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O Chamado do Senhor à vocação Shalom: Sermos Contemplativos na ação

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 17 de julho de 2016 | 22:48





Contemplação, unidade e evangelização formam o caminho de Santa Teresa D’Ávila no ‘Castelo Interior’ e também o tripé da Vocação Shalom. No nosso Carisma, a Paz recebida pela contemplação do Ressuscitado que passou pela Cruz é acolhida na vida comunitária por meio da vivência da Unidade. (Escritos Carta à Comunidade, 93).No campo da evangelização, recordo aos irmãos da Comunidade Católica Shalom que ela nasceu com esta missão. Para nós, evangelizar não é uma questão de opção. Foi para isso que Deus nos gerou. Para isso Deus nos gerou! Por isso a evangelização torna-se para nós uma necessidade vital, um feliz imperativo.A evangelização é constituída e indutora do nosso Carisma. Isto significa que quando evangelizamos com alegria, ousadia e criatividade estamos sendo nós mesmos e, ao mesmo tempo, crescemos na graça própria do Carisma que nos foi concedido. (Escritos Carta à Comunidade, 146 e 147).A Comunidade é um dom. Ela é bela e nós somos profundamente gratos a ela, pois através dela Deus tanto nos presenteou. Ela possui limites, que são os nossos, pois nossa humanidade, com suas virtudes e limites, compõe a Comunidade. A fim de correspondermos ao chamado divino de sermos discípulos e ministros da Paz, o Senhor nos concede o caminho da CONTEMPLAÇÃO, da UNIDADE e da EVANGELIZAÇÃO. (ECCSH, Preâmbulo parte II). A Contemplação que se configura como amizade e intimidade com Deus em um caminho de oração pessoal e comunitária. Contemplação que nos faz experimentar o Amor e nos concede o dom do Amor Esponsal (base da nossa espiritualidade), esta chama viva que inflama e purifica o coração capacitando-o a aderir incondicionalmente e com vigor à bem-aventurada vontade do Pai. (Escritos Carta à Comunidade, 53). Pouco a pouco, fui descobrindo o segredo da felicidade e da paz. Eu não as encontrei em um caminho de busca de auto-realização. Ou seja, em uma vida vivida em vista de mim mesmo, onde os outros entram na medida em que são úteis aos meus planos e projetos de felicidade.A felicidade e a paz eu as encontrei na medida em que me esquecia de mim mesmo e, sem reservas, doava-me a Deus e aos outros. Este doar-se não pode ser calculado, ou mensurado segundo as minhas medidas e meus limites. Ele deve ser sem medidas como sem medidas é o Amor com o qual eu fui amado. (Escritos Carta à Comunidade, 95).



Vida contemplativa e vida ativa


Não devemos entender a vida contemplativa apenas como uma vocação dos religiosos chamados a esse estilo de vida, e nem tão somente como a união mística que S. Tomás chama de rapto (cf. S.Th. II-II q175) , cume da vida contemplativa, e que é um carisma com o qual alguns são agraciados, como S. Paulo (cf. 2Cor 12,2) e os grandes místicos como S. João da Cruz e S. Tereza DÁvila, por exemplo.Nossa vida é constituída por essas duas dimensões: a da ação, ou das atividades externas que se ordenam às necessidades da vida presente; e a da contemplação, que se ordena ao conhecimento da verdade (as verdades sobre a realidade e a Verdade, que é Deus) um cientista ou filósofo, por exemplo, são contemplativos somente na medida em que penetram nos objetos de seu conhecimento em virtude dos mesmos, e não enquanto os estudam para dar uma conferência ou aula, e nem simplesmente pelo mero afã de saber, no sentido de acumular conhecimentos . De um lado, estão nossas atividades transitivas (orientadas para o exterior); de outro, as atividades imanentes de nosso espírito.



Vida ativa e vida contemplativa dividem adequadamente a vida humana (cf. S.Th. II-II q179), como nos sugere a passagem de Marta e Maria (cf. Lc 10,38-42). Das duas, a contemplação é a melhor parte, tem a primazia (cf. S.Th. II-II q182), pois a razão mais alta da dignidade humana consiste na vocação do homem à união com Deus (Gaudium et spes, 19); mas isso não significa que devamos dedicar mais tempo a ela que à ação exceção feita, evidentemente, aos chamados à vida contemplativa , e sim, considerá-la como valor mais elevado.








