Ao longo da história da salvação, Deus jamais deixou seu povo sem advertências contra os falsos profetas.
Desde o Antigo Testamento até o Novo Testamento, a Sagrada Escritura alerta repetidamente que surgiriam pessoas falando em nome de Deus sem terem sido enviadas por Ele. Algumas o fariam por vaidade, outras por interesse pessoal, outras por sincera ilusão, julgando que seus próprios pensamentos, sentimentos ou desejos fossem revelações divinas.
Em todos os casos, porém, o critério estabelecido pelo próprio Deus permanece o mesmo: a verdadeira profecia jamais contradiz a Revelação e se confirma pelos fatos. Nos últimos tempos, infelizmente, tornou-se comum encontrarmos pessoas que afirmam receber revelações particulares, sonhos, visões e profecias acerca de acontecimentos futuros, do destino de igrejas, nações ou líderes religiosos.
Entretanto, a Igreja sempre ensinou prudência diante dessas alegadas revelações. Mesmo quando uma revelação particular é reconhecida como digna de crédito, ela jamais pertence ao depósito da fé e nunca pode ser colocada no mesmo nível da Sagrada Escritura e da Tradição Apostólica. Muito menos podem ser aceitas como palavra de Deus profecias que se mostram claramente falsas quando confrontadas com a realidade.
É justamente nesse contexto que se insere a conhecida declaração feita pela cantora e líder evangélica Ana Paula Valadão, segundo a qual a Igreja Católica estaria caminhando para um desaparecimento ou perderia sua relevância de forma irreversível. Passados os anos, os fatos demonstram exatamente o contrário.
Apesar das crises internas, dos escândalos, da secularização crescente e da intensa perseguição cultural sofrida em diversas partes do mundo, a Igreja Católica permanece sendo a maior comunidade cristã do planeta, presente em praticamente todos os países, evangelizando, celebrando os sacramentos, formando santos, promovendo obras de caridade, fundando escolas, universidades, hospitais e levando o Evangelho aos cinco continentes. A realidade histórica não confirmou a previsão; pelo contrário, desmentiu-a.
Isso não significa afirmar que a Igreja não enfrente dificuldades. O próprio Cristo jamais prometeu uma Igreja livre de perseguições, divisões ou provações. Pelo contrário, advertiu que seus discípulos seriam odiados pelo mundo (Jo 15,18-20) e que as portas do inferno combateriam a Igreja. O que Ele prometeu, porém, foi algo muito maior: "As portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18). Portanto, anunciar o desaparecimento da Igreja fundada por Cristo significa ignorar uma promessa feita pelo próprio Senhor, cuja Palavra jamais falha.
É importante distinguir entre uma opinião pessoal, uma interpretação dos acontecimentos e uma autêntica profecia. Quem afirma falar em nome de Deus assume uma enorme responsabilidade. Não basta dizer "Deus me revelou" ou "o Senhor me mostrou". Segundo a própria Escritura, é necessário que aquilo que foi anunciado se cumpra e esteja em plena conformidade com a verdade revelada. Caso contrário, trata-se de uma falsa profecia ou, no mínimo, de uma presunção humana apresentada indevidamente como inspiração divina.
A Bíblia é extremamente severa com aqueles que usam o nome de Deus para validar palavras que Ele nunca pronunciou. Um falso profeta não é apenas alguém que prevê acontecimentos incorretamente. É, sobretudo, alguém que atribui a Deus aquilo que procede de sua própria imaginação, de suas emoções, de interesses pessoais ou até da intenção de conquistar seguidores. Seus ensinamentos costumam produzir confusão, divisão, fanatismo e desprezo pela verdade revelada.
Nosso Senhor Jesus Cristo advertiu que, antes de sua segunda vinda, surgiriam numerosos falsos cristos e falsos profetas capazes até de realizar sinais extraordinários para enganar, se possível, os próprios eleitos (Mc 13,22-23). Por isso, o cristão não deve fundamentar sua fé em supostas revelações particulares, mas permanecer firme na Palavra de Deus, na Tradição Apostólica e no ensinamento autêntico da Igreja.
