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O que os papas e o magistério da Igreja dizem sobre o Católico na Política?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 5 de agosto de 2021 | 14:42





Eu sou leigo, portanto, posso fazer política partidária, porém, as atividades político-partidárias não são compatíveis com o serviço dos bispos, dos presbíteros, diáconos e dos membros de ordens e congregações religiosas. Estes como pastores do rebanho que lhes foi confiado em uma porção da Igreja, devem estar abertos a todos, independentemente de serem de direita, esquerda, ou centro, pois tem que pastorear a todos sem distinção.

 

 

“É uma missão especial dos cristãos leigos empenhar-se na política, na sociedade e na economia com espírito do Evangelho, do amor, da verdade e da justiça. Para tal, a Doutrina Social da Igreja oferece-lhes uma clara orientação”, [2442]

 

 

O Papa Francisco nos lembrou que a atuação na política por parte dos leigos é uma das mais altas formas de caridade. Mas, como assim?

 

 

A importância da Política

 

 

 

Infelizmente o demônio colocou na cabeça de muitos cristãos que “Política não presta”; então, os bons se afastaram dela deixando-a aos cuidados de muitos que a usam para o seu próprio bem, e não do povo, do bem comum. É claro que há políticos honrados.

 

 

A Igreja sempre ensinou que a política é a arte de buscar “o bem comum”, o bem de todos, especialmente dos mais necessitados!

 

 

Então, como disse mui acertadamente o Papa Francisco: “política é arte de fazer caridade”. O verdadeiro político é um “sacerdote” que só pensa no bem dos seus concidadãos; não pensa em si mesmo.

 

 

A política é boa, santa, o que não presta é a politicagem, o uso e abuso da política. O político é bom, o que não presta é o politiqueiro, que usa da política para seu enriquecimento, multiplicando as falcatruas e corrupções, os mensalões, propinas e outras práticas desonestas.

 

 

 

Os papas têm repetido isso muitas vezes, chamando os católicos a entrarem sem medo na vida pública.  O nosso Catecismo (§899) diz:

 

 

 

“A iniciativa dos cristãos leigos é particularmente necessária quando se trata de descobrir, de inventar meios para impregnar as realidades sociais, políticas e econômicas com as exigências da doutrina e da vida cristãs. Esta iniciativa é um elemento normal da vida da Igreja.”

 

 

 

O Papa Francisco disse:

 

 

“A política, tão denegrida, é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas da caridade, porque busca o bem comum. Envolver-se na política é uma obrigação para o cristão. Nós não podemos fazer como Pilatos e lavar as mãos, não podemos. Temos de nos meter na política porque a política é uma das formas mais altas de caridade, porque busca o bem comum. Os leigos cristãos devem trabalhar na política.  A política está muito suja, mas eu pergunto: está suja por que? Por que os cristãos não se meteram nela com espírito evangélico? É a pergunta que faço. É fácil dizer que a culpa é dos outros… mas, e eu, o que faço? Isso é um dever. Trabalhar para o bem comum é dever do cristão”.

 

 

 

João Paulo II já tinha dito na “Christifidelis laici” (n. 42):

 

 

 

“Para animar cristãmente a ordem temporal, no sentido que se disse de servir a pessoa e a sociedade, os fiéis leigos não podem absolutamente abdicar da participação na «política», ou seja, da múltipla e variada ação econômica, social, legislativa, administrativa e cultural, destinada a promover orgânica e institucionalmente o bem comum.

 

 

 

Bento XVI  pediu aos bispos que:

 

 

“Estimulem os fiéis leigos a vencer todo espírito de fechamento, distração e indiferença, e a participar em primeira pessoa na vida pública, para construir uma sociedade que respeite plenamente a dignidade humana. Ele insistiu na importância das iniciativas de formação inspiradas na Doutrina Social da Igreja, para que quem esteja chamado a responsabilidades políticas e administrativas não seja vítima da tentação de explorar sua posição por interesses pessoais ou por sede de poder”. (ROMA, 26 de maio de 2011 ZENIT.org).

 

 


 

ATENÇÃO!!! Participar da política não é somente ser candidato a algum cargo político-partidário

 

 

 

É um chamado e uma vocação que cabe a poucos; a maioria cristã tem de se engajar no sentido de votar bem e esclarecer a quem puder para fazer o mesmo. Precisamos vencer o pessimismo derrotista do “não tem jeito!”, “está tudo perdido!”, “não adianta fazer nada!”. Não!

 

 

 

O Brasil é um grande país, abençoado, cheio de recursos; o que falta é educar o povo e conscientizá-lo. Marthin Luther King, o grande pastor negro americano assassinado em 1963, disse:

 

 

“Não tenho medo do grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. Tenho medo é do silêncio dos bons.”

 

 

 

-Isso é uma tarefa política que cabe a cada um de nós: Orientar e educar o povo, os irmãos, os amigos, politicamente.

 

 

-Chega de dar o voto “a quem vai me beneficiar”; isso é egoísmo destruidor.

 

 

Ensinemos os alienados a votar conscientemente, conhecendo a quem dá o seu voto, sem se deixar levar por conversas e promessas vazias e eleitoreiras. É possível sim levantar essa nação para o bem, a justiça e a verdade.

 

 

Vimos como esse povo foi para as ruas de maneira ordeira e pacífica em junho de 2013, exigindo mais dos governantes. Agora, essa força precisa ser canalizada para as urnas.

 

 

Que cada um esclareça seu próximo; ensine-o a votar com a cabeça e não com o coração ou com segundos interesses interesseiros e egoístas. Não posso votar pensando em mim, mas na Nação. Quando John Kennedy foi eleito presidente dos EUA, ele disse em seu discurso de posse:

 

 

“Americano, não pergunte o que os Estados Unidos podem fazer por você, mas o que você pode fazer pelos Estados Unidos”.

 

 

 

É preciso reformar a sociedade que está doente, mudar o nosso sistema político injusto, eliminar a corrupção e a imoralidade, restaurar a democracia; mas tudo isso começa com a eleição de pessoas honestas e capacitadas. Ensine as pessoas a não anularem o voto ou votar em branco; isso significa abdicar da luta e entregar o poder aos piores; alguém será eleito.

 

 

Os católicos que participam na política deveriam suprimir sua fé?

 

 

Pessoas que promovem o laicismo absoluto nos Estados insistem que a religião deve permanecer no âmbito privado dos funcionários públicos e dos políticos. Isto é possível? Para o Procurador Geral da Nação da Colômbia, Alejandro Ordóñez, atuar assim evidenciaria uma “espécie de esquizofrenia social”.

 

 

 

Alejandro Ordóñez, católico e um dos mais assíduos defensores da vida, da família e da legalidade na Colômbia, em seu cargo suportou diversos ataques midiáticos, ao mesmo tempo que enfrentou diversas instituições do Estado como o Tribunal Constitucional.Ordóñez serviu no cargo de Procurador Geral da Nação por dois períodos, desde 2009.Em entrevista concedida ao Grupo ACI, Ordóñez assinalou:

 

 

“Hoje vemos uma espécie de esquizofrenia social dos servidores públicos. É permitido que eles possam pensar o quiserem em privado, mas atuar diferente em público. Há algo que atualmente sentimos falta em nossa sociedade, e isso é a coerência. A coerência que o católico deve ter entre sua vida privada e sua vida pública”, indicou.

