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Ideologia? Não quero e nem preciso de uma para viver

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 11 de janeiro de 2020 | 14:49




“Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e a vossa essência  está escondida agora com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória. Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. É por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência, as quais vocês praticaram no passado, quando costumavam viver nelas. Mas agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar. Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador...”(Colossenses 3,1-10).


O cantor e compositor Cazuza, de forma poética, acertadamente criticou a necessidade humana de prender-se a ideologias.Parece, realmente, que existe uma ânsia no indivíduo em fazer parte de grupos, tribos etc. A grande maioria das pessoas busca por definições de si mesma. Poucos percebem que aquele que precisa de alguma ideologia para definir-se não é livre. Você só poderá ser livre e encontrar sua verdadeira identidade e liberdade que está oculta em Cristo, longe dos uniformes, das etiquetas, dos rótulos, das facções, e extremismos ideológicos. A liberdade vai exigir um total desinteresse pela figura deste mundo que passa, e de seus modismos ideológicos também, se não atentarmos para isto, viveremos assim:


“Até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da estatura da plenitude de Cristo.  O objetivo é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para o outro pelas ondas teológicas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela malícia de certas pessoas que induzem os incautos ao erro.  Longe disso, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo... (Efesios 4,13-15)



Quem dera pudéssemos todos dizer que não temos partido, que perdemos as nossas ilusões, que vendemos os nossos sonhos, como explica a letra do poeta, tudo isso seria a tradução mais pura da liberdade. Quem dera muitos que dependem de ideologias e terapias pudessem pagar a conta do analista e desistir da ideia absurda de descobrir quem somos por estes meios meramente humanos, não existe armadilha maior, pois somos um mistério sempre a ser revelado pelo próprio Cristo.



(Existem várias óticas para analise da realidade,não apenas a Marxista)


Sinto muito em dizer-lhe, mas aquilo que somos não é algo para ser identificado através de uma busca psicoterapêutica. Quem eu sou é algo para ser vivido e plenificado em Cristo. Se fomos criados para a eternidade e para o absoluto que é Deus, como posso ousar definir, limitar ou estreitar o infinito que somos?


Cazuza, quando escreveu essa letra, estava em uma profunda crise existencial que talvez nem ele se desse conta. Ele cantava esta música com muita melancolia, e tentava fazer de seus últimos momentos de vida uma festa, pois a ideia de festa está muito próxima da ideia hinduísta de tratar a vida como uma brincadeira do divino (Leela).O mundo tem a sua própria agenda, e jáz sob o poder do maligno, é loucura pensar que podemos mudar alguma coisa sem estarmos unidos a Cristo, pois Ele mesmo nos disse: Sem mim nada podeis fazer. Estamos aqui para perdermos a falsa identidade que criamos, ou que colocaram sobre nós, cedo percebeu isto, a jovem Santa Teresinha, que chegou a dizer:



“Não sou aquilo que eu penso e nem que os outros pensam de mim, sou aquilo que Deus pensa de mim...”


E tudo que as ideologias fazem conosco é apenas reforçar uma identidade falsa criada por nós, ou imposta pelos outros.O que esses pobres incautos não percebem é que estão se transformando em meras fotocópias ideológicas, pois passam a se vestir, falar, pensar e agir de forma programada, sem perceber que estão se ajustando a uma mera ideologia. De certa forma, Herman Hesse estava certo ao dizer que, aquele que não se encaixa no mundo, está mais perto de encontrar a si mesmo.Por que essa ânsia primitiva de querer fazer parte de tribos ainda é tão forte na humanidade? Será que ainda somos influenciados por instintos? Só isso explicaria, pois é algo absolutamente primário. Estamos no limiar de um novo milênio, mas ainda agimos e pensamos como os nossos primatas. O homem precisa aprender a ser imagem e semelhança de Deus,e não de vanguardas ideológicas que o descaracteriza...Ideologia? não quero e não preciso de uma para viver, só Deus é, e me basta!







Papa Francisco: Atenção para não escolher a ideologia no lugar da fé!


Existe uma maneira de ser cristão “desde que”, isto é, somente em determinadas condições, que Papa Francisco indica na homilia da missa na Casa Santa Marta. Falando daqueles cristãos que julgam tudo, mas partindo “da pequenez do coração deles”, lembra que o Senhor se aproxima com misericórdia a todas as realidades humanas porque Ele veio para salvar, não para condenar.