Não podemos ocupar-nos unicamente com a contemplação mesmos nas ordens contemplativas, nas quais seus membros também necessitam viver a dimensão da ação, como sugere o próprio lema ora et labora , pois faz parte do Plano de Deus que nos dediquemos à ação transformadora sobre o mundo (cf. Gn 1,28), como criadores de cultura, como co-criadores (cf. João Paulo II, Laborem exercens, 25), de modo que a vida ativa também possui uma grande dignidade. Nossa própria santificação pessoal implica um trabalho, um esforço e uma tensão, seja desenvolvendo o amor ao próximo, seja trabalhando por nossa própria conversão. Essa tensão, presente em nosso trabalho, em nosso apostolado, em nosso serviço caritativo, e em nosso combate espiritual e que faz da vida do homem sobre a terra uma milícia (cf. Jó 7,1, versão da Nova Vulgata) , não corresponde exatamente às disposições que necessitamos para a contemplação, mas prepara o terreno para a mesma (cf. S.Th. II-II, q182, a3): vida ativa e vida contemplativa se complementam.



Contemplação e ação



A ação se nutre da contemplação; sem essa, nossas atividades periféricas nos arrastam para a superfície. Inclusive, para que o fruto da contemplação seja mais perdurável em nossas vidas, é muito conveniente, ao final de nossa oração, tomarmos resoluções concretas uma quinta etapa, de actio inspiradas pelo Espírito de Deus, para que a Palavra se faça carne também em nossa ação, tendo em vista que toda oração contemplativa cristã remete constantemente ao amor do próximo, à ação e à paixão, e, precisamente dessa maneira, aproxima mais a Deus, como nos diz a Carta sobre a meditação cristã (n. 13), comentando a passagem da Transfiguração. Devemos ter em consideração, no entanto, que a contemplação não é formalmente um meio para agirmos melhor, e não é a essas resoluções que objetivamos nela, mas ao encontro pessoal com Deus; encontro esse que transforma nossa vida e nos faz agir em consonância com a graça.



A contemplação nos ajuda a ver o rosto do Senhor naqueles que sofrem, aprendendo a servir-Lhe nestes: se verdadeiramente partimos da contemplação de Cristo, devemos saber vê-Lo sobretudo no rosto daqueles com quem Ele mesmo Se quis identificar: Porque tive fome e destes-Me de comer, tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e recolhestes-Me; estava nu e destes-Me de vestir; adoeci e visitastes-Me; estive na prisão e fostes ter Comigo (Mt 25,35-36 - Novo Millennio Ineunte, 49).



Importante também é ressaltar a necessidade, já aludida ao início, de romper com o pecado através da conversão, pois Quem subirá ao monte do Senhor, quem estará no seu lugar santo?, senão aquele que tiver as mãos limpas de culpa e o coração puro (Sl 24,3-4); são os puros de coração que vêem a Deus (cf. Mt 5,8). A via purgativa da mortificação, do combate espiritual (que é nossa preparação remota para a vida de oração), antecede a via iluminativa da meditação e a via unitiva da contemplação esse clássico esquema pode ser visualizado na Santa Missa, onde tomamos consciência e pedimos perdão dos nossos pecados no Ato Penitencial, somos iluminados pela Liturgia da Palavra, e nos unimos a Cristo pela Eucaristia, que, no momento da transubstanciação, nos convida a uma atitude eminentemente contemplativa (cf. Jo 12,32;19,37); devemos, entretanto, cuidar-nos de entender essas três vias como blocos separados e sucessivos na vida do cristão, o que corresponderia a uma artificial separação entre ascese e mística, análoga à equivocada disjunção entre vida ativa e vida contemplativa . Precisamos ter sempre em conta a perspectiva da cooperação com a graça (cf. Cl 1,29), realizando nossa parte, sem, entretanto, nos esquecer de que nossa amorosa entrega é impulsionada pelo próprio Deus, que está ao início e ao término de nossa oração: à plena contemplação do rosto do Senhor, não chegamos pelas nossas simples forças, mas deixando a graça conduzir-nos pela sua mão (Novo Millennio Ineunte, 20).



Reiteramos a unidade entre vida contemplativa e vida ativa, e como ambas se sustentam e apóiam mutuamente: nosso trabalho, nosso apostolado, nossa caridade, nosso combate, tudo isso deve ser vivido permeado pelo espírito da oração e da contemplação, que é o mesmo Espírito do Senhor; e ao mesmo tempo, a vida vivida sob o impulso desse Espírito torna o fiel cada vez mais apto para a íntima comunhão com o Senhor.



