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A quem interessa o fim da Lava Jato? Aos brasileiros, ou aos Corruptos?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 28 de março de 2017 | 22:08





O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, disse ser "possível e até provável" que as investigações do maior escândalo de corrupção do país acabem. "Quem conspira contra ela são pessoas que estão dentre as mais poderosas e influentes da República", afirmou.Dallagnol disse que as conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o ex-presidente José Sarney (AP) e o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (RR), todos da cúpula do PMDB, expuseram uma trama para "acabar com a Lava Jato".







"Esses planos seriam meras especulações se não tivessem sido tratados pelo presidente do Congresso Nacional", disse o procurador. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".




Não interessa mais a ninguém, em especial a Globo, que a operação continue arrastando para a cadeia a elite nacional e ao mesmo tempo acabe com o PSDB.Mesmo que isso custe não prender Lula, que começa a se tornar a hipótese mais plausível, mas apenas deixá-lo inelegível.As delações da Odebrechet, Camargo Correia e Quetais esquentaram demais o jogo e avançaram para o terreno da imprevisibilidade total.


Há esquemas tucanos aos montes nessas delações e por um bom tempo havia uma clara orientação de Marcelo Odebrechet de também tratar do esquema de propinas da mídia. No MP, havia rejeição a inclusão deste capítulo.O esquema de propinas com as vestais da mídia funcionava assim. A empreiteira fazia uma grande obra. A titulo de exemplo, o Rodoanel. E o governador ficava com um caixa para operar. O dinheiro não precisava ser depositado na conta de um laranja, de um cunhado ou seja lá quem fosse. De repente um assessor de confiança deste político ou o próprio ligava para o responsável pelo caixa e dizia: faz um negócio lá com o jornalão dos fulano.E esse dinheiro era debitado da conta.


Como a Odebrechet fazia para legalizar a propina é que o pulo do gato. Ela publicava imensos cadernos falando de sustentabilidade e coisas do gênero. E ainda dava um jeito de elogiar o governo do pagador da propina.Marcelo Odebrechet tinha mandado que na delação esse esquema fosse revelado com todas as provas. E elas eram muito claras de que não se tratava de uma operação comercial padrão.Quando a mídia, em especial a Globo, viu que a lama da Lava Jato poderia atingi-la e que já partia para cima de setores como o dos frigoríficos e dos bancos, passou-se a avaliar formas de como iniciar o fim da operação.


A declaração do ministro Marco Aurélio Mello sugerindo o nome de Alexandre de Morais para o STF não causou espasmos dos comentadores da GloboNews e nem nos bate-paus da mídia tradicional. Foi tratada com naturalidade como se natural fosse para um momento desses o ministro do presidente investigado na operação ser indicado para a vaga de relator do caso.Alem disso, Morais não tem nenhuma das qualidades que se espera para o cargo. Muito pelo contrário, tem um currículo marcado por denúncias, entre elas a proximidade como advogado com cooperativas que seriam ligadas ao PCC.É também na gestão dele no ministério da Justiça que o Brasil vive a maior crise do seu sistema prisional.


Mas Morais tem uma qualidade de poucos. É corajoso e não dá bola para a torcida. Se tiver que fazer algo, não se emociona com as críticas.E é de alguém assim que o atual governo e a mídia precisam para cuidar do enterro da operação que serviu para dar o golpe em Dilma e tornar o PT um partido em frangalhos, que de tão perdido que está decidiu ontem que se permitirá apoiar golpistas na eleição da Câmara e do Senado.Morais não seria doido de enterrar a Lava Jato na primeira curva, mas cuidaria para que houvesse tempo para a construção de alguns acordos. E quem os conduziria seria quem tem poder hoje no país, a família Marinho. Que é quem pode dizer a Moro e aos procuradores que o momento é de baixar a bola.



A delação da Odebrechet e da Camargo Correia ficariam um pouco no forno. E quando viessem a público teriam tratamento frio. Sem grandes alardes para que a investigação e os processos também fossem sendo tratados em banho maria.E ainda restariam trunfos para 2018, quando, no momento eleitoral, partes da denúncia poderiam ser seletivamente usadas.



Até porque o barco da Lava Jato já foi longe demais para muita gente que achava que não corria o risco de ser alcançada.Que não se diga depois que os coveiros da Lava Jato atuaram em segredo para enterrá-la sem que houvesse a mínima chance de impedi-los.O segredo acabou em maio último quando foram reveladas gravações de conversas do empresário Sérgio Machado com os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, e o ex-presidente José Sarney.Desde então avançaram as providências para que a Lava Jato seja velada em breve.O ministro Edson Fachin, novo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu denúncia da Procuradoria-Geral da República e abriu inquérito para investigar Machado, Jucá, Renan e Sarney por tentativa de obstrução da Justiça.


Numa das conversas, Jucá diz que é necessário "estancar a sangria" da Lava-Jato, do contrário não restará vivo um só dos atuais políticos.Noutra, Renan fala em restringir as delações, base das acusações mais explosivas contra ele e outros investigados.Com Sarney, Machado discute a derrubada da então presidente Dilma Rousseff e se queixa da falta de acesso ao ministro Teori Zavascki, na época, relator da Lava Jato. Sarney aconselha Machado a procurar um advogado amigo de Teori, o único com livre acesso a ele.


A Lava Jato corre o risco de ser esculachada e de levar um ou mais tiros na cara à luz do dia sem que se manifestem em seu apoio, salvo nas redes sociais, os que celebraram radiantes nas ruas a derrocada de Dilma e do PT.





Dilma caiu porque desrespeitou a Constituição ao maquiar as contas do governo e gastar além do que estava autorizada. Mas caiu também pelo “conjunto da obra”.Ela empurrou o país para o buraco da mais grave recessão econômica de sua história. E para se eleger e se reeleger, beneficiou-se do mais gigantesco esquema de corrupção que jamais existira, responsável também pela degradação da Petrobras, e que garfou até mesmo uma fatia do salário de servidores públicos pendurados em empréstimos consignados.Tal esquema foi desmontado em parte pela Lava Jato. Os que o usufruíam, em sua maioria continua impune. No máximo, responde a inquéritos e processos.Essa gente, com assento privilegiado em todos os escalões da República, conspira e age sem pudor para limitar, deter ou se possível sepultar a mais bem-sucedida operação de combate à corrupção que já vimos por aqui.


O STF dará a palavra final sobre o destino das mais altas autoridades suspeitas de corrupção? Indica-se para a vaga de Teori o ministro que assumirá o papel de revisor dos feitos da Lava Jato.O que fazer para aplacar a fúria investigatória da República de Curitiba? Transfere-se para outros lugares quem servia, ali, à Polícia Federal. E o que mais? Vota-se no Congresso a lei de anistia do caixa dois.Por fim, o Congresso acaba com a delação premiada para quem estiver preso. Só valerá para quem estiver solto.


Duvidam?!!?... Pois mexam-se enquanto é tempo, antes que seja tarde demais !!!


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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