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ÚLTIMAS POSTAGENS

A confiabilidade do texto do Antigo Testamento: texto Massorético ou Septuaginta? Uma análise Histórico-Crítica

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 29 de agosto de 2023 | 11:53




Qual texto do antigo testamento é mais confiável? O Massorético ou da Septuaginta?




por *Francisco José Barros de Araújo 




O chamado Texto Massorético (ou Masorético) constitui a base textual hebraica mais importante da Bíblia judaica e, por extensão, do Antigo Testamento cristão. Trata-se de uma tradição manuscrita cuidadosamente preservada ao longo dos séculos, que se tornou o texto normativo da Tanakh no judaísmo rabínico e a principal fonte para as traduções modernas da Escritura hebraica, inicialmente no âmbito protestante e, posteriormente, também no catolicismo contemporâneo. Sua relevância não é apenas religiosa, mas também histórica, filológica e cultural, pois representa o esforço mais consistente de estabilização textual da Bíblia hebraica após séculos de transmissão manuscrita.



Entre os séculos VI e X da era cristã, um grupo altamente especializado de escribas judeus assumiu a missão de preservar, padronizar e transmitir com precisão os textos considerados inspirados e autorizados pelas comunidades judaicas. Esses estudiosos ficaram conhecidos como massoretas, e seu trabalho foi desenvolvido principalmente em centros como Tiberíades, Jerusalém e Babilônia. A tradição por eles consolidada recebeu o nome de Massorá, termo derivado do hebraico messorah (מסורה ou מסורת), cujo significado remete à ideia de “tradição transmitida”, “herança” ou “aquilo que é confiado”.



A função dos massoretas ia muito além da simples cópia de manuscritos. Eles compararam cuidadosamente versões existentes, analisaram variantes textuais, registraram estatísticas sobre letras, palavras e versículos e desenvolveram um sofisticado sistema de vocalização, acentuação e notas marginais, com o objetivo de preservar não apenas o texto consonantal, mas também sua correta leitura, pronúncia e interpretação litúrgica. Esse conjunto de anotações — a Massorá Parva e a Massorá Magna — tornou-se um verdadeiro aparato crítico medieval, antecipando métodos modernos da crítica textual.Antes da consolidação do Texto Massorético, contudo, o panorama textual do Antigo Testamento era significativamente mais fluido. A descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, em Qumran, revelou a coexistência de diversas famílias textuais no período do Segundo Templo. Estima-se que cerca de 60% desses manuscritos pertençam a um tipo proto-massorético, enquanto outros refletem tradições textuais distintas, como o estilo próprio da comunidade de Qumran, o texto proto-samaritano e recensões próximas à Septuaginta grega. Esses dados demonstram que não havia, naquele período, um único texto hebraico considerado definitivo ou “ideal”.Mesmo os manuscritos classificados como proto-massoréticos em Qumran não coincidem plenamente com o Texto Massorético padronizado séculos depois. A semelhança reside sobretudo nas linhas gerais do texto, indicando que o processo de fixação textual foi gradual e consciente. A tradição massorética, portanto, não surge do nada, mas representa a culminação de um longo processo de seleção, refinamento e estabilização textual.

História da #Iconografia Cristã

 

(foto reprodução You Tube)

 

 


A História da Iconografia

 

 



Introdução

 



Visão histórica e a relação da Igreja Católica Apostólica Romana com as imagens de santos, da Virgem Maria e de Cristo, desde os primórdios do cristianismo até a resolução final do Concílio de Trento sobre as imagens.

Fé, Misticismo e Seitas Religiosas: os perigos das aparições não reconhecidas pela Igreja Católica como Palmar de Troya

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 28 de agosto de 2023 | 13:22


(foto reprodução)


Cuidado com Aparições e Revelações Particulares Não Reconhecidas pela Igreja:o Caso de El Palmar de Troya em 1968 como Advertência Teológica e Pastoral



Ao longo da história do cristianismo, relatos de aparições, visões e revelações privadas exerceram forte impacto sobre a piedade popular. Embora a Igreja Católica reconheça a possibilidade de revelações privadas autênticas, ela sempre insistiu na necessidade de um rigoroso discernimento teológico, pastoral e psicológico, justamente para proteger os fiéis de abusos, fraudes e manipulações da fé. O caso de El Palmar de Troya, surgido na Espanha em 1968, constitui um dos exemplos mais emblemáticos e trágicos de como supostas aparições não reconhecidas podem dar origem a cisma, heresia, exploração econômica e crimes graves, quando desconectadas da autoridade legítima da Igreja.



