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Nascimento de Jesus em 25 de Dezembro: o que dizem as evidências Históricas, Bíblicas e Acadêmicas?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 24 de dezembro de 2011 | 15:55






por *Francisco José Barros de Araújo 



ESTUDOS ATUAIS CONFIRMAM: "jesus realmente NASCEU EM 25 DE DEZEMBRO"



Longe de ser uma data escolhida ao acaso ou resultado de acomodação ao paganismo romano, o dia 25 de dezembro encontra respaldo consistente na tradição cristã mais antiga. O primeiro testemunho indireto remonta a Júlio Africano, no ano 221, cuja cronologia já pressupõe essa data para a Natividade. A primeira referência explícita, por sua vez, aparece no Calendário Filocaliano do ano 354, documento oficial da Igreja de Roma, no qual se registra: VIII kal. Ian. natus Christus in Betleem Iudeæ — “no dia 25 de dezembro nasceu Cristo em Belém da Judeia”. A partir do século IV, os testemunhos em favor dessa data tornam-se frequentes e convergentes na tradição ocidental, enquanto, na tradição oriental, consolidou-se o dia 6 de janeiro, inicialmente como celebração conjunta do nascimento e da manifestação pública de Cristo.  A coincidência do 25 de dezembro com o dies natalis Solis Invicti, celebrado em Roma como o renascimento simbólico do sol após o solstício de inverno, longe de enfraquecer a fé cristã, reforça sua lógica teológica e missionária. A Igreja primitiva não “cristianizou” uma festa pagã por conveniência, mas reinterpretou o simbolismo cósmico da luz à luz da revelação bíblica, proclamando que o verdadeiro vencedor das trevas não é um astro criado, mas o Verbo eterno feito carne. Os Padres da Igreja, como Ambrósio de Milão, Agostinho e Leão Magno, exploraram amplamente esse paralelismo, identificando Cristo como o cumprimento definitivo das imagens veterotestamentárias do “Sol da Justiça” (Ml 4,2) e da “Luz que brilha nas trevas” (Jo 1,4–9).  Além disso, a escolha do 25 de dezembro harmoniza-se com antigas tradições judaico-cristãs que associavam a concepção e a morte dos grandes profetas à mesma data. Segundo esse raciocínio simbólico e teológico, Cristo teria sido concebido em 25 de março — data tradicionalmente atribuída à sua crucificação — o que conduz, nove meses depois, ao nascimento em 25 de dezembro. Essa concepção integral da história da salvação, na qual encarnação e redenção se unem num mesmo desígnio divino, revela que a data do Natal não foi fruto de cálculo arbitrário, mas de uma profunda reflexão bíblica, litúrgica e teológica.  Portanto, afirmar que o nascimento de Jesus em 25 de dezembro é mera invenção tardia ignora os testemunhos históricos, a coerência interna da tradição cristã e a sólida catequese desenvolvida pela Igreja antiga. O Natal cristão não é a apropriação de um mito solar, mas a proclamação histórica e teológica de que, na plenitude dos tempos, a verdadeira Luz entrou no mundo, venceu as trevas do pecado e inaugurou uma nova criação.



Novas descobertas reforçam e confirmam essa tradição cristã milenar




À luz das pesquisas contemporâneas, a antiga tradição cristã que aponta o dia 25 de dezembro como a data do nascimento de Jesus encontra novos e relevantes elementos de confirmação. Estudos baseados nos manuscritos de Qumran — conjunto de textos judaicos do período do Segundo Templo — permitiram aprofundar o conhecimento sobre os turnos sacerdotais (mishmarot) que serviam no Templo de Jerusalém. A partir dessa organização litúrgica rigorosamente estruturada, tornou-se possível reconstruir o calendário do culto judaico vigente no século I.  Foi nesse contexto que o renomado acadêmico judeu Shemarjahu Talmon, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, apresentou uma contribuição decisiva. 










