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ANUNCIAR JESUS EXPLÍCITA OU IMPLICITAMENTE NO MUNDO DE HOJE ?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 20 de fevereiro de 2011 | 20:45


Don Orani


As pessoas têm o direito de conhecer a Salvação e isso interessa a todos e tem consequências na sociedade.


Por Dom Orani João Tempesta 






A exortação apostólica “Evangelii Nuntiandi” do Santo Padre Paulo VI, publicada na sequência do Sínodo sobre a Evangelização, é um documento indispensável para compreender e realizar uma autêntica evangelização do mundo atual.

Neste sentido, em momentos em que querem calar a voz dos cristãos, tentando proibir cidadãos brasileiros de exercer o direito de expressar as suas convicções, que, além de atualizar os valores humanos, são inspirados no Evangelho que ilumina a Vida, também defendendo a vida desde o ventre materno até o seu termo natural, queremos reafirmar que a missão da Igreja é evangelizar, propondo a todos uma boa notícia, contando com a assistência do Espírito Santo de Deus, que é quem dirige a Igreja de Cristo.


Nesse documento, destacam-se duas ideias basilares desta exortação, que são a relação íntima entre a evangelização e a vida do dia a dia, e os laços profundos entre a evangelização e a promoção humana que, para o Papa Paulo VI, são de três ordens:

1)-Antropológica (o homem que há de ser evangelizado não é um ser abstrato, mas é sim um ser condicionado pelo conjunto dos problemas sociais e econômicos);

2)-Teológica (nunca se pode dissociar o plano da criação do plano da redenção; um e outro a abrangerem as situações bem concretas da injustiça que há de ser combatida e da justiça a ser restaurada)

3)-Evangélica (que é da ordem da caridade: como se poderia, realmente, proclamar o mandamento novo sem promover na justiça e na paz o verdadeiro e o autêntico progresso do homem?)

Pode-se dizer ainda que a evangelização implica em três aspectos essenciais:




1)- O primeiro é a renovação interior da humanidade: A finalidade da evangelização, portanto, é precisamente esta mudança interior; e se fosse necessário traduzir isso em breves termos, o mais exato seria dizer que a Igreja evangeliza quando unicamente firmada na potência divina da mensagem que proclama, ela procura propor a conversão ao mesmo tempo da consciência pessoal e coletiva dos homens, a atividade em que eles se aplicam e a vida e o meio concreto que lhes são próprios.

2)- Já o segundo aspecto fala sobre a transformação dos critérios e estilos de vida: para a Igreja não se trata apenas de pregar o Evangelho a espaços geográficos cada vez mais vastos ou populações maiores em dimensões de massa, mas de chegar a atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação.


3)-Por fim, o terceiro aspecto nos fala de uma conversão radical: importa evangelizar, não de maneira decorativa, como que aplicando um verniz superficial, mas de maneira vital, em profundidade, e isto até às suas raízes, a civilização e as culturas do homem, numa verdadeira inculturação, pois o Evangelho e a evangelização, independentes em relação às culturas, não são necessariamente incompatíveis com elas, mas susceptíveis de impregná-las a todas, sem se escravizar a nenhuma delas.

Por isso, conclui Paulo VI, a ruptura entre o Evangelho e a cultura é sem dúvida o drama da nossa época, como o foi também de outras épocas. Isso foi muito bem apresentado no Documento de Aparecida, quando recorda que a mudança de época atual é cultural.
O Papa Paulo VI apresenta nesse documento sobre a Evangelização os meios mais adequados ao apostolado: o testemunho de vida, o anúncio explícito feito de uma forma viva e atraente, e a adesão vital numa comunidade eclesial.


Note-se a prioridade dada ao testemunho, principalmente para a nossa juventude, que procura a Igreja e o jeito de viver a fé particularmente a partir do testemunho de nossos evangelizadores.


É famoso esse tema: os homens de hoje escutam muito mais as testemunhas que os mestres e, se escutam os mestres, é porque são testemunhas!


Assim sendo, a evangelização é um processo complexo em que há variados elementos:
renovação da humanidade, testemunho, anúncio explícito, adesão do coração, entrada na comunidade, aceitação dos sinais e iniciativas de apostolado.