A recente minissérie O Palmar de Troya reacendeu o debate ao expor, com documentos e testemunhos inéditos, como a devoção sincera de milhares de fiéis foi instrumentalizada ao longo de quase cinquenta anos por líderes que se autoproclamaram papas, criaram doutrinas próprias e estabeleceram um sistema religioso fechado, autoritário e abusivo. 



Este estudo analisa o fenômeno à luz da teologia católica, do magistério da Igreja e da história religiosa contemporânea, oferecendo critérios objetivos de discernimento.

O que o santo papa Paulo VI quis dizer sobre o "culto do homem"? Uma nova religião?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 27 de agosto de 2023 | 20:09

 




Por *Francisco José Barros Araújo



Não existe talvez frase mais deturpada, mais descontextualizada e mais mal interpretada do magistério moderno da Igreja do que esta célebre afirmação do Papa Paul VI:


"Vós, humanistas do nosso tempo, que negais as verdades transcendentes, dai ao Concílio ao menos este louvor e reconhecei este nosso humanismo novo: também nós — e nós mais do que ninguém, somos cultores do homem!"



Mas em que contexto o Santo papa disse isso? E principalmente: como essa frase deve ser corretamente compreendida dentro da tradição bimilenar da Igreja Católica?



Poucas declarações sofreram tantas distorções vindas de todos os lados ideológicos. Protestantes e inimigos históricos da Igreja passaram a usar essa fala como se fosse uma suposta prova de que o Papa teria introduzido uma espécie de idolatria do homem no lugar de Deus. Já setores progressistas e ateus a celebraram de forma igualmente equivocada, como se o pontífice estivesse proclamando uma revolução antropocêntrica inspirada no "super-homem" do filósofo Friedrich Nietzsche, como se fosse uma rendição da Igreja ao secularismo moderno ou até uma espécie de “morte de Deus” em linguagem católica.



Por outro lado — e aqui está um erro menos comentado, mas igualmente grave:



-Certos grupos ultraconservadores, tradicionalistas fanáticos, rad trad, cismáticos e sedevacantistas passaram a usar essa mesma frase como uma suposta prova de apostasia doutrinária, como se o Concílio Vaticano II tivesse abandonado o teocentrismo para abraçar o antropocentrismo moderno. Uma leitura apressada, ideológica e completamente desconectada da hermenêutica católica da continuidade.






-Essa interpretação deturpada é promovida principalmente por esses grupos que, assim como certos movimentos conspiratórios que veem demônio em tudo, enxergam heresia em qualquer desenvolvimento legítimo da doutrina. Para eles, qualquer explicação mais profunda da fé seria uma traição, como se a Igreja fosse um museu congelado no tempo, e não um organismo vivo guiado pelo Espírito Santo. Como se a doutrina não pudesse ser melhor compreendida, aprofundada e explicada ao longo da história — não mudando sua essência, mas crescendo na sua compreensão .


Esquecem aquilo que a própria tradição sempre ensinou: o desenvolvimento homogêneo da doutrina não é corrupção, mas aprofundamento. A verdade revelada não muda, mas a compreensão humana dela pode amadurecer, se tornar mais precisa e responder melhor aos desafios de cada época.



Por isso, nada é mais honesto intelectualmente e mais católico do que voltar às próprias palavras e aos discursos completos de São Paulo VI, analisando o contexto histórico, teológico e pastoral em que essa frase foi pronunciada. Só assim podemos entender corretamente o que ele quis dizer, evitando tanto as caricaturas progressistas quanto as acusações exageradas dos chamados “rad trad”.



Quando fazemos isso, percebemos que o Papa não estava exaltando o homem contra Deus, mas reafirmando uma verdade profundamente cristã: 


Que o homem só é verdadeiramente compreendido à luz de Deus, e que a dignidade humana encontra seu fundamento precisamente no fato de ter sido criada por Deus e redimida por Cristo.



