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Os 21 Concílios Universais da Igreja – Você conhece e sabe de que trataram?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 9 de maio de 2015 | 11:23






1)- NICEIA I -  20/05 A 25/07 de 325 – Papa Silvestre I (314 - 335) -Assunto principal: A confissão de fé contra Ario: Definindo a igualdade de natureza do Filho com o Pai.


2)- CONSTATINOPLA I - Maio a junho de 381 - Papa: Dâmaso I (366 - 384) - Assunto principal: A confissão da divindade da Terceira pessoa da Santíssima Trindade: o Espírito Santo.


3)- EFESO - 22/06 a 17/07 de 431 - Papa: Celestino I (422 - 432)- Assunto principal: Cristo é uma só pessoa e duas natureza. A maternidade divina de Maria, contra Nestório, definindo Maria, como a mãe de Deus encarnado: THEOTOKOS


4)- CALDEDONIA - 08/10 a 1º/11 de 451 - Papa: Leão I, O Grande (440 - 461) - Assunto principal: Reafirmação das duas naturezas (humana e divina) na única pessoa de Cristo.




5)- CONSTANTINOPLA II - 05/05 a 02/07 de 553 - Papa: Virgílio (537 - 555) Assunto principal: Condenação dos Nestorianos: Uma heresia cristológica proposta por Nestório, Patriarca de Constantinopla (428 - 431 d.C.). A doutrina, que foi formada durante os estudos de Nestório sob Teodoro de Mopsuéstia na Escola de Antioquia, enfatiza a DESUNIÃO entre as naturezas humana e divina de Jesus. Os ensinamentos de Nestório o colocaram em conflito com alguns dos mais proeminentes líderes da igreja antiga, principalmente Cirilo de Alexandria, que criticou-o particularmente por negar o título Theotokos ("Mãe de Deus") para a Virgem Maria. Nestório e seus ensinamentos foram condenados como heréticos no Primeiro Concílio de Éfeso em 431 d.C. e no Concílio de Calcedônia em 451 d.C., o que acabou por provocar o cisma nestoriano, no qual as igrejas que apoiavam Nestório deixaram o corpo da Igreja universal.


6)- CONSTANTINOPLA III - 07/11 de 680 a 16/09 de 681 - Papa: Agato (678 - 681) e Leão II (662 - 663) Assunto principal: Condenação do monoteletismo (doutrina herética que defendia a ideia de que Jesus Cristo possuía somente uma vontade divina). O Concílio define que em Cristo há realmente, duas vontades distintas.


7)- NICEIA II - 24/09 a 23/10 de 787 - Papa: Adriano I (772 - 795)- Assunto principal: Contra os inconoclastas. O Concílio define que há sentido e liceidade na veneração das imagens sagradas.


8)- CONSTANTINOPLA IV - 05/10 de 869 a 28/02 de 870 Papa: Nicolau I (858 - 867) e Adriano II (867´872) - Assunto principal: Extinção do cisma do patriarca Fócio. O cisma de Fócio é um termo utilizado para descrever a controvérsia que durou entre 863 e 867 entre a igreja de Constantinopla e a Igreja de Roma. O conflito foi precipitado pela dura oposição do papa Nicolau I (858 - 867) à destituição do patriarca de Constantinopla Inácio e a ascensão de Fócio em seu lugar, a pedido do imperador bizantino Miguel III, o Ébrio. O escândalo foi enorme, pois Fócio era um leigo e um ferrenho defensor da autonomia da igreja oriental frente às determinações do bispo de Roma. O cisma perdurou até 867 d.C., quando Nicolau, após ter convocado um concílio em Constantinopla, morreu, e Fócio foi deposto pela primeira vez quando Basílio I, o Macedônio subiu ao trono e desejava retomar as relações com o papado e com o imperador do ocidente.Ainda assim, foram necessários dois concílios em Constantinopla para consertar a situação: um de 869 - 870 e outro do ano  879 - 880. O primeiro é reconhecido pela Igreja Católica como sendo o Oitavo Concílio Ecumênico, enquanto que a Igreja Ortodoxa reconhece o segundo como tal, uma diferença que perdura até hoje.A controvérsia também envolveu os direitos de jurisdição sobre a recém-convertida Bulgária e também uma disputa doutrinária sobre a cláusula Filioque (que significa "e do Filho" e implicaria na "dupla procedência" do Espírito Santo), que fora adicionada ao credo niceno-constantinopolitano pela igreja latina e que se tornaria o ponto de ruptura (do ponto de vista teológico) que levaria ao Grande Cisma no século XI.