A própria Escritura estabelece um critério objetivo para discernir quem realmente fala em nome do Senhor. Em Deuteronômio, Deus declara que, se aquilo que o profeta anuncia em Seu nome não se cumprir, essa mensagem não veio do Senhor, mas foi pronunciada com presunção. Trata-se de um princípio de discernimento válido ainda hoje: a verdade não teme o exame dos fatos.
Antes de analisarmos especificamente essa declaração de Ana Paula Valadão e confrontá-la com a realidade histórica e com os ensinamentos da Sagrada Escritura, convém recordar o que a própria Palavra de Deus ensina acerca dos falsos profetas, dos falsos mestres e da responsabilidade de todo cristão em discernir cuidadosamente quem realmente fala em nome do Senhor.
Quantas seitas e igrejolas surgiram depois de
Cristo e da morte dos apóstolos? Qual permanece imutável e de pé em sua
doutrina a mais de 2.000 anos?
A
cantora protestante Ana Paula Valadão da denominação religiosa “igreja
da Lagoinha”, em show, em Salvador, BA, profetizou o fim da Igreja
Católica Apostólica Romana. Em determinado momento de sua apresentação
a cantora baseando-se em passagem bíblica repete diversas vezes a
palavra tambores como numa invocação, ao mesmo tempo em que a percussão
da banda acelera a batucada. Momentos seguintes, a palavra de ordem de Valadão
é: “receba o tambor, receba o
tambor…É a ruína dos falsos deuses, é a ruína do povo idólatra”, disse. Adiante,
pede ao conjunto que toquem os tambores em ritmo baiano, no que as
bailarinas dançam se debatendo, algumas pelo chão. Muitos internautas
compararam a apresentação do grupo às manifestações da macumba. A cantora
parecia fora de si e de um lado para o outro do palco soltou as palavras:
“Aqui em Salvador, Aonde a
idolatria chegou, aonde chegou o culto aos deuses. Onde entrou a influência de toda mariolatria no nosso Brasil,
desde as primeiras missas efetuadas em solo brasileiro, o senhor fará tocar
novos tambores nesta nação..." proclamou a inerrante profetiza.
Ana
Paula Valadão é de uma corrente protestante proselitista que associa o culto
dos católicos à Virgem Maria como idolatria e parece se ofender com a religião
que novamente mostra toda sua potência na nação brasileira, isso está bem claro
quando a artista se diz falar em nome de Deus e proclama a suposta profecia da
queda da idolatria tendo como expoente a Igreja Católica.
Tomar a palavra em
nome do Criador é algo sério e nos recorda os falsos profetas citados na Bíblia
que são como lobos em pele de cordeiro.O mandado evangélico de Jesus tem como primazia o
amor, o que nos leva responder à cantora imbuídos dessa caridade e não de
outros sentimentos. Portanto, desconsideramos o entendimento da protestante que
nos vê como idólatras. Pela graça de Deus, não só nestes tempos, mas ao longo
de toda a história da Igreja, uma onda de graça e de conversão invade a Igreja
Católica desde seus inícios quando foi fundada por Jesus Cristo e confiada aos
cuidados de Pedro e da sucessão apostólica.
Diferente dos protestantes pregamos que
precisamos de conversão continuamente e não ostentamos o título de salvos por
vanglória e presunção, mas como um dom de Deus feito a nós por Cristo Jesus na
Cruz, não é resultado de voluntarismos humano, e placa de Igrejolas.
Como católicos não possuímos
nenhum rancor contra nossos irmãos protestantes, apenas gostaríamos de sermos
respeitados assim como respeitamos sua fé, seus cultos, seu apreço aos pastores
que de certa forma, se identifica com nosso respeito às autoridades eclesiásticas.
