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Fique atento a ícones heréticos que negam a virgindade perpétua de Maria como este

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019 | 00:56

(ícone herético que nega a virgindade de Maria antes, durante e após parto)



“É difícil falar e não menos difícil pensar acerca dos mistérios que a Igreja guarda escondidos nas profundezas de sua consciência interna. A Mãe de Deus nunca foi tema da pregação pública dos Apóstolos; enquanto Cristo era pregado até de cima dos telhados, proclamado para todos, para ser conhecido num ensinamento iniciatório dirigido ao mundo todo.O Mistério de Sua Mãe só era revelado para aqueles que estavam dentro da Igreja. Não era tanto um objeto de fé como é a fundação de nossa esperança em Cristo, um fruto da Fé, amadurecida na Tradição...” (V. Lossky, "Panagia," em The Mother of God, editado por E. L. Mascall, pg. 35).




SOBRE O DÓGMA CATÓLICO:


Que Maria Santíssima foi virgem antes, durante e depois do parto, foi declarado solenemente, definitivamente e irrevogavelmente, no segundo Concílio universal de Constantinopla, em 553. A virgindade de Maria é uma ideia tradicional, que remonta às origens do cristianismo, mas gerou bastante polêmica ao longo da história da Igreja. Foi questionada pelos pagãos, que não compreendiam como uma virgem poderia dar à luz. Já as tendências gnósticas dentro do cristianismo achavam que Jesus era filho de José.


As dúvidas sobre a virgindade perpétua de Maria só se tornaram veementes depois do século XVI, quando Lutero e Calvino inventaram a tese da Sola Scriptura. Recusando a autoridade da Igreja, que é o motivo pelo qual cremos nos Evangelhos. Os protestantes perderam todo critério de interpretação autêntica das Escrituras, perdendo-se em opiniões bem confusas, contraditórias, divergentes e ambíguas entre eles mesmos, sobre os pontos essenciais do cristianismo. É assim que, hoje, o protestantismo liberal diz toda sorte de bobagens e blasfêmias sobre Jesus e Maria, afirmando que Nossa Senhora teria sido apenas uma “barriga de aluguel” nas mãos de Deus ou que Cristo, na verdade, seria um filho bastardo.


“A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor”, diz a Constituição Dei Verbum (n. 21), porque em nada elas contradizem os dogmas ou qualquer outro ensinamento da Igreja. Nas próprias Escrituras é possível encontrar referências que provam a virgindade perpétua de Maria (conf. Ezeq. 44,2;Cantares 4,12). De fato, a gravidez de Nossa Senhora foi mesmo obra do Espírito Santo, e a sua integridade física durante e depois do parto apenas ratifica esse mistério da origem divina de Jesus. Para os protestantes, que não têm a fé apostólica integral e verdadeira, isso pode parecer um escândalo, porque não se adequada aos raciocínios particulares deles. Quem quiser receber o Cristo total, hoje, precisa estar disposto a abraçar inteiramente o Seu Corpo Místico, a Santa Igreja Católica, com toda a sua riqueza doutrinal: Tradição, Sagrada Escritura, Liturgia, Magistério etc. A regra da Sola Scriptura não tem qualquer fundamento teológico, nem mesmo bíblico, e se justifica apenas pela ideologia de Lutero. Durante 1500 anos, a teologia dos grandes Doutores: Basílio, Atanásio, Agostinho, Tomás de Aquino etc. reconheceu, na Igreja, a pessoa de Jesus e a assistência perpétua do Espírito Santo. Com que direito, portanto, podem os protestantes fundar uma nova Igreja, apartada da Tradição? Isso é simplesmente inconcebível.


A Virgindade perpétua de Maria: Antes, durante, e a após o nascimento de Jesus

(Wikipédia, a enciclopédia virtual)


A doutrina da virgindade perpétua, ensina que Maria teria permanecido virgem por toda a vida, mesmo durante o seu casamento com José. A doutrina da virgindade perpétua de Maria expressa a "real e perpétua virgindade de Maria mesmo no ato de dar à luz a Jesus, o Filho de Deus feito homem". De acordo com esta doutrina, Maria permaneceu sempre virgem (em grego: ἀειπαρθένος - aeiparthenos), fazendo de Jesus seu único filho, cuja concepção e nascimento são considerados milagrosos. Já no século IV, a doutrina era amplamente apoiada pelos Padres da Igreja e, no sétimo, foi afirmada num conjunto de concílios ecumênicos. A doutrina é parte dos ensinamentos dos católicos, anglocatólicos, ortodoxos e ortodoxos orientais, como se comprova em suas liturgias, nas quais repetidamente se faz referência à Maria como "sempre virgem".


Alguns dos primeiros reformadores protestantes apoiavam esta doutrina da virgindade perpétua de Maria, e figuras importantes do anglicanismo, como Hugo Latimer e Thomas Cranmer "seguiam a tradição que herdaram, aceitando Maria como sempre virgem”. Contudo, a doutrina reformada posterior literalmente abandonou esta teologia. A virgindade perpétua de Maria, é contudo, defendida ainda atualmente por alguns teólogos protestantes anglicanos e luteranos.



A doutrina da virgindade perpétua de Maria, que se acredita ser de fé (ou seja, defendida pelos católicos como sendo uma parte essencial da fé), afirma que Maria era virgem antes e permaneceu assim durante o parto de Jesus e por todo o resto de sua vida.A natureza tripla desta doutrina (que faz referência a "antes", "durante" e "depois") pressupõe, assim, a doutrina do nascimento virginal de Jesus. Porém, a doutrina da virgindade perpétua é também, distinta do dogma da Imaculada Conceição de Maria, que está relacionado à concepção da própria Virgem sem a mancha (macula em latim) do pecado original, comum a toda humanidade.


O termo grego "aeiparthenos" ("sempre virgem") aparece já na obra de Epifânio de Salamina no início do século IV, e é amplamente utilizado na liturgia da Igreja Ortodoxa.As orações litúrgicas ortodoxas tipicamente terminam com "Lembrando a nossa mais sagrada, pura, abençoada e gloriosa Senhora, a Theotoko  e sempre virgem Maria".O Catecismo da Igreja Católica (item 499) também inclui o termo aeiparthenos e, fazendo referência à constituição dogmática Lumen Gentium (item 57), afirma:

"O nascimento de Cristo não diminuiu a integridade virginal de sua mãe, mas santificou-a".

A doutrina da virgindade perpétua é defendida também por algumas igrejas anglicanas e luteranas, mas não todas. No século II iniciaram-se as primeiras discussões sobre a concepção de Jesus e a virgindade de Maria. A maioria dos primeiros escritores cristãos aceitavam a concepção virginal de Jesus baseando-se nos relatos de Lucas e Mateus, mas, na época, o foco era a virgindade antes do nascimento e não durante ou depois.


A interpretação da afirmação em Mateus 1,25 de que José "não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho" e de várias menções no Novo Testamento sobre os chamados desposyni (literalmente, "irmãos do Senhor") se discute posteriormente. Alguns dos primeiros autores cristãos, como Tertuliano, Helvídio e Eunômio de Cízico, interpretaram a afirmação de Mateus como significando que José e Maria teriam tido relações conjugais normais após o nascimento de Jesus, e que Tiago, José, Judas e Simão eram de fato filhos biológicos de Maria e José, um ponto de vista para o qual há poucas evidências até antes da época deles.


