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Onde estão os VERDADEIROS JORNALISTAS INVESTIGATIVOS ? Na Veja ou na Carta Capital ?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 18 de março de 2016 | 09:01






Caso Watergate: Inspiração para o jornalismo investigativo mundial


“Seu olho sempre aberto a todo momento põe a nu as engrenagens secretas da política e força os homens públicos a comparecer, um após o outro, diante do tribunal da opinião pública.” (Tocqueville sobre a imprensa americana - 1835)





É tão profunda a marca deixada pelo caso Watergate que o nome se tornou sinônimo de escândalo político, além de exemplo máximo de jornalismo investigativo. Até hoje se batizam fraudes na administração pública pelo acréscimo da terminação gate, em um eco distante da crise que há mais de três décadas compeliu à inédita renúncia de um presidente dos Estados Unidos, reforçou as prerrogativas da imprensa no sistema de freios e contrapesos da democracia americana e consumou a derrota na Guerra do Vietnã, a única perdida dentre as muitas em que o país se envolveu.



Desde então, jornalistas em todo o mundo se inspiram no modelo profissional que os repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward encarnaram na trabalhosa apuração que se estendeu por mais de dois anos, entre a publicação da primeira reportagem e a queda de Richard Nixon, em agosto de 1974. 



O jornalismo mundial nunca mais foi o mesmo após meados do mês de junho de 1972:




O jornal Washington Post noticiava na primeira página o assalto do dia anterior à sede do Comité Nacional Democrático, no edifício de Watergate, na capital dos EUA. Na madrugada do dia 17 de junho de 1972, cinco homens vestindo terno e gravata, calçando luvas cirúrgicas fotografando documentos e instalando aparelhos de escuta e com milhares de dólares nos bolsos foram surpreendidos arrombando o escritório do Comitê Nacional do Partido Democrata.Essa iniciativa é considerada a maior investigação jornalística do século XX americano, e por assim dizer mundial, protagonizada pelos repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward, e que ficou conhecida por caso Watergate.



Richard Nixon foi eleito presidente no ano de 1968, sucedendo a Lyndon Johnson. Uma eleição marcada pela guerra no Vietnam. Nixon voltou a candidatar-se em 1972, tendo como opositor o senador George McGovern, e obteve uma vitória esmagadora ganhou em 49 dos 50 estados. McGovern apenas venceu em Massachusetts e em Washington DC.



Durante muitos meses, os dois jornalistas estabeleceram as ligações entre a Casa Branca e o assalto ao edifício de Watergate, juntando as peças. Os dois repórteres do Post começaram a fazer investigações independentes, seguiram o faro e com o apoio e a orientação de seus editores, passaram a trabalhar em parceria tendo apurado as informações de centenas de funcionários da administração, de colaboradores da campanha, de pessoal da Casa Branca e de outras fontes. Foi durante a campanha de 1972 que se verificou o incidente na sede do Comité Nacional Democrático, que terminou com a renúncia de Nixon ao cargo de presidente dos EUA, em 9 de Agosto de 1974.




E é interessante como foi estabelecida a relação dos repórteres com sua fonte maior, com o apelido de "Garganta Funda" que primeiro falou apenas com Woodward, que depois revelou o nome a Bernstein.


O que observa-se nesse caso específico é algo mais profundo, com um processo de pesquisa apurada, cruzamento de dados, um bom faro jornalístico e fontes confiáveis, revelando casos obscuros e ocultos à sociedade.

 
(Repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward)

Mas, com relação ao caso Watergate podemos observar a importância de alguns princípios basilares do jornalismo investigativo como por exemplo:



1)- Questionar todas as informações, inclusive as enviadas pelo governo (informações oficiais).


2)- Não se ater a uma única fonte.

3)- Não se dar por contente com o jornalismo "chapa branca" (o que é muito comum no jornalismo atual).

4)- A atitude inquisitiva diante da autoridade pública, o recurso a fontes não identificadas (e a regra de exigir pelo menos duas delas confiáveis para confirmar cada informação).

5)- O uso maciço do telefone e do bloco de anotações.

6)- A obrigação de se apresentar como jornalista.

7)- O intercâmbio de pistas com policiais e promotores e o dever de registrar a versão da parte acusada.




Nada disso foi inventado pelos dois repórteres, mas se tornou canônico em jornalismo depois do caso Watergate.Esta vertente do jornalismo requer tempo e investimentos financeiros, liberdade investigativa, além de disponibilidade de recursos humanos, coisas que infelizmente fazem falta em boa parte das redações no Brasil.


Fonte: Observatório de imprensa
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