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Maioria silenciosa ou minoria barulhenta – Quem está vencendo?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 23 de novembro de 2020 | 15:01

 





A expressão "maioria silenciosa" foi usada pela primeira vez com o Presidente Nixon, dos EUA, para designar a grande parcela do povo americano que, segundo ele, o apoiaria, em alusão à ativa minoria que a ele se opunha, com apoio da imprensa. A expressão  volta agora a ser utilizada. A capa da revista TIME de 04 de novembro de 2014 já apontava essa tendência que se tornou ainda mais visível em 2016 nos movimentos populares em vários países do mundo. Na Grã-Bretanha (Brexit), nos Estados Unidos (Trump), na França, (Marine Le Pen), em Portugal (que já havia feito um movimento de maioria silenciosa em 1974) e até no Brasil, com o fenômeno Bolsonaro, pessoas cansadas do que chamam de “ditadura das minorias”, parcelas majoritárias da população, que nunca ou pouco se manifestavam, começam a fazer valer a sua voz, expor suas ideias e manifestar suas preferências pelo voto, surpreendendo as atuais lideranças, os institutos de pesquisa e mesmo a imprensa. 

 

 


Para o espanto e decepção de muitos, a maioria silenciosa resolveu falar!

 

 

Quem são seus inimigos? Essa pergunta é um bom ponto de partida para entendermos o cerne do conservadorismo. Samuel Huntington, que fez uma revisão do movimento conservador através da história em seu artigo “Robust Nationalism”, de 1999 , mostrou  que essa corrente ganha força sempre que existe uma ameaça a ordem, a cultura e as instituições. Tal fenômeno é visto desde o século XVI, quando os pluralistas medievais se insurgiram contra os monarcas absolutistas, e tantas outras vezes e em diversos países, onde as instituições e os pilares da civilização são atacados radicalmente.

 

 


Saindo da teoria para a realidade brasileira, podemos nos perguntar o que causou esse movimento pendular recente, do que podemos chamar de maioria silenciosa, da esquerda para a direita?

 

 

Qual foi o fenômeno recente na política brasileira que levou conservadores e liberais se juntarem contra uma esquerda que vinha de vitória nas últimas quatro eleições presidenciais? Se você pensou em Internet, errou!

 

 

Foi o radicalismo cego da própria esquerda com suas bravatas de todas as espécies, narrativas de que o impeachment foi golpe, o insistente lançamento de uma falsa candidatura de um presidiário à presidência, a sombra constante das milícias do MST e dos sindicatos e uma insistência débil em um receituário econômico comprovadamente fracassado e implosivo. Soma-se a isso o manifesto desejo de perpetuação no poder, valendo-se, secretamente, de expedientes nada democráticos.

 

 

Como o próprio Caetano relatou, em um programa de TV há alguns anos:

 

“os que têm vinculação com as ideologias de esquerda são, às vezes, perigosamente atraídos por ideias não democráticas e muitas vezes consideram a democracia uma formalidade burguesa que precisa ser superada”.

 

 

Em resposta a essa real ameaça, o governo conservador brasileiro está simplesmente cumprindo seu papel histórico ao mobilizar-se para desaparelhar o Estado que, durante 14 anos, foi vassalo do projeto de poder do partido do PT.  É evidente que existem radicais na direita que clamam pela volta do regime militar, da mesma forma que há radicais na esquerda que querem a ditadura do proletariado. Discutir essas franjas ideológicas é pura perda de tempo. Infelizmente, no cenário nacional, o palco é dos extremistas, estejam eles bradando pela volta do AI-5 ou exigindo um impeachment sem fundamento.

 

 

E como o radical “acha feio tudo que não é espelho”, a maioria silenciosa é chamada de fascista de um lado e socialista enrustido por outro.