Um documento do século II que prestou especial atenção à virgindade de Maria era originalmente conhecido como "Natividade de Maria", mas se tornaria posteriormente conhecido como o apócrifo "Protoevangelho de Tiago". Ele trata da virgindade de Maria antes do nascimento, da forma milagrosa pela qual ela deu à luz e sua virgindade física após o parto. Neste livro apócrifo também, alega-se que os supostos "irmãos" e "irmãs" de Jesus (que aparecem, por exemplo, em Mateus 13,56 e Marcos 6,3 - vide irmãos de Jesus) seriam filhos de José de um casamento anterior. Porém, não há consenso completo sobre esta doutrina na época do cristianismo primitivo no final do século II. Como exemplo, Tertuliano (c. 160 - ca. 225) não a ensina (embora ele ensine o nascimento virginal de Jesus), enquanto que Ireneu de Lyon (ca. 130 - ca. 202) o faz juntamente com outros temas marianos. Porém, uma aceitação mais ampla começaria a surgir no século seguinte.


Orígenes (185-254) tratou do assunto dos irmãos de Jesus e afirmou acreditar que eles eram filhos de José de um casamento anterior. Helvídio apelou para a autoridade de Tertuliano contra a doutrina da virgindade perpétua, ao que Jerônimo (ca. 340 - 419) respondeu que "ele [Tertuliano] não era um homem da igreja".Já no século IV, a doutrina já estava bem estabelecida. Por exemplo, referências a ela podem ser encontradas nas obras do século anterior de Hipólito de Roma, que chamava Maria de "tabernáculo isento de poluição e corrupção", e nas obras do século IV de Atanásio, Epifânio, Hilário, Dídimo, o Cego, Ambrósio, Jerônimo e do papa Sirício, a doutrina foi repetidamente atestada, uma tendência que ganhou ainda mais ímpeto no século seguinte.


Padres da Igreja e Idade Média



João Crisóstomo (347– 407) defendia a virgindade perpétua baseado em diversos argumentos, um dos quais os comandos que Jesus deu à mãe no Calvário, «Mulher, eis aí teu filho!» (João 19,26), e ao discípulo amado, «Eis aí tua mãe!» (João 19,27). Desde o século II estas duas frases de Jesus na cruz tem sido utilizadas como racionais para o fato de Maria não ter tido outros filhos e que "dessa hora em diante o discípulo a tomou para sua casa" justamente por que, após a morte de Jesus e de José, não haveria mais ninguém para cuidar de Maria.


No tempo de Gregório de Níssa e de Agostinho de Hipona, com a crescente ênfase na piedade mariana, um papel mais amplo de Maria começou a aparecer no contexto da história da salvação. O próprio Agostinho apresentou diversos argumentos a favor desta doutrina. No final do século IV, a passagem: «Como será isso, uma vez que não conheço varão?» (Lucas 1,34) começou a ser interpretado como uma indicação de um "voto de perpétua virgindade" por parte de Maria.


Este conceito de "voto de Maria" já tinha aparecido no Protoevangelho de Tiago (4,1), que afirma que a Ana, a mãe de Maria, ofertou Maria como uma "virgem ao Senhor" no Templo e que José, um viúvo, que a serviria como seu guardião (as proteções legais para as mulheres dependiam de um guardião: pai, irmão ou, na falta destes, um marido). No início do século VII, no "Pequeno Livro sobre a Virgindade Perpétua da Abençoada Maria", Isidoro de Sevilha liga temas mariológicos e cristológicos ao relacionar a virgindade de Maria com a divindade de Cristo num único argumento. O Concílio de Latrão de 649, que teve a presença de Máximo, o Confessor, explicitamente afirmou o ensinamento sobre a virgindade de Maria antes, durante e depois do parto. A doutrina foi novamente afirmada no Sexto Concílio Ecumênico em 680.Outro livro, "A História de José, o Carpinteiro", do século VII, apresenta Jesus falando, na morte de José, de Maria como "minha mãe, virgem incorrupta".Ao longo dos séculos, a interpretação de Maria como a "sempre virgem noiva do Senhor que tomou um voto de perpétua virgindade" se espalhou e estava consolidado na época de Ruperto de Deutz no século XII. No século seguinte, Tomás de Aquino criou uma longa e detalhada defesa teológica da doutrina e afirmou que a negação da virgindade perpétua de Maria seria derrogatória para a perfeição de Cristo, um insulto ao Espírito Santo e uma afronta à dignidade da Mãe de Deus.



O paralelismo de Maria como a "segunda Eva"



Já no século IV, no contexto da discussão do plano de Deus para a salvação, um tema paralelo começou a aparecer no qual a obediência de Maria («faça-se em mim segundo a tua palavra.» (Lucas 1,38)) e a doutrina da perpétua virgindade foram contrapostas a Adão e Eva, da mesma forma que a obediência de Jesus já fora contraposta a Adão em Romanos 5,12-21.O conceito de Maria como uma "segunda Eva" foi introduzido pela primeira vez por Justino Mártir por volta de 155. Sob este ponto de vista, que foi discutido em detalhes por Ireneu, apoiado por Jerônimo e ganhou apoio posterior, os votos de obediência e virgindade de Maria teriam colocado-a numa posição de "segunda Eva" como parte do plano de salvação da mesma forma que Jesus seria o Segundo, ou novo Adão.


O tema desenvolvido pelos Padres da Igreja corria em paralelo ao desenvolvido pelo apóstolo Paulo em Romanos 5,18-21, no qual ele comparava o pecado de Adão com a obediência de Jesus à vontade do Pai até o Calvário: "Assim, pois, como por uma só ofensa veio o julgamento sobre todos os homens para a condenação, assim também por um só ato de justiça veio o julgamento sobre todos os homens para a justificação da vida". Da mesma forma, a obediência de Maria às afirmativas do arcanjo Gabriel e sua aderência a um voto de perpétua virgindade seriam remédios para o dano causado por Eva.


O ensinamento da "segunda Eva" continuou a crescer entre os católicos e, ao discutir a virgindade perpétua, o Catecismo do Concílio de Trento, de 1566, explicitamente ensina que, enquanto Eva, ao acreditar na serpente, trouxe uma maldição sobre a raça humana, Maria, ao acreditar no anjo, trouxe-lhe uma benção.Este conceito continua parte dos ensinamentos católicos. O papa Pio XII fez referência a ele em sua encíclica Mystici Corporis Christi e o papa João Paulo II também durante uma Audiência Geral no Vaticano em 1980.


A virgindade de Maria na Reforma Protestante



O início da Reforma Protestante em princípios do século XVI não provocou a rejeição imediata da doutrina da virgindade perpétua e diversos líderes protestantes mostraram variados graus de apoio a ela, sem, contudo, chegarem a endossá-la diretamente. Os primeiros reformadores protestantes acreditavam que as escrituras requeriam a aceitação do nascimento virginal de Jesus, mas apenas permitiam que se aceitasse a virgindade perpétua. Com o tempo, muitas igrejas protestantes pararam de ensinar a doutrina e outras, a negaram totalmente.


Apoio pelos primeiros reformadores


1)- Martinho Lutero acreditava que Maria não havia tido outros filhos e que não houve relações conjugais com José. O texto em latim dos Artigos de Esmalcalde (1537), escrito por ele, utiliza o termo "sempre virgem" em referência à Maria.Ele continuou a acreditar na doutrina por toda a vida, mesmo depois de ter rejeitado outros dogmas marianos.


2)- Zuínglio apoiava diretamente a virgindade perpétua e escreveu: "Eu acredito firmemente que [Maria],permaneceu sempre pura, intacta Virgem". Como ele, os reformadores ingleses também apoiavam o conceito da virgindade perpétua, mas geralmente variavam entre si sobre as razões. O apoio de Lutero e Zuínglio à virgindade perpétua foi endossado por Heinrich Bullinger e foi incluído na Segunda Confissão Helvética em 1566.


