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Medicina Holística e Alternativas – O que diz a Ciência?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 13 de maio de 2021 | 18:36

 



 

O mais paradoxal de tudo isso é que os praticantes e defensores deste tipo de pseudo medicina, em grande maioria, são aqueles(as) que durante a pandemia da Covid 19 diziam para acreditarmos somente na Ciência.

 

 

Medicina Holística, a Antimedicina

 

 

*(POR PROF. FELIPE AQUINO)

 

 

Diferentemente da Medicina Ortodoxa ou Clássica, a qual se baseia em Ciência autêntica e é nela fundamentada, a Medicina Holística não possui a Ciência como seu alicerce. O pressuposto essencial e fundamento da Medicina Holística é o que chamam de “equilíbrio energético”.

 

 

Porém nunca jamais tive notícia de qualquer terapeuta holístico que pudesse definir nem o que seria este “equilíbrio” e muito menos o que seria essa tal “energia”. E, lamentavelmente, a esmagadora maioria desses tais terapeutas não sabe, de fato, com o que estão lidando.

 

 

Fazem cursos que lhes informam apenas a metodologia das terapias alternativas e apenas um mínimo de conhecimento sobre suas origens e reais significados lhes é fornecido. Mas, aqui, iremos a fundo neste assunto.



A “Energia” da Medicina Holística

 

 

 

O falso pressuposto a que se apegam os instrutores da medicina holística e suas práticas é o de que existe uma energia cósmica e vital que flui pelos corpos dos homens mantendo-os em harmonia com o universo. Esta suposição não possui absolutamente nada de científico, mas sim de ocultismo. A tal energia cósmica a que se referem também fluiria, segundo eles, pelos corpos dos animais, dos insetos, das plantas e até das pedras. E no caso dos terapeutas holísticos, estes teriam recebido o preparo para lidar com essa energia através de dezenas de métodos que utilizam. E eis aqui uma lista de alguns deles:

 

 

-ACUPUNTURA,

 

-FITOTERAPIA CHINESA,

 

-QUIROPRÁTICA,

 

-FLORAIS DE BACH,

 

-GEMOTERAPIA,

 

-AROMATERAPIA,

 

-TAI CHI,

 

-MEDICINA AYURVÉDICA,

 

-REFLEXOLOGIA,

 

-YOGA,

 

-OSTEOPATIA, dentre outras.

 

 

E como a tal energia é considerada vital pelos terapeutas holísticos, o restabelecimento de seu “equilíbrio” abrangeria os três aspectos exdistenciais do ser humano: O Espiritual, o Mental e o Físico. Daí chamar-se de Holística (de holos = todo). Buscam, em última análise, uma “harmonia energética” (e logo veremos o que significa essa tal energia). Antes, porém, verifiquemos alguns textos esclarecedores escritos por terapeutas holísticos (retirados do gigantesco penduricalho de sites esotéricos, holísticos e ocultistas que se multiplicam pela Internet. No final deste estudo apresentaremos alguns deles).

 

 

Trechos de Sites Holísticos:

 

 

“Um dos objetivos mais importantes da medicina holística, que não recorre às drogas, é superar bloqueios energéticos súbitos ou crônicos e restaurar o fluxo normal da energia interna em direção à parte afetada ou ao corpo em sua totalidade.”

 

 

“A Saúde Holística é quando vemos o ser como um todo. O espírito imortal precisa de um veículo para manifestar-se: o corpo. O perispírito, a mente, o espírito formam o conjunto de fatores que permite a expressão do pensamento do ser, do indivíduo e do espírito. Ou seja, a saúde holística é visão global do ser como um todo (corpo, perispírito e espírito).

 

 

“Sendo Holismo o todo e estando o médium intermediando o plano espiritual e o plano carnal, existe uma estreita relação entre mediunidade e Holismo. O médium pode influir na saúde holística através do seu magnetismo, usando pensamento, sentimento e vontade e também através de sua faculdade mediúnica (mediunidade de cura)”

 

 

“A Terapia Energética Holística Reconhece no ser humano, de forma inédita, 8 (oito) corpos, “um-dentro-do-outro”! Assim, a natureza “já” clonou, em níveis superiores de energias, “Plantas Arquetípicas” capazes de refazerem quaisquer órgãos do homem e da mulher, de forma natural.”

