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O papa responde mais uma vez a quem o acusa de "MARXISTA"

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 10 de julho de 2015 | 11:01








"As ideologias terminam mal, não servem. As ideologias tem uma relação ou incompleta ou doente ou ruim com o povo. As ideologias não assumem o povo. Por isto, olhem para o século passado. Em que terminaram as ideologias? Em ditaduras, sempre, sempre. Pensam pelo povo, não deixam ao povo pensar. Ou, como dizia aquele crítico da ideologia, quando lhe disseram, "sim, porém estas pessoas têm boa vontade e querem fazer alguma coisa pelo povo" - "sim, sim, sim, tudo pelo povo, porém nada com o povo". Estas são as ideologias".(Papa Francisco - Discurso à sociedade civil - Assunção - 11.07.2015)


O papa Francisco teve de se defender mais uma vez das acusações de ser “marxista”, motivadas pela sua preocupação com o aumento das desigualdades sociais e econômicas que estão contribuindo para piorar a cultura da morte.


Quando Francisco publicou a exortação apostólica “Evangelii Gaudium”, muitos comentaristas políticos o acusaram de ser marxista. Com base em quê?



“O capitalismo desenfreado é uma nova tirania”, tinha denunciado o papa, que também pediu que os líderes mundiais combatessem a pobreza e a desigualdade crescente.



"Isto é puro marxismo saindo da boca do papa", exclamou o comentarista norte-americano Rush Limbaugh, que tem um popular programa de rádio nos Estados Unidos. "Capitalismo desenfreado? Isso não existe em lugar nenhum. ‘Capitalismo desenfreado’ é uma expressão socialista liberal para descrever os Estados Unidos. Desenfreado, sem regulamentação".






O papa já respondeu com toda a clareza a esse tipo de críticas, mas, em uma nova entrevista, ele voltou a dizer que a preocupação da Igreja com os pobres se situa na perspectiva do Evangelho e é um fato evidente desde os primeiros séculos da história cristã:


"[Esta preocupação] não é uma invenção do comunismo e não deve ser transformada em ideologia, como tem acontecido tantas vezes", disse o papa na edição do último domingo do jornal italiano “La Stampa”. "Alguns podem achar que é uma novidade, quando, na verdade, é uma preocupação que deriva do Evangelho e que está documentada desde os primeiros séculos do cristianismo. Se eu repetisse algumas passagens das homilias dos Padres da Igreja do segundo ou do terceiro século sobre o tratamento que devemos dar aos pobres, alguns ainda me acusariam de dar uma homilia marxista! ‘Não estás presenteando nada de teu ao pobre, mas sim devolvendo a ele o que é dele. Tens-te apropriado de coisas que se destinam ao uso comum de todos. A terra pertence a todos, não aos ricos’. Estas palavras são de Santo Ambrósio. E o papa Paulo VI as usou na ‘Populorum Progressio’ para afirmar que a propriedade privada não constitui um direito absoluto e incondicional para ninguém, e que ninguém está autorizado a manter para seu uso exclusivo coisas que são supérfluas às suas necessidades enquanto outros não têm com que suprir as suas necessidades básicas".



Francisco esclareceu que o Evangelho não condena os ricos, mas sim a idolatria da riqueza, "a idolatria que torna as pessoas indiferentes ao apelo dos pobres".



O papa reconheceu que a globalização vem ajudando muitas pessoas a sair da pobreza, mas que ela também "tem condenado muitos outros a morrer de fome. É verdade que a riqueza global está crescendo em termos absolutos, mas as desigualdades também estão crescendo e novas pobrezas estão surgindo".



“O que eu tenho notado é que este sistema se sustenta numa cultura do descarte, que eu já discuti várias vezes. Existe a política, a sociologia e até a atitude do descarte. Quando é o dinheiro, em vez do homem, que está no centro do sistema, quando o dinheiro se torna um ídolo, os homens e as mulheres são reduzidos a simples instrumentos de um sistema social e econômico que se caracteriza, ou, pior ainda, é dominado por profundas desigualdades. Por isto se descarta qualquer coisa que não seja útil a esta lógica; é esta atitude que descarta crianças e idosos e que agora está afetando também os jovens”, disse o papa.




Francisco prosseguiu:



“Eu gostaria ainda de destacar um aspecto da cultura do descarte: aquele que leva as pessoas a descartar bebês por meio do aborto. São chocantes, para mim, os baixos índices de natalidade na Itália. É assim que perdemos a nossa ligação com o futuro. A cultura do descarte também leva a uma ‘eutanásia disfarçada’ das pessoas mais velhas, que são abandonadas em vez de ser consideradas como nossa memória, como nossa ligação com o nosso próprio passado e como fonte de sabedoria para o presente”.




A entrevista foi feita em outubro como parte de um livro sobre a doutrina social da Igreja e sua aplicação durante o papado de Francisco.


O livro é de Andrea Tornielli, diretor do suplemento “Vatican Insider” do jornal “La Stampa”, e de Giacomo Galeazzi, repórter especialmente dedicado a questões relacionadas com o Vaticano.


O título do livro é “Papa Francesco - questa economia uccide” [“Papa Francisco - esta economia mata”].



