Gálatas 6,14: “Se eu tiver de gloriar-me, que eu me glorie senão na cruz de Cristo.”
A Igreja, nossa Mãe e Mestra, nos recorda na Liturgia: “É nosso dever e salvação dar-Vos graças sempre e em todo lugar.” E como insiste Moysés, fundador da Comunidade Católica Shalom: “Que o louvor jamais se afaste de nossos lábios!” O louvor é a proclamação das virtudes divinas, elevadas pela nossa voz e pela música; é o movimento natural de um coração que reconhece a grandeza de Deus. Somos, em nossa essência, criaturas feitas de louvor e para o louvor. Ele é a resposta espontânea dos anjos e dos homens redimidos, que glorificam o Senhor pela obra de amor que Ele realizou. Toda a criação nasce para este propósito: louvar a Deus (cf. Ef 1,11). O universo inteiro vibra com essa sinfonia invisível, celebrando o Criador. E, na plenitude dos tempos, quando as cortinas da história finalmente se fecharem, todo ser vivente — no céu, na terra e debaixo da terra — elevará um único canto: o louvor ao Deus soberano e ao Cordeiro imolado, que vive pelos séculos dos séculos.
O louvor é uma ordenança divina ao seu povo. O louvor deve
ser oferecido a Deus com alegria e no poder do Espírito, que se torna brasa
viva. O louvor deve ser motivado por Deus, oferecido a Deus, e de acordo com a
Palavra de Deus. Deus habita no meio dos louvores (Sl22,3), e fica-lhe bem o
cântico de louvor. O trono de Deus está cercado do louvor dos serafins. O céu
será para sempre o palco da mais excelsa manifestação de louvor dos remidos.
O
louvor, desde agora, porém, já traz para nós a libertação, entusiasmo,
restauração, cura, além, de produzir o impacto de rendição no coração dos
pecadores, levando-os a confiar no Senhor. Contudo, é preciso ressaltar
que não é o louvor em si mesmo que liberta, é Deus quem liberta através do
louvor. O louvor é apenas o instrumento, Deus é quem é o agente libertador. A
cura não vem da terra, mas do céu; não é obra do homem, é operação de Deus.
Quando Judá, no reinado de Josafá, foi ameaçado por inimigos insolentes, em vez
de reforçar seus recursos bélicos, começou a cantar e a dar louvores a Deus. O
resultado é que o inimigo foi desbaratado. Porém, não foi o louvor que derrotou
o inimigo, mas Deus através do louvor. O louvor confiante aciona a mão do Deus
onipotente. Quando Paulo e Silas estavam presos em Filipos, à meia noite
cantaram louvores a Deus e, um terremoto abalou a cadeia e abriu as portas da
prisão. O terremoto não foi produzido pelo louvor, mas por Deus através do
louvor. O louvor demonstra uma confiança inabalável no Deus que age
miraculosamente, a despeito das circunstâncias adversas. O louvor toma posse
das graças antecipadamente, como Maria fez nas bodas de Caná, confiando na ação
de seu filho antecipadamente. O louvor é o brado de triunfo não apenas depois
da conquista, mas no próprio fragor da luta, aquilo que no Shalom, nós chamamos
de louvor de combate, pois o louvor comunitário embora aconteça na terra, seus
resultados vêm do céu; embora flua dos lábios dos santos, dos anjos e dos
remidos, seus efeitos jorram do trono de Deus. Ao afirmarmos que não é o louvor
que liberta, mas Deus que liberta através do louvor, não estamos subestimando o
louvor, mas dando toda a glória a Deus!
Não é simplesmente o louvor que liberta por si mesmo, mas é
Deus que opera e liberta através do louvor!
Portanto, ofereçamos sempre por ele
a Deus o sacrifício de louvor, isto é, O FRUTO dos lábios que apesar de todas
as circunstâncias, o louvam por aquilo que Ele, é, por aquilo que Ele fez, e
por aquilo que Ele ainda nos fará, pois Deus não abandona incompleto a obra de
suas mãos (Salmo 8).Repare que o louvor é o fruto ou consequência, não a causa
da bênção, ou consolação divina:
-Isa 25,1 O SENHOR, tu és o meu
Deus; exaltar-te-ei, e louvarei o teu nome, porque fizeste maravilhas!