9)- LATRÃO I - 18/03 a 06/04 de 1123 - Papa: Calixto II (1119 - 1124) Assunto principal: confirmação da Concordata de Worms : por vezes chamada de Pactum Calixtinum por historiadores papais, foi um tratado entre o Papa Calisto II e o Sacro Imperador Henrique V, celebrado em 23 de setembro de 1122, perto de Worms. Encerrou a primeira fase da Questão das Investiduras entre o Papado e o Sacro Império Romano. Reconheceu ao Imperador o direito de investir bispos com a autoridade secular ("pela lança") nos territórios que estes governassem, mas não com a autoridade sagrada ("pelo anel e báculo").


10)- LATRÃO II - abril de 1139 - Papa: inocêncio II (1130 - 1143) Assunto principal: O cisma de Anacleto II. Pietro, de ascendência judaica, nasceu na poderosa família romana dos Pierleoni, filho do cônsul Pier Leoni. Como filho segundo e ambicioso, foi destinado à carreira eclesiástica. Estudou em Paris e entrou na abadia beneditina de Cluny. Mais tarde foi para Roma e desempenhou diversos cargos importantes. Em 1130 o Papa Honório II estava a morrer e Pierleoni estava determinado a suceder-lhe, mesmo que isso lhe custasse enormes subornos. Apesar do apoio dos habitantes e das famílias mais nobres da cidade, os inimigos políticos de Pierleoni contrariam-lhe os projetos e obrigaram o cardeal Gregorio Papareschi a candidatar-se. Este acabou por ser eleito como Papa Inocêncio II, mas a facção dos Pierleoni não aceitou o resultado e proclamou-o Anacleto II. Ambos os homens foram coroados papa a 23 de Fevereiro, começando assim o cisma.Os papas permaneceram em Roma e Anacleto tentou granjear o apoio da população gastando enormes quantias em presentes e festas exuberantes. Os governantes da Europa, e em especial Lotário II, o imperador, apoiavam Inocêncio II, deixando Anacleto com poucos apoiantes poderosos. Os mais importantes destes últimos eram um duque, Guilherme X da Aquitânia, o qual decidira apoiar o antipapa contra o conselho dos seus próprios bispos e o influente Rogério II da Sicília, cujo título de "Rei da Sicília" Anacleto aprovara pouco depois de ascender ao trono papal.Devido ao forte apoio de Rogério a Anacleto, Inocêncio viu-se forçado a deixar Roma e a ir viver em Pisa, enquanto Anacleto ocupava Roma. Bernardo de Claraval era o mais eloquente apoiante de Inocêncio e convenceu todos os apoiantes de Anacleto a passar para o lado de Inocêncio depois da morte daquele, o que pôs fim ao cisma, em 1138. Inocêncio pôde então regressar a Roma e governar sem oposição. O papa convocou rapidamente o II Concílio de Latrão em 1139 e reiterou os ensinamentos da Igreja contra a usura, o casamento dos clérigos, e outros problemas.


11)- LATRÃO III - 05 a 19 de março de 1179 Papa: Alexandre III ( 1159 - 1181) - assunto principal: A fixação da necessidade de dois terços dos votos na eleição de um Papa.


12)- LATRÃO IV - 11 a 30 de novembro de 1215 - Papa: Inocêncio III (1198 - 1216) Assunto principal: A confissão de fé contra os cataros; a transubstanciação na Eucaristia; a confissão e a comunhão anuais.


