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VOCÊ JÁ PASSOU PELA EXPERIÊNCIA DE UM DESERTO ESPIRITUAL ?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 24 de maio de 2011 | 22:56



Você já sentiu alguma vez como se estivesse num deserto,onde tudo parece sem cor, sem vida, sem beleza?

Onde os olhos só contemplam rochas e o caminho é feito de pedras e aridez escaldante ? 

Tempos difíceis estes, de dor, de solidão, de sofrimento,mas também de grande aprendizado e de amadurecimento na fé.

A palavra de Deus nos revela que o deserto é um lugar muito importante como espaço de reflexão e de ensinamento. Há certas lições que o ser humano só aprende ao passar pelo deserto.

Veja a palavra anunciada pelo profeta Oséias:

“Eis que eu a atrairei e a levarei para o deserto e lhe falarei ao coração”(Os 2.14).

O deserto aparece como um lugar de falar ao coração.Quando tudo é lindo, quando experimentamos fartura, quando nada falta,quando a paisagem é deslumbrante, muitas vezes só olhamos para o externo, para a imagem.

Contudo, o que enche os olhos nem sempre enche o coração!

Nós reclamamos quando as coisas não vão bem. Maldizemos as experiências mal sucedidas. Resistimos, achamos que Deus nos abandonou quando atravessamos um deserto na vida.
Mas, na verdade, Deus talvez esteja apenas querendo nos conduzir à sua fonte. Quer que voltemos à fonte da verdadeira água da vida.

E o surpreendente é que não sabemos exatamente onde estas fontes estão escondidas. Deus tem maneiras diferentes e muitas vezes até estranhas, de revelá-las a nós.

Não maldigamos e nem nos afastemos de Deus ao passarmos  por um deserto em nossas vidas. Antes estejamo alertas, pois podemos estar bem perto da fonte que Deus quer revelar a nós.

Essa fonte poderá ser a salvação de nossas vidas. Jesus Cristo diz: “Aquele que tem sede venha. E quem quiser receba de graça da água da fonte da vida.“ (Ap 22.17)

Podemos entender o Deserto em dois aspectos: como uma realidade física, buscada pelo homem ou como uma realidade espiritual que toca toda a vida do homem, ao qual Deus parece atrair-nos constantemente para uma forte experiência. 

Nós nos deteremos neste segundo Deserto, nesta segunda experiência que envolve um chamado de Deus a mergulhar na obra de solidão e luta tão característica de uma autêntica experiência de Deserto. 

O deserto é uma obra de Deus, para onde Ele dirige os seus eleitos como vimos em Oseias 2, 16. 


Podemos cair na tentação de querer entender esta rica experiência de Deus como uma punição divina, o que não corresponde a realidade, pois se Deus atrai os seus para o deserto é por desejar que mergulhem em sua intimidade.

É sinal do "Amor Terrível" de Deus (Carlos Carreto) que atrai para que o homem possa exclamar : "Conhecia-te só de ouvido, mas agora viram-te meus olhos…", como o justo Jó (Jó 42, 5). 


Os grandes homens de Deus nas escrituras experimentaram desta obra em suas vidas, uma obra de purificação e aproximação com Deus. 

1. O DESERTO COMO SITUAÇÃO DE VIDA 




O deserto encerra sempre uma obra de desinstalação, uma obra de "despojamento total de si" e encontro com a Verdade de quem Deus é e de quem nós somos.

Podemos chamar esta obra de "kenwsis" (kénosis), ou seja, um quebrantamento radical de si mesmo. Esta obra é descrita na carta aos Filipenses 2, 5__11.

No texto bíblico o Apóstolo fala do mistério da encarnação: Cristo modelo de humildade sendo de "condição divina" (morfh qeou), não considerou o ser "igual a Deus" como algo a apegar-se (arpagmo), mas despoja-se (ekenwse)… 


Kénosis é um despojamento pleno, ontológico e profundo. Esta palavra grega evoca uma ação de violência. 


A Obra do deserto é de violência, um chamado a lutar. O ambiente hostil do deserto pode muito refletir a ação de Deus. Apenas os corajosos devem entrar no deserto.

O próprio Jesus dá o testemunho sobre os homens que serão encontrados no deserto ao falar de João Batista (Mt 11, 7__14). Não são os de roupas finas ou caniços agitados pelo vento, mas os violentos.

Devemos aspirar pelo deserto com todas as nossas forças, pois lá mergulhamos no coração de Deus e na misericórdia Divina, mas sem esquecer que esta é uma obra que exige um esforço.

Deus não atrai crianças para o deserto, mas homens que possam lutar, e nos atrai para que despertemos do orgulho e saiamos das garras do pecado, é uma obra sempre próxima à crise. 


O Deserto Para o Povo de Deus: 


Na meditação do Povo de Deus sobre a sua experiência ao ser atraído ao deserto, ele descobriu as maravilhas escondidas no ríspido ambiente hostil, que se refletem muito bem na meditação dos profetas e demais escritores do Antigo Testamento.