-Sl 139,14 Eu te louvarei, porque
de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas
obras!
-Sl 138,2 Inclinar-me-ei para o
teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua
verdade!
-Sl 118,29 Louvai ao SENHOR,
porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre!
-Sl 59,16 Eu, porém, cantarei a
tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; porquanto tu
foste o meu alto refúgio, e proteção no dia da minha angústia!
-Eclesiastes9, 1-2: Sim! Refleti
sobre todos esses temas e cheguei à conclusão de que os justos e os sábios, e
as obras de suas mãos, estão sob o controle total de Deus. O que os aguarda,
seja amor ou ódio, ninguém pode saber. Assim, todos caminham rumo a um mesmo
destino, tanto o justo quanto o ímpio, o bom e o mau, o puro e o impuro, o que
consagra sacrifícios e louvores, e o que não os oferece...
Veja que em todas estas passagens (e muitas outras) o louvor
é o fruto de lábios que reconhecem a Deus pelo que ele é ou por algo que tenha
feito!
Nunca é uma forma de buscar o favor de Deus, porque se assim o fosse já
não seria louvor, seria oração. Quando oramos pedimos a Deus por libertação,
cura, suprimento das necessidades etc. Quando louvamos reconhecemos e damos a
Deus o crédito por todo o que Ele é, fez e ainda fará. Basta ler a primeira vez
em que aparece um cântico de louvor na Bíblia em Êxodo 15,1-21:
“Então cantou Moisés e os filhos
de Israel este cântico ao SENHOR, e falaram, dizendo: Cantarei ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o
cavalo e o seu cavaleiro.O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele me foi
por salvação; este é o meu Deus, portanto lhe farei uma habitação; ele é o Deus
de meu pai, por isso o exaltarei.O Senhor é homem de guerra; o Senhor é o
seu nome.Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus
escolhidos príncipes afogaram-se no Mar Vermelho.Os abismos os cobriram;
desceram às profundezas como pedra.A tua destra, óSenhor, se tem glorificado em
poder, a tua destra, ó Senhor, tem despedaçado o inimigo;E com a grandeza da
tua excelência derrubaste aos que se levantaram contra ti; enviaste o teu
furor, que os consumiu como o restolho.E com o sopro de tuas narinas
amontoaram-se as águas, as correntes pararam como montão; os abismos
coalharam-se no coração do mar.O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei,
repartirei os despojos; fartar-se-á a minha alma deles, arrancarei a minha
espada, a minha mão os destruirá.Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu;
afundaram-se como chumbo em veementes águas.Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em
santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas?Estendeste a tua mão
direita; a terra os tragou.Tu, com a tua beneficência, guiaste a este povo, que
salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.Os povos o
ouviram, eles estremeceram, uma dor apoderou-se dos habitantes da
Filístia.Então os príncipes de Edom se pasmaram; dos poderosos dos moabitas
apoderou-se um tremor; derreteram-se todos os habitantes de Canaã.Espanto e
pavor caiu sobre eles; pela grandeza do teu braço emudeceram como pedra; até
que o teu povo houvesse passado, ó Senhor, até que passasse este povo que
adquiriste.Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar
que tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que
as tuas mãos estabeleceram.O Senhor
reinará eterna e perpetuamente;Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e
com os seus cavaleiros, entraram no mar, e o Senhor fez tornar as águas do mar
sobre eles; mas os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar.Então
Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as
mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças.E Miriã lhes respondia:
Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; e lançou no mar o cavalo com o
seu cavaleiro!”
Por tudo isto, entendemos que o louvor é uma expressão de
gratidão, não uma forma de se obter benefícios como pregam as seitas, de onde
se louva a Deus e saem vazios, como costumamos dizer: “entram secos e saem rachados”,
pois se cumpre aquilo que Jesus disse:
-Mateus 15,7-9: “Hipócritas! Bem
profetizou Isaías sobre vós, denunciando: Este
povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. Em vão me
adoram; pois ensinam doutrinas que não passam de regras criadas por homens...”
O LOUVOR A DEUS NOS SALMOS
-SALMO 46,1-5: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na
angústia.Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os
montes se transportem para o meio dos mares.Ainda que as águas rujam e se
perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza.Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário da
morada do Altíssimo.Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já
ao romper da manhã...”
