conspiracy Theory with Jesse Ventura".
Preocupações sobre lobbying têm surgido -
Ian Richardson vê Bilderberg como:
“A elite do poder
transnacional, uma parte integral e, até certo ponto, crítica do sistema atual
de governança global e que não age pelo interesse coletivo."
o "Grande reset"
Grande reinicialização (em inglês, The Great Reset ou The Grand Reset) é o nome da 50ª reunião anual do Fórum Económico Mundial
(WEF), realizada em junho de 2020. Reuniu altos líderes empresariais e
políticos, convocados por Charles, Príncipe de Gales e pelo diretor do Fórum,
Klaus Martin Schwab, para tratar do tema da reconstrução da sociedade e da
economia de forma mais sustentável, após a pandemia de COVID-19.
Klaus Schwab, que
fundou no Fórum em 1971 e é atualmente seu CEO, descreveu três componentes
centrais do Grand Reset:
1)-O primeiro envolve a criação de condições
para uma "economia de partes interessadas".
2)-O segundo inclui a construção mais "resiliente,
equitativa e sustentável", baseada em parâmetros ambientais, sociais e de
governança, e que incorporaria mais projetos de infraestrutura pública
verde.
3)-O terceiro componente é "aproveitar as
inovações da Quarta Revolução Industrial" para o bem público.
Já a diretora do
Fundo Monetário Internacional, Kristalina Gueorgieva, em seu discurso de
abertura dos diálogos, listou três aspectos-chave da resposta sustentável:
-Crescimento verde.
-Crescimento mais inteligente.
-Crescimento mais justo.
Um discurso do
Príncipe Charles no evento de lançamento do Great Reset, listou áreas-chave de ação - semelhantes àquelas enumeradas
em sua Iniciativa de Mercados Sustentáveis, apresentada em janeiro de
2020 - que incluíram:
-O fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação.
-Um movimento em direção à transição para emissões líquidas de carbono
iguais a zero (globalmente).
-A introdução do preço do carbono.
-A reinvenção de estruturas de incentivo de longo prazo, o reequilíbrio
dos investimentos para incluir mais investimentos verdes e o incentivo a
projetos de infraestrutura pública verde.
O anúncio do tema do
50º Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial foi feito em Davos, aos líderes
globais presentes ou conectados on-line a uma rede de múltiplas partes
interessadas, em 400 cidades do mundo.O Great Reset também foi definido como
tema principal da cúpula do Fórum 2021, no mês de maio, em Lucerna.
Teorias
conspiratórias
1)-Segundo uma “teoria da conspiração” baizuo, o
Grand Reset seria usado para introduzir mudanças políticas de caráter
totalitário, dentro da chamada Nova Ordem Mundial, após a eleição de Joe
Biden.
2-Em novembro de 2020, o documentário conspiracionista francês Hold-up, de
Pierre Barnérias, que teve uma difusão viral, lançou a
hipótese segundo a qual o Great Reset constituiria um plano mundial de
controle, manipulação e destruição da população, com base na pandemia de
Covid-19 e no 5G.Segundo essa teoria, “elites financeiras” e os dirigentes
mundiais planejaram uma pandemia, deixando deliberadamente o coronavírus se
espalhar a fim de criar as condições necessárias a uma reestruturação política
do mundo. Tal alegação se baseia nas palavras do diretor do Fórum Econômico
Mundial, Klaus Schwab: “a crise do Covid-19 representa
uma grande oportunidade para reformar o sistema”, que ele explica também em seu
livro A Quarta Revolução Industrial. Segundo a teoria da conspiração, o principal objetivo da Grande Reinicialização seria assumir
o controle político e econômico mundial, instaurando um regime totalitário
marxista e, por extensão, a Nova Ordem Mundial. Ainda de acordo com a
“teoria”, tal regime aboliria a propriedade privada e os direitos de
propriedade, mandaria os militares ocuparem as cidades, impondo a vacinação
obrigatória, e criaria campos de isolamento para as pessoas que se opusessem a
isso.