 

 

 

Para este Procurador Geral da Nação:

 

 

“Nossa vida familiar e religiosa é claramente determinante em nossa vida pública, pois de outra forma estamos frente a um grave problema, pois terminamos fazendo coisas que não acreditamos e não pensamos. Ao atuar contra o que acreditamos que seja correto, convertemo-nos em homens sem consciência ou atuando contra a nossa consciência. É um dramático cenário moral que hoje a experiência nos demonstra os lamentáveis atos de corrupção em nosso Estado”.

 

 

Ordóñez sublinhou que:

 

 

“É evidente que se tivermos bons filhos, bons pais, bons esposos, com certeza teremos bons cidadãos e bons funcionários. Mas se aceitarmos o divórcio entre as esferas privada e pública, onde se patrocine a desordem pessoal, encontraremo-nos com homens em conflito consigo mesmos que geralmente terminarão fazendo mau uso do público”.

 

 

 

Um bom católico é garantia de um bom funcionário e um bom cidadão!

 

 

 

“Ser um bom católico é a garantia de ser um bom funcionário”, assegurou o Procurador, pois “as virtudes e normas morais lhe impedirão de servir-se ‘do’ público para, na verdade, servir ‘o’ público”.

 

 

“Como disse no discurso quando assumi pela segunda vez o cargo de Procurador, primeiramente eu perdoo todos os que me odeiam, perseguem e, também disse coloquialmente, fazem bullying, pelo simples fato das minhas crenças e opiniões”, assinalou.

 

 

“Em segundo lugar, devo dizer que para mim é uma grande honra, embora um mérito não merecido, ter sido promovido de soldado a general no campo de batalha, pois não duvido que há pessoas muito melhor preparadas e dotadas que eu para estas lutas, mas quanto eu gostaria que mostrassem seus rostos, que abandonassem as falsas prudências, os silêncios hostis”, disse.

 

 

 

Davi contra Golias

 

 

 

Ordóñez recordou que durante seu trabalho à frente da Procuradoria e ao receber os fortes ataques midiáticos:

 

 

“Houve vários momentos dolorosos e difíceis, sobretudo para a minha família. Há momentos em que realmente nos sentimos como Davi contra Golias ou como um peixe que nada contra a corrente. Mas tivemos que passar por isso.”

 

 

Entretanto, precisou, enquanto “os meios dominantes – bem poucos em número – se organizam com frequência quase que ao uníssono contra tudo o que diga ou faça o Procurador ou, em geral, contra tudo o que não seja ‘progre’”, a ele resulta “muito edificante o agradecimento, as felicitações e especialmente as orações de muitos cidadãos de todo o país”.

 

 

 

“Quando pretenderam deslegitimar meu cargo ‘acusando-me’ algumas vezes de conservador e outras de reacionário, normalmente me lembro do pensador francês Georges Bernanos, que em seu texto ‘Liberdade para quê?’ explica: ‘ser reacionário quer dizer simplesmente estar vivo, pois só os cadáveres não reagem contra os vermes que o devoram. Essa é a tarefa dos reacionários, permanecer vivos, levar os germes da vida, dentro do corpo agonizante do estado”,

 

 

 

Em seguida, Ordóñez lamentou a atual “intolerância aberta” contra “as posições de princípios”, o qual levou a que muitas pessoas que defendem os princípios da vida e da família “temam o linchamento midiático, que se converteu na ferramenta mais efetiva para promover as agendas radicais”.

 

 

 

A valentia vem do Senhor

 

 

 

O Procurador explicou que a valentia para enfrentar esta intolerância “vem de uma graça especial que Nosso Senhor concede àqueles que a pedem com fé”. Por isso, Ordóñez agradeceu “as orações de milhões de compatriotas que expressam que diariamente estou presente em suas preces, porque sabem que eu defendo o que é verdadeiramente justo e bom para a sociedade”.

 

 

 

Além disso, indicou que a valentia “nasce da consciência de saber que de meus atos e omissões um dia não muito longe terei que prestar contas ao Criador”.

 

 

 

Fonte:http://www.acidigital.com/noticias/os-catolicos-que-participam-na-politica-deveriam-suprimir-sua-fe-59771/

 

 

O leigo católico é convidado a atuar na política por amor a Deus e ao próximo como a si mesmo!

 



 

Amor a Deus, a sua pátria, a seus valores cristãos e ao próximo, e não somente em vista do seu bem estar material e social. São Tomas More, patrono dos políticos e chanceler do Rei Henrique VIII, morreu por não deixar-se corromper. More não abriu mão dos valores católicos que são valores universais, ou seja, não servem “apenas” aos católicos, mas a todos os povos. Ele nos ensina:

 

 

“O homem não pode se separar de Deus nem a política da moral”.

 

 

 

O mesmo santo disse, ao ser condenado à morte por se manter fiel à Igreja:

 

 

“Ninguém no seu leito de morte se arrependeu jamais por ter sido católico.” 

 

 

Tomas More morreu pela fé ao não usar seu cargo político para promover a corrupção e preservar sua vida terrena. Ele foi um cidadão consciente dos seus atos e sabia que grave distorção seria se afirmar católico e, ao mesmo tempo, ignorar a importância de uma vida pública coerente com valores cristãos inegociáveis. Ele não morreu ou lutou por uma ideologia, ele morreu por uma pessoa, por amor a Jesus Cristo e a seu Reino.Em um Brasil tão polarizado pela política partidária, não há como ser verdadeiramente católico sem rezar, ocupar mente e coração com o que está acontecendo com nosso país. Muitas vezes nos deixamos tomar pela desesperança e acabamos por repetir a velha sentença: “Odeio política”, porque nos sentimos impotentes diante de tanta corrupção. Entretanto, somos filhos do Deus do Impossível, somos marcados pela Paz, somos cidadãos do Céu e queremos que a vida nesta Terra seja, para todos, vida em abundância como nos disse Jesus. Abundância, principalmente e essencialmente, da Graça, da fé, da dignidade humana restaurada ao se reconciliar com o Criador e, por consequência, com as criaturas.

 

 

O outro não é meu inimigo, mas meu irmão e é um cidadão pleno de direitos e deveres!

 

 

Queremos um país onde reine a Paz não por amor a uma ideologia ou pensamento, mas por Amor a uma pessoa que conhecemos, descobrimos e que causou a maior de todas as revoluções no mundo, a revolução da Cruz, do Amor, do abaixamento. O poder que transformou e transforma todas as coisas é do Amor de Cruz e Ressurreição que Jesus nos oferece para com o coração convertido ao Evangelho anunciar a verdadeira Paz que só Jesus nos dá em todas as instâncias da sociedade. Dentro das Igrejas, das Assembléias Legislativas, do Congresso Nacional e aonde Nosso Senhor quiser nos enviar.

 

 

 

-Você sabia que em passado recente, quase foi aprovada uma proposta de lei que poderia tirar a liberdade de pais católicos de educar livremente e segundo sua fé, seus filhos? Você sabia que esta proposta não passou graças a muitas orações e ações de cristãos no Congresso Nacional?