Portanto, antes de repetir slogans ou interpretações ideológicas, o caminho mais seguro continua sendo o mesmo de sempre: 



Voltar às fontes, ler o magistério completo, entender o contexto e interpretar tudo à luz da tradição viva da Igreja — não da lente das paixões modernas, sejam elas progressistas ou reacionárias.

Alberto Zucchi: "A raiva incontida e irracional de alguém iludido pelo #Centro Dom Bosco e pela Liga Cristo Rei"

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 26 de agosto de 2023 | 18:47

 

(foto reprodução)

 



Por Alberto Zucchi

 

 


No compendio de Teologia Ascética e Mística o padre Tanquerey, ao tratar da necessidade do Dom do Conselho [§ 1323], afirma que: 



“A razão humana é falível e incerta em seus caminhos, e não pode proceder senão com lentidão...”

Associação Cultural Montfort faz dossiê sobre os Arautos do Evangelho - Mitos e Verdades

 

(foto reprodução)


O surgimento de novos movimentos e associações dentro da Igreja Católica sempre despertou interesse, entusiasmo e também questionamentos. Ao longo da história, diversas iniciativas que nasceram com o desejo de evangelizar e defender a fé também foram objeto de análises críticas, justamente porque a Igreja, como mãe e mestra, sempre teve a preocupação de preservar a integridade da doutrina e a comunhão eclesial. É dentro desse contexto que aparece o debate em torno dos Arautos do Evangelho, uma associação internacional de fiéis que ganhou grande visibilidade por seu estilo marcante, sua disciplina interna e sua forte atuação na formação religiosa.  




Diante das muitas dúvidas levantadas por fiéis, simpatizantes e críticos, a Associação Cultural Montfort apresentou um dossiê com acusações graves que vão desde supostos desvios doutrinários até questões disciplinares e administrativas. O objetivo declarado dessa análise seria alertar os católicos sobre possíveis perigos espirituais e eclesiais, levantando questionamentos sobre práticas internas, espiritualidade, autoridade e relação com a hierarquia da Igreja. Ao mesmo tempo, o próprio debate revela um aspecto importante da vida eclesial: a necessidade do discernimento prudente, da busca da verdade e do direito à legítima defesa e esclarecimento por parte daqueles que são acusados.  



Esse tipo de discussão também evidencia como é delicado tratar temas que envolvem reputações, consciência dos fiéis e a unidade da Igreja. Por isso, qualquer análise séria deve ser feita com senso de justiça, caridade cristã e fidelidade ao Magistério, evitando tanto julgamentos precipitados quanto a omissão diante de eventuais erros. 


A história da Igreja mostra que momentos de tensão também podem se tornar ocasiões de purificação, esclarecimento e amadurecimento espiritual, quando conduzidos com espírito verdadeiramente católico.  


Assim, mais do que simplesmente tomar partido imediato, o fiel é chamado a manter uma postura equilibrada: fidelidade à Igreja, respeito à autoridade legítima, prudência diante de acusações e confiança de que a verdade sempre vem à tona quando os fatos são examinados com seriedade e honestidade.

Qual a diferença entre um Católico Tradicional e um “Rad Trad”?

 

(Padre Leonardo Henrique de Almeida Wágner)





 

A GRANDE DIFERENÇA ENTRE O "MOVIMENTO TRADICIONAL CATÓLICO" E TRADICIONALISMO SECTÁRIO?



Alguns prudentes e necessários critérios para distinguir um adepto da autêntica, verdadeira e INTEGRAL Sagrada Tradição, de um membro de seitas sectárias tipo Rad Trad:

Atenção! A missa se divide em dois momentos: liturgia da palavra (voltada para o povo) e liturgia eucarística (direcionada para Deus)!