Para atingir a contemplação é necessário primeiro o recolhimento sobre cujo caráter unificador e liberador, que dispõe nossa alma para o encontro pessoal com o Senhor, falamos anteriormente ; ambos conformam a vida contemplativa: a verdadeira contemplação é recolhimento, e o verdadeiro recolhimento necessita de se submergir na contemplação (Hildebrand, A nossa transformação em Cristo, p.94). Mas o recolhimento não se limita aos momentos de contemplação, pode perdurar na ação, e através de sua vivência, se pode viver o espírito de contemplação sempre que também é ajudado por pequenos exercícios da presença de Deus, como as jaculatórias, e orações simples, como as bênçãos das refeições e o Ângelus .



De outra parte, só pode ser recolhida a pessoa que dá à contemplação seu devido lugar no dia-a-dia. Como cristão, devo dedicar, todos os dias, algum tempo à oração interior, ter momentos fortes de oração; necessito a solidão, para perceber a companhia dAquele que está no segredo (cf. Mt 6,6). E assim, gozando, desde agora, da intimidade do Senhor da Vida, nos preparamos para a eternidade, onde só haverá contemplação, como nos recorda S. Agostinho (Cidade de Deus, XXII, 30): ali festejaremos e contemplaremos, contemplaremos e amaremos, amaremos e louvaremos. Eis o que será no fim sem fim.


Ao dizermos “sim” à vocação Shalom, dizemos igualmente nosso “sim” ao amor incondicional a Jesus Cristo em sua paixão, morte e ressurreição e, como Ele e com Ele, nos dispomos a unir perfeitamente nossa vontade à vontade do Pai, seja como for, custe o que custar, pois “um coração inflamado por este amor tudo realiza, a tudo se dispõe” (Regras da Comunidade Shalom).




Estamos cientes de que tal amor é uma grande graça que caracteriza a graça maior do nosso chamado de pertencer fiel e sem medidas a Jesus Cristo para consumirmos nossa vida em total doação de amor a Ele e ao seu Reino, servindo aos nossos irmãos e à Igreja. A graça deste amor de primazia a Jesus Cristo jorra, realiza-se e amadurece na vida de oração, onde a contemplação nos leva a uma união cada vez mais profunda com nosso Esposo e nos faz transbordar seu Amor em unidade, fraternidade e serviço, pelo poder do Espírito Santo que ama em nós.



Somente uma vida de profunda intimidade com Deus nos levará ao verdadeiro arrependimento e nos lançará aos pés de Jesus como a pecadora arrependida, reconhecidos e gratos por sua misericórdia e por sua eleição de nossas almas. É também esta vida de intimidade que nos leva a estar aos seus pés como Maria de Betânia, à escuta da voz do Amado para cumprir incondicionalmente a sua vontade.Imersos no amor da Trindade, encontraremos a graça do desapego de tudo e de todos para que, livres de todo embaraço, possamos amar a todos e a cada um com a caridade de Cristo.


Na vocação Shalom o Nosso lugar é o mesmo da pecadora: aos pés de Jesus


Estar aos pés do Senhor. Amá-lo, ouvi-lo, deixar que o Espírito nos conforme a Ele de tal modo que possamos reconhecer sua voz em meio às nossas muitas vozes interiores e aos inúmeros apelos do mundo é um dos fundamentos do nosso chamado: “A oração pessoal é a ocasião onde o Senhor vem edificar esta obra de amor em nós. A contemplação do Amado é o jardim que o Espírito Santo encontra para semear e colher estas rosas de amor”.



Santa Teresa de Jesus de Ávila, um dos baluartes de nossa vocação, é para nós inspiração quanto ao caminho de oração e de vida espiritual. Com ela procuramos vivenciar o “Só Deus basta” que norteou sua vida de desapego para ser inteiramente de Deus. Dela procuramos aprender a oração, que é fonte do Amor Esponsal. Nossa oração, assim, é pessoal, diária, contemplativa, parada com Deus, aos moldes de Santa Teresa de Ávila” (Regras da Comunidade Shalom).



Aos pés de Jesus, no reconhecimento diário de que Ele escolheu os menores, os mais fracos, arrependemo-nos diariamente dos nossos pecados e mergulhamos na misericórdia de Deus, dada generosamente aos pecadores arrependidos. Nossa oração, então, enche-se de louvor, gratidão e adoração pela escolha misteriosa e gratuita de Deus para sermos almas esposas do seu Filho. Maravilha-se o nosso coração, como o de Teresa, do fato de que um Deus de tão grande Majestade se digne a vir até nós e dialogar conosco em um colóquio de amor que nos ultrapassa e transforma.



