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O que significa Carregar o nosso "OPRÓBIO" como fez Sansão?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 12 de julho de 2015 | 17:50






Opróbrio - Substantivo masculino que significa: desonra pública; degradação social; ignomínia, vergonha, vexame;exposição;caráter daquilo que humilha, degrada; estado ou condição que revela alto grau de baixeza, torpeza.


"Disse mais o SENHOR a Josué: Hoje retirei de sobre vós o  opróbrio do Egito; por isso o nome daquele lugar se chamou Gilgal, até ao dia de hoje." (Josué 5,9).




Quando o SENHOR disse que iria "remover" dos israelitas o opróbrio do Egito, ele estava enfatizando algo:O Egito representa o mundo. Depois de estarmos alguns anos no mundo e nos termos tornado mundanos, é preciso que a vergonha dele seja removida.

Isaías 25,8:O Senhor Deus tirará de toda a terra O OPRÓBRIO (Vergonha) do SEU POVO, porque o Senhor falou.




Essa promessa do Senhor é para os dias de hoje, para todos aqueles que têm posto em Jesus Cristo seus olhos e esperanças. Para todos aqueles que creem que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Porque para todos que assim creem as portas do inferno não prevalecerão.


Em que setor de sua vida você está sofrendo opróbrio? Em que setor de sua via você está sendo envergonhado como povo de Deus?


Em que setor de sua vida as pessoas ao olharem para você dizem: É servo de Deus e está passando por tudo isso? Em que setor de sua vida o diabo tem atuado impedindo que as pessoas vejam a luz e o poder de Cristo em você? Em que setor de sua vida o diabo tem feito as pessoas pensarem ao te ver "eu não quero nem esse Deus e nem esta vida para mim"?


Veja, Deus diz: OPRÓBIO DO MEU POVO. E quem é o povo de Deus?



Gostaria de meditar com vocês sobre a vida de Sansão. Antes de mais nada, precisamos entender o período em que Sansão foi levantado. No Velho Testamento era somente o povo de Israel, hoje são todos aqueles que recebem a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas.

A história de Sansão nos foi relatada pelo Profeta Samuel no livro de Juízes. O livro de Juízes nos apresenta uma época pré-monárquica em que as tribos de Israel eram governadas por si mesmas. Os juízes eram levantados como libertadores e não como governantes.


Juízes 17,6 e Juízes 21,25 descrevem exatamente as regras de governo desse período:


Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos. Era praticamente o adágio: “Cada um por si e Deus por todos”.



Nos dias dos juízes, como o povo de Deus associou-se aos povos da Terra de Canaã, ao invés de destruir suas idolatrias conforme a orientação descrita em Deut. 7 a 11.


Deus os entregava a cada ciclo de rebeldia aos povos vizinhos que por sua vez os oprimiam. O povo então se lembrava do Senhor, clamava, se humilhava, e o Senhor levantava um libertador chamado de juiz para que fosse gerada a paz e libertação do inimigo opressor. Durante o período de paz o povo se rebelava contra Deus novamente e acontecia o ciclo de: Pecado, Escravidão, Súplica, Salvação e Silêncio de Deus se repetia tudo novamente.



O mais triste é que hoje o nosso Rei dos Reis nos garantiu vida, liberdade. E nos disse que nossa atual posição é:


“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2,9).


Contudo, vivemos como escravos muitas vezes, acreditando que o pecado nos domina, subjugando-nos ao inimigo, ou ainda afirmando que não temos forças para fazer tal coisa e então, clamando ao Senhor por salvação que embora nos traga liberdade definitiva, a admitimos apenas como uma solução para o momento, e voltamos ao pecado e o ciclo retorna.



Nesta reflexão vamos aprender com a história de Israel e de Sansão a ser libertos de vez, para usufruir da posição de sacerdócio real, e não do opróbrio de escravos:



Voltando aos temas do Livro de Juízes, vemos que Samuel nos traz o relato da história do povo de Israel, nação emergente diante dos grandes povos da região:


“Quando o SENHOR teu Deus te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, eos jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu...” (Deuteronômio 7,1).


Vemos ainda o registro desde a morte de Josué até a Liderança de Samuel e o início da monarquia, narrando um período de mais de 400 anos de história.



