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Novena Solene e oficial ao Espírito Santo do papa Leão XIII

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 24 de maio de 2015 | 17:18
























Da origem da Novena de Pentecostes:



No fim do século XIX, a Beata Elena Guerra, fundadora das Irmãs Oblatas do Espírito Santo, em Lucca, Itália, pediu insistentemente ao Papa Leão XIII para reconduzir a Igreja ao Cenáculo. De 1895 a 1903, a Irmã Elena, movida pelo Espírito Santo, escreveu doze cartas confidenciais ao Papa pedindo-lhe uma renovação da pregação sobre o Espírito Santo.




(Beata Elena Guerra e Papa Leão XIII)



Nos seus diferentes escritos ao Sumo Pontífice, ela exortava-o a convidar os fiéis a redescobrir o que é uma vida vivida sob a ação do Espírito Santo. Na sua oração, ela pedia uma renovação da Igreja, a unidade dos cristãos, uma renovação da sociedade e por isso mesmo “uma renovação da face da terra”.




No seu coração, havia a ideia de um Pentecostes permanente; dizia ela:




“O Pentecostes não terminou; de fato é sempre Pentecostes em todos os tempos e em todos os lugares, porque o Espírito Santo deseja ardentemente dar-se a todos os homens e, aqueles que o desejam, podem recebê-lo sempre; portanto não temos nada a invejar aos Apóstolos e aos primeiros cristãos; nós só temos que nos dispor como eles, a recebê-lo bem e Ele virá a nós como veio a eles”.






Para pedir esta renovação, a Irmã Elena teve também a idéia de um movimento mundial de oração segundo o modelo do Cenáculo de Jerusalém, onde Jesus celebrou a última Ceia. Exatamente onde no dia de Pentecostes, Jesus cumpriu a sua promessa de enviar o Espírito Santo, enquanto cento e vinte pessoas, entre as quais os Apóstolos e Maria, Mãe de Jesus, estavam reunidos em oração incessante. A Irmã Elena declarava:





“Oh, se de todos os lugares da cristandade, se pudesse elevar ao Céu uma oração tão unânime e fervorosa como a do Cenáculo de Jerusalém, para reacender o fogo do Espírito Divino!”




(Beata Elena Guerra)





Incitado pela Irmã Elena, Leão XIII publicou vários documentos importantes sobre o Espírito Santo:


1)- Primeiro, em 1895, escreveu uma Carta Apostólica, Provida Matris Caritate, a qual terminava pedindo aos fiéis para rezarem uma novena solene (9 dias de oração) ao Espírito Santo, entre as Festas da Ascensão e do Pentecostes, suplicando a unidade dos cristãos. 


2)-Houve um segundo documento em 1897, uma Encíclica sobre o Espírito Santo, Divinum Illud Munus, que terminava também convidando os fiéis a lembrarem-se da novena solene que tinha sido pedida em 1895.




Declarava que a novena não era para ser limitada a um único ano, mas que devia ser uma novena perpétua, celebrada cada ano entre as Festas da Ascensão e do Pentecostes e sempre com a mesma intenção: “a unidade dos cristãos.”





Iniciamos a Novena no sábado, dia 15 de maio, e encerramos na Vigília do Domingo de Pentecostes, dia 23:






Rosário do Espírito Santo (Beata Elena Guerra)


Início: Vinde ó Deus em meu auxílio. Socorrei-me sem demora. Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre, pelos séculos do séculos. Amém.




Em cada mistério: Pede-se um Dom do Espírito (contas grandes que correspondem ao Pai-Nosso do rosário mariano.




Repete-se 7 vezes:Pai Santo, no nome de Jesus, manda o teu Espírito para renovar o mundo! (Contas pequenas que correspondem as Ave-Marias).Conclui-se com: Ó Maria, que por obra do Espírito Santo, concebestes o Salvador, roga por nós.