13)- LYON I - 28/06 a 17/07 de 1245 - Papa: Inocêncio IV (1243 - 1254) - Assunto principal: A deposição do imperador Frederico II - O primeiro concílio ecumênico realizado em Lyon foi presidido pelo Papa Inocêncio IV. O Papa, que vinha sendo ameaçado pelo Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Frederico II, chegou em Lyon em 2 de dezembro de 1244 e convocou o concílio para o ano seguinte. Por volta de duzentos e cinquenta prelados responderam, incluindo os Patriarcas latinos de Constantinopla, Antioquia e Patriarca de Aquileia (Veneza) e 140 bispos. O imperador latino Balduíno II de Constantinopla, Raimundo VII de Toulouse e Raimundo Berengário IV da Provença estava também entre os que participaram. Com Roma cercada pelo imperador Frederico, o Papa se utilizou do concílio para excomungar e depor o imperador assim como o rei de Portugal Sancho II. O concílio também dirigiu uma nova cruzada (a Sétima Cruzada), sob o comando de Luís IX da França, para reconquistar a Terra Santa. Na abertura, em 28 de junho, após cantarem Veni Creator, Spiritu, Inocêncio pregou sobre as cinco chagas da Igreja e as comparou com as suas próprias cinco mágoas:


1)-  O comportamento pobre tanto do clero quando dos leigos.
2)-  A insolência dos sarracenos, que ocuparam a Terra Santa.
3)- O Grande Cisma do oriente.
4)- A crueldade dos tártaros na Hungria.
5)- A perseguição da Igreja pelo imperador Frederico.


Na segunda sessão, em 5 de julho, o bispo de Calvi e um arcebispo espanhol atacaram o comportamento do imperador e, na sessão seguinte, em 17 de julho, Inocêncio proclamou a deposição do imperador. Ela foi assinada por cento e cinquenta bispos e aos dominicanos e franciscanos foi dada a responsabilidade de publicá-la. Porém, Inocêncio não possuía meios materiais para fazer valer o seu decreto.Além disso, o Concílio de Lyon também promulgou diversas outras medidas puramente religiosas:

-Obrigou os cistercienses a pagar o dízimo.
-Aprovou a regra monástica dos grão-montinos.
-Decidiu pela instituição da Oitava da Natividade de Nossa Senhora.
-Prescreveu que os cardeais deveriam utilizar o chapéu vermelho.
-Preparou trinta e oito constituições que foram posteriormente inseridas pelo Papa Bonifácio VIII em seus decretos. O mais importante deles decretou uma arrecadação adicional de um vigésimo sobre quaisquer benefícios por três anos para ajudar a libertação da Terra Santa.


14)- LYON II - 07/05 a 17/07 de 1274 - Papa: Gregório X (1271 - 1276) Assuntos principais: Procedimentos referentes ao conclave papal; união com os gregos e cruzadas.



15)- VIENA - 16/10 de 1311 a 06/05 de 1312 - Papa: Clemente V (1305 - 1314) Assunto principal: Supressão da Ordem dos Templários. O concilio de Viena também tratou de forma mínima o posicionamento da Igreja contra o modo de viver a pobreza dos franciscanos, chamados “Espirituais”, que adotavam ideias heréticas sobre a pobreza.As sugestões propostas para discussão pelo concílio sobre a reforma da Igreja não tiveram como objetivo uma melhoria moral, mas ao invés disso tentaram especificar o que constituiria a "pobreza" para o clero e proteger a autonomia da Igreja (um assunto premente na época). Estes assuntos foram também resolvidos na terceira sessão do concílio através da aprovação de um número indeterminado de rascunhos de constituições. Estas foram revisadas e outras fora adicionadas após o final do concílio, mas o trabalho não terminou antes da morte do Papa Clemente em 1314. Elas foram publicadas em 1317 pelo sucessor de Clemente, João XXII como uma coleção de leis canônicas chamadas de "Constitutiones Clementinae". Também, decretos de reformas.