3)-Outras assinalam também a transferência do
centro de gravidade geoestratégico-geoeconômico do planeta para o eixo
eurasiático, depois de mais de dois séculos de domínio do eixo
transatlântico.
Entre os exemplos
que, segundo os partidários dessa “teoria”, provam a existência de um complô,
são citados:
-Um artigo do WEF, de 2016, que descreve a vida em 2030; o slogan da
campanha de Joe Biden, Build Back Better ('Reconstruir
melhor').
-O discurso do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, em 20 de
setembro de 2020. De acordo com The Daily Dot, trata-se
apenas de um discurso ilustrativo de como criar um mundo mais justo e
sustentável.
-Em algumas variantes da teoria, Donald Trump
seria o único líder mundial capaz de impedir esse projeto de se realizar —
argumento contido num vídeo de agosto de 2020 e que foi visualizado mais de 3
milhões de vezes.
Se as Crises Globais exigem soluções globais! é hora de criar
uma Constituição mundial?
Grupo de filósofos e ativistas propõe uma norma que sirva de “bússola de todos os Governos para o bom governo do mundo”. Os períodos prolongados de calma favorecem certas ilusões de ótica”, disse o escritor alemão Ernst Jünger em The Forest Passage:
“Uma delas é a suposição de que a inviolabilidade do domicílio se funda na Constituição, é assegurada por ela. Na verdade, a inviolabilidade do domicílio se baseia no pai de família que aparece na porta de casa acompanhado por seus filhos e empunhando um machado”.
A catástrofe desencadeada pelo coronavírus pode ser considerada um desses momentos em que Jünger considera da verdade, caso mude de escala. No meio do caos, onde Jünger via o pai como a garantia da segurança, agora reaparece o Estado ―nacional― como o garantidor último da vida de sua população. Além dos bem-intencionados acordos internacionais e esferas supranacionais como a União Europeia, o papai Estado parece o único capaz de garantir a inviolabilidade do território e proteger seus nacionais. Mas faz sentido fechar as fronteiras para lutar contra o coronavírus? Esse retorno à soberania nacional não é uma reação melancólica diante de um perigo iminente? Esse gesto não lembra, no fundo, as filas que vimos surgir nas lojas de armas nos Estados Unidos? Isso não é matar moscas com tiros de canhão? Um grupo de juristas e ativistas escolheu um caminho muito diferente e, apesar do momento crítico e agitado atual, lançou uma ideia colossal: uma Constituição da Terra como ferramenta de governança global.
Frente ao reflexo nacional, a imaginação cosmopolita quer avançar na globalização do direito. - “Não é uma hipótese utópica”, disse o ex-juiz e filósofo do direito italiano Luigi Ferrajoli durante a primeira assembleia desse movimento em Roma em 21 de fevereiro de 2021. “Pelo contrário, é a única resposta racional e realista ao mesmo dilema que Thomas Hobbes [autor de Leviatã e teórico do Estado moderno] enfrentou há quatro séculos: a insegurança geral da liberdade selvagem e o pacto de coexistência pacífica sobre a base da proibição da guerra e a garantia da vida”, afirmou.