Assim, nosso debate político reduziu-se a uma briga de jardim de infância. Falta maturidade para perceber quem é verdadeiramente o inimigo do povo: um Estado inchado, ineficaz, corrupto, repleto de agentes que “exercem seus podres poderes” em benefício próprio. O movimento pendular da maioria silenciosa no Brasil está, aos poucos se dirigindo para o centro, mas ainda sem nenhuma figura representativa.

 

 



CONCLUSÃO

 

A liberdade de manifestação e da soberania popular foram inegavelmente expressivas em 2023, que após atos únicos convocados pelos Movimentos do Passe Livre, os jovens brasileiros em geral se sentiram mais à vontade para convocar pelas redes sociais outras manifestações de caráter, cultural e até religioso além de meramente político-partidária, e com isso, houve o início do pleno exercício do Direito Constitucional e a LIBERDADE DEMOCRÁTICA BRASILEIRA foi fortalecida. Lideranças e formadores de opinião precisam ouvir, pesquisar, estudar e procurar entender melhor o que realmente pensa e o que deseja esta maioria silenciosa e não se deixar levar pela barulhenta e ameaçadora gritaria de minorias, que poderão estar em busca apenas de privilégios. Sem esse cuidado e disposição para ouvir, dialogar e conhecer o que realmente pensa a maioria silenciosa, as lideranças, assim como vem ocorrendo com a classe política, poderão se surpreender, perder o apoio e levar o pais a sérios problemas de toda ordem. Sabemos do momento dramático pelo qual o Brasil atravessa e estamos cientes que o nome de Jair Bolsonaro hoje, para esta maioria silenciosa representa esperança de dias melhores para mais de duzentos milhões de brasileiros. Políticos como Donald Trump e Jair Bolsonaro não são idiotas, pelo contrário. Falam o que falam porque sabem que muita gente tem os mesmos anseios de ter mais segurança, empregabilidade e liberdade. Os dois são chamados de populistas e irresponsáveis por políticos de esquerda que acreditam na divindade do mercado. Porém, é inegável que os ideais de Trump e Bolsonaro ajudam a arejar o debate com novas propostas, cativando os mais jovens. A esquerda no Brasil conseguirá se organizar e disputar um novo projeto de país? Um que não tenha vergonha de reconhecer seus erros e atuar em campos que lhe são espinhentos, como a violência urbana, e a liberdade de mercado, com menos estado? Poderá construir uma nova narrativa que desperte o sonho e o engajamento dos mais novos? Muitos desses jovens estão descontentes, mas não sabem o que querem (sabem apenas o que não querem, ou seja, as coisas do jeito que estavam até 2013). Neste momento, por mais impactantes que sejam a obviedade de seus discursos (tipo: “Ninguém vai para a cadeia por ser um bom cidadão, e cumprir com seus deveres”), boa parte deles está em êxtase, alucinados pelos resultados das manifestações de rua e com o poder que acreditam ter nas mãos. Mas ao mesmo tempo com medo. Pois cobrados de uma resposta sobre sua insatisfação, no fundo, no fundo, conseguem perceber apenas um grande vazio. Pode-se continuar dando às costas a eles, chamando-os de fascistas, ou abrir o diálogo, muitas vezes difícil, mas necessário. Há um déficit de democracia participativa que precisa ser resolvido, não somente pelas Comunas, grupos organizados, ou por pseudo iluminados. Só votar e esperar quatro anos não adianta mais para esse grupo, pois muitos jovens reivindicam participar mais ativamente da política. Querem mais formas de interferir diretamente nos rumos da ação política de sua cidade, estado ou país. Não da mesma forma que as gerações de seus pais e avós, claro. Precisamos, urgentemente, ouvir os mais novos e construir com eles um projeto para a sociedade em que vivemos. Negar isso e buscar, novamente, saídas de cima para baixo, seja através da esquerda democrática ou da direita liberal. Não admira que quem sugere adotar as soluções de sempre são as mesmas pessoas que não entenderam o significado das manifestações de rua de 2013, ou que nada aprenderam com elas.

 

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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