Ainda com a mentalidade da TEOLOGIA DA RETRIBUIÇÃO que posteriormente a partir de Jó ( O JUSTO QUE SOFRE) é superada. A desobediência e pecado gerava escravidão para o povo que muito embora tenha experimentado a libertação do Egito, grande potência da antiguidade, não aprendeu com seus maus caminhos e tornou a ser subjugado em mais de uma oportunidade pelos assírios, egípcios, filisteus e hititas.


Foram juízes sobre Israel conforme as Tribos:

        Moisés (Levi) Ex 2:1-2
        Josué (Efraim) – Js 1:1-9
        Otniel (Judá) – Jz 1:11-15; Jz 3:7-11
        Eúde (Benjamim) – Jz 3:12-30; Jz 4:1
        Sangar (desconhecido a origem) – Jz 3:31; Jz 5:6
        Débora (Efraim) – Jz 4:1; Jz 5:31
        Gideão (Manassés) – Jz 6:1-8; Jz 6:32
        Tola (Issacar) – Jz 10:1-2
        Jair e Jefté (Manassés) – Jz 10:3-5; Jz 10:6-12; Jz 7
        Ibsã (Judá ou Zebulom) – Jz 12:8-9
        Elom (Zebulom) – Jz 12:11-12
        Abdom (Efraim) – Jz 12:13-15
        Sansão (Dã) – Jz 13-16
        Samuel (Efraim) – I Samuel 1-25



Após essa noção geral sobre os juízes vamos prosseguir ao nosso Juiz Sansão.Encontramos o relato da vida de Sansão nos Capítulos 13 a 16 de Juízes.



Se analisarmos o ciclo de 5 fases que comentamos inicialmente, percebemos que logo no vers. 1 de Juízes 13 a 1ª fase:

O Pecado é apontado:E os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, e o SENHOR os entregou na mão dos filisteus por quarenta anos.



Na leitura destes capítulos aprendemos que: Sansão era da tribo de Dã, tendo por pais Manoá e esposa, ambos da região de Zorar (Jz. 13:2). Antes de conceber a Sansão essa mulher, cujo nome a Bíblia não menciona era estéril. Contudo, apareceu-lhe um anjo com instruções específicas:


Juízes 13,3-8 – “E o anjo do SENHOR apareceu a esta mulher, e disse-lhe: Eis que agora és estéril, e nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um filho. Agora, pois, guarda-te de beber vinho, ou bebida forte, ou comer coisa imunda.Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus.”



A esposa de Manoá explicou tudo ao marido, que pediu ao Senhor uma confirmação. E esta confirmação veio. A questão era tão clara de que Deus é quem deve ser enaltecido e não anjos e criaturas de que o Anjo do Senhor diz que todo e qualquer sacrifício deveria ser feito ao Senhor e não a Ele (13,16).


Disse o Anjo do Senhor que Sansão deveria ser nazireu. O que é isso?


Em Números 6,1-5 é esclarecido o voto dos nazireus:


“São homens e mulheres consagrados de berço, que devem abster-se de bebida forte, não raspar a cabeça e não contaminar-se com coisas mortas. Isso incluía o não casar-se com mulheres estrangeiras, já que o povo de Israel estava advertido por Deus de que lhe seriam por perdição em Deut. 7”



Veja a ordem de não se misturar ia além do voto de nazireu! E Sansão não observou a ordem do Senhor. Antes tendo conhecido em Timna, terra dos filisteus, uma filisteia pediu aos seus pais que a tomassem por esposa (Juízes 14).



Contudo, Sansão em sua sabedoria deixou um enigma aos filisteus durante suas bodas de casamento, e como não o decifravam importunaram sua esposa até que ela o descobrisse. Após chorar por sete dias ela o descobriu e contou aos homens que ameaçaram matar a ela e a toda sua família. E tendo estes descoberto o segredo, já que não pretendiam pagar a aposta, foi Sansão quem deu-lhes o prometido.



Durante a narrativa do capítulo 14 e 15 de Juízes vemos quão forte era Sansão, toda a vez que o Espírito do Senhor o tomava. Contudo, sua esposa foi dada a seu amigo e o pai da moça não lho permitiu conhece-la, oferecendo em substituição sua irmã. E Sansão irado prometeu então vingar-se, tendo ferido aos filisteus com grande carnificina, e depois seguido a rocha de Etã para habitar (15:7-8).Diante disso, a tribo de Judá já oprimida pelos filisteus foi tirar satisfações com Sansão pelo ocorrido, amarraram-no e entregaram Sansão aos filisteus. Contudo, esse foi novamente tomado pelo Espírito do Senhor e tendo achado uma queixada de jumento feriu mil homens. E julgou a Israel por vinte anos.