 

 

“Os desequilíbrios na saúde, as crises em geral (econômicas, ocupacionais, etc.) ligam-se às “energias negativas”, que, sendo “reequilibradas” restabelecem a harmonia pessoal e geral! E isto até mesmo nos casos considerados sem solução ou sem diagnóstico, pelos meios tradicionais”

 

 

“Lembre-se, a pessoa mais importante neste mundo em primeiro lugar é você mesmo, pois para estar bem no seu trabalho, na faculdade, no relacionamento é preciso que em primeiro lugar se esteja bem consigo mesmo, isto é , estar em equilíbrio físico, energético e mental”

 

 

Agora, uma pergunta que não quer calar:

 

-De fato, do que foi lido nesses trechos acima, algo soa como científico?

 

A mim, e a muitos outros colegas médicos e da área das ciências exatas, nos parece que não.

 

 

O Segredo Oculto da Medicina Holística e o que é a tal Energia a que se referem. Para que se possa compreender o real sustentáculo das teorias e doutrinas holísticas é indispensável que falemos sobre duas terapias holísticas que são o elo entre a Medicina Holística e suas origens ocultistas: O Reiki e a Yoga. Os trechos abaixo foram reproduzidos de um site Holístico e sumarizam, em síntese suficientemente esclarecedora, a essência fundamental da Medicina Holística.

 

 

Essas definições nada científicas nos servirão de introdução para o grande elo da Medicina Holística com sua real origem: O Ocultismo e o Espiritismo Hinduístas, cuja epítome de expressão atuante é a Yoga Hindu, a mãe da Medicina Holística, sendo ambas filhas do Hinduísmo.

 

 

 

REIKI

 

 

“Energia Cósmica Universal de cura (técnica milenar de cura e auto cura com as mãos), age direta e harmoniosamente nos centros vitais do corpo, influenciando o poder de cura do próprio organismo em todos os níveis (físico, mental, emocional e etérico).”

 

 

 

“REIKI é uma energia equilibradora e harmonizadora de origem na Inteligência Cósmica e, como tal, atua de forma inteligente, direcionando-se aos locais de maior carência, preenchendo “faltas” e dispersando “excessos”, conforme a necessidade.”

 

 

“O REIKI Aproxima você do seu Eu Interno. Proporciona equilíbrio energético. Revitaliza o corpo físico e o energético. Amplia a consciência. Acelera a auto cura.

 

 

“Combate a causa de doenças no campo energético. Atua em animais, plantas e minerais. Aumenta a criatividade. Libera emoções bloqueadas. Atua em toda a faixa vibratória: física, mental e espiritual. Restabelece a harmonia e o bem estar. Revitaliza o corpo físico e o energético. Amplia a consciência.”

 

 

 

IOGA

 

 

A ioga está baseada em uma filosofia e em uma visão que não são compatíveis com a fé cristã. As seguintes chaves resumem as publicações dos especialistas Joel S. Peters e Pe. James Manjackal a respeito do tema:

 

1. A ioga é uma disciplina espiritual hindu e não só posturas ou exercícios físicos.A palavra ioga deriva da raiz sânscrita “yuj” que significa “união”. O objetivo da ioga é unir o eu transitório (temporal), ou “jiva”, com o (eu eterno) infinito, ou “Brahman”, o conceito hindu de Deus. Este deus não é um deus pessoal, mas uma substância impessoal espiritual que é “um só com a natureza e o cosmos”. Brahman é uma substância impessoal e divina que “impregna, envolve e subjaz em tudo”.A ioga não é apenas um conjunto de posturas e exercícios físicos, mas uma disciplina espiritual que busca levar a alma ao “samadhi”, ou seja, aquele estado no qual o natural e o divino se transformam em um, o homem e Deus chegam a ser um sem nenhuma diferença.

