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A Vida Consagrada na Igreja - Ferramenta da NOVA EVANGELIZAÇÃO

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 | 11:53


O que seria de nós sem a vida consagrada?


(Ante a Jornada Mundial do 02 de fevereiro)

MADRI, quarta-feira 01 de fevereiro de 2012 (ZENIT.org).

Oferecemos aos nossos leitores a habitual colaboração de monsenhor Juan del Rio Martín, arcebispo castrense da Espanha.

Neste artigo, o autor faz uma pausa para considerar a Jornada Mundial da Vida Consagrada, que se celebra neste dia 02 de fevereiro, e a importância da mesma para a vida da Igreja.

O "húmus" do secularismo penetrou nos diversos setores da vida cristã. Desde Paulo VI até Bento XVI tem havido uma constante denúncia deste mal que mundaniza a Igreja e a torna ineficaz para evangelizar o mundo.


Por outro lado, a cultural dominante e globalizada tem a marca da cristofobia e do anti-católico, que rejeita a dimensão social da fé e o direito da Igreja de viver em liberdade. Neste contexto, afeta fortemente tanto a família cristã, como a vida consagrada e o ministério sacerdotal.

Durante essas décadas pós conciliares, não somente se securalizaram muitos sacerdotes e se relaxou a vida comunitária de órdens e congregações, mas também esse “virus” contaminou a mesma “Igreja doméstica”, que se manifesta nas rupturas matrimoniais e na queda da natalidade.

É fácil ficar nos diagnósticos, utilizar as  estatísticas e as falhas pessoais para ir uns contra os outros dentro da própria Igreja, enquanto os de fora aplaudem vendo os católicos brigando entre si: uns se gabando de salvadores das essências da ortodoxia e outros expondo obsessivamente a falta de compromisso dos pastores com o povo. Este não é o caminho!

O Papa Bento XVI exorta-nos constantemente a recuperar a Deus como centro da nossa vida cristã e ser humildes para que possamos perguntar: o que o Senhor me pede, a mim e à sua Igreja, nestes momentos tão complexos e turbulentos que estamos vivendo?


Concentremos a nossa atenção sobre os religiosos e religiosas, aproveitando a Festividade da Apresentação de Jesus no Templo, data na qual se celebra a Jornada Mundial da Vida Consagrada cujo lema deste ano é: "Vem e segue-me" (Mc 10 21).

A vida religiosa em todas as suas formas está intimamente relacionada com a Palavra de Deus, atrás de uma freira, padre, religioso, religiosa, consagrado há um ditado ou ação de Jesus, que cativou esse fundador e deu como  consequencia o nascimento de uma nova família de consagrados em prol da edificação da Igreja e de sua missão evangelizadora no mundo. As duas formas de Vida Consagrada, contemplativa e ativa, são os dois pulmões da comunidade eclesial.


Sua presença entre os homens representa a geografia da oração, do apostolado, da caridade. Tudo isso vivido de acordo com os conselhos evangélicos na fraternidade cristã, sujeito aos seus próprios superiores e em comunhão com os sucessores dos apóstolos.
A Igreja não pode ignorar este grande tesouro de fidelidade a Deus e de serviço aos mais necessitados.

O povo cristão atual tem que  despertar do seu sono e deve ter mais consciência de cooperação no ressurgimento vocacional para estender o Reino de Deus e a sua justiça (cf. Mt 6,33).

Entrar hoje na "religião", como se dizia antigamente, é remar contra a maré.

É para pessoas muito focadas no essencial da fé, que não deseja se submeter ao pensamento único, que não se conforma com o hedonismo agradável dominante, que tem muito claro que os pobres não são artigos de modas ideológicas, que descobriram a Igreja como o maior espaço para a liberdade pessoal e comunitária, que se apaixonaram pela forma de viver o Evangelho de um fundador.