Durante pelo menos duas horas por dia estamos, diariamente, aos pés de Jesus, a sós com Ele. Dia após dia, Ele aí nos molda pacientemente conforme a sua vontade, na contemplação e estudo orante da Palavra, sempre para a sua glória.Nossa oração é também caracterizada pelo louvor e abertura aos carismas, marca preciosa de nossas raízes na Renovação Carismática Católica e da Tradição milenar da Igreja. São Francisco, com sua simplicidade e extasiamento diante das maravilhas de Deus e da pessoa do próprio Deus, é o outro baluarte de nossa vocação. Dele aprendemos o louvor e a minoridade que nos leva a exclamar: “Meu Deus, quem sou eu e quem sois vós!” e o amor apaixonado e pronto a tudo que o levou a chorar e gritar pelos campos de Assis: “O amor não é amado!”



Seu grito ecoa em nossos corações quando estamos na presença do Senhor Ressuscitado que passou pela cruz e ressoa em todo o nosso ser que, tomado pelo zelo do Espírito que o inflamava, acolhe a graça da parresia e transborda a oração em apostolado e serviço.


Nosso primeiro chamado, assim, é para ser, que transborda no fazer.


Como ensina Santa Teresa de Jesus, no poema “Busca-te em mim”, a alma encontra-se em Deus, que se encontra nela e transforma-se segundo a vontade de Deus e a ação poderosa do seu Espírito. O ser, provado pelas exigências fraternas da vida comunitária e na prática das virtudes, deve, entretanto, eclodir no fazer, no apostolado por amor a Jesus, na evangelização através de novos meios e novos métodos, com novo fervor e ardor, como nos pede a Igreja, na formação de autênticos filhos e filhas de Deus que sirvam à Igreja como adultos na fé, com a estatura de Jesus Cristo (cf. Ef 4,13).



Na oração, o Espírito molda o nosso ser e Jesus ressuscitado nos envia, soprando sobre nós o seu Espírito (cf. Jo 20,22) e levando-nos a acolher amorosamente seu maior desejo: “Ide! Pregai o Evangelho! Fazei discípulos” (cf. Mc 16,15).







Ministros e discípulos da paz



“Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: “Paz a vós! Shalom!” Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado” (Jo 20,20-21). Esta é a passagem da Bíblia que fundamenta a nossa vocação. Aos poucos, percebemos que o Senhor tinha para nós um desígnio muito mais profundo e abrangente do que imaginávamos no início, quando colocamos o nome “Shalom” na Obra e vocação nascentes. Este desígnio está expresso na palavra “Shalom”, dita por Jesus ressuscitado aos discípulos reunidos.



Em hebraico, a palavra “Shalom” é mais do que uma saudação, é um desejo autêntico de que se realize no outro toda sorte de bens espirituais e físicos. Mais que isso: “Para o povo de Deus, que esperava ansiosamente a manifestação do Messias, a saudação “Shalom” era já como um anúncio da salvação, a felicidade perfeita, a salvação que o Messias viria dar, a plenitude da PAZ. A verdadeira paz não vem dos homens, mas de Deus.”(Regras da Comunidade Shalom).Mais que uma palavra que se diz, a expressão “Shalom” é uma bênção (boa palavra) que se ministra a alguém. Aprender esta Paz na oração, na adoração e na Palavra e ministrá-la ao mundo, eis o nosso chamado.



Ao pronunciar a palavra “Shalom”, Jesus ressuscitado expressa, espelha e ministra a verdadeira paz: a salvação que sua ressurreição testifica. Expressa-a não mais como um judeu comum, mas como o Salvador, como aquele que venceu a morte, de quem o Pai dá testemunho através da ressurreição. É a primeira e única saudação de Paz do Ressuscitado registrada na Bíblia e Ele a expressa não somente com sua boca, mas com todo o seu ser ressuscitado que conserva as marcas da cruz. Sua pessoa é a própria Paz que o Pai enviou para a salvação de cada homem.



Em todo o seu ser Jesus espelha a verdadeira Paz. Aquela que não está isenta de sofrimentos, de renúncias, de mortificações, mas que encontra aí, nestas pequenas mortes por amor a Deus, o poder, a felicidade e a liberdade interior e definitiva da ressurreição.



