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É possível uma libertação através da justiça e do direito sem a conversão de opressores e oprimidos?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019 | 23:50








O fundamentalismo tão combatido pela CNBB, se caracteriza em tirar textos do contexto para servir de pretexto, esta é a passagem que fundamenta a CF 2019 proposta pela CNBB, da qual não sabemos de qual tradução bíblica foi retirada, provavelmente da bíblia socialista: A Pastoral, da editora vozes:


Isaias 1,27: “Serás libertado pelo direito e pela justiça"




COMPAREMOS A MESMA PASSAGEM COM OUTRAS TRADUÇÕES DE BÍBLIAS CATÓLICAS:


1)- Na bíblia Ave Maria: Isaias 1,27: "Sião será remida pelo direito, e seus convertidos pela justiça."


2)- Na bíblia de Jerusalém Isaias 1,27: “Sião será redimida pelo direito e seus retornantes pela justiça."


3)- Na bíblia O PEREGRINO: " Sião será redimida com o direito, os repatriados com a justiça"


4)- NA TRADUÇÃO DE ESTUDOS: JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA:


I saias 1,27: “Sião será remida com juízo, e os que voltam para ela com justiça”



Vemos que existem diferenças gritantes nas traduções que mudam completamente o entendimento. Mas, vamos ver agora “todo o contexto”. Usarei a tradução da bíblia Ave Maria, por uma questão de contingência, ou seja, foi a única versão em português disponível no aplicativo: “Bíblia Católica On Line”:


Isaías 1,1-30:


1. Profecia de Isaías, filho de Amós, “a respeito de Judá e Jerusalém no tempo de Ozias, de Joatão, de Acaz e de Ezequias, rei de Judá.”
2. Ouvi, céus, e tu, ó terra, escuta, é o Senhor quem fala: “Eu criei filhos e os eduquei; eles, porém, se revoltaram contra mim.
3. O boi conhece o seu possuidor, e o asno, o estábulo do seu dono; mas Israel não conhece nada, e meu povo não tem entendimento”.
4. Ai da nação pecadora, do povo carregado de crimes, da raça de malfeitores, dos filhos desnaturados! Abandonaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, e lhe voltaram as costas.
5. Onde vos ferir ainda, quando persistis na rebelião? Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, abatido.
6. Desde a planta dos pés até o alto da cabeça, não há nele coisa sã. Tudo é uma ferida, uma contusão, uma chaga viva, que não foi nem curada, nem ligada, nem suavizada com óleo.
7. Vossa terra está assolada, vossas cidades, incendiadas. Os inimigos, à vossa vista, devastam vosso país. É uma desolação, como a ruína de Sodoma.
8. Sião está só, como choupana em uma vinha, como choça em pepinal, como cidade sitiada.
9. Se o Senhor dos exércitos não nos tivesse deixado alguns da nossa linhagem, teríamos sido como Sodoma, e teríamos nos tornado como Gomorra.
10. Ouvi a palavra do Senhor, príncipes de Sodoma; escuta a lição de nosso Deus, povo de Gomorra:
11. “De que me serve a mim a multidão das vossas vítimas?” diz o Senhor. “Já estou farto de holocaustos de cordeiros e da gordura de novilhos cevados. Eu não quero sangue de touros e de bodes.
12. Quando vindes apresentar-vos diante de mim, quem vos reclamou isto: atropelar os meus átrios?
13. De nada serve trazer oferendas; tenho horror da fumaça dos sacrifícios. As luas novas, os sábados, as reuniões de culto, não posso suportar a presença do crime na festa religiosa.
14. Eu abomino as vossas luas novas e as vossas festas; elas me são molestas, estou cansado delas.
15. Quando estendeis vossas mãos, eu desvio de vós os meus olhos; quando multiplicais vossas preces, não as ouço. Vossas mãos estão cheias de sangue.
16. Lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos.
17. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva.”
18. “Pois bem, justifiquemo-nos”, diz o Senhor. “Se vossos pecados forem escarlates, se tornarão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã.
19. Se fordes dóceis e obedientes, provareis os melhores frutos da terra;
20. se recusardes e vos revoltardes, provareis a espada.” É a boca do Senhor que o declara.
21. Como se prostituiu a cidade fiel, Sião, cheia de retidão? A justiça habitava nela, e agora são os homicidas.
22. Tua prata converteu-se em escória, teu vinho misturou-se com água.
23. Teus príncipes são rebeldes, cúmplices de ladrões. Todos eles amam as dádivas e andam atrás do proveito próprio; não fazem justiça ao órfão, e a causa da viúva não é evocada diante deles.
24. Por isso, eis o que diz o Senhor, Deus dos exércitos, o Poderoso de Israel: “Ah! Eu tirarei satisfação de meus adversários, e me vingarei de meus inimigos.
25. Voltarei minha mão contra ti, e te purificarei no crisol, e eliminarei de ti todo o chumbo.
26. Tornarei teus juízes semelhantes aos de outrora, e teus conselheiros como os de antigamente. Então te chamarão Cidade da Justiça, Cidade fiel”.
27. Sião será remida pelo direito, e seus convertidos pela justiça.
28. Os rebeldes e os pecadores serão destruídos juntamente, e aqueles que abandonam o Senhor perecerão.
29. Então, tereis vergonha dos carvalhos verdes que cobiçais, e corareis de pejo dos jardins que ora vos agradam,
30. porque sereis como um carvalho verde com folhagem seca, e como um jardim sem água.
31. O homem forte será a estopa, e sua obra, a faísca; eles arderão sem que ninguém possa extinguir."