Ser religioso ou religiosa é optar por uma forma de vida que não está em voga, que não tem aplausos, que não tem garantias. No entanto, é a forma mais bonita de viver a vida "escondida em Cristo" (Col 3,3), de ser "sal e luz do mundo" (Mt 5,13-16), de encarnar o espírito das bem-aventuranças. Temos de eliminar essa idéia de que os padres, monges e freiras são "espécies em perigo de extinção." Deus não abandona a sua Igreja, e quando parece esgotada as águas do poço eclesial da Europa, surgem abundantes vocações nos outros continentes. Quando um carisma se apaga, brotam outras formas de vida consagrada.


Mesmo entre nós, apesar do problema demográfico no Ocidente e da crise de fé, há alguns jovens que com a graça de Deus rompem com os padrões estabelecidos e entram numa ordem, congregação ou instituto secular. Ainda temos mães e pais cristãos que se alegram quando um filho ou filha vão para um convento ou para as missões. Não está tão seco o poço das nossas comunidades cristãs! Podemos estar tão obcecados com o número e a substituição nos vários serviços e não agradecer ao Senhor por este grande testemunho de fidelidade que hoje representam tantos religiosos que morrem sem ter “olhado para trás" (Lucas 9, 62).

Aí temos, o grande exemplo de humildade e de humilhação que nestes momentos significa aceitar a realidade dolorosa de fechar casas e reestruturar as províncias. Deus também está falando neste empobrecimento institucional!

E, finalmente, o testemunho do serviço aos pobres, anciãos, doentes, crianças e jovens, quando o outono da existência aparece, eles e elas estão ali até que chegue a “irmã morte”, que em não poucos casos tem o nome de martírio.

Em suma, são novos tempos com grandes desafios. Não temos fórmulas mágicas, não devemos cair em pessimismos contagiosos, nem cair em ilusões triunfalistas.
Só a fé em Deus nos faz ver que ainda há "mais trigo do que joio", mais santidade do que pecado na Igreja.
[Tradução Thácio Siqueira]

O mundo de hoje tem necessidade dos consagrados


Arquidiocese de Braga promove a III Semana do Consagrado

ROMA, quinta-feira, 02 de fevereiro de 2012(ZENIT.org)
A Arquidiocese de Braga, Portugal, informou que entre os dias 29 de janeiro e 5 de fevereiro promove a III Semana do Consagrado, sob o tema: “A vida Consagrada no Coração da Evangelização, 50 anos depois do começo do Concílio Vaticano II”.


A Arquidiocese apresentou a mensagem de D. Virgílio do Nascimento Antunes, Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios para a Semana do Consagrado 2012 e também orientações para a Vigília de Adoração.

“Entre os maiores dons de Deus à Igreja, conta-se a vida consagrada, nas suas variadas manifestações, fruto de um caminho já longo de escuta e discernimento da voz do Espírito Santo”, assim inicia a mensagem de D. Virgilio.

No contexto da evangelização a mensagem recorda que “a fé cristã chegou mais longe graças à sua disponibilidade de homens e mulheres seduzidos por Cristo, dispostos a deixar tudo para O seguir e O anunciar”.  

O mundo de hoje tem necessidade dos consagrados: “A sua palavra suportada por um estilo de vida aberto aos outros, por uma fé incarnada e por uma esperança alicerçada em Deus, tem força persuasiva. O seu amor partilhado em gestos quotidianos de caridade, leva a marca inconfundível e inegável do Filho de Deus que morreu por aqueles que ama”; prossegue o texto.

A mensagem recorda que a Semana do Consagrado, acontece 50 anos após o início do Concílio Vaticano II que “ao contextualizar a vida consagrada no mistério da Igreja, realça o dinamismo espiritual de que é portadora” , para depois afirmar que dele “nasce o dever de trabalhar na implantação e consolidação do reino de Cristo nas almas e de o levar a todas as regiões com a oração ou também com a ação, segundo as próprias forças e a índole da própria vocação” (Lumen gentium, 44).