Jesus ressuscitado, assim, expressa, espelha e também ministra a verdadeira Paz. Fá-lo, em primeiro lugar, com sua morte e ressurreição e fá-lo ao mostrar aos discípulos, enquanto fala, suas chagas gloriosas. Os discípulos, nesse momento, aprendem de Jesus a Paz que se esconde na cruz e na vitória sobre a morte. Aprendem que Jesus é a Paz, que somente Ele é o Shalom do Pai, a Paz definitiva pela qual os homens anseiam. Eis por que, após ministrar a paz aos discípulos, ensinando-a através de si mesmo e de sua Palavra, Jesus os envia a ministrá-la, insistindo, ainda uma vez, na saudação “Shalom!”: “Disse-lhes outra vez: ‘Paz a vós! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós’. Depois destas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo’.” (Jo 20,19-22) e concedeu-lhes o poder divino de reconciliar os homens com Deus, que é, afinal, a expressão última de sua missão salvífica, pois a salvação é a reconciliação eterna entre Deus e os homens. Aqueles que se trancavam por medo dos judeus tornaram-se, assim, discípulos e ministros da Paz.




A nossa missão



Esta é, também, a missão de cada um de nós na vocação: ser discípulos e ministros da Paz. Aos pés de Jesus aprendemos que Ele é a Paz que devemos não somente desejar, mas ensinar aos homens, levando-os a uma experiência pessoal com Jesus Vivo, pelo poder do Espírito Santo. Assim como Jesus ensinou aos seus discípulos a Paz através da experiência de sua ressurreição que não escondia as marcas gloriosas da Paixão, assim também aprendemos dele a Paz pela experiência de sua pessoa viva que age em nós. Assim como Jesus enviou os discípulos a ministrarem a reconciliação do mundo com Deus, também nos envia como arautos e ministros da Paz, da experiência com Jesus Ressuscitado, único capaz de realizar esta reconciliação e conduzir cada homem e todos os homens à verdadeira Paz: “A conversão é o caminho que conduz à paz; o mundo não encontrará a paz se não se voltar para Deus.” (Regras da Comunidade Shalom).



“O Senhor nos chama a sermos anunciadores da sua paz (Is 52), a vivermos e proclamarmos a sua Paz. A levarmos com a nossa vida, com a nossa palavra e com o nosso testemunho, o Shalom de Deus aos corações; a sermos instrumentos de reconciliação do mundo com Deus; a anunciarmos com todo o nosso coração, com todas as nossas forças a salvação de Jesus Cristo e o seu Evangelho (…). O mundo só encontrará a Paz se encontrar Jesus, e é este Jesus que nós devemos proclamar em todo o tempo e lugar. Para instaurar a paz nos corações e no mundo, o Senhor nos chama a anunciar Jesus Cristo e a formar autênticos filhos de Deus. Devemos levar a todos aqueles a quem o Senhor nos enviar o que Ele ordenou quando enviou os seus discípulos: “Paz a esta casa”, e ali, pelo poder de Jesus, estabelecer a paz, anunciando o Evangelho, o Reino de Deus que está próximo, curando os enfermos, derramando o Espírito Santo (cf. Lc 10,1-12), estabelecendo assim o Shalom de Deus. Devemos ser a voz do Cristo ressuscitado que faz da sua primeira palavra aos apóstolos um anúncio de paz (cf. Jo 20,19-21), pois, Vitorioso, Ressuscitado, cheio de autoridade e poder, Ele é a única paz para o coração do homem: “Cristo é a nossa paz (cf. Ef 2,14).” (Regras da Comunidade Shalom).





Ao serviço de Deus e do homem



A vida consagrada tem a função profética de recordar e servir o desígnio de Deus sobre os homens, tal como esse desígnio é anunciado pela Escritura e resulta também da leitura atenta dos sinais da ação providente de Deus na história. É projeto de uma humanidade salva e reconciliada (cf. Col 2,20-22). Para cumprirem convenientemente tal serviço, as pessoas consagradas devem ter uma profunda experiência de Deus e tomar consciência dos desafios do seu tempo, identificando o sentido teológico profundo deles por meio do discernimento realizado com a ajuda do Espírito. É que, nos acontecimentos históricos, encerra-se frequentemente o apelo de Deus para trabalharmos segundo os seus planos com uma inserção ativa e fecunda nos acontecimentos do nosso tempo.



O discernimento dos sinais dos tempos, como afirma o Concílio, deve ser feito à luz do Evangelho, para que se « possa responde às eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida presente e da futura, e da relação entre ambas ».