A Constituição do mundo não é o Governo do mundo, e sim a regra de compromisso e a bússola de todos os Governos para o bom governo do mundo, nas palavras de Ferrajoli, autor de Constitucionalismo más allá del Estado (Constitucionalismo além do Estado). O sujeito constituinte não seria dessa vez um novo Leviatã, e sim os habitantes do mundo, a unidade humana que alcança a existência política, estabelece as formas e os limites de sua soberania e a exerce com o propósito de continuar a história e salvar a Terra”, afirmou em Roma. O processo exige a adesão dos Estados.A destruição do meio ambiente, o clima, a fome e a segurança dos imigrantes pareciam os problemas mais urgentes até a pandemia que desatou a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, de acordo com as Nações Unidas. Mas nem todo mundo acha oportuna tal iniciativa em um momento como esse. - “A Constituição da Terra é a carta das Nações Unidas, diz Josu de Miguel, professor de Direito Constitucional da Universidade da Cantábria. E se temos dificuldades para a afirmação de uma noção básica de direito internacional para todos os povos, o passo a uma Constituição da Terra me parece ingênuo, acrescenta. Além disso, para De Miguel, que se doutorou com uma tese sobre o Conselho da Europa, o elemento utópico pode ser contraproducente”. - Durante a pandemia do Covid-19, 165 personalidades mundiais (incluindo 92 ex-presidentes e primeiros-ministros) lançaram um apelo para a criação de uma força-tarefa executiva a fim de coordenar esforços globais no combate ao covid-19. O apelo reconhecia que o combate à crise de saúde não se revolverá com ações nacionais isoladas, nem com a criação de uma vacina ou tratamento em alguma nação qualquer. Serão necessárias ações coordenadas globais de curto e médio prazos em saúde, saneamento básico, combate à pobreza, etc. No momento que as nações se isolam e fecham fronteiras, e que 2.5 bilhões de pessoas ficaram confinadas em casa, paradoxalmente personalidades internacionais reconhecem a necessidade de uma ação conjunta e humanitária em escala mundial.
Em outras palavras, os lideres indicaram a necessidade de se pensar uma governança mundial. Como disse alguém, o combate ao vírus está provocando uma antecipação do futuro. Governo mundial, governo global ou raramente “COSMOCRACIA” é uma concepção genérica onde um corpo político disporia de uma autoridade global, ou seja, sobre toda a humanidade, através de um sistema político ou através de uma governança temporária ou permanente, havendo uma jurisdição sobre todo o globo.
Este corpo político seria uma entidade (um grupo) ou um Estado, surgindo mediante a agressão (imposição por dominação mundial sobre a humanidade) ou por meios pacíficos e voluntários (como uma união supranacional).
É
inerente supor que nações por si mesmas teriam que reduzir ou abrir mão
(dependendo do ponto de vista) de sua soberania sobre certas áreas que seus
respectivos Estados atuam. Acrescentaria outro
nível de administração sobre os governos nacionais existentes ou proveria
coordenação sobre áreas nas quais governos nacionais são incapazes ou
ineficientes na atuação.A ideia de um governo mundial, embora não
exclusivamente, é muitas vezes associada com a dominação mundial e teorias de
conspiração ligadas a Nova Ordem Mundial, Globalismo, assim como ideologias ou
sistemas que supostamente visariam ter alcance mundial, como o comunismo,
americanismo e o nazismo; instituições de caráter global (como a Organização
das Nações Unidas), estariam supostamente implementando leis e diretrizes ao
redor do mundo que, em um futuro
desconhecido, seriam elementos formadores de um sistema de governo global.
"Católicos devem obedecer a Deus e não àqueles que propõem o Big Reset ou Great Reset (a grande reinicialização), ou a nova ordem mundial"
Católicos devem obedecer a Deus e não àqueles que propõem o Big Reset ou Great Reset (a grande reinicialização) ou a nova ordem mundial, disse o cardeal Gerhard Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé.Em entrevista a Alejandro Bermúdez no programa Cara a Cara da rede de televisão católica EWTN, do grupo a que pertence ACI Digital, o cardeal Müller disse que “temos que obedecer à Palavra de Deus e não às reflexões variáveis dos homens dominantes”, com ideias como as do “Big Reset, da Nova Ordem Mundial” - O Big Reset ou Great Reset é uma proposta que surgiu do Fórum Econômico Mundial, também conhecido como Fórum de Davos, que visa, com base na pandemia de covid-19, repensar "o estado futuro das relações globais, os rumos das economias nacionais, as prioridades das sociedades, a natureza dos modelos de negócios e a gestão de um bem comum global”. Essas ideias retomam a abordagem feita há alguns anos pelo mesmo Fórum de Davos da necessidade de uma "nova ordem mundial".