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 24 de agosto de 2023 | 17:12


 


 

Por *Francisco José Barros Araújo

 


Esclarecimento inicial: não quero aqui com este artigo defender a volta da Missa em Latim, de forma alguma!(nunca assisti presencialmente até o fechamento dessa matéria, a nenhuma). Sou grato e me sinto orgulhosamente, fruto do Santo Concilio Vaticano II, e só assisto a missa no Rito Romano de Paulo VI. Agora é preciso separar alhos de bugalhos! Tenho visto e ouvido padres, bispos, diáconos, lideranças cristãs, e leigos em geral, repetindo que nem "papagaio-de-pirata" (sem saber nem ao menos o que estão dizendo), que na missa em Latim, ou seja, no rito Tridentino, o padre DAVA AS COSTAS PARA O POVO! Completamente equivocada, deturpada e incompleta essa explicação, que de certa forma denigre a imagem da igreja e debocha os católicos desse período! E é justamente um santo e grande doutor da Igreja: São Francisco de Sales (Castelo de Sales, 21 de agosto de 1567 ─ Lyon, 28 de dezembro de 1622), sacerdote católico saboiano),  que faz a belíssima defesa da missa Tridentina dizendo:

As imagens dos anjos e santos dentro da igreja e sua relação com a passagem de Hebreus 12,1

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 23 de agosto de 2023 | 12:08

 






Por *Francisco José Barros Araújo 




Hebreus 12,1: "Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta..."

Papa Francisco critica cristãos que recorrem a práticas de adivinhação

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 22 de agosto de 2023 | 10:10






Papa Francisco diz que: "a graça de Cristo basta para todas as situações da vida"




Cidade do Vaticano, 04 dez 2019 (Ecclesia)  – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que: 

A Verdade Histórica Sobre as Diaconisas: Tradição, Prática Pastoral e Implicações Teológicas

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 21 de agosto de 2023 | 12:10

 



Diaconisas na igreja? Você sabia que já tivemos? E contrariando os Rad Trad não é nenhum absurdo?


Na Bíblia (Rm 16,1) e em outros documentos da Tradição, vemos que nas comunidades cristãs primitivas existia a figura das diaconisas. Muita gente se pergunta a razão de a Igreja ter extinguido essa função, que a partir do século V se tornou exclusivamente masculina. Epifânio de Salamina, bispo do século IV, explica que as diaconisas cuidavam das mulheres pobres e doentes (Panarion 79,3), e também iam às casas de moças e viúvas para pregar a Palavra. Porém, naquela época, pegava mal (e era perigoso como ainda hoje) um homem ficar a sós com uma mulher. Em caso de litígios canônicos, em que era preciso examinar o corpo feminino, a diaconisa também entrava em cena. Por exemplo, em um julgamento ocorrido na igreja primitiva, um marido foi acusado de bater na esposa, e as diaconisas foram chamadas pelo bispo para verificar e atestar os hematomas deixados no corpo da mulher. Da mesma forma, por motivo de decência, era inadequado que ministros do sexo masculino batizassem mulheres. Explico: nos primeiros séculos do cristianismo, um grande número de pessoas eram batizadas na idade adulta (diferente de hoje, em que a maioria dos batismos são realizados em crianças). E esse sacramento era quase sempre realizado por imersão, com a pessoa nua ou seminua. No batismo, o cristão é ungido com óleo dos catecúmenos. Atualmente, no Rito Latino, o padre simplesmente passa um pouco de óleo no peito da pessoa. Mas naqueles tempos "a criatura" ficava toda UNTADA no óleo, da cabeça aos pés! Então, para ungir corpo de uma catecúmena, convinha ser alguém do sexo feminino. Para ter uma ideia melhor da situação, existem vídeos que mostram o batismo de um cristão na Igreja Ortodoxa (há uma cena similar a essa no filme “Casamento Grego”). Com o tempo, o batismo de adultos foi se tornando menos frequente, e o batismo por aspersão (um pouco de água derramada sobre a cabeça) prevaleceu nas igrejas ocidentais. A unção com o óleo dos catecúmenos também ficou mais "minimalista". Assim, o número de diaconisas foi diminuindo, até que em meados do século V a consagração de diaconisas foi proibida. Segundo a “Gran Enciclopedia Rialp” de 1991, a tese que prevalece entre a maioria dos especialistas em História da Igreja é a de que as antigas diaconisas não eram ordenadas (eram apenas consagradas, como nossas monjas) e não serviam ao altar. Os diáconos, por sua vez, são membros ordenados do clero.

