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Mons. Karcher: O crucifixo de Morales é ofensivo? – O Vaticano tem um OBELISCO PAGÃO na Praça de São Pedro com uma Cruz também

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 17 de julho de 2015 | 10:19





Com isto seria concluir que a Igreja aderiu ou apoia o paganismo ? Claro que não.O mestre de cerimônias papal, entre os colaboradores mais próximos de Francisco, faz um balanço da viagem à América do Sul e fala sobre o verão do Papa. Sobre o crucifixo de Morales: "Ofensivo? Roma está cheia de obeliscos com cruzes!" Bergoglio, é um Papa “criativo” e “corretivo”. Palavras de mons. Karcher, um dos colaboradores que mais o conhece.




"Uma volta à casa, uma viagem com a sua família que o encheu de felicidade”. Mons. Guillermo Karcher, mestre de cerimônias papal, dentre os mais próximos colaboradores de Bergoglio, resume assim para ZENIT a intensa viagem do Papa na América Latina. Oito dias visitando as dioceses do Equador, Bolívia, Paraguai, passando, em poucas horas, dos mais de 2 mil metros de altitude ao nível do mar.



"Diferentes territórios, diferentes dimensões... mas o Papa saiu-se muito. Na verdade, sei que vários jornalistas se sentiram mal, mas o Santo Padre, em vez disso, deu o exemplo", disse o monsenhor argentino. Imediatamente - acrescenta - o Papa "viveu esta viagem apostólica com grande confiança no Senhor, certo de que Ele o acompanhava a cada passo”.


Isto permitiu-lhe fazer um tour de força sem mostrar sinais de cansaço e mostrar-se satisfeito porque “pôde expressar-se como queria, na sua própria língua, com todas as suas nuances, e deu as mensagens que quis para iluminar as diferentes realidades dessa grande família sul-americana". O Papa, de fato, confirma Karcher, "voltou com o coração cheio de alegria. As primeiras palavras que me disse foram estas: ‘Bendito seja o Senhor, realmente’”.



E tal era a alegria que Francisco não quis nem mesmo descansar um pouco, mas começou a trabalhar a partir da manhã do 14 de Julho. "Ainda hoje continuava a trabalhar - diz ele -. Não parou por um momento. Pensei: talvez o declínio venha depois, porque o entusiasmo do primeiro dia... Mas não. Entre outras coisas, já está preparando a próxima viagem em setembro, a Cuba e Estados Unidos".


"Portanto, o Papa não irá de férias?", perguntamos. "Não, está de férias pela metade, no estilo Bergoglio”, afirma o monsenhor. “Para ele não existe o conceito férias. Só a teve uma vez quando jovem jesuíta, em Córdoba e nunca mais. Para os seus padrões, férias é só diminuir um pouco o ritmo...”.




Além disso, o Papa Francisco tem pela frente um ano de fogo:


Sínodo de outubro, as reuniões com o Conselho dos cardeais para a reforma da Cúria, a abertura do Ano da Misericórdia no dia 8 de dezembro. Tudo depois da grande viagem do 19-28 de setembro que o levará primeiro a Cuba, depois a Washington, Nova York e Filadélfia.


Uma viagem ainda mais longa e talvez mais difícil do que a que fez na América do Sul, mas que se une a essa, segundo Mons. Karcher, como "um grande abraço ao continente americano". Em Cuba, por outro lado, Francisco "vai encontrar-se com uma realidade similar” à do Equador, Bolívia e Paraguai, e também nos EUA vai se reunir com a comunidade de latinos. Será, portanto, uma oportunidade para reiterar os fortes apelos pelos pobres, os fracos e os setores marginalizados da sociedade.



Mas, destaca o mestre de cerimônias papal – também poderá "desenvolver novos conceitos", começando a "estudar" a classe média, como assegurou naquela “resposta humilde e bonita” dada na coletiva de imprensa do avião:


“Se na América Latina a atenção era dedicada à classe humilde, agora o Papa será capaz de iluminar as pessoas que trabalham, que pagam os impostos, que devem sustentar uma família....".



Além do previsões, “deixamos que o Santo Padre faça as suas surpresas”, diz Mons. Guillermo. "Sabemos o quanto seja ‘criativo’, no sentido evangélico. Onde quer que vá procura uma mensagem de reconciliação, para construir o futuro.... ". E vocês colaboradores, como vivem essa criatividade?”.