 

2. É panteísta e, portanto, incompatível com o cristianismo. O panteísmo é aquela visão na qual deus e o mundo são um só. No hinduísmo existe uma realidade única e todo o resto é uma ilusão (ou Maya), ou seja, o universo é entendido como uma energia eterna, divina e espiritual, onde todos os indivíduos que existem – inclusive os humanos – são suas extensões. A ioga é o caminho que conduz o praticante (varão=yogi, mulher=yogini) com esta energia cósmica. Por outro lado, no cristianismo, através da revelação contida na Tradição e nas Sagradas Escrituras, conhecemos a verdadeira natureza do homem como criação única de Deus, criado a sua imagem e semelhança; onde nem o homem nem o universo criado são divinos.No hinduísmo, o bem e o mal são ilusórios (Maya) e, portanto, inexistentes; enquanto no cristianismo, o pecado é uma transgressão da lei de Deus e o rechaço de nosso verdadeiro bem. Além disso, é inseparável para nossa fé porque é a razão pela qual necessitamos um Salvador. A Encarnação, a Vida, a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus são meios de salvação para os cristãos, ou seja, para nos libertar do pecado e de suas consequências.

 

 

3. Não é possível separar a espiritualidade hindu da prática da ioga. É um erro acreditar que praticando ioga só conseguirão benefícios corporais sem ser afetado pelo seu fundamento espiritual. Isto acontece porque a ioga não trata essencialmente do relaxamento ou da flexibilidade, mas de utilizar os meios físicos para um fim espiritual. Como explica o apologista Michael Gleghorn, há especialistas em ioga, como Georg Feuerstein e Jeanine Miller, que ao falar sobre as posturas desta prática (asana) e dos exercícios de respiração (pranayama) assinalam-nas como algo mais que simplesmente outra forma de exercício: são “exercícios psicossomáticos”, isto é, que o processo de origem psíquica também influencia no corpo. O reconhecido investigador sobre ioga, Dave Fetcho, também assinala que a filosofia oriental é interdependente com a prática da ioga:“A ioga física, segundo sua definição clássica, é intrínseca e funcionalmente incapaz de ser separada da metafísica das religiões orientais. O praticante ocidental que tentar fazer isto está fazendo com ignorância e em perigo, tanto do ponto de vista do iogue como do ponto de vista cristão. (Ioga; 725:2)

 

4. Sim, a Igreja Católica se pronunciou sobre o tema. Na “Carta aos bispos da igreja católica acerca de alguns aspectos da meditação cristã” de 1989, a Congregação para a Doutrina da Fé, embora não condene expressamente a ioga, assinala no numeral 12 que é necessário ser prudente com a prática de “métodos orientais”, inspirados no hinduísmo e no budismo:

 

“Estas propostas ou outras análogas de harmonização entre a meditação cristã e as técnicas orientais, deverão ser continuamente examinadas mediante um cuidadoso discernimento de conteúdos e de método, para evitar a queda num pernicioso sincretismo”.

 

O numeral 14 explica que a noção de que os seres humanos se unam “com uma consciência cósmica divina” contradiz os ensinos da Igreja:

 

“Para aproximar-se daquele mistério da união com Deus, que os Padres gregos chamavam divinização do homem, e para compreender com precisão as modalidades segundo as quais ela se realiza, é necessário ter presente, em primeiro lugar, que o homem é essencialmente criatura e tal permanece para sempre, de modo que jamais será possível uma absorção do eu humano pelo Eu divino, nem sequer nos mais elevados graus de graça”.

 

Em 2003, o Conselho Pontifício da Igreja Católica para o Diálogo Inter-religioso publicou um documento intitulado “Jesus Cristo portador da Água da Vida”, no qual descreve a ioga como uma das muitas práticas da New Age (Nova Era) e que é “difícil de reconciliar com a doutrina e a espiritualidade cristã”. No numeral 3 explica por que o da ioga não ajuda na meditação e na oração cristã:

 

“Para os cristãos, a vida espiritual consiste em uma relação com Deus que vai se tornando cada vez mais profunda com a ajuda da graça, em um processo que ilumina também a relação com nossos irmãos. A espiritualidade, para a New Age, significa experimentar estados de consciência dominados por um sentido de harmonia e fusão com o Todo. Assim, ‘mística’ não se refere a um encontro com o Deus transcendente na plenitude do amor, a não ser à experiência provocada por um voltar-se sobre si mesmo, um sentimento exultante de estar em comunhão com o universo, de deixar que a própria individualidade entre no grande oceano do Ser”.