Parte II - Centro D. Bosco relança obra do falecido jesuíta Cardeal Billot e denigre imagem do papa Francisco em sua capa

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 20 de agosto de 2023 | 15:27




Dando continuidade à reflexão iniciada na primeira parte, torna-se necessário fazer um alerta sereno, mas firme, sobre o risco de certas posturas que, mesmo quando apresentadas como defesa da Tradição, podem acabar alimentando uma mentalidade de resistência ao Magistério vivo da Igreja



Quando instituições como o Centro Dom Bosco promovem leituras seletivas da teologia ou utilizam autores do passado para criar desconfiança em relação ao Papa reinante, correm o risco de fomentar atitudes que, ainda que não formalmente cismáticas, caminham perigosamente nessa direção ao enfraquecer a comunhão e a obediência devidas ao sucessor de Pedro, hoje o Papa Francisco.


É importante recordar que a Igreja nunca ensinou que a Tradição seja um conjunto de opiniões particulares de teólogos ou de interpretações isoladas de grupos, mas sim o depósito vivo da fé transmitido pelos Apóstolos e autenticamente interpretado pelo Magistério. A Tradição católica não pertence a grupos ou movimentos específicos, mas à Igreja inteira sob a autoridade legítima de seus pastores.


O Magistério da Igreja extrai todo o ensinamento que transmite aos fiéis da Revelação Divina, que se compõe da Sagrada Tradição (transmitida oralmente desde os Apóstolos) e da Sagrada Escritura (a Revelação escrita). É sobre esse duplo fundamento — ambos inseparáveis e igualmente normativos — que a Igreja apoia seus ensinamentos doutrinários.


Portanto, a Igreja Católica nunca se guiou pelo princípio protestante da sola Scriptura, mas sempre ensinou que a Revelação se transmite tanto pela Escritura quanto pela Tradição viva. Sem esta última, nem mesmo a própria Bíblia existiria como a conhecemos hoje, pois foi a própria Igreja, assistida pelo Espírito Santo, que discerniu, preservou e definiu o cânon das Escrituras. Como recordava o monge beneditino Estevão Bettencourt, foi no seio da Igreja que a Bíblia foi “berçada”, preservada e transmitida.A transmissão do Evangelho pelos Apóstolos ocorreu inicialmente de forma oral e, posteriormente, também por escrito, com os textos do Novo Testamento sendo redigidos algumas décadas após a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica (n. 76), os Apóstolos transmitiram aquilo que receberam das palavras, da convivência e das obras de Cristo, bem como aquilo que aprenderam sob a inspiração do Espírito Santo.






Recordar esses princípios é fundamental justamente para evitar um erro recorrente em certos ambientes polemistas: a tentativa de contrapor a Tradição ao Magistério atual, como se fosse possível ser fiel aos Padres, aos Doutores ou aos teólogos do passado enquanto se relativiza a autoridade dos Papas e Concílios mais recentes. Tal postura não corresponde à autêntica eclesiologia católica e historicamente sempre esteve na raiz de movimentos de ruptura. Por isso, é necessário que os fiéis estejam atentos: defender a Tradição nunca significou desconfiar sistematicamente do Papa ou selecionar quais ensinamentos do Magistério aceitar. A verdadeira atitude católica sempre foi a fidelidade integral — não seletiva — à Igreja, em sua continuidade que vai dos Apóstolos até os nossos dias.

Centro D. Bosco relança obra do falecido jesuíta Cardeal Billot e denigre imagem do papa Francisco em sua capa (Parte I)





Recentemente, o Centro Dom Bosco relançou uma obra do jesuíta francês Louis Billot, apresentando-a de forma que sugere uma oposição entre o pensamento do Cardeal e o pontificado do Papa Francisco


Tal abordagem exige cautela e discernimento por parte dos fiéis, pois corre o risco de induzir a uma leitura ideológica e até a posições perigosamente próximas de uma mentalidade cismática, quando se tenta colocar teólogos do passado como supostos “juízes” do Magistério vivo da Igreja.