Sansão então seguiu para Gaza e lá coabitou com uma prostituta


Cercado por gazitas (filisteus da região de Gaza), os derrotou com sua força. Seguiu então para Soreque e lá se afeiçoou de Dalila.Vemos que o maior problema para Sansão era a paixão por mulheres e nenhuma delas da sua tribo, todas estrangeiras que serviam a deuses estranhos, que não o Deus de Israel.


Como sua primeira noiva obteve o segredo do enigma, Sansão para demonstrar sua afeição por Dalila, foi também vencido por sua insistência tendo revelado o voto de Nazireu a ela. Mesmo Dalila tendo provado que faria de tudo para provar a origem de sua força, revelou-lhe o segredo e esta passou-lhe a navalha na cabeça, o que não deveria ter sido feito. Mesmo assim, encerrou seus dias no pátio do templo onde os gazitas ofereciam sacrifícios a Dagom e se alegravam por ter destruído a Sansão, que por sua vez mesmo cego, fraco e humilhado clamou por força de Deus mais uma vez para destruir 3 mil homens e mulheres. (Frise-se que neste último episódio a Bíblia não relata que Sansão teria sido tomado pelo Espírito do Senhor uma última vez para destruir o templo e quem nele estava).



ALGUMAS LIÇÕES QUE PODEMOS TIRAR:


1.      O homem de Deus obedece suas ordens e não desvia do Seu propósito (Jz. 14):


Há alguns princípios básicos relacionados a este conceito de propósito. Primeiramente, Deus é um Deus de propósito. Isto significa que Deus, o criador de todas as coisas, não criou nada simplesmente por diversão. Cada coisa que Ele criou tem um propósito, mesmo que seja algo visível ou algo que não se possa ver. Em segundo lugar, tudo na vida tem um propósito. Há um propósito mesmo para a barata, para a formiga ou para o mosquito.Deus, o Criador, é a fonte do propósito. Ele conhece o propósito de cada coisa, incluindo a sua vida. Isso é tão poderoso que o Senhor enviou seu Anjo para orientar a mãe de Sansão, e explicar para que Sansão nasceria: começar a libertação do povo dos filisteus!


Aprendemos que quando nos santificamos ao Senhor e obedecemos suas ordens o Seu Santo Espírito nos toma conforme O apraz. Em mais de uma oportunidade Sansão foi cheio da força do Espírito de Deus e fez maravilhas aos olhos humanos. Gerações e gerações anunciam a força de Sansão. Até mesmo não cristãos conhecem sua história. Seus atos foram notáveis.


Mas mesmo o homem mais sábio pode ser enganado. Vimos em ministrações passadas que Josué foi enganado por Heveus (descendentes de Canaã) porque acreditou na fraude dos homens que se achegavam humildemente a ele como estrangeiros de terra distante, por não ter consultado a Deus (Josué 9).


2. A Vingança do homem não opera a justiça de Deus (15,7-8):


Muito embora o vers. 4 de Jz 14 declare que o pedido de casamento de Sansão à filisteia estava nos planos de Deus, a vingança dele não nos parece direcionada por Deus. Extraímos esta conclusão dos relatos de todas as vezes que Sansão foi tomado pelo Espírito do Senhor, o que não ocorre quando é relatado que ele se vingou daqueles que entregaram sua esposa ao seu amigo. Salomão nos ensina em Prov. 3,5-6 que devemos confiar no Senhor de todo o nosso coração sem nos apoiarmos em nosso próprio entendimento. Antes devemos reconhecer ao Senhor em todos os nossos caminhos e Ele endireitará nossas veredas.Precisamos ser sábios e não agir na cólera. As consequências podem ser graves.