3)- João Calvino era menos enfático em seu apoio pela ideia e não chegou a aceitá-la ou negá-la diretamente, advertindo contra a ideia de uma "especulação ímpia" sobre o tema. Porém, ele rejeitou os argumentos contra a virgindade perpétua que se baseavam na menção nas escrituras sobre os irmãos de Jesus entendidos como sendo outros filhos de Maria.


4)- Os reformadores anglicanos dos séculos XVI e XVII apoiaram a virgindade perpétua "com base na antiga autoridade cristã".No século XVIII, John Wesley, um dos fundadores do metodismo, também a defendeu e escreveu que "nascido da abençoada Virgem Maria, que, tanto depois quanto antes de dá-Lo à luz, continuou pura e imaculada virgem".


A virgindade Perpétua de Maria e as Escrituras


“Jesus e Tiago, conhecido como "irmão do Senhor" ...”( Gálatas 1,18-20)



Algumas passagens no Novo Testamento tem sido utilizadas para materializar objeções à doutrina da virgindade perpétua enquanto que outras, para apoiá-lo.Uma das objeções diz respeito à menção dos irmãos e irmãs de Jesus,entre eles Tiago, José, Simão e Judas. Eles já foram interpretados como sendo filhos de José e Maria por Tertuliano e, talvez, por Hegésipo, mas que, quando Helvídio o fez, encontrou a oposição de Jerônimo, que, aparentemente, deu voz à opinião geral cristã da época. Ele defendia que os "irmãos" em questão seriam filhos de Maria, a mãe de Tiago e José nomeada em Marcos 15,40 e Marcos 15,47, uma irmã de Maria, mãe de Jesus (João 19,25), sendo portanto, primos de Jesus.



Outro ponto de vista, expressado por Eusébio e Epifânio, é o de que eles seriam filhos de José de um casamento anterior.A visão moderna é de que eles eram filhos de Cleófas, um irmão de José de acordo com Hegésipo, e "Maria, mãe de Tiago e José", uma cunhada e não irmã de Maria, a mãe de Jesus. O livro de 1978 "Mary in the New Testament: A Collaborative Assessment by Protestant and Roman Catholic Scholars" conclui que "não se pode dizer que o Novo Testamento identifique-os [os "irmãos e irmãs de Jesus"] sem dúvida como irmãos e irmãs de sangue e, assim, como filhos de Maria".



Mateus 1,25 afirma que José não teve relações conjugais com Maria "até" (em grego: ἕως οὗ) o parto de Jesus. Escritores como R.V. Tasker e D. Hill, argumentam que isto implicaria que Maria e José tiveram relações conjugais normalmente depois disso. Outros, como K. Beyer, lembram que o grego ἕως οὗ depois de uma negativa "geralmente não tem nenhuma implicação sobre o que acontece depois do limite do 'até' ter sido alcançado" e Raymond E. Brown observa que "o contexto imediato favorece a ausência de uma implicação futura aqui, pois Mateus está preocupado apenas em reforçar a virgindade de Maria antes do nascimento da criança", e até depois do parto.


Por outro lado, a resposta de Maria ao arcanjo Gabriel quando lhe foi anunciado que ela iria conceber, «Como será isso, uma vez que não conheço varão?» (Lucas 1,34), tem sido interpretado, pelo menos desde a época de Gregório de Níssa, como indicativo de que ela teria feito um voto de perpétua virgindade, mesmo casada (Conf. Num 30,1-13):


"Pois se José a tivesse tomado como esposa, com o objetivo de ter filhos, por que ela teria se espantado com o anúncio de sua maternidade, uma vez que ela própria já havia aceitado se tornar mãe de acordo com a lei da natureza?"


Esta interpretação, ainda que mantida por muitos, é rejeitada por escritores como Howard Marshall, e é considerada implausível por Raymond E. Brown.Uma passagem utilizada para apoiar a doutrina é uma das frases de Jesus na cruz, um par de comandos que ele deu à sua mãe, «Mulher, eis aí teu filho!» (João 19,26), e ao discípulo amado, «Eis aí tua mãe!» (João 19,27). O evangelho de João em seguida afirma que "dessa hora em diante o discípulo a tomou para sua casa". Desde o tempo dos Padres da Igreja estes versículos tem sido utilizados para explicar por que, na época da morte de Jesus, não havia ninguém mais vivo na família imediata da Maria para tomar conta dela e, por isso, ela teve que ser confiada a um discípulo.O papa João Paulo II também fez uso dela para defender a virgindade perpétua de Maria. Ele também acrescentou que o comando "Eis aí o teu filho!" não simplesmente para confiá-la ao discípulo, mas também para confiá-lo a Maria, preenchendo-lhe o vazio maternal provocado pela perda de seu único filho na cruz.


“O Senhor me disse: Esta porta deve permanecer trancada. Não deverá ser aberta; ninguém poderá entrar por ela. Deve permanecer trancada porque o Senhor, o Deus de Israel, entrou por ela...” (Ezequiel 44,2)



Perspectiva islâmica sobre a virgindade de Maria no Alcorão



Na Sura 19 (chamada Maryam),o Corão declara que Jesus foi o resultado de uma concepção virginal (versos 20-22) e alguns estendem esta interpretação como significando também a virgindade perpétua de Maria. Não há uma crença doutrinária clara sobre se ela se manteve ou não virgem depois do nascimento de Jesus. No islã, Jesus e Maria foram as duas únicas crianças que não foram tocadas por Satã no momento do nascimento, pois Deus colocou um véu entre eles.O Corão também conta a história da Anunciação e do Nascimento de Jesus (Sura 3 e 19).



Virgindade perpétua de Maria na arte



Segundo a tradição, teria sido Salomé que ajudou Maria no parto de Jesus e que descobriu a toca-la, que ela teria permanecido virgem durante e após o parto. A virgindade de Maria na época da concepção de Jesus é um tópico importante na arte mariana, geralmente representado como sendo a anunciação a Maria pelo arcanjo Gabriel de que ela iria conceber virginalmente uma criança que seria o Filho de Deus. Afrescos representando a cena aparecem em igrejas católicas há muitos séculos, sendo o mais antigo um exemplo do século IV na Catacumba de Priscila em Roma.



 
(Ícone verdadeiro que confirma o dogma da virgindade perpétua de Maria)



A virgindade de Maria depois da concepção de Jesus aparece também na arte cristã de tradições ortodoxa e ortodoxa oriental (e também na ocidental) ao incluir nas cenas da Natividade a figura de Salomé, a quem o Evangelho de Tiago apresenta como a pessoa que descobriu que Maria teria preservado sua virgindade mesmo depois do parto. Em muitos ícones, a virgindade perpétua de Maria é representada por três estrelas que aparecem à sua esquerda, direita e sobre (ou na) sua cabeça, que representam a virgindade antes, durante e depois do parto.


Fonte: Wikipédia, a enciclopédia virtual




PERPECTIVAS TEOLÓGICAS ORTODOXAS:



“A Igreja Síria Ortodoxa, (pre Calcedoniana) a mais antiga, após a de Jerusalém, acredita na virgindade perpétua de Nossa Senhora, ou seja, por toda a vida, assim como Igreja Armênia (o primeiro reino oficialmente cristão), bem como as Igrejas ortodoxas Copta e Etíope...”(Padre'Norbério Sírio Ortodoxo).


