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Seria justo Deus conceder a mesma recompensa de Madre Teresa de Calcutá a Hitler?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 30 de dezembro de 2021 | 17:21

 



A LÓGICA DE DEUS NÃO É TÃO CARTESIANA COMO NÓS OCIDENTAIS PENSAMOS – DEUS É LIVRE E SOBERANO!

 

 

Romanos 9,11-16: “Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), Foi-lhe dito a ela: O maior servirá ao menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú. Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma. Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece...”  







Uma santa mística, que tinha locuções interiores com Jesus Cristo, perguntou a Ele o que ocorrera com Judas, que entregou Cristo aos sumos sacerdotes? Jesus então teria respondido a essa santa: "Minha filha, não lhe digo o que ocorreu com Judas para que a humanidade não abuse da Misericórdia de Deus Pai" - No livro A Fé Explicada, de Leo Trese, diz que “a morte fixa a alma no estado em que se encontra”. Assim, mesmo que alguém tenha dedicado a vida inteira a Igreja mas, no momento de sua morte estava em pecado, sua alma se fixa nesse estado e vai para a danação eterna, assim como, se uma pessoa como o ladrão arrependido na Cruz e até mesmo Hitler, no final de suas vidas se arrependerem e confessarem a Deus os seus pecados, Ele perdoaria. Seria correta teológica e magisterialmente essa afirmação? Diante destas duas idéias aparentemente opostas, que tratam sobre a Justiça e a Misericórida de Deus, é necessário nestes tempos de tanta achologia e relativismo frutos da ideologia romântica e humanista, saber em que proporção Deus atua com misericórdia ou justiça em uma pessoa que, no momento da sua morte, se encontra em situação de pecado, afastada de Deus, e sem arrependimento e daquela que está arrependida. Claro que uma pessoa que morra em pecado mortal sem arrependimento, é considerada um réprobo, ou seja, uma pessoa condenada!

 

 


Dirá, porém, o incrédulo: “Onde está a justiça de Deus ao castigar com pena eterna um pecado que dura um instante?”



 

 

E como se atreve o pecador, por um prazer momentâneo, a ofender um Deus de majestade infinita? Ora a resposta é simples: é eterna, porque a relação TEMPO E ESPAÇO já não existe na ETERNIDADE, entramos em estado eterno de decisão que tomamos no Kairós. E porque o réprobo jamais poderá prestar satisfação por sua culpa. Nesta vida, o pecador penitente pode satisfazer pela aplicação dos merecimentos de Jesus Cristo; mas o condenado não participa desses méritos, e, portanto, não podendo por si satisfazer a Deus, sendo eterno o pecado, eterno também deve ser o castigo! (Sl 48, 8-9).

 

 

 

 

“Ali a culpa  disse o Belluacense, poderá ser castigada, mas jamais expiada” (Lib. II, 3p), porque, segundo Santo Agostinho, “ali o pecador é incapaz de arrependimento”. E ainda que Deus quisesse perdoar ao réprobo, este não aceitaria a reconciliação, porque sua vontade obstinada e rebelde está confirmada no ódio contra Deus!

 

 

 

 

Disse o Papa Inocêncio III:

 

 

 

“Os anjos réprobos e os condenados não se humilharão; pelo contrário, crescerá neles a perseverança do ódio”. São Jerônimo afirma que “nos réprobos, o desejo de pecar é insaciável” (Pr 27, 20). A ferida de tais desgraçados é incurável; porque eles mesmos recusam a cura (Jr 15, 18).” (Santo Afonso de Ligório - Preparação para a morte, edição em PDF, pp. 287-288)

 

 

Mas a hipótese levantada de que Deus permita quem viveu sempre bem, acabe morrendo em pecado, distorce a realidade! pois supõe que Deus não socorra com graças quem viveu sempre bem, o que, de certa forma, transformaria a salvação numa espécie de loteria. Ora, o ditado afirma que "talis vita, mortis ita"  -  tal vida tal morte - é natural que uma pessoa que viveu bem, morra em estado de graça, e é bem possível que uma pessoa que viveu mal, morra mal. Mas, mesmo quem viveu mal, é socorrido pela graça de Deus e pode se converter na última hora, como aconteceu com um dos ladrões crucificado junto com Jesus. E as conversões de última hora devem ser muito mais numerosas do que se pensa, pois Deus, que é infinitamente misericordioso, e leva em conta muitos fatores desagravantes que os homens desconhecem.    

 

 

 

Realmente, Nosso Senhor deixou envolta em mistério essa questão de Judas, porque, poderíamos ou abusar da misericórdia divina, ou cair em desespero!

 

 

 

Não exageremos a justiça de Deus, fazendo-a em nossa escalão, dura demais e sem misericóridia; e não deformemos a sua misericórdia infinita transformando-a em moleza blasfema. Deus não é um carrasco cruel e legalista, mas também, Deus não é permissivista. Mas é nosso Pai infinitamente misericordioso, porque é infinitamente justo! Confiemos em sua misericórdia infinita, sem abusar de sua justiça.