 

 

-Você sabia que o PNE (Plano Nacional de Educação), votado pelo Senado propunha o ensino da Ideologia do Gênero em todas as escolas brasileiras? O próprio site do Senado noticiou que o “Alô Senado” ficou congestionado por ligações de cidadãos, a maioria que se manifestavam contra a PL 122, a chamada “Lei da Mordaça Gay” e contra o PNE.

 

 

De forma geral sabemos opinar muito e detectar os problemas de maneira magistral. Mas, e as soluções, e as respostas para estes males? Que fonte segura buscar?

 

 

A resposta deveria ser óbvia e clara, entretanto não é...

 

 

 

Mas, temos sim uma fonte de documentos segura e iluminada pelo próprio Criador das estruturas humanas: a Doutrina Social da Igreja, as encíclicas relacionadas às questões sociais da humanidade e muito mais. 

 

 

-Será que conhecemos a Doutrina Social da Igreja?

 

 

-Será que sabemos que está à nossa disposição um grande tesouro de sabedoria semeado, fecundado e frutificado durante mais de dois mil anos?

 

 

Precisamos urgentemente, estudar este material para em espírito de diálogo com Deus, permitir que a Verdade molde nossas mentalidades segundo o Evangelho de Cristo e nos ofereça, assim, respostas preciosas e eficazes.

 

 

Por fim, não podemos nos esquecer de que em ano de eleições e manifestações, devemos usar as nossas armas mais poderosas contra a corrupção e a favor da Paz: o terço, a Eucaristia e a proclamação da Verdade na caridade, porém, sem negar a verdade em nome da caridade. Contemos também com a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe e consagremos, sem cessar, toda a América Latina à poderosa intercessão de Sua Mãe e Padroeira.

 

 

Quem são os leigos?

 

 

“Sob o nome de leigos entendem-se aqui todos os cristãos, exceto os membros das Sagradas Ordens ou do estado religioso reconhecido na Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e a seu modo feitos participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo, exercem, em seu âmbito, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo” (CIC §897).

 

 

 

 

“Uma vez que, como todos os fiéis, por meio do batismo e da confirmação, são destinados por Deus ao apostolado, os leigos, individualmente ou reunidos em associações, têm obrigação geral e gozam do direito de trabalhar para que o anúncio divino da salvação seja conhecido e aceito por todos os homens, em todo o mundo; esta obrigação é tanto mais premente naquelas circunstâncias em que somente através deles os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo” (CDC c. 225 §1).

 

 

 

 

 

O ministério dos leigos

 

 

 

Devemos lembrar que as portas sempre estiveram e continuam abertas para todo fiel que, como povo de Deus, queira participar e evoluir, a seu modo, do tríplice múnus de Cristo (cf. LG n.31), desenvolvendo a missão evangelizadora que Jesus Cristo deixou para nossa Igreja através dos frutos do Espírito Santo (cf. AA n.2).

 

 

 

Pelo chamado a um enobrecedor projeto de vida pessoal, sendo, pela graça, um instrumento para a construção do Reino de Deus (cf. CIC §2820), todo discípulo missionário deve engajar-se ativamente em algum ministério eclesial, ou em obras de ações sociais voltadas ao bem da comunidade, pois estando incorporado mais ativamente às obras divinas, produz frutos abundantes que o elevam ainda mais a um estado contemplativo de amizade com o Pai – servindo-O em ações de fraternidade, realizadas e reconhecidas em todas as missões exercidas para o bem comum da humanidade (cf. Gl 6,10). “Consagram a Deus o próprio mundo” (LG n.34).

 

 

 

O que diz a doutrina Católica sobre os leigos e a política?

 

 

 

 

Catecismo da Igreja Católica:§2246 -  “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas, empregando todos os recursos, e somente estes, que estão de acordo com o Evangelho e com o bem de todos conforme a diversidade dos tempos e das situações”

 

 

 

 

 

Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica, publicação oficial da Igreja:

 

 

 

-571- O empenho político dos católicos é freqüentemente posto em relação com a “laicidade”, ou seja, a distinção entre a esfera política e a religiosa. Tal distinção é um valor adquirido e reconhecido pela Igreja, e faz parte do patrimônio de civilização já conseguido. A doutrina moral católica, todavia, exclui claramente a perspectiva de uma laicidade concebida como autonomia da lei moral: A “laicidade”, de fato, significa, em primeiro lugar, a atitude de quem respeita as verdades resultantes do conhecimento natural que se tem do homem que vive em sociedade, mesmo que essas verdades sejam contemporaneamente ensinadas por uma religião específica, pois a verdade é uma só. Buscar sinceramente a verdade, promover e defender com meios lícitos as verdades morais concernentes à vida social, a justiça, a liberdade, o respeito à vida e aos demais direitos da pessoa , é direito e dever de todos os membros de uma comunidade social e política. Quando o Magistério da Igreja se pronuncia sobre questões inerentes à vida social e política, não desatende ás exigências de uma correta interpretação da laicidade, porque não pretende exercer um poder político nem eliminar a liberdade de opinião dos católicos em questões contingentes. Entende, invés, como é sua função própria, instruir e iluminar a consciência dos fiéis, sobretudo dos que se dedicam a uma participação na vida política, para que o seu operar esteja sempre ao serviço da promoção integral da pessoa e do bem comum. O ensinamento social da Igreja não é uma intromissão no governo de cada País. Não há dúvida, porém, que põe um dever moral de coerência aos fiéis leigos, no interior da sua consciência, que é única e unitária.”

 

 

 

 

-Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica, publicação oficial da Igreja 382 - Quando o poder humano sai dos limites da vontade de Deus, se autodiviniza e exige submissão absoluta, torna-se a Besta do Apocalipse, imagem do poder imperial perseguidor, ébrio do sangue dos santos e dos mártires de Jesus (Ap. 17, 6). A Besta tem a seu serviço o falso profeta (Ap. 19, 20), que impele os homens a adorá-la com portentos que seduzem. Esta visão indica profeticamente todas as insídias usadas por Satanás para governar os homens, insinuando- se no seu espírito com a mentira. Mas Cristo é o Cordeiro Vencedor de todo poder que se absolutiza no curso da história humana. Em face de tais poderes, São João recomenda a resistência dos mártires: dessa maneira, os fiéis testemunham que o poder corrupto e satânico é vencido, porque já não tem ascendência alguma sobre eles.”

 

 

 

A Instrução Libertatis conscientia, publicada pelo Papa João Paulo II e retomando as grandes chaves de leitura da Doutrina Social da Igreja, asseverou:

 

 

 

“Nesta missão, a Igreja ensina o caminho que o homem deve seguir neste mundo para entrar no Reino de Deus. Por isso, sua Doutrina abarca toda ordem moral e, particularmente, a justiça, que deve regular as relações humanas. […] Quando propõe sua doutrina acerca da promoção da justiça na sociedade humana ou exorta os leigos ao engajamento, segundo sua vocação, a Igreja não excede seus limites […] Na mesma linha, a Igreja é fiel à sua missão, quando denuncia os desvios, as servidões e as opressões de que os homens são vítimas; quando se opõe às tentativas de instaurar, seja por oposição consciente, seja por negligência culposa, uma vida social da qual Deus esteja ausente, enfim, quando exerce seu julgamento a respeito de movimentos políticos que pretendem lutar contra a miséria e a opressão, mas são contaminados por teorias e métodos de ação contrários ao Evangelho e ao próprio ser humano.” (Idem, p. 1122)

 

 

 

Portanto, Católico não deve votar em partidos que tenham um comprometimento formal com a legalização do aborto, uma vez que o tema atinge o bem natural maior, que é a vida dos mais indefesos, os nascituros.