Fonte: Aleteia




Papa Francisco responde críticas de conservadores: "Não sou marxista"



Por Philip Pullella -VATICANO, 15 Dez 2013 - (Reuters)


O papa Francisco, em resposta às críticas de conservadores de que suas ideias econômicas e sociais respingam no comunismo, disse para um jornal italiano neste domingo que não é marxista, mas mesmo marxistas podem ser boas pessoas.


Francisco também negou que pretende nomear uma cardeal feminina, disse que está fazendo um bom progresso para sanear as finanças do Vaticano e confirmou que vai visitar Israel e a Palestina no ano que vem, segundo o La Stampa.


Mês passado, um programa de rádio ancorado por Rush Limbaugh, que tem muitos fãs nos Estados Unidos, criticou o papa por comentários sobre a economia mundial.Limbaugh, que não é católico, disse que partes do documento eram "marxismo puro saindo da boca de um papa" e sugeriu que alguém escreveu o documento papal por ele. Também acusou o papa de passar dos limites do catolicismo e ser "puramente político".



Em resposta às acusações, que iniciaram um debate na mídia e nos blogs mês passado, Francisco, membro da ordem dos jesuítas, associada a políticas sociais progressistas, disse que:


"a ideologia marxista é errada, mas, na minha vida, conheci muitos marxistas que são boas pessoas, então não me sinto ofendido".



Ele também foi criticado por outros conservadores.No documento do mês passado, considerado uma plataforma do seu papado, Francisco atacou o capitalismo como "uma nova tirania" e disse que "a economia de exclusão e desigualdade" matou pessoas ao redor do mundo.



Na sua resposta aos críticos, Francisco disse que não estava falando como um "técnico, mas de acordo com a doutrina social da Igreja Católica Romana, e isso não o transforma em um marxista". Ele disse que estava apenas tentando mostrar "um recorte do que estava acontecendo" no mundo.



Em outro documento semana passada, Francisco disse que salários enormes e bônus eram sintomas de uma economia baseada na ganância e pediu que as nações diminuíssem a desigualdade econômica.


PREOCUPAÇÕES CONSERVADORAS


Conservadores estão preocupados e decepcionados com pronunciamentos do papa, como quando ele disse que não estava em posição de julgar homossexuais, que são pessoas de bem, se sinceramente estão procurando Deus.


Sobre as especulações de que estaria pensando em nomear uma cardeal feminina ano que vem, disse: "Eu não sei da onde essa ideia saiu. As mulheres na Igreja deveriam ser valorizadas, mas não virarem clérigos".



Ele disse que as reformas financeiras estão "no caminho certo", mas ainda não decidiu o que fazer com o Banco do Vaticano, envolto em escândalos nas últimas décadas. No passado, não descartou fechá-lo.



Fonte: Reuters




O Papa Francisco não disse que os comunistas roubaram os pobres da Igreja, como afirmaram alguns meios de comunicação



Na entrevista concedida à jornalista italiana Franca Giansoldati, do jornal romano Il Messaggero, o que o Papa disse foi exatamente isto:



“Eu digo somente que os comunistas roubaram a nossa bandeira. A bandeira dos pobres é cristã. A pobreza está no centro do Evangelho. Os pobres estão no centro do Evangelho. Tomemos Mateus 25, o protocolo sobre o qual seremos julgados: tive fome, tive sede, estive na prisão, estava doente, nu. Ou vejamos as Bem-Aventuranças, outra bandeira. Os comunistas dizem que tudo é comunista. Sei, sei, vinte séculos depois. Rindo, acrescentou: “Então, quando eles falam, poderíamos dizer: então vocês são cristãos”.



O que o Papa diz está claro:


Ele não diz que os comunistas roubaram “os pobres” de nós, e sim “a bandeira dos pobres”, ou seja, a bandeira da sua defesa, da defesa da sua dignidade e dos seus direitos, a defesa da justiça social, a defesa dos empobrecidos da terra.


E já passaram anos suficientes após a queda daqueles sistemas comunistas que oprimiam seus povos, para poder dizer isso sem criar mal-entendidos.Ainda que tanto o marxismo como ideologia materialista como sistema totalitário sejam defendidos e estejam em vigor em alguns países do mundo, a verdade é que já são história. Mas é precisamente por isso que não tem que nos estranhar a afirmação do Papa, que não mede palavras.



Certamente, durante décadas, na opinião pública, viu-se mais a bandeira dos pobres levantada pela esquerda política que pela Igreja, e isso deixou marcas, a longo prazo, na opinião pública.Não se trata de uma acusação, mas de uma constatação, da qual, em todo caso, nós, cristãos, não estamos livres de culpa. A bandeira dos pobres levantada pelo socialismo real poderia ser fictícia, ainda que, como dizia São João Paulo II, muitos a levantaram com boa intenção.



Mas a bandeira dos pobres levantada pela Igreja nem sempre contou nem conta hoje com as mãos de todos os cristãos, pois muitos continuam levantando a bandeira de um liberalismo sem solidariedade ou, muito ocupados com seu próprio lucro pessoal, e não levantam bandeira alguma.



Fonte: Aleteia

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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