 

 

 

 

O ROMANTISMO E HUMANISMO INSERIRAM NA IGREJA UMA FALSA IDÉIA DA JUSTIÇA E MISERICÓRDIA DIVINA

 

 

 

 

O catolicismo ensina que o homem existe para Deus.O Humanismo afirma que tudo existe para o Homem, e que o Homem existe para si mesmo.Com efeito, a cosmovisão católica só pode ser Teocêntrica, enquanto a concepção do mundo moderno - nascida no Renascimento - é antropocêntrica.

 

 

 

 

Essas duas cosmovisões são mutuamente excludentes!

 

 

 

 

Cristo nos disse, o que a Liturgia do Sábado Santo repete, na bênção do círio pascal: "Ego sum Alpha et Omega ! Principium et Finis". Para o Humanismo, o Homem - sempre com esse maldito H maiúsculo - ele é a causa, a medida e o fim de todas as coisas. De certa forma, a Modernidade proclamou: "Homo, principium et Finis, Alpha et Omega"!

 

 

 

O Humanismo é pagão! Ele faz do Homem um ídolo e o entroniza no lugar de Deus!

 

 

 

 

O Homem passa a ser a medida de todas as coisas. Mas..."Isto diz Deus: Maldito o homem que confia no homem", diz a Sagrada Escritura (Jer. 18, 5).

 

 

 

"Dois amores construíram duas Cidades: O amor a Deus, levado até o desprezo de si mesmo, construiu a Cidade de Deus. O amor de si mesmo, levado até o desprezo de Deus, construiu a cidade terrena do homem...” (Santo Agostinho, Civitas Dei).

 

 

 

 

Construiu a Cidade do Homem. A Civilização cristã, na Idade Média, teocêntrica, foi, em certo sentido a Civitas Dei.Mas a Civilização do Mundo Moderno, iniciada com o Humanismo, foi a Cidade do Homem. E entre essas duas Cidades não há conciliação possível.Não há senão ódio entre essas duas Cidades, um ódio posto por Deus, desde a maldição da serpente, a grande arquiteta do universo humano: "Porei inimizades entre ti e a mulher, entre a tua raça - a tua Cidade - e a dela, e ele mesma te esmagará a cabeça" (Gen. III, 15).

 

 

 

Tendo em vista tudo isso, como imaginar um Humanismo cristão?

 

 

 

Como imaginar uma conciliação possível entre a Civitas Dei e a Civitas Homini?Como excogitar uma conciliação entre os dois amores inconciliáveis que as causaram?Se o cristianismo tem Cristo como Alpha et Ômega, como manter-se cristão, afirmando que o homem é o princípio e o fim de tudo?

 

 

 

Humanismo e Cristianismo são termos contraditórios! Ninguém pode ser verdadeiramente cristão e humanista, ao mesmo tempo!

 

 

 

Entretanto, foi feita a tentativa de conciliar Cristianismo e Humanismo. Porque sempre há os que procuram ver o que há de verdade em toda e qualquer heresia. E sempre alguma encontram, porque é impossível haver uma mentira absoluta! E encontrando um grama de verdade numa tonelada de mentiras, esses conciliadores exultam, e com o grãozinho de verdade defendido pela heresia montam sistemas complexos de sofismas, para justificar o injustificável. O grande mal, ocorrido já no nascer do mundo moderno, foi que se procurou fazer essa conciliação impossível entre a mentalidade moderna e o catolicismo, tentando inventar um humanismo pretensamente cristão, como mais tarde se procurou fazer um liberalismo católico, e, hoje, um socialismo cristão. Esse pseudo-humanismo cristão - como o de Maritain, um autor admirado pelo papa Paulo VI - salienta algumas verdades, dando uma interpretação aceitável do termo herético, e colocando sobre o conjunto mal ajambrado o rótulo de cristão sobre a heresia humanista camuflada. Desse modo se inventou um Humanismo ambiguo, dando uma interpretação aceitável ao termo herético, e, fazendo isso, contribuíram para montar uma grande confusão, pois o mesmo termo - no caso, o Humanismo - passa a ter dois sentidos diversos: um sentido cristão e um sentido pagão, o que permitirá todas as anfibologias e todos os deslizamentos para o abismo do erro. É claro que se pode afirmar que a verdadeira grandeza do ser humano só é atingida pela concepção católica do universo. Só a Igreja Católica reconhece ao homem a sua verdadeira dignidade que consiste em se tornar filho adotivo de Deus pelo batismo.Contudo, procurar dar a essa concepção católica do homem o termo já poluído de humanismo é propiciar aos inimigos da Igreja uma brecha pela qual entrarão na Cidade de Dues todos os miasmas do naturalismo.Adotar um termo eivado de tantos significados maus, nunca é conveniente.

 

 

 

E quem seria O Homem?

 

 

 

O termo é um universal, que em cada época se procurou reconhecê-lo num tipo de homem particular. Inicialmente, foram os gênios renascentistas que se julgaram o Homem. Depois foram os Reis absolutos que se colocaram como princípio e fim de tudo, querendo que todos, inclusive Deus e a Igreja, os servissem. Essa pretensão auto divinizadora do Homem do Renascimento e do Absolutismo tiveram a benção complacente de Papas humanistas tais como Pio II, Leão X, Júlio II, etc.