16)- CONSTANÇA - 05/11 de 1414 a 22/04 de 1418 – Assuntos principais: Situação de vários antipapas: resignação do Papa romano, Gregório XII (1405 - 1415); deposição do Papa conciliar, João XXIII (1410 - 1415) em 29/05/1415; deposição do Papa avinhense, Benedito XIII (1394 - 1415) em 26/07/1417. Eleição de Martinho V em 11/11/1417. Extinção do Grande Cisma; condenação de João Hus; decreto relativo à supremacia do concílio sobre o Papa e decreto relativo à periodicidade dos concílios; concordata com as cinco nações conciliaristas.



17)- BASILEIA – FERRARA - FLORENÇA - Em Basileia de 23/07/1431 a 07/05/1437, em Ferrara de 18/09/1437 a 1º/01/1438, em Florença de 16/07/1439 a... ? em Roma, a partir de 25/04/1442 Papa: Eugênio IV (1431 - 1447) Assuntos principais: reunião com os gregos em 06/07/1439 com os armênios em 22/11/1439 com os jacobistas em 04/02/1442 - O concílio seu reuniu numa época em que o conciliarismo (Teoria conciliar, e ou doutrina que considera que o concílio ecumênico ou Universal como a autoridade suprema da Igreja, se faz  condicionalmente ou por princípio, sobre o papado) era forte e a autoridade papal, fraca. Sob pressão para promover as reformas eclesiásticas, Papa Martinho V sancionou um decreto do Concílio de Constança (9 de outubro de 1417) obrigando o papado a convocar concílios gerais periodicamente. A luta pela união do ocidente e oriente em Ferrara e em Florença, ainda que promissora, nunca deu resultados. Enquanto progressos pela união no oriente continuaram a ser feitos nas próximas décadas, todas as esperanças de uma reconciliação foram estraçalhadas com a queda de Constantinopla em 1453.Já a disputa de dezessete anos para defender o conciliarismo, em Basileia e em Lausanne, terminou também em derrota. O Papado, tão abalado em suas fundações durante o Cisma do Oriente, atravessou estas tribulações com uma vitória de Pirro. A era de grandes concílios do século XV terminou e a constituição da Igreja Católica Romana continuou monárquica. O concílio em Basileia abriu com apenas uns poucos bispos e abades presentes, mas cresceu rapidamente e acabou tendo uma maioria de religiosos de ordens menores sobre os bispos. A postura inicial foi antipapal, proclamando a superioridade do concílio sobre o Papa e prescrevendo uma profissão de fé do sumo pontífice, um juramento que deveria ser feito por todos os Papas em sua eleição. Quando o concílio foi transferido de Basileia para Ferrara em 1438, alguns permaneceram em Basileia (como Nicolau de Cusa), ainda alegando serem parte do "verdadeiro concílio". Eles elegeram Amadeu VIII de Saboia como o Antipapa Félix V. Expulsos de Basileia em 1448, eles se mudaram para Lausanne, onde Félix, o único reclamante ao trono papal a ter feito a profissão de fé proposta em Basileia, renunciou. No ano seguinte, o eles decretaram o fechamento do que eles ainda acreditavam ser o Concílio de Basileia.O concílio enquanto isso tinha negociado com sucesso a reunificação com diversas Igrejas Ortodoxas, conseguindo acordos em assuntos como a primazia papal, a inclusão da cláusula Filioque no credo e o purgatório, uma novidade recente no léxico teológico latino. O item mais importante em discussão, previsivelmente, era o poder papal, no sentido de um poder direto e que não responde à ninguém, sobre todas as Igrejas ortodoxas nacionais (sérvia, búlgara, russa, georgiana, armênia etc.) em troca de assistência militar contra os turcos otomanos. O partido grego, sob forte pressão do imperador bizantino, aceitou, por razões puramente políticas, as demandas do grupo papal. Apenas Marcos de Éfeso rejeitou a união entre os ortodoxos gregos. Os russos, tendo ouvido rumores desta teologia puramente política, rejeitaram furiosamente a união e expulsaram quaisquer prelados que fossem minimamente simpáticos à ideia. É claro que a ajuda do ocidente ao Império Bizantino nunca se materializou e a queda de Constantinopla ocorreu em 1453. O concílio declarou também que o grupo que estava reunido em Basileia eram hereges e os excomungou. Finalmente, em 1441, a superioridade do Papa sobre os concílios foi reafirmanda na bula papal Etsi non dubitemus de 20 de abril.Por fim, diversas das questões e tensões levantadas sobre as reformas iriam provocar, no século seguinte, a Reforma Protestante. Talvez, o legado mais importante do concílio foram as palestras sobre a literatura clássica grega dadas em Florença por muitos dos delegados de Constantinopla, incluindo o renomado neoplatonista Gemistus Pletho. Elas ajudaram a catalisar o renascimento do humanismo.