O cardeal Müller lembrou que:
"Há muitas décadas ideologias como o nacional-socialismo (nazismo), o fascismo e o comunismo se apresentavam "como progressistas", que falavam também da ciência moderna, segundo a doutrina das raças e do biologismo.E essa ideologia era dominante! Assim como hoje existiam outras ideologias, mas também baseadas no biologismo, no naturalismo, que negam a Revelação sobrenatural de Deus, disse. Hoje, disse ele, pessoas muito ricas que têm muito sucesso na economia, super milionários, como o fundador da Microsoft, Bill Gates, afirmam saber mais sobre antropologia, sobre história da filosofia do que o professor Müller.No entanto, “eles não estão em posição de falar filosoficamente".
O prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé destacou a importância de cada pessoa aprofundar em "sua convicção fundamental diretamente na Palavra de Deus".
"Cada um tem que começar diretamente a ter um contato direto com Deus", e levar suas ideias "para uma convicção pessoal, uma decisão pessoal: quero ser um cristão, seguir Jesus Cristo diretamente e não fazer parte de uma cultura mais ou menos cristã", disse ele. Diante da “confusão” de ideologias misturadas com o cristianismo que estão presentes no mundo de hoje, Müller disse: “Creio em Jesus Cristo, o Filho de Deus que é a Verdade. Todas as verdades naturais têm seu centro na Verdade sobrenatural que é Jesus Cristo, a Verdade e a Graça”. "Ele nos mostra o caminho, o único caminho: 'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida'", destacou.
Depois de destacar a importância de crescer e se formar em um ambiente cristão na família, o cardeal afirmou que:
"no final, cada um deve dizer e decidir: sou discípulo de Jesus Cristo ou não". Isso, disse, é especialmente importante "neste mundo do relativismo", que impõe a ideologia de gênero, e que procura "um pensamento único, todos têm de pensar a mesma coisa que o Fórum Econômico de Davos". "E aqueles que não pensam e falam como eles, como os líderes da opinião pública, são atacados, dizem que são de direita, ou são nazistas ou (promovem) uma teoria da conspiração", denunciou. “Eles atacam pessoalmente, difamam pessoalmente todos aqueles que não estão neste pensamento único”, acrescentou.
Diante dessas imposições, destacou que “a fé cristã quer libertar os homens, não os forçar a pensar como os outros, mas a pensar segundo o pensamento de Deus, a Palavra de Deus”. Müller lembrou que "durante muito tempo", desde o imperador Constantino, o mundo ocidental viveu em uma sociedade e cultura predominantemente cristãs.
"Mas a partir do Iluminismo, começou um movimento totalmente anticristão", disse ele, houve "essa fratura na tradição cristã", com o aparecimento de "grandes ideologias ateístas do nacional-socialismo, fascismo e comunismo na Europa". No entanto, disse, "em outras partes do mundo o cristianismo nunca foi a maioria", como em regiões predominantemente muçulmanas ou em partes da Ásia. Lá, ele disse, "os cristãos sempre tiveram essa experiência de ser uma minoria". “Essa também será nossa experiência no Ocidente, de nos tornarmos mais ou menos uma minoria de crentes. Muitos católicos segundo o costume, mas sem conteúdo, sem aquela substância de fé”, disse. Essa situação, ressaltou, deve nos encorajar a ser “não apenas uma minoria que sofre, mas também uma minoria que é criativa, que defende os direitos humanos contra essas manipulações que temos hoje”.