Louis Billot (12 de janeiro de 1846, em Sierck-les-Bains, França — 18 de dezembro de 1931, em Ariccia, Itália) foi, sem dúvida, um dos grandes teólogos de sua época. Sacerdote jesuíta de notável formação tomista, teve grande influência no cenário teológico das primeiras décadas do século XX. Colaborou no combate aos erros do modernismo, especialmente no contexto do pontificado do Papa Pio X, particularmente no ambiente teológico que deu origem à encíclica Pascendi Dominici Gregis, e escreveu obras que se tornaram referências na formação sacerdotal de sua época, o que lhe rendeu grande prestígio nos meios acadêmicos católicos.Foi criado cardeal em 1911, mas em 1927 renunciou ao cardinalato — um fato raro na história da Igreja — permanecendo, contudo, como uma figura respeitada no campo da teologia. Sua produção intelectual deve ser entendida dentro do seu contexto histórico e das controvérsias específicas de seu tempo, e não pode ser indevidamente transplantada para debates atuais como se fosse uma crítica direta a realidades eclesiais surgidas muitas décadas após sua morte.Por isso, é preocupante quando instituições ou grupos utilizam seletivamente autores clássicos para sustentar narrativas que podem enfraquecer a confiança dos fiéis no Magistério atual da Igreja. Quando se cria, ainda que de forma implícita, uma oposição entre a Tradição e o Papa legitimamente reinante, corre-se o risco de fomentar uma mentalidade de resistência sistemática à autoridade eclesial, algo que historicamente sempre foi um dos primeiros passos para atitudes de ruptura e divisão dentro da Igreja.


Diante disso, é necessário alertar os fiéis para que tenham prudência diante de conteúdos que, sob o pretexto de defender a Tradição, acabam promovendo uma visão fragmentada do Magistério e uma desconfiança constante em relação ao sucessor de Pedro. 


A verdadeira fidelidade católica sempre se caracterizou pela comunhão com o Papa e com o Magistério vivo, e não pela construção de uma “tradição paralela” baseada em interpretações seletivas ou em leituras polemistas da história da teologia.

Na hierarquia das verdades: o que é prioridade? A salvação do planeta ou das almas?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 19 de agosto de 2023 | 14:08

 

 





2 Pedro 3, 1-18: "1Amados, esta é agora a segunda carta que vos escrevo; em ambas procuro despertar com estas recordações a vossa mente sincera: 2para que vos lembreis das palavras que anteriormente foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, que os vossos apóstolos vos ensinaram. 3Antes de tudo, considerai atentamente que, nos últimos dias, surgirão escarnecedores anunciando suas zombarias e seguindo suas próprias paixões. 4Eles proclamarão: “O que aconteceu com a Promessa da sua vinda? Ora, desde que os antepassados morreram, tudo continua como desde o princípio da criação!” 5No entanto, deliberadamente, eles não reconhecem que desde a Antiguidade, por intermédio da Palavra de Deus foram criados os céus e a terra, e esta foi formada da água e por meio da água. 6Foi pelas águas que o mundo daquela época foi submerso e destruído. 7Ora, por intermédio da mesma Palavra, os céus e a terra que hoje existem estão também preparados para o fogo, reservados para o Dia do Juízo e para a total destruição dos ímpios. 8Contudo, amados, há um princípio que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. 9O Senhor não se atrasa em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, Ele é extremamente paciente para convosco e não quer que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. 10Entretanto, o Dia do Senhor virá como ladrão, no qual os céus desaparecerão ao som de um terrível estrondo, e os elementos se desintegrarão pela ação do calor. A terra e toda obra nela existente serão expostas ao fogo. 11Ora, se tudo o que existe será assim aniquilado, que espécie de pessoas é necessário que sejais? Pessoas que vivem em santidade e piedade, 12aguardando o Dia do Senhor e apressando a sua vinda. Naquele Dia, os céus se dissolverão pelo fogo, e todos os elementos, ardendo, se dissiparão com o calor. 13Todavia, confiados em sua Promessa, esperamos novos céus e nova terra onde habita a justiça. O cristão e o Dia do Senhor 14Por isso, amados, enquanto aguardais estes eventos, esforçai-vos para que sejais encontrados por Ele em plena paz, sem mácula e livres de culpas diante dele. 15Considerai que a longanimidade do nosso Senhor é uma oportunidade para que possais receber a Salvação, assim como o nosso amado irmão Paulo também vos escreveu, de acordo com a sabedoria que Deus lhe concedeu. 16Ele escreve do mesmo modo em todas as suas epístolas, discorrendo nelas sobre esses assuntos, nas quais existem trechos difíceis de entender, os quais são distorcidos pelos ignorantes e insensatos, como fazem também com as demais Escrituras para a própria destruição deles. 17Sendo assim, amados, estando bem informados, guardai-vos para que não sejais conduzidos pelo erro e sedução dos que não têm princípios morais, vindo a perder a vossa segurança e cair. 18Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, agora e no Dia eterno! Amém"

Por que "certos católicos que saem da Santa Igreja" não fazem falta nenhuma?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 16 de agosto de 2023 | 14:29

 


 


Verdade seja dita! Sempre sai o(a) dito(a) "católico(a) de pior qualidade", e que nos faz um enorme favor em sair, pois nem influi nem contribui, era apenas um número e um péssimo exemplo de católico!

