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As três maiores tentações do Cristão: Ter, poder e o prazer

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 16 de novembro de 2020 | 23:25

 



Sem sombra de dúvidas estas são as três maiores tentações a que qualquer ser humano está suscetível ao longo de sua vida:

 

1)-O ter, o possuir, o acumular -  Jesus chamou a estes de insensatos:

 

Lucas 12,15-21: “Em seguida lhes advertiu: Tende cautela e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porquanto a vida de uma pessoa não se constitui do acúmulo de bens que possa conseguir. 16E lhes propôs uma parábola: As terras de certo homem rico produziram com abundância. 17E ele começou a pensar consigo mesmo: ‘Que farei agora, pois não tenho onde armazenar toda a minha colheita?’. 18Então lhe veio à mente: ‘Já sei! Derrubarei os meus celeiros e construirei outros ainda maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. 19E assim direi à minha alma: tens grande quantidade de bens, depositados para muitos anos; agora tranqüiliza-te, come, bebe e diverte-te! 20Contudo, Deus lhe afirmou: ‘Tolo! Esta mesma noite arrebatarei a tua alma. E todos os bens que tens entesourado para quem ficarão?’. 21Isso também acontece com quem poupa riquezas para si mesmo, mas não é rico para com Deus”.

 

 

 

2)-O poder de dominar, apegos a cargos e posições, enfim, o velho desejo de controlar e ser admirado pelos outros - Jesus também deixou ensinos claros quanto a isto:

 

Mateus 20,25-28: “Jesus os chamou e disse: Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo,e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos".

 

3)-A cultura hedonista do prazer pelo prazer: Jesus também condenou severamente esta cultura egoísta e alienante:

 

 

Lucas 6, 24-25: “Porém, ai de vós, os saciados! Pois já ganharam toda a vossa consolação. 25Ai de vós, que viveis agora em deleites, porque vireis a passar necessidades. Ai de vós, que agora rides, pois haveis de muito lamentar e prantear.

 

 


 

 

Estas três tentações sugerem uma satisfação instantânea, mas que na verdade acabam por gerar apenas malefícios a longo prazo, e quando pior, a perdição eterna. O “ter”, quando significa possuir bens a qualquer custo, unicamente para satisfazer a si próprio, sem importar-se de estar passando por cima de valores, princípios e até de outras pessoas, deixa de ser uma proposta e atitude Cristã.

 

 

Já o “poder” remete aos poderes econômico, político, social, ideológico e religioso, ao quais até Jesus Cristo foi tentado no deserto. Ter esses poderes nas mãos e não saber usá-los a serviço do Reino e para a glória de Deus, se torna dominação, opressão e escravidão para si e para os outros.


 

Por último, a tentação do prazer” que está relacionada ao hedonismo, uma doutrina pagã que defende o prazer como um bem supremo e o único propósito de vida, onde o ser humano não pode ter nenhum sofrimento e nem passar por provações. Claro que não nascemos para sofrer, mas em virtude do pecado e das nossas concupiscências isso faz parte da vida de qualquer um. A busca incessante por prazer vem junto com o egoísmo, excessos, depravações, e nada disso resulta no bem comum. Criticar apenas uma destas tentações em detrimento das outras, é trocar seis por meia dúzia. Nosso mundo vive uma grande sede de Deus e uma sentida saudade de Deus. O ser humano buscou o encontro com o Absoluto, procurou a resposta definitiva para as perguntas primeiras e últimas de sua existência. A busca de sentido para seu passado, seu presente e seu futuro, caracteriza a história das pessoas e dos povos.

 

 




Não se conhece, em toda a história da humanidade, algum povo que não tenha recorrido à dimensão religiosa para responder às questões mais intrigantes da existência humana: “Por que e para que vivemos, de onde viemos e para onde vamos?” Também a civilização ocidental, por mais que se defina agnóstica ou atéia, é marcada pela sede de Deus. Um século depois de grandes filósofos e críticos da religião terem previsto seu fim, em favor do predomínio absoluto da razão, eis que vivemos o retorno do sagrado.

 

 

Porem, vivemos numa época em que os deuses combatem entre si pela posse do coração humano. De um lado, o Deus único e verdadeiro Judaico-Cristão que ajuda o ser humano a situar-se no mundo, a buscar a verdade, a empenhar-se pela paz e pela justiça. DE OUTRO LADO, OS DEUSES DO MERCADO, OS ÍDOLOS DO TER, DO PODER E DO PRAZER, o anti-deus (Lc 16,13) – a dividir o coração humano, a massacrar multidões de vítimas em seus altares sanguinários.