 

5. A origem da ioga remonta aos “vedas” e existe mais de um tipo. Embora suas origens remontam há 5 mil anos e durante muito tempo seus princípios foram transmitidos oralmente, a ioga foi colocada por escrito e apareceu publicamente nos 4 antigos textos hindus conhecidos como os Vedas (depois nos Upanishads). Alguns anos depois, o pensador hindu Patañjali compilou e codificou todo o conhecimento da ioga no Ioga Sutra, o texto de mais autoridade sobre este tema, reconhecido por todas suas escolas.Patañjali explicou em seus escritos as 8 vias que guiam as práticas da ioga, da ignorância à “iluminação” ou união com Brahman. São estas: o autocontrole (yama), a prática religiosa (niyama), posturas (asana), exercícios de respiração (pranayama), controle dos sentidos (pratyahara), concentração ou controle mental (dharana), contemplação profunda (dhyana), iluminação (samadhi). É interessante observar que as posturas e os exercícios de respiração que normalmente são considerados no Ocidente como toda a Ioga, são os passos 3 e 4 que procuram a união com o chamado Brahman.

 

 

Para bons entendedores...

 

 

 

*Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.

 

 


O homem que derrubou as terapias alternativas com a ciência

 

 

(Javier Salas)

 

 

O investigador das pseudociências Edzar Ernst passou duas décadas estudando pseudomedicinas, como a homeopatia, até que o príncipe Charles o afastou de seu cargo:

 

 

“Nunca pensei que fazer perguntas básicas e necessárias como cientista poderia provocar polêmicas tão ferozes e que minhas investigações me envolveriam em disputas ideológicas e intrigas políticas no mais alto escalão”.

 

 

Quem afirma isso é Edzard Ernst, certamente o cientista mais odiado pelos defensores da pseudomedicina no mundo inteiro. A razão é simples: o resultado do seu trabalho os deixa sem argumentos. Ernst (Wiesbaden, Alemanha, 1948) foi o primeiro a submeter as terapias alternativas ao rigor da ciência de forma sistemática e chegou a uma conclusão: remédios como homeopatia não são mais que placebos e quem os receita viola a ética médica.

 

 

 

Na sua viagem científica contra a pseudociência, Ernst teve que enfrentar a memória de sua mãe e o Príncipe de Gales, dois fervorosos homeopatas. O investigador alemão dedicou 20 anos a um estudo crítico dessas terapias — “duas décadas de conflitos intermináveis” —, desde a acupuntura até a imposição de mãos, e sua equipe publicou mais de 350 trabalhos sobre o assunto. Suas memórias, A scientist in Wonderland (Imprint Academic), Um cientísta no País das Maravilhas, em tradução livre, oferece o melhor relato sobre as dificuldades que enfrenta aquele que pretende desvendar de maneira crítica as terapias alternativas: ameaças, falta de apoio institucional, pressões desde as altas esferas de poder, solidão... e inumeráveis dificuldades científicas.

 

 

Os terapeutas alternativos e seus partidários parecem um pouco crianças brincando de médicos e pacientes”, diz Ernst

 

 

 

Os testes que são realizados diariamente em todos os hospitais do mundo passam por um protocolo muito claro para provar se o medicamento funciona ou não:

 

 

Dão o remédio para um grupo e um placebo para o outro. Mas como estudar se a imposição de mãos realmente funciona para curar ou aliviar o sofrimento de um doente? Essa foi a primeira pergunta que Ernst se fez ao aterrissar, em 1993, na cadeira de Medicina Complementar da Universidade de Exeter, a primeira do seu tipo.

 

 

Naquela época, conta, havia tantos curandeiros (por volta de 14.000) no Reino Unido quanto médicos. O placebo concebido pelos próprios curandeiros seria uma atuação em que fingem estar impondo suas mãos. À medida que os curandeiros perceberam que seriam desmascarados, começaram as brigas, as críticas e o rechaço aos métodos: no fim, acabou que os atores também tinham capacidades curandeiras, e por isso, o seu placebo funcionava melhor que o dos profissionais.