É necessário, portanto, abrir o coração às sugestões interiores do Espírito, que convida a ler em profundidade os desígnios da Providência. Ele chama a vida consagrada a elaborar novas respostas para os problemas novos do mundo atual. São solicitações divinas, que só almas habituadas a procurar em tudo a vontade de Deus conseguem captar fielmente e, depois, traduzi-las corajosamente em opções coerentes seja com o carisma originário, seja com as exigências da situação histórica concreta.



Perante os numerosos problemas e urgências que parecem às vezes comprometer e até mesmo transtornar a vida consagrada, os chamados não podem deixar de sentir o compromisso de conservarem no coração e levarem à oração as inúmeras necessidades do mundo inteiro, ao mesmo tempo que trabalham vigorosamente nos campos ligados ao carisma de fundação. A sua dedicação deverá, obviamente, ser guiada pelo discernimento sobrenatural, que sabe distinguir o que vem do Espírito daquilo que Lhe é contrário (cf. Gal 5,16-17.22; 1 Jo 4,6). Mediante a fidelidade à Regra e às Constituições, tal discernimento conserva a plena comunhão com a Igreja.



Assim, a vida consagrada não se limitará a ler os sinais dos tempos, mas há de contribuir também para elaborar e atuar novos projetos de evangelização para as situações atuais. E tudo isto, na certeza derivada da fé de que o Espírito sabe dar as respostas apropriadas mesmo às questões mais difíceis. A este respeito, será bom redescobrir aquilo que sempre ensinaram os grandes protagonistas da ação apostólica: é preciso confiar em Deus como se tudo dependesse d’Ele e, ao mesmo tempo, empenhar-se generosamente como se tudo dependesse de nós.



Colaboração eclesial e espiritualidade apostólica



Tudo deve ser feito em comunhão e diálogo com as outras componentes eclesiais. Os desafios da missão são tais que não podem ser eficazmente enfrentados, tanto no discernimento como na ação, sem a colaboração de todos os membros da Igreja. Dificilmente o indivíduo isoladamente possui a resposta decisiva: esta, ao contrário, pode brotar da confrontação e do diálogo. De modo particular, a comunhão de ação entre os vários carismas não deixará de garantir, para além do enriquecimento recíproco, uma eficácia mais incisiva na missão. A experiência destes anos confirma largamente que « o diálogo é o novo nome da caridade », especialmente da caridade eclesial; aquele ajuda a ver os problemas nas suas reais dimensões, e permite enfrentá-los com melhores esperanças de sucesso.


A vida consagrada, pelo facto mesmo de cultivar o valor da vida fraterna, apresenta-se como uma experiência privilegiada de diálogo. Deste modo, ela pode contribuir para criar um clima de aceitação recíproca, no qual os vários sujeitos eclesiais, sentindo-se valorizados por aquilo que são, concorrem de maneira mais convicta para a comunhão eclesial, orientada para a grande missão universal. Os Institutos empenhados nas várias formas de serviço apostólico devem, enfim, cultivar uma sólida espiritualidade da ação, vendo Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus.


De facto, « é preciso saber que como uma vida bem ordenada tende a passar da vida ativa à contemplativa, também a maior parte das vezes o espírito regressa com proveito da vida contemplativa à ativa, para conservar mais perfeitamente a vida ativa para aquilo que a vida contemplativa lhe acendeu na mente. Portanto a vida ativa deve transferir-nos à vida contemplativa, e algumas vezes a contemplação, por aquilo que vimos interiormente, há de chamar-nos a uma melhor ação ».



O próprio Jesus nos deu o exemplo perfeito de como é possível unir a comunhão com o Pai e uma vida intensamente ativa. Sem a tensão constante para tal unidade, o perigo de colapso interior, desorientação e desânimo está continuamente à espreita. A união íntima entre a contemplação e a ação permitirá, hoje como ontem, enfrentar as missões mais difíceis.




O direito divino não é a dominação, o direito divino não é imposição, o direito divino não é a exaltação, o direito divino não é uma autoridade que se impõe, porque se assim fosse, Deus teria escolhido salvar o mundo por meio de relâmpagos, trovões, terremotos, pestes. Ele poderia ter imposto a sua autoridade pelo temor, mas não foi por este meio que Deus quis se manifestar no meio dos homens. Em vista da Sua salvação, Ele se fez homem, Ele se fez menino, Ele se fez criança, Ele se fez servo, Ele se fez humilde, Ele se fez caridade e é assim que Ele anuncia o direito as nações, não de outra forma.