 

 

Católicos e Política: Princípios Doutrinais

 

 

Querem nos fazer crer que a confessionalidade católica dos Estados é má em si ou que, ao menos, é sempre inconveniente. Pois bem, é compreensível que os inimigos da Igreja digam isso. Mas que hoje alguns teólogos, sacerdotes, leigos estudados ou uns poucos políticos católicos “mal-menoristas” digam que o Estado confessional é mau em si e que, ainda por cima, fundamentem sua heresia alegando que esse é o ensinamento do Concílio Vaticano II, é algo com o que não estou (não estamos) disposto a concordar.

 

 

Isso equivale a condenar o que durante quinze séculos ou mais fez parte da história da Igreja e foi o ensinamento contínuo do Magistério apostólico. Argumentarei em defesa da verdade, primeiramente, com o apoio da experiência histórica e, em seguida, com a exposição da doutrina da Igreja:

 

 

 

A grande Europa foi construída por reinos confessionais cristãos, que reconheciam Cristo como Rei. Durante o milênio da Cristandade, mais ou menos entre 500 e 1.500, formou-se a cultura européia, que se estenderia com maior universalidade pelos cinco continentes. Sob reis cristãos, que reinavam “pela graça de Deus”, foram construídas as catedrais, e seus absides e pórticos de entrada estavam sempre presididos pelo Pantocrátor, o Senhor do universo, Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei das nações da terra.

 

 

A filosofia e a teologia, a vida social e a arte, o direito, a agricultura, as ciências, floresceram um século após o outro. Comparados aqueles séculos com a época moderna, deve-se reconhecer que foram séculos pacíficos, incomparavelmente menos bélicos e homicidas. O número de crimes, de abortos e divórcios, de enfermidades psíquicas, de vício em drogas e de suicídios, era incomparavelmente menor.

 

 

 

Houve um tempo em que a filosofia do Evangelho governava os Estados”, afirmava Leão XIII com toda verdade:

 

 

“O milênio da Cristandade européia foi uma realidade histórica, e não poucos de seus rastros permanecem vivos e belos. Ora, a qualidade de uma arvora se julga por seus frutos (Mt 7, 16-20).Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos príncipes e à proteção legítima dos magistrados. Então o sacerdócio e o império estavam ligados em si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, frutos cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer” (1885, enc. Immortale Dei, 28).

 

 

 

 

A Europa cristã, sob Cristo Rei, formou os séculos mais elevados da história humana, apesar de todas as misérias que nela se deram, que nunca faltarão neste vale de pecadores. Em nossa época de apostasia predominante, ainda que certos males tenham sido superados – sempre com impulsos procedentes do cristianismo -, dão-se males maiores, e não se alcançam os grandes bens que aqueles Estados confessionalmente católicos conseguiram para a glória de Deus e o bem comum temporal e eterno dos homens. Assinalo alguns poucos livros fundamentam com dados corretos o que afirmo aqui gratuitamente:

 

-Dom Prosper Guéranger, Jésus-Christ, Roi de l’histoire, Association Saint-Jérôme, 2005; Alfredo Sáenz, S. J.,

 

-La Cristiandad, una realidade histórica, Fund. GRATIS DATE, Pamplona, 2005; Francisco Canals Vidal,

 

-Mundo histórico y Reino de Dios, Scire, Barcelona, 2005;

 

-Thomas Woods Jr., Como la Iglesia construyó la civilización occidental, Ciudadela, Madrid, 2007;

 

-George Weigel, Política sin Dios. Europa y América, el cubo y la catedral, Cristiandad, Madrid, 2005;

 

-Luis Suárez, La construcción de la Cristiandad europea, Homolegens, Madrid 2008.

 

 

E recordemos que, com uma ou outra forma de governo, as nações da Europa foram confessionalmente cristãs desde 380 até o século XIX, ao menos. Até mesmo a Constituição espanhola de 1812, a constituição liberal de Cádiz, vigente por pouco tempo entre “todos os espanhóis de ambos os hemisférios” (Art. 1), em seu Capítulo II, Da religião, determina que:

 

 

“A religião da Nação espanhola é e será perpetuamente católica, apostólica, romana, única verdadeira. A Nação a protege por meio de leis sábias e justas” (Art. 12).

 

 

 

Um bom número de reis cristãos foram santos e, ao mesmo tempo, homens espirituais, trabalhadores e prudentes, que governaram suas nações de modo excelente, ajudados por cortes compostas de clérigos e nobres, povo, grêmios e representantes de regiões. Convém que a atual tropa de políticos anticristãos e cristãos “mal-menoristas” se inteirem disso.

 

 

Reis como São Luis de França, São Fernando de Castela e Santo Estevão de Hungria foram incomparavelmente melhores que os mais prestigiosos governantes da política sem Deus.

 

 

 

Recordemos que na Idade Média foram muito numerosos os leigos canonizados pela Igreja, muito mais que agora, principalmente se descontamos os beatificados hoje por causa do martírio. Eram leigos uns 25% dos santos canonizados nos anos 1198-1304, e uns 27% em 1303-1431 (A. Vauchez, La sainteté em Occident aux derniers siècles du moyen age, Paris, 1981). E assinalemos também que entre eles há um grande número de santos e beatos que foram reis e nobres. E esse é um dado da maior importância, se pensamos no influxo que naquele tempo os príncipes tinham sobre seu povo.

 

 

 

Recordarei alguns nomes:

 

 

 

-Na Boêmia, Santa Ludmila (+920) e seu neto São Wenceslau (+935).

 

-Na Inglaterra, São Edgar (+975), São Eduardo (+978) e São Eduardo o Confessor (+1066).

 

-Na Rússia, São Wlodimiro (+1015).

 

-Na Noruega, São Olaf II (+1030).

 

-Na Hungria, São Emérico (+1031), seu pai Santo Estevão (+1038), São Ladislau (+1095), Santa Isabel (+1031), Santa Margarida (+1270) e a Beata Inês (+1283).

 

-Na Germânia, Santo Enrique (+1024) e sua esposa Santa Cunegunda (+1033).

 

-Na Dinamarca, São Canuto (+1086).

 

-Na Espanha, São Fernando III (+1252).

 

-Em Portugal, Santa Isabel (+1336).

 

-Na Polônia, as beatas Cunegunda (+1292) e Yolanda (+1298), Santa Edwiges (+1399) e São Casimiro (+1484).

 

 

Também são muitos os santos e beatos medievais de famílias nobres:

 

 

-Conde Gerardo de Aurillac (+999),

 

-Teobaldo de Champagne (+1066),

 

-São Jacinto da Polônia (+1257),

 

-Santa Matilde de Hackeborn (+1299),

 

-Santa Brígida da Suécia (+1373) e sua filha Santa Catarina (+1381), etc.