3. A prostituição pode nos levar a morte


Muito embora o voto de nazireu não fale de não coabitar com prostituição, a prostituição é abominável a Deus e Sansão não deveria ter se corrompido e negociado a aliança dessa maneira. Quando vemos na Bíblia o termo prostituição, dentre seus vários significados, vemos que o povo se aliançou com outros deuses, vemos que os princípios de Deus foram abandonados para que povo vivesse a seu bel prazer e servisse a si mesmo. E isso é prostituição. Toda a vez que eu renegocio a aliança com Cristo e assumo o governo da minha vida, dizendo que não preciso de Deus, eu me prostituo. Eu assumo o amor por mim mesmo e por deuses estranhos.


4. A negociação de valores retos e divinos pode nos colocar em escravidão (Jz. 16,23-31):


Precisamos compreender que ao negociarmos os princípios de Deus, tais como não praticar sexo fora do casamento, adultérios, fornicações,não contrair casamento em julgo desigual, domínio próprio, bondade, paciência e por aí vai, podemos nos colocar em posição de escravidão.


Contudo, a negociação fez com que fossem subjugados.Sansão por sua vez, deveria julgar a Israel e libertá-lo da opressão dos filisteus.Com sua vida amorosa agitada Sansão colocou tudo a perder. E de onde eu posso extrair isso? Simples. Voltemos ao início de nossa reflexão: Os juízes eram levantados para promover a libertação e a paz do povo de Israel. Dois versículos frisam que Sansão julgou apenas por 20 anos a Israel durante o domínio dos filisteus de 40 anos!!!! Somente pelo clamor de Samuel é que o Senhor interveio e derrotou aos filisteus (1 Samuel 7: 9:14). Ele morreu antes de cumprir o propósito para o qual foi gerado.



Precisamos entender que a negociação de valores, dos princípios e da ordem de Deus não podem existir.Precisamos ter claro em nossas mentes que nossa provisão vem do Senhor, inclusive a emocional.No texto sobre Sansão vemos que de alguma forma Sansão saciava seus desejos e vontades em mulheres estrangeiras.

Aonde temos saciado nossos desejos e querer?Reclamando que as coisas não acontecem do nosso jeito? Cobrando dos outros, o que não buscamos no Senhor?


Há desejos e necessidades que não há homem e mulher na face da Terra que nos possam suprir. Eles são supríveis apenas e somente pelo Senhor Jesus.Paremos de murmurar. Paremos de buscar alternativas para aplacar  a ansiedade do vazio existencial fora de Deus. Ele nos convida a um relacionamento íntegro (inteiro).


Jesus não morreu na cruz para você simplesmente ganhar a vida eterna simplesmente como um troféu.Ele padeceu a morte de cruz para que pudéssemos nos relacionar amorosamente com o Pai.



As pessoas anseiam tanto por atenção, e se esquecem de que o maior relacionamento que elas vão poder experimentar sua vida inteira é intimidade com o Senhor.Na intimidade com Deus minhas carências somem. Meu espírito é fortalecido. Outros são abençoados pelas palavras que saem de mim, porque ao invés de reclamações, cobranças, murmurações e amarguras, o que flui de dentro de mim é vida, amor, paz e alegria e, isso sim elas desejam. É na intimidade com Deus que eu descubro o propósito para o qual fui gerado e é na força d’Ele que este propósito é cumprido.


Um dia uma família recebeu a notícia que uma das suas filhas  estava com apenas 40% do funcionamento dos rins.  A família não apenas se pôs a rezar,mas precisou tomar algumas atitudes: A jovem pesquisou por todos os meios possíveis o que ela deveria fazer para o seu rim não parar. As pessoas se chocam porque a Fernanda não comia  nenhum tipo de proteína (nada de carnes em geral, nada de peixes, nada de ovos). Mas assim como Sansão desde o berço era Nazireu, podemos dizer que a Fernanda buscou do Senhor instrução para ter vida.Se ela comer carne demais ela envenena o sangue com proteína que o seu rim não pode administrar.Espero que você consiga alcançar este paralelo:Nós somos frágeis longe do Senhor. Tudo o que não se assemelhe a Ele e que saia da nossa vida nos contamina, nos envenena.