Deus não se envolverá em disputas, não soltará gritos, não quebrará o caniço rachado, não apagará a mecha que ainda fumega até ter conduzido à vitória, ao direito, pela humildade e pela caridade, que é a fonte da autêntica autoridade, que convence, que destrói o mal, que não impõe, mas se impõe, que não domina, mas se manifesta em Seu nome.É no nome do Senhor que as nações porão sua esperança e a vitória do direito. A esperança das nações vem por meio da humildade, do serviço e da caridade. E é exatamente isso que Jesus diz em Mateus 20:



“Os chefes das nações as mantém sobre seu poder e os grandes sobre seu domínio, mas não deve ser assim entre vós. Pelo contrário, se alguém quer ser grande entre vós, seja vosso servo e se alguém quer ser o primeiro dentre vós, seja vosso escravo, assim é que o filho do homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate pela multidão” (Mt 20,25-28).



Esta é a mentalidade de Cristo, que destoa da mentalidade do mundo e da mentalidade do homem velho que existe dentro de nós. O homem velho que luta por prevalecer em nós deseja exercer a autoridade não como um serviço. Por mais que julgue que esteja servindo e até deseje servir, ele usa os meios do mundo. Mas os meios do mundo não conduz aos fins do Reino.


Oração contemplativa ou vida contemplativa?



(Dom Armand Veilleux – OCSO)


Há vários séculos, distinguem-se entre as diversas formas de vida religiosa, a vida ativa, a contemplativa e a mista. Ora, há muito que os mestres da espiritualidade monástica fazem notar que não é possível fazer entrar à força a vida monástica num tal esquema. Seria de fato perigoso – e mesmo hipócrita- considerar que uma forma de vida monástica é mais contemplativa do que outra pelo simples fato de que ela não comporta atividade apostólica.



A vida monástica é contemplativa? A questão foi colocada muito explicitamente durante o Concílio Vaticano II, no momento em que se preparava o documento conciliar sobre a vida religiosa. Com freqüência compreendeu-se mal aqueles que colocavam então esta questão. Seu objetivo não era o de colocar em questão que a vida monástica tem – e deve ter – uma dimensão e mesmo uma orientação contemplativa, mas de recusar de defini-la como tal pelo simples fato de não ter ação pastoral.



Dom Jean Leclercq escreveu em Collectanea Cisterciensia (27 [1965] pp. 108-120) um artigo precisamente com este título: “A vida monástica é uma vida contemplativa?” (“La vie monastique est-elle une vie contemplative?”) Sua resposta é: Sim, evidentemente que é. Mas acrescenta imediatamente que, segundo toda a tradição monástica, chamar alguém de contemplativo não significa que pratique a contemplação num ou noutro sentido que a palavra tomou nas diversas escolas de espiritualidade desde o século XVI. Significa mais que ele pratica a oração contínua, ou ainda, que ele organiza toda a sua vida de tal modo que possa manter de modo tão constante quanto possível uma consciência amante da presença de Deus.



Para manter esta oração contínua, o monge utiliza um certo número de meios. Um deles, o mais importante de todos na tradição beneditina é o Ofício Divino; outro é a lectio divina. Esta, com efeito, segundo a tradição monástica, do Oriente e do Ocidente, é autêntica oração contemplativa e não simplesmente uma preparação à oração. Outros meios são, sobretudo, os momentos de silêncio, os momentos de maior atenção à presença de Deus, ou ainda as repetições de orações breves, a oração de Jesus, o rosário. Estes são alguns dos muitos métodos para manter uma atitude contemplativa durante todo o dia, durante todas as ocupações, aí se incluindo o trabalho.



Um ensinamento constante da tradição monástica pelos séculos é este: é-se contemplativo durante todos os aspectos de sua vida ou não se o é em absoluto. Devo claramente ser contemplativo na minha meia hora ou hora de oração silenciosa, como devo sê-lo durante o Ofício Divino e durante o trabalho, qualquer que seja o tipo de trabalho.


Se não faço esforços para conservar uma comunhão contemplativa com Deus durante meu trabalho, me iludo pensando que seria transformado subitamente em contemplativo entrando na Igreja ou me ajoelhando para minha meia hora de oração.