REFLEXÃO BÍBLICO TEOLÓGICA:


Mateus 4,2-17: “Jesus, porém, ouvindo que João estava preso, voltou para a Galiléia; e deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz: A terra de Zebulom, e a terra de Naftali, junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia das nações;o povo, que estava assentado em trevas, viu uma grande luz; aos que estavam assentados na região e sombra da morte,a luz raiou. Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus...”


Interessante que Jesus inicia seu ministério conclamando-nos a conversão, e não a luta por justiça e direitos. Já o contexto de Isaias, é de exortação à conversão que precede a tudo e todos (pobres e ricos). Nós sabemos por fatos que mesmo quando uma pessoa tem uma experiência pessoal com o amor de Deus, ela não consegue deixar de lado por definitivo e automaticamente seus maus desejos e inclinações, até porque isto é uma luta constante dentro de nós, alguns nos primeiros dias da conversão ainda sentem na carne os efeitos da sua vida antiga, outros por maior abertura a mesma graça de conversão, são mais inundados pela graça da libertação, e isto vale para pessoas que bebem, fumam, se prostituem, adúlteros, homossexuais, assassinos, ladrões, estupradores, entre outros.



Porém, percebemos que as consequências espirituais, psicológicas e mentais dos anos que a pessoa passou boa parte de sua vida neste seu “modus vivend” no pecado, o perseguem fortemente. Os efeitos da sua antiga vida não são apagados de repente,isto é, de uma hora para outra, pois as consequências do pecado nos atinge em todas as nossas áreas afetivas.


Precisamos no entanto, fazer uma distinção entre os desejos e a prática. O pecado não estar em sentirmos os desejos de pecar, mas em dar assentimento ao pecado. A conversão é um processo que pode variar de pessoa para pessoa, e isto não quer dizer que a pessoa não está no processo de conversão. Deus é quem verdadeiramente conhece a intenção e as lutas de cada coração, portanto, não cabe a nós executar juízos, mas lembre-se estamos falando de desejos, tentação e atração, não de práticas.


A doutrina Católica define muito bem a diferença entre PECADO e TENTAÇÃO, Jesus em tudo foi tentado, mas não pecou; resistiu, venceu a tentação.Se até Jesus nosso Senhor, foi tentado, bem como todos os santos do passado e do presente, em quem de nós não procedem também, desejos, e tentações por causa da nossa natureza corrompida pelo pecado ?