Entre essas ameaças, o cardeal falou sobre o "transumanismo", que busca "fazer um híbrido, uma combinação entre um homem e uma máquina, um homem e os animais”. "Tudo isso é contra a dignidade humana", alertou. “Esses valores nós temos que defender. Não só a tradição cristã, a Revelação, a fé sobrenatural, mas também os valores naturais: a dignidade de todos os homens contra o aborto, contra a inseminação artificial, onde o homem, o bebê, é só um produto das manipulações e não um dom de Deus", concluiu.
Um governo mundial deveria, em nome da racionalidade,
reprimir as religiões?
Não! Além de injustificável, tal iniciativa seria ineficaz e contraproducente. A religiosidade é um componente estrutural do espírito humano: tentar suprimi-la equivaleria a ordenar que todos deixassem de pensar em uma maçã — o simples comando já produziria o efeito contrário. Mesmo Albert Einstein, paradigma da mente científica, afirmava acreditar em Deus, ainda que concebesse essa inteligência suprema como não intervencionista nos assuntos humanos. Isso revela que ciência e transcendência não são, por natureza, inimigas.
Há, portanto, um valor social objetivo nas religiões. Ruy Barbosa observava que o Código Penal regula os crimes públicos, enquanto a religião age sobre os crimes privados, isto é, sobre a consciência. Quantos delitos nunca chegaram a ser cometidos não por medo da polícia, mas pelo temor moral de Deus? Sob esse aspecto, a religião funciona como uma instância informal de prevenção do crime. Soma-se a isso sua função de promoção da caridade, da solidariedade e da responsabilidade individual. Essas virtudes, por si sós, já seriam suficientes para tornar qualquer política de repressão religiosa não apenas injusta, mas irracional.
Todavia, quando religiões ultrapassam sua esfera própria e passam a instrumentalizar a política, fomentar ódios ou inviabilizar decisões públicas baseadas em critérios racionais, o Estado tem o direito — e o dever — de intervir. Não por meio da repressão, mas por meio da educação, da persuasão e da promoção do pensamento crítico. A ignorância, frequentemente, é o terreno fértil da violência e da desorganização social. Um governo que investe maciçamente em educação científica e humanística tende, ao longo do tempo, a reduzir os focos de fanatismo sem recorrer à coerção.
É previsível que surjam objeções: “E o risco de tirania de um governo mundial? Para onde correr se ele se tornar opressor? Durante a Guerra Fria, ao menos havia dois polos de poder que se equilibravam”. Essa preocupação é legítima. No entanto, a história mostra que a rivalidade entre grandes potências quase sempre desemboca em corridas armamentistas que colocam em risco a própria sobrevivência da humanidade. Diante do avanço das tecnologias bélicas — especialmente nucleares —, a segurança coletiva tornou-se um valor mais elevado que a competição geopolítica. Um conflito envolvendo simultaneamente Estados Unidos, Rússia e China não seria apenas mais uma guerra: seria um risco existencial para a espécie humana.É possível até admitir que, em termos éticos abstratos, certas utopias socialistas pareçam mais nobres do que o capitalismo. Contudo, foi este último que prevaleceu não por superioridade moral, mas por realismo antropológico.
O ser humano, em sua natureza concreta, é competitivo, busca mérito, recompensa e benefício pessoal. Sistemas que ignoram essa realidade produzem estagnação, conformismo e, em última instância, opressão. O coletivismo, ao igualar todos por baixo, sufoca o incentivo, a criatividade e a responsabilidade individual.
O capitalismo, por outro lado, embora imperfeito, soube canalizar forças humanas — inclusive as egoístas — para a produção de riqueza. Ao permitir que o indivíduo colha os frutos de seu esforço e possa transmiti-los a seus herdeiros, cria-se um estímulo poderoso ao trabalho, à inovação e ao investimento. Por meio da tributação, parte dessa riqueza pode — e deve — ser redistribuída para mitigar desigualdades, sem destruir o motor que a gera. Já quando o Estado se apropria da maior parte do esforço individual para sustentar uma elite dirigente, restam ao povo apenas migalhas, dependência e perda de liberdade. Assim, tanto no campo da fé quanto no da economia, o equilíbrio entre ordem e liberdade, entre razão e natureza humana, é o único caminho sustentável. Qualquer projeto de governo mundial que ignore isso, ainda que bem-intencionado, corre o risco de se transformar em uma utopia que termina em tirania.