18)- LATRÃO V - 10/05/1512 a 16/03/1517 Papas: Júlio II (1503 - 1413) e Leão X (1513 - 1521) - Assunto principal: Contra o concílio cismático de Pisa (1511-1512); decretos de reformas - O Quinto Concílio de Latrão foi o maior dos concílios ecumênicos medievais. Foi convocado pelo papa Júlio II. Depois da morte deste em 1513, foi continuado pelo papa Leão X. Neste concílio foi decretada a condenação dos erros de Joaquim de Fiore, que pregava o fim do mundo para breve, apoiando-se em falsa exegese bíblica. Declaração definitiva da existência dos demônios como sendo a princípio anjos bons que abusaram do seu livre arbítrio pecando.Um dos importantes pontos discutidos na V Concílio de Latrão, trata da imortalidade da alma. À época de sua convocação rondavam os católicos as doutrinas que diziam ser a alma humana una, de modo que seria a alma humana universal imortal, e não a alma de cada indivíduo. Assim, tal concílio preocupou-se em oferecer aos fiéis uma doutrina oficial, que determinava ser individual a alma humana e ser esta, indiscutivelmente, imortal. Outras decisões importantes deste concílio foram:


-Rejeitou o cismático concílio de Pisa (1511-1512).
-Decretos de reforma da formação do clero, sobre a pregação, etc.
-Condenou a Pragmática Sanção de Bourges, declaração que favorecia a criação de uma Igreja Nacional da França.
-Assinatura de uma Concordata que regulamentava as relações entre a Santa Sé e a França.


19)- TRENTO -  13/12/1545 a 04/12/1563 (em três períodos) Papas: Paulo II (1534 - 1549) ; Júlio III (1550 - 1555) e Pio IV (1559 - 1565) - Assuntos principais: A contra a Reforma de Lutero; doutrina sobre a Escritura e a Tradição, o pecado original e a justificação, os sacramentos e a missa, a veneração dos santos, decretos de reforma.



20)- VATICANO I - 08/12/1869 a 18/07/1870 Papa: Pio IX (1846´1878) Assuntos principais: As principais decisões do Concílio foram conceber uma Constituição dogmática intitulada "Dei Filius", sobre a Fé católica e a Constituição Dogmática "Pastor Aeternus", sobre o primado e infalibilidade do Papa, somente quando se pronuncia "ex-cathedra", em assuntos de fé e de moral. E tratou-se de questões doutrinárias que eram necessárias para dar novo alento e informar melhor sobre assuntos essenciais de Fé. Para além de proclamar como dogma a Infalibilidade Papal, objetivava combater o Galicanismo (Esta concepção provém do governo absolutista de Luís XIV de França e das ideias de Jacques-Bénigne Bossuet. A Igreja estaria submetida ao Estado e o poder do rei asseguraria o bem-estar dos súditos. O resumo destas ideias estão expressas na "Declaração do clero galicano", redigido por Bossuet em 1682). O Concílio, ao defender os fundamentos da fé católica, condenou os erros do Racionalismo, do Materialismo e do Ateísmo.