Confesso que nos é estranho sua
admiração ao inseto preto o Smiliguido, que quem diria, ganhou o formato de
escultura, coisa reprovado por eles nos templos Cristãos.
A falsa profecia analisada neste artigo serve de importante alerta para todos os cristãos. Não basta alguém afirmar que fala em nome de Deus para que suas palavras sejam automaticamente aceitas como verdade.
A Sagrada Escritura nunca nos manda acreditar ingenuamente em qualquer pregador, pastor, profeta ou líder religioso. Pelo contrário, ela nos ordena discernir, examinar e provar os espíritos para verificar se realmente procedem de Deus (cf. 1Jo 4,1). A fé cristã não se fundamenta em supostas revelações particulares, emoções ou experiências pessoais, mas na Revelação definitiva de Deus em Jesus Cristo, transmitida pelos Apóstolos e conservada fielmente pela Igreja.
Infelizmente, em nossos dias multiplicam-se os chamados "profetas", "apóstolos" e "ungidos" que anunciam sonhos, visões e revelações com uma facilidade impressionante. Muitos utilizam a expressão "Deus me disse" como argumento de autoridade para evitar qualquer questionamento.
No entanto, quando suas previsões fracassam, raramente possuem a humildade de reconhecem o erro ou pedem perdão aos fiéis que induziram ao engano. Em vez disso, apresentam novas explicações, reinterpretam suas palavras ou simplesmente fazem outra profecia, como se nada tivesse acontecido.
Nosso Senhor Jesus Cristo advertiu que surgiriam falsos profetas capazes de enganar multidões (Mt 24,24). São Pedro também advertiu que apareceriam falsos mestres que introduziriam heresias e explorariam os fiéis com palavras enganosas (2Pd 2,1-3).
São Paulo, por sua vez, alertou que chegaria o tempo em que muitos prefeririam mestres que lhes dissessem apenas aquilo que desejam ouvir, afastando-se da verdade (2Tm 4,3-4). Essas advertências não pertencem apenas ao passado; elas continuam extremamente atuais.
O caso aqui analisado demonstra precisamente isso: quando uma suposta profecia é desmentida pelos fatos, fica evidente que ela não procedia de Deus. A Igreja Católica, cuja extinção ou irrelevância foi anunciada por alguns, permanece viva, evangelizando, celebrando os sacramentos e cumprindo a missão que Cristo lhe confiou há dois mil anos. Isso não acontece por mérito humano, mas porque a Igreja está alicerçada na promessa infalível do próprio Senhor:
"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18).

O cristão prudente não deve seguir personalidades religiosas, mas o Bom Pastor, Jesus Cristo. Nenhum pregador, por mais famoso que seja, está acima da Palavra de Deus nem pode reivindicar para si uma autoridade profética que os fatos desmentem. A verdadeira profecia conduz à conversão, à humildade, à fidelidade ao Evangelho e à glorificação de Cristo; a falsa profecia, ao contrário, costuma alimentar o sensacionalismo, o personalismo, a divisão e a confusão entre os fiéis.
Por isso, é dever de todo cristão exercer o discernimento espiritual. Antes de acreditar em qualquer revelação, sonho ou profecia, é preciso confrontá-los com a Sagrada Escritura, com a Tradição Apostólica e com o ensinamento constante da Igreja. Deus nunca se contradiz, nunca confirma o erro e jamais abandona as promessas que Ele mesmo fez.
Que este episódio nos recorde uma verdade fundamental: nossa fé não deve estar apoiada em homens, por mais carismáticos que pareçam, mas unicamente em Jesus Cristo, "o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6). Os falsos profetas passam, suas previsões fracassam e suas palavras caem por terra; porém, a Palavra do Senhor permanece para sempre (Is 40,8; 1Pd 1,25). É nela que devemos firmar nossa esperança, pois somente a verdade revelada por Deus é capaz de conduzir os homens à salvação.
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