É, por isso, que as técnicas da evangelização são boas, obviamente, mas, ainda as mais aperfeiçoadas, não poderiam substituir a ação discreta do Espírito Santo.
A preparação mais apurada do evangelizador nada faz sem Ele. De igual modo, a dialética mais convincente, sem Ele permanece impotente em relação ao espírito dos homens.

E, ainda, os mais bem elaborados esquemas com base sociológica e psicológica, sem Ele em breve se demonstram desprovidos de valor, porque o Espírito Santo é o agente principal da evangelização: é Ele, efetivamente, que impele para anunciar o Evangelho, como é Ele que no mais íntimo das consciências leva a aceitar a Palavra da salvação.


Mas pode dizer-se, igualmente, que Ele é o termo da evangelização – de fato, somente Ele suscita a nova criação, a humanidade nova que a evangelização há de ter como objetivo.

Nestes tempos atuais é muito bom recordar esse documento conclusivo do Sínodo sobre a Evangelização e, com as realidades atuais, vivermos com entusiasmo a nossa vida de discípulos missionários, para que, em Cristo, todos tenham vida e a tenham em abundância!

É muito importante...termos bem claro essa nossa missão e a sua importância para o mundo atual, pois as pessoas têm o direito de conhecer a Salvação e isso interessa a todos e tem consequências na sociedade, levando à verdadeira justiça e construindo a paz!

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por Dom Orani João Tempesta 




 A Diferença entre Querigma e Catequese 

Evangelização como um todo é rica e tem três aspectos: 

1. Profética: Palavra proclamada. O Anúncio verbal da Boa Nova. Todo anúncio através da Palavra que faz a Igreja, entra na área de evangelização profética. Toda a Palavra proclamada, toda palestra que damos com o objetivo de que conheçam e aceitem Jesus é EVANGELIZAÇÃO PROFÉTICA. 

2. Sacerdotal: Palavra celebrada. A forma mais bela que encontramos na evangelização sacerdotal está na Liturgia Eucarística, onde está presente dois tipos de evangelização: profética e sacerdotal 

Ela é profética na liturgia da Palavra, é a primeira parte da celebração eucarística. proclama-se a Palavra através do Evangelho, as cartas Paulinas, leituras do A.T. 

A segunda parte da Eucaristia, forma a liturgia celebrada, a liturgia da Palavra celebrada, vivida. Celebra-se a Palavra e realiza-se um memorial da Palavra. O memorial mais bonito por excelência que temos na Eucaristia, onde se apresenta e se faz presente Jesus, vivo no Sacramento da Eucaristia. 

3. Régia: Palavra vivida. É a Palavra que se faz vida. É a palavra que eu vivo, é instaurar o Reino de Deus. Viver a Palavra de Deus, é instaurar o Reino, onde a Palavra de Deus transforma minha vida, minha sociedade, meu mundo econômico, político, social, financeiro, cultural, educacional etc. Na evangelização a Palavra é vivida, é a instauração do Reino em nós. 
1. Evangelização Profética: 

- Querigma 
- Catequese 

Este dois aspectos são interdependentes mas são diferentes. Ambas as formas constituem a evangelização profética. Não podemos ficar somente com a evangelização querigmática, nem dividir e só ficar com a catequese. 

Não podemos dividí-las, nem separá-las, uma pressupõe a outra, não podemos dar uma só coisa. 

A proclamação querigmática nos leva à catequese como conseqüência, e esta não pode ser dada em antes assentar a base da proclamação querigmática primeiramente. 

A proclamação querigmática é o primeiro anúncio de Jesus, é a primeira mensagem; a Boa Nova de Jesus. O querigma é o forte badalo do sino e, o ressoar que vem depois é a catequese. 

A catequese é o ensino progressivo da fé. Deverá ser um ensino constante, seguindo uma seqüência progressiva. 

Querigma - primeiro anúncio da Boa Nova 

Catequese - ensino sistemático da fé. 

- Pelo querigma eu levo o evangelizado a nascer para a fé (Nicodemos) 

- Pela catequese eu levo o evangelizado a crescer na fé. 

2. Conteúdo do Querigma 

As oito metas do Querigma: 

1° Experiência do amor de Deus: 

O Evangelizador deverá ter uma experiência do amor de Deus. Mais do que falar sobre a manifestação do amor de Deus ao povo de Israel ou ao homem através de Jesus, tenho que levá-lo a ter uma experiência do amor de Deus. 

