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Como e por que, o Patriarcado se sobrepôs ao Matriarcado na história da humanidade?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 4 de março de 2018 | 20:48





Quando lia o livro de Yuval Noah Harari chamado Sapiens, onde o autor escreve sobre a evolução do ser humano ao longo dos tempos, a dada altura a questão da sociedade patriarcal é discutida. A pergunta que continua a persistir no ramo da antropologia é:





“Por que é que, talvez desde os primórdios da evolução do homo sapiens, sempre  vivemos numa hierarquia e numa sociedade patriarcal, e por que uma organização matriarcal não foi opção?”




A opinião dos antropólogos e sociólogos segue em diversas vertentes:



1)- Alguns julgam que a força muscular, geralmente maior nos homens, ditou esta organização.



2)- Outros acham que não foi tanto a força, mas a agressividade Cromossômica hormonal da testosterona, coisa ausente na mulher, pois existem certas realidades que são IMUTÁVEIS, tais como OS PARES DE CROMOSSOMOS. No indivíduo masculino é X e Y, na mulher são dois pares XX. Isto é imutável, ou seja, ainda que se mude a estética, é impossível mudar esta genética. O homem sempre teve, de forma geral, um temperamento mais agressivo, o que poderá ter condicionado de forma primitiva a organização social.



3)- Outros antropólogos referem ainda um possível gene patriarcal, algo intrínseco ao ser humano, que nos leva irremediavelmente a uma organização patriarcal.



4)- Outros estudiosos atribuem a incidência masculina sobre o feminino a partir das escrituras verotestamentárias, mas é importante ressaltar que, o Patriarcado não foi moldado a partir das escrituras, pois elas só foram escritas posteriormente milênios depois deste sistema já estar plenamente instalado,portanto, esta perspectiva é de difícil sustentação e convencimento a nível antroplógico e socioólogico.




5)- Como conciliar na mulher a Gravidez e menstruação, com seres humanos em constantes conflitos de Guerras tribais e o aperfeiçoamento de técnicas dos Caçadores Coletores? Outra explicação de ordem biológica atribui menos importância à força bruta e à violência, e sugere que, em milhões de anos de evolução, homens e mulheres desenvolveram estratégias diferentes de sobrevivência e de reprodução. Como os homens competiam entre si pela oportunidade de engravidar mulheres férteis, a chance de reprodução de um indivíduo dependia, acima de tudo, de sua capacidade de superar em desempenho e derrotar outros homens. Com o decorrer do tempo, os genes masculinos que conseguiam passar para a geração seguinte eram aqueles pertencentes aos homens mais ambiciosos,agressivos e competitivos, e melhores caçadores coletores, pois não menstruavam, e ter uma mulher como caçadora coletora, independente das habilidades, colocava em risco o grupo de caça, caso a mulher estivesse menstruada, o que iria atrair outros predadores felinos e caninos carnívoros sobre este grupo com o cheiro de sangue, provocado pela menstruação, já que períodos de caças às vezes eram prolongados.Ter um útero, ou não, segundo alguns antropólogos, foi determinante para esta supremacia masculina sobre as mulheres.




Uma mulher, por outro lado, não tinha dificuldade em encontrar um homem disposto a engravidá-la. No entanto, se quisesse que seus filhos lhe dessem netos, precisava carregá-los no útero durante nove árduos meses e depois, ainda cuidar deles durante anos de infância sob sua completa dependência. Durante esse período, as mulheres tinham poucas oportunidades de obter comida e necessitava de muita ajuda. Precisava de um homem para garantir sua própria sobrevivência e a de seus filhos. Neste caso, a mulher não tinha muita escolha além de concordar com todas e quaisquer condições que o homem estipulasse para ficar por perto e dividir o fardo. Com o tempo, os genes femininos que chegaram à geração seguinte pertenciam a mulheres de caráter cuidador e submisso. Mulheres que passavam tempo excessivo em disputas por poder não deixaram nenhum desses genes poderosos para as gerações futuras.O resultado dessas diferentes estratégias de sobrevivência,segundo esta teoria, é que os homens foram programados para serem ambiciosos e competitivos e se sobressaírem na política e nos negócios, enquanto as mulheres tendiam a se recolherem e a dedicarem a vida a apoiar a provisão do macho dominante e dos filhos.



Mas essa abordagem, apesar de plausível, também é passivel negação, pela existência de algumas evidências empíricas. Particularmente problemática é a suposição de que a dependência,por parte das mulheres, de ajuda externa as tornou dependentes única e exclusivamente dos homens, e por que não de outras mulheres? e de que a competitividade masculina fez dos homens seres socialmente dominantes, também carece de melhor fundamentos.



CONCLUSÃO:



Na realidade, não há um consenso, não há uma resposta clara que justifique o nosso caminho de milénios que nos trouxe, enquanto seres humanos, até ao dia de hoje, nesta organização social tal como a conhecemos. Estudar a História não nos vai dizer qual a escolha certa, mas, pelo menos, dá-nos mais opções. Os movimentos que procuram mudar o mundo começam muitas vezes por reescrever a História, fazendo com que as pessoas imaginem um futuro diferente. Seja qual for o objetivo, que os trabalhadores façam greve, que as mulheres conquistem o poder sobre os seus corpos ou que as minorias oprimidas exijam direitos políticos, (esquecendo dos deveres), o primeiro passo é reescrever a História de cada grupo. Essa nova história dirá que a situação atual não é natural nem eterna, que as coisas nem sempre foram assim, que este mundo injusto foi criado por nada mais que uma sucessão casual de acontecimentos, que se forem inteligentes é possível mudarem o mundo e criarem outro muito melhor. É por essa razão que os marxistas contam a sua própria história do capitalismo, e vice-versa, as feministas estudam a origem das sociedades patriarcais e os afro-americanos recordam os horrores do comércio escravagista. A sua intenção não é perpetuarem o passado, mas libertarem-se dele.