Ao analisar os dados de Qumran, Talmon demonstrou que o turno sacerdotal de Abias, mencionado explicitamente no Evangelho de Lucas (Lc 1,5), exercia seu serviço no Templo no final de setembro. Esse dado permite situar com notável precisão a concepção de João Batista e, consequentemente, a anunciação a Maria cerca de seis meses depois. Seguindo a cronologia natural da gestação humana, chega-se ao nascimento de Jesus no final de dezembro, convergindo de forma coerente e independente com a data tradicional de 25 de dezembro.  O valor dessa descoberta é ainda maior pelo fato de não se tratar de uma hipótese confessional cristã, mas de uma conclusão alcançada por um estudioso judeu, a partir de fontes judaicas, sem qualquer intenção apologética. Assim, a convergência entre os dados bíblicos, a tradição litúrgica antiga e as evidências históricas provenientes de Qumran revela que a celebração do Natal em 25 de dezembro não é fruto de lenda ou adaptação cultural, mas possui sólidas raízes históricas e cronológicas, confirmando, de modo notável, uma convicção preservada pela Igreja ao longo dos séculos.










A tese de que o dia 25 de dezembro teria sido apenas uma “inculturação” cristã de uma festa pagã — especialmente do culto ao Sol Invictus — não é consensual, nem antiga como veremos logo a seguir, no sentido patrístico, como muitos supõem. Trata-se, na verdade, de uma hipótese moderna, surgida em ambientes acadêmicos específicos, fortemente difundida a partir do século XIX, e que continua a ser repetida por alguns autores contemporâneos, embora hoje seja seriamente contestada por historiadores, biblistas e patrólogos.




Essa teoria tem autores identificáveis e contexto ideológico bem definido



-Entre os primeiros a sugeri-la está Paul Ernst Jablonski (1693–1757), teólogo protestante, cuja abordagem refletia claramente o clima de polêmica anticatólica do pós-Reforma. 


-No século XIX, a tese ganhou sua formulação clássica com Hermann Usener, em sua obra Das Weihnachtsfest (1889), escrita no contexto do historicismo alemão, marcado pelo antidogmatismo e pela desconfiança sistemática em relação à tradição cristã.É fundamental observar que Usener e seus contemporâneos não tinham acesso a dados hoje considerados decisivos: os manuscritos de Qumran, os estudos sobre os turnos sacerdotais do Templo, a crítica textual moderna do Evangelho de Lucas e a patrística oriental mais antiga. Sua tese, portanto, foi construída sobre uma base documental limitada.


-No século XX, a ideia foi amplamente popularizada, sobretudo fora do campo estritamente histórico. Autores como James George Frazer, com sua obra "O ramo de ouro", aplicaram um método comparativista hoje considerado excessivo e metodologicamente frágil, aproximando o Cristianismo de cultos solares sem demonstrar dependência histórica direta. 


-Adolf von Harnack, representante do protestantismo liberal, reforçou a visão de que muitos elementos cristãos seriam adaptações culturais, minimizando o valor da liturgia e da tradição apostólica. Já Rudolf Bultmann e a escola da “desmitologização”, ainda que não tratassem diretamente do Natal, influenciaram leituras que passaram a considerar os relatos da infância de Jesus como construções simbólicas tardias.


-Entre autores contemporâneos, como Bart D. Ehrman e Elaine Pagels, a tese continua a ser apresentada sobretudo em obras de divulgação, não raramente como hipótese provável. O próprio Ehrman reconhece, contudo, que não existe prova documental direta de que a Igreja tenha escolhido o 25 de dezembro para competir com festas pagãs — trata-se de inferência, não de fato comprovado. O mesmo ocorre em grande parte da produção midiática atual, que repete a tese sem recorrer às fontes primárias, baseando-se em manuais do século XIX ou em simplificações acadêmicas.



O ponto crítico é que esses autores, apesar de suas diferenças, compartilham pressupostos semelhantes: 



-Desconsideram ou desconhecem os dados de Qumran, os turnos sacerdotais (mishmarot), a cronologia interna precisa de São Lucas e a tradição oriental independente de Roma. 