O Capitalismo é eficiente porque é um sistema econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção e propriedade intelectual, e na liberdade de contrato sobre estes bens (livre mercado). Estes requisitos motivam às pessoas a investir este capital em projetos que aumentam a eficiência produtiva, resultando num aumento do padrão de vida da sociedade. Isto porque os produtos e serviços, devido à maior eficiência decorrente do progresso tecnológico que, por sua vez, foi causado pelo investimento do capital acumulado, se tornam progressivamente mais fáceis de adquirir (mais baratos). O capitalismo é o resultado natural numa sociedade que respeita a propriedade privada e a liberdade de contrato. Nesse tipo de sociedade as pessoas são altamente motivadas a empregar seu capital da forma mais eficiente possível, minimizando o desperdício e fortalecendo o mérito pelas recompensas, coisa que não acontece do serviço público estatal.E, se ocorrer o contrário, ou seja, as pessoas investirem mal o seu patrimônio, desperdiçando produção, irão amargurar prejuízos. De maneira geral o tamanho do lucro/prejuízo é proporcional ao acréscimo/decréscimo de riqueza gerado no processo. Há realmente muito pouca gente interessada em demonstrar as vantagens e, principalmente, o lado moral e ético do capitalismo. Poucos se dão conta, por exemplo, de que, no livre mercado, os indivíduos só são recompensados quando satisfazem as demandas dos outros, ainda que isso seja feito exclusivamente visando aos próprios interesses.
Ao contrário de outros modelos, o capitalismo não pretende extinguir o egoísmo inerente à condição humana, porém nos obriga constantemente a pensar na satisfação do próximo, se quisermos prosperar. Além disso, para obter sucesso em grande escala, você tem de produzir algo que agrade e seja acessível a muitas pessoas, inclusive aos mais pobres, e não apenas aos mais abastados.
Sob todos os aspectos (morais e sociais), o capitalismo é bem melhor do que o socialismo!
Deveríamos bater mais nessa tecla de que a superioridade moral também é espantosa, e que um abismo intransponível separa um modelo baseado em trocas voluntárias de outro voltado para a “igualdade” forçada, que leva ao caos e à degradação de valores básicos da civilização. Quando você abastece seu carro, ou quando o avião aterrissa, escutamos o piloto agradecendo pela escolha da companhia aérea. Não por acaso, quando um cliente entra numa loja, a primeira coisa que ouve do vendedor é: “Em que posso ajudá-lo?”. E a última coisa que ambos dizem, depois de uma compra, é um duplo “obrigado!”. Um sinal inequívoco de que aquela transação foi vantajosa para ambos”, pois nesta relação é satisfeito o princípio: de cada um conforme a sua capacidade, e para cada um conforme a sua necessidade”.
O capitalismo fortalece os laços de cooperação e cordialidade, enquanto o socialismo leva ao cinismo, à inveja e ao uso da força para se obter o que se demanda. É verdade que o capitalismo produz resultados materiais bem superiores, mas esse não é “apenas” seu grande mérito: ele é também um sistema bem melhor sob o ponto de vista moral.No capitalismo quem chega ao topo elas estão mais ligadas ao mérito individual, enquanto na burocracia socialista elas dependem de favores e coação.No socialismo, os que chegam ao topo são os piores, os mais cínicos e mentirosos, os populistas, os bandidos, os exploradores, os inescrupulosos.
Vide no Brasil petista, ou na Venezuela de Chávez e Maduro, ou em Cuba.E é isso que os liberais precisam destacar com mais frequência.