Lembre-se:


“O que importa não é o homem que critica ou aquele que aponta como o bravo tropeçou, ou quando o empreendedor poderia ter atingido maior êxito. Importante, em verdade, é o homem que está na arena, com a face coberta de poeira, suor e sangue; que luta com bravura, erra e, seguidamente, tenta atingir o alvo. É aquele que conhece os grandes entusiasmos, as grandes devoções e se consome numa causa justa. É aquele que, no sucesso, melhor conhece o triunfo final dos grandes feitos e que, se fracassa, pelo menos falha ousadamente, de modo que o seu lugar jamais será entre as almas tímidas, que não conhecem nem a vitória, nem a derrota.” - (Theodore Roosevelt),



Os dias de Sansão foram caracterizados por uma forte sedução cultural e social que acabou destruindo sua vida. Ele havia sido escolhido por Deus para livrar seu povo do domínio filisteu, mas comprometeu sua missão quando deixou se envolver pelos padrões e costumes de sua época.


“Não somos capazes de pensar muito sobre alguém que foi seduzido, sem que Sansão nos venha à mente. Ele foi o grande “seduzido” de todos os tempos. A fim de apreciarmos quão trágica foi a pessoa de Sansão e quão terrível a sua sedução, precisamos começar pensando sobre aquilo do que ele for afastado”.



A palavra “sedução” vem do latim “sudecere”, e literalmente significa: “levar para o lado”. Nos dicionários de língua portuguesa temos: “atributo ou meio capaz de seduzir, de fascinar; aquilo que seduz, atrai, encanta; magnetismo, fascínio”. Esta palavra possui em sua origem uma aplicação negativa, ou seja, designa alguém que é levado para o lado, afastando-se de uma coisa boa e correta para algo vil, corrupto e inferior. Em outras palavras, significa ser atraído para o mal. A sedução foi a arma utilizada pelo diabo para causar a queda do homem e consequentemente sua desgraça.


COMO ERAM AS CONDIÇÕES DA ÉPOCA DE SANSÃO?



Sansão viveu no período bíblico dos “juízes” e foi chamado por Deus para ser um instrumento de libertação para Israel que havia sido seduzido pela cultura dos filisteus. Nesta época, podemos observar que o povo de Deus comumente era oprimido por diferentes povos e quando clamavam ao Senhor, Ele lhe enviava um juiz que fazia o papel de libertador:

Jz 3,9: “Clamaram ao SENHOR os filhos de Israel, e o SENHOR lhes suscitou libertador, que os libertou: Otniel, filho de Quenaz, que era irmão de Calebe e mais novo do que ele”.



No período em que os filisteus dominaram o povo de Deus, não vemos eles em hipótese alguma clamando ao Senhor. O fascínio pela cultura filisteia os fez acomodar.Neste ambiente Sansão foi chamado por Deus. Com o propósito de desbancar a cultura perniciosa dos filisteus, e o fascínio que esta cultura estava exercendo sobre seu povo, Deus fala aos pais de Sansão, prometendo-lhes um filho, mas este deveria ser um nazireu.Como Podemos ver, o nazireu era alguém que fazia um voto de consagração a Deus e nesta consagração algumas exigências precisavam ser observadas:

- Seu cabelo não deveria ser cortado;
- Ele não poderia ingerir vinho ou bebida forte;
- Não comer coisas consideradas impuras.


Como nazireu Sansão foi dotado por Deus de uma força sobrenatural e por algum tempo foi um poderoso instrumento de Deus. É muito comum nos primeiros anos de sua vida encontrarmos a expressão: “O Espírito do Senhor de tal maneira se apossou de dele”.

Jz 14,5-6, “5 Desceu, pois, com seu pai e sua mãe a Timna; e, chegando às vinhas de Timna, eis que um leão novo, bramando, lhe saiu ao encontro. 6 Então, o Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele, que ele o rasgou como quem rasga um cabrito, sem nada ter na mão; todavia, nem a seu pai nem a sua mãe deu a saber o que fizera”. Ver também verso 19: “Então, o Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele, que desceu aos asquelonitas, matou deles trinta homens, despojou-os e as suas vestes festivais deu aos que declararam o enigma; porém acendeu-se a sua ira, e ele subiu à casa de seu pai”.


Ao lermos estes relatos podemos perceber que a força de Sansão não estava em seu cabelo, mas no Espírito de Deus que descia sobre ele. Seu cabelo era apenas o símbolo de sua força física.Após Sansão ter provado o poder de Deus durante os primeiros anos de sua vida, observamos que num determinado momento ele começou a entrar por caminhos que o levaram a distanciar-se de Deus e de sua palavra. Ele brincou com o poder e a força que o Senhor lhe concedeu. Jamais será abençoado o homem ou a mulher que banaliza sua vida em Deus. Nosso compromisso com Deus deve estar acima de tudo, senão sua bênção será ineficaz em nós!