Três importantes revoluções definiram o curso da história:


1)- A Revolução Cognitiva deu início à história, há cerca de 70 mil anos.

2)- A Revolução Agrícola a acelerou, por volta de 12 mil anos atrás.

3)- A Revolução Científica, que começou há apenas 500 anos, pode muito bem colocar um fim à história e dar início a algo completamente diferente.


Essas três revoluções afetaram os seres humanos e os demais organismos. Muito antes de haver história, já havia seres humanos. Animais bastante similares aos humanos modernos surgiram por volta de 2,5 milhões de anos atrás. Mas, por incontáveis gerações, eles não se destacaram da miríade de outros organismos com os quais partilhavam seu habitat. Em um passeio pela África Oriental de 2 milhões de anos atrás, você poderia muito bem observar certas características humanas familiares: mães ansiosas acariciando seus bebês e bandos de crianças despreocupadas brincando na lama; jovens temperamentais rebelando-se contra as regras da sociedade e idosos cansados que só queriam ficar em paz; machos orgulhosos tentando impressionar as beldades locais e velhas matriarcas sábias que já tinham visto de tudo. Esses humanos arcaicos amavam, brincavam, formavam laços fortes de amizade e competiam por status e poder, mas os chimpanzés, os babuínos e os elefantes também.



O patriarcado tem sido a norma em quase todas as sociedades agrícolas e industriais, humanas e animais. Resistiu teimosamente a levantes políticos, revoluções sociais e transformações econômicas. O Egito, por exemplo, foi conquistado inúmeras vezes no decorrer dos séculos. Assírios, persas, macedônios, romanos, árabes, mamelucos, turcos e britânicos o ocuparam, e sua sociedade sempre permaneceu patriarcal. O Egito foi governado pela lei faraônica, grega, romana, muçulmana, otomana e britânica, e todas discriminavam pessoas que não eram consideradas “homens de verdade”.


Como o patriarcado é tão universal, não pode ser produto de algum círculo vicioso, e que teve início por um acontecimento ao acaso. É particularmente digno de nota que, mesmo antes de 1492, a maior parte das sociedades tanto das Américas quanto da África e da Ásia eram patriarcais, embora não tenham tido contato durante milhares de anos. Se o patriarcado na África e na Ásia resultou de algum acontecimento fortuito, por que os astecas e incas eram patriarcais? Por que sociedades indígenas que tem pouco contato com o mundo civilizado são patriarcais? É muito mais provável que, embora o conceito preciso de “homem” e “mulher” varie entre as culturas, exista alguma razão biológica universal para quase todas as culturas valorizarem a masculinidade em detrimento da feminilidade. Não sabemos qual é essa razão. Há muitas teorias, nenhuma delas convincente.


O poder dos músculos A teoria mais comum aponta para o fato de que os homens são mais fortes que as mulheres e utilizaram sua maior capacidade física para obrigá-las a se submeterem. Uma versão mais sutil dessa afirmação sustenta que sua força permite que eles monopolizem tarefas que demandam trabalho braçal, como arar e colher. Isso lhes dá o controle da produção de alimentos, o que, por sua vez, se traduz em influência política. Há dois problemas com essa ênfase no poder dos músculos. Primeiro, a declaração de que “os homens são mais fortes que as mulheres” é verdadeira apenas na média, e apenas se considerando certos tipos de força. As mulheres geralmente são mais resistentes a fome, doenças, a dor, e fadiga que os homens, mas será que apenas isto explica tudo?


O que sabemos, no entanto, é que durante o último século os papéis sociais de gênero passaram por uma revolução enorme. Hoje, cada vez mais sociedades não só concedem a homens e mulheres status jurídico, direitos políticos e oportunidades econômicas iguais, como também repensam por completo suas concepções mais elementares de gênero e sexualidade. Embora as diferenças entre os gêneros ainda sejam significativas, as coisas vêm avançando rapidamente. Em 1913, a ideia de conceder direito a voto às mulheres era vista, nos Estados Unidos, como um absurdo ultrajante; a perspectiva de uma ministra ou juíza da Suprema Corte era simplesmente ridícula; a homossexualidade era um assunto que não se podia nem sequer ser tocado sem constrangimentos, hoje é discutido em várias instâncias (legislativa, jurídica, sociológica e religiosa). Em 2015, o direito a voto feminino é ponto pacífico; ministras dificilmente são motivo de comentário; e cinco juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos, três deles mulheres, decidiram a favor da legalização do casamento entre membros do mesmo sexo (invalidando as objeções de quatro juízes homens).


Essas mudanças realmente drásticas, são precisamente o que torna a história do gênero tão desconcertante. Se, como hoje se vem demonstrando de maneira tão clara, o sistema patriarcal se baseou em mitos infundados e não em fatos biológicos, o que explica a universalidade e a estabilidade desse sistema?

Continuemos nossa jornada do conhecimento. Quaisquer novidades me avisem!!
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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