 

 

 

Pode-se dizer, pois, que em cada século da Idade Média houve vários governantes cristãos realmente santos, que puderam ser postos pela Igreja como exemplos para o povo e para os demais príncipes seculares.

 

 

Mas deixando já a história, voltemo-nos para os argumentos doutrinais. E comecemos pelo Catecismo da Igreja Católica:

 

 

 

“O dever de prestar a Deus um culto autêntico diz respeito ao homem individual e socialmente. Esta é ‘a doutrina católica tradicional sobre o dever moral que os homens e as sociedades têm para com a verdadeira religião e a única Igreja de Cristo’ (Vat. II, DH 1c). Ao evangelizar incessantemente os homens, a Igreja trabalha para que eles possam «impregnar de espírito cristão as mentalidades e os costumes, as leis e as estruturas da comunidade em que vivem» (AA 13). É dever social dos cristãos respeitar e despertar em cada homem o amor da verdade e do bem. Esse dever exige que tornem conhecido o culto da única verdadeira religião que subsiste na Igreja católica e apostólica. Os cristãos são chamados a ser a luz do mundo. A Igreja manifesta assim a realeza de Cristo sobre toda a criação, e em particular sobre as sociedades humanas (cita-se aqui: Leão XIII, enc. Immortale Dei; Pio XI, enc.Quas Primas)” (2015).

 

 

 

O Concílio, como vemos expressamente, manteve íntegra a doutrina tradicional católica sobre o dever moral dos homens e das sociedades, também dos Estados, para com a verdadeira religião e a única Igreja de Cristo. Que uma nação concreta esteja ou não em condições de cumprir com esse dever moral, é uma questão histórica mutável; e a Igreja deverá se ajustar a essa situação de modo prudente. Mas se um Estado, por sua tradição e pela condição religiosa de seu povo, está em condições de cumprir com esse dever, deve cumpri-lo, segundo o Concílio, pois certamente assim favorece o bem comum temporal e espiritual da nação.Nega a doutrina da Igreja quem considera que a confessionalidade cristã de uma nação é ilícita ou sempre inconveniente em si. E, não obstante, muito lamentavelmente, essa é hoje a opinião mais comum nos católicos (pastores e fieis). É uma tese falsa, contrária ao ensinamento do Magistério tradicional e do Vaticano II. No Concílio, a Comissão redatora da declaração Dignitatis humanae sobre a liberdade religiosa, definindo para os Padres conciliares o sentido do texto que haveriam de votar, afirmou que:

 

 

 

“Se a questão é entendida retamente, a doutrina sobre a liberdade religiosa não contradiz o conceito histórico do que se chama Estado confessional… E tampouco proíbe que a religião católica seja reconhecida pelo direito humano público como religião de Estado” (Relatio de textu emmendatu, em Acta Synodalia Sacrosancti Concilii Oecumenici Vaticani II, Typis Polyglotis Vaticanis, v. III, pars VIII, p. 463).

 

 

O Vaticano II, portanto, não proíbe nem exige a confessionalidade do Estado, cuja conveniência dependerá das circunstâncias religiosas de cada país. A colaboração entre o Estado e a Igreja deve ser verdadeira e assídua. Esse é um princípio fundamental de toda a doutrina católica e também do Vaticano II:

 

 

“No domínio próprio de cada uma, comunidade política e Igreja são independentes e autônomas. Mas, embora por títulos diversos, ambas servem a vocação pessoal e social dos mesmos homens. E tanto mais eficazmente exercitarão este serviço para bem de todos, quanto melhor cultivarem entre si uma sã cooperação, tendo igualmente em conta as circunstâncias de lugar e tempo” (GS 76c). Essa colaboração Igreja-Estado pode assumir formas constitucionais muito diversas. Concretamente, “em razão das circunstâncias particulares dos diferentes povos”, diz o decreto conciliar Dignitatis humanæ, ainda que não chegue à confessionalidade, pode dar-se “a uma determinada comunidade religiosa um especial reconhecimento civil no ordenamento jurídico da sociedade” (6).

 

 

 

É certo que hoje a confessionalidade do Estado muito raramente será conveniente, dado o pluralismo cultural e religioso das sociedades atuais e os erros naturalistas e liberais que chegaram a predominar nelas. Por isso João Paulo II, na exortação apostólica Ecclesia in Europa, afirma que “a Igreja não pede um regresso a formas de Estado confessional. Ao mesmo tempo, deplora todo tipo de laicismo ideológico ou de separação hostil entre as instituições civis e as confissões religiosas” (117). Com efeito, fora algum caso muito singular – a República de Malta, por exemplo -, hoje a confessionalidade cristã de um Estado só poderia se impor com grandes violências morais ou físicas, e não poderia se manter: “nihil vilolentum durabile”. Seria, portanto, gravemente prejudicial tanto para a Igreja como para a sociedade civil. Todavia, outras formas de colaboração podem ser convenientes, como as Concordatas, os Acordos ou as leis que estabelecem certos privilégios a favor da Igreja. E também aqui, sobre esse último ponto, faz-se necessário verificar uma grande verdade negada:

 

 

 

Os privilégios da Igreja numa nação cristã são lícitos e convenientes. Dar ao privilégio um sentido sempre pejorativo é falso; é um erro que procede de outro: da mentalidade igualitária, que se vê injustiçada diante de toda diferença. Privilegium significa simplesmente lex privata, uma lei que o Estado dispõe para um setor da sociedade. Por outro lado, não é fácil distinguir claramente direitos de privilégios. Uma disposição legal que num Estado é um privilégio pode ser em outro um direito, se a lei positiva o reconhece para todos os cidadãos; ou, por exemplo, em alguns Acordos Igreja-Estado, nos artigos sobre o ensino, o poder civil pode reconhecer alguns direitos à Igreja e lhe conceder alguns privilégios em ordem ao bem comum, sem que em cada caso seja sempre fácil distinguir um do outro.

 

 

 

Em todo caso, é justo, equitativo e salutar que se concedam direitos e/ou privilégios a famílias numerosas, deficientes, viúvas de guerra, certas minorias étnicas, fundações e organizações benéficas, etc., e naturalmente à Igreja. Certamente, os privilégios, do mesmo modo que as leis comuns, podem se estabelecer e de formas injustas e abusivas. Mas a fuga sistemática dos privilégios constituiria em si mesma uma grave injustiça, porque obrigaria a tratar igualmente pessoas ou grupos desiguais. Reconhecer direitos próprios ou conceder certos privilégios, por exemplo, ao matrimônio e à família é justo e necessário, especialmente quando a diminuição demográfica constitui um grave perigo.

 

 

Conceder à união homossexual os mesmos direitos e privilégios que ao matrimônio é uma patente injustiça ao direito natural, principalmente ao da procriação!