Um outro ensinamento que consta da tradição é que a oração contemplativa por excelência, e o contexto ideal para toda a experiência mística é a liturgia. Os mais belos ensinamentos místicos de São Bernardo e de nossos Padres cistercienses se acham em seus sermões preparados para serem usados na Liturgia, ou, em todo caso, sobre os textos bíblicos lidos durante a liturgia.Isto é sobretudo verdadeiro para a grande tradição mística, mesmo fora do monaquismo. O mais importante dos autores místicos, aquele que recolheu todo o ensinamento dos Padres antes dele e que influenciou todos os místicos dos séculos seguintes foi certamente Dionísio, o Aeropagita, ou o Pseudo-Dionísio. Ora, todo seu ensinamento místico se acha num comentário sobre a Divina Liturgia e sobre a vida sacramental da Igreja em particular.Dom Jean Leclercq publicou em 1963 um estudo sobre os nomes da oração contemplativa (Jean Leclercq, Otia monastica. Études sur le vocabulaire de la contemplation au Moyen Âge. Roma [Studia Anselmiana, 48], 1963). Mostrou que a mais importante e a mais constante de todas as expressões achadas na tradição para descrever a oração contemplativa é “memoria Dei” (lembrança de Deus).



Não se acha, por exemplo, a palavra “contemplatio” na Regra de São Bento; mas a “memoria Dei” é o primeiro grau de humildade, e se encontra em toda a Regra.



Freqüentemente se diz que o ensinamento de Bento sobre a oração é árido e limitado. Sem dúvida isto se deve a querer ler a Regra com um espírito muito diferente daquele com o qual ela foi escrita. Hoje se é muito atento às experiências de oração que fazemos: ao que se passa em nós enquanto rezamos ou tentamos rezar. Bento faz parte de uma longa tradição de mestres monásticos, para quem a qualidade da vida cotidiana, em todos seus aspectos, é mais importante do que a “performance” no curso dos “momentos de oração”. A convicção subjacente é que a oração é alguma coisa que “vem” bem naturalmente àquele que se esforça por viver os ensinamentos do Evangelho na vida cotidiana.


Bento facilmente faria sua a palavra que Cassiano atribui a Santo Antão: “A oração não é perfeita enquanto o monge estiver consciente ou de si mesmo ou do conteúdo de sua oração.”



Da mesma forma, São Bernardo utiliza pouco a palavra “contemplação” mas “lembrança de Deus” está no coração de seu ensinamento. Escreve, por exemplo: “A lembrança de Deus é o caminho para a presença de Deus. Quem quer que guarde os mandamentos presentes no espírito, a fim de observá-los, será recompensado a seu tempo pela percepção de sua presença.” (Sent 1.11; SBO 6b.8-17-21) (Ver artigo de Michael Casey sobre “Mindfulness of God in the Monastic Tradition”, Cistercian Studies 17 [1982], pp. 111-126).



Bernardo, como Bento, está consciente do fato que, no mosteiro, os monges realizam a dimensão contemplativa de sua vida de modos diferentes, segundo sua vocação e segundo os papéis que são chamados a desempenhar na comunidade. Fala de duas categorias de monges: os claustrales e os officiales ou obedientiales, que chama também de obedientes. Os claustrales são aqueles que não têm nenhuma responsabilidade administrativa, os obedientiales são os que são chamados a suprir diversos serviços na comunidade. Cada um é chamado a ser contemplativo de um modo que lhe é próprio. Cada um deve praticar a memoria Dei, e isto não quer dizer que ele deva pensar continuamente em Deus de modo ativo, mas que deve espontaneamente fazer referência a Deus em tudo o que pensa, faz e acontece.



Bernardo volta mais de uma vez em seus escritos à tensão vivida por todos aqueles que, na comunidade, têm importantes responsabilidades administrativas, quer seja de ordem material, quer espiritual. Em primeiro lugar faz uma advertência contra o perigo de aspirar a tais responsabilidades, mas ensina também que para um monge que recebeu tais encargos, isto pode ser para ele a ocasião de um despojamento radical que o faz renunciar a seu próprio lazer e assumir uma grande parte do peso de preocupação da comunidade, de modo que seus irmãos possam gozar da solidão e da paz. Esta foi, sem dúvida, a vocação de Gérard, o irmão de Bernardo e celeireiro de Claraval, a quem Bernardo paga um tal tributo no seu Sermão 26 sobre o Cântico dos Cânticos.



Todos aqueles que têm muito a fazer a serviço da comunidade devem se esforçar para conservar suficiente tempo para a oração, a leitura e a meditação. Mas isto não é suficiente e nem mesmo é o essencial. O essencial é que toda nossa atividade seja enraizada numa oração contemplativa, realizada num clima e num espírito de oração, e nos leve sem cessar a ela.




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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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