Papa Francisco: "cometi erros graves, peço perdão"

 





Conforme o magistério da Igreja, o papa só é infalível (em virtude de nossa salvação e o auxílio INERRANTE do Espírito Santo), quando fala "ex-cátedra", fora disso como todo ser humano, pode falhar em julgamentos e ações de cunho pessoal, ainda que expressas de forma pública. A frase “Amar é nunca ter que pedir perdão” marcou mais do que o filme "Love Story", no qual apareceu duas vezes. À primeira vista, as palavras pareciam belas, mas refletindo melhor não faziam nenhum sentido, principalmente para os cristãos. O comentário é de Thomas Reese, jornalista e jesuíta, publicado por Religion News Service, 17-04-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla. 

Uma #igreja sinodal não pode temer o "direito ao contraditório" na busca da verdade, interna e externamente

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 13 de agosto de 2023 | 15:48

 


 

Principal responsabilidade da Igreja é o serviço à Verdade, lembra o Papa Bento XVI

 



O Papa Bento XVI lembrou tomando palavras de Paulo VI, que a "principal responsabilidade da Igreja é o serviço à Verdade", em seu discurso aos participantes da X Plenária do Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso que teve em Roma no dia 07 de junho de 2008.Ao dirigir-se hoje aos participantes da Plenária cujo tema este ano é "Diálogo na verdade e caridade: Orientações Pastorais", o Santo Padre destacou que o mais amplo propósito do diálogo interreligioso é "descobrir a verdade; e sua motivação, que é a caridade" está em "obediência à divina missão confiada à Igreja por nosso Senhor Jesus Cristo".

Leia a íntegra do discurso do Papa Francisco durante a abertura do Sínodo 2021-2024, em Roma

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 11 de agosto de 2023 | 12:09

 


 


DISCURSO DO PAPA FRANCISCO



Sala Nova do Sínodo - Sábado, 9 de outubro de 2021

 


Amados irmãos e irmãs!

Entrevista histórica com o ex-porta-voz do Papa São João Paulo II, o leigo espanhol Joaquín Navarro-Valls

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 9 de agosto de 2023 | 10:48


 


 

 

Presenteamos aos leitores do Apostolado Berakash com alguns trechos dos melhores momentos da entrevista com o ex-porta-voz do Papa João Paulo II, o leigo espanhol Joaquín Navarro-Valls, publicada na edição de maio da revista Studi Cattolici.A reportagem é de Aldo Maria Valli, publicada na revista Europa, 30-04-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O que mais ameaça a Igreja hoje: Marxismo ou Sedevacantismo?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 8 de agosto de 2023 | 12:11





 

Entenda "o que é um católico rad-trad?"




Por Mathias Ribeiro

 

 



A gíria rad-trad é usada por alguns católicos e surgiu através de um neologismo da palavra do inglês radical traditionalism (tradicionalismo radical). Ou seja, refere-se ao católico que não aceita o Concílio Vaticano II e o missal promulgado por São Paulo VI em 1969. Hoje em dia esse termo é proclamado por muitos de forma pejorativa. Muitos católicos mal informados gostam de taxar pessoas que discordam de suas opiniões como “rad-trad”. Ou seja, se você falar que algo é anti litúrgico ou que algo vai contra a doutrina da igreja, logo você é um católico “rad-trad”. O Católico Radical não é aquele que prefere ir a uma missa em rito extraordinário ao invés da missa em rito ordinário. Também não é aquele que não gosta de missas carismáticas. Pode-se dizer que o “rad-trad” é a mesma coisa que um sedevacantista! Pois ele, e os outros católicos sedevacantista acreditam que a Santa Sé está vaga, e que o homem geralmente reconhecido como Papa é, na realidade, um impostor, etc.

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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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