A mensagem termina afirmando que “A Igreja tem, por isso, muito a esperar da vida consagrada, neste tempo em que urge um novo ardor e uma nova metodologia na ação evangelizadora, ao mesmo tempo que 'defende e favorece a índole própria dos vários Institutos religiosos'(Lumen gentium, 44)".

A Eucaristia de encerramento no último dia decorrerá pelas 16h na Cripta do Sameiro, presidida pelo arcebispo Dom Jorge Ferreira da Costa Ortiga.
( Por Maria Emília Marega)

 

A consagração, instrumento da nova evangelização


Vem e segue-me: lema da Jornada Mundial da Vida Consagrada

MADRI, segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .

No próximo dia 2 de fevereiro, festa da Apresentação de Jesus no templo, a Igreja reza e dá graças por aqueles que dedicam toda a sua vida para o serviço do Reino. Desde 1997, por iniciativa do Beato João Paulo II, celebra-se nesse dia a Jornada Mundial da Vida Consagrada.
"Nesse dia olhamos para a vida consagrada e para cada um dos seus membros como um dom de Deus à Igreja e à humanidade", disse na apresentação da Jornada monsenhor Vicente Jiménez Zamora, Bispo de Santander e presidente da Comissão Episcopal para a Vida Consagrada.

"Juntos - acrescenta - agradecemos a Deus pelas Ordens e Institutos religiosos dedicados à contemplação ou ao apostolado, pelas Sociedades de Vida Apostólica, pelos Institutos Seculares, pela Ordem das Virgens, pelas novas formas de Vida Consagrada ".

O lema escolhido para este ano é: "Vem e segue-me" (Mc 10, 21). O bispo lembra que esta Jornada acontece depois da celebração da Jornada Mundial da Juventude em Madri e no horizonte do próximo Sínodo dos Bispos sobre o tema: a nova evangelização para a transmissão da fé cristã (Roma, 7-28 de outubro de 2012).

"A nova evangelização, à qual a Igreja nos convida - diz ele - é primeiramente um desafio espiritual para sair da indiferença. Depende em grande medida da credibilidade da nossa vida e da convicção de que a graça de Deus trabalha e transforma até converter os corações. A nova evangelização pede novos evangelizadores. "


"As pessoas consagradas são chamadas pela sua vocação - acrescenta Dom Jiménez Zamora - consagração e missão de viver um estilo de vida, que requer, em primeiro lugar, a santidade de vida à qual toda a Igreja está chamada. Este estilo se manifesta visivelmente nos conselhos evangélicos vividos em comunidade. Através deles se manifesta a radicalidade e a novidade do seguimento de Jesus Cristo. A consagração é, assim, instrumento de nova evangelização".


Lembra as palavras do Beato João Paulo II, na exortação apostólica Vita Consecrata: "As pessoas consagradas, em virtude de sua vocação específica, são chamadas a manifestar a unidade entre autoevangelização e testemunho, entre renovação interior e apostólica, entre ser e atuar, destacando que o dinamismo surge sempre do primeiro elemento do binômio."

E concluiu com uma citação do Papa Bento XVI que, no Encontro com jovens religiosas, na Jornada Mundial da Juventude, ao falar sobre a natureza radical da vida consagrada, dizia:

 "Queridas irmãs, este é o testemunho da santidade para a qual Deus vos chama, seguindo muito de perto e sem condições a Jesus Cristo na consagração, comunhão e missão. A Igreja precisa da vossa fidelidade jovem enraizada e edificada em Cristo. Obrigado pelo vosso "sim" generoso, total e perpétuo ao chamado do Amado. Que a Virgem Maria sustente e acompanhe vossa juventude consagrada, com o vivo desejo de que interpele, incentive e ilumine a todos os jovens”.

[Tradução Thácio Siqueira]
Fonte: Zenit

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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