Porém, é preciso que se diga que na Igreja Ortodoxa e bizantina oriental, algumas delas defendem que Maria só foi virgem antes e durante o parto, e portanto, os seus escritores iconográficos pertencentes as estas igrejas, acompanham estas correntes teológicas em seus “escritos”.



O Ícone “Herético” da Sagrada Família (Por John Sanidopoulos)


A principal razão pela qual a iconografia ortodoxa é mais do que fechada à inovação, é para impedir que os conceitos heréticos entrem na Igreja, uma vez que a heresia pode ser representada tanto em ícones como escrita em livros, e proclamadas no púlpito. Uma dessas inovações na “iconografia ortodoxa” começou com a representação da "Sagrada Família", mostrando Cristo nos braços de São José e da Virgem Maria, ou apenas nos braços de São José. Embora essas representações possam parecer inocentes, elas de fato exibem uma falta de atenção para assuntos essenciais da doutrina Ortodoxa.


Para a Igreja Ortodoxa, tais representações (artísticas) da "Sagrada Família" são baseadas nas instituições do Papado (católico), que nos tempos modernos instituiu solenemente a Festa da Sagrada Família. Como observou um estudioso católico romano, ao contrastar a festa instituída solenemente, centrada na Sagrada Família com as festas cristãs da Antiguidade:


"A Festa da Sagrada Família é um produto da nossa época moderna. Na Iconografia Ortodoxa tradicional, o Cristo Menino é devidamente retratado, não só com São José, mas sim sozinho com Sua Mãe, enfatizando assim o dogma de que Ele é "um Filho sem pai natural, que foi gerado (não criado) pelo Pai sem mãe, antes dos tempos"



De fato, para proteger os fiéis de uma compreensão inadequada de seu papel paternal e de sua relação com a Theotokos, a iconografia ortodoxa tradicional minimiza a figura de São José (sem, evidentemente, denegrir sua pessoa), assim como os Padres da Igreja são lacônicos quando falam sobre ele. Por exemplo, no Ícone da Natividade de Cristo, como o Professor Constantine Cavarnos comenta:


"Ele não é mostrado na parte central da composição, como a Theotokos e o Menino, mas afastado, num canto, para enfatizar o Relato bíblico e ensinamento da Igreja de que Cristo nasceu de uma Virgem, sem a participação humana”


Leonid Ouspensky e Vladimir Lossky, em seu trabalho sobre a teoria iconográfica, fazem uma observação semelhante:


"Outro detalhe enfatiza que, na natividade de Cristo, a ordem da natureza é vencida. José não faz parte do grupo central da Criança e da Sua Mãe, é pai adotivo, e deve estar enfaticamente separado deste grupo".


Da mesma forma, em ícones ortodoxos com temas semelhantes, como a Apresentação do Senhor no Templo, ou da Fuga Para o Egito, a iconografia ortodoxa entende que São José não possa ser a cabeça da "Sagrada Família"; antes, ele é visto como o “guardião” providencialmente ordenado para a Theotokos e seu Divino Filho. Sua humilde aceitação e o cumprimento virtuoso desse papel são precisamente os pontos do foco em sua veneração pela Igreja Ortodoxa.


Santo Agostinho de Hipona ainda observa:


"José poderia ser chamado de pai de Cristo, por em certo sentido, ele ser o cônjuge da mãe de Cristo, mas qualifica essa admissão insistindo que, em sua relação conjugal, e por causa desta fidelidade conjugal (seu celibato mútuo), ambos são merecidamente chamados pais de Cristo (não só ela como sua mãe, mas ele como seu pai; sendo seu marido), ambos tendo sido tal em espírito e propósito, embora não em carne. Mas enquanto um era seu pai somente em propósito, e sua mãe também em carne, ambos eram, por tudo isso, apenas os pais de sua humildade, não de sua sublimidade; de sua pequenez, e não da sua divindade. Assim, se os três devem ser retratados em iconografia juntos, eles devem ser representados cumprindo o seu propósito divino, mais do que como uma família de acordo com a carne...”



Um outro grupo de pessoas onde a representação da "Sagrada Família" pode particularmente confundir são os convertidos do protestantismo. Os evangélicos afirmam acreditar na Virgindade de  Maria, o que significa que eles aceitam “parcialmente esse dogma” do Nascimento Virginal. Parte disso tem a ver com o fato de que os evangélicos consideram a domesticidade conjugal o ideal mais elevado da vida cristã, em aguda contradição com a Escritura e com o Pai que ensinam que o estado mais elevado da vida cristã é a virgindade, alcançando sua união com Deus.


Através de notáveis hereges como os ebionitas Helvídio e Joviniano, os evangélicos mantêm à visão mais irreverente de que São José e a Virgem Maria se envolveram em relações conjugais físicas após o nascimento de Cristo, e por este meio geraram outros filhos. São João Damasceno chama aqueles que defendem esse ponto de vista de "inimigos de Maria". Assim, quando os protestantes se convertem à fé Ortodoxia oriental e veem ícones como a "Sagrada Família", não se deve pensar que tal imagem os confunda, mas que possa justificar a retenção de suas visões heréticas anteriores.


A perpétua virgindade da Theotokos é um pressuposto básico para realmente aceitar o dogma da Encarnação. Como escreve São Gregório Palamas:


"Deus projetou para receber sua natureza de nós, hipostaticamente unindo-se com ela de uma maneira maravilhosa. Mas era impossível unir aquela Alta Natureza, cuja pureza é incompreensível para a razão humana, a uma natureza pecaminosa, antes dela, portanto, para a concepção e nascimento da Concessão de pureza, era necessário uma Virgem perfeitamente impecável e a mais pura".



São Basílio, o Grande, chama aos ícones de "os livros dos analfabetos". Diz ele:


"Que melhor prova temos de que as imagens são os livros dos analfabetos, os arautos sempre honrando os santos, ensinando aqueles que os contemplam sem palavras e santificando-se pelo espetáculo. Eu não tenho muitos livros ou tempo para estudar e ao entrar numa igreja, o refúgio comum das almas, com minha mente cansada de pensamentos conflitantes, vejo diante de mim um belo retrato e a visão me refresca e me induz a glorificar a Deus".


Agora, se a pessoa analfabeta entra em uma Igreja Ortodoxa e vê e o ícone da "Sagrada Família", como é que eles deveriam lê-lo corretamente sem uma interpretação difícil, ou equivocada? Portanto, se uma imagem emite uma óbvia e imediata aparente falsidade ou heresia, então ela deve ser rejeitada para que não conduza o inocente e simples ao extravio da fé, pois supõe-se que exista uma perfeita harmonia entre os dogmas proclamados e as imagens iconográficas que adornam nossas igrejas.


Na Igreja Ortodoxa, temos muitas famílias santas, como Joaquim e Ana com a Theotokos, Zacarias e Isabel com João o Precursor, a família de Basílio o Grande, a família de Gregório Palamas, famílias que devemos celebrar e retratar em nossas igrejas, porque elas eram famílias de acordo com a carne. Por outro lado, a família de São José e da Virgem Maria com Cristo não eram uma família de acordo com a carne, mas, como escreveu Santo Agostinho, uma família "de espírito e propósitos espirituais", que foram reunidos por uma ordem divina para fazer Cristo realizar Sua obra de salvação para redimir a raça humana.


Fonte:phronema3.blogspot.com/2017/08/o-icone-heretico-da-sagrada-familia.