“Estou acostumado, conheço-o 'muito'. Mas, acho que sempre seja bonito ver uma pessoa que de todas as formas procura dar a entender uma mensagem. Porque estamos em uma sociedade na qual chove informações, na qual nos movemos como autônomos, sem tempo para elaborar, refletir...”.



É por isso que o Papa faz uso de uma "arte poética", feita de gestos, de frases de efeito, de ‘neologismos’, com o objetivo de fazer a mensagem entrar no coração. Qual mensagem? “Tantas”, responde Karcher. Em primeiro lugar a exortação a uma Igreja que seja a “casa de hospitalidade”, conceito repetido mais vezes nos seus dicursos na América Latina.


“Para ele o fato de não excluir ninguém é uma coisa natural, mas se dá conta de que as vezes alguém pode fechar o coração. O seu apelo é, portanto, evangelizar antes o coração, depois o resto”.



Depois uma “Igreja que segue o povo” – como afirmou no monumental discurso aos Movimentos Populares, na Bolívia – especialmente os pobres, quase uma obsessão no magistério de Bergoglio. "Tem eles no coração porque sabe que Jesus veio para resgatar os pobres, os últimos”, destaca monsenhor, mas também porque “aquela dos pobres é uma realidade que o Papa Francisco conhece bem. Sabe do que fala. Ele ‘vibra’ diante dessas pessoas porque carregou-as nas costas quando, arcebispo de Buenos Aires, enfrentou a realidade cruel da crise na Argentina em 2001, que causou o colapso de um mundo, que colocou muitas pessoas na rua, sem emprego, sem bens...”.



O risco que o Pontífice denuncia hoje é que, como na Argentina, “estas pessoas terminem no anonimato, sejam descartadas da sociedade. O seu apelo à Igreja e ao mundo é: ‘Olhem que estas pessoas existem e sofrem porque fazem parte do tecido social”, diz Karcher.



Um discurso, este, que não é válido só para a América Latina:


"Aqueles que acusam o papa de ser muito 'localizado' aos problemas do seu continente, obviamente não tem os olhos bem abertos”, diz. “Também no ‘primeiro mundo’ está cheio de pessoas pobres, ‘descartadas’. Existe um contraste grande entre parte da sociedade que se acha avançada, desenvolvida em todas as tecnologias e conforto, e pessoas que sofrem”. Isso explica então o apelo constante do Papa argentino a certos conceitos, como também a denúncia mais vezes explícitas á “economia que mata”, às “colonizações ideológicas”, um “sistema que idolatra o dinheiro”.


"Acho que este é um Papa "corretivo", no sentido de que é um Papa que quer melhorar", diz um dos seus colaboradores mais próximos:


"Que existe uma economia que mata, um sistema idolátrico e ideológico é um dado de fato. Não podemos negá-lo. E o Papa não só o coloca em evidência, mas exorta a não dar tudo descontado, a não achar que é perfeito tudo o que temos. Pode-se corrigir, pode-se melhorar. E pode-se fazer com a sensibilização que dão as Bem-aventuranças, o Evangelho, em geral, que indicam a maneira correta de viver".



Entre os apelos do Papa nos três países latino-americanos destacam-se também aqueles pela defesa da família e das mulheres:


"A família está, hoje, sob ataque de várias frentes, incluindo uma sociedade e uma política que não oferecem garantias a nível educativo, sanitário... O Papa, portanto – explica o mestre de cerimônias – apela aos Estados para oferecer tais garantias para a família, que é a primeira célula da sociedade".



Para a mulher:


Francisco "retirou do exemplo da mulher paraguaia - mulher forte, que soube levar adiante um país que quase desapareceu – para demonstrar o seu verdadeiro valor, para recordar que devemos torná-la valiosa protagonista. Porque é inútil lutar pelos mesmos direitos se, em seguida, a mulher, que é uma figura que não podemos prescindir, em alguns países continua a ser "descartada".



"Posso assegurar-vos que o Papa é um homem de conciliação e reconciliação", disse Mons. Karcher:


“Para ele ninguém tem que ser descartado" Nem as pessoas, nem certos presentes de gosto duvidoso, como o crucifixo sobre a foice e o martelo dado a ele por Morales. "Conversei com ele no dia seguinte... repetiu o que disse no avião: cada coisa deve ser lida no seu contexto histórico, é preciso uma hermenêutica". Inicialmente, acrescenta, "aqui houve um curto-circuito. Eu mesmo pensei, mas o que aconteceu? Então eu refleti. Afinal, se vamos a Roma todos os obeliscos tem uma cruz em cima. Que cada um tire então as próprias conclusões....".


Por Salvatore Cernuzio - Zenit

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