 

 

 

Ernst começou a se interessar pelo estudo crítico das terapias alternativas depois de trabalhar em um hospital homeopático em Munique, em seu país natal, onde essa pseudoterapia tem raízes profundas e é praticada por médicos importantes. A partir da sua experiência ali, traça em suas memórias um relato devastador dos doutores que receitam esses remédios falsos que nunca demostraram sua utilidade médica:

 

 

“Fazem isso porque “não podem lidar com as demandas às vezes muito altas da medicina convencional. É quase compreensível que, se um médico tem problemas para compreender as causas multifatoriais e os mecanismos de uma doença, ou não domina o complexo processo de chegar a um diagnóstico e buscar um tratamento eficaz, ele tentará empregar no lugar disso conceitos como a homeopatia e a acupuntura, cujas bases teóricas são muito mais fáceis de serem entendidas”, escreve o cientista, que continua muito combativo em seu blog.

 

 

 

 

Graças ao seu espírito crítico, a cadeira de Exeter tornou-se a vanguarda da investigação séria sobre a chamada medicina complementar, e dela saíram alguns dos estudos que demonstraram a sua ineficácia e também seus perigos, como os osteopatas e quiropráticos que manipulam a coluna vertebral provocando sérios problemas aos seus pacientes. Para não falar no risco mais simples e perigoso de todos: abandonar os tratamentos duros, mas eficientes, como a quimioterapia, por terapias supostamente inócuas, mas que deixarão o paciente morrer.

 

 


Esse cargo havia sido criado para continuar fazendo a ciência acrítica que os defensores das terapias alternativas queriam, como o príncipe Charles, em que simplesmente se perguntava ao paciente se ele estava se sentindo melhor ou pior do que antes de tal tratamento. Sobre eles, escreve que parecem ter “pouca ou nenhuma compreensão do papel da ciência em tudo isso. Os terapeutas alternativos e seus partidários parecem um pouco como crianças brincando com médicos e pacientes”. Quando os seus resultados começaram a desqualificar esses remédios, os partidários da medicina complementar começaram a atacá-lo em todos os âmbitos, do pessoal ao público.

 

 

O pesquisador considera que alguns dos médicos que receitam homeopatia o fazem porque não conseguem chegar a diagnósticos sérios usando as ferramentas da medicina. Surgiu disso o principal obstáculo da sua carreira e que teve notável repercussão no Reino Unido: seu conflito com o príncipe Charles, que durante anos pressionou os ministros para incluir a homeopatia no sistema de saúde britânico. No fim, depois que Ernst o acusou publicamente de não ser nada mais que um vendedor de produtos para crescer o cabelo, o herdeiro do trono conseguiu retirá-lo do cargo em Exeter, depois de um doloroso processo na Universidade, do qual saiu absolvido, apesar das pressões.No fim, depois de muitas brigas, vitórias e dissabores, Ernst concluiu que seu trabalho serviu para demonstrar a ineficácia das terapias, mas não para convencer seus defensores:

 

 

“De maneira lenta, mas com segurança, resignei-me ao fato de que, para alguns fanáticos da medicina alternativa, nenhuma explicação será suficiente. Para eles, a medicina alternativa parece ter se transformado em uma religião, uma seita cuja crença central deve ser defendida a todo custo contra os infiéis”.

 

 

A experiência serviu para reconhecer e desarmar todas as armadilhas dialéticas usadas por essas pessoas, evisceradas nas suas memórias. Falácias como que a medicina convencional mata mais, que a ciência não é capaz de compreender esses remédios, ou que eles são bons por serem naturais e milenares foram convenientemente descontruídas. Finalmente, Ernst, que anteriormente estudava o terrível passado da ciência nazista na Universidade de Viena, estabelece um paralelo entre os dois fenômenos:

 

 

“Quando se abusa da ciência, sequestrada ou distorcida para servir a um sistema de crenças políticas ou ideológicas, as normas éticas patinam. A pseudociência é uma trapaça perpetrada contra os fracos e os vulneráveis. Devemos a nós mesmos e aos que virão depois permanecer na luta pela verdade, independentemente da quantidade de problemas que isso possa nos causar”.

 

 

Fonte:https://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/26/ciencia/1451149669_854409.html

 

 

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