1. Vem, ó Espírito de Sabedoria, desapega-nos das coisas da terra e infunde em nós o amor e o gosto pelas coisas do céu. – Pai Santo…

2. Vem, ó Espírito de Inteligência, ilumina a nossa mente com a luz da Tua Eterna verdade e a enriquece de santos pensamentos. – Pai Santo…

3. Vem, ó Espírito de Conselho, faz-nos dóceis às tuas inspirações e guia-nos na via da salvação. – Pai Santo…

4. Vem, ó Espírito de Fortaleza, e dá-nos a força, constância e vitória nas batalhas contra nossos inimigos espirituais. – Pai Santo…

5. Vem, ó Espírito de Ciência, seja o mestre de nossas almas e ajuda-nos a colocar em prática os seus ensinamentos. – Pai Santo…

6. Vem, ó Espírito de Piedade, vem habitar nos nossos corações para possuir e santificar todos os nossos afetos. – Pai Santo…

7. Vem, ó Espírito de Santo Temor de Deus, reina sobre a nossa vontade e faz que sejamos sempre dispostos a sofrer todos os males, antes que pecar. Pai Santo…






(Maria esposa do Espírito)



Invocação a Maria




Ó puríssima Virgem Maria, que em tua Imaculada Conceição, foste constituída pelo Espírito Santo em tabernáculo eleito da Divindade. Roga por nós:


R.: Para que o Paráclito venha logo a renovar a face da terra. Ave Maria…

Ó Puríssima Virgem Maria, que no Mistério da Encarnação foste constituída verdadeiramente Mãe de Deus. Roga por nós:

R.: Para que o Paráclito… Ave Maria…

Ó Puríssima Virgem Maria que perseverando em oração no Cenáculo com os apóstolos, foste abundantemente inflamada pelo Espírito Santo. Roga por nós:

R.: Para que o Paráclito… Ave Maria…



Oração final



Venha sobre nós o teu Espírito Senhor, transforme-nos interiormente com teus dons: criai em nós um novo coração, para que, possamos agradar-te e conformar-nos à tua santa vontade. Por Cristo Nosso Senhor. Amém




Novena oficial em honra do Divino Espírito Santo




A novena do Espírito Santo é o modelo de todas as novenas. Por ordem de Jesus a celebrou a Virgem Maria em união com os Apóstolos, como preparação à vinda do Espírito Santo Consolador. O Papa Leão XIII enriqueceu-a com muitas indulgências. Devemos, pois, celebrá-la, cada ano, com muito fervor; e a devotíssima Seqüência, que forma parte da novena, deve ser uma das nossas fórmulas de oração vocal mais favoritas.



Seqüência da Missa de Pentecostes:


“Vinde, Espírito Santo e enviai do céu um raio de Vossa luz.Vinde, Pai dos pobres, vinde, distribuidor dos bens, vinde luz dos corações.Consolador ótimo, doce hóspede das almas e suave refrigério.Nos trabalhos sois o repouso, no calor o frescor, nas lágrimas a consolação.Ó luz beatíssima, inflamai o íntimo dos corações dos Vossos fiéis.Sem a Vossa graça nada há no homem, nada de inocente.Lavai o que é sórdido, regai o que é seco, sarai quem está ferido.Dobrai o que é duro, abrasai o que é frio e reconduzi o desviado.Concedei aos Vossos servos, que em Vós confiam, os sete dons sagrados.Dai-lhes o mérito das virtudes, o êxito da salvação e a alegria perene.  Amém.”




Ó Espírito Santíssimo, fogo sagrado que alumiais as almas e abrasais os corações:  por misericórdia Vossa, Senhor, a nossa pobre alma Vos deseja, invoca-Vos e Vos procura para que a purifiqueis das suas manchas, para que a ilumineis nas suas trevas e lhe comuniqueis os Vossos dons.  Sim, dignai-Vos consagrar a nossa alma com a unção da Vossa graça, para que ela se converta em templo Vosso.  Purificai a nossa memória, para que ela sempre recorde os Vossos benefícios; ilustrai o nosso entendimento, para que saiba meditar a Vossa lei; inflamai a nossa vontade, para que ela, respeitosa e dócil, se submeta em tudo à Vossa vontade.  E visto que somos tão miseráveis, purificai todos os afetos do nosso coração, para que ele se torne digno dos Vossos dons.