Depois de alguns trancos e barrancos por um casamento mal sucedido, aparece em sua história Dalila, uma prostituta. Alguns estudiosos acham que Dalila era filisteia; outros pensam que ela era uma israelita apóstata. A Palavra de Deus não nos informa acerca disto. Porém acreditamos que ela era uma filisteia de coração, pois demonstrou estar completamente identificada com este povo o que nos leva a crer que ela poderia ser confundida com um deles.Também é possível que ela fosse uma mulher muito bonita. Sua beleza certamente foi usada de maneira ardilosa pelos filisteus na sedução de Sansão. Já que ele tinha uma fraqueza na área sexual, foi justamente aí que os filisteus o atacaram. Devemos lembrar que esta associação dos filisteus com Dalila representa o diabo que engana e seduz – “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos”, Ap 12,9.


O plano era o seguinte: Ela deveria, em troca de uma certa soma de dinheiro, descobrir a origem do poder Sansão. Os príncipes filisteus ficariam escondidos em um quarto e no momento preciso viriam sobre Sansão e o dominariam. Esta mesma tática é usada pelo diabo que fica à espreita procurando um ponto fraco no filho de Deus para depois o destruir. A Bíblia nos mostra esta característica de nosso inimigo: “Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo”, 1Tm 3.7. Somente uma vida em Deus pode nos livrar dos laços diabólicos: “Pois ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa”, Sl 91,3.


Notamos que por três vezes consecutivas Dalila pediu a Sansão que ele lhe revelasse a origem de sua força. Nestas três vezes Sansão mentiu, e os filisteu que viram para dominá-lo foram vencidos. É interessante notar nestes três confrontos com os filisteus não há mais a menção de que o “Espírito do Senhor estava sobre ele”, o que nos mostra que quando brincamos com o pecado Deus nos deixa à própria sorte. Perdemos o poder no Espírito Santo! Finalmente Dalila conseguiu seu intento, seduziu Sansão para sua própria destruição.


É desta maneira que o diabo nos engana e seduz:


“13 Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. 14 Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. 15 Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16 Não vos enganeis, meus amados irmãos”, Tg 1.13-16.



Sansão pagou um alto preço pela sua burrice. Seus olhos foram vazados pelos seus inimigos. Sua cegueira espiritual o deixou cego fisicamente. Agora ele foi escravizado e condenado a trabalhos forçados num moinho em um cárcere. Ele foi humilhado pelo deus Dagon – entidade adorada pelos filisteus e o nome do Senhor foi envergonhado. Quando um crente se deixa dominar pelo pecado, o mundo à sua volta o banaliza e muitos são escandalizados – “Disse Jesus a seus discípulos: É inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm!”, Lc 17.1.

Um conselho para aqueles que são atraídos pelos promotores de escândalos:


“Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles...” Rm 16,17.


SEMPRE PODE HAVER UMA RESTAURAÇÃO


Por pouco tempo os filisteus mantiveram a vitória sobre Sansão. Seu cabelo, símbolo de sua força em Deus cresceu durante o tempo em que ele moía o trigo. Porém não podemos descartar o fato de que Sansão se arrependeu de seu comportamento diante de Deus. O arrependimento verdadeiro muda nossa situação e provoca uma restauração.

Jl 2,12-14, “12 Ainda assim, agora mesmo, diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. 13 Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. 14 Quem sabe se não se voltará, e se arrependerá, e deixará após si uma bênção, uma oferta de manjares e libação para o SENHOR, vosso Deus?”.