A bíblia nos afirma que somos tentados pela carne, pelo mundo e pelo diabo. Há pessoas dentro da igreja, que já fizeram a experiência com o amor de Deus, estão inseridas do processo de conversão, mas que carregam dentro de si desejos e tentações que ainda não conseguiram se libertar. Continuam como o desejo pelo cigarro, bebidas, drogas, furtos, mentir, de levar vantagem em tudo, desejos pelo mesmo sexo,pelo sexo oposto, e pior quando alguns destes, são até casados(as) incluo aqui, estupradores e pedófilos, que também, estão lutando contra suas más inclinações.



ATENÇÃO !!! VOLTO A REPETIR: NÃO ESTAMOS FALANDO AQUI DE PRÁTICAS, MAS DE DESEJOS E INCLINAÇÕES!



Algumas perguntas inquietadoras são necessárias fazer agora, para desmascarar quem está por trás de tudo isto, em pessoas que tem estes conflitos, e as perguntas seriam estas:


“Você gosta e se compraz nestes desejos? Alimenta-os? Planeja executa-los? Sente prazer neles? Não se constrange e até os justifica? Se não, então é continuar lutando, pois este combate vai permanecer até nosso último suspiro! ”



Nos detendo agora especificamente sobre as tentações da carne, que é listada entre as três principais tentações que padecemos, ao lado das tentações do mundo e do diabo. Cada um é tentado naquilo que lhe é mais frágil: adultério, homossexualismo, fornicação e as depravações sexuais (orgias, relações bestiais,animalescas e abusivas, estupros e a pedofilia).Portanto, a mesma luta que um homossexual, adúltero compulsivo, e um depravado sexual enfrenta é a mesma que qualquer outra pessoa enfrenta para se livrar destes outros pecados listados no versículo abaixo:


“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus...” (1 Cor 6,9-10)



Olhando desta perspectiva Paulina revelada a ele, pelo próprio Deus, todos somos “farinha do mesmo saco”, apenas com lutas em concupiscências diferentes, mas o conflito e a luta é a mesma para não pecar. Todos nós lutamos contra as nossas tentações, e até pedimos a Deus no Pai Nosso para delas nos livrar. Porém, há uma diferença para aquele que se arma contra elas, seja na vigilância, nos Jejuns, nas penitências voluntárias e involuntárias e principalmente no combate da oração, tudo isto nos ajuda a mortificar os desejos da carne, diferente daquele que se entrega, e até busca as tentações.


No início do processo de conversão que se dá pelo Querígma através da experiência com a misericórdia de Deus, existem três etapas principais e experienciais no projeto de Deus para nos libertar:



1)- QUERÍGMA: Na primeira etapa. Deus nos livra da culpa do pecado quando tomamos posse de sua salvação, isto se chama justificação. Deus não se lembra mais dos nossos erros quando lembrados, arrependidos e confessados.


2- KOINONIA: Na segunda etapa ele nos livra, nos liberta do poder do pecado, que é a nossa santificação. Mesmo depois da conversão, continuamos com esta natureza pecaminosa, tendente a pecar, mas Deus unindo-se a nós, nos dá o seu Espirito que nos ajuda com sua graça a lutar e vencer esta natureza pecaminosa, durante nossa vida aqui neste mundo.


3)- DIACONIA: Aqui, mais do que servos, Deus nos envia como seus amigos, dizendo “ IDE” e fazei discípulos d’Ele, e não de outras coisas. Claro que neste ide, assim como aqueles leprosos que foram curados a caminho para se apresentarem ao sumo sacerdote, nos também, através da missão e vivência comunitária, vamos nos curando e nos libertando da ira, invejas, rivalidades, desejos de vingança, disputa de lugares, e de não prejudicar os outros, mas tudo isto faz parte do combate diário, constante e desgastante do discípulo e missionário de Jesus.No livro de Salmos 112,4 está escrito:

“Ao justo nasce luz nas trevas. Ele é benigno, misericordioso e justo”.