A Mãe de Deus e os Santos na teologia Ortodoxa:


Em Deus e na Igreja ortodoxa, não há divisão entre os vivos e os que partiram, mas todos são um no amor do Pai. Estejamos vivos ou mortos, como membros da Igreja nós ainda pertencemos à mesma família, e ainda temos o dever de carregar o fardo uns dos outros. Assim como os Cristãos Ortodoxos aqui na terra oram uns pelos outros e pedem orações aos outros, eles também pedem pelos fieis que partiram e pedem aos fieis que partiram, para que orem por eles. A morte não consegue cortar o vínculo de amor mútuo que liga todos os membros da Igreja juntos.

"Ó Cristo, dá repouso às almas de teus servos, junto com Teus Santos, lá onde não há doenças, nem tristeza, nem gemidos, mas sim vida eterna." Assim a Igreja Ortodoxa ora pelos fiéis falecidos; e de novo:


“O Deus dos espíritos e de toda a carne,
Que venceste a morte e derrotaste o diabo,
e deste vida ao Teu mundo:
dá Tu, o mesmo Senhor,
repouso às almas de Teus servos falecidos,
no lugar de luz refrigério e repouso,
do qual toda dor, tristeza e suspiros fugiram.
Perdoa todas as transgressões que eles cometeram,
por palavras, atos ou pensamentos...”




Os Ortodoxos estão convencidos que os Cristãos aqui na terra tem obrigação de rezar pelos que partiram, e são confiantes que os mortos são ajudados por essas orações. Mas precisamente de que modo nossas orações ajudam os mortos? Qual é a condição exata das almas no período entre a morte e a ressurreição dos corpos no último dia? Aqui, o ensinamento Ortodoxo não é inteiramente claro, e tem variado alguma coisa em diferentes períodos:



No século dezessete numerosos escritores Ortodoxos, mais notoriamente, Pedro de Moghila e Dositeus em sua Confessions, sustentaram a doutrina Católico-Romana do Purgatório, ou algo muito próximo (de acordo com o ensinamento Romano normal, as almas no Purgatório passam por sofrimento expiatório, e então prestam "satisfação" ou "justificativa" dos seus pecados. Deveria ser frisado, no entanto, que mesmo no século dezessete existiram muitos ortodoxos que rejeitaram o ensinamento Romano sobre Purgatórios. As afirmações sobre os mortos na Orthodox Confession de Moghila, foram cuidadosamente mudadas por Meletius Syrigos, enquanto já no fim da vida Dositeus especificamente retratou-se em relação ao que tinha escrito sobre os mortos em sua Confessions). Hoje a maioria, senão todos os teólogos Ortodoxos rejeitam a idéia do Purgatório, de qualquer forma. A maioria estaria inclinada a dizer que os fiéis mortos não sofrem nada. Outra escola sustenta que talvez eles sofram, mas se for assim, seu sofrimento é purificador mas não expiatório, pois quando um homem morre na graça de Deus, então Deus o liberta perdoando-lhe todos os pecados e não exige penalidades expiatórias: Cristo, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, é nossa única explicação e satisfação. Além desses, um terceiro grupo prefere deixar a questão inteiramente em aberto:


Evitemos formulações detalhadas acerca da vida após a morte, eles dizem, e preservemos uma reverente e agnóstica reticência. Quando Santo Antonio (Antão) do Egito estava certa vez pensando na divina providência, uma voz veio a ele dizendo: "Antônio, pensa em ti próprio, pois isso que especulas são julgamentos de Deus, e não é para que Tu os conheça...” (Apophthegmata P.g.65, Antony, 2).


Simeão, o novo Teólogo descreve os Santos como formando uma corrente dourada:

«A Santíssima Trindade,
penetrando todos os Homens,
do primeiro ao último,
da cabeça aos pés,
liga-os todos juntos...
Os Santos em cada geração,
juntam-se àqueles que se foram antes,
e preenchidos como aqueles com luz,
tornam-se uma corrente, dourada,
na qual cada Santo é um elo separado,
unido ao próximo pela fé, obras e amor.
Assim, no Deus Único
eles formam uma única corrente
que não pode ser quebrada rapidamente.»

(Centuries 3, 2,4).



Tal é a idéia Ortodoxa da comunhão dos Santos. Essa corrente é uma corrente de mútuo amor e oração; e nessa oração amorosa os membros da Igreja na terra, "chamados para serem santos," tem seu lugar. Privadamente um Cristão Ortodoxo está livre para pedir as orações de qualquer membro da Igreja, canonizado ou não. Seria perfeitamente natural para uma criança Ortodoxa, se órfã, terminar suas orações vespertinas pedindo pela intercessão não só da Mãe de Deus e dos Santos, mas de sua própria Mãe e de seu Pai. Nas suas orações públicas, no entanto, a Igreja ora pedindo só para aqueles que ela oficialmente proclamou como Santos. Mas em circunstâncias excepcionais um culto público pode vir a ser estabelecido sem qualquer ato formal de canonização. A Igreja Grega sob o Império Otomano começou logo a comemorar os Novos Mártires em seus ofícios, mas para evitar que os turcos ficassem sabendo, normalmente não havia nenhum ato de proclamação. O culto dos Novos Mártires foi em muitos casos algo que apareceu espontaneamente da iniciativa popular. O mesmo aconteceu em anos mais recentes com os Novos Mártires da Rússia: em certos locais, tanto dentro quanto fora da União Soviética, eles começaram a ser comemorados como Santos nos ofícios da Igreja, mas as condições presentes na Igreja Russas fazem com que a canonização formal seja impossível (Falta a unidade católica).

 
(Neste ícone o autor corretamente mostra José evitando tocar em Maria)




A reverência pelos Santos está intimamente ligada com a veneração dos ícones:



Os ícones são colocados pelos Ortodoxos não só em suas Igrejas, mas também em cada cômodo de suas casas, e até mesmo em carros e ônibus. Esses sempre presentes ícones, agem como ponto de encontro entre os membros vivos da Igreja e aqueles que se foram antes. Os ícones ajudam os Ortodoxos a olhar os Santos não como figuras remotas e legendárias do passado, mas como contemporâneos e amigos pessoais.


No Batismo, um Ortodoxo recebe o nome de um Santo, "Como um símbolo de sua entrada na unidade da Igreja, que não é só a Igreja da terra, mas também a Igreja no Céu" (P. Kovalevsky, Exposé de la Foi Catholique Orthodoxe, Paris, 1957, p. 16). Um Ortodoxo tem uma devoção especial ao Santo de quem carrega o nome; usualmente ele mantém um ícone de seu santo padroeiro em seu quarto, e ora diariamente para ele. A festa do seu Santo padroeiro ele guarda como seu dia de Nome, e para muitos Ortodoxos (como também para muitos Católicos Romanos na Europa Continental), essa é uma data muito mais importante do que seu aniversário.


Um Cristão Ortodoxo ora não só para os Santos mas também para os anjos, e em particular para seu Anjo da Guarda. Os anjos "Cercam-nos com sua intercessão e escudam-nos com suas asas protetoras de glória imaterial" (Do hino de despedida da Festa dos Arcanjos, 8 novembro).


A Mãe de Deus na Igreja Ortodoxa


Entre os Santos, uma posição especial pertence à Virgem Maria a quem os Ortodoxos reverenciam como a mais exaltada entre as criaturas de Deus, "Mais venerável que os querubins, incomparavelmente mais gloriosa que os serafins" (Do Hino à Virgem, cantado na Liturgia de São João Crisóstomo). Note-se que nós a designamos "A mais exaltada entre as criaturas de Deus". Os Ortodoxos, como os Católicos Romanos, veneram ou honram a Mãe de Deus, mas em nenhum sentido os membros de ambas as Igrejas a consideram como a quarta pessoa da Trindade, nem asseguram a ela a adoração devida somente a Deus. Na teologia Grega a distinção é claramente marcada: existe uma palavra especial, latreia, reservada para a adoração de Deus, enquanto que para a veneração da Virgem, termos inteiramente diferentes são empregados (duleia, hyperduleia, proskynesis).Nos ofícios Ortodoxos a Virgem Maria é mencionada com freqüência e em cada ocasião lhe é dado seu título completo:


"Nossa Santíssima, Imaculada, Bendita e Gloriosa Senhora, Mãe de Deus e Sempre Virgem Maria."