 

 

 

Os Papas do Renascimento - conhecidos, infelizmente por seus escândalos - aderiram ao humanismo!

 

 

(Jesus e Maria -Teto da Capela Sistina)

 


Não houve, nessa época, uma condenação do Humanismo. E essa doutrina espúria entrou nos meios católicos e especialmente no Vaticano. O blasfemo e sacrílego herege Lorenzo Valla, negador da Santíssima Trindade, foi nomeado pelo Papa do seu tempo, para exercer um cargo no Vaticano, a fim de escapar da Inquisição de Nápoles.Outra prova dessa proteção dos Papas ao humanismo pagão é a Capela Sixtina, onde Michelangelo pintou uma Criação do Mundo gnóstica, e um Juízo Final ainda pior. O máximo que se fez contra o paganismo humanista de Michelangelo foi um Papa mandar pintar uns véus pudicos nas figuras nuas do "Juízo Final" - (nesse afresco, mesmo a Virgem Maria e Cristo apareciam nus) - onde um Apolo toma o lugar de Cristo, e onde se exalta o suicídio de Hércules (na figura de São Lourenço), e ódio à matéria (na figura do Apóstolo São Bartolomeu, que, na verdade, é Marsias retirado da própria pele por Apolo).

 

 

(São Bartolomeu - Teto da Capela Sistina)

 



Portanto, o chamado humanismo cristão do Renascimento é uma fábula. O Humanismo sempre foi pagão!

 

 

 

E o pior Humanismo daquele tempo, infelizmente,  foi o que se travestiu de cristão, no Vaticano. É claro que se protestará contra estas afirmações, pois sempre haverá quem se alce na ponta dos borzeguins ou dos coturnos clássicos para protestar, defendendo o Humanismo renascentista em nome da arte ou da cultura.O egoísmo dos monarcas absolutos, fautores de religiões nacionais (inglesas ou francesas), acabou na guilhotina ou no Parlamentarismo, que foi uma guilhotina seca! E a guilhotina - a molhada - fez triunfar o Homem sob a forma de Citoyen (cidadão) A seca, em forma de Deputado Tudo em prol do cidadão. Ainda hoje muito se fala em "exercer a cidadania".Com a Revolução de 1789, o Humanismo, do artista e do soberano solar se transmutou em advogado e comerciante.E "O Homem"- sempre com o maldito H maiúsculo – e um Deus genérico e arquiteto, com “d” minúsculo, entronizado pela guilhotina e carregando a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão sob o braço, passou a ser o burguês capitalista, adorador de si mesmo, ainda quando se punha como devoto do grande arquiteto do universo, ou da Deusa Razão (com D maísculo).Também essa visão burguesa e capitalista do Homem, vitoriosa com a Revolução Francesa de Robespierre e de Napoleão, contou com o beneplácito dos católicos radicalmente moderados e conciliadores: O Homem da Revolução foi ungido e abençoado por Pio VII, em Notre Dame de Paris.E perguntou um poeta: "E como pode o Pastor Supremo confundir o bode com o cordeiro?" (Paul Claudel, L"Otage).

 

 

 

 

É de espantar que depois da sagração de Napoleão - "A Revolução a cavalo" - por um Papa, surgissem os católicos liberais?

 

 

 

 

Seria espantoso que eles não tivessem surgido, os defensores do Humanismo Cristão sob forma liberal! - Assim como Leão X quis batizar e abençoou o paganismo humanista, Pio VII coroou Napoleão e seu Código burguês e capitalista. E, mais tarde, Leão XIII, determinou e forçou o "ralliement" dos católicos à república nascida nas lojas.Graças a Deus, havia ainda reações contra essas capitulações, e Gregório XVI condenou o liberalismo e o tradicionalismo "católicos" de Lamennais, na encíclica Mirari Vos. Depois, Pio IX, na Quanta Cura e no Syllabus, condenou, de novo e solenemente, o tal liberalismo católico.

 

 

 

Faltou uma condenação do Romantismo!

 

 

 

Uma terrível falha que foi usada pelos inimigos da Fé, para introduzir a Gnose na Igreja, conforme salientou Allain de Besançon. Pode haver maior aviltamento do que símbolo da falsa luz gnóstica?É assim que a Gnose romântica vê a luz, e é assim que vê a rosa, símbolo da virgindade, profanada pela luz da verdade.Mas o Humanismo, aburguesado e capitalista do liberalismo, igualitariamente democrático, não podia satisfazer os proletários nascidos da Revolução industrial e da extinção das corporações. O egoísmo monárquico foi sucedido pelo egoísmo do lucro separado da moral. Marx lançou então o novo Humanismo: "O Homem" era o Proletário "explorado" pelo burguês "guloso da fantasiosa mais valia".Ecce Homo! Ecce Proletarius! O Marxismo se apresentou como a conclusão lógica do humanismo de Ficino e de Erasmo. O Humanismo, que levantara altares ao Homem, agora tirava a conclusão final de sua idolatria, proclamando a morte de Deus - a absoluta blasfemia - com Nietzsche, e o materialismo absoluto, a absoluta imbecilidade de Marx.

