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São Tomás de Aquino e o hino Pange Lingua: “Canta ó língua, o glorioso mistério do Corpo e do Sangue precioso”

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 2 de junho de 2015 | 21:40




Foi na quinta feira Santa que Jesus instituiu e se fez Eucaristia. As circunstâncias são extremamente importantes para entendermos toda a amplitude de seu sentido:


1)- Na véspera da morte institui o sacramento da Vida.

2)- Na hora da traição institui o sacramento do amor misericordioso.

3)- Na hora do abandono e da fuga institui o Sacramento da presença.

4)- Na hora do vazio da fome de sentido, nos deixa o alimento do espírito e da vida eterna.





Santo Tomás de Aquino (Rocca Secca, 1225/1227 – Fossa Nuova, 7 Março, 1274) tinha uma vocação eminentemente filosófica, e não de atividade externa.Ele percebeu que deveria, de acordo com a sua luz primordial, dedicar-se à Teologia e à Filosofia. Mas declarou que, além da capacidade para esses estudos, sentia certa inclinação artística. Quem quiser disto se certificar, basta ouvir o hino Pange lingua, que contém as estrofes do Tantum ergo, composto por ele. Ele percebia sem dúvida que sua vocação não era a artística – a de compor hinos sacros ou grandes poesias, para as quais estava capacitado –, mas a de se dedicar completamente à Filosofia e à Teologia.E isso se entende.O homem tem dois impulsos fundamentais – que os franceses chamam de “élans”.Por um lado, ele deseja o maravilhoso, porque no católico vive um sonho que não é uma fantasia nem mera poesia.



Trata-se de uma visão das coisas movida pela Fé. A virtude teologal da Fé impulsiona o voo da alma desejosa de atingir esse sonho maravilhoso.É, portanto, algo que põe em movimento os melhores aspectos da alma. Por outro lado, o homem vê que esse mundo com maravilhas entretanto não é maravilhoso. Não é o Paraíso. Ao contrário, é uma terra de exílio. Então, o homem procura se acomodar ao mundo e às coisas como são na realidade, recorrendo ao bom senso.Porque o bom senso procura ver a realidade ao pé da letra como ela é, mas sem renunciar ao maravilhoso que a alma procura.



Assim sendo, quando a alma católica tem esses dois impulsos bem ordenados, ela consegue resolver superiormente com bom senso os problemas concretos, porque está inspirada no maravilhoso.E quando se apresenta a ela um problema maravilhoso, ela voa sem ter nostalgia da realidade mais baixa.Essa excelência da alma se vê no caso citado de São Tomás. Ele era chamado de “boi mudo” porque era plácido, calmo, terra-a-terra. Porém, nessa calma de boi brotavam voos de águia. E essa perfeição pode se apalpar no hino “Pange língua” que ele escreveu:


“Canta ó lingua, o glorioso mistério do Corpo e do Sangue precioso...”



O “Pange língua” revela um amor de Deus cogente, que pega, que segura, que agarra, que invade a alma. E é uma obra do “boi mudo”!Porventura há algo mais simples que as palavras desse hino “Tantum ergo sacramentum venerémur cérnui...” (“Portanto veneremos inclinados um tão grande sacramento”).Em verdade, qualquer devota idosa com achaques reumáticos sabe disso ao fazer sua penosa genuflexão diante do Santíssimo Sacramento exposto. Mas como a frase contém a grandeza do sacramento que é preciso venerar! Quantas profundidades se exprimem nessa simplicidade!Porque São Tomás atingiu o fundo da simplicidade e teve um pensamento riquíssimo, estabelecendo um veículo perfeito da simplicidade com o pensamento riquíssimo.



Composto por Santo Tomás de Aquino (1225-1274) para a Solenidade de Corpus Christi, este hino é mais conhecido por suas duas últimas estrofes, das quais se extrai o hino Tantum Ergo (em português, Tão Sublime Sacramento).



Estabeleceu-se o costume de cantar as quatro primeiras estrofes do hino Pange Lingua durante a procissão com o Santíssimo Sacramento e as duas últimas estrofes, apenas no momento da bênção solene.O nome Pange Lingua é extraído das palavras que dão início ao hino e significam, em português: “canta, ó língua”. Na Liturgia das Horas, é o hino das Vésperas da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus. Também é costume cantá-lo durante a trasladação do Santíssimo Sacramento realizada na Quinta-feira Santa, após a Celebração do Lava-Pés.



Abaixo reproduzo o texto original do hino, em latim, ao lado do texto em português usado na Liturgia das Horas e no Missal Romano. Embora o texto em português, por questões de métrica, não seja uma tradução exata, ainda assim dá uma ideia bem aproximada do que diz o texto composto originalmente em latim por Santo Tomás.Vale a pena reservarmos um tempo para meditarmos nestas palavras - pois ainda vivemos a benção do dia de Corpus Christi, a grandiosa solenidade o Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, ontem celebrada:




Em latim:


Pange, lingua, gloriosi / Corporis mysterium, / Sanguinisque pretiosi, / quem in mundi pretium / fructus ventris generosi / Rex effudit Gentium.

Nobis datus, nobis natus / ex intacta Virgine, / et in mundo conversatus, / sparso verbi semine, / sui moras incolatus / miro clausit ordine.

In supremae nocte coenae / recumbens cum fratribus / observata lege plene / cibis in legalibus, / cibum turbae duodenae / se dat suis manibus.

Verbum caro, panem verum / verbo carnem efficit: / fitque sanguis Christi merum, / et si sensus deficit, / ad firmandum cor sincerum / sola fides sufficit.

Tantum ergo Sacramentum / veneremur cernui: / et antiquum documentum / novo cedat ritui: / praestet fides supplementum / sensuum defectui.

Genitori, Genitoque / laus et jubilatio, / salus, honor, virtus quoque / sit et benedictio: / Procedenti ab utroque
compar sit laudatio. / Amen.



Em português:


Vamos todos louvar juntos / o mistério do amor, / pois o preço deste mundo / foi o sangue redentor, / recebido de Maria, / que nos deu o Salvador.

Veio ao mundo por Maria, / foi por nós que ele nasceu. / Ensinou sua doutrina, / com os homens conviveu. / No final de sua vida, / um presente ele nos deu.

Observando a Lei mosaica, / se reuniu com os irmãos. / Era noite. Despedida. / Numa ceia, refeição. / Deu-se aos doze em alimento, / pelas suas próprias mãos.

A Palavra do Deus vivo / transformou o vinho e o pão / no seu sangue e no seu corpo / para a nossa salvação. / O milagre nós não vemos, / basta a fé no coração.

Tão sublime sacramento / adoremos neste altar, / pois o Antigo Testamento / deu ao Novo seu lugar. / Venha a fé por suplemento / os sentidos completar.

Ao Eterno Pai cantemos / e a Jesus, o Salvador. / Ao Espírito exaltemos, / na Trindade, eterno amor. / Ao Deus Uno e Trino demos / a alegria do louvor./ Amém.


Ouça o vídeo no Canto Gregoriano:







Fonte: http://oracoesemilagresmedievais.blogspot.com.br/2012/04/sao-tomas-de-aquino-e-o-hino-pange.html
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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