Jaculatórias:



1° Vinde, Divino Espírito,
Vinde, ó dom da ciência,
Dispor-me para que seja
Digno de Vossa assistência.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.
              
2° Vinde Divino Espírito,
Vinde, dom de piedade
Nesta divina virtude
Inflamai a minha vontade.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

3° Vinde, Divino Espírito,
Dar-me um santo temor,
Para que a toda a culpa
Tenha minha alma horror.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.










Oração para pedir os 7 dons do Espírito Santo:




“Ó Jesus, que antes de subirdes aos céus, prometestes aos Vossos Apóstolos e discípulos enviar-lhes o Espírito Santo para os consolar e fortalecer, dignai-Vos fazer descer também sobre nós este Espírito consolador.Vinde Espírito de sabedoria, e fazei-nos  conhecer a verdadeira felicidade dando-nos os meios para consegui-la.Vinde, Espírito de inteligência, que, por Vossa divina luz, nos fazeis penetrar as verdades e os mistérios de nossa santa Religião.Vinde, Espírito de conselho, e ajudai-nos a discernir em todas as ocasiões o que devemos fazer para cumprir com a Vossa divina vontade.Vinde, Espírito de fortaleza, e prendei-nos a Deus e aos nossos deveres de maneira que nada jamais nos possa abalar.Vinde, Espírito de ciência que, único, nos podeis dar o perfeito conhecimento de Deus e de nós mesmos. Pedimo-Vos esta ciência divina e única necessária com todo o ardor de nossa alma.Vinde, Espírito de piedade, para que saibamos executar com alegria e prontidão o que Deus nos manda e para que, pela unção de Vosso divino amor, achemos verdadeiramente leve e suave o jugo do Senhor.Vinde, Espírito de temor de Deus, e fazei-nos evitar com o maior cuidado tudo o que possa desagradar ao nosso Pai celestial. Glória a Vós, Pai Eterno, que com o Vosso Filho único e o Espírito consolador, viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.  Amém.”










Hino “Veni Creator”




Veni, Creator Spíritus:
Vinde, Espírito Criador,
mentes tuórum visita,
visitai as almas dos Vossos;
imple supérna grátia,
enchei de graça celestial
quae tu creásti péctora.
os corações que criastes!


Qui díceris Paráclitus,
Sois o Divino Consolador,
altíssimi donum Dei,
o dom do Deus Altíssimo,
fons vivus, ignis, cáritas,
fonte viva, o fogo, a caridade,
et spiritális únctio.
a unção dos espirituais.


Tu septifórmis múnere,
Com os Vossos sete dons:
dígitus paternae déxterae,
sois o dedo da direita de Deus,
tu rite promíssum Patris,
Solene promessa do Pai
sermóne ditans gúttura.
Inspirando nossas  palavras.


Accénde lumen sénsibus,
Acendei a luz nos sentidos;
infunde amórem córdibus:
insuflai o amor nos corações,
infírma nostri córporis
amparai na constante virtude
virtúte firmans pérpeti.
a nossa carne enfraquecida.


Hostem repéllas lóngius,
Afastai para longe o inimigo;
pacémque dones prótinus;
Trazei-nos prontamente a paz
ductóre sic te praevio
Assim guiados por Vós
vitemus omne noxium
Evitaremos todo o mal.


Per te sciámus da Patrem,
Por Vós explicar-se-á o Pai
noscamus atque Filium;
E conheceremos o Filho;
teque utriúsque Spíritum
Dai-nos crer sempre em Vós
credamus omni témpore.
Espírito do Pai e do Filho.