 

 

 

O sofisma se desnudara - O Humanismo chegava à sua conclusão lógica!

 

 

 

Socialismo e comunismo se declararam a verdadeira e derradeira face do Humanismo: aquela que se preocupa com o Homem enquanto aparelho digestivo. Essa seria a verdadeira dignidade do Homem: ser capaz de digerir. A vida física passou a ser o supremo valor e o dinheiro o motor da História.Mas essa também era uma idéia...e falsa.O Homem renascentista, gênio artístico ou filosófico, se transmutara em comerciante obeso, com uma corrente de ouro pendente do colete. Este Homem durou pouco. Depois dele, nascia com Marx, O Homo Proletarius, ufano de sua materialidade e animalidade. Lenin, Stalin, Mao e Fidel se encarregaram de difundir os dogmas da "Bíblia da Imbecilidade e do ódio" - a expressão excelente é de Paul Claudel - bíblia laica escrita pelo falso profeta do Homem Proletário, Karl Marx.

 

 

 

Hitler contestou Marx. O Homem era O Alemão. O Ariano! O “Homo Germanicus”, ao qual se imolaram vítimas humanas em Auschwitz e em Treblinka.

 

 

 

Também em face do materialismo marxista - como do nazismo - houve os eternos simpatizantes da mentira, tentando conciliar o Humanismo animalizado do marxismo com a Justiça do Cristianismo, o arianismo pagão hitlerista com a noção de pátria e nação defendida pela Igreja. Jacques Maritain - um amigo de Paulo VI, e um dos inspiradores do Concílio Vaticano II - escreveu o livro "Humanismo Integral", no qual defende a doutrina da progressiva libertação do homem através da Reforma, da revolução Francesa e da revolução bolchevista. E Monsenhor Kaas, líder do Zentrum, o partido católico na Alemanha votou por Hitler para Chanceler do Reich alemão, e lhe concedeu plenos poderes. Enquanto na Cruz Jesus Morria pedindo a Deus: “Pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem...” Estes humanistas, sabiam exatamente o que queriam e o que estavam fazendo!

 

 

 

E não faltaram os que defenderam um socialismo cristão, embora Pio XI tivesse declarado que ninguém pode ser católico e socialista ao mesmo tempo, pois são termos contraditórios!

 

 

 

Pio XI condenou, na Quadragésimo anno, o socialismo cristão, demonstrando que esses termos são antitéticos e inconciliáveis. (Cfr.Pio XI, Quadragesimo Anno), ensinamento que João XXIII repetiu na Mater et Magistra. Como não faltaram também, os católicos que apoiaram o nazismo, a pretexto de que era preciso salvar a Europa do comunismo. Não faltaram os Bispos socialistas. Nós mesmos tivemos, e temos, aqui no Brasil, Bispos, padres, religiosos e Cardeais bem vermelhos e nada inocentes! Como não faltaram os que consideravam Hitler um "cristão autêntico" (Por exemplo, o Cardeal Faulhaber). Nós tivemos mesmo Arcebispos que começaram verdes - a camisa integralista-nazista sob a batina - e que depois amadureceram, e ficaram bem vermelhinhos, mas sempre humanistas! Sempre preocupados com O Homem (com H maiúsculo!).Pouco acima citei Maritain. Citar Maritain é aproximar-se de Paulo VI, seu amigo, admirador, e discípulo. Mas, citar Maritain é aproximar-se do Modernismo.Ora, no início do século XX, Loisy, o padre cujas obras fizeram vir a lume a heresia modernista que caminhava secretamente nos seminários, nas Dioceses, e mesmo no Vaticano, o Padre Alfred Loisy, excomungado por São Pio X, escreveu em seu livro herético "L" Évangile et L"Église", em 1902:"Em Cristo, a humanidade se eleva até a Divindade. Pode-se dizer, se se quiser, que a humanidade adora a si mesma em Jesus; mas se deve acrescentar que, fazendo isso, ela não esquece nem a sua própria condição, nem a de Deus" (A. Loisy, "L" Évangile et L"Église, p. 263). E falando das perspectivas do Modernismo lançado por Loisy, afirma Émile Poulat:"De fato, [na obra de Loisy] o olhar, para onde quer que ele se dirigisse, não encontraria jamais um ponto onde pudesse se deter ou chegar . Diante de si, o futuro ilimitado do catolicismo supunha sua transformação, uma transformação com relação à qual a religião da humanidade se deixa advinhar como um prolongamento possível" (Émile Poulat, Histoire, Dogme et Critique dans la Crise Moderniste, Albin Michel, Paris, 1996, p.98 - A edição original é de Castermann, 1962). - O que era uma perspectiva possível no inicio do Modernismo e sob o seu impulso - a Religião do Homem - realizou-se, e foi proclamada a sua realização, por Paulo VI, sessenta anos depois, ao encerrar o Concílio Vaticano II. Não me faltarão aqueles que contra argumentarão, em defesa do Humanismo, com documentos de Paulo VI na mão.Por exemplo, meus adversários poderão citar o Discurso de encerramento do Vaticano II, no qual Paulo VI declarou que:"Neste Concílio [Vaticano II] a Igreja quase que se fez escrava da Humanidade". E ainda: "Humanistas do século XX, reconhecei que Nós também temos o culto do Homem".Por exemplo, os adversários poderão citar contra mim - e eu me alegrariacom isso - o que disse o Padre Maurice Zundel:"É preciso portanto admitir, com os mais humildes fiéis, que Jesus realmente escreveu no centro da História esta prodigiosa equação: o homem = Deus" (M.Zundel, Quale Uomo e Quale Dio, Esercizi spirituali predicati a Paulo VI e alla Curia Romana. Edit. Messagero, Padova, 1989, p. 158).