O Salmo 46, um cântico
endereçado ao mestre de canto, e que nos ensina algo maravilhoso sobre a
adoração que prestamos a Deus. O cântico descrito no Salmo 46 pode ser
dividido em 2 partes que nos revelam um único ensinamento: O foco da nossa
adoração deve ser Deus, mas por que?
1)-
Em primeiro lugar, porque Deus é:
Deus é o nosso refúgio, Deus
é a nossa fortaleza e Deus é o nosso socorro sempre presente nas
tribulações. Ainda que tudo ao redor possa dizer o contrário, ainda que a minha
vida esteja mergulhada na mais profunda angústia e escuridão, será que eu
acredito sem sombra de dúvidas, que Deus é o meu socorro e o motivo central do
meu louvor e da minha adoração? Para minha adoração fazer sentido, eu preciso
crer e confiar que Deus é tudo aquilo que Ele diz que é em Sua Palavra:
“O amor (Deus), é paciente, o amor é
bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não
procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não
se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta, tudo perdoa...”(I Cor 13,4-7)
2)-Em
Segundo lugar,
Deus sempre está...
“...Deus está no meio dela; jamais
será abalada; Deus a ajudará desde a manhã. Bramam nações, reinos se abalam; Ele
faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve. O SENHOR dos Exércitos está
conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio...” (Salmo 46,5-6).
Depois do salmista no
Salmo 46, nos dizer que Deus é, agora ele vai nos ensinar que Deus está.
Deus está conosco. Deus está presente, e essa convicção deve
motivar o nosso coração a adorá-lo. Deus não se ausenta, ainda que Ele se cale,
ou não percebamos sua presença. Deus sempre está. Por isso Ele é Deus, e
deve ser o foco da nossa adoração, de nosso louvor e de nossa vida. Por último,
o salmista termina o salmo nos convidando para contemplar e a adorar a esse
Deus que é o nosso refúgio e fortaleza, e que está sempre presente:
“Vinde, contemplai as
obras do SENHOR ...Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus; sou exaltado entre as
nações, sou exaltado na terra. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o
Deus de Jacó é o nosso refúgio...” (Salmo 46,8-11).
Deus não precisa de
nossa adoração e louvor, pois nada do que fazemos lhe diminui ou lhe acrescenta
algo à sua grandeza. A Adoração é o resultado daquele que ama a Deus
verdadeiramente. Toda ação corresponde a uma reação. Se temos amor verdadeiro a
Deus, a adoração é a uma reação natural a este amor. Paulo disse isto a este respeito:
“[Deus] Nem
é servido por mãos humanas como se de alguma coisa precisasse” (At 17,25).
Isto não é admirável? Deus não precisa de meu mísero louvor e de minha
imperfeita adoração. E certamente não precisa de mim para muitas outras coisas.
Ele não precisa de nossos louvores para ser plenamente perfeito e feliz como
Ele já é na eternidade. Não podemos pensar assim, como se Deus ansiasse chegar
o Domingo pensando com Ele mesmo:
“Mal posso
esperar até domingo, quando meu povo vai vir a missa e ao culto para me
escutar, me louvar, adorar e bendizer-me mais intensamente, pois estou me
sentindo tão sozinho...Preciso ser mais estimulado e motivado pelo louvor,
adoração e elogios a mim, senão, não vou suportar esta tristeza e solidão que
estou sentindo...”
Deus não precisa de nossa adoração. Não precisa de nosso dinheiro. Deus
simplesmente não precisa de nós para nada!
Na eternidade, antes de ter nos criado, bem
como aos anjos, ou qualquer outra coisa, Deus já estava lá; e Ele era
totalmente cheio de gozo, plenitude e perfeição infinita. Mesmo antes
de qualquer coisa criada, Ela já era um Deus amoroso, porque na unicidade e
perfeição da trindade divina, o Pai já amava o Filho e o Espírito
reciprocamente, e se doavam plenamente neste mesmo Espírito Santo. Deus não
criou os homens porque estava sozinho, ou se sentindo triste. O fato de Deus
não precisar de nós, não significa que Ele não nos corresponda, que não se
deleite em nós, que não se satisfaça em nós. Ele nos corresponde, mas faz isso
não motivado por alguma necessidade intrínseca em seu ser, ou caráter, e sim
por total determinação de suas perfeições e de sua livre e soberana vontade. Como cristão, temos
que ter consciência disso, de que Deus não precisa da nossa adoração ou do
nosso louvor, e que em nada essa devoção mudará quem Ele é, mas como
Senhor, Ele apenas permite tal ato em nosso favor, porque somos os maiores
beneficiados, e não Ele.