Aqui estão os três principais epítetos aplicados para Nossa Senhora, pela Igreja Ortodoxa:



1º)- Theotokos (Mãe de Deus):O primeiro desses títulos foi designado a ela pelo Terceiro Concílio Ecumênico (Éfeso, 431).O termo Theotokos é de particular importância, pois dele provem a chave para o culto Ortodoxo da Virgem. Nos louvamos Maria porque ela é a Mãe do Nosso Deus. Nós não a veneramos isoladamente, mas por sua relação com Cristo. Assim a reverência mostrada a Maria, longe de eclipsar a adoração de Deus, tem exatamente o efeito contrário: quanto mais estimamos Maria, mas vívida é a nossa consciência da Majestade de seu Filho, pois é precisamente por conta do Filho que nós veneramos a Mãe.





2º)- Aeiparthenos (Sempre Virgem):Este segundo título pelo Quinto Concílio Ecumênico (Constantinopla, 553). (A crença na Virgindade Perpetua de Maria pode parecer à primeira vista contrária às Escrituras, porque Marcos 3,31 menciona os "irmãos" de Cristo. Mas a palavra usada ali, em grego, significa também, meio-irmão, primo ou parente próximo).A Igreja Ortodoxa chama Maria de a "Toda Pura"; ela é chamada "Imaculada," ou "sem mancha" (em Grego, Achrantos); e todos os Ortodoxos concordam em acreditar que Nossa Senhora, foi livre do pecado durante sua vida terrena.



3º)-Panagia (Toda Santa): O Epíteto Panagia, apesar de nunca ter sido objeto de uma definição dogmática, é aceito e usado por todos os Ortodoxos.






A Mariologia é uma simples extensão da Cristologia



Os Padres do Concílio de Éfeso insistiram em chamar Maria de Theotokos, não porque quisessem glorificá-la como um fim em si próprio, à parte do seu Filho, mas porque somente louvando Maria poderiam salvaguardar a doutrina correta da pessoa de Cristo. Qualquer um que pense nas implicações da grande frase: O Verbo se fez Carne, não pode deixar de sentir um respeito temeroso por aquela que foi escolhida como instrumento de tão extraordinário Mistério.



Quando os homens se recusam a louvar Maria, muito frequentemente é porque eles não acreditam realmente na Encarnação de Cristo


Mas os Ortodoxos veneram Maria, não só porque ela é a Theotokos, mas também porque ela é a Panagia, Toda-Santa. Entre todas as criaturas de Deus, ela é o exemplo supremo de sinergia ou cooperação entre o propósito da divindade e a vontade livre do ser humano. Deus, que sempre respeitou a liberdade humana, não quis tornar-se encarnado sem o livre consentimento de Sua Mãe. Ele esperou pela resposta voluntária dela: "Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim, segundo a sua palavra" (Lc. 1,38). Maria poderia ter recusado: Ela não era meramente passiva, mas uma participante ativa no Mistério. Como Nicolau Cabasilas disse:


«A encarnação não foi trabalho só do Pai,
de Seu Poder e de Seu Espírito...
Mas foi também trabalho
da vontade e da fé da Virgem...
Assim como Deus encarnou voluntariamente,
Ele também quis que Sua Mãe O portasse livremente
e com seu consentimento completo!" (On the Annunciation, 4-5, Patrologia Orientalis.» vol. 19, Paris, 1926, pg. 488).


“Se Cristo é o Novo Adão, Maria é a nova Eva, aquela que se submeteu à vontade de Deus contrabalançando a desobediência de Eva no Paraíso! Assim o nó de Eva foi desatado pela obediência de Maria; pois o que Eva, uma virgem, atou pela sua descrença, Maria, uma virgem, desatou pela sua fé...”(Irineu, Against the Heresies, 3, 22, 4).


"Morte por Eva, vida por Maria" (Jerome, letter 22,21).




Mas foi Maria Santíssima livre também, do pecado original?



Em outras palavras, a igreja ortodoxa concorda com a doutrina católico-romana da Imaculada Conceição, proclamada como dogma pelo Papa Pio, o Nono em 1854, de acordo com a qual “Maria, desde o momento em que foi concebida por sua mãe Santa Ana, foi por decreto especial de Deus liberada de toda mancha do pecado original..." A Igreja Ortodoxa nunca de fato fez qualquer pronunciamento formal e definitivo sobre o assunto. No passado Ortodoxos individualmente fizeram afirmações que ainda que não confirmando definitivamente a doutrina da Imaculada Conceição, de algum modo se aproximando dela; mas desde 1854 a grande maioria dos Ortodoxos rejeitaram a doutrina, por várias razões:


1)- Eles sentiam que ela era desnecessária.


2)- Eles entendiam que de qualquer modo, como definida pela Igreja Católico-Romana, ela implica num falso entendimento do Pecado original.


3)- Eles suspeitavam da doutrina porque ela parece separar Maria do resto dos descendentes de Adão, colocando-a numa classe completamente diferente de todos os outros homens e mulheres justos do Velho Testamento.


4)- Do ponto de vista Ortodoxo, no entanto, a questão toda pertence ao Reino das opiniões teológicas; e se um Ortodoxo individual sente-se impelido em acreditar na Imaculada Conceição, ele não poderia ser classificado de herético por isso.


Mas a igreja ortodoxa, enquanto em sua grande maioria (portanto, não todas as igrejas ortodoxas) nega a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, acredita firmemente em sua Ascensão Corpórea (Imediatamente após o Papa ter proclamado a Assunção como dogma em 1950, alguns Ortodoxos (mais como reação contra a Igreja Católico-Romana) começaram a expressar dúvidas sobre a Ascensão Corpórea e mesmo a negá-la explicitamente. Mas certamente eles não são representativos da Igreja Ortodoxa como um todo). Para a Igreja ortodoxa, Nossa Senhora como o resto da humanidade, passou pela morte física, mas no caso dela, a Ressurreição do Corpo foi antecipada: depois da sua morte física, seu corpo foi elevado e "assumido" no céu, e seu tumulo foi encontrado vazio. Ela passou além da morte e do julgamento, e já vive no Tempo que há de vir. No entanto, ela não está por isso separada da humanidade, pois essa glória corpórea da qual Maria desfruta agora, todos nós esperamos dela partilhar um dia.


A crença na Ascensão da Mãe de Deus é afirmada claramente e sem ambiguidade nos hinos cantados na Igreja ortodoxa em 15 de agosto, na Festa da Dormição de Nossa Senhora. Mas a igreja ortodoxa diferentemente de Roma, nunca proclamou a Assunção como dogma, nem nunca desejou fazer isso. As doutrinas da Trindade e da Encarnação foram proclamadas como dogmas, por elas pertencerem a pregação pública da Igreja; mas para a igreja ortodoxa, a glorificação de Nossa Senhora pertence a Tradição interna, e não pública da Igreja.