 

 

 

 

No Discurso de encerramento do Vaticano II, Paulo VI declarou que:

 

 

 

"A Igreja do Concílio [Vaticano II] ocupou-se bastante do homem, do homem tal qual ele se apresenta em nossa época, o homem vivo, o homem todo ocupado consigo mesmo, o homem que se faz não só o centro de tudo o que o interessa, mas que ousa ser o princípio e a razão última de toda a realidade...”

 

 

 

"A antiga história do Samaritano foi o modelo da espiritualidade do Concílio Vaticano II - Uma simpatia imensa o investiu inteiramente. A descoberta das necessidades humanas... absorveu a atenção deste Sínodo. Reconhecei-lhe pelo menos este mérito, ó vós humanistas modernos, que renunciais à transcendência das coisas supremas, e saibais reconhecer o nosso novo humanismo: nós também, Nós mais do que qualquer outro, nós temos o culto do homem...” (Paulo VI, Discurso de encerramento do Concílio Vaticano II, 7 de Dezembro de 1965).

 

 

 

 

"Este Concílio (...) em conclusão, dará uma lição nova, simples e solene para ensinar a amar o homem, para amar a Deus."(Paulo VI, Discurso de encerramento do Concílio Vaticano II, 7 de Dezembro de 1965).

 

 

 

O humanismo laico e profano apareceu, enfim, em sua terrível estatura e, em certo sentido, desafiou o Concílio. A religião de Deus que se fez homem encontrou-se com a religião do homem que se fez Deus. Que aconteceu? Um choque, uma luta, um anátema? Isto deveria acontecer; mas isto não aconteceu.Era uma proclamação de concórdia inaudita entre a Igreja - a Civitas Dei por excelência - e o mundo Moderno, com o Humanismo, fundamento da Cidade do Homem.E desta conciliação impossível só poderia nascer a submissão, a servidão da Igreja ao Homem.

 

 

 

Era natural que esse culto da paz humana, e esse culto do homem pelo homem, proclamado por Paulo VI, se concluíssem na proclamação da ONU como a verdadeira fonte da paz!

 

 

 

Em discurso que Paulo VI fez na ONU, ele declarou: "Nós trazemos a esta Organização o sufrágio dos nossos últimos predecessores, especialmente de todo o episcopado católico e o Nosso, convencidos, como Nós o estamos que esta Organização representa o caminho obrigatório da civilização moderna e da paz mundial ... Os povos olham para as Nações Unidas como para a última esperança da concórdia e da paz Nós ousamos trazer aqui, com o Nosso, o seu tributo de honra e de esperança" (Paulo VI, Discurso na ONU, 4 de outubro de 1970).

 

 

 

A paz da ONU?... Já não serve mais a Paz de Cristo?

 

 

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize...”  (João 14,27)

 

 

Da ONU, "cette chose là de New York", como a denominava, com desprezo, De Gaulle.

 

 

A paz da ONU é a paz da Cidade do Homem, não a paz de Cristo, a paz da Civitas Dei!

 

 

 

Desde que a ONU nasceu, não cessaram de troar os canhões, nem de matraquear as metralhadoras, nem os aviões de lançar os foguetes, nem a guerrilha de massacrar. A paz da ONU é a Nigéria. É Ruanda Burundi. É a Colombia das Farc e do narcotráfico. É a paz do Vietnam e do Cambodge. É a paz da morte e da injustiça. A paz do homem. A paz do humanismo.

 

 

 

Sem desmerecer este santo Papa: “Qual a autoridade teológica desses pronunciamentos de Paulo VI ?”