A palavra de deus descreve o justo. Você pode se perguntar “mas a Bíblia diz que não há nenhum justo na Terra”(Rom3,10). É verdade, ninguém é justo pelo seu próprio mérito ou virtudes. Existem aqueles que são justificados mediante a fé, como está escrito em Romanos 3,20-26:



“Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da Lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus...”



Todos somos pecadores, mas quando convidamos Jesus para entrar na nossa vida, Ele nos declara justos. Então, livres das amarras do pecado,podemos nos achegar a Deus sem nenhuma culpa.Por isso, na palavra que lemos diz que ” ao justo nasce luz nas trevas”. Nascer a luz é trazer entendimento, sabedoria. Aquela pessoa que é justa, que escolhe viver segundo os princípios do Senhor, a luz nasce para ela. Ao se encontrar numa encruzilhada, decidir se casa ou não, se vai por um caminho ou por outro, esta pessoa não fica cega, mas busca entendimento em Deus, nasce a luz para ela. Assim foi com o apóstolo Paulo, ele encontrou-se com Jesus e depois da cegueira veio a luz e ele pôde compreender aquilo que o Senhor desejava.Tudo na vida é uma questão de escolha. Você pode escolher não viver mais nas trevas. Se você aceitar viver sob o Senhorio de Jesus, você terá o Espírito Santo que te guiará em todos os caminhos. Você terá a paz do Senhor que será o árbitro do seu coração. Se você não tiver o Shalom do Pai em suas escolhas, jamais será verdadeiramente livre. Precisamos deste entendimento. Talvez as trevas estejam cegando os nossos olhos, as decepções endureceram nosso coração, mas saiba que Deus é benigno, misericordioso e justo, e só Ele verdadeiramente libertar-nos.



“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, a cada manhã Deus proclama-a renovando a sua bondade nos dando a vida. As misericórdias do Senhor não tem fim...” (Lam 3,22-23).




A vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. Assim deve ser o nosso caminho. O dia perfeito é o meio-dia, quando não há sombra. Assim deve ser a sua vida, não ter área de sombra, de trevas, porque não foi para isso que Deus nos nos criou,mas para a verdadeira liberdade dos filhos de Deus:



“Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade {não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou},todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus...” (Romanos 8,18-21).



Desfrute desta promessa da verdadeira libertação, buscando conhecer a Deus e viver sob seu Senhorio, e tudo mais virá por acréscimo. O homem contemporâneo busca a paz, fecha-se em altos muros para não a perder, faz caminhadas pela paz, movimentos em vista dela. A palavra PAZ talvez seja hoje uma das mais faladas. Com certeza, ela expressa a realidade mais buscada pelo homem do nosso tempo. No entanto, ele nunca esteve tão em guerra como agora: o ódio se alastra, a violência se multiplica, o homem morre, vítima de si mesmo e do seu pecado.




“É aí que se manifesta o desígnio de Deus para a nossa vocação. Em um mundo marcado pelo pecado, ‘que errou bastante acerca do conhecimento de Deus, onde reinam tantos males, o ocultismo, a não conservação da pureza nem na vida nem no matrimônio, a impureza, o adultério, sangue, crime, roubo, fraude, corrupção, deslealdade, revolta, perjúrio, perseguição dos bons, esquecimento da gratidão, impureza das almas, inversão sexual, desordens no casamento, despudor e etc, e ainda se diz em paz’ (Sb 14,22-26); o Senhor nos chama a sermos anunciadores da sua paz (Is 52), a vivermos e proclamarmos a sua Paz. A levarmos com a nossa vida, com a nossa palavra e com o nosso testemunho, o Shalom de Deus aos corações; a sermos instrumentos de reconciliação do mundo com Deus; a anunciarmos com todo o nosso coração, com todas as nossas forças a salvação de Jesus Cristo e o seu Evangelho” (RVSh, 359)



“Quando o Senhor nos deu o nome SHALOM, não tínhamos a dimensão do que Ele nos queria falar. Foi no decorrer da caminhada, na vivência da nossa fé, na correspondência ao chamado que nos fazia, que Ele foi mansamente desenhando em nós, e nos dando a graça de compreender toda a grandeza da nossa vocação” (RVSh, 354).