 

 

Teria o poder do dinheiro tanto prestígio, não fossem as vítimas a ele oferecidas em mortes estúpidas, pela exploração do corpo, por acidentes, por doenças crônicas, pela promiscuidade, pela falta de valor a vida, por guerras e atos terroristas? Infelizmente a cada grande evento que explora o público infanto-juvenil temos depois que lamentar os estupros, as mortes no trânsito, os abortos decorrentes das relações indesejadas, as doenças sexualmente transmissíveis, os hospitais lotados com as overdoses ou comas alcoólicas, a banalização e a exploração do corpo, a tristeza e o arrependimento nos dias seguintes.

 

 

O problema da atual sede de Deus é que se pretende acabar com ela, quer-se saciá-la de modo definitivo. Busca-se, então, um Deus-objeto, um tapa-buracos, um quebra-galhos. Cria-se uma religião de resultados, que solucione todas as crises, cure todas as doenças, resolva todos os problemas. Uma religião-terapia e não uma religião-aliança. Construo uma religião de acordo com os meus interesses e não conforme os ensinamentos revelados por Deus nas escrituras. Ajo em total desacordo com a revelação, numa tentativa de reinventar a roda do meu jeito, conforme o meu projeto limitado e imperfeito.

 

 

 

Em vez de relacionar-se com Deus, como um amigo íntimo, e pai misericordioso, faço dele objeto de meus caprichos, criando um deus á minha imagem e semelhança. Um deus subserviente, tipo gênio da lâmpada, que esteja sempre à disposição para atender meus pedidos, a hora que eu quero e no tempo estipulado por mim. Criado antes à imagem de Deus, o ser humano quer agora criar seu deus, à sua imagem, invertendo as relações.

 

 

Principalmente as novas gerações até sabem da proposta de Deus para eles, conhecem o que Deus determina e o que Deus os pede, porém, não consideram tais mandamentos importantes, e precisam ser adaptados ás novas realidades. Assim, embora muitos jovens estejam na Igreja, continuam a idolatrar os seus próprios deuses do TER, do PODER e do PRAZER. Muitos continuam achando que fazer sexo fora do casamento é normal, que “ficar é normal”, que usar drogas é normal, que a prática do homossexualismo é normal (ignorando que Deus nos fez – HOMEM e MULHER com um propósito belo e perfeito), acham que o aborto é normal, que macularem seu corpo de inúmeras formas é normal, esquecendo-se do que nos ensina São Paulo: NOSSO CORPO É TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO, tudo o que eu faço contra ele eu faço contra Deus.

 

 


Assim temos uma geração que se esconde da verdade nas máscara dos modismos fáceis e das soluções apressadas. Foi essa a denúncia que fez Jesus de Nazaré: “Uma geração perversa e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas” (Mt 12,39).

 

 

Enquanto se procura Deus no poder e na grandeza, Ele se oculta e se encontra na simplicidade e nos pequenos atos de amor de cada dia, na amizade, no afeto, no respeito aos pais, no carinho para com os irmãos, no cuidado dos doentes, dos velhos, dos excluídos e abandonados. Na verdade, essa é uma certeza de quem se deixa encontrar por Deus. Afinal, é Ele quem vem ao nosso encontro, agora e sempre. Lembre-se, porém, que Deus vem ao nosso encontro, mas Ele bate a porta (Ap 3, 20). Não força, não arromba, fica ali, na expectativa aguardando nossa decisão livre de abrir e comungar com Ele. E ao aceitarmos a proposta de Deus, Ele transforma completamente nossa vida e Para a Plenitude!!! Pois, ficamos mais felizes, mais alegres, cheios de sentido, com mais amor no coração por ele e por suas criaturas. E quanto mais amor, mais  Deus! Pois Deus é amor!

 

E Ele vai colocando pessoas em nossas vidas que são verdadeiros anjos, as quais passam a caminhar conosco. Pessoas que nos seguram pela mão, com desejo de nos ajudar verdadeiramente, pessoas que intercedem por nós, que nos pastoreiam, nos dão sábios conselhos, que não só nos apontam o Caminho, a Verdade e a Vida, que caminham conosco sem nos enganar com falsas promessas. São verdadeiros amigos que não se importam em cravar espinhos nos pés e nas mãos, para nos tirar do campo árido e espinhoso que nos afasta de Deus. São pessoas que com seu agir nos tiram do caminho dos falsos deuses do TER, do PODER e do PRAZER.

 

 

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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