 

 

 

É, pois, perfeitamente justo que a Igreja disponha de certos privilégios no Estado, ao menos em nações com grande número de cristãos – subvenções, isenção de alguns impostos, ajudas para a construção de templos, etc. Por outro lado, o Concílio declara que a Igreja “não deposita sua esperança em privilégios dados pelo poder civil; mais ainda, renunciará ao exercício de certos direitos legitimamente adquiridos tão logo se constate que seu uso pode ofuscar a pureza de seu testemunho ou que as novas condições de vida exijam outra disposição” (GS 77e). É sem dúvida alguma uma decisão prudente e necessária, considerando a situação atual da sociedade e das instituições políticas, mas que não modifica em nada a doutrina católica sobre a legitimidade e possível conveniência dos privilégios. A Igreja segue considerando que aqueles privilégios ocasionalmente renunciados eram direitos adquiridos legitimamente, em seu tempo positivos e fecundos. E, naturalmente, segue crendo que alguns deles também hoje são justos, necessários e benéficos em determinadas nações.

 

 

 

Os políticos católicos deverão, portanto, buscar hoje para a Igreja aqueles direitos e privilégios que em sua nação forem convenientes, se é que querem, de verdade, que Cristo reine sobre a nação, ainda que seja em forma injustamente limitada. Hão de conseguir para a Igreja e seus membros condições especialmente favoráveis em diversos campos – templos e outros locais apropriados, colégios e universidades privadas, associações benéficas, fundações não lucrativas, ajuda pessoal e material a países pobres, atividades familiares educativas e recreativas, meios de comunicação, etc. Um entreguismo derrotista e vergonhoso leva a ocasiões em que, por exemplo, a Igreja é pior tratada pelo Estado que certos grupos minoritários e ideológicos.

 

 

 

Cito um caso penoso e significativo:

 

 

A Democracia Cristã da Itália, em quase cinquenta anos de governo, nunca encontrou o momento adequado para conseguir uma lei que financiasse a educação privada. E nessa questão gravíssima não se tratava de conseguir um privilégio, mas um mero e simples direito dos pais a não pagar duas vezes para dar ensino católico aos seus filhos: uma vez ao Estado e outra ao colégio ou à universidade de sua escolha. E é que os políticos cristãos que não procuram para a Igreja os privilégios que merece e necessita, tampouco conseguem os direitos que lhe são devidos. Nem tentam consegui-los.

 

Por: José María Iraburu, sacerdote - Pamplona, Espanha.

 

 


 

Resumo do Documento 105 CNBB - Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade Sal daTerra e Luz do Mundo (Mt 5, 13-14)

 

 

54ª Assembleia Geral – Aparecida

 

 

 

 

 

Introdução

 

 

 

No dom de ser cristão, todos se tornam discípulos missionários. Na descoberta do viver com Ele, o cristão torna-se anunciador, testemunha. Os modelos de organização eclesial podem mudar ao longo da história – fica sempre a primazia do amor (1Cor 13). O cristão é um sujeito eclesial, ou seja, maduro na fé, testemunha o amor à Igreja, serve aos irmãos, permanece na escuta da palavra, obediente a inspiração do Espírito Santo. Deve ter coragem e ousadia para dar testemunho de Cristo.

 

 

Os pastores da Igreja agradecem aos cristãos leigos e leigas pelo testemunho de fé, pelo amor e dedicação a Igreja e pelo entusiasmo com que se doam ao povo, às comunidades, às suas famílias, às suas atividades profissionais, até ao sacrifício de si.

 

 

• Nós, bispos, com toda a Igreja de Cristo, somos devedores a estes e estas, que carregam a Igreja no coração e nos ombros e fazem acontecer o Reino com suas mãos e seus pés.

 

 

• Os leigos vivem no mundo, em todas as profissões e trabalhos, nas condições comuns de vida familiar e social. São chamados a viver segundo o Evangelho como fermento de Santificação, sendo testemunha da fé, da esperança e do amor.

 

 

• Paulo VI lembra que o leigo, não é responsável pelo desenvolvimento da comunidade eclesial, esse papel é especifico dos pastores. O leigo a chamado a agir fora da igreja.

 

 

• Hoje temos um imenso número de leigos com um alto grau de sentido de comunidade, uma grande fidelidade a caridade, a catequese, da celebração e da fé.

 

 

Capítulo 1

 

 

O Cristão leigo, sujeito na Igreja e no mundo: Esperanças e Angústias - Nos leva a um “passeio histórico” pela Teologia do Laicato (no mundo e na América Latina) nos últimos 50 anos! Documentos do CELAM Rio de Janeiro 1955 Medellín 1968 Puebla 1979 Santo Domingo 1992 2007 1965.

 

 

 

“Se o sal perde seu sabor, com que se salgará?” (Mt 5,13) Sujeito eclesial: Discípulos Missionários e Cidadãos do Mundo. “Vós sois o sal daTerra”. “vós sois a Luz do mundo.” (Mt 5,13-14).

 

 

Nem o sal, nem a luz , nem a Igreja vivem para si mesmo

 

 

Missão iluminar, doar, dar sabor e se dissolver.Eu sou a videira e vós os ramos (Jo 15,1-8). A vitalidade dos ramos depende de sua ligação com a videira – Jesus Cristo. Daí a necessidade de pertença a uma comunidade de fé, para se alimentar. Papa Francisco na EG pede aos leigos que saiam para o encontro com Cristo vivo e com os irmãos. Na Carta de Diogneto – cristãos são a alma do mundo. Assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo.

 

 

Avanços e Recuos

 

 

 

Muitos leigos são teólogos, formadores, pregadores da palavra, etc. Grupos de reflexão bíblicos, escolas de teologia, as pastorais. Muitos jovens estão criando consciência de serem missionários. Temos a ação de muitos leigos com uma vida de espiritualidade, fazendo visita a hospitais, as periferias. Muitas dioceses contam com leigos na administração dos bens, do dízimo

 

 

• Muitos leigos competentes no mercado de trabalho, nas diferentes áreas levando a mensagem de Cristo através de seus comportamentos

 

 

• Muitos leigos envolvidos na politica, com a intenção de fazer o bem ao próximo

 

 

• Hoje existe a mística da proximidade, a pedagogia do diálogo, superação de estruturas ultrapassadas, vejam os tribunais eclesiásticos, existe a consciência de quem toca no pobre, toca na carne de Jesus.

 

 

• A Igreja não tem medo de entrar na noite do povo.

 

 

Recuos

 

 

Ainda é insuficiente o número de leigos atuando nas estruturas do mundo e da sociedade.

 

 

• Muitos ainda valorizam o serviço somente no interior da Igreja, não assumindo a missão para o mundo.

 

 

• Proliferação de grupos de elite, pretensão de dominar o espaços da igreja, fofocas, criticas exageradas.

 

 

• É preciso muito discernimento a respeito da pratica de determinados exorcismos, e promessas de cura, certos estilos de celebrações, especialmente na mídia.

 

 

• Existe muito clericalismos, ou seja, centralização nos padres.

 

 

• Persiste o amadorismo em relação à preparação e formação de lideranças, discórdias, divisões, apego aos cargos, acumulo de responsabilidades.

 

 

• Desafio para superação do analfabetismo bíblico

 

 

• Existe dentro da Igreja o pelagianismo, ou seja, o homem não precisa de Deus para sua salvação, cumprindo os ritos ele se salva por si mesmo, não necessita da graça de Deus.