“O Senhor nos tinha confiado uma missão que estava contida no nosso nome: a de sermos discípulos e ministros da paz. Para o povo judeu, a palavra Shalom não era uma simples saudação, mas uma verdadeira intenção de comunicar ao outro toda sorte de bens espirituais e físicos, a felicidade perfeita que viria com a era messiânica. Em última instância, Shalom significava para o judeu o estado de graça que viria com a chegada do Messias ou, em outras palavras, a verdadeira salvação. Jesus, assim, é o próprio Shalom do Pai, Ele vem nos dar a perfeita felicidade, a salvação. Como Shalom, temos a missão de levar essa paz aos homens, a paz da reconciliação com Deus, a paz da conversão, do voltar-se para Jesus, de reconhecê-lo como Salvador e Senhor da humanidade, único caminho da verdadeira paz, da verdadeira justiça (o Evangelho), do verdadeiro amor.”(RVSh, 356).



Paz para nós é sinônimo de conversão, de vida nova em Cristo. Não é, portanto, somente uma conquista do homem, uma ausência de guerra ou a implantação de uma “justiça humana” sobre a terra. A paz é fruto da presença do Cristo Ressuscitado em nosso meio. Como aos apóstolos (cf. Jo 20,19-21), Ele nos comunica a salvação e nos ensina a anunciá-la e ministrá-la aos homens do nosso tempo. Enquanto os homens procurarem a sua paz e a sua salvação em si próprios; enquanto acharem que podem resolver os problemas do mundo por si mesmos; enquanto pensarem que podem instalar uma paz social e política e assim trazer a felicidade geral ao mundo, sem a conversão dos corações a Jesus; sem conhecê-lo como a solução, a salvação para todo o homem e para a humanidade, longe eles estarão da paz, do Shalom que Deus quer instaurar na face da terra” (RVSh, 357).



E isso torna-se cada vez mais claro no mundo de hoje, basta olharmos ao nosso redor. A Comunidade Católica Shalom, impulsionada pelo Espírito Santo e diariamente alimentada pela oração, sente brotar em seu seio o ardente apelo de Deus para que seja saciada a sede do seu povo. Cada irmão que livremente se consagra a Deus na nossa Comunidade, sabe que entregou a sua vida em vista dessa causa, da implantação da verdadeira Paz nos corações e no mundo. O Senhor nos constitui, assim, como soldados que, incansavelmente, lutarão pela paz através do anúncio, da doação de suas vidas e do testemunho coerente do Evangelho. (Reconquistando palmo a palmo os espaços perdidos para o inimigo de Deus).




“Para instaurar a Paz nos corações e no mundo o Senhor nos chama a anunciar Jesus Cristo e a formar autênticos filhos de Deus” (RVSh, 360).


A evangelização, o anúncio do Querigma, são essenciais para que o homem conheça e encontre a Deus. Contudo, entendemos que Deus pede mais de nós, Ele quer não só que evangelizemos, mas que formemos os seus filhos. Por isso, não basta para nós que as pessoas sejam alcançadas pela graça de Deus, é preciso que sejam também acompanhadas, formadas para a santidade, para uma fé madura e coerente.




No entanto, tal missão só se cumpre quando encarnamos em vossa vida a Paz. “Para proclamarmos a paz, temos acima de tudo que vivê-la, tê-la em nosso coração” (RVSh, 361). É na vida de oração, no caminho sincero de conversão, de renúncia de si, de mergulho no Espírito Santo que vamos, passo a passo, nos deixando transformar pelo Senhor, sendo pacificados para, assim, transbordarmos essa paz para os homens. Deixando-nos possuir por Jesus Cristo, podemos possuir em nós a Paz e, assim, sermos presença de Paz para o homem do nosso tempo.