21)- VATICANO II - 11/10/1962 a 07/12/1965 - Papas: João XXIII (1958 - 1963) e Paulo VI (1963 - 1978) Assuntos principais: Foi convocado no dia 25 de Dezembro de 1961, através da bula papal "Humanae salutis", pelo Papa João XXIII. Este mesmo Papa inaugurou-o, a ritmo extraordinário, no dia 11 de outubro de 1962. O Concílio, realizado em 4 sessões, só terminou no dia 8 de dezembro de 1965, já sob o papado de Paulo VI. Nestas quatro sessões, mais de 2.000 Prelados convocados de todo o planeta discutiram e regulamentaram vários temas da Igreja Católica. As suas decisões estão expressas nas 4 constituições, 9 decretos e 3 declarações elaboradas e aprovadas pelo Concílio.Apesar da sua boa intenção em tentar atualizar a Igreja, os resultados deste Concílio, para alguns estudiosos, ainda não foram totalmente entendidos nos dias de hoje, enfrentando por isso vários problemas que perduram. Para muitos estudiosos, é esperado que os jovens teólogos dessa época, que participaram do Concílio, salvaguardem a sua natureza; depois de João XXIII, todos os Papas que o sucederam até Bento XVI, inclusive, participaram do Concílio ou como Padres conciliares (ou prelados) ou como consultores teológicos (ou peritos).Em 1995, o Papa João Paulo II classificou o Concílio Vaticano II como "um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo". Ele acrescentou também que esta "reflexão global" impelia a Igreja "a uma fidelidade cada vez maior ao seu Senhor. Mas o impulso vinha também das grandes mudanças do mundo contemporâneo, que, como “sinais dos tempos”, exigiam ser decifradas à luz da Palavra de Deus".No ano 2000, João Paulo II disse ainda que: "o Concílio Vaticano II constituiu uma dádiva do Espírito à sua Igreja. É por este motivo que permanece como um evento fundamental não só para compreender a história da Igreja no fim do século mas também, e sobretudo, para verificar a presença permanente do Ressuscitado ao lado da sua Esposa no meio das vicissitudes do mundo. Mediante a Assembleia conciliar, pôde-se constatar que o património de dois mil anos de fé se conservou na sua originalidade autêntica".Segundo a visão oficial da hermenêutica da continuação, existem ainda vários problemas pós-conciliares que perduram até aos nossos dias,porque, segundo alguns estudiosos, este Concílio ainda não foi totalmente compreendido. Esta posição foi defendida pelo Sínodo dos Bispos de 1985, que constatou uma "ignorância não pequena de grande parte dos cristãos para com os conteúdos conciliares". Este sínodo também "afirmou que em muitos contextos o Concílio estava sendo usado de forma manipulada, conforme as necessidades das situações, ou seja, estaria sendo esvaziado de seu sentido original, perigo este não desprezível".Logo, na Carta Apostólica "Tertio milennio adveniente" (1994), o Papa João Paulo II convidou a Igreja a "um irrenunciável exame de consciência, que deve envolver todas as componentes da Igreja, [e que] não pode deixar de haver a pergunta: quanto da mensagem conciliar passou para a vida, as instituições e o estilo da Igreja? Por estas razões, os efeitos do Concílio são ainda vistos de forma controversa por alguns sectores católicos, principalmente pelo catolicismo tradicionalista, que se opõe a vários pontos (ou até à maioria) das decisões do Concílio Vaticano II, nomeadamente em questões como a reforma litúrgica, a liberdade religiosa e o ecumenismo. Os católicos ultra tradicionalistas acusam o Concílio de, em vez de trazer uma lufada de ar fresco para Igreja, ser uma das causas principais da atual "crise na Igreja", que é caracterizado, como por exemplo, na "corrupção da fé e dos costumes",no declínio do número das vocações sacerdotais e de católicos praticantes e na perda de influência da Igreja no mundo ocidental. Sobre esta mesma crise eclesial, alguns teólogos modernistas, como Andrés Torres Queiruga (que nega a ressurreição real de Cristo, alegam que a sua causa principal "é a infidelidade ao Concílio Vaticano II e o medo das reformas exigidas".O Papa João Paulo II, em 1995, afirma que não há ruptura:“Graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não marcou a ruptura com o passado, mas soube valorizar o património da inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos desafios da nossa época. À distância de trinta anos [do Concílio], é mais do que nunca necessário retornar àquele momento de graça”.Em 2000, João Paulo II afirmou também que:“A "pequena semente", que João XXIII lançou [no Concílio], cresceu e deu vida a uma árvore que já alarga os seus ramos majestosos e frondosos na Vinha do Senhor. Ele já deu numerosos frutos nestes 35 anos de vida e ainda dará muitos outros nos anos vindouros. Uma nova estação abre-se diante dos nossos olhos: trata-se do tempo do aprofundamento dos ensinamentos conciliares, o período da colheita daquilo que os Padres conciliares semearam e a geração destes anos cuidou e esperou. O Concílio Ecumênico Vaticano II constitui uma verdadeira profecia para a vida da Igreja; e continuará a sê-lo por muitos anos do terceiro milênio há pouco iniciado. A Igreja, enriquecida com as verdades eternas que lhe foram confiadas, ainda falará ao mundo, anunciando que Jesus Cristo é o único verdadeiro Salvador do mundo: ontem, hoje e sempre!”Em 2005, o Papa Bento XVI defendeu também a mesma ideia do seu predecessor, dizendo que:“Quarenta anos depois do Concílio podemos realçar que o positivo é muito maior e mais vivo do que não podia parecer na agitação por volta do ano de 1968. Hoje vemos que a boa semente, mesmo desenvolvendo-se lentamente, cresce todavia, e cresce também assim a nossa profunda gratidão pela obra realizada pelo Concílio. Assim podemos hoje, com gratidão, dirigir o nosso olhar ao Concílio Vaticano II: se o lemos e recebemos guiados por uma justa hermenêutica, ele pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a sempre necessária renovação da Igreja.”