 

 

 

Rostos do laicato

 

 

Casais que constituem a Igreja doméstica, por meio da convivência e educação dos filhos crescem na santidade familiar.

 

 

• Pais que acolhem a vida humana, desde a concepção, assumem com amor os filhos com deficiência, dando testemunho do evangelho da vida.

 

 

• As crianças da catequese, crianças que são coroinhas, tornando a Igreja mais bela e atraente e evangelizam seus familiares, amigos e outras crianças. Essas crianças são o germe do laicato maduro.

 

 

• A participação das mulheres nas responsabilidades pastorais, porque o gênio feminino é necessário em todas as expressões da vida vai social.

 

 

• Constata-se o crescimento da consagração de leigos para o bem da Igreja e da sociedade.

 

 

• A Igreja se alegra com os cristãos leigos que atuam como coordenadores, lideres nas pastorais e movimentos. Esse é um serviço do lava-pés, seguindo o Cristo Bom Pastor, agindo em nome da Igreja em favor do povo. Liderar é um ato de amor à Igreja, que convence e anima outro.

 

 

• Os vocacionados são filhos de Deus pelo batismo, e não devem compreender sua vocação com honra, status ou vantagem pessoal, devem ser discernido pela Igreja.

 

 

• Missionários nas Igrejas irmãs que oferecem suas vidas para o crescimento do Reino.

 

 

Lógica individualista de um mundo globalizado Papa Francisco no dia mundial da paz

 

 

Precisamos vencer a indiferença com as obras de misericórdia para conquistar a paz.

 

 

• Caim se mostrou indiferente em relação ao irmão. O bom samaritano, pelo contrário, deixou-se comover, venceu a indiferença pela misericórdia

 

 

• Corremos o risco de perder a capacidade de chorar com quem chora, mas também de nos alegrar com quem se alegra (Rm 12,15).

 

 

O mundo globalizado além de “unificar a economia”, também inclui o homem com seus anseios e desejos, tornando-o um voraz consumidor, tornando a vida perversa e competitiva. Essa lógica se caracteriza por:

 

 

• Satisfação individual e indiferença pelo outro

 

 

• Supremacia do desejo em relação às necessidades

 

 

• Predomínio da aparência em relação à realidade

 

 

• Inclusão perversa, que gera uma falsa necessidade e desejo aos incluídos no mercado

 

 

• Falsa satisfação – bens efêmeros Contradições do mundo globalizado

 

 

• Desenvolvimento x pobreza • Confiança no mercado x crises constantes • Enriquecimento de uns x degradação ambiental

 

 

• Bem estar de uns x exclusão da maioria • Busca de riqueza x corrupção e tráfico

 

 

• Segregação dos grupos sociais privilegiado x segregação em bolsões de pobreza

 

 

• Redes sociais virtuais x indiferença real.

 

 

Para viver na Igreja e viver a missão temos que aprender a distinguir:

 

 

• Pluralidade, que respeita as diferenças do relativismo que se pauta pela indiferença

 

 

• A secularidade que valoriza as conquistas humanas do secularismo que considera Deus como intruso

 

 

• Benefícios da tecnologia da dependência de eletrônicos •

 

 

 Uso das redes sociais como forma de relações mais amplas da comunicação virtual isolada que dispensa a relação pessoal

 

 

• Consumo dos bens necessários da busca desordenada

 

 

• Uso do dinheiro para justa aquisição de bens da idolatria do dinheiro como valor absoluto

 

 

• Autonomia, liberdade do isolamento individualista

 

 

• Valores e instituições tradicionais do tradicionalismo que se nega a dialogar com o mundo.

 

 

• Vivência comunitária que possibilita a justa relação com o outro do comunitarismo sectário que isola o grupo do mundo.

 

 

Tentações na missão do leigo:

 

 

Ideologização da mensagem evangélica – interpretar o evangelho fora da bíblia

 

 

• Reducionismo socializante – reduzir a palavra de Deus a partir da ótica puramente social. Tanto o liberalismo de mercado como o marxismo são reducionistas.

 

 

• Ideologização psicológica – entende o encontro com Cristo como dinâmica do autoconhecimento, não há a transcendência, não existe a missionariedade.

 

 

• Proposta gnóstica – A partir da razão, do conhecimento, confiam mais nos raciocínios do que na graça

 

 

• Proposta pelagiana- procura a solução dos problemas sem recorrer a graça de Deus, confia apenas na disciplina, na lei, no rigor.

 

 

• Clericalismo – o Padre centraliza tudo, assim o leigo assume o que é mais cômodo para ele

 

 

• Comunitarismo Sectário – comunidade que se veem mais puras do que os que estão de fora.

 

 

• Secularismo – é a negação da religiosidade, em prol de uma vida corrida com a preocupação com o dinheiro, família o social.

 

 

A necessária mudança de mentalidade e de estruturas

 

 

A igreja não é ilha de perfeitos, viver e atuar no mundo globalizado implica mudança de mentalidade e de estruturas

 

 

• A Igreja é chamada a ser comunidade de discípulos de Jesus, e deve-se aprofundar no conhecimento, na vivencia do amor e acolhimento.

 

 

• Viver de modo que sejamos sinal de contradição a tudo o que não condiz com o plano de Deus

 

 

• Organização da comunidade permitindo a inserção de varias pessoas com dons e funções distintas

 

 

• Convidados a buscarmos os sinais do Reino no mundo e valorizá-los

 

 

• Viver como comunidade que pratica a fraternidade aos mais frágeis e necessitados.

 

 

• Devemos ser igreja em saída e acompanhar o irmão que ficou caído pelo caminho

 

 

• Bento XVI nos diz que o leigo não é um colaborador mas um corresponsável do ser e agir da Igreja, sempre em comunhão cordial com bispos

 

 

• O testemunho da unidade em meio a diversidade deve tornar a igreja resplandecente e fascinante.

 

 

Somos sujeitos de nossas vidas pelas nossas palavras e ações

 

 

No seguimento de Cristo, somos conscientes de nossa dignidade, livre de qualquer escravidão e capaz de doar-nos ao serviço do Reino Igreja povo de Deus peregrino e evangelizador

 

 

• Somos chamados de povo de Deus, e quando Deus chama alguém, tem sempre em vista o serviço a todo um povo

 

 

• “antes não eram povo, agora porém, são povo de Deus, alcançaram misericórdia. (1Pd, 2,10)

 

 

• A noção de Igreja como povo de Deus lembra que a salvação, embora pessoal, não considera as pessoas de maneira individualista, mas com inter-relacionadas e interdependentes.

 

 

• Deus vocaciona as pessoas e as santifica como comunidade, como povo de Deus.

 

 

• Papa Francisco: “ninguém se salva sozinho, isto é, nem como indivíduo isolado, nem por suas próprias forças”

 

 

• A inter-relação e interdependência nos leva a valorizar o outro, o diferente. • Ser povo de Deus é ser o fermento de Deus no meio da humanidade, é anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo.

 

 

A Igreja, Corpo de Cristo na história

 

 

Os cristãos são chamados a serem os olhos, os ouvidos, as mãos, a boca, o coração de Cristo na Igreja e no mundo.