Entre os muitos temas encontramos de maneira especial: 


1)- No deserto se afirma mais claramente para o Povo a unicidade de Deus. É no deserto que o Povo eleito compreende melhor a grandiosidade de Iahweh. No deserto o Povo eleito na encontra referências diversas para expressar a sua segurança como fará ao entrar na Terra Prometida depositando sobre ídolos a sua esperança de segurança. Só Deus é a realidade que pode libertar no deserto, uma realidade imutável. Ao estabelecer-se na Terra (sair do deserto), Israel confunde as várias forças com divindades, enquanto ele encontrava-se preso à desolação mergulhava muito mais no único Poderoso.

2)-Deus nos conduz para o deserto para que possamos combater. 

Testemunho de Antão: "Antão atravessa uma provação de obscuridade, durante a qual tem a impressão de ser abandonado por Deus aos poderes demoníacos; não obstante persevera, porém na fé mais nua e pura. Terminada a provação, uma visão luminosa do céu vem consolá-lo. Então não consegue deixar de expressar esta queixa: Onde estavas? Porque não te manifestaste desde o princípio para fazer cessares meus sofrimentos? Mas a voz lhe respondeu: Eu estava aí Antão; eu esperava para ver-te combater" (Vida de Antão - Sto Atanásio) 

3)- Espiritualidade do Deserto: Dinâmica do Provisório: 


O deserto nada tem a ver com uma mística de fuga dos homens.Considerando a história dos crentes, é preciso incutir com energia este aspecto provisório do deserto. Se houve erros e desvios na interpretação do deserto bíblico, eles se acham presentes e tem se deixado perceber sempre que se quis fazer do deserto a situação definitiva e duradoura do crente.

O cristão é destinado à comunidade, à Igreja, a sociedade dos homens. Deve caminhar algum tempo pelo deserto, a fim de se preparar para a missão, para o contato com os outros". (Enzo Bianchi) 

O deserto põe o homem diante de si mesmo, inerte e privado de todas as suas forças, potências e hábitos, para confrontar-se com a presença de Deus no máximo despojamento possível.


Quando partes para um deserto dizes para ti mesmo que Deus te encher com a sua presença à medida que tua fraqueza respeitar a solidão e perseverar na oração.

Se faltarem estas disposições fundamentais de esperança e de disponibilidade aos dons de Jesus, podes ficar bem certo de que muitos outros espíritos mau vagarão em torno de ti na solidão. Basta ler a Sagrada Escritura para convencer-se deste sério perigo. 

“Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniqüidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima. São mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça; assim desfalece o meu coração.” Salmo 40:12

O deserto é lugar de esterilidade, terra seca, desolação e solidão; é um lugar desabitado, embora, abrigue muita vida, porém é o lugar onde se aprende a valorizar a vida.
4)- O deserto tem muitas faces, e uma delas é o medo. Medo pelos perigos iminentes e reais, pelos temores associados as situações adversas vividas ao longo da vida. 

O medo de se entregar faz com que a pessoa passe a vida se iludindo apenas com a possibilidade.


O medo impede o amor. O medo de ser julgado faz com que muitos se tornem apenas peças decorativas no meio em que vivem. Alienam-se a quase tudo, de quase todos, e desaparecem junto com o ser que se isola do mundo.

Se não fosse essa experiência do deserto, poderíamos passar a vida inteira sem ouvir ou conhecer o que Deus deseja nos dizer. O medo do silêncio que reina nessa vastidão de areia, silêncio tão profundo que somos capazes de ouvir o bater do nosso próprio coração.

O deserto é um lugar especial no coração de Deus e, não há um filho Seu que ainda não tenha passa por essa situação.
A presença de Cristo em nossa vida é a grande solução para o medo desertiano. Afinal, como nosso criador, Ele nos conhece perfeitamente.

Quando permitimos que Ele conduza a nossa vida, certamente não haverá lugar para temores.

Somente através da fé é que podemos enfrentar as adversidades da vida e vencer, antes de mais nada, as nossas próprias dificuldades geradas pelo medo vividos no deserto.


Pois o SENHOR teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos; ele sabe que andas por este grande deserto...O SENHOR teu Deus esteve contigo, coisa nenhuma te faltou. Deuteronômio 2:7

OREMOS:

"Senhor nosso Deus e nosso Pai,dê força aqueles que estão passando pelo seu deserto pessoal, que estão com medo, enfrentando situações dificeis, de vazio, de desolação, de falta de respostas imediatas, de dúvidas, de falta de fé,de incompreensões, de perseguições, de calúnias, de perdas, de traições, depressões, doenças,  e tantas outras situações. Ouvi Senhor o clamor e as lágrimas silenciososas daqueles que estão a atravessar o deserto e auxiliai com vosso refrigério, para que possamo tomar posse de tua promessa: Felizes aqueles que nada viram, mas mesmo assim creram..."

“LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO “
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Anônimo
25 de maio de 2011 20:15

Esse artigo veio como um bálsamo na minha vida.

Espero, honestamente, que Deus cumpra a sua promessa e me fale ao coração. Me fazendo amadurecer, mais do que nunca, amadurecer. E passar a enxergá-lo novamente.

Abraços...

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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