Mas
se Deus é Deus, e não precisa de nossa adoração, porque então
o louvamos?
A resposta é muito
simples: Como criador do universo, sustentador, e verdadeiro Salvador,
Ele não precisa que seres humanos o adorem, mesmo que sejam seus filhos.
Ele é sublime e excelso, e tudo o que fizermos não chegará nem perto de
quem Ele é, e em nada o deixará mais forte, poderoso, justo e amoroso, mas
por nos amar tanto, Ele se permite, pois sabe que fará bem para nós
mesmos. Ele permite que o adoremos, pois sabe da nossa necessidade, pois só
através dessa comunhão, podemos entender a sua vontade, os propósitos e
direções do Espírito Santo em nossas vidas. Ou seja, o Senhor nos
ama tanto que quer gerar relacionamento com Ele através do nosso louvor,
oração e adoração humana, imperfeita, pois jamais será plenamente digna d’Ele.
Louvamos ao Senhor,
pois sem nossa fonte de água viva não teríamos vida, viveríamos um dia
após o outro em uma vida sem sentido, sem amor verdadeiro, e principalmente,
sem a esperança da salvação. É por tudo isto que o adoramos, não porque Ele
precise, mas porque nós precisamos d’Ele. Estar na presença de um Deus que
é Abba (Pai), é permitir que Ele se relacione conosco pessoalmente.
CONCLUSÃO
O nosso Deus é vivo e verdadeiro; não é um ídolo inventado pela fantasia humana, nem um deus caprichoso da mitologia antiga que precisa ser aplacado por louvores e sacrifícios. Ele não carece de elogios, prestígio ou popularidade — pois é o Absoluto, o Eterno, o Todo-Suficiente. Ainda assim, Ele acolhe o nosso louvor e a nossa adoração imperfeita, e até nos instrui a louvá-Lo, não por necessidade própria, mas para que o nosso coração permaneça unido ao Seu, e para que a Sua presença encontre morada em nós. O louvor não muda Deus; o louvor nos transforma.
Deus é o OUTRO absoluto, totalmente distinto de nós e, ao mesmo tempo, infinitamente próximo. A Ele dirigimos nosso amor, nossa adoração e nossa entrega. Contudo, enquanto caminhamos neste mundo, Ele mesmo nos envia aos “outros” à nossa volta — irmãos e irmãs concretos — para que os amemos como expressão da fidelidade a Ele. Amar o próximo é o reflexo terreno da adoração celeste. Mas na eternidade, quando tudo tiver sido consumado, nos uniremos aos anjos e aos santos, e então nos voltaremos plenamente para o OUTRO definitivo: o próprio Deus, o centro e o fim de todo louvor. Ali, nossa adoração alcançará sua plenitude, pois veremos Aquele que é o motivo, a razão e o sentido de todo cântico. Ele é o grande EU SOU.
Diante de Sua majestade, só nos resta prostrar-nos, silenciar e reconhecê-Lo como nosso refúgio, fortaleza e socorro sempre presente. Ele é o Deus exaltado entre as nações, exaltado na terra, nos céus e até nas profundezas, e deseja ser exaltado também em nossas vidas — no que somos, no que fazemos, no que sofremos e no que esperamos. Por isso, mesmo quando as circunstâncias parecem adversas e os motivos humanos para louvar desaparecem, permanece este fato inabalável: Deus é. E isso basta para que o louvor continue. Ele é o princípio e o fim, Aquele que era, que é e que vem; por Ele e para Ele elevamos nossa adoração por todos os séculos dos séculos.
“Dar-te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o teu nome.” (Sl 86,12)
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A Paz em
Cristo e o Amor de Maria, a mãe do meu Senhor (Lucas 1,43)


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