Numa festa onde o alvo dos filisteus era a humilhação do povo de Deus, Sansão estava sendo o personagem principal. Foi durante esta festa que novamente o Espírito do Senhor se apossou de Sansão e aconteceu o que os filisteus não esperavam:



Jz 16.23-31, “23 Então, os príncipes dos filisteus se ajuntaram para oferecer grande sacrifício a seu deus Dagom e para se alegrarem; e diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos a Sansão, nosso inimigo. 24 Vendo-o o povo, louvavam ao seu deus, porque diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos o nosso inimigo, e o que destruía a nossa terra, e o que multiplicava os nossos mortos. 25 Alegrando-se-lhes o coração, disseram: Mandai vir Sansão, para que nos divirta. Trouxeram Sansão do cárcere, o qual os divertia. Quando o fizeram estar em pé entre as colunas, 26 disse Sansão ao moço que o tinha pela mão: Deixa-me, para que apalpe as colunas em que se sustém a casa, para que me encoste a elas. 27 Ora, a casa estava cheia de homens e mulheres, e também ali estavam todos os príncipes dos filisteus; e sobre o teto havia uns três mil homens e mulheres, que olhavam enquanto Sansão os divertia. 28 Sansão clamou ao SENHOR e disse: SENHOR Deus, peço-te que te lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus, para que me vingue dos filisteus, ao menos por um dos meus olhos. 29 Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, e fez força sobre elas, com a mão direita em uma e com a esquerda na outra. 30 E disse: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela estava; e foram mais os que matou na sua morte do que os que matara na sua vida. 31 Então, seus irmãos desceram, e toda a casa de seu pai, tomaram-no, subiram com ele e o sepultaram entre Zorá e Estaol, no sepulcro de Manoá, seu pai. Julgou ele a Israel vinte anos”.


NÃO PODEMOS NOS ESQUECER QUE FOMOS LEVANTADOS EM NOSSOS DIAS PARA IMPLANTAR O REINO DE DEUS, NUMA CULTURA RECHEADA DO MAL



Assim como Sansão se deixou seduziu com os valores da cultura de seu tempo, nós também podemos ser influenciados pelos valores de nosso tempo. Ninguem está imune a isto, até mesmo aqueles que experimentaram de Deus e vivem em sua presença.Temos que entender que os valores e princípios do reino de Deus, são contrários aos valores e princípios do mundo.


Vejamos alguns exemplos:

Enquanto que no mundo a injustiça impera, no reino de Deus, devemos promover a justiça. Precisamos ter fome e sede da justiça divina: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos”, Mt 5,6.



Enquanto no mundo quem ama a vida vai perdê-la, no reino de Deus quando se perde a vida é que se ganha: “Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á”, Mt 10,39.



Enquanto no mundo promove-se a guerra, no reino de Deus somos chamados a ser pacificadores: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”, Mt 5.9. Ver ainda Rm 12.18: “se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”.



Enquanto que no mundo é “maior” quem tem o poder, no reino de Deus para ser “maior” tem que ser o “menor”, o “servo”: “25 Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. 26 Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. 27 Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve”, Lc 22.25-27.



Podemos dizer que Sansão é uma figura da Igreja de nossos dias:


Como ele, temos a função de influenciar nossa cultura, através da implantação do reino de Deus. Devemos ser como o “sal”, cuja característica principal é dar sabor dos alimentos, além de preservá-los da degeneração. Nossa atuação no mundo implica em alterar o sistema moral que vive em degradação. Devemos também ser como a “luz”, cuja função é iluminar. Como luz, precisamos resplandecer, levando a este mundo, que está em trevas a “glória de Deus”. 


Mt 5.13-14, “13 Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte”.



Flp 2,15-16, “15 para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, 16 preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente”.




Contudo, precisamos ter cuidado com a sedução deste mundo:


Se não ficarmos atentos, assim como Sansão foi vitimado pela atuação de Dalila, nós também podemos ser vitimados pela Dalila de nossos dias. O mundo tem muitas “dalilas” com atrativos para todos os gostos! Que não sejamos como Demas que se deixou levar pelos atrativos do mundo abandonando a Deus – “Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica”, 2Tm 4.10.

Veja a exortação de João:

“15 Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; 16 porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. 17 Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”, Jo 2.15-17.


Porém, algo precisamos aprender - primeiramente somos seduzidos pelos atrativos deste mundo. Na sequencia, vem a vergonha, o desprezo e a humilhação.


Todavia há esperança para aqueles que estão vivendo assim. O cabelo pode crescer novamente! Quando nos humilhamos diante de Deus e nos arrependemos, Ele que é misericordioso, nos levantará e nos colocará em posição de ataque:


“18 Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. 19 Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra”, Is 1.18-19.


CONCLUSÃO: Deus quer te renovar, e te elevar à posição que você ocupava antes de cair:


“19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, 20 a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus”, At 3,19-20.


“LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO !!!”

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CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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