Concílios da ainda “Igreja Indivisa” (aceitos também, pelos Ortodoxos):


-Ano 50 - Concílio de Jerusalém: Ruptura com alguns preceitos judaicos (circuncisão) e a instituição de preceitos cristãos apostólicos.

-Ano 325 - 1º C. de Niceia:  Contra o arianismo e definição do Credo Niceno Constantinopolitano.

- Ano 381   1º Concílio de Constantinopla: Finalização do Credo Niceno Constantinopolitano.

- Ano 432   C. de Éfeso: Contra o nestorianismo.

- 451   C. de Calcedónia:Contra o monofisitismo princípio da união hipostática.

- Ano 553   2º Constantinopla: Contra os nestorianos.

- Ano 681   3º Constantinopla: Contra o monotelitismo.

- Ano 767   2º C. de Niceia:  Legaliza veneração de imagens.



*Obs.: Anos 867 e 1064: Cismas entre as Igrejas Romana e Ortodoxas.



Bibliografia:


- Wikipedia.

- Site Cleofas – Prof. Felipe Aquino.

- Denzinger – Hunermann (Compêndio dos símbolos,definições e declarações de fé e moral – Ed. Paulinas/Loyola).



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7 de março de 2019 11:08

Quais sãos as fontes bibliográficas

7 de março de 2019 20:09

Prezado Davi Alves,

Seguem as fontes bibliográficas (retiradas principalmente da última):

Bibliografia:


- Wikipedia.

- Site Cleofas – Prof. Felipe Aquino.

- Denzinger – Hunermann (Compêndio dos símbolos,definições e declarações de fé e moral – Ed. Paulinas/Loyola).

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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