Nós, os pregadores corremos um perigo - gostamos muito de falar e esse é um dos defeitos maiores do pregador. 

Geralmente o pregador gosta muito de falar do amor de Deus, isto é muito bom porque através da palavra, da palestra, da comunicação, estamos apresentando Jesus vivo que experimentei e experimento, mas se eu, como pregador, não levo você que está me escutando a ter sua própria experiência do amor de Deus, não estarei cumprindo minha meta e não estará completa a proclamação querigmática. Mais que falar do amor de Deus é levar o evangelizado a ter uma experiência, que se sinta amado e que o viva e o experimente. 

2° Consciência do pecado perante Deus 

É muito importante que o evangelizado reconheça-se pecador. Se a pessoa não se sente enferma, se não sente nenhuma dor, se está muito bem, para que lhe serve um médico? 

A pessoa necessita conscientizar-se que está enferma e que precisa de ajuda. 



Muito mais importante é levar o evangelizado a sentir a necessidade de Deus do que lhe falar do pecado, que ele se conheça pecador, reconheça-se necessitado. 

3° Encontro pessoal com Jesus 

Muito mais que falar de Jesus, mais que explicar como foi e em que consistiu a morte de Jesus, mais que comprovar que Jesus ressuscitou, mais do que oferecer provas de que Jesus está vivo, mais do que explicar teologicamente nossa salvação por Jesus e em Jesus, o evangelizador deve levar o evangelizado a ter um encontro pessoal com Jesus. 

Assim aconteceu com Tomé. Os Apóstolos falaram que Jesus esteve com eles, que havia ressuscitado, mas Tomé não acreditou. E tudo que eles disseram não convenceu a Tomé de que Jesus esteve com eles, mas quando Tomé encontrou-se com Jesus e pode tocá-Lo, apalpá-Lo, quando ele experimentou, ele se convenceu 

4° Ato de fé 

Levar o evangelizado a dar um passo de fé, um ato de que crê em Jesus, um ato que o leve a depender, de buscar, de confiar somente em Deus. 

Levá-lo a um momento de conversão, a um desejo profundo de mudança, a um desejo de trocar sua vida pela vida de Jesus. 

5° Aceitar Jesus 

"Eis que eu estou à porta e bato. Se alguém escuta minha voz e me abre eu entrarei e cearei com ele" (Ap 3, 20). 

A porta do nosso coração não tem fechadura por fora, o nosso coração abre-se por dentro. Uma das metas então, é levar o evangelizado a proclamar não somente com a boca, mas com o coração. 

6° Pedir e receber o Espírito Santo 

Pedir uma unção do Espírito Santo no momento em que está evangelizando, lembrar que esse é o momento em que Deus sela com o Espírito Santo, manifestando seu amor, comprovando com a presença do Espírito Santo. 

7° Integra-se à comunidade cristã 

Se ao evangelizá-lo não o levo à comunidade, todo o meu esforço, todo o meu trabalho foi inútil porque estou anunciando a vida nova e a vida nova tem que conseguir em plenitude; essa plenitude é a comunidade que pode ajudar a permanecer, a seguir amando a Jesus, a seguir deixando seduzir através de sua palavra, dos sacramentos, através de sua Igreja e através dos irmãos. 

8° Transformação de vida 



É necessário que o evangelizado compreenda que a sua vida deve tomar outro rumo, deve ajustar-se a vida de Jesus. Ele deve ser estimulado, motivado a empreender um caminho de retorno. 

O conteúdo dos Apóstolos após receberem o Espírito Santo está em: 

Atos 2, 14-36; Atos 3; Atos 10; Atos 13. 

No querigma nós pregamos a pessoa de Jesus: 

- Concreta 

- Pessoal 

- Que nós conhecemos 

3. O efeito do querigma no evangelizado: 

-Lc 24, 13 - Os discípulos de Emaús caminharam muito tempo sem compreender as conseqüências do sacrifício de Jesus para suas vidas. Porém, quando Jesus se apresentou a eles, vivo, ressuscitado, seus corações arderam de felicidade, e eles desejaram estar com Jesus para sempre. E toda a sua vida e acontecimentos foram iluminados pela Ressurreição. 


Tudo tomou nova luz. E eles então não se contiveram tornaram-se anunciadores de Jesus. 

a. Abrem-se os olhos 
b. Arde-se o coração 
c. Corre-se para anunciar aos outros



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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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