 

 

 

 

Embora as palavras de um Papa mereçam sempre grande e respeitosa atenção, a elas se deve uma adesão proporcionada ao grau de autoridade usada por ele, ao pronunciá-las. Quanto aos discursos feitos em viagens, e na ONU, a autoridade teológica deles é muito menor ainda do que a do Discurso de encerramento do Concílio. O homem - cada homem, como aquela rosa do campo - tem um "perfume" próprio, um valor único, que Deus deu apenas a ele, já que Deus nos criou à sua imagem e semelhança, cada um de nós refletindo uma qualidade de Deus, sob certo ângulo. Daí cada homem ser único. Cada um com um valor pessoal inigualável.Deus nos fez como seus espelhos. Mas, sendo Deus infinito, se nos tivesse feito iguais, a imagem que refletiríamos dEle seria mínima. Sabiamente, então, Deus nos fez, como espelhos colocados a seu redor, num círculo imenso, de modo que, cada um de nós reflete a imagem de Deus, sob certo ângulo.Cada homem, tem assim, em sua alma, uma imagem de Deus única. Desde o início do mundo até o fim da História, não haverá outro Ivan Rojas.Se somos bons, isto é, se vivemos em estado de graça, a luz de Deus se reflete fulgidíssima em nossa alma, iluminando o mundo.Quando pecamos, colocamos lama sobre o espelho de nossa alma, e impedimos que a luz, que Deus queria fazer penetrar e refulgir em nós, brilhe diante dos anjos e dos homens.Nas criaturas inferiores ao homem, a luz divina só se reflete através dos símbolos, assim como pela ordem e pelo bem, nelas existentes. São Boaventura, no seu Itenerarium, diz que nas criaturas inferiores só aparecem vestígios de Deus, enquanto que em nós, está impressa a imagem de Deus, por nossa inteligência e vontade. E, se somos santos, nos tornamos semelhantes a Deus, pela graça santificante.Portanto, cada homem, tem um valor único.E assim como a rosa se abre ao sol, mesmo que isso a faça morrer, ela se abre para dar o seu perfume ao mundo, assim, também, devemos abrir-nos ao Sol de Justiça, para dar ao próximo a nossa luz, o nosso perfume, ainda que isto nos custe a vida. É o que lembra até o gibeliníssimo (Guelfo branco) Dante Alighieri, no Convivio (IV, 27).Pobre rosa... Heróica rosa!Pobre homem, que vive e morre para dar o seu pequeno-grande valor ao próximo. Heróico homem! Homem santo!Esta era a visão católica do homem na Idade Média, exposta pelo já moderno, em tantos sentidos, Dante Alighieri. Montanari compara então o que diz o Dante, medieval, sobre a rosa e sobre o homem, com o que dizem dessa mesma rosa, Lorenzo, il Magnifico - que tinha ele de grande para ser assim apodado? - e Poliziano.Ambos têm lindas poesias sobre a precariedade da vida da rosa. São duas poesias, as deles, muito bem feitas, descrevendo a louçania de rosas apanhadas pela manhã, ainda com gotas de orvalho sobre as pétalas, e cheias de perfume. Ao retornarem, à tarde, eles encontram as rosas fenecidas, sem louçania e sem perfume, morrendo. Ambos tiram a mesma conclusão: a vida e a juventude são passageiras. Aproveitemos santamente a juventude e a vida, antes que feneçam.

 

 

 

Conforme a vontade moderna, ninguém existe para servir a Deus e ao próximo. Todos só existem para servir o Homem! E cada um pensa: o Homem sou Eu. "Ecce Homo: Ego".

 

 

 

"Ecce venio" - A visão medieval é a de um amor mais alto e altruísta. A visão humanista é egoísta. Antropocêntrica. O Homem está no centro de tudo, e o homem sou eu, pensavam Polizziano e o Lorenzo, que de realmente Magnífico tinha muito pouca coisa. A cosmovisão católica tem Deus como centro. Isto significa que aceita Deus como causa de tudo, a norma de tudo, o fim de todas as coisas. Deus é a causa eficiente - Alfa - e a causa final de tudo - Ômega.

 

 

 

O catolicismo ensina que o homem existe para Deus.O Humanismo afirma que tudo existe para o Homem, e que o Homem existe para si mesmo!

 

 

 

Sim, acredito que um ato sincero de arrependimento possa obter de Deus o perdão total! E acredito nisso, porque Cristo e a Igreja Católica ensinam tal coisa. Devemos nos lembrar de que, na Cruz, Cristo era ofendido por um dos ladrões, que, com isso, visava agradar aos judeus, e assim talvez salvar a sua vida. Ele perdeu a vida e a alma. O outro ladrão, pelo contrário, disse: "Nem tu temes a Deus, estando no mesmo suplício? Nós estamos, na verdade, justamente, porque recebemos o que merecem as nossas ações, enquanto este não fez nenhum mal.E dizia a Jesus:"Senhor, lembra-te de mim, quando estiveres no teu Reino.”Jesus disse-lhe:"Em. verdade te digo: ainda hoje estarás comigo no paraíso" (MT 23,40-43).Esse ladrão foi perdoado por Cristo Deus, na hora da morte, porque reconheceu a Divindade de Cristo, já que o chamou de Senhor, reconheceu os seus pecados e a justiça de sua punição.Na História há inúmeros casos do mesmo tipo, mas não existe perdão sem arrependimento e reconhecimento da culpa! Por isso a Igreja canta no "Dies irae":

 

 