-Além disso, partem da premissa de que a Igreja não preserva memória histórica confiável e de que a liturgia seria, por definição, uma construção tardia. 


-Nenhum deles, porém, consegue demonstrar documentalmente que a Igreja tenha fixado o 25 de dezembro por causa do Sol Invictus.




O cenário acadêmico atual é significativamente diferente!



Hoje, cresce o reconhecimento de que a tese da inculturação é hipótese, não consenso; de que os Evangelhos apresentam cronologias internas coerentes; de que a tradição do 25 de dezembro nasce de cálculos judaico-cristãos, e não de Roma pagã; e de que o culto ao Sol Invictus não explica nem a tradição oriental nem os dados lucanos.



Em síntese: a tese da inculturação possui autores identificáveis, contexto ideológico claro e uma base historicamente frágil quando confrontada com o conjunto de evidências hoje disponíveis. O que durante muito tempo foi repetido como “explicação óbvia” revela-se, à luz da pesquisa atual, uma construção moderna — e não a origem real do Natal cristão.



As pistas históricas deixadas pelos Evangelhos permitem situar com precisão o nascimento de Jesus





Os Evangelhos não apresentam o nascimento de Jesus como um mito atemporal, mas o inserem deliberadamente dentro de um período histórico verificável, citando autoridades políticas concretas e acontecimentos administrativos precisos. 




O evangelista Lucas é explícito ao afirmar que Jesus nasceu no contexto do recenseamento ordenado por César Augusto, “quando Quirino era governador da Síria” (Lc 2,1–2). Essa preocupação em ancorar a Encarnação na história demonstra que o Cristianismo nasce como um fato real, ocorrido em tempo e lugar determinados — e não como uma construção mitológica e simbólica tardia.



Com esses dados em mente, procuremos compreender o mecanismo cronológico, complexo, mas fascinante, que conduz de modo coerente à data tradicional do Natal:



1) Se Jesus nasceu em 25 de dezembro, sua concepção virginal ocorreu, naturalmente, nove meses antes. Não por acaso, desde a mais antiga tradição cristã, a Anunciação do anjo Gabriel a Maria é celebrada em 25 de março, data presente de modo constante nos calendários litúrgicos do Ocidente e do Oriente.



2) O próprio Evangelho de São Lucas fornece um segundo marco temporal decisivo ao afirmar que a concepção de Jesus ocorreu seis meses depois da concepção de João Batista (Lc 1,26.36). Embora a Igreja Católica não celebre liturgicamente a concepção de João, as Igrejas do Oriente a comemoram solenemente entre 23 e 25 de setembro, exatamente seis meses antes da Anunciação.



3) Assim, para estabelecer a cronologia com maior precisão, é fundamental partir da concepção de João Batista, figura histórica cuja origem é cuidadosamente contextualizada por Lucas.O evangelista inicia seu relato apresentando o casal Zacarias e Isabel, já idosos e considerados estéreis — situação vista como grande desonra em Israel. Zacarias era sacerdote e, durante o exercício de suas funções no Templo de Jerusalém, recebeu a aparição do anjo Gabriel, que lhe anunciou o nascimento de um filho destinado a preparar o caminho do Senhor.



4) Lucas é minucioso ao registrar que Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e que a visão ocorreu precisamente quando ele “desempenhava as funções sacerdotais no turno da sua classe” (Lc 1,8). Esse detalhe é decisivo, pois os sacerdotes judeus estavam organizados em 24 classes, que serviam no Templo em sistema de rodízio fixo, cada uma por uma semana, duas vezes ao ano.



5) Durante muito tempo, sabia-se apenas que a classe de Abias era a oitava na ordem sacerdotal. O ponto crucial — em que época do ano ela exercia seu serviço — foi esclarecido graças aos estudos do professor Shemarjahu Talmon, da Universidade Hebraica de Jerusalém, a partir dos manuscritos encontrados em Qumran, pertencentes à comunidade essênia.