A primeira leitura da liturgia do dia, extraída do Livro do profeta Jonas,em que se descreve a relação contraditória entre Deus e o próprio Jonas. O Papa busca o trecho precedente em que se lê a primeira chamada do Senhor que quer enviar o profeta a Nínive para pregar aquela cidade à conversão. Mas Jonas tinha desobedecido à ordem e se dirigiu para o lado oposto, distante do Senhor, porque aquela tarefa para ele era muito difícil.Depois ele embarcou para Társis e, durante a tempestade provocada pelo Senhor, foi jogado no mar porque se sentia culpado daquele desastre, foi engolido por uma baleia e, então, após três dias e três noites, foi novamente jogado na praia. E Jesus, como disse Francisco, “pega essa figura de Jonas no ventre do peixe por três dias como a imagem da própria Ressurreição”.



Diante da conversão, Deus se arrepende


Na leitura Deus se dirige de novo a Jonas e, desta vez, Jonas obedece, vai a Nínive e aquelas pessoas acreditam na sua palavra e querem se converter tanto que Deus “se corrige em relação ao mal que tinha ameaçado de fazer a eles e não o faz”.O teimoso Jonas, porque essa é a história de um teimoso, o teimoso Jonas fez bem o próprio trabalho e depois foi embora”, comenta Francisco. Depois vamos ver como a história vai terminar, isto é, como Jonas fica irdo com o Senhor porque é muito misericordioso e porque cumpritare o contrário daquilo que tinha ameaçado fazer pela boca do próprio profeta. Jonas repreende o Senhor:



Senhor, não era talvez isso que dizia quando eu estava no meu país? Por esse motivo me apressei pra fugir a Társis, porque eu sei que tu és um Deus misericordioso e piedoso, vagaroso em irar-se, de grande amor e que se arrepende em relação ao mal ameaçado. Mais ou menos, Senhor, tira-me a vida: eu contigo não quero mais trabalhar porque para mim é melhor morrer do que viver”, prossegue o Papa. É melhor morrer que  continuar esse trabalho de profeta contigo que, ao final, faz o contrário daquilo que me mandou fazer.



A indignação de Jonas pela misericórdia do Senhor


E ele sai da cidade, constrói uma cabana e de lá espera para ver o que o Senhor fará. Jonas esperava que Deus destruísse a cidade. O Senhor então fez crescer  um pé de mamona para lhe fazer sombra. Mas logo deixa que um verme roa a raiz da mamona e ela seque. Jonas fica novamente indignado com Deus por aquele pé de mamona. “Tiveste compaixão de uma planta”, diz a ele o Senhor, pela qual não fizeste nenhum esforço,  e “eu não deveria ter compaixão de uma grande cidade como Nínive?”



Aquele diálogo entre o Senhor e Jonas é entre dois obstinados, observa o Papa:



Jonas, obstinado com suas convicções de fé e o Senhor obstinado em sua misericórdia: ele nunca nos deixa. Bate na porta do coração até o fim, está lá:


Jonas, obstinado porque concebia a fé com condições; Jonas é o modelo daqueles cristãos “desde que”, cristãos com condições. “Eu sou cristão, mas desde que as coisas sejam feitas assim” – “Não, não, essas mudanças não são cristãs” – “Isso é heresia” – “Isso não está certo” … Cristãos que condicionam Deus, que condicionam a fé e a ação de Deus.



Os cristãos “desde que” têm medo de crescer



Francisco enfatiza que é este “desde que” que faz com que tantos cristãos se fechem “nas próprias ideias e acabem na ideologia:


É o mau caminho da fé para a ideologia”. “E hoje existem tantos assim” –  prossegue o Papa – e esses cristãos têm medo: “de crescer, dos desafios da vida, dos desafios do Senhor, dos desafios da história”, apegados  “às suas convicções, às suas primeiras convicções, às suas próprias ideologias”.São os cristãos que – afirma ainda o Pontífice –  “preferem a ideologia à fé” e se afastam da comunidade”, têm medo de se colocar nas mãos de Deus e preferem julgar tudo, mas a partir da pequenez do próprio coração”.


E conclui:


As duas figuras da Igreja, hoje: a Igreja daqueles ideólogos que se escondem em suas próprias ideologias, ali, e a Igreja que mostra o Senhor que se aproxima de todas as realidades, que não sente repugnância: as coisas não causam repugnância ao  Senhor , os nossos pecados não lhe são repugnantes. Ele se aproxima para acariciar os leprosos, os doentes. Porque Ele veio para curar, veio para salvar, não para condenar.



Fonte: https://www.vaticannews.va/pt

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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