 

 

• O batismo nos incorpora a Cristo, ao sairmos das águas do batismos, todos nós ouvimos a voz que um dia se fez ouvir nas águas do Jordão, “Tu és meu filho muito amado” (Lc 3,22). Nos tornamos filhos de adoção e irmãos de Cristo.

 

 

• A crisma nos unge com o óleo do mesmo Espirito Santo, para sermos defensores e difusores da fé.

 

 

• A Eucaristia une a todos nós na mesma fração do pão (1Cor 10,17)

 

 

• Os bispos do Brasil, tomaram por fazer da catequese um processo de inspiração catecumenal. A iniciação à Vida Cristã há de caracterizar toda a catequese, de modo que todos os membros da Igreja e os que nela se inserem, ou a ela retornem, encontrem Cristo Ressuscitado, façam verdadeira experiência do amor de Deus e se tornem autênticos discípulos missionários do Evangelho de Cristo.

 

 

• Deus nos dota com um instinto da fé, o sensus fidei, que nos ajuda a discernir o que vem realmente de Deus.

 

 

Perfil Mariano da Igreja

 

 

Maria por sua fé e obediência à vontade de Deus e por sua constante meditação e prática da Palavra, é a discípula mais perfeita do Senhor.

 

 

• O perfil mariano é para a Igreja, tão fundamental e característico, senão muito mais, que o perfil apostólico e petrino

 

 

• Maria precede Pedro e os apóstolos, ela é figura da Igreja, na sua pessoa a Igreja já atingiu a perfeição

 

 

• Em Maria, mulher leiga, santa, Mãe de Deus, os fiéis leigos encontram razões teológicas para a compreensão de sua identidade e dignidade no povo de Deus. Vocação Universal a Santidade.

 

 

A maior parte dos batizados ainda não tomou plena consciência de sua pertença à Igreja

 

 

Sentem-se católicos, mas não Igreja”(DSD,96) O cristão leigo é verdadeiro sujeito na medida em que:

 

 

• cresce na consciência de sua dignidade de batizado,

 

 

• assume de maneira pessoal e livre as interpelações da sua fé,

 

 

• abre-se de maneira integrada às relações fundamentais (com Deus, com o mundo, consigo mesmo e com os demais),

 

 

• contribui efetivamente na humanização do mundo, rumo a um futuro em que Deus seja tudo em todos.

 

 

Entraves à vivência do cristão como sujeito na Igreja e no mundo

 

 

O cristão encontra alguns entraves para a vivência de sua fé de modo integral e integrado. Eis algumas delas:

 

 

• Oposição entre a fé e a vida

 

 

• Oposição entre sagrado e profano

 

 

• Oposição entre a Igreja e o mundo

 

 

• Oposição entre identidade eclesial e ecumenismo.


 

 


 

A AÇÃO TRANFORMADORA NA IGREJA e NO MUNDO

 

 

E a massa toda fica fermentada (Mt 13,33) “ Ide pelo mundo inteiro e anunciai a boa nova a toda criatura!” (Mc 16,15).Enviados por Cristo, em comunhão com os ministros ordenados e as pessoas da vida consagrada, os cristãos leigos são fermento.

 

 

• O fermento quando misturado à massa, desaparece. No entanto a massa já não é mais a mesma

 

 

• O Papa quer uma igreja de portas abertas: • Mais forte no queriguima do que no legalismo

 

 

• Igreja da misericórdia mais do que da severidade • Não crescer por proselitismo (catequese, apostolado), mas por atração

 

 

Cada cristão é missionário na medida em que se encontrou com o amor de Deus

 

 

É necessário e educar o povo na leitura e na meditação da Palavra, do contrário como vão anunciar uma mensagem cujo conteúdo e espírito não conhecem profundamente.

 

 

• A oração e a contemplação são fundamentais na vida dos cristãos, é preciso cultivar um espaço interior, onde se dedica um tempo à oração sincera, que leva a saborear a amizade e a mensagem de Jesus.

 

 

• O discípulo missionário enfrentará realidades que contradizem o Reino de Deus e deve gritar.

 

 

• Não nos roubem o entusiasmo missionário”

 

 

• “Não nos roubem a alegria da evangelização”

 

 

• “Não nos roubem a esperança” • “Não deixemos que nos roubem a comunidade”

 

 

 • “Não deixemos que nos roubem o Evangelho”

 

 

• “Não deixemos que nos roubem o ideal de amor fraterno”

 

 

 

Igreja pobre, para os pobres, com os pobres

 

 

Na Evangelii Gaudim é dito, que existe um vínculo indissolúvel entre a fé e os pobres. Não os deixemos jamais sozinhos” (EG, n. 48).

 

 

• Devemos praticar a cultura do encontro: “Isso implica não se fechar na própria comunidade, na própria instituição paroquial ou diocesana, no grupo de amigos, na própria religião, em si mesmo.” ( EG, n. 220) Espiritualidade Encarnada

 

 

• Uma espiritualidade encarnada caracteriza-se pelo seguimento de Jesus, pela vida no Espírito, pela comunhão fraterna e pela inserção no mundo.

 

 

Presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil

 

 

Nos anos 70:

 

 

Criação de organismo de articulação do Laicato, o então Conselho Nacional dos Leigos (CNL), hoje Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB).

 

 

Hoje:

 

 

A Igreja conta com uma gama variada de Associações de fiéis que agregam leigos e clérigos, leigos(as) consagrados(as), cada qual com seu carisma.

 

 

• Novas comunidades: “Todas as formas de Associação existem para edificação da Igreja e para contribuir com a sua missão no mundo.

 

 

 

Formação do laicato

 

 

“Aqueles que ocupam funções de direção ou exercem especial responsabilidade no povo de Deus – bispos, presbíteros, diáconos, consagrados e lideranças leigas de um modo geral – são responsáveis pelo processo formativo.”

 

 

• A formação do sujeito eclesial, para ser integral, precisa considerar as dimensões humana e espiritual, teológica e pastoral, teórica e prática.

 

 

• É um caminho longo, requer itinerários diversificados, respeitando o processo de cada indivíduo

 

 

• Requer acompanhamento do discípulo

 

 

• A espiritualidade tem que transformar a vida de cada discípulo.

 

 

 

Referências

 

 

-Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, 1999

 

-CELAM. Documento de Aparecida. São Paulo: Paulus, 2008

 

-Código de Direito Canônico. São Paulo: Edições Loyola, 2001

 

-Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II. São Paulo: Paulus, 2014

 

- Doutrina Social da Igreja

 

- Documento 105 CNBB - Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade Sal daTerra e Luz do Mundo (Mt 5, 13-14) 54ª Assembleia Geral – Aparecida

 

 

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Neste Apostolado APOLOGÉTICO (de defesa da fé, conforme 1 Ped.3,15) promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Defendemos as verdade da fé contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Deus é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade. Este Deus adocicado, meloso, ingênuo, e sentimentalóide, é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomás de Aquino).Este apostolado tem interesse especial em Teologia, Política e Economia. A Economia e a Política são filhas da Filosofia que por sua vez é filha da Teologia que é a mãe de todas as ciências. “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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