6) Talmon conseguiu reconstruir a sequência anual dos turnos sacerdotais e demonstrou que a classe de Abias exercia seu ministério uma das vezes na última semana de setembro. Isso torna plenamente verossímil — e historicamente fundamentada — a antiga tradição oriental que situa entre 23 e 25 de setembro o anúncio do anjo Gabriel a Zacarias e, imediatamente depois, a concepção de João Batista.



7) Essa verossimilhança aproximou-se ainda mais da certeza quando outros estudiosos, estimulados pelas conclusões de Talmon, confirmaram a solidez dessa tradição oriental, que se mostra coerente com diversas outras cronologias litúrgicas preservadas desde os primeiros séculos.



9) Forma-se, assim, uma cadeia cronológica contínua e logicamente consistente, estendendo-se por cerca de quinze meses:


— final de setembro: anúncio a Zacarias e concepção de João;
— seis meses depois, em março: anúncio a Maria;
— três meses depois, em junho: nascimento de João Batista;
— seis meses depois: nascimento de Jesus.



Chega-se, portanto, com precisão ao dia 25 de dezembro, que se revela não uma data arbitrária ou simbólica, mas o ponto final de uma sucessão histórica cuidadosamente registrada pelos Evangelhos e confirmada por fontes judaicas independentes. Desse modo, aquilo que muitos consideraram lendário revela-se profundamente enraizado na história: o nascimento de Jesus ocorreu num período exato, sob autoridades conhecidas, dentro de um calendário reconstruível — confirmando que o Natal cristão é, antes de tudo, a celebração de um fato real que entrou na história humana.




Conclusão: o 25 de dezembro não é inculturação, é história DOCUMENTADA!




Diante do conjunto de evidências apresentadas, torna-se intelectualmente insustentável afirmar que a Igreja tenha “escolhido” o dia 25 de dezembro de maneira arbitrária ou por mera adaptação a festividades pagãs. Tal afirmação ignora os dados objetivos fornecidos pelos próprios Evangelhos, despreza a precisão histórica de São Lucas ao situar o nascimento de Jesus no contexto do censo decretado por César Augusto, quando Quirino governava a Síria, e desconsidera a coerência interna de uma cronologia que se estende de forma contínua e verificável desde o anúncio a Zacarias até o nascimento de Cristo.





 



A reconstrução dos turnos sacerdotais do Templo de Jerusalém, confirmada por fontes judaicas independentes provenientes de Qumran e sistematizada por um renomado acadêmico judeu, demonstra que a concepção de João Batista ocorreu no final de setembro. A partir desse ponto fixo, estabelecido historicamente, segue-se uma sequência cronológica rigorosa: seis meses até a Anunciação a Maria, nove meses até o nascimento de Jesus, conduzindo inevitavelmente ao final de dezembro. Essa cadeia de eventos não é fruto de imaginação teológica tardia, mas o resultado de dados bíblicos precisos, tradições litúrgicas antiquíssimas e pesquisas históricas modernas que convergem de modo notável.  A coincidência com o dies natalis Solis Invicti não constitui prova de sincretismo, mas revela, antes, uma inversão do argumento: não foi a Igreja que moldou o nascimento de Cristo à mitologia solar, e sim a leitura superficial moderna que ignora que o Cristianismo sempre proclamou Jesus como o verdadeiro “Sol da Justiça” e a “Luz do mundo”. O paralelismo simbólico não cria a data; apenas ilumina seu significado teológico.  Portanto, o 25 de dezembro não é um artifício catequético, nem um expediente pastoral tardio, mas o ponto final de uma cronologia historicamente reconstruível, solidamente ancorada nas Escrituras, confirmada pela tradição mais antiga e corroborada por estudos acadêmicos contemporâneos. Negar isso exige não refutar um argumento isolado, mas rejeitar simultaneamente o testemunho dos Evangelhos, a memória litúrgica contínua da Igreja e as evidências provenientes do próprio judaísmo do século I. À luz desses fatos, a tese da simples inculturação não se sustenta: o Natal cristão celebra um acontecimento real, ocorrido em data precisa, inserido na história humana e reconhecível pela razão e pela fé.