"Qui Mariam absolvisti,              

Tu, que absolveste Maria Madalena,

et latronem exaudisti,                 

e atendeste ao ladrão

mihi quoque spem dedisti"          

a mim também deste esperança

 

 

A misericórdia de Deus é infinita, e por isso temos esperança de que Ele nos perdoará nosso inúmeros e graves pecados se nos arrependermos sinceramente. Muitas pessoas que viveram muito mal, se arrependem no último momento, e foram salvas pela bondade infinita de Deus, que quer a salvação do pecador e não a sua punição (Ezeq 33,11). É claro que muitos abusam dessa misericórdia infinita, e adiam o seu arrependimento. Desses é de temer que se percam. Mesmo assim, em minha vida - que se aproxima do fim - vi inúmeros pecadores se arrependerem, na hora da morte e não tenho dúvidas que alcançaram a Salvação. Confiemos, pois, na infinita misericórdia de Deus, sem jamais abusar dela, e entreguemo-nos a Nossa Senhora que é nossa Mãe de Misericórdia.Quanto à questão do tempo do arrependimento, deve-se levar em conta que Deus está fora do tempo, e que, por isso, Ele pode dar ao pecador graças extraordinárias, no próprio momento da morte. Conto-lhe, para que compreenda isso, um caso que aconteceu com o Santo Cura de Ars, São João Maria Vianney, no século XIX.Esse santo, atendia as pessoas, no confessionário, 20 horas por dia. Sua fama de santidade era tal que a fila, para falar ou se confessar com ele, era longuíssima, as pessoas tendo que aguardar sua vez, durante muitos dias.Nessa fila imensa, certa vez, havia uma senhora aflitíssima. Em dado momento, São João Maria Vianey saiu do confessionário e, indo até ela, lhe disse: "Confia filha, entre a ponte e o rio, seu marido se converteu". Essa Senhora estava aflita, porque seu marido se matara, jogando-se num rio. Mesmo nesse momento fugidio, Deus o salvou.

 

 

Como se aplica a Sabedoria de Deus nesse encontro da misericórdia e da justiça infinitas?

 

 

 

Respondo-lhe com São Tomás de Aquino, o qual explica que a misericórdia e a justiça são virtudes irmãs. Uma não pode existir sem a outra. Elas são como dois arcos góticos que formam a ogiva: um arco sustenta o outro. Assim, se não existir misericórdia, a justiça se transmuda em crueldade. E a misericórdia desacompanhada da justiça desmorona como moleza.Justiça e misericórdia se encontraram e se beijaram as faces:

 

 

“Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia, e concede-nos a tua salvação. Escutarei o que Deus, o Senhor, falar; porque falará de paz ao seu povo, e aos santos, para que não voltem à loucura. Certamente que a salvação está perto daqueles que o temem, para que a glória habite na nossa terra. A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85,7-10)

 

 

 

CONCLUSÃO:

 

Que teremos muitas surpresas agradáveis e desagradáveis no juízo final, sem dúvidas que teremos! Mas, uma coisa é certa na revelação de Deus nas escrituras:

 

 

“Pois dia e noite a tua mão pesava sobre mim e minhas forças se desvaneceram como a seiva em tempo de seca. Confessei-te o meu pecado, reconhecendo minha iniquidade, e não encobri as minhas culpas. Então declarei: Confessarei minhas transgressões para o SENHOR, e tu perdoaste a culpa dos meus pecados”. (Salmo 32,4-5)

 

 

“Se declaramos que não temos pecado algum enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar todos os pecados e nos purificar de qualquer injustiça.Se afirmarmos que não temos cometido pecado, nós o fazemos mentiroso, e sua Palavra não está em nós”.(1 João 1,8-10)

 

 



Portanto, apesar da liberdade e soberania divina que ultrapassa nossa inteligência, iria contra a revelação de Deus nas Sagradas Escrituras Ele perdoar a Hitler sem arrependimento, e dar a ele a mesma recompensa de madre Teresa de Calcutá, pois conforme está revelado, só existe perdão onde há arrependimento e conversão:



Isaias 26,10: “Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniquidade, e não atentará para a majestade do SENHOR...”

 

 

Apoc. 21,27: “Nela jamais entrará qualquer coisa impura, tampouco, alguém que pratique ações vergonhosas ou mentirosas...”

 

 

Apocalipse 22,14-16: “Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas...”  



E O QUE DIZER SOBRE: “PAI PERDOAI-LHES, PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM" - NÃO ACONTECEU UM PERDÃO SEM ARREPENDIMENTO?

 

Romanos 7,7-8: “Portanto, que concluiremos? A Lei é pecado? De forma alguma! De fato, eu não teria como saber o que é pecado, a não ser por intermédio da Lei. Porquanto, na realidade, eu não haveria conhecido a cobiça, se primeiro a Lei não tivesse dito: Não cobiçarás. Mas o pecado, aproveitando-se da ocasião dada pelo mandamento, provocou em mim todo o tipo de cobiça; porque, onde não há conhecimento da lei, o pecado está morto...”