“É preciso reconciliar o coração do homem com o próprio homem, reconciliar o coração do homem com a natureza e com as coisas. Somente pelo poder do Espírito Santo isto pode ser realizado. É necessário ensinar os homens a orar, a se voltarem para o Senhor. É necessário estabelecer o amor de Deus nos lares, nas famílias, nos relacionamentos, nas profissões, na sociedade, no mundo! É necessário estabelecer a paz, mas tudo isto só acontece quando recebemos Jesus no coração. ‘Homem, converte-te ao Senhor Jesus e encontrarás a Paz que tanto buscas!’” (RVSh, 367).



Reconciliar e construir a paz. Esta é a missão que recebem. Hoje, o que mais faz falta é a paz: refazer os pedaços da vida, reconstruir as relações quebradas entre as pessoas, restabelecendo a inteireza pessoal e comunitária. As pessoas que lutam pela paz são declaradas felizes e são chamadas filhos e filhas de Deus (Mt 5,9).


A experiência da ressurreição


Jesus se faz presente na comunidade. Mesmo as portas fechadas não podem impedir que ele esteja no meio dos que n’Ele acreditam. Até hoje é assim. Quando estamos reunidos, mesmo com todas as portas fechadas, Jesus está no meio de nós. E até hoje, a primeira palavra de Jesus é e será sempre: “A paz esteja com vocês!” Ele mostrou os sinais da paixão nas mãos e no lado. O ressuscitado é o crucificado que passou pela cruz e nos comunica sua paz. O Jesus que está conosco na comunidade não é simplesmente um Jesus glorioso que não tem mais nada em comum com nossa vida. Mas é o mesmo Jesus que viveu nesta terra, e traz as marcas da sua paixão. As marcas da paixão estão também hoje na humanidade que sofre. É nas pessoas que não ficam indiferente as dores do mundo, e que lutam pela vida, pelo estabelecimento da verdadeira paz , e não se deixam abater e desistir diante dos desafios, que Jesus ressuscita e se faz presente no meio de nós.


João 20,21: O envio: “Como o Pai me enviou, eu envio vocês!”



É deste Jesus, ao mesmo tempo crucificado e ressuscitado, que recebemos a missão, a mesma que ele recebeu do Pai. E ele repete: “A paz esteja com vocês!” Esta dupla repetição acentua a importância da paz. Construir a paz faz parte da nossa missão. Paz significa muito mais do que só a simples ausência de guerra e conflitos. Significa construir uma convivência humana harmoniosa, baseada no evangelho, e onde as pessoas possam gozar  daquela verdadeira liberdade dos filhos de Deus, que não se confunde com libertinagem. Esta foi a missão de Jesus, e é também a nossa missão. Numa palavra, é criar a comunidade a exemplo da comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.



João 20,22: Jesus comunica o dom do Espírito



Jesus soprou e disse: “Recebei o Espírito Santo.” É só mesmo com a ajuda do Espírito de Jesus que seremos capazes de realizar a missão que ele nos dá. Por isto que na vocação Shalom, para esta vivência precisamos viver sobre a primazia da Graça, e para isto precisamos entender o contexto do escrito Joanino, pois para as comunidades do Discípulo Amado, Páscoa (ressurreição) e Pentecostes (efusão do Espírito) são a mesma coisa. Tudo acontece no mesmo momento.