Teoria da conspiração sobre "laboratórios da Nova Ordem Mundial na Ucrânia", circulaM no WhatsApp
Circulam mensagens no WhatsApp alegando que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, está invadindo a Ucrânia para destruir laboratórios secretos que desenvolvem armas biológicas para uma fantasiosa e sinistra “Nova Ordem Mundial”. O relato, no entanto, é uma teoria conspiratória desprovida de qualquer evidência e que apresenta uma série de furos — a começar pelo suposto telefonema de Putin ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, do qual não há registro, mas serve de base para a suposta denúncia anônima de um site conhecido por espalhar desinformação. O boato parece ser uma adaptação de outras mensagens falsas que circularam nas redes sociais e se espalharam entre adeptos do QAnon, uma teoria conspiratória popular entre grupos de extrema-direita dos Estados Unidos. De acordo com reportagem da revista Vice, a história se originou em um perfil anônimo no Twitter chamado @WarClandestine, que insinuou que os alvos reais da Rússia na Ucrânia seriam laboratórios biológicos controlados pelos Estados Unidos. Essa conta foi rapidamente suspensa da rede social, mas não o suficiente para evitar que a história viralizasse em outros canais conspiracionistas. Veja mais no link abaixo:
conclusão
O socialismo pode ser descrito como uma espécie de toga nobre: elegante no discurso, carregada de intenções morais, mas paralisante quando vestida pelo homem real. Ele promete justiça, mas frequentemente entrega dependência; promete igualdade, mas produz nivelamento por baixo; promete libertação, mas termina em controle. É inadequado para cobrir a complexidade da natureza humana, que não vive apenas de segurança, mas também de liberdade, mérito, responsabilidade e transcendência.
Num eventual governo mundial, o ideal socialista não desapareceria — ao contrário, ficaria institucionalizado no próprio Estado global. Todo governo carrega, em maior ou menor grau, uma ala que apela à solidariedade, à redistribuição e à tutela dos mais fracos. Em regimes nacionais, essa tensão é equilibrada pelo pluralismo, pela alternância de poder e pela soberania dos povos. Nos Estados Unidos, por exemplo, democratas e republicanos se alternam sem necessidade de revoluções.
Num Estado mundial, porém, essa dinâmica seria radicalmente diferente: não haveria para onde escapar se o centro de poder errasse. A alternância deixaria de ser entre países livres para se tornar apenas um jogo interno de facções dentro de um único Leviatã político.
Os defensores da governança global afirmam que uma Constituição mundial garantiria direitos como igualdade, saúde e não discriminação — a chamada “esfera do que não se pode decidir”. Mas o problema não está nos direitos proclamados; está em quem decide o que eles significam, como são aplicados e contra quem são usados. Direitos vagos, nas mãos de burocracias globais, tornam-se instrumentos de coerção, não de proteção.
A crise sanitária da Covid 19 foi usada como argumento definitivo a favor de “soluções globais”: se um vírus não respeita fronteiras, dizem, então o poder também não deveria respeitá-las. Mas isso confunde coordenação internacional com centralização política. Cooperar não é o mesmo que submeter-se. A História mostra que sistemas concentrados erram de forma mais ampla, mais profunda e mais difícil de corrigir.É verdade que o mundo precisa de cooperação. O que não precisa é de um governo único, distante, tecnocrático e imune ao controle real dos povos.Por isso, o debate sobre a Nova Ordem Mundial não é paranoia — é uma questão de prudência civilizacional. Ele não se resolve com slogans nem com ingenuidade, mas com reflexão, informação e coragem intelectual.E é exatamente isso que este apostolado pretende fazer: lançar a questão à luz, provocar o debate e despertar consciências.
Quem ama a verdade não foge da discussão!
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*Franzé - Analista Político - Colaborador do Apostolado Berakash
BIBLIOGRAFIA
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Só vi e li verdades aqui! Que Deus nos proteja e nos dê sabedoria para lutarmos contra tudo isso!
Somente matérias muitíssimas interessantes.
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