 

 

Ao lermos a Palavra, em especial o Evangelho e as Epístolas, temos como tônica o amor, ou a caridade, como São Paulo coloca. Amor plantado em nós por Deus, dom do Espírito Santo. Consequências (do dom da caridade, da fé, etc.) são a longanimidade, mansidão, etc. Um exemplo: a passagem de Jesus no poço da Samaria, com a samaritana. Jesus não a exclui por seu estado de vida. O perdão de Jesus, na cruz, e sobre o dar a face como resposta a quem nos bate, todos estes casos colocam uma só questão: quando a caridade manda perdoar, e quando ela manda punir?

 

 

 

Amar é querer bem. Querer bem é querer, em primeiro lugar, a salvação eterna de nossos irmãos e de todos os homens. Para isto devemos agir com prudência, como Nosso Senhor nos ensinou.Nas escrituras vemos ocasiões em que às vezes Ele perdoava, e outras vezes amaldiçoava como aos fariseus, publicanos e vendedores no templo.Qual o critério que Ele nos deu? Se alguém tem um mínimo de boa vontade, deve ser tratado com paciência, mansidão, enfim, com caridade. Estes que demonstram boa vontade são, normalmente, os que caem em erros e pecados mais por fraqueza do que por malícia. E este é, em geral, o caso da juventude transviada, tão abandonados hoje em dia a si mesmos, pois não há ninguém que os oriente ou ensine. Quando o pecador adere ao pecado com a inteligência, com malícia e má vontade, então é preciso usar de energia para corrigí-lo!Lembre-se da palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Eu não vim apagar a tocha que fumega, nem quebrar a cana torcida".Que quer dizer essa palavra de Cristo? Enquanto a verdade tiver um ponto aceso na inteligência, há esperança de conversão!O caso da Samaritana do poço é muito ilustrativo. Repare que Cristo não procurou fingir que não sabia de seu pecado, não procurou fazer "média" com ela (desculpem-me a expressão trivial). Pelo contrário, conduziu a conversa de modo a fazê-la confessar seu adultério: "Mulher, onde está o teu marido?" - "Não tenho marido, disse ela. Ao que Cristo lhe respondeu: "Dizes bem! Não tens, porque já tiveste cinco, e aquele que está contigo agora, também não é teu marido."Nosso Senhor não camuflou seu pensamento. Foi direto ao ponto, e, com franqueza santa, mostrou a ela qual era o seu pecado de forma sicera, caridosa e verdadeira! Jamais negando a verdade em nome da caridade! E foi esta franqueza amorosa que a converteu! Porque não é possível operar o canceroso se não se avisa de seu mal gravíssimo antecipadamente.Sobre o perdão na cruz, há muita coisa de que não se fala nesta passagem e muitas más interpretações. Note que Cristo disse: "Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem". Primeiro, Cristo não os perdou, pois tinha autoridade para isto, mas pediu ao Pai que os perdoasse.Segundo, é curioso notar que Cristo diz que eles não sabiam o que faziam. Ora quem ignora o que faz, não tem, normalmente, culpa. E como, então Cristo pede perdão para quem não tem culpa? É que há dois tipos de ignorãncia:

 

 

 

a) a ignorância invencível, que é aquela dos que não puderam, de modo algum, e que não tem meios de saber a verdade. Estes não tem culpa.

 

 

b) a ignorância vencível, daqueles que, podendo saber o que é certo e o que é verdade, não quiseram saber dela. Esta ignorância é culpada.

 

 

 

Se Cristo pediu perdão pelos que o crucificaram, é porque eles tinham culpa. Logo, a ignorância deles era vencível, e portanto, culpada.Receberam eles o perdão? Tomara que sim. Mas não é certo, só Deus o sabe.A recomendação de Nosso Senhor de que apresentemos a outra face, quando nos baterem no rosto, também ela deve ser entendida retamente. Considere que quando Cristo foi esbofeteado, Ele não apresentou a outra face, mas protestou dizendo:"Se errei, mostra-me onde, se não, por que me bates?" - Portanto, Jesus não deu a outra face, quando foi esbofeteado. Que conclusão prática tirar disso?

 

 

 

“Quando formos ofendidos PESSOALMENTE, se julgarmos que perdoar o ofensor pode vir a comovê-lo e convertê-lo, devemos perdoá-lo (dar a outra face). Se verificarmos que a resistência à ofensa, ou seja, não a diminuindo, é que podem convertê-lo, devemos neste caso seguir o exemplo de Cristo e protestar contra a ofensa recebida” - Nos dois casos, o que se deve visar é fazer o ofensor cair em si, refletir sobre seu pecado e por fim, despertar a sua verdadeira conversão".

 

 

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Neste Apostolado APOLOGÉTICO (de defesa da fé, conforme 1 Ped.3,15) promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Defendemos as verdade da fé contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Deus é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade. Este Deus adocicado, meloso, ingênuo, e sentimentalóide, é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomás de Aquino).Este apostolado tem interesse especial em Teologia, Política e Economia. A Economia e a Política são filhas da Filosofia que por sua vez é filha da Teologia que é a mãe de todas as ciências. “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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