*Francisco José Barros de Araújo – Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do RN, conforme diploma Nº 31.636 do Processo Nº  003/17 - Perfil curricular no sistema Lattes do CNPq Nº 1912382878452130.





Referências bibliográficas 



1. TALMON, Shemarjahu. Calendários e cronologia do judaísmo antigo. Jerusalém: Universidade Hebraica de Jerusalém, 1958. (Obra-base para a reconstrução dos turnos sacerdotais a partir de Qumran; amplamente citada em estudos posteriores traduzidos e comentados em português).



2. RATZINGER, Joseph (BENTO XVI). Jesus de Nazaré: a infância de Jesus. São Paulo: Planeta, 2012. Fundamenta historicamente o relato da infância, o censo, Augusto e Quirino.


3. DANIELOU, Jean. Teologia do cristianismo primitivo. São Paulo: Loyola, 2003. Analisa a formação da tradição litúrgica e a datação do Natal.


4. JEREMIAS, Joachim. Jerusalém no tempo de Jesus. São Paulo: Paulus, 2004. Fonte essencial sobre o Templo, os turnos sacerdotais e o contexto judaico.


5. BROWN, Raymond E. O nascimento do Messias. São Paulo: Paulinas, 2010. Comentário exegético clássico sobre Mateus e Lucas.



6. MEIER, John P. Um judeu marginal: repensando o Jesus histórico. Rio de Janeiro: Imago, 1997. Confirma o enraizamento histórico do nascimento de Jesus.


7. FITZMYER, Joseph A. O Evangelho segundo Lucas (I–IX). São Paulo: Paulinas, 2005. Comentário técnico sobre o prólogo lucano e o censo.


8. HAHN, Scott. O quarto cálice. São Paulo: Cléofas, 2019. Apresenta a unidade cronológica entre encarnação e redenção.



9. LAGRANGE, Marie-Joseph. O Evangelho segundo São Lucas. São Paulo: Paulus, 1998. Obra clássica da Escola Bíblica de Jerusalém.



10. PIKAZA, Xabier. História de Jesus. São Paulo: Paulus, 2011. Analisa a cronologia histórica do nascimento de Cristo.



11. PUECH, Émile. Os manuscritos do Mar Morto e o Novo Testamento. São Paulo: Loyola, 2015. Fundamenta a relação entre Qumran e o judaísmo do século I.



12. AMBRÓSIO DE MILÃO. Exposição do Evangelho segundo Lucas. São Paulo: Paulus, 2009. Testemunho patrístico direto da interpretação do Natal.



13. AGOSTINHO DE HIPONA. Sermões sobre o Natal. São Paulo: Paulus, 2011. Confirma a tradição consolidada do 25 de dezembro.



14. LEÃO MAGNO. Sermões. São Paulo: Paulus, 2006. Papa do séc. V que reafirma o Natal como fato histórico.



15. MARTINS, Carlos Alberto. O Natal cristão: história, liturgia e teologia. Aparecida: Santuário, 2016. Obra em português dedicada especificamente à data do Natal.



16. FLUSSER, David. Jesus. São Paulo: Perspectiva, 2002. Historiador judeu da Universidade Hebraica de Jerusalém. Analisa Jesus integralmente dentro do judaísmo do século I, confirmando o rigor histórico dos Evangelhos, especialmente de Lucas, quanto ao contexto político, sacerdotal e cronológico.



17. VERMES, Geza. Jesus, o judeu. Rio de Janeiro: Imago, 1995. Um dos mais respeitados especialistas judeus do judaísmo do Segundo Templo. Embora crítico em pontos teológicos, reconhece a confiabilidade histórica das fontes evangélicas na localização temporal e social do nascimento de Jesus.




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Anônimo
26 de dezembro de 2025 às 13:31

Excelente fonte bibliográfica estava precisando para estudar esse tema

Darlécio Santos

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