João 20,23: Jesus comunica o poder de perdoar os pecados


Aqui tratando a questão de forma comunitária, não se trata apenas do Perdão Sacramental (Concedido apenas aos apóstolos).O ponto central da missão de paz está na reconciliação, na tentativa de superar as barreiras que nos separam: “Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados serão perdoados e aqueles a quem retiverem serão retidos!” Este poder de reconciliar e de perdoar é dado também à comunidade. No Evangelho de Mateus, é dado de forma privilegiada a Pedro (Mt 16,19). Aqui se percebe a enorme responsabilidade da comunidade em exercitar a reconciliação interna, não deixando o sol se por sobre a nossa ira, mas também uma comunidade que se faz ponte de reconciliação entre Deus e os homens. O texto deixa claro que uma comunidade sem perdão nem reconciliação já não é mais uma Comunidade cristã, mas um grupo, ou um aglomerado de pessoas indiferentes umas às outras, talvez até um clube, onde só busco meus direitos de sócio, perde-se a dimensão da esponsalidade missionária, realizada na gratuidade, dando de graça aquilo que de graça recebemos.O Evangelho de João mostra que esta paz, para ser verdadeira, deve ser a paz trazida por Jesus (Jo 14,27). Uma paz diferente da paz construída pelo Império Romano para aquele tempo, e hoje como diz profeticamente o nossso fundador Moyses:




“É aí que se manifesta o desígnio de Deus para a nossa vocação. Em um mundo marcado pelo pecado, ‘que errou bastante acerca do conhecimento de Deus, onde reinam tantos males, o ocultismo, a não conservação da pureza nem na vida nem no matrimônio, a impureza, o adultério, sangue, crime, roubo, fraude, corrupção, deslealdade, revolta, perjúrio, perseguição dos bons, esquecimento da gratidão, impureza das almas, inversão sexual, desordens no casamento, despudor e etc, e ainda se diz em paz’ (Sb 14,22-26); o Senhor nos chama a sermos anunciadores da sua paz (Is 52), a vivermos e proclamarmos a sua Paz. A levarmos com a nossa vida, com a nossa palavra e com o nosso testemunho, o Shalom de Deus aos corações; a sermos instrumentos de reconciliação do mundo com Deus; a anunciarmos com todo o nosso coração, com todas as nossas forças a salvação de Jesus Cristo e o seu Evangelho” (RVSh, 359)



Paz, na Bíblia (em hebraico é Shalom) é uma palavra muito rica, significando uma série de atitudes e desejos do ser humano. Paz significa integridade da pessoa diante de Deus e dos outros. Por isso mesmo, a proposta de paz trazida por Jesus também é sinal de “espada” (Mt 10,34), ou seja, de luta e perseguições para as comunidades. O próprio Jesus faz este alerta sobre as tribulações promovidas pelo Império tentando matar a paz de Deus (Jo 16,33). É preciso confiar, lutar, trabalhar e perseverar no Espírito para que um dia a paz de Deus triunfe. Neste dia, “amor e verdade se encontram, justiça e paz se abraçam” (Sl 85,11). Então, como ensina Paulo, “o Reino será justiça, paz e alegria como fruto do Espírito Santo” (Rm 14,17), e “Deus será tudo em todos” (1Cor 15,28).



“Pouco a pouco, fui descobrindo o segredo da felicidade e da paz. Eu não as encontrei em um caminho de busca de auto-realização. Ou seja, em uma vida vivida em vista de mim mesmo, onde os outros entram na medida em que são úteis aos meus planos e projetos de felicidade. [...] A felicidade e a paz eu as encontrei na medida em que me esquecia de mim mesmo e, sem reservas, doava-me a Deus e aos outros. Este doar-se não pode ser calculado, ou mensurado segundo as minhas medidas e meus limites. Ele deve ser sem medidas como sem medidas é o Amor com o qual eu fui amado.” (Escritos Carta à Comunidade, 95).



CONCLUSÃO




Portanto meus irmãos(ãs), perseveremos firmes, contando com a ajuda do Espirito Santo, e fugindo das ocasiões de pecado, pois como já dizia Pe. Pio: “Só os covardes vencem o pecado...”, ou seja, fugindo dele, buscando sempre o auxílio da graça e os meios que o próprio Deus nos dispôs: A oração pessoal, a meditação das escrituras, participando da eucaristia, a partilha de nossos bens e talentos, buscando estar ao lado daqueles(as) que são testemunhas, e nos doando sem esperar aplausos e recompensas no serviço da vinha do Senhor, isto sim, nos trará a verdadeira libertação e salvação.




Só no Céu teremos nosso verdadeiro descanso !!!



APOSTOLADO BERAKASH


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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