O Hino ortodoxo Akathistos é comum a todos os cristãos de rito bizantino, ortodoxos e católicos. Constitui, pois, uma antiga e solene ponte para a plena comunhão entre a Igreja do Oriente e do Ocidente. A ortodoxa Revista 30 Dias pediu a S. Santidade Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, que comentasse o texto deste maravilhoso hino da Igreja Bizantina. 



Abaixo reproduzimos, parte desta entrevista de Gianni Valente, publicada na edição de janeiro/2005 da revista 30 Dias:




Revista 30 Dias: A Igreja reconheceu desde o início que na virgindade de Maria se manifesta sua beleza esplendorosa, que apaixona a Deus e o atrai entre nós. Como é expressa, nesse hino, a predileção de Deus pela beleza virginal de Maria?


BARTOLOMEU I: “A virgindade da Mãe de Deus, como profundíssima, existencial, gratuita e total dedicação de seu amor por Deus, como situação espiritual durante a qual a mente e seu coração não são dirigidos para outro ser terreno, é continuamente cantada no hino Akathistos, ao lado da predileção de Deus por essa dedicação virginal da Toda Santa por Ele. Numa estrofe se diz até que o Senhor que habitou em seu ventre, Ele, que contém todas as coisas, a "santificou e glorificou". Numa outra se diz que o Criador do céu e da terra moldou a ela, a Toda Pura, morando depois em seu útero.”


Revista 30 Dias: A Igreja Católica lembrou em 2004 os cento e cinqüenta anos da proclamação do dogma da Imaculada Conceição. Como é celebrada, na tradição cristã ortodoxa oriental e bizantina, a Concepção de Maria e sua santidade plena e imaculada?



BARTOLOMEU I: “A Igreja Católica viu-se na necessidade de instituir um dogma novo para a cristandade, cerca de mil e oitocentos anos depois do aparecimento do cristianismo, porque aceitou uma percepção do pecado original, para nós, ortodoxos, errada, segundo a qual o pecado original transmite uma mácula moral ou uma responsabilidade jurídica aos descendentes de Adão, no lugar daquela reconhecida como correta pela fé ortodoxa, segundo a qual o pecado transmitiu hereditariamente a corrupção, provocada pelo distanciamento do homem da graça incriada de Deus, que lhe dá vida espiritual e corporal. O homem moldado à imagem de Deus, com a possibilidade e o destino de se assemelhar a Deus, escolhendo livremente o amor a Ele e a observância de seus mandamentos, mesmo depois da queda de Adão e Eva pode-se tornar, se tem essa intenção, amigo de Deus; então, Deus o santifica, como santificou a tantos pais antes de Cristo, ainda que o cumprimento de seu resgate da corrupção, ou seja, sua salvação, tenha sido realizada depois da encarnação de Cristo e por meio dEle. Como consequência, segundo a fé ortodoxa, a Toda Santa Mãe de Deus Maria “não foi concebida isenta da corrupção do pecado original”, mas amou a Deus acima de todas as coisas e observou seus mandamentos, e assim foi santificada por Deus por meio de Jesus Cristo, que por ela se encarnou. A Ele obedecia como uma dos fiéis, e a Ele se dirigia com confidência de Mãe. “Sua santidade e sua pureza não foram impedidas pela corrupção, que também lhe foi transmitida pelo pecado original como a todos os homens”, pois em Cristo renasceu como todos os santos, santificada acima de todos os santos. Não é necessário que sua reintegração à condição anterior à queda aconteça no momento de sua concepção. Nós acreditamos que tenha acontecido depois, como consequência da progressão, nela, da ação da incriada graça divina por meio da visita do Espírito Santo, que operou nela a concepção do Senhor, purificando-a de qualquer mancha. Como já se disse, o pecado original pesa sobre os descendentes de Adão e Eva como corrupção, e não como responsabilidade legal ou mancha moral. O pecado trouxe a corrupção hereditária e não uma responsabilidade jurídica hereditária ou uma mancha moral hereditária. Como consequência, para a teologia da igreja ortodoxa, a Toda Santa participou da corrupção hereditária, como todos os homens, mas, com seu amor por Deus e sua pureza, entendida como uma dedicação imperturbável e sem hesitações de seu amor a Deus apenas, conseguiu, com a graça de Deus, santificar-se em Cristo e fez-se digna de se tornar habitação de Deus, como Deus quer que nos tornemos todos nós, seres humanos. Por isso, na Igreja Ortodoxa veneramos a Toda Santa Mãe de Deus acima de todos os santos, ainda que não aceitemos o novo dogma de sua Imaculada Conceição. A não aceitação desse dogma não diminui absolutamente nosso amor e nossa veneração pela Toda Santa Mãe de Deus...”


Fonte:https://www.ecclesia.com.br/biblioteca/igreja_ortodoxa/a_igreja_ortodoxa_fe_e_liturgia5.html?fbclid=IwAR3Sl3QRPOzkm9zFaqPG6_sp2y1USRMhYqtRKR3JFnLhVmJ8i60lzZbc01s




CONCLUSÃO



*Obs.: Algumas pessoas se questionam: “O que devo fazer se adquiri um ícone herético, ou seja, que não sustenta claramente que Maria permaneceu virgem e imaculada, mas que foi benzido por um sacerdote legitimamente ordenado pela Igreja?...”


-Resposta: Ora, como existem sacramentos que mesmo celebrados de forma legítima, são intrinsecamente nulos, ou seja, nunca existiram, como alguns matrimônios validamente celebrados, o mesmo pode acontecer com o benzimento de algo que vá contra a fé da igreja solenemente proclamada, no caso a benção de algum objeto herético. A grosso modo, Deus jamais abençoaria a mentira, mas sempre a verdade. Portanto, você pode se desfazer do objeto equivocadamente bento, sem estar cometendo pecado. O pecado estaria em se continuar a reverenciar uma heresia já sabendo que se trata de uma.


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19 de fevereiro de 2020 21:08

Muito interessante, mas vou deixar uma dica. Sejam menos prolixos, tive vontade de parar antes da metade do texto. É possível transmitir uma ideia com seus argumentos de forma mais sucinta e objetiva para que não fique cansativo. E pelo que vi pelo site, não é só nesse artigo. Até na carta de apresentação do "quem somos". Deus lhes abençoe.

13 de dezembro de 2020 09:46

Prezada “passagem para o mundo”

Percebo que você pela sua rasura intelectual, já não é mais uma passagem, mas infelizmente uma porta terrivelmente arrombada pelo atuais valores deste mundo raso, sem profundidade, supérfluo e do fast-food. Pergunto-lhe: A quem interessaria este despretensioso blog? Pelo ai menos nisto acho que concordamos, pois com certeza não foi feito para pessoas apressadas e rasas como você, um blog com textos longos e profundos. Numa época em que o sincretismo é tão prestigiado, quem gostaria de um blog sempre pronto a discutir com qualquer um que contrariasse a doutrina católica? Os modernos internautas como você ( que não são nosso público alvo) estariam dispostos a conhecer um blog tão preocupado com a tradição católica e o Conservadorismo da moral Judaico-Cristã? Este blog nascia parecendo estar condenado ao ostracismo eletrônico. Ao longo do tempo, o único atrativo de nosso Blog, e nossa grande preocupação foi de repetirmos aquilo que a Igreja sempre ensinou durante séculos, e por isto mesmo, pela graça de Deus, e não por nossos méritos, o resultado de nosso trabalho superou todas as nossas expectativas. Ao longo deste tempo, ao invés do ostracismo, já chegamos a mais de três milhões de acesso, e inúmeros comentários em nossas postagens que por falta de tempo, não conseguimos responder a todos(as), os quais aproveito a oportunidade para apresentar nossas humildes desculpas e pedido de compreensão e suas orações por este despretensioso apostolado. As consultas ao nosso Blog com estas cifras nos coloca como dos blogs mais consultados na sua categoria.