Deo Patri sit glória,
Glória ao Pai, Senhor,
et Fillio, qui a mórtuis
Ao Filho que ressuscitou
surréxit, ac Paráclito,
Assim como ao Consolador.
in saeculórum saecula.
Por todos os séculos. Amém


V/ Emítte Spíritum tuum, et creabúntur.
R/ Et renovábis fáciem terrae. 
V/  Enviai, Senhor, o vosso espírito e tudo será criado 
 R/ E renovareis a face da terra




Oração:



Deus qui corda fidélium Sancti Spíritus illustratióne docuísti: da nobis in eódem Spíritu recta sápere; et de ejus semper consolatióne gaudére. Per Christum dominum nostrum. Amém



Tradução: Ó Deus, que ilustrastes os corações dos fiéis com as luzes do Espírito Santo, dai-nos, pelo mesmo Espírito, procurar o que é reto, e nos alegrarmos sempre com a sua consolação.  Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém










Invocação do Espírito Santo




A invocação do Espírito Santo é uma oração católica. É derivada do Hino em Latim Veni Creator Spiritus, e apresenta ao menos três diferentes versões, em função de variações da tradução do texto original.





Versão 1- Corresponde à primeira parte da Novena de Pentecostes:



Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis, e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra.Oremos:Ó Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo este mesmo Espírito e gozemos sempre de Sua consolação.Por Cristo Senhor nosso.Amém




Versão 2 - Corresponde à primeira parte da Novena do Breve do Espírito Santo:



Vem, Espírito Santo, enchei os corações de teus fiéis e acende neles a chama de teu amor.Oh! Deus, que com a luz do Espírito Santo iluminas os corações de teus fiéis, concedei-nos que guiados pelo mesmo Espírito, desfrutemos do que é reto e tenhamos sua alegria celestial.



Versão 3 - Provavelmente mais antiga que as demais, corresponde à tradução do Latim usado pelas Cônegas de Santo Agostinho no início do século XX:




Vinde, Espirito Santo, enchei os corações de Vossos Fiéis. E neles acendei o fogo sagrado de Vosso Amor.Enviai o Vosso Espírito, Senhor, e que tudo seja criado,E assim renovareis a face da Terra.Ó Deus, que iluminastes os corações de Vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo,Dai-nos pelo mesmo Espírito o dom da verdadeira sabedoria.E de sempre gozar de Sua consolação.Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor,Assim seja.


-Abri Sr os meus lábios, e minha boca anunciará os vossos louvores!

-Vinde ó Deus em meu auxílio ! Apressai-vos em socorrer-me sem demora!

-Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!




ORAÇÃO:



“Espírito Santo, divino Paráclito, pai dos pobres, consolador dos aflitos, santificador das almas, eis-me aqui prostrado na vossa presença; adoro-Vos com a mais profunda submissão, e repito mil vezes com os Serafins que estão diante de vosso trono: “Santo! Santo! Santo!”.Creio firmemente que sois eterno, da mesma substância do Pai e do Filho. Espero que, pela vossa bondade, santificareis e salvareis a minha alma. Amo-Vos, ó Deus de amor; amo-Vos mais do que todas as coisas, com todos os meus afetos, porque sois a bondade infinita, única digna de todo o meu amor.Insensível às vossas santas inspirações, quantas vezes, ai! Tive a ingratidão do Vos ofender: peço-Vos mil vezes perdão e pesa-me sumamente ter-Vos desagrado, ó Bem supremo!Ofereço-Vos o meu coração, frio como é, e Vos suplico façais nele entrar um raio da vossa luz; uma centelha do vosso amor, para derreter o gelo tão duro das minhas iniquilidades.Vós, que enchestes de imensas graças a alma de Maria, e abrasastes com zelo santo os corações dos Apóstolos, dignai-Vos também de abrasar no vosso amor o meu coração. Vos sois um espírito divino, fortificai-me contra os maus espíritos; sois Fogo, acendei em mim o fogo do vosso amor; sois Luz, esclarecei-me fazendo que eu conheça as coisas eternas; sois uma Pomba, dai-me costumes puros; sois Sopro cheio de doçura, dissipai as tempestades que as paixões levantam em mim; sois Língua, ensinai-me a maneira de Vos louvas sem cessar; sois uma Nuvem, cobri-me com a sombra da vossa proteção. Enfim, sois o Autor de todos os dons celestes: ah! Vos Conjuro, vivificai-me pela vossa graça; santificai-me pela vossa caridade, governai-me pela vossa sabedoria, adotai-me como filho pela vossa bondade, e salvai-me pela vossa infinita misericórdia, para que não cesse jamais de Vos bendizer, louvas e amar, primeiro na terra durante minha vida, e depois no céu por toda a eternidade. Assim seja.”