Prezada “porta para o mundo”, não se tratam apenas de acessos de internautas curiosos, pois o fruto de nosso trabalho pode ser visto pelos inúmeros comentários que semanalmente recebemos, de pessoas que tem dúvidas e nos pedem conselhos, e como sinal claro de que estamos no caminho certo, muitas destes comentários em nossas postagens relatam depoimentos de leitores que tiveram no Blog um instrumento para o afervoramento da prática da religião, e muitos ainda, que se converteram ou que retornaram ao catolicismo com a ajuda dos “longos textos” que publicamos.

Ao longo deste tempo conquistamos grupos de amigos por todo o Brasil e mesmo no exterior, pessoas que como nós, procuram defender a doutrina católica dos ataques dos modernistas e dos liberais do mundo moderno, que como você abriram as portas e perderam sua identidade. Foram, portanto, anos de muitas lutas e muitas polêmicas que resultaram, por causa da graça de Deus, em grande bem para muitas pessoas. E como explicar o sucesso de um instrumento com tão poucos recursos, e que traz ensinamentos tão diferentes da mentalidade atual? Neste deserto que é o mundo moderno, Deus utilizou uma pequena garoa, que quando cai neste deserto faz brotar imediatamente a relva verde, não por mérito dela, pois é tão pequena, muito inferior aquilo que seria necessário, mas sim, por obra Daquele que criou a terra e nela colocou o sal que fica a espera da água para poder dar frutos. Portanto, só temos a agradece nossos(as) amigos(as) e leitores(as) por todo o apoio e intercessão que temos recebido. E, sobretudo, agradecemos a Deus, que por meio de Maria Santíssima, tem sustentado nosso combate.


É da radicalidade, do cuidado diário cara “porta aberta para o mundo”, que vem o crescimento das plantas. É de sua radicalidade em Cristo que se alimentam as almas. É a radicaliddae na fé que atrai as almas. Por isso, por repelirem a radicalidade e por quererem apenas agradar com textinhos curtos, fast-food,sentimentalóides, recheados de palavras bonitas que nem fede e nem cheira, é que os maus sacerdotes e lideranças Cristã católicas, que estão esvaziando nossas igrejas.

Continua...

13 de dezembro de 2020 09:46

O blog Berakash pelo contrário, sem falsa modétia, atrai cada vez mais, pois viola todas as regras de propaganda e marketing, como se diz hoje. No nosso blog publicamos fotos e imagens senão muito raramente. Temos textos longos, sizudos, doutrinários, por vezes áridos. Tratamos os inimigos de Deus como devem ser tratados, aplicando-lhes o conselho de São Paulo que recomendou a Tito: "Increpa illos dure" Reprende-os asperamente" (Tito 1, 13). E o resultado é que o blog Berakas é, hoje, graças a Deus, um dos blogs doutrinário católico, de longe, mais lidos do Brasil, com cerca de 10.000 acessos diários. Quanto à ironia, e palavras duras só usamos contra os(as) insolentes. Só contra aqueles que se atrevem a ofender Deus e a Santa Igreja, aplicando-lhes a humilhação que merecem. Pois que na ladainha de todos os santos pedimos: "Ut inimiccos Sanctae Ecclesiae humiliari digneris, Te rogamus, audi nos" "Que Vos digneis humilhar os inimigos da Santa Igreja, nós Te rogamos, Senhor, ouvi-nos. E Deus nos tem ouvido.

Não temos medo de sermos considerados antipáticos,moralistas, reacionários, etc e coisa e tal. Só fazemos questão de defender com firmeza e ufanamente a Fé Católica e o Conservadorismo Judaico Cristãos. E é isso que nos traz tantos apoios e tantos acessos, e pasmem !!! Paradoxalmente por jovens, porque a juventude ama a luta e aceita o sofrimento por Deus. "A juventude não foi feita para o prazer, e sim para o heroísmo", disse com razão um poeta que infelizmente, nem sempre tinha razão (Paul Claudel). Graças a Deus, então, são inúmeras as mensagens que recebemos de apoio, de elogios, de incentivo. Melhor ainda: são inúmeras as conversões de hereges à Igreja Católica alcançadas pelo combate que desenvolvemos. São numerosas as almas católicas que se voltam mais ardentemente para Deus pelas LONGAS E PROFUNDAS argumentações expostas no Blog Berakash. E que Deus seja louvado por essa prova de que o estilo, digamos, "diplomático", isto é conciliador, fast – food, sentimentalíde, para não dizer capitulacionista, é um verdadeiro fracasso, se comparado com o resultado obtido pela polêmica franca, dura contra os erros, porém, caridosa para com as pessoas enganadas, ou mais fracas que só cairam em erro pela completa falta de formação doutrinária em que jazem os católicos, normalmente, hoje em dia.


Detesto tudo o que é moderno e nos afasta de Deus e da verdade cara “porta escancarada para o mundo. Sou pelo que é eterno, e sou consciente que desperto entusiasmo e ódios. Aturo desaforos e incompreensões. Suporto calúnias e silêncios murmurantes,e continuo firme.Muitas que perguntam com humildade, outras me agradecem o ensinamento recebido. Ou até a Fé recuperada.Desta forma, atiço brasas que se apagavam. Fortaleço, tanto quanto posso, com a ajuda de Deus, canas torcidas. Sopro, tanto quanto posso, em fogueiras bruxuleantes. Acendo tochas. Inflamo candelabros.E quando posso respondo comentários. Alguns pretensiosos e arrogantes. Outras impertinentes. Umas mal educadas. Outras atrevidas e ignorantes. Algumas cheias de ódio porque vazias de argumentos.Cada comentário inteligente e sincero é um desafio. Cada provocação é um duelo. À sabre ou florete, depende da arma que você escolheu usar. E o prêmio que procuro é a conversão de uma alma para Nosso Senhor.

Shalom !!! Obrigado pela visita, reze por nós e volte sempre!

25 de fevereiro de 2021 23:05

Olá, desculpe minha ignorância mas não entendi por que o primeiro ícone da Sagrada Família é "herege"? Compreendi o texto, os argumentos sobre a virgindade perpétua de Maria, os riquíssimos textos dos santos e etc. Parabéns por defenderem a fé católica, sua doutrina e tradição mas enfim qual a relação desse belo texto com o primeiro ícone? O que há de errado nele? Desde já obrigada pela atenção?

28 de fevereiro de 2021 10:19

Prezada Alessandra Stella,

Muito oportuna sua dúvida que com a resposta ajudará a esclarecer muitos outros(as). A resposta é simples:

A Igreja Ortodoxa, nem todas são fiéis ao papa e ao Sagrado magistério Católico, portanto, se sentem livres para criar suas próprias doutrinas. Entre estas doutrinas, algumas correntes ortodoxas, defendem que Maria Santíssima foi virgem apenas ANTES E DURANTE o parto, ou seja, não permanecendo virgem após o parto. Isto é demonstrado por estas correntes ortodoxas em sua iconografia, como este ícone ao qual você se refere. Se você observar nele Alessandra, Maria Santíssima tem apenas DUAS estrelas e não três que defende o dogma de que Maria foi e permaneceu virgem ANTES, DURANTE E APOS O PARTO. E outro detalhe importante: São José ao Tocar em Maria significa que ele a "conheceu" sexualmente. Portanto, para nós católicos é um ícone herético, pois nega o dogma.

Esperando ter elucidado sua dúvida, Shalom !!!

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