 Rezar Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.









Beata Elena Guerra (Lucca, 23 de junho de 1835 — Lucca, 11 de abril de 1914) foi uma religiosa italiana, teóloga,professora e fundadora da Congregação das Irmãs Oblatas do Espírito Santo (chamada de Santa Zita). Ela foi beatificada pelo Papa João XXIII em 1959.




Elena Guerra, depois de viver várias experiências típicas do laicato católico, como o cuidado de doente e o catecismo de crianças, ela decidiu se dedicar a uma vida religiosa mais intensa.



Em 1882, ela fundou uma comunidade de mulheres leigas na vida ativa de Lucca, dedicada à educação das meninas e dedicado a Santa Zita, padroeira da cidade. Era uma comunidade sem votos, uma associação de voluntários dedicados ao ensino. Mais tarde, a instituição será reconhecida pela Igreja Católica como uma Congregação religiosa. Com a sua comunidade, Beata Elena Guerra já tinha alguns problemas e conflitos, mas sentia-se mais e mais chamada para difundir a devoção ao Espírito Santo.



A propagação naqueles anos de práticas espíritas e anti-clericalismo do estado italiano empurrou Elena Guerra a publicar dezenas de pequenos livretos e convenceu-a de ir diretamente ao Papa Leão XIII, afim de que a Igreja a redescobrisse a ação e o operar do Espírito Santo de Deus.


Ela também pedia que fosse rezado diariamente o Rosário do Espírito Santo.



Contatos com o Papa Leão XIII:


Elena Guerra permaneceu durante toda a sua vida, com exceção de duas viagens a Roma, em sua terra natal (Lucca). Depois de suas cartas ao Papa Leão XIII, ele escreveu três artigos sobre o Espírito Santo:


1)-A Carta Apostólica Provvida Matris Charitate;
2)-A Encíclica Divinum Illud Munus;
3)-A Carta aos Bispos Ad fovendum in Cristiano populo.



O breve Provvida Matris Charitate de 5 de maio de 1895, a encíclica Divinum Illud Munus de 9 de maio de 1897 e a exortação Ad fovendum in Cristiano populo de 1902 são a resposta do Papa, e representam um momento importante no desenvolvimento da Doutrina Católica sobre o Divino Espírito Santo.


Escritora, teóloga, educadora e apóstola desde antes de se tornar freira, é considerada a precursora do movimento da Renovação Carismática Católica, considerada a apóstola do Espírito Santo. 



Ela e Papa Leão XIII, que escreveu a primeira Encíclica ao Espírito Santo na história da Igreja, são duas figuras proféticas do pentecostalismo Católico. O hoje Santo Papa João XIII abriu o Concílio Vaticano II pedindo para a Igreja a graça de um Novo Pentecostes. (Leia abaixo a 1ª carta escrita pela beata chamada de “Escritos de Fogo”).




Elena Guerra viveu nutrindo um único sonho nascido de seu chamado profético na Igreja:



Fazer o Espírito Santo mais conhecido, amado e invocado. Vendo o mundo de sua época pervertido por Satanás e uma multidão de almas se distanciando do Coração de Deus, Elena é convencida pelo Senhor a iniciar um grande epistolário com o Papa Leão XIII. Em suas cartas, ela pede ao Papa que chame novamente os cristãos para um retorno ao Cenáculo. Pela Novena de Pentecostes, desejava que fosse pregada a Palavra, a fim de que, os ensinamentos divinos iluminassem as mentes para o conhecimento do Espírito Santo e movesse a vontade dos cristãos para corresponderem às suas santas inspirações.



Elena escreve com amor e respeito de filha, mas com coragem e ousadia de profeta. A sua insistência, unida à sua vida profunda de oração e invocação ao Espírito Santo, juntamente com suas audaciosas iniciativas, alcança de Leão XIII, três documentos importantes:



1)- O Breve “Provida Matris Charitate” de 5 de Maio de 1895, quando o Papa promulga a obrigação da Novena de Pentecostes para a Igreja inteira.


2)- A Encíclica “Divinum Illud Munus” de 9 de Maio de 1897.


3)- A Carta aos Bispos “Ad fovendum in Christiano Populo” de 18 de abril, como um pedido reforçado para celebrar a Novena todos os anos e maior diligência da parte dos pregadores para que transmitissem ao povo a doutrina sobre o Espírito Santo.



A figura desconhecida, mas grandiosa de Elena Guerra, que se ergue na Igreja como aquela que mais escreveu sobre o Divino Espírito, levará o Papa a consagrar o difícil Século XX ao Espírito Santo. Estava aberta a porta do Cenáculo e o mundo Católico, Ortodoxo e Protestante veria o grande derramamento do Espírito ao longo do século, impulsionado, sobretudo, pelos grandes avivamentos carismáticos que perduram até hoje.



Os Católicos Brasileiros, sobretudo, os que se encontram na Igreja através da Renovação Carismática, precisam conhecer estes documentos. Eles são a nossa raiz! Estão neles a segurança da nossa ortodoxia! A vida eclesial e profundamente carismática da Beata precisa ser conhecida pelos brasileiros que amam o Espírito Santo.Eis o objetivo destes Escritos de Fogo.



A vitalidade espiritual e a teologia especulativa e orante da Beata em seus escritos pneumatológicos levam o leitor a uma verdadeira paixão pelo Divino Paráclito e a um desejo profundo pela vida no Espírito.



Não é exagero aproximar Elena Guerra das grandes doutoras da Igreja, não por milagrosas manifestações carismáticas, mas por sua elevação teológica e seu fecundo apostolado pela renovação da Igreja através do retorno dos fiéis ao Espírito Santo.As cartas de espiritualidade cristã sempre tiveram um lugar privilegiado. Como não recordar das Cartas de São Paulo? As 270 cartas de Agostinho? As 6795 cartas de Santo Inácio de Loyola? As 266 de Santa Teresinha? As 633 do Pe. Pio e de Santa Catarina de Sena, analfabeta e Dra. da Igreja?



Elena escreveu muitas obras dedicadas ao Espírito Santo e também muitas cartas. Muitas delas se perderam. Hoje temos 740 de sua autoria. Dom Bosco a chamou de “caneta de ouro”, e as irmãs costumavam dizer que a escrita era para Elena “o oitavo dom do Espírito Santo”. Ao Papa Leão XIII, Elena escreve 14 cartas. Nem todas foram entregues e uma delas se perdeu.


Elena foi uma voz isolada, uma navegadora solitária quando começou a escrever sobre o Espírito Santo, denominado, até então, “divino desconhecido”. Ela é precursora de uma literatura carismática na Igreja Católica que poucos conhecem.



Creio que não haja hora melhor para viver as intuições proféticas dos “Escritos de Fogo”, momento em que a Igreja na América Latina se convence de que “Necessitamos de um Novo Pentecostes!” (Documento de Aparecida Nº 548).


Elena Guerra pode ser apresentada como um modelo de discípulo missionário para que todos os batizados se tornem apóstolos do Espírito Santo e da efusão de Pentecostes. Só assim, começaremos a ver a renovação da face da Terra, só assim nossos povos receberão a vida Daquele que “É Senhor e dá a Vida”!




Oremos como Elena: “Veni Sancte Spiritus!”





Primeira carta da Beata Elena Guerra para o papa Leão XIII



Em 17 de abril de 1895.



Santíssimo Pai,



"Uma pobre filha de Vossa Santidade, já há mais de sete anos, deseja ardentemente manifestar ao comum Pai dos Fiéis, um vivo desejo; depois de ter por tanto tempo guardado e rezado, finalmente lhe decide expor com tanto apreço.

Santo Padre, o mundo é mal, o espírito de satanás triunfa na pervertida sociedade e uma multidão de almas se distancia do Coração de Deus. Nestas tristes condições, os cristãos não pensam em dirigir unânimes súplicas Àquele que pode “renovar a face da terra”.


Fazem tantas novenas e isso é bom. Mas, a única que foi pedida pelo próprio Salvador e feita por Maria Santíssima e os apóstolos, é agora quase completamente esquecida.


São louvados pelos pregadores todos os santos, mas uma pregação sobre o Espírito Santo, quem a faz?


Quem, ó Santo Padre, pode fazer com que o Espírito Santo seja mais conhecido e mais honrado, senão o Vigário de Jesus sobre a terra, do qual não somente as ordens, mas também os desejos, possuem sobre os corações dos fiéis uma forte eficácia? E agradecendo aos céus, temos visto, como os bons católicos, somente pelo fato do Papa dizer uma palavra, já fazem dela uma lei: lei de amor, e exultam em obedecer.


Portanto, Santo Padre, somente o senhor, pode fazer com que os cristãos retornem ao Espírito Santo, para que o Espírito Santo retorne a nós, abata o domínio do demônio e nos conceda a desejada renovação da face da terra.


E se eu, miserável criatura que sou, posso arder para expor inteiramente este meu desejo, vos peço, ó Santidade, solicite a todos os Bispos que nas paróquias de suas dioceses, se faça este ano a Novena de Pentecoste, acompanhada onde for possível, da pregação da Divina Palavra e dos ensinamentos e exortações que iluminam as mentes para conhecerem o Espírito Santo e movem as vontades para corresponderem às suas inspirações. Onde não se puder fazer agora, não se poderia fazer ao longo do ano, como se faz também no tempo do Jubileu?


Se este ano, de todas as partes da cristandade, se levantarem unânimes e fervorosas orações ao Céu, como foi feito no Cenáculo de Jerusalém, para o derramamento do Espírito, quais e quantas belas bênçãos e graças não nos conseguiriam estas súplicas!





















E a nossa amadíssima Mãe Maria que esteve com os Apóstolos naqueles nove dias benditos, e com eles orou, não estaria também conosco neste nosso Novo Cenáculo? E não nos concederia antecipadas e copiosas misericórdias?No Ano passado, tive a sorte de poder oferecer a Vossa Santidade, por meio de D. Vicenzo Tarozzi, um livrinho da Novena do Espírito Santo, intitulado “O Novo Cenáculo”, e Vossa Santidade, se dignou a aceitá-lo e abençoá-lo, exprimindo o desejo de que a união de orações propostas naquele pequeno livro para a Novena do Espírito Santo, produzisse uma salutar renovação das mentes e dos corações.Na dúvida de que aquele livro possa ter sumido, anexo uma outra cópia junto a presente carta, para que Vossa Santidade conceda-lhe uma nova bênção para o maior bem das almas.Santo Padre, uma outra palavra, e queira perdoar a minha insistência. Peço que por caridade, o senhor faça depressa a recomendação desta unânime oração, para que mais almas não se percam para o demônio, mas que este as perca para o Bom Jesus que as resgatou com seu sangue.Eu experimento o remorso de ter tido timidez e esperado tantos anos para expor tudo que acima exponho ao senhor, meu Pai. Agora, temo também ter sido muito ousada...


Santo Padre, dê uma bênção que me conforte. Uma bênção a mim que desejei ardentemente lhe escrever com tanta liberdade. Uma bênção para as minhas alunas e para as irmãs que comigo trabalham pela educação da juventude, enquanto eu, humildemente, me persigno."



Madre Elena Guerra



Extraído do livro “Escritos de